ComCausa

A ComCausa é um movimento da sociedade civil da Baixada Fluminense que atua na promoção e defesa dos direitos humanos - econômicos, culturais, ambientais e sociais -, na valorização da vida e prevenção a qualquer tipo de violência. Trabalha nos princípios da construção de uma ‘Cultura de Direitos’, articulada com outras instituições, movimentos, militantes e também com o poder público.

Plataformas digitais

Proteção integral também vale na internet e garante direitos de crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes têm direitos dentro e fora da internet. Em vigor desde 17 de março de 2026, o ECA Digital estabelece responsabilidades para plataformas e reforça a proteção contra violência, exploração, exposição indevida e riscos à privacidade no ambiente online. O acesso à internet faz parte da vida cotidiana de crianças e adolescentes. Redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos de mensagens e plataformas de vídeo oferecem oportunidades de aprendizado, convivência e participação, mas também apresentam riscos que exigem atenção das famílias, das escolas, das empresas de tecnologia e do poder público. No Brasil, essa proteção é orientada pelo princípio da proteção integral, previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Essas normas reconhecem crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e estabelecem a responsabilidade compartilhada da família, da sociedade e do Estado pela garantia de seu desenvolvimento e de sua dignidade. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025, conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em 17 de março de 2026, o país passou a contar com regras específicas para ampliar essa proteção nos serviços digitais. ECA Digital estabelece responsabilidades para as plataformas A legislação determina que produtos e serviços digitais direcionados a crianças e adolescentes, ou que possam ser acessados por esse público, adotem medidas de segurança e proteção desde sua concepção. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), as regras abrangem redes sociais, aplicativos, jogos eletrônicos, plataformas de vídeo e outros serviços digitais. Entre as medidas previstas estão configurações mais protetivas de privacidade, mecanismos de verificação de idade, ferramentas de supervisão parental e ações para prevenir situações de assédio, exploração e violência. A lei também estabelece restrições à publicidade baseada no perfilamento de crianças e adolescentes, além de obrigações relacionadas à proteção de dados pessoais e à disponibilização de mecanismos de denúncia. Essas medidas procuram evitar que a responsabilidade pela segurança digital recaia exclusivamente sobre crianças, adolescentes e suas famílias. Cyberbullying e exposição indevida provocam danos reais As violências praticadas na internet não ficam restritas ao ambiente virtual. Ameaças, humilhações públicas, perseguições, divulgação de informações pessoais e compartilhamento de imagens sem autorização podem comprometer a segurança, a autoestima, a saúde emocional e as relações sociais de crianças e adolescentes. O cyberbullying, caracterizado pela intimidação sistemática realizada por meios digitais, também está previsto na legislação brasileira. A Lei nº 14.811/2024 incluiu no Código Penal a tipificação da intimidação sistemática virtual. Uma publicação feita sem cuidado pode alcançar pessoas que não eram o público originalmente imaginado. Fotografias, vídeos e mensagens podem ser copiados, compartilhados e voltar a circular mesmo depois de excluídos do perfil original. Por isso, antes de publicar ou encaminhar informações sobre outra pessoa, é importante avaliar o consentimento, o contexto e as possíveis consequências da exposição. Quando