João Oscar

Vila Mimosa recebe novo núcleo do CAIS ComCausa nesta terça-feira

A Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, recebe nesta terça-feira, 15 de setembro, às 14h, a apresentação do novo Espaço Comunitário de Direitos do CAIS ComCausa — Autonomia e Inclusão. A iniciativa marca o início de uma presença permanente no território, construída em parceria entre a Associação de Moradores da Vila Mimosa e a ComCausa – Defesa da Vida. A partir da abertura, moradores, trabalhadores e pessoas que circulam pela região poderão contar com um ponto de referência para acolhimento, escuta, orientação e encaminhamento para políticas públicas. Entre as áreas previstas estão assistência social, saúde, documentação, direitos das mulheres, redução de danos, juventudes, trabalho e renda, direitos humanos e acesso à Justiça. A apresentação desta terça-feira será o primeiro passo da implantação. O lançamento institucional está previsto para novembro, quando deverão ser apresentados os primeiros resultados da experiência, a programação construída a partir das demandas locais e a rede de parceiros mobilizada. Parceria com o território O novo núcleo nasce de uma construção conjunta entre a ComCausa e a organização comunitária da Vila Mimosa. A proposta é garantir a participação de moradores, trabalhadores e lideranças locais na identificação das prioridades e na construção das atividades. A associação comunitária terá atuação na mobilização e no diálogo com o território. A ComCausa contribuirá com ações de direitos humanos, articulação de redes, acolhimento, orientação e encaminhamento para serviços públicos. O espaço estará articulado ao CAIS ComCausa — Autonomia e Inclusão, iniciativa vinculada à política dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social. CAIS integra política pública federal A Rede Nacional CAIS é uma política pública da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a SENAD, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o Ministério, a política busca promover acesso a direitos e inclusão social de populações em situação de vulnerabilidade, com princípios como autonomia, equidade, escuta qualificada e respeito à diversidade. A estratégia prevê articulação com políticas e serviços públicos das áreas de saúde, assistência social, educação, Justiça, empregabilidade e proteção social. No eixo CAIS — Autonomia e Inclusão, estão previstas estratégias de fortalecimento da autonomia, inclusão social e produtiva, redução de danos sociais e mitigação de riscos e agravos à saúde. A política também se relaciona ao Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, o Sisnad, instituído pela Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. A legislação estabelece medidas para prevenção do uso indevido de drogas, atenção e reinserção social de usuários e pessoas com dependência, além de normas relacionadas à repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. Acolhimento e acesso a direitos O CAIS ComCausa prevê acolhimento, escuta qualificada, orientação e articulação com a rede pública, além de ações nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, direitos humanos, trabalho, economia solidária, cultura e fortalecimento de vínculos. Também estão previstos atendimento social, psicossocial e jurídico, atividades comunitárias, redução de danos e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A atuação do projeto no Rio de Janeiro tem duração prevista de 12 meses, com ações no município do Rio e incidência complementar na Baixada Fluminense. A iniciativa estabelece ainda a meta de alcançar pelo menos 1.200 pessoas em 12 meses, além de acompanhar percursos individuais e ampliar o acesso a serviços públicos e direitos. Atenção às mulheres e respeito ao trabalho sexual A implantação do espaço considera as características da Vila Mimosa, território historicamente relacionado ao trabalho sexual e atravessado por demandas de saúde, segurança, proteção social, direitos das mulheres e enfrentamento à discriminação. A orientação é oferecer atendimento baseado na dignidade, autonomia, privacidade e acolhimento sem julgamentos, incluindo o respeito às trabalhadoras e aos trabalhadores do sexo. A redução de danos será outro eixo permanente das atividades. As ações poderão incluir orientações individuais, rodas de conversa, campanhas, atividades territoriais e articulações com serviços públicos de saúde e assistência social. A redução de danos também integra as diretrizes do CAIS — Autonomia e Inclusão, que prevê estratégias de redução de danos sociais, mitigação de riscos à saúde e inclusão social. Juventudes também estarão presentes O espaço também deverá receber atividades do Juventudes.ComCausa e iniciativas relacionadas ao Programa Juventude Solidária. Estão previstas ações de comunicação, cultura, cidadania, inclusão digital, mobilização comunitária e promoção de direitos. A proposta inclui atividades intergeracionais e ações que aproximem jovens de diferentes territórios da realidade da Vila Mimosa, com participação em iniciativas construídas em diálogo com moradores e trabalhadores locais. A programação deverá ser organizada de acordo com as demandas identificadas durante a implantação do núcleo. Presença permanente no território Um dos principais objetivos da parceria é transformar o espaço em uma referência comunitária permanente, e não apenas em local para ações pontuais. Nos primeiros meses de funcionamento, a equipe deverá identificar as demandas mais frequentes, organizar os fluxos de atendimento e fortalecer a articulação com unidades de saúde, assistência social, sistema de Justiça, serviços de documentação, políticas para mulheres, trabalho, cultura e outras áreas. A metodologia está relacionada à própria concepção da Rede Nacional CAIS, que busca aproximar pessoas em situação de vulnerabilidade dos serviços e das políticas públicas existentes. Os encaminhamentos deverão ser acompanhados pela equipe, buscando ampliar as condições para que as pessoas atendidas consigam acessar efetivamente os serviços públicos indicados. Entre setembro e dezembro, a implantação também funcionará como período de escuta e construção conjunta, permitindo que o modelo de atendimento seja ajustado às demandas encontradas no território. O lançamento institucional do Espaço Comunitário de Direitos está previsto para novembro, quando deverão ser apresentados os primeiros resultados da implantação, a programação desenvolvida e a rede de parceiros articulada. Serviço Evento: Apresentação do Espaço Comunitário de Direitos do CAIS ComCausa – Vila MimosaData: 15 de setembro de 2026, terça-feiraHorário: 14hLocal: Vila Mimosa, Rio de JaneiroInstagram: ComCausa – Defesa da VidaSite: ComCausa – Defesa da VidaInformações sobre o projeto: CAIS ComCausa — Autonomia e InclusãoPolítica pública: Rede Nacional CAIS — Ministério da Justiça e Segurança Pública Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________

