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Parkinson, saúde, idosa

Dia Mundial da Alergia: ComCausa por meio do projeto ComuniSaúde orienta o combate a doenças alérgicas respiratórias

O Dia Mundial da Alergia, lembrado nesta sexta-feira, 8 de julho, ganha um reforço especial na Baixada Fluminense com o lançamento do projeto ComuniSaúde, uma iniciativa da organização ComCausa. Com foco na promoção da saúde integral, o projeto será implementado em comunidades de seis municípios da região e visa melhorar o acesso ao atendimento básico, ampliar a conscientização sobre saúde mental e fortalecer as redes comunitárias, com atenção especial às doenças alérgicas respiratórias, como rinite e asma, que afetam milhões de brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 35% da população mundial sofre com algum tipo de alergia respiratória. No Brasil, essas doenças representam uma das principais causas de atendimento ambulatorial, com impactos diretos na qualidade de vida e na produtividade das pessoas. Pensando nisso, o ComuniSaúde chega com a missão de articular saberes locais, instituições públicas e lideranças comunitárias para atuar de forma direta nas favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. A proposta conta com o apoio de secretarias municipais de saúde e instituições locais, e tem como diferencial o protagonismo da comunidade. Serão realizadas escutas, rodas de conversa, mutirões de saúde, oficinas e visitas domiciliares para mapear os principais desafios enfrentados pela população no cuidado com a saúde respiratória e mental. O envolvimento dos moradores será essencial para garantir que a campanha alcance todos os segmentos de forma inclusiva, respeitando as especificidades de cada território. As alergias respiratórias, como a rinite alérgica e a asma, estão entre as mais comuns no Brasil. Elas ocorrem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias como ácaros da poeira doméstica, pólens, alimentos e pelos de animais. A predisposição genética também é um fator importante: filhos de pais alérgicos têm maior chance de desenvolver os mesmos quadros. Para identificar e tratar as alergias, o diagnóstico clínico é o primeiro passo. O paciente deve relatar suas condições ambientais, sintomas recorrentes, histórico familiar e fatores que desencadeiam crises. Os testes cutâneos, exames laboratoriais de IgE ou RAST e os testes de provocação são os métodos mais comuns para confirmar a presença da doença. O tratamento, por sua vez, envolve a combinação de medidas de controle ambiental, uso de medicamentos para aliviar os sintomas e, em alguns casos, a imunoterapia com vacinas específicas. Evitar o contato com os alérgenos identificados é, segundo especialistas, a maneira mais eficaz de prevenir reações. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento pode começar pelas Unidades Básicas de Saúde, com encaminhamento para a atenção especializada, quando necessário. A iniciativa do ComuniSaúde vai justamente reforçar esse percurso, ampliando a orientação sobre os serviços disponíveis, promovendo campanhas educativas e capacitando agentes comunitários para identificar sinais de alerta como crises de asma, dermatites severas, urticárias, conjuntivites e até casos mais graves de anafilaxia. Além da questão respiratória, o projeto também buscará integrar ações de saúde mental e de valorização da vida, reconhecendo que o bem-estar físico e emocional estão diretamente conectados. Em territórios marcados por desigualdades históricas, ausência do Estado e vulnerabilidade social, falar de saúde é também promover direitos e dignidade. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é um projeto que tem como missão ampliar a conscientização sobre o direito à saúde, promovendo a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e de todos os profissionais que atuam nessa rede pública essencial. A iniciativa fortalece redes comunitárias, especialmente em territórios periféricos e favelas, ao facilitar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e realizar campanhas educativas e de esclarecimento para toda a população. Por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais, o ComuniSaúde busca tornar o conhecimento sobre saúde mais acessível, construindo pontes entre moradores e os serviços públicos de saúde. Como parte de seu compromisso com a defesa dos direitos da população, o projeto disponibiliza um canal de atendimento via telefone para orientação, mediação de conflitos relacionados à saúde pública e busca de exigibilidade junto aos órgãos competentes, sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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PM Allan Mendes Rocha tornou-se réu formal pelo homicídio de Gabriel Pereira dos Santos