envolve crianças e adolescentes, esse cuidado precisa ser ainda maior. Famílias e escolas têm papel fundamental na prevenção Proteger crianças e adolescentes não significa apenas proibir o uso da tecnologia ou transferir para eles a responsabilidade pelos riscos existentes. A prevenção exige diálogo, informação adequada à idade e construção de relações de confiança. Mudanças repentinas de comportamento, isolamento, medo de utilizar determinados aplicativos e preocupação excessiva com mensagens recebidas podem indicar a necessidade de uma conversa cuidadosa. Esses sinais, isoladamente, não comprovam a existência de violência, mas merecem atenção e acolhimento. A orientação deve evitar julgamentos e deixar claro que pedir ajuda não é motivo de vergonha. Crianças e adolescentes precisam saber que podem conversar com adultos de confiança sem medo de serem responsabilizados pela violência que sofreram. Atitudes simples ajudam a construir uma internet mais segura Alguns cuidados cotidianos podem contribuir para reduzir riscos no uso de redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos. Utilizar configurações de privacidade, criar senhas fortes, ativar a autenticação em duas etapas e evitar o compartilhamento de códigos de acesso são medidas importantes. Também é recomendável não divulgar endereços, localização em tempo real, dados escolares ou outras informações pessoais que possam facilitar contatos indesejados. Diante de mensagens ameaçadoras, perfis abusivos ou tentativas de constrangimento, é importante utilizar os recursos de bloqueio e denúncia das plataformas. Quando for seguro, registros como capturas de tela podem ajudar a documentar a situação. Em casos de violência, a prioridade deve ser a proteção da pessoa afetada, evitando a reprodução ou o compartilhamento de conteúdos que ampliem a exposição. Como buscar ajuda e denunciar violações Situações de violência digital contra crianças e adolescentes podem ser encaminhadas aos órgãos da rede de proteção. O Disque Direitos Humanos — Disque 100 recebe gratuitamente denúncias de violações de direitos humanos, inclusive aquelas que acontecem na internet. O serviço funciona 24 horas por dia e aceita denúncias anônimas. O Conselho Tutelar também pode ser procurado diante de ameaças ou violações de direitos, oferecendo orientação às famílias e articulando os encaminhamentos necessários. Quando houver indícios de crime, a situação deve ser comunicada às autoridades policiais competentes. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) atua na regulamentação e fiscalização das obrigações previstas no ECA Digital, sem prejuízo das competências de outros órgãos públicos. Juventude Segura na Internet fortalece a educação para os direitos digitais Para a ComCausa – Defesa da Vida, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital integra o compromisso com a promoção dos direitos humanos, a valorização das juventudes e a prevenção das violências. O projeto Juventude Segura na Internet, desenvolvido no âmbito do Núcleo Juventudes.ComCausa, busca contribuir para uma cultura de cuidado, respeito e responsabilidade no uso das tecnologias, reconhecendo que a internet também é um espaço de convivência, construção de identidades e exercício da cidadania. Nesse contexto, a educação digital deve estimular o pensamento crítico, o respeito à privacidade, o reconhecimento de situações de risco e a capacidade de procurar ajuda. É fundamental que crianças e adolescentes possam participar do ambiente digital de maneira segura, sem que a proteção seja utilizada como justificativa para negar indiscriminadamente seus direitos à informação, à expressão e à participação. Uma internet mais segura depende de tecnologia, políticas públicas,

