Agendas

Operação mais letal do Rio de Janeiro

Ato na Penha marca um ano da Operação Contenção e cobra justiça pelas 122 mortes

Familiares de vítimas e movimentos sociais participarão de mobilização nesta quarta-feira (28), na Praça São Lucas, com caminhada, manifestações culturais e ações de acolhimento. O ACOLHER ComCausa também estará presente na atividade em defesa da vida e dos direitos humanos. Familiares de vítimas, moradores de favelas, organizações de direitos humanos e movimentos sociais se reunirão nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, na Praça São Lucas, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, para marcar um ano da Operação Contenção. Organizada pela Frente Penha, a mobilização lembrará as 122 pessoas mortas durante a ação policial realizada em 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão. O encontro reunirá homenagens, manifestações culturais, acolhimento comunitário e reivindicações por memória, justiça, reparação e políticas públicas que garantam a proteção da vida. A manifestação ocorre exatamente um ano após a operação policial mais letal da história do Brasil. Realizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025, a ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e resultou em 122 mortes, entre elas cinco policiais. A dimensão da violência e as imagens de corpos reunidos por moradores provocaram repercussão nacional e internacional, levantando questionamentos sobre os limites da atuação das forças de segurança, a proteção dos moradores e a necessidade de investigações independentes. Memória das vítimas e mobilização das comunidades A programação começará com um almoço comunitário, seguido de uma caminhada pelas principais vias do bairro, prevista para as 14h. Também haverá distribuição de cestas básicas, atividades culturais, homenagens e espaços de acolhimento às famílias atingidas pela violência. A mobilização contará com a participação de coletivos de familiares, entre eles Mães de Maio, Mães de Manguinhos e Projeto Fênix. Essas organizações desenvolvem trajetórias de mobilização pela memória de pessoas mortas em ações violentas, pelo acesso à justiça e pelo reconhecimento dos direitos de familiares. Artistas locais participarão com apresentações de música, dança e poesia, além de atividades de capoeira e jongo. A programação também prevê a leitura de uma carta de repúdio à violência de Estado. A Praça São Lucas possui um significado especial para a memória coletiva da Penha. Foi naquela região que moradores reuniram corpos encontrados após a operação, em uma das imagens mais marcantes da violência registrada em outubro de 2025. Um ano depois, o mesmo território será ocupado por famílias e movimentos sociais para transformar o espaço de luto em lugar de memória, solidariedade e reivindicação de direitos. Organismos de direitos humanos questionaram a operação A gravidade das mortes também mobilizou organismos internacionais. Em março de 2026, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou um relatório com críticas à Operação Contenção e aos impactos da intervenção policial sobre as comunidades. Segundo o documento, a operação aprofundou o sofrimento das famílias, agravou a desconfiança nas instituições e não demonstrou resultados capazes de enfraquecer estruturalmente o crime organizado. A manifestação da CIDH reforçou o debate sobre a responsabilidade do Estado na proteção da população civil e sobre a necessidade de políticas de segurança compatíveis com os direitos humanos. No Brasil, a atuação policial em favelas também está relacionada às determinações do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece medidas voltadas à redução da letalidade policial, à transparência das operações e à proteção dos moradores. Investigações e responsabilização permanecem em debate Um ano após a operação, as circunstâncias das 122 mortes continuam sob investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Em atualização divulgada nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, o Ministério Público informou que já havia apresentado 12 denúncias contra 28 policiais militares por possíveis crimes e irregularidades cometidos durante a Operação Contenção. As acusações envolvem, entre outras condutas, furtos, violações de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e irregularidades no uso de câmeras corporais. As denúncias não significam condenações e não estabelecem, por si só, a responsabilidade pelas mortes. A investigação reúne mais de quatro mil horas de gravações, 122 laudos médico-legais e 262 depoimentos de agentes públicos, conforme o balanço divulgado pelo Ministério Público. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também acompanhou os desdobramentos da operação, prestando assistência jurídica e acolhimento aos familiares. Somente no primeiro dia após a ação, a instituição informou ter atendido 106 famílias no Instituto Médico-Legal e em outros pontos de atendimento. Para os movimentos sociais, o aniversário da Operação Contenção representa mais uma oportunidade de reivindicar esclarecimentos sobre as mortes, responsabilização por eventuais violações e medidas que impeçam a repetição de episódios semelhantes. ACOLHER ComCausa participa em defesa da vida Entre as organizações presentes estará o ACOLHER ComCausa, por meio do CAIS ComCausa, fortalecendo a articulação entre organizações comunitárias, movimentos de familiares e redes de proteção social. O ACOLHER desenvolve ações relacionadas à memória, ao acolhimento, à orientação e à defesa de direitos de pessoas e famílias atingidas pela violência e por diferentes situações de vulnerabilidade. A participação na mobilização reafirma o compromisso da ComCausa – Defesa da Vida com a valorização da memória, o cuidado com os familiares, a promoção dos direitos humanos e a construção de caminhos de proteção nos territórios populares. O CAIS ComCausa é uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), com atuação voltada ao acolhimento, à redução de danos, ao acesso a direitos e à articulação das redes de cuidado. A presença da organização na Penha também destaca a importância de reconhecer os impactos humanos e sociais da violência, especialmente sobre mulheres, crianças, jovens e familiares que convivem com o luto e com as dificuldades de acesso à justiça. Cuidado e acolhimento também integram a programação Além das manifestações públicas, o encontro oferecerá espaços de cuidado, orientação e atenção à saúde. Para as crianças, está prevista uma área recreativa com brinquedos infláveis e outras atividades. A proposta da Frente Penha é reunir diferentes formas de participação comunitária, reconhecendo que a defesa dos direitos humanos também envolve