Gabriel Pereira: Policial Militar é formalmente acusado de homicídio doloso

Em um dos episódios mais emblemáticos de violência policial ocorridos no estado do Rio de Janeiro em 2024, o policial militar Allan Mendes Rocha tornou-se réu formal pelo homicídio de Gabriel Pereira dos Santos, jovem de 24 anos que foi morto com um tiro no pescoço durante uma abordagem conduzida de forma arbitrária e violenta. Relembre o acontecido O assassinato, ocorrido em 16 de agosto no bairro de Vila de Cava, pouco depois das 9 horas da manhã, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, provocou forte comoção popular e desencadeou uma ampla mobilização de familiares, organizações da sociedade civil e movimentos de direitos humanos, que desde então acompanham o caso em busca de justiça e responsabilização institucional. Segundo relatos consistentes de familaires e de testemunhas presentes no local, Gabriel havia saído de casa, nas imediações de Tinguá, para levar sua noiva ao trabalho em Vila de Cava. No caminho de volta, trafegava pelo início da Estrada de Tinguá quando foi surpreendido por dois policiais militares que estavam próximos a uma barraca de pastel. Um dos agentes, identificado como terceiro-sargento Allan Mendes Rocha, posicionou-se no meio da via com a arma já em punho, sinalizando para que o jovem parasse. Gabriel, entretanto, utilizava fones de ouvido no momento da abordagem, e tudo indica que não ouviu a ordem. Ao tentar desviar do policial, foi alvejado pelas costas. O disparo transfixou seu pescoço, e ele caiu cerca de 20 metros adiante, já gravemente ferido, vindo a óbito no local. O crime ocorreu no início da manhã, em plena luz do dia, em uma área pacificada, sem registro de conflito armado ou qualquer situação que justificasse uma ação extrema por parte dos agentes. Versões conflitantes e elementos que desmontam a narrativa oficial Logo após os fatos, os policiais envolvidos apresentaram uma versão que atribui a Gabriel estava empinando a motoe e teve uma suposta atitude hostil, alegando que o jovem teria tentado jogar a moto contra o sargento, o que, na ótica da defesa do agente, justificaria o disparo sob a alegação de legítima defesa. No entanto, essa versão foi rapidamente colocada em xeque por evidências materiais e testemunhais, que apontam para uma conduta absolutamente desproporcional por parte do agente público. Imagens de uma câmera de segurança instalada em um ônibus que trafegava ao lado de Gabriel no momento da abordagem, além de registros captados pelas câmeras corporais utilizadas pelos próprios policiais — materiais que já foram recolhidos pelas autoridades competentes e seguem sob sigilo judicial — indicam que não houve qualquer investida do jovem contra os agentes. Ao contrário, os elementos disponíveis reforçam a tese de que Gabriel sequer teve ciência da ordem policial, sendo atingido de forma abrupta e letal quando tentava apenas seguir seu trajeto. Outros elementos técnicos, como a posição em que o corpo foi encontrado, o trajeto do projétil e os depoimentos de testemunhas oculares, reforçam a incompatibilidade entre a narrativa oficial e os fatos apurados. Não se verifica, até o momento, qualquer indício de confronto que justificasse o uso da força letal, tampouco sinal de que o policial tenha agido em legítima defesa. O que se delineia, portanto, é uma ação precipitada, mal conduzida e que descumpre os parâmetros legais e éticos que regem a atividade policial. Do flagrante à liberdade: a reviravolta judicial Após o ocorrido, o sargento Allan Mendes Rocha foi inicialmente preso em flagrante. A Justiça converteu a prisão em preventiva, e o caso foi transferido para a 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, competente para crimes dolosos contra a vida. No entanto, uma decisão controversa mudou o curso do processo: o próprio Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que havia inicialmente solicitado a manutenção da prisão, reviu sua posição e pediu a revogação da medida, alegando que o acusado não representaria ameaça à ordem pública ou ao andamento da instrução criminal. O juiz Adriano Celestino Santos acatou o pedido e determinou a soltura do PM. A decisão provocou revolta entre familiares, amigos e representantes de organizações da sociedade civil. Desde então, diversos relatos de intimidação surgiram. Parentes de Gabriel relataram a presença reiterada de viaturas em frente às suas residências e locais de trabalho. Um amigo da vítima, sob anonimato, contou que foi seguido por uma viatura do 20º BPM por várias ruas de Tinguá. O ambiente tornou-se tenso, e o sentimento de vulnerabilidade se intensificou. Protestos e intimidação institucionalizada Em 4 de setembro de 2024, familiares e amigos de Gabriel realizaram um ato simbólico e pacífico em frente ao Ministério Público de Nova Iguaçu, exigindo a revogação da decisão que pôs em liberdade o autor do disparo fatal. O protesto, marcado por cartazes, faixas e palavras de ordem por justiça, foi interrompido por uma cena perturbadora: viaturas da Polícia Militar cercaram o local e policiais passaram a fotografar os manifestantes. PM se torna réu no caso Gabriel Pereira Com o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público, a Justiça do Rio de Janeiro tornou formalmente réu o policial militar Allan Mendes Rocha, acusado de homicídio doloso qualificado pela morte do jovem Gabriel Pereira dos Santos, ocorrida em agosto de 2024 durante uma abordagem policial em Vila de Cava, na Baixada Fluminense. A tipificação do crime indica que, se condenado, o réu poderá enfrentar pena superior a 20 anos de reclusão. A abertura oficial do processo se deu em maio de 2025, quando Allan Mendes Rocha foi notificado judicialmente e teve início o prazo legal para apresentação de defesa. Inicialmente, o policial permaneceu em silêncio. No entanto, no mês seguinte, compareceu ao cartório judicial e constituiu advogado particular, permitindo o prosseguimento regular da ação penal. Atualmente, o processo encontra-se na fase de instrução do Tribunal do Júri, momento reservado à produção de provas, análise documental e à oitiva das testemunhas indicadas tanto pela acusação quanto pela defesa. Essa etapa é fundamental para a formação do convencimento do juízo sobre a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. Após a conclusão da instrução, será aberta a fase