Proteção integral também vale na internet e garante direitos de crianças e adolescentes Read More »

Liberdade Religiosa

Juventude e escola: respeito à liberdade religiosa também se aprende

A escola é um espaço de formação, convivência e construção de valores democráticos. Respeitar as diferentes crenças, combater o racismo religioso e garantir o direito de não seguir nenhuma religião são compromissos fundamentais para uma educação baseada nos direitos humanos. A escola é lugar de aprender conteúdos, conviver com diferenças e desenvolver a capacidade de respeitar direitos. Isso também inclui a liberdade religiosa: nenhum estudante deve ser ridicularizado, excluído ou pressionado por causa da religião que segue, por não seguir nenhuma ou por mudar de crença. A construção de um ambiente escolar acolhedor depende do compromisso de educadores, estudantes, famílias e gestores com o respeito à diversidade. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, protege a liberdade de consciência e de crença e assegura o livre exercício dos cultos religiosos. Já o artigo 206 estabelece o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas como um dos princípios da educação brasileira. Na prática, essas garantias significam que o ambiente escolar deve reconhecer as diferenças, combater a discriminação e assegurar que estudantes possam expressar suas convicções dentro dos limites do respeito aos direitos das demais pessoas. Liberdade religiosa é um direito de todos O respeito não exige que todas as pessoas pensem da mesma maneira ou compartilhem as mesmas crenças. Exige que as diferenças sejam tratadas sem humilhação, ameaças ou constrangimentos. Comentários ofensivos sobre símbolos religiosos, brincadeiras que ridicularizam determinadas tradições, tentativas de impedir manifestações legítimas de fé ou pressões para que estudantes escondam suas convicções podem transformar a convivência escolar em uma experiência de exclusão. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) também estabelece regras para o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental. Conforme o artigo 33, a matrícula nessa disciplina é facultativa, deve ser respeitada a diversidade cultural religiosa brasileira e são vedadas práticas de proselitismo, ou seja, tentativas de promover a adesão dos estudantes a determinada crença. Essas garantias também protegem estudantes ateus, agnósticos e aqueles que não possuem vínculo com nenhuma tradição religiosa. A liberdade de consciência inclui tanto o direito de acreditar quanto o direito de não acreditar. Racismo religioso também precisa ser enfrentado na escola O enfrentamento da discriminação religiosa exige atenção especial às tradições historicamente perseguidas e estigmatizadas, sobretudo às religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Ridicularizar vestimentas, símbolos, práticas culturais ou manifestações religiosas dessas comunidades não pode ser tratado simplesmente como uma brincadeira. Essas atitudes podem reproduzir preconceitos históricos e contribuir para a manutenção do racismo religioso. O Ministério da Igualdade Racial tem destacado a importância da responsabilização diante de episódios de discriminação e da proteção ao ensino da história e da cultura afro-brasileira. A Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, também representa um instrumento fundamental para valorizar a contribuição da população negra à formação da sociedade brasileira e enfrentar preconceitos. Rio de Janeiro