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Cardiovascular, hipertensão, coração

ComuniSaúde: Dia Nacional da Saúde Única

A expressão “Saúde Única” se refere a uma abordagem integrada e holística que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. No contexto do Brasil, o conceito de Saúde Única está associado a políticas públicas e práticas que visam integrar a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental para promover um melhor bem-estar geral. No país, várias iniciativas e estratégias têm sido adotadas para promover essa abordagem de Saúde Única, incluindo: Essa abordagem de Saúde Única reconhece a interdependência entre a saúde das pessoas, dos animais e do ambiente em que vivemos. Ela destaca a importância de políticas e ações que abordem essas áreas de forma conjunta, visando promover a saúde e prevenir doenças em todos os seres vivos. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura

VII Fórum Estadual dos Pontos de Cultura do RJ terá debates online e encontro presencial

O VII Fórum Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro será realizado em formato híbrido, com programação online de 23 a 26 de fevereiro de 2026, das 19h às 21h, e encontro presencial no dia 28 de fevereiro, das 10h às 17h, no município do Rio de Janeiro. A ComCausa vai participar da etapa, que debate “Pontos de Cultura pela Justiça Climática” e prepara a eleição de delegadas e delegados para representar o estado no 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, realizado dentro da 6ª Teia Nacional, de 24 a 29 de março de 2026, em Aracruz (ES). ( Segundo a convocação, o fórum é uma etapa preparatória e deliberativa: além de discutir diretrizes, os participantes vão consolidar propostas que seguem para a instância nacional. A organização informa que o objetivo geral é aprofundar o tema central “Pontos de Cultura pela Justiça Climática” e discutir três eixos estratégicos da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV): A participação de redes, coletivos e iniciativas culturais — incluindo a ComCausa — é parte do esforço de ampliar a escuta e fortalecer propostas construídas a partir dos territórios. Por que isso importa A etapa estadual funciona como uma ponte entre o trabalho local dos Pontos e Pontões de Cultura e as decisões nacionais. É nesse processo que redes regionais ganham voz, organizam prioridades e escolhem representantes para levar as pautas do estado ao fórum nacional. Ao colocar a justiça climática no centro, o encontro também mira desafios concretos que atravessam a cultura comunitária: proteção de territórios, impactos ambientais, sustentabilidade e o papel da cultura na mobilização social. Como será a programação De acordo com o cronograma divulgado, o fórum terá abertura, aprovação de regimento, debates regionais e a etapa presencial de deliberação final e eleição. Programação:• 23/02/2026 (online) – 19h às 21h: Abertura do Fórum e falas inspiradoras.• 24/02/2026 (online) – 19h às 21h: Leitura e aprovação do Regimento Interno.• 25/02 e 26/02/2026 (online) – 19h às 21h: Debates regionais e elaboração de propostas para o 5º FNPdC.• 28/02/2026 (presencial – município do Rio de Janeiro) – 10h às 17h: Eleição de delegadas e delegados e deliberação final das propostas do RJ para o 5º FNPdC. Serviço O que: VII Fórum Estadual dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro (formato híbrido)Participação: ComCausa (confirmada, segundo o pedido do(a) solicitante)Online: 23, 24, 25 e 26/02/2026, das 19h às 21hPresencial: 28/02/2026, das 10h às 17h, no município do Rio de JaneiroTema: Pontos de Cultura pela Justiça ClimáticaEtapa seguinte: 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, dentro da 6ª Teia Nacional (24 a 29/03/2026), em Aracruz (ES) Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Mulher negra racismo carnaval