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Sarau Cais ComCausa

ComCausa realiza Sarau CAIS – Vozes da Rua nesta sexta-feira em Nova Iguaçu

Atividade acontece das 14h às 17h, no entorno do Centro POP, reunindo cultura, música, memória, direitos humanos e mobilização social em defesa da dignidade das pessoas em situação de rua. A iniciativa integra as ações do CAIS ComCausa e conta com a articulação da Secretaria Municipal de Assistência Social de Nova Iguaçu. A ComCausa realiza nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, das 14h às 17h, no entorno do Centro POP de Nova Iguaçu, localizado na Avenida Governador Roberto Silveira, nº 190, Centro, o Sarau CAIS – Vozes da Rua. A atividade cultural e comunitária busca valorizar histórias, experiências, expressões artísticas e trajetórias de pessoas em situação de rua e em contextos de vulnerabilidade social. A iniciativa integra as atividades do CAIS ComCausa – Autonomia e Inclusão, projeto de acolhimento, orientação, redução de danos, defesa da vida e promoção do acesso a direitos, desenvolvido pela ComCausa em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Realizado em articulação com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) de Nova Iguaçu e com a equipe do Centro POP, o sarau pretende aproximar a população, os serviços públicos, os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil. A proposta é utilizar a cultura como instrumento de diálogo, reconhecimento, fortalecimento de vínculos e valorização das pessoas atendidas. Cultura e memória dão voz às pessoas em situação de rua Mais do que uma apresentação cultural, o Sarau CAIS – Vozes da Rua propõe um espaço de convivência, escuta e expressão coletiva. A atividade reconhece que as pessoas em situação de rua possuem histórias, conhecimentos, afetos, manifestações culturais e direitos que precisam ser respeitados. A programação prevê música, manifestações artísticas, diálogos e atividades de memória, incluindo a participação musical de Marcos Gayoso e ações relacionadas ao Ponto de Memória ComCausa, com referências à memória comunitária de Santo Expedito. O objetivo é ampliar a visibilidade de histórias frequentemente negligenciadas, enfrentar estigmas e preconceitos e incentivar o protagonismo das próprias pessoas atendidas na construção de espaços culturais e de cidadania. O encontro também destaca a importância da integração entre assistência social, saúde, cultura, justiça e direitos humanos, aproximando instituições e organizações comunitárias das realidades vividas pela população em situação de rua. CAIS ComCausa fortalece acolhimento e acesso a direitos O Sarau CAIS – Vozes da Rua faz parte da estratégia de atuação territorial do CAIS ComCausa, que desenvolve ações de acolhimento, escuta qualificada, orientação social, apoio psicossocial e jurídico, redução de danos, encaminhamento à rede de serviços e fortalecimento de vínculos comunitários. A iniciativa integra a Rede Nacional CAIS, coordenada pela SENAD, que busca ampliar o acesso a direitos e promover a inclusão social de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo aquelas que vivem nas ruas ou em contextos relacionados ao uso problemático de álcool e outras drogas. O trabalho parte do reconhecimento de que a superação das vulnerabilidades exige políticas públicas articuladas, respeito à autonomia das pessoas e construção de relações de confiança. Em Nova Iguaçu, a ComCausa vem fortalecendo o diálogo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, o Centro POP, equipes de busca ativa e outros equipamentos públicos, buscando ampliar as oportunidades de acolhimento, participação cultural e acesso à rede de proteção social. A escolha do entorno do Centro POP para a realização do sarau também possui significado institucional. O equipamento é uma referência de atendimento especializado à população em situação de rua, e a atividade pretende aproximar usuários dos serviços, profissionais, instituições e a comunidade. Cultura também é direito A Política Nacional para a População em Situação de Rua, instituída pelo Decreto Federal nº 7.053/2009, reconhece a dignidade humana, o atendimento humanizado, a convivência comunitária e o acesso aos direitos sociais e culturais como princípios fundamentais. Nesse contexto, iniciativas como o Sarau CAIS – Vozes da Rua contribuem para ampliar a participação social e reconhecer a cultura como parte da cidadania, além de estimular a aproximação entre a população e as políticas públicas. Para a ComCausa, a defesa da vida também passa pelo reconhecimento das histórias, das identidades e das expressões culturais de pessoas frequentemente invisibilizadas. O sarau reafirma essa perspectiva ao transformar o espaço público em um ambiente de convivência, solidariedade e valorização humana. Serviço — Sarau CAIS – Vozes da Rua A ComCausa convida a população a participar de uma tarde de cultura, solidariedade, cidadania e defesa da vida. Porque toda pessoa tem história, tem voz e tem direitos. Campanha de promoção de direitos do CAIS ComCausa O CAIS ComCausa – Autonomia e Inclusão desenvolve ações voltadas ao acolhimento, à redução de danos, à inclusão social e à promoção dos direitos humanos, fortalecendo o acesso às políticas públicas e a construção de redes de proteção nos territórios. A iniciativa é executada pela ComCausa em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD). Leia também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Vila Mimosa recebe novo núcleo do CAIS ComCausa nesta terça-feira

A Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, recebe nesta terça-feira, 15 de setembro, às 14h, a apresentação do novo Espaço Comunitário de Direitos do CAIS ComCausa — Autonomia e Inclusão. A iniciativa marca o início de uma presença permanente no território, construída em parceria entre a Associação de Moradores da Vila Mimosa e a ComCausa – Defesa da Vida. A partir da abertura, moradores, trabalhadores e pessoas que circulam pela região poderão contar com um ponto de referência para acolhimento, escuta, orientação e encaminhamento para políticas públicas. Entre as áreas previstas estão assistência social, saúde, documentação, direitos das mulheres, redução de danos, juventudes, trabalho e renda, direitos humanos e acesso à Justiça. A apresentação desta terça-feira será o primeiro passo da implantação. O lançamento institucional está previsto para novembro, quando deverão ser apresentados os primeiros resultados da experiência, a programação construída a partir das demandas locais e a rede de parceiros mobilizada. Parceria com o território O novo núcleo nasce de uma construção conjunta entre a ComCausa e a organização comunitária da Vila Mimosa. A proposta é garantir a participação de moradores, trabalhadores e lideranças locais na identificação das prioridades e na construção das atividades. A associação comunitária terá atuação na mobilização e no diálogo com o território. A ComCausa contribuirá com ações de direitos humanos, articulação de redes, acolhimento, orientação e encaminhamento para serviços públicos. O espaço estará articulado ao CAIS ComCausa — Autonomia e Inclusão, iniciativa vinculada à política dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social. CAIS integra política pública federal A Rede Nacional CAIS é uma política pública da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a SENAD, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o Ministério, a política busca promover acesso a direitos e inclusão social de populações em situação de vulnerabilidade, com princípios como autonomia, equidade, escuta qualificada e respeito à diversidade. A estratégia prevê articulação com políticas e serviços públicos das áreas de saúde, assistência social, educação, Justiça, empregabilidade e proteção social. No eixo CAIS — Autonomia e Inclusão, estão previstas estratégias de fortalecimento da autonomia, inclusão social e produtiva, redução de danos sociais e mitigação de riscos e agravos à saúde. A política também se relaciona ao Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, o Sisnad, instituído pela Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. A legislação estabelece medidas para prevenção do uso indevido de drogas, atenção e reinserção social de usuários e pessoas com dependência, além de normas relacionadas à repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. Acolhimento e acesso a direitos O CAIS ComCausa prevê acolhimento, escuta qualificada, orientação e articulação com a rede pública, além de ações nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, direitos humanos, trabalho, economia solidária, cultura e fortalecimento de vínculos. Também estão previstos atendimento social, psicossocial e jurídico, atividades comunitárias, redução de danos e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A atuação do projeto no Rio de Janeiro tem duração prevista de 12 meses, com ações no município do Rio e incidência