estabelece medidas contra a discriminação nas escolas No Estado do Rio de Janeiro, a Lei nº 11.218/2026, conhecida como Lei Guilherme Lima, estabelece procedimentos para o enfrentamento de casos de racismo e intolerância religiosa nas instituições públicas e privadas de ensino. A legislação reforça a responsabilidade das escolas na prevenção, identificação e resposta a episódios de discriminação, incluindo medidas de acolhimento e encaminhamento das ocorrências. A iniciativa representa um avanço na compreensão de que situações de preconceito não devem ser ignoradas ou tratadas exclusivamente como conflitos individuais entre estudantes. A proteção dos direitos exige respostas institucionais, ações educativas e compromisso permanente com a dignidade humana. O respeito começa nas atitudes cotidianas Construir uma comunidade escolar comprometida com a liberdade religiosa envolve atitudes que podem começar dentro da própria sala de aula. Ouvir estudantes sem presumir suas crenças, interromper comentários discriminatórios, apresentar diferentes tradições religiosas com informação responsável e estabelecer canais seguros para relatar situações de violência são medidas que contribuem para uma convivência mais respeitosa. Também é importante envolver as famílias e estimular o diálogo entre estudantes, professores e comunidades, reconhecendo que a diversidade cultural e religiosa faz parte da realidade brasileira. A educação para o respeito não depende de eliminar as diferenças, mas de impedir que elas sejam utilizadas para diminuir, constranger ou excluir alguém. Juventude e liberdade religiosa na perspectiva da ComCausa Para a ComCausa – Defesa da Vida, a promoção da liberdade religiosa integra o compromisso com os direitos humanos, a valorização das juventudes e a construção de uma cultura de paz. A defesa desse direito precisa alcançar os espaços onde crianças, adolescentes e jovens desenvolvem suas relações, constroem suas identidades e aprendem a conviver com a diversidade. Nesse contexto, a escola ocupa um lugar fundamental. É nela que muitas pessoas têm seus primeiros contatos com diferentes formas de compreender o mundo, expressar a espiritualidade e construir relações de pertencimento. Fortalecer o diálogo, combater o racismo religioso e reconhecer a legitimidade das diferentes convicções são caminhos para prevenir violências e ampliar a participação de crianças e jovens em ambientes verdadeiramente democráticos. A convivência democrática é aprendida no cotidiano. Quando a escola reconhece a dignidade de cada estudante, ensina que a liberdade religiosa não é privilégio de um grupo, mas um direito de todas as pessoas. “Respeitar a fé do outro, inclusive o direito de não ter fé, também é uma forma de defender a vida.” Sobre o Programa Juventude Solidária O Programa Juventude Solidária é uma iniciativa de participação social, voluntariado e formação de jovens, articulada com a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e desenvolvida pela ComCausa, por meio do Núcleo uventudes.ComCausa, a partir de diferentes projetos protagonizados por jovens. As ações envolvem comunicação, cultura, direitos humanos, prevenção das violências, inclusão digital, participação comunitária e mobilização nos territórios, buscando fortalecer a autonomia, a formação cidadã e o protagonismo juvenil. Imagem ilustrativa. Leia também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Juventude e escola: respeito à liberdade religiosa também se aprende Read More »