Mulheres negras são mais assediadas no Carnaval: como racismo e machismo se combinam na folia

Mulheres negras são desproporcionalmente alvo de assédio no Carnaval porque a violência de gênero não acontece “sozinha” na folia: ela é atravessada por racismo. Em blocos e multidões, o corpo feminino costuma ser tratado como “disponível” e, no caso das mulheres negras, essa invasão é reforçada por estereótipos de hiperssexualização, desumanização e menor credibilidade social — fatores que aumentam o risco e reduzem a chance de acolhimento quando há denúncia. A percepção aparece também em levantamentos citados por organizações e pesquisas de opinião sobre o tema. No recorte mencionado por você, um estudo do Instituto Locomotiva/QuestionPro aponta que cerca de metade das mulheres relata já ter sofrido assédio no Carnaval e que, entre mulheres negras, os percentuais sobem: aparecem números como 52% de mulheres negras relatando assédio (contra 48% entre brancas) e 75% de mulheres negras com medo de sofrer assédio, acima da média geral. Esses dados são de percepção (o que as pessoas relatam e sentem), mas ajudam a dimensionar como a experiência do Carnaval muda quando raça entra na conta. O que dizem os dados (e o que eles significam) Pesquisas de percepção costumam mostrar dois pontos que caminham juntos: Quando o recorte racial entra, o cenário tende a piorar para mulheres negras: mais relatos de assédio e maior sensação de insegurança. Esse “medo maior” não é detalhe: ele muda a forma como a pessoa circula, escolhe trajetos, volta para casa, aceita ou evita blocos e horários, e até a liberdade de se fantasiar como quiser. Por que racismo e machismo operam juntos no Carnaval 1) Hiperssexualização histórica do corpo negro O Carnaval pode amplificar uma cultura em que “pegação” vira licença para invadir o corpo de alguém. Para mulheres negras, isso se soma a uma herança racista que as marca como “sensuais”, “sempre disponíveis”, “aguentam” ou “topam”. Esse pacote de estereótipos cria um atalho perigoso: o agressor se sente autorizado a tocar, forçar beijo, apalpar e insistir — como se consentimento fosse automático. 2) Consentimento “presumido” na multidão Aglomeração, anonimato e álcool reduzem a vigilância social e facilitam a impunidade. Em bloco cheio, a mão que apalpa “some” e o agressor aposta na confusão para escapar. Isso afeta todas as mulheres, mas tende a atingir mais as negras quando o agressor usa preconceitos para legitimar a abordagem, tratando a violência como “brincadeira” ou “parte do Carnaval”. 3) Menos acolhimento e mais culpabilização Depois do assédio, a segunda violência pode ser a reação: descrédito (“exagero”, “foi sem querer”), minimização (“Carnaval é assim”) e culpabilização (“a fantasia provocou”, “estava querendo”). Para mulheres negras, esse filtro social costuma ser mais duro, porque o racismo estrutural historicamente questiona sua palavra, reduz sua proteção e naturaliza a violação do seu corpo. 4) Risco maior para quem trabalha na folia Mulheres negras estão em grande número em trabalhos precarizados ligados ao Carnaval (ambulantes, limpeza, atendimento, produção). Isso significa mais horas na rua, mais contato com desconhecidos, mais exposição a abordagens e menos possibilidade de “ir embora” quando o ambiente fica hostil. A vulnerabilidade aumenta quando não há equipe de apoio, canal de denúncia no evento e proteção real no entorno. 5) Violência racial também acontece na festa Além do assédio sexual, a folia pode incluir injúria racial, fantasias ofensivas, abordagens discriminatórias e policiamento seletivo. Você menciona que “em 2026 o Ministério da Igualdade Racial lançou campanha específica” contra racismo no Carnaval. Eu não consigo confirmar esse lançamento sem navegação; se você tiver o link oficial (site do ministério, redes verificadas ou Diário Oficial), vale inserir como fonte para sustentar a informação. Por que se repete todo ano O ciclo se mantém por uma combinação de fatores: O que pode reduzir o assédio e a impunidade Para organizadores e poder público Para homens aliados Serviço: canais de ajuda e denúncia Campanha da ComCausa mira masculinidades positivas Neste Carnaval, a ComCausa lançou uma campanha voltada à promoção de masculinidades positivas e à prevenção de violências contra mulheres, com apoio do UNFPA — Fundo de População das Nações Unidas. A iniciativa busca engajar homens como aliados ativos no enfrentamento do assédio, apontado como problema recorrente durante a maior festa popular do país. Com o lema “Ser aliado faz Carnaval seguro”, a campanha chama atenção para a responsabilidade coletiva dos homens, especialmente no enfrentamento de comportamentos violentos praticados por outros homens. A proposta é transformar padrões de masculinidade historicamente associados à coerção, à agressividade e à exclusão, substituindo-os por atitudes de cuidado, respeito e corresponsabilidade. ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também  01. “Ser aliado”: o que homens podem fazer quando veem assédio no Carnaval? 02. Metade das mulheres já sofreu assédio no Carnaval: por que a violência se repete todo ano? | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dorothy Stang ComCausa Defesa da Vida