complementar na Baixada Fluminense. A iniciativa estabelece ainda a meta de alcançar pelo menos 1.200 pessoas em 12 meses, além de acompanhar percursos individuais e ampliar o acesso a serviços públicos e direitos. Atenção às mulheres e respeito ao trabalho sexual A implantação do espaço considera as características da Vila Mimosa, território historicamente relacionado ao trabalho sexual e atravessado por demandas de saúde, segurança, proteção social, direitos das mulheres e enfrentamento à discriminação. A orientação é oferecer atendimento baseado na dignidade, autonomia, privacidade e acolhimento sem julgamentos, incluindo o respeito às trabalhadoras e aos trabalhadores do sexo. A redução de danos será outro eixo permanente das atividades. As ações poderão incluir orientações individuais, rodas de conversa, campanhas, atividades territoriais e articulações com serviços públicos de saúde e assistência social. A redução de danos também integra as diretrizes do CAIS — Autonomia e Inclusão, que prevê estratégias de redução de danos sociais, mitigação de riscos à saúde e inclusão social. Juventudes também estarão presentes O espaço também deverá receber atividades do Juventudes.ComCausa e iniciativas relacionadas ao Programa Juventude Solidária. Estão previstas ações de comunicação, cultura, cidadania, inclusão digital, mobilização comunitária e promoção de direitos. A proposta inclui atividades intergeracionais e ações que aproximem jovens de diferentes territórios da realidade da Vila Mimosa, com participação em iniciativas construídas em diálogo com moradores e trabalhadores locais. A programação deverá ser organizada de acordo com as demandas identificadas durante a implantação do núcleo. Presença permanente no território Um dos principais objetivos da parceria é transformar o espaço em uma referência comunitária permanente, e não apenas em local para ações pontuais. Nos primeiros meses de funcionamento, a equipe deverá identificar as demandas mais frequentes, organizar os fluxos de atendimento e fortalecer a articulação com unidades de saúde, assistência social, sistema de Justiça, serviços de documentação, políticas para mulheres, trabalho, cultura e outras áreas. A metodologia está relacionada à própria concepção da Rede Nacional CAIS, que busca aproximar pessoas em situação de vulnerabilidade dos serviços e das políticas públicas existentes. Os encaminhamentos deverão ser acompanhados pela equipe, buscando ampliar as condições para que as pessoas atendidas consigam acessar efetivamente os serviços públicos indicados. Entre setembro e dezembro, a implantação também funcionará como período de escuta e construção conjunta, permitindo que o modelo de atendimento seja ajustado às demandas encontradas no território. O lançamento institucional do Espaço Comunitário de Direitos está previsto para novembro, quando deverão ser apresentados os primeiros resultados da implantação, a programação desenvolvida e a rede de parceiros articulada. Serviço Evento: Apresentação do Espaço Comunitário de Direitos do CAIS ComCausa – Vila MimosaData: 15 de setembro de 2026, terça-feiraHorário: 14hLocal: Vila Mimosa, Rio de JaneiroInstagram: ComCausa – Defesa da VidaSite: ComCausa – Defesa da VidaInformações sobre o projeto: CAIS ComCausa — Autonomia e InclusãoPolítica pública: Rede Nacional CAIS — Ministério da Justiça e Segurança Pública Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________