Operação mais letal do Rio de Janeiro

Ato na Penha marca um ano da Operação Contenção e cobra justiça pelas 122 mortes

Familiares de vítimas e movimentos sociais participarão de mobilização nesta quarta-feira (28), na Praça São Lucas, com caminhada, manifestações culturais e ações de acolhimento. O ACOLHER ComCausa também estará presente na atividade em defesa da vida e dos direitos humanos. Familiares de vítimas, moradores de favelas, organizações de direitos humanos e movimentos sociais se reunirão nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, na Praça São Lucas, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, para marcar um ano da Operação Contenção. Organizada pela Frente Penha, a mobilização lembrará as 122 pessoas mortas durante a ação policial realizada em 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão. O encontro reunirá homenagens, manifestações culturais, acolhimento comunitário e reivindicações por memória, justiça, reparação e políticas públicas que garantam a proteção da vida. A manifestação ocorre exatamente um ano após a operação policial mais letal da história do Brasil. Realizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025, a ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e resultou em 122 mortes, entre elas cinco policiais. A dimensão da violência e as imagens de corpos reunidos por moradores provocaram repercussão nacional e internacional, levantando questionamentos sobre os limites da atuação das forças de segurança, a proteção dos moradores e a necessidade de investigações independentes. Memória das vítimas e mobilização das comunidades A programação começará com um almoço comunitário, seguido de uma caminhada pelas principais vias do bairro, prevista para as 14h. Também haverá distribuição de cestas básicas, atividades culturais, homenagens e espaços de acolhimento às famílias atingidas pela violência. A mobilização contará com a participação de coletivos de familiares, entre eles Mães de Maio, Mães de Manguinhos e Projeto Fênix. Essas organizações desenvolvem trajetórias de mobilização pela memória de pessoas mortas em ações violentas, pelo acesso à justiça e pelo reconhecimento dos direitos de familiares. Artistas locais participarão com apresentações de música, dança e poesia, além de atividades de capoeira e jongo. A programação também prevê a leitura de uma carta de repúdio à violência de Estado. A Praça São Lucas possui um significado especial para a memória coletiva da Penha. Foi naquela região que moradores reuniram corpos encontrados após a operação, em uma das imagens mais marcantes da violência registrada em outubro de 2025. Um ano depois, o mesmo território será ocupado por famílias e movimentos sociais para transformar o espaço de luto em lugar de memória, solidariedade e reivindicação de direitos. Organismos de direitos humanos questionaram a operação A gravidade das mortes também mobilizou organismos internacionais. Em março de 2026, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou um relatório com críticas à Operação Contenção e aos impactos da intervenção policial sobre as comunidades. Segundo o documento, a operação aprofundou o sofrimento das famílias, agravou a desconfiança nas instituições e não demonstrou resultados capazes de enfraquecer estruturalmente o crime organizado. A manifestação da CIDH reforçou o debate sobre a responsabilidade do Estado na proteção da população civil e sobre a necessidade de políticas de segurança compatíveis com os direitos humanos. No Brasil, a atuação policial em favelas também está relacionada às determinações do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece medidas voltadas à redução da letalidade policial, à transparência das operações e à proteção dos moradores. Investigações e responsabilização permanecem em debate Um ano após a operação, as circunstâncias das 122 mortes continuam sob investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Em atualização divulgada nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, o Ministério Público informou que já havia apresentado 12 denúncias contra 28 policiais militares por possíveis crimes e irregularidades cometidos durante a Operação Contenção. As acusações envolvem, entre outras condutas, furtos, violações de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e irregularidades no uso de câmeras corporais. As denúncias não significam condenações e não estabelecem, por si só, a responsabilidade pelas mortes. A investigação reúne mais de quatro mil horas de gravações, 122 laudos médico-legais e 262 depoimentos de agentes públicos, conforme o balanço divulgado pelo Ministério Público. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também acompanhou os desdobramentos da operação, prestando assistência jurídica e acolhimento aos familiares. Somente no primeiro dia após a ação, a instituição informou ter atendido 106 famílias no Instituto Médico-Legal e em outros pontos de atendimento. Para os movimentos sociais, o aniversário da Operação Contenção representa mais uma oportunidade de reivindicar esclarecimentos sobre as mortes, responsabilização por eventuais violações e medidas que impeçam a repetição de episódios semelhantes. ACOLHER ComCausa participa em defesa da vida Entre as organizações presentes estará o ACOLHER ComCausa, por meio do CAIS ComCausa, fortalecendo a articulação entre organizações comunitárias, movimentos de familiares e redes de proteção social. O ACOLHER desenvolve ações relacionadas à memória, ao acolhimento, à orientação e à defesa de direitos de pessoas e famílias atingidas pela violência e por diferentes situações de vulnerabilidade. A participação na mobilização reafirma o compromisso da ComCausa – Defesa da Vida com a valorização da memória, o cuidado com os familiares, a promoção dos direitos humanos e a construção de caminhos de proteção nos territórios populares. O CAIS ComCausa é uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), com atuação voltada ao acolhimento, à redução de danos, ao acesso a direitos e à articulação das redes de cuidado. A presença da organização na Penha também destaca a importância de reconhecer os impactos humanos e sociais da violência, especialmente sobre mulheres, crianças, jovens e familiares que convivem com o luto e com as dificuldades de acesso à justiça. Cuidado e acolhimento também integram a programação Além das manifestações públicas, o encontro oferecerá espaços de cuidado, orientação e atenção à saúde. Para as crianças, está prevista uma área recreativa com brinquedos infláveis e outras atividades. A proposta da Frente Penha é reunir diferentes formas de participação comunitária, reconhecendo que a defesa dos direitos humanos também envolve