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Abaixo-assinado pede reconhecimento da Rua Ceará como patrimônio cultural do Rio

Um abaixo-assinado organizado por artistas, produtores culturais, comerciantes, frequentadores, organizações sociais – Ccomo a ComCausa -, e apoiadores da cultura fluminense em geral está ganhando força nas redes e nos circuitos culturais do Rio de Janeiro. O objetivo é claro: reconhecer a Rua Ceará, na Praça da Bandeira, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A solicitação oficial foi feita pela organização ComCausa, que protocolou o ofício nº 065_07_2024 junto à Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ), tendo reenviado o pedido à Comissão de Cultura em duas ocasiões este ano. O pleito visa a inclusão da Rua Ceará no rol de bens imateriais protegidos pelo Estado, destacando seu valor simbólico, histórico e social. A proposta é chegar a 30 mil assinaturas até o dia 07 de agosto e a adesão a proposta pode ser feita no link baixo: Um marco da cultura urbana e da cena independente Com mais de 30 anos de história, a Rua Ceará tornou-se reduto do rock underground carioca, berço de bandas independentes e local de encontros que moldaram gerações. Mais do que um ponto geográfico, a rua representa um espaço de liberdade, resistência artística, convivência e expressão cultural. A cena que ali floresceu tem relevância para além da música: consolidou vínculos comunitários, incentivou a ocupação cidadã do espaço urbano e democratizou o acesso à produção cultural. Para muitos jovens, a Rua Ceará foi — e continua sendo — porta de entrada para o universo artístico e espaço de afirmação de identidades periféricas, alternativas e livres. Por que tombar a Rua Ceará? Entre os argumentos listados no abaixo-assinado, destacam-se: A mobilização pede que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: A campanha segue aberta ao público, e a adesão pode ser feita digitalmente. O movimento reforça o apelo por uma cidade que valorize sua história plural e suas expressões artísticas populares. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Justiça por Gabriel Pereira