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Instituto Aganim Direitos Humanos

Instituto Aganim promove “Café Trans” em Mesquita e reforça rede de escuta no Mês da Visibilidade Trans

A Baixada Fluminense abre mais um espaço de escuta e acolhimento no Mês da Visibilidade Trans. O Instituto Aganim Direitos Humanos realiza nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o Café Trans, às 14h30, no bairro Juscelino, em Mesquita (RJ). A atividade integra a agenda de mobilizações do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, e tem como proposta central criar um espaço seguro para convivência, diálogo e fortalecimento de redes de apoio. Mais do que uma ação simbólica, o encontro busca oferecer escuta ativa e trocas de experiências que ajudem a reduzir o isolamento imposto pela transfobia — especialmente em territórios marcados por exclusão, onde pessoas trans e travestis enfrentam dificuldades para acessar serviços públicos, estudar, trabalhar e se proteger. Um café que acolhe e constrói vínculos Na Baixada Fluminense, ações comunitárias como o Café Trans assumem papel fundamental. São espaços de presença no território que funcionam como porta de entrada para demandas reais, ajudam a organizar coletivamente experiências de dor e resistência, e reforçam a noção de pertencimento. Além disso, a iniciativa carrega um recado importante: quando políticas públicas não chegam com força, a sociedade civil assume parte do cuidado e da articulação, sustentando redes que muitas vezes garantem a única forma de proteção cotidiana. Participação da ComCausa e parceria com a ONU O evento conta com a participação da ComCausa – Defesa da Vida, que reforça a importância de agendas comunitárias contínuas para enfrentamento da transfobia. A ação se conecta ao projeto Masculinidades Positivas pela Defesa da Vida, estruturado pela organização com apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU). O projeto atua na prevenção de violências, promoção da convivência segura e mobilização de redes locais, com foco na transformação cultural de padrões tóxicos de masculinidade que sustentam comportamentos agressivos, exclusão e coerção. “Iniciativas como o Café Trans transformam visibilidade em prática concreta: escuta, rede, acolhimento e articulação no território. Na Baixada, visibilidade é também proteção”, destaca Adriano Dias, da ComCausa. Serviço Evento: Café Trans – Bate-papo sobre novas perspectivas Data: 30/01/2026 (sexta-feira) Horário: 14h30 Local: Rua Marcial, 42 – Juscelino, Mesquita (RJ) Realização: Instituto Aganim Direitos Humanos Participação: ComCausa – Defesa da Vida (Projeto Masculinidades Positivas com apoio institucional do UNFPA-ONU) ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Educacao-e-Direitos-Humanos-ComCausa-