Ato na Penha marca um ano da Operação Contenção e cobra justiça pelas 122 mortes Read More »

ComCausa é recebida pela ministra Maria Goretti Santos Lima na Embaixada de Cabo Verde

ComCausa é recebida pela ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima na Embaixada de Cabo Verde

Encontro realizado na manhã desta quarta-feira (21) contou com a participação e o acompanhamento de Manuel Gonçalves, representante da Embaixada de Cabo Verde, e fortaleceu o diálogo institucional sobre cultura, memória, direitos humanos e cooperação entre Brasil e Cabo Verde. A ComCausa foi recebida na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, pela ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima, na Embaixada da República de Cabo Verde no Brasil, em Brasília. A visita institucional foi realizada por Adriano Dias, representante da organização, e integrou a programação de compromissos da entidade na capital federal. O encontro contou também com a participação de Manuel Gonçalves, representante da Embaixada de Cabo Verde, que acompanhou integralmente a reunião, contribuindo para o acolhimento da ComCausa, o diálogo institucional e a aproximação entre as instituições. Sua atenção e disponibilidade foram especialmente reconhecidas pela organização, que agradeceu a cordialidade e o cuidado dispensados durante toda a visita. A agenda representa mais um passo na construção de relações institucionais entre a ComCausa e a representação diplomática cabo-verdiana, particularmente nas áreas de preservação da memória histórica, valorização das culturas de matriz africana, promoção dos direitos humanos e fortalecimento das relações culturais entre Brasil e Cabo Verde. Aproximação institucional e valorização da memória Reconhecida como Ponto de Cultura, Ponto de Mídia Livre e Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a ComCausa desenvolve iniciativas relacionadas à preservação de histórias comunitárias, à valorização das identidades culturais, à comunicação comunitária e à defesa dos direitos humanos. Durante a visita, a organização teve a oportunidade de apresentar sua trajetória institucional e seu interesse em estabelecer canais permanentes de interlocução com a representação diplomática cabo-verdiana. A aproximação possui significado especial diante dos vínculos históricos e culturais entre Brasil e Cabo Verde, particularmente no que se refere à diáspora africana, à preservação da memória, à valorização das identidades negras e às contribuições dos povos africanos para a formação da sociedade brasileira. A ComCausa também destacou a importância de iniciativas culturais desenvolvidas nos territórios populares, incluindo projetos de memória comunitária, juventudes, cultura de direitos e comunicação social. Relação construída com a comunidade cabo-verdiana no Rio de Janeiro A visita à Embaixada aconteceu poucos dias depois da participação da ComCausa na homenagem de despedida ao embaixador José Pedro Máximo Chantre D’Oliveira, realizada em 18 de outubro, em Mesquita, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Na ocasião, Adriano Dias participou da atividade acompanhado de seu filho, João Bernardo, atendendo ao convite do cônsul de Cabo Verde no Rio de Janeiro, Pedro António dos Santos, importante interlocutor da organização. A relação com a comunidade cabo-verdiana também vem sendo fortalecida por meio de encontros culturais, iniciativas de memória e atividades que valorizam a história e a presença africana no estado do Rio de Janeiro. Essas experiências contribuíram para a construção da agenda diplomática em Brasília, compreendida pela ComCausa como uma oportunidade de ampliar vínculos e identificar possibilidades futuras de intercâmbio cultural, atividades educativas e cooperação institucional. Agradecimento especial à ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima e a Manuel Gonçalves A ComCausa manifestou seu agradecimento à ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima pela recepção institucional, pela atenção e pela cordialidade durante a visita à Embaixada. A organização também fez um agradecimento especial a Manuel Gonçalves, representante da Embaixada de Cabo Verde, que acompanhou todo o encontro, demonstrando atenção, disponibilidade e compromisso com o fortalecimento do diálogo entre a representação diplomática e a sociedade civil brasileira. A participação de Manuel Gonçalves foi destacada pela ComCausa como parte importante do acolhimento institucional recebido, desde a articulação da agenda até o acompanhamento da reunião realizada nesta quarta-feira. A organização estendeu seus agradecimentos ao cônsul Pedro António dos Santos, pela relação de amizade e interlocução construída ao longo dos últimos anos, e à comunidade cabo-verdiana no Rio de Janeiro, que tem contribuído para aproximar experiências culturais e comunitárias dos dois países. Para a ComCausa, o encontro na Embaixada representa uma oportunidade de fortalecer relações de respeito, amizade e cooperação, reconhecendo a importância da diplomacia cultural e da participação da sociedade civil na construção de pontes entre os povos. A visita integrou a agenda institucional desenvolvida pela organização em Brasília entre 19 e 21 de outubro, com atividades de aproximação junto a instituições públicas e representações nacionais e internacionais. A ComCausa reafirma sua disposição de contribuir com iniciativas que aproximem Brasil e Cabo Verde por meio da cultura, da memória, da comunicação comunitária e da defesa dos direitos humanos.