Martírio da irmã Dorothy Stang

Dorothy Mae Stang, mais conhecida como Irmã Dorothy, foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira que fez parte da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, uma congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart e Françoise Blin de Bourdon. Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres dedicadas ao trabalho pastoral em diversos continentes. Irmã Dorothy se destacou por sua incansável luta pelos direitos dos trabalhadores rurais e pela preservação ambiental, especialmente na região da Transamazônica, no Pará, onde desenvolveu projetos de reflorestamento e busca por uma reforma agrária justa. Irmã Dorothy Stang foi brutalmente assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, com seis tiros, sendo um na cabeça e cinco ao redor do corpo. O crime aconteceu em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará. A missionária, antes de ser assassinada, demonstrou coragem e fé ao responder, quando indagada se estava armada, mostrando a Bíblia e afirmando: “Eis a minha arma!” Ela ainda leu versículos das bem-aventuranças para o homem que logo em seguida a balearia. Seu trabalho pastoral e missionário buscava promover o desenvolvimento sustentável, gerar emprego e renda para os trabalhadores rurais e minimizar os conflitos agrários na região. Seu nome se associa ao de outros defensores dos direitos humanos que morreram em luta por justiça social. O corpo de Irmã Dorothy está enterrado em Anapu, onde continua a receber homenagens por sua coragem e dedicação à causa dos mais vulneráveis. Ela foi um ícone na luta pelos direitos dos trabalhadores do campo, atuando ativamente na Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Sua atuação incansável nos movimentos sociais do Pará a levou a ser premiada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) em 2004, e, em 2005, foi homenageada pelo documentário livro-DVD “Amazônia Revelada”. O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, foi condenado como mandante do assassinato, mas o caso passou por vários julgamentos e a luta por justiça continuou a ser um símbolo da luta pela defesa dos direitos humanos na Amazônia. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Violência contra mulher

Metade das mulheres já sofreu assédio no Carnaval: por que a violência se repete todo ano?