ComCausa realiza encontro com parceiros em 20 de janeiro para planejar novo ciclo de ações territoriais a partir de março

A ComCausa – Defesa da Vida realiza no dia 20 de janeiro, na sede no Rio de Janeiro, um encontro com parceiros para organizar o planejamento de um novo ciclo de atuação territorial, com execução prevista a partir de março. A reunião tem como foco alinhar prioridades, consolidar rede, definir método e pactuar um calendário de ações contínuas voltadas para favelas, periferias, Baixada Fluminense, municípios da Região Metropolitana e territórios do interior do estado. O encontro integra o contexto mais amplo da Operação Periferia Viva, uma linha de atuação que parte de uma constatação objetiva: em uma cidade marcada por desigualdades persistentes e por pressões constantes sobre a vida cotidiana, não basta “ter boas intenções”. O território precisa de coordenação, corresponsabilidade, capacidade de execução e continuidade. Para a ComCausa, o desafio é construir uma forma de trabalho que não dependa de improviso, de “momentos” ou de “comoção”, mas de estrutura, rotina e presença. Do encontro à execução: transformar articulação em plano operacional A reunião do dia 20 marca um passo decisivo: transformar articulação em plano de trabalho, com responsabilidades claras, metas viáveis, instrumentos de acompanhamento e fluxos de comunicação que garantam coesão entre os atores envolvidos. Em vez de iniciativas isoladas, a proposta é construir um desenho coletivo capaz de manter o esforço no tempo, registrar aprendizados e sustentar resultados, fortalecendo a rede a partir de compromissos práticos. A ComCausa entende que uma política territorial consistente — inclusive quando envolve iniciativas comunitárias e parcerias diversas — só ganha força quando há coordenação real: quando os atores sabem o que fazer, quando o território tem ferramentas para registrar e acompanhar o que acontece e quando existe clareza sobre continuidade. Em outras palavras, a vida nas periferias não pode depender de improviso. Precisa de rede organizada, método compartilhado e capacidade de execução. Três frentes integradas para dar escala sem perder o chão do território A proposta é organizar o ciclo 2026 em frentes integradas, pensadas para dar escala ao trabalho sem perder a ancoragem territorial — e, principalmente, para conectar Rio, Baixada, outros municípios da Região Metropolitana e interior em uma lógica de cidadania viva, em que a periferia não é “anexo”, mas parte central da cidade e da agenda pública. A lógica por trás dessas frentes é simples e exigente: reconhecer que os territórios têm dinâmicas próprias, mas enfrentam desafios comuns — e que a atuação precisa ser simultaneamente local (presença, escuta, rede concreta) e sistêmica (articulação, fluxos, incidência, continuidade). Não se trata de “criar mais um projeto”, e sim de consolidar uma forma de trabalho capaz de permanecer, acompanhar e entregar. Nesse desenho, a comunicação entra como infraestrutura — não como “divulgação”. É comunicação para coordenar rede, registrar evidências, dar transparência, ampliar circulação de informação útil e sustentar continuidade. Quando a informação circula com responsabilidade, a rede se fortalece, as ações deixam de ficar invisíveis e o território ganha mais condições de exigir resposta e resultado. Promoção através da