ComCausa é recebida pela ministra plenipotenciária Maria Goretti Santos Lima na Embaixada de Cabo Verde Read More »

Nicolly-Fernanda-Pogere-ComCausa-Fotos-Redes-Sociais

Petição Popular por Justiça: Lei Nicolly Pogere

A seguir, apresentamos o conteúdo integral do texto que fundamenta a petição pública pela criação da Lei Nicolly Pogere — uma proposta que busca enfrentar com firmeza os crimes hediondos cometidos por indivíduos com transtornos graves de personalidade, além de propor mecanismos efetivos de combate ao ódio e à misoginia no ambiente digital. O documento foi elaborado a partir da dor transformada em mobilização por Luciane Pogere, mãe da jovem Nicolly, vítima de um feminicídio brutal, e vem ganhando apoio em todo o país. Esta é uma convocação cidadã por justiça, responsabilidade e proteção da vida.  O problema: Petição Popular por Justiça: Lei Nicolly Pogere | Justiça Mais Rígida para Criminosos com Transtornos Graves de Personalidade e Combate Urgente ao Ódio Online * Introdução: Nós, cidadãos brasileiros, abaixo-assinados, manifestamos nossa profunda indignação e preocupação com a crescente onda de crimes cruéis em nosso país, muitos deles cometidos por indivíduos que demonstram transtornos graves de personalidade com traços de violência e periculosidade, incluindo psicopatia e sociopatia, como evidenciado pelo chocante caso de Nicolly Fernanda Pogere, vítima de um feminicídio brutal. A crueldade desses atos, aliada à reincidência e à comprovada dificuldade de ressocialização de indivíduos com tais condições, expõem uma grave lacuna em nosso sistema penal e de segurança. Paralelamente, assistimos com alarme à proliferação de fóruns de ódio, grupos supremacistas, discussões misóginas, racistas e outras formas de discriminação na internet, que servem de palco para a disseminação de ideologias perigosas e que, muitas vezes, incitam à violência e ao crime, minando os alicerces de uma sociedade justa e igualitária. A falta de mecanismos claros para responsabilizar empresas online que atuam no Brasil sem sede física no país agrava essa situação, permitindo que conteúdos nocivos prosperem impunemente. Nossa Demanda: Diante deste cenário alarmante, exigimos das autoridades competentes, em especial do Congresso Nacional, do Poder Judiciário e dos órgãos de segurança pública, as seguintes ações urgentes: Regulamentação e Fiscalização Efetiva da Internet para Combate ao Ódio e à Misoginia, Incluindo Responsabilização de Empresas Estrangeiras: Justificativa: O caso de Nicolly Pogere é um grito de socorro que ecoa por todo o país. Nenhuma família deveria passar pela dor da perda de um ente querido de forma tão cruel e injustificável, agravada pela impunidade ou penas brandas para crimes com tal nível de perversidade. A liberação de criminosos com comprovada incapacidade de ressocialização eficaz, devido a transtornos graves de personalidade que os tornam perigosos, coloca toda a sociedade em risco e mina a confiança no sistema de justiça. A medida de internação psiquiátrica com avaliações contínuas, além de ser uma resposta à gravidade dos crimes, visa proteger a sociedade de forma permanente. Reconhecemos que o Código Penal já prevê a Medida de Segurança para indivíduos com transtornos mentais que os tornam inimputáveis (Art. 96 a 99), e que a Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90) já classifica crimes como o feminicídio para maior rigor. No entanto, a aplicação atual dessas previsões legais e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/90) para casos envolvendo alta periculosidade e transtornos graves de personalidade se mostra insuficiente para garantir a segurança pública e a justiça efetiva. A internet não pode ser um território sem lei para a disseminação do ódio e da misoginia. A liberdade de expressão não pode ser confundida com a liberdade de incitar a violência e a discriminação de gênero ou raça. É fundamental que haja um controle e uma responsabilização efetivos, inclusive das grandes plataformas digitais que atuam no Brasil, para que esses ambientes não se tornem incubadoras de novos crimes e atrocidades, como o feminicídio que ceifou a vida de Nicolly. Embora o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) já estabeleça princípios para o uso da rede, sua efetividade é constantemente desafiada pela falta de regulação específica para conteúdos de ódio e pela dificuldade de responsabilização de empresas estrangeiras. Assine Change.org/p/lei-nicolly-pogere Conclusão: Pedimos o apoio de todos para que esta petição alcance o maior número possível de assinaturas e exerça a pressão necessária sobre as autoridades. É hora de agir com coragem e determinação para proteger nossas famílias, garantir a justiça e construir uma sociedade mais segura, justa e livre do ódio. * Texto da integra da publicação: Change.org/p/lei-nicolly-pogere Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Petição Popular por Justiça: Lei Nicolly Pogere Read More »