A ideia de que “metade das mulheres já sofreu assédio no Carnaval” não é apenas impressão: pesquisas divulgadas nos últimos anos apontam cerca de 50% de mulheres relatando assédio na folia e 73% dizendo ter medo de sofrer novamente (ou pela primeira vez). A repetição anual do problema, apontam organizações e políticas públicas recentes, tem raízes culturais e falhas práticas de prevenção e resposta em eventos de massa. Observação de transparência: não consegui checar os estudos e números na internet nesta conversa (ferramenta de navegação indisponível). A reportagem abaixo usa as informações do texto-base enviado pelo usuário e referências legais públicas (número e conteúdo geral das leis). Por que a violência se repete todo ano Normalização do assédio como “brincadeira”Parte do público ainda trata situações como “roubar beijo”, encostar sem consentimento e insistir após um “não” como algo aceitável na festa. Essa permissividade social cria um ambiente de tolerância e reforça a sensação de impunidade, especialmente em meio à confusão dos blocos. Multidão, álcool e anonimatoA lógica do Carnaval — aglomeração, contato físico constante e circulação intensa — reduz a vigilância social. O agressor se “dissolve” na multidão. O consumo de álcool, embora não explique o crime, pode aumentar a desinibição do autor e dificultar uma reação rápida e coordenada de quem presencia. Baixa intervenção de terceirosMuitas agressões acontecem diante de outras pessoas, mas pouca gente intervém. Medo de conflito, dúvida sobre como ajudar e a ideia de que “não é da minha conta” são barreiras frequentes. Quando homens não responsabilizam outros homens, o assédio segue como comportamento “de grupo”. Subnotificação e barreiras para denunciar na horaMesmo quando a vítima quer denunciar, surgem obstáculos: localizar apoio, registrar o caso, identificar o agressor, medo de revitimização e falta de informação. Ainda assim, canais oficiais registram aumento no período carnavalesco. O texto-base cita que, no Carnaval de 2024, o Disque 100 registrou 73,9 mil violações a partir de 11,3 mil denúncias (de 8 a 14 de fevereiro), acima de 2023. Falhas estruturais na gestão do eventoNem todo bloco ou evento tem protocolo claro, equipe treinada, pontos de acolhimento e fluxo de encaminhamento (segurança, saúde, polícia). Sem estrutura, a resposta vira improviso — e, muitas vezes, chega tarde. Por que a lei não resolve sozinha O Brasil tipifica a importunação sexual (art. 215-A do Código Penal, incluído pela Lei 13.718/2018), com pena de 1 a 5 anos. Mas a aplicação depende de etapas difíceis em ambiente lotado: identificar o autor, acolher imediatamente, reunir testemunhas e encaminhar a ocorrência. Em eventos de massa, esses passos viram o gargalo. Campanha da ComCausa mira masculinidades positivas Neste Carnaval, a ComCausa lançou uma campanha voltada à promoção de masculinidades positivas e à prevenção de violências contra mulheres, com apoio do UNFPA — Fundo de População das Nações Unidas. A iniciativa busca engajar homens como aliados ativos no enfrentamento do assédio, apontado como problema recorrente durante a maior festa popular do país. Com o lema “Ser aliado faz Carnaval seguro”, a campanha chama atenção para a responsabilidade coletiva dos homens, especialmente no enfrentamento de comportamentos violentos praticados por outros homens. A proposta é transformar padrões de masculinidade historicamente associados à coerção, à agressividade e à exclusão, substituindo-os por atitudes de cuidado, respeito e corresponsabilidade. O que muda o cenário, na prática Protocolos obrigatórios e treinamentoA Lei 14.786/2023 criou o protocolo “Não é Não”, com medidas de prevenção e proteção à vítima em espaços de grande circulação e a previsão de um selo de local mais seguro. Na prática, a efetividade passa por treinamento real, equipe identificada e procedimentos conhecidos por trabalhadores e público. Resposta rápida no territórioPontos de apoio, atendimento visível, segurança orientada para interromper a violência e acolher, e articulação com serviços públicos aumentam a chance de proteção e responsabilização. Intervenção de terceiros, especialmente homensInterromper com segurança, acionar a organização/seguranças e apoiar a vítima reduz a impunidade percebida e desarma a dinâmica do assédio. Campanhas que responsabilizam o agressor — e não apenas “orientam a vítima” — tendem a mudar normas sociais. Dados e transparênciaPublicar balanços, rotinas de atendimento e resultados de protocolos ajuda a corrigir falhas e cria pressão por melhoria. Sem dados, o problema fica invisível e se repete. ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também  01. “Ser aliado”: o que homens podem fazer quando veem assédio no Carnaval? | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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