comunicação: parceria e serviço ao território A ComCausa reforça que promover ações por meio da comunicação é prestar serviço ao território. O objetivo é contribuir ampliando a visibilidade do que já existe, conectando iniciativas, fortalecendo fluxos entre atores e oferecendo suporte para que ações tenham continuidade. A comunicação, nesse ciclo, será tratada como ferramenta prática: divulgar agendas e oportunidades com clareza; organizar rotinas de informação entre parceiros; registrar processos e entregas; valorizar boas práticas e soluções locais; e produzir conteúdo em coautoria, com atribuição correta e respeito às lideranças e iniciativas de base. A lógica é simples: quando a rede se comunica melhor, ela trabalha melhor — e quando o território registra e acompanha o que faz, ele ganha força para sustentar resultados e cobrar o que precisa funcionar. A partir de fevereiro: método e compromisso público Com a organização iniciando em fevereiro e execução prevista a partir de março, a ComCausa estrutura o ciclo em movimentos que funcionam como método e compromisso público: A ComCausa enfatiza que esses verbos não são “etapas burocráticas”: são o que permite que a política territorial deixe de ser apenas reativa e passe a ser coerente, monitorável e efetiva. Quando o território tem capacidade técnica e comunicacional, ele não apenas relata o problema — ele ajuda a organizar a solução, acompanha a execução e ganha mais força para exigir resultado. Rede que soma rede: aproximação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz) Como parte da estratégia de rede para 2026, a ComCausa pretende intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz), buscando sinergia com as ações planejadas, ampliando cooperação e alinhando metodologias onde houver convergência — especialmente no que diz respeito a cuidado, proteção territorial e fortalecimento comunitário. A organização entende que essa aproximação fortalece a Operação Periferia Viva: mais rede, mais inteligência coletiva, mais capacidade de execução. Em um Rio atravessado por urgências simultâneas, consolidar laços com redes que acumulam experiência e presença territorial também significa ampliar o potencial de agir com base em evidências, reduzir vulnerabilidades e sustentar ações no tempo. Próximos passos O encontro do dia 20 de janeiro será dedicado ao alinhamento do desenho operacional: prioridades, responsabilidades, calendário, método e rotinas de comunicação entre os parceiros. A execução, prevista a partir de março, parte do princípio de que Defesa da Vida se faz com rede organizada, presença territorial e compromisso com continuidade — e que aquilo que não é planejado com seriedade tende a falhar justamente onde falhar custa mais caro. Prêmio Periferia Viva A ComCausa – Defesa da Vida foi selecionada entre as 25 assessorias técnicas reconhecidas pelo Prêmio Periferia Viva, em uma chamada nacional do Ministério das Cidades, consolidando um marco de alcance político e institucional: o território volta a ser entendido não apenas como “destino” de política pública, mas como fonte de conhecimento aplicado, capaz de qualificar métodos, orientar decisões e construir respostas concretas para desafios que, historicamente, foram tratados com improviso, distância e baixa escuta. Imagem de capa ilustrativa  Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore

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Mães de Filhos e Filhas Desaparecidos

Cinelândia recebe nesta terça (15) a Confraternização de Natal com famílias de desaparecidos

Nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, das 9h às 13h, as escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia (Centro do Rio), recebem a Confraternização de Natal – Luz de Esperança, atividade que marca o encerramento anual do Encontro Mensal em Prol dos Desaparecidos. A ação reúne familiares, redes de apoio e organizações parceiras em um momento público de memória, acolhimento e mobilização. A iniciativa integra uma caminhada contínua de resistência e cuidado promovida por familiares — principalmente mães — que seguem buscando justiça, verdade e políticas públicas diante do desaparecimento de seus filhos e filhas. O Encontro Mensal é organizado pelas Mães Virtuosas do Brasil e Mães Braços Fortes, com apoio da ComCausa – Defesa da Vida, que atua ao lado das famílias na defesa de direitos, no fortalecimento de redes e na visibilidade responsável dessa pauta. Um encerramento que não significa pausa Apesar do caráter simbólico de fim de ano, a Confraternização reafirma que a mobilização não pode ser interrompida. As famílias destacam que o desaparecimento é uma violação de direitos que exige política pública permanente, com protocolos de busca imediata e investigação, integração de informações entre órgãos, atendimento humanizado e apoio psicossocial contínuo para familiares. “Quando uma pessoa desaparece, não desaparece só um corpo: desaparece a paz de uma casa inteira. O que essas mães constroem aqui, mês após mês, é uma rede de cuidado que o poder público precisa reconhecer, fortalecer e transformar em política permanente — com busca imediata, acolhimento digno e respostas reais. A Luz de Esperança é memória, mas é também cobrança de justiça e compromisso com a vida”, afirma Adriano Dias, coordenador de ações da ComCausa – Defesa da Vida ComCausa retoma o Acolher: Desaparecidos e o Acolher: Memória e Justiça Durante a atividade desta terça, a ComCausa reforça que vai retomar, de maneira sistemática, duas frentes estruturantes do seu trabalho: Acolher: Desaparecidos e Acolher: Memória e Justiça — com continuidade, calendário e presença territorial. A retomada será organizada a partir de encontros periódicos com familiares, em rodas de conversa e espaços de escuta qualificada, fortalecendo vínculos e construindo encaminhamentos práticos e incidência pública. A proposta dialoga com a trajetória do Programa Acolher, que reúne ações de acolhimento e apoio, orientação e encaminhamentos, articulação institucional e construção de memória coletiva. Varais da Memória: presença pública para impedir o apagamento Além das rodas e encontros, a retomada prevê ações na rua com Varais da Memória — intervenções públicas que reúnem imagens, nomes, relatos e mensagens, transformando o luto em presença social e ampliando a visibilidade responsável dos casos, sem revitimização. Os Varais também serão articulados com informações úteis e caminhos de orientação, conectando memória, acolhimento e mobilização em diálogo com a rede de serviços e com as instituições responsáveis por protocolos de busca e investigação. Memoriais virtuais: histórias preservadas e orientação permanente Outro eixo central será o fortalecimento de memoriais virtuais, ampliando o acervo de memória e informação de modo acessível, curado e responsável. A iniciativa busca preservar histórias, organizar registros e oferecer orientação permanente às famílias — reforçando que memória, nesse contexto, também significa proteção, prevenção e incidência social. Encontros no início de 2026 na Baixada Fluminense Como parte do planejamento para o início de 2026, as organizações confirmam que os encontros de janeiro, fevereiro e março serão realizados na Baixada Fluminense, ampliando a presença territorial da mobilização e fortalecendo o vínculo direto com famílias e redes comunitárias que vivenciam o impacto cotidiano dessa violação de direitos. A decisão de levar os primeiros atos do ano para a Baixada reforça a necessidade de descentralizar a agenda pública e aproximar o debate de onde a ausência e a busca por respostas atravessam a vida comunitária de forma cotidiana. Desaparecimento exige política pública permanente As famílias reafirmam que é urgente transformar a pauta em compromisso de Estado, com o fortalecimento de protocolos de busca imediata e investigação, integração de bancos de dados e fluxos entre órgãos, atendimento humanizado nos registros e delegacias, apoio psicossocial contínuo e transparência sobre procedimentos e atualizações dos casos. A mobilização chama atenção para o fato de que o desaparecimento precisa ser enfrentado com prioridade, orçamento, treinamento de equipes e uma rede institucional que não jogue a responsabilidade de buscar respostas exclusivamente sobre os ombros das mães. Luz de Esperança: memória como mobilização Neste período do ano, a Luz de Esperança ganha ainda mais força simbólica. É o gesto coletivo que transforma o luto em presença pública, o silêncio em palavra e a ausência em exigência de justiça. Em cada foto erguida, em cada nome lembrado, as famílias reafirmam que ninguém desaparece sozinho quando existe memória organizada, acolhimento e luta coletiva. Serviço Confraternização de Natal – Luz de EsperançaEncerramento do Encontro Mensal em Prol dos DesaparecidosOrganização: Mães Virtuosas do Brasil e Mães Braços FortesApoio: ComCausa – Defesa da VidaData: 16/12/2025 (terça-feira)Horário: 9h às 13hLocal: Escadarias da Câmara dos Vereadores – Cinelândia (Centro do Rio) _______________ | Colaborou na matéria: João Bernardo Dias | Texto original: RedeDH.org.br | Imagem de capa: ilustrativa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________

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