Era manhã de 16 de agosto de 2024 quando Gabriel Pereira dos Santos, 24 anos, saiu de casa em Tinguá para fazer algo simples: levar sua noiva ao trabalho. Em sua volta, na Estrada de Tinguá, ele cruzou com a face mais cruel do Estado brasileiro — aquela que aponta a arma antes de perguntar, que dispara antes de ouvir, que executa antes de proteger. Aquela que enxerga na pele negra e na moto um inimigo. Aquela que, de farda e fuzil, decide quem pode ou não seguir vivo. Gabriel foi morto com um tiro pelas costas. O projétil atravessou seu pescoço. Seu corpo caiu na rua como se a vida tivesse menos valor por onde ele vivia. Não houve troca de tiros. Não havia qualquer conflito na área. Não existiu reação. Apenas um jovem tentando seguir seu caminho. O autor do disparo foi o terceiro-sargento Allan Mendes Rocha, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Hoje ele é réu por homicídio doloso qualificado, mas o caminho até essa responsabilização está longe de ser linear — e revela, em cada obstáculo, a estrutura de uma justiça seletiva e omissa diante das mortes que se repetem há décadas nas periferias. A inversão da culpa A primeira reação dos policiais foi tentar transformar Gabriel em ameaça. Disseram que ele empinava a moto. Que tentou atropelar o sargento. Tentaram inverter a lógica: do jovem morto, fizeram o agressor. Do agente armado, fizeram a vítima. Mas a verdade encontrou suas brechas. Testemunhas oculares, imagens de câmeras de segurança e os próprios registros das câmeras corporais dos policiais — que estão sob sigilo judicial — contradizem a narrativa oficial. Não houve ataque. Não houve confronto. Gabriel sequer teria escutado a ordem de parada, pois usava fones de ouvido. Tentou desviar e seguir. Foi alvejado. O Código Penal Brasileiro, em seu artigo 121, §2º, inciso IV, trata como homicídio qualificado aquele cometido à traição ou mediante recurso que dificulte a defesa da vítima. Gabriel foi surpreendido e morto sem chance de reação — um caso emblemático de homicídio qualificado. O silêncio institucional e o peso do medo A morte foi seguida do que já se tornou rotina em casos semelhantes: o silêncio das instituições e o medo imposto às vítimas colaterais. Após ser preso em flagrante, o sargento teve sua prisão convertida em preventiva. A Justiça reconheceu, naquele momento, a gravidade do ato. Mas meses depois, o Ministério Público — sem que houvesse a conclusão da fase de instrução — pediu a soltura do acusado, alegando ausência de risco à ordem pública. A decisão gerou revolta. Não apenas pelo sentimento de impunidade, mas pelo medo real instaurado na família. Parentes passaram a relatar perseguições veladas: viaturas rondando suas casas, carros os seguindo, intimidações. No ato pacífico realizado em setembro de 2024, em frente ao Ministério Público de Nova Iguaçu, policiais cercaram os manifestantes e os fotografaram — uma cena que reforça a intimidação como política de Estado. Um ano: atos de memória e justiça Às vésperas de se completar um ano do crime, os familiares de Gabriel, apoiados por organizações como a ComCausa, entre outras, se mobilizam para manter viva sua memória que não é apenas uma homenagem. É um grito político. É um gesto de resistência diante de um sistema que naturaliza a morte da juventude. É a tentativa de transformar o luto em luta, como tantas mães e pais têm feito pelo país. A voz que não silenciará Gabriel era filho, noivo, trabalhador. Não teve tempo de se defender. Não teve direito ao contraditório. Mas agora, é a sociedade quem precisa falar por ele. A ação penal contra o policial segue em curso. O processo tramita no Tribunal do Júri, e a expectativa é que, ao final da instrução, a Justiça aceite a pronúncia e o leve ao julgamento popular — conforme prevê o artigo 5º, inciso XXXVIII da Constituição Federal. Até lá, os que ficaram seguem na luta. A mãe de Gabriel, seus amigos, vizinhos, moradores da Baixada Fluminense. Seguem com cartazes, com marchas, com lágrimas e com palavras. Porque, em um país onde a cor da pele define quem tem direito à vida, o silêncio é cúmplice. E a memória é resistência. Justiça por Gabriel não é apenas sobre punir um culpado — é sobre reconstruir a dignidade que o Estado insiste em roubar de toda uma geração. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rebio - Tinguá