NOTA PÚBLICA da ComCausa – Sobre a responsabilidade na divulgação de crimes violentos

“Não é necessário reproduzir o horror para sensibilizar. É possível denunciar a barbárie e lutar por mudanças com respeito e humanidade.” Solidariedade às famílias vítimas da violência A ComCausa – Defesa da Vida manifesta sua profunda solidariedade às famílias de Nicolly Fernanda Pogere, Nicole Fernandes Marques, Melissa Campos, aos parentes das vítimas do caso do adolescente de Itaperuna e de tantas outras pessoas que perderam suas vidas de forma brutal. São famílias que seguem clamando por justiça em meio à dor irreparável de suas perdas, buscando amparo e dignidade diante de tragédias que marcaram profundamente a sociedade brasileira. Esses casos escancaram a urgência de debater a violência sem revitimizar quem mais sofre com ela. Não vamos espetacularizar a violência e a dor Reforçamos o apelo para que meios de comunicação, influenciadores digitais e usuários de redes sociais ajam com responsabilidade e empatia ao abordar esses casos. A divulgação de imagens sensacionalistas ou descrições cruéis e explícitas dos crimes não apenas fere o direito ao luto das famílias, como também reabre feridas, alimenta o sofrimento e transforma a dor em espetáculo. Esse tipo de exposição não contribui para a justiça — pelo contrário, banaliza a violência, desumaniza o debate público e enfraquece as verdadeiras mobilizações por transformação. O perigo da divulgação de detalhes de violência Além de ferir a dignidade das vítimas e familiares, a repetição de detalhes gráficos e violentos pode servir de estímulo ou inspiração para novos autores de crimes. Isso é especialmente perigoso em situações de desequilíbrio emocional, vulnerabilidade psíquica ou desejo de notoriedade. A forma como comunicamos a violência tem impacto direto sobre o imaginário coletivo, podendo reforçar ciclos de brutalidade. A responsabilidade comunicativa é, portanto, um elemento essencial na prevenção de novos casos e na construção de uma cultura de paz. Compromisso com a memória e a dignidade Nosso compromisso é com a memória, a dignidade e os direitos humanos. A mobilização social em torno desses crimes deve ter como propósito a construção de caminhos por justiça e mudanças estruturais, e não ser movida pela lógica da vingança. A maneira como comunicamos essas tragédias precisa refletir esse compromisso: comunicar com ética, sensibilidade e respeito às vítimas e seus familiares. A indignação coletiva deve se transformar em consciência crítica, não em espetáculo de sofrimento. Comunicação é também uma forma de cuidado. Um apelo por sensibilidade coletiva Pedimos que todos — profissionais da imprensa, comunicadores, influenciadores e qualquer pessoa com poder de replicar informações sobre esses casos — atuem com responsabilidade e sensibilidade. Que o luto seja respeitado, e que a dor das famílias não seja transformada em espetáculo, mas reconhecida como motor legítimo para mudanças concretas. A ComCausa acredita que a violência sofrida por tantas famílias deve se transformar em mobilização cidadã, por um país mais justo, seguro e verdadeiramente humano. Que cada palavra publicada seja instrumento de acolhimento, e não de nova ferida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

NOTA PÚBLICA da ComCausa – Sobre a responsabilidade na divulgação de crimes violentos Read More »