ComCausa inicia articulação com a direção da Reserva Biológica do Tinguá

Nesta quinta-feira, representantes da ComCausa participaram de uma reunião institucional com a diretora da Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá), uma das mais importantes unidades de conservação do país. O encontro teve como objetivo estabelecer uma cooperação voltada à valorização, ao reconhecimento e à preservação da reserva, com ênfase no fortalecimento do vínculo entre a unidade de conservação e a população de seu entorno. Localizada na Baixada Fluminense, entre os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Miguel Pereira e Petrópolis, a Rebio Tinguá é considerada um verdadeiro tesouro ambiental do estado do Rio de Janeiro e um patrimônio natural de valor global. Sobre a Rebio Tinguá Criada pelo Decreto nº 97.780, de 23 de maio de 1989, a Reserva Biológica do Tinguá possui uma área de 26.260 hectares, sendo uma das principais áreas protegidas de Mata Atlântica do Brasil. A unidade é de proteção integral, o que significa que seu uso é voltado exclusivamente à conservação da natureza e à realização de pesquisas científicas, sendo vedadas atividades de exploração econômica, turismo de massa ou ocupação urbana. Em 1993, a Rebio Tinguá foi incluída pela UNESCO como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o equilíbrio ecológico, climático e hídrico da região sudeste do Brasil. Biodiversidade e importância hídrica A reserva abriga uma das maiores áreas contínuas de floresta atlântica preservada na região metropolitana do Rio de Janeiro, servindo como habitat para dezenas de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como o mico-leão-dourado, a onça-parda, o gavião-pomba e o sapo-flecha. No que diz respeito à flora, são centenas de espécies nativas, incluindo árvores de grande porte e valor ecológico como o jequitibá-rosa, o ipê-roxo e a figueira-brava. Outro aspecto fundamental da Rebio Tinguá é seu papel como berço de nascentes e mananciais que abastecem parte significativa da população do estado do Rio de Janeiro. A reserva protege áreas de captação de água dos sistemas de abastecimento da Cedae, contribuindo para a segurança hídrica de milhões de pessoas. Cooperação com a sociedade civil Durante a reunião, foram debatidas formas de cooperação entre a Rebio Tinguá e a ComCausa, com foco na educação ambiental, comunicação comunitária, valorização cultural e promoção da cidadania ambiental. A proposta é ampliar o diálogo entre a unidade de conservação e as comunidades do entorno, especialmente no eixo Nova Iguaçu–Tinguá, promovendo a conscientização ambiental, o sentimento de pertencimento e o fortalecimento de redes locais de proteção ambiental. A ComCausa, que atua há mais de 20 anos na defesa dos direitos humanos, da memória e do meio ambiente na Baixada Fluminense, reafirma seu compromisso em integrar a agenda ambiental à sua atuação territorial, fortalecendo a cultura de paz e a sustentabilidade. “Preservar a Rebio Tinguá é preservar a história, a biodiversidade e a vida da nossa região. Queremos que a população se reconheça como parte fundamental deste patrimônio e, assim, se engaje em sua proteção.” — destacou Adriano Dias, fundador da ComCausa. A articulação iniciada será formalizada por meio de um plano de trabalho conjunto, incluindo atividades educativas, campanhas de sensibilização e ações voltadas à valorização da cultura local em harmonia com o meio ambiente. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Revista Menó publica entrevista com Adriano Dias Punk Rock, direitos humanos e comunicação de guerrilha

Revista Menó publica entrevista com Adriano Dias: Punk Rock, direitos humanos e comunicação de guerrilha

Nesta semana, a Revista Menó, uma das publicações digitais mais relevantes do cenário editorial independente periférico, trouxe uma entrevista extensa, sensível e politicamente potente com Adriano Dias, fundador da ComCausa, ativista de direitos humanos, comunicador, músico, produtor cultural e referência da resistência periférica na Baixada Fluminense. A entrevista, intitulada “Adriano Dias: Punk Rock, Direitos Humanos e Comunicação de Guerrilha como resistência viva da Baixada Fluminense”, foi conduzida pelo jornalista Pedro Santos e mergulha nas mais de quatro décadas de atuação de Adriano, que tem articulado cultura, cidadania e comunicação como ferramentas de transformação cotidiana, sem abrir mão da coerência, da escuta e do afeto como princípios éticos. A Revista Menó e sua linha editorial crítica e contra-hegemônica A Revista Menó é uma publicação digital independente que se consolidou nos últimos anos por abordar, com linguagem acessível e engajada, temas contemporâneos como feminismo, sexualidade, política, arte, literatura, cinema e questões sociais, sempre sob um viés crítico e provocador. A revista se destaca por valorizar perspectivas não hegemônicas, vozes marginalizadas e narrativas que escapam ao mainstream. Seus conteúdos vão de ensaios e entrevistas a resenhas e colunas opinativas — todas atravessadas por uma linguagem que mistura análise profunda, ironia e afeto. Ao publicar a entrevista com Adriano Dias, a Menó reafirma seu compromisso editorial com histórias que emergem das bordas sociais, trazendo à tona a potência de sujeitos que constroem suas lutas fora dos centros de poder, das grandes redações e das plataformas convencionais. Militância que nasce do chão da Baixada A trajetória de Adriano não se explica por teorias nem se resume a cargos ou títulos. Forjado na Baixada Fluminense, começou sua caminhada militante ainda nos anos 1980, em um contexto de redemocratização nacional que não chegava às bordas urbanas com a mesma velocidade. Enquanto o país celebrava as eleições diretas, ele compreendia nas ruas que a violência institucional, o racismo estrutural e a exclusão social seguem vivos, mesmo sob governos democráticos. “As lutas não são compartimentos isolados. Quando a causa vira parte da sua identidade, você não apenas organiza tarefas: você vive aquilo”, diz Adriano à Menó. Ao longo da entrevista, ele compartilha como essa consciência moldou sua atuação em diversas frentes — da fundação da ComCausa, ao trabalho direto com cultura e juventude, passando pela promoção de campanhas de cidadania e o enfrentamento de violações institucionais contra crianças. Rock ComCausa: quando o som vira ferramenta de cidadania A entrevista dedica atenção especial ao projeto Rock ComCausa, iniciativa que integra arte, memória e direitos humanos por meio da linguagem do punk rock e do metal. Com raízes nos encontros musicais das décadas de 80 e 90, Adriano transformou sua vivência cultural em um projeto político e formativo. O Rock ComCausa atua na articulação de bandas independentes, produção de conteúdo, criação de campanhas e realização de eventos que usam o som pesado como instrumento de crítica e mobilização. “A ideia é transformar o barulho em voz, fazer da guitarra uma arma simbólica contra a exclusão”, afirma. Na entrevista, ele relembra como letras de músicas como Matapacos (da banda Skorno) ou Paiol em Chamas (do Armahda) funcionam como cápsulas de memória histórica e de formação crítica, possibilidade que o rock lher deu de acessar estas informações desde a décade de 1980 O punk rock da Desordem SA O retorno aos palcos com a banda Desordem SA também ocupa espaço na entrevista. Formada por amigos da velha cena punk carioca, a banda mistura memória, humor e rebeldia em canções autorais que atualizam as pautas da década de 1980 para o presente de retrocessos e resistências. Com passagens por coletâneas internacionais, ensaios no Estúdio Lux, em Nova Iguaçu, e shows celebrando os 40 anos da cena punk, a Desordem SA carrega a essência do “faça você mesmo” — com moicano, atitude e letras afiadas. “A gente se junta como quem joga bola no fim de semana — só que com distorção e crítica social”, brinca Adriano. Crianças com Direitos: transformar dor em compromisso Num dos momentos mais emocionantes da entrevista, Adriano relata como a dor pessoal de enfrentar uma tentativa de alienação parental contra seu próprio filho deu origem ao projeto Crianças com Direitos. Criado para acolher e denunciar situações de violência institucional contra crianças e adolescentes, o projeto se fortalece com cada novo caso que ganha visibilidade, enfrentando o silêncio e a omissão do Estado. “Foi da experiência mais devastadora da minha vida que nasceu um projeto com força para transformar. Não quero que nenhuma criança passe pelo que meu filho passou”, diz Adriano à revista. Na entrevista Adriano menciona outros casos emblemáticos violêntos com envolvimento de quem deveria pretegrer, as propias mes que levaram a moret de das maes — como os de  como exemplos de como o sistema falha em proteger quem mais precisa. O projeto busca atuar tanto na escuta e acolhimento, quanto na articulação política e jurídica. Na entrevista, ele também menciona casos emblemáticos que chocaram o país pela brutalidade e pela omissão institucional — como os de Henry Borel e Maria Sofia —, ambos marcados pela participação direta ou conivência de quem deveria zelar pela integridade das crianças: as próprias mães. Adriano aponta essas histórias como expressões de uma falha sistêmica do Estado e da Justiça, que se mostra incapaz de agir com a firmeza e a sensibilidade necessárias para proteger os mais vulneráveis. Portal C3: jornalismo posicionado e necessário A entrevista também destaca o trabalho de Adriano à frente do Portal C3, projeto de comunicação periférica que teve origem no antigo fanzine Consciência Nacional na década de 1980, qeu completa 40 anos agoara em agosto de 2025, e se transformou em uma das plataformas mais respeitadas da Baixada. “A gente não transforma dor em conteúdo. A gente transforma em mobilização. E isso exige escuta, coragem e afeto.” Além do Portal, Adriano também coordena o redeDH.org.br, voltado ao monitoramento e articulação de pautas de direitos humanos no território fluminense. Repercussão e importância da publicação A escolha da Revista Menó em entrevistar Adriano Dias não é apenas editorial: é um gesto

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