ComCausa

A ComCausa é um movimento da sociedade civil da Baixada Fluminense que atua na promoção e defesa dos direitos humanos - econômicos, culturais, ambientais e sociais -, na valorização da vida e prevenção a qualquer tipo de violência. Trabalha nos princípios da construção de uma ‘Cultura de Direitos’, articulada com outras instituições, movimentos, militantes e também com o poder público.

Caminhada Seis anos Chacina da Baixada #ComCausa

Panorama das principais violações de direitos humanos na Baixada Fluminense (2024-2025)

O conteúdo apresentado neste relatório é fruto de uma sistematização inicial e ainda incompleta das experiências concretas vividas pela ComCausa — experiências acumuladas ao longo de décadas de atuação comprometida com os direitos humanos, a justiça social e a comunicação de interesse público na Baixada Fluminense e em outros territórios historicamente vulnerabilizados. Trata-se de uma leitura construída a partir da escuta direta das comunidades, dos atendimentos prestados, das denúncias recebidas — acolhidas ou não pelas instituições —, das relações estabelecidas com veículos de imprensa e do acompanhamento das dinâmicas territoriais e institucionais. Essa sistematização, embora relevante, é limitada pelas restrições de recursos técnicos e financeiros e reflete uma visão situada, parcial, mas profundamente enraizada na realidade vivida junto à população. Não se pretende aqui apresentar uma análise definitiva ou um levantamento estatístico preciso. O que se oferece é um ponto de partida: um mapa narrativo e interpretativo inicial, que possa servir de base para estudos mais aprofundados, rigorosos e qualificados, a serem realizados por universidades, órgãos públicos, redes da sociedade civil e pesquisadores comprometidos com a transformação social. Tais estudos são urgentes e necessários para dar conta da complexidade do trabalho cotidiano de resistência de sujeitos, coletivos e organizações que enfrentam a necropolítica que historicamente assola a Baixada Fluminense. É importante reconhecer que algumas informações aqui reunidas podem conter lacunas ou imprecisões, e que determinadas análises não estão necessariamente em total consonância com consensos técnicos ou teóricos. Ainda assim, o valor deste trabalho está em oferecer uma leitura comprometida com a realidade, construída a partir do chão da prática social. O objetivo maior desta sistematização é justamente esse: estimular o debate público, inspirar articulações entre atores diversos e fortalecer práticas transformadoras. Ao converter sua trajetória em subsídio reflexivo e político, a ComCausa reafirma sua convicção de que as soluções para os desafios sociais e institucionais da Baixada devem nascer do protagonismo das comunidades. Um futuro digno, inclusivo e justo não pode ser exceção — deve ser o princípio. Uma travessia que conecta ação direta, reflexão crítica e educação libertadora na Baixada Fluminense e além. | Sistematização: Adriano Dias | Assessoria: Debora Barroso e  João Oscar | ComCausa Defesa da Vida Eixos do Panorama de Violações de Direitos Humanos na Baixada Fluminense (2024-2025) Nº Eixo temático Síntese do problema (2024-25) 0 Déficit institucional de direitos humanos 13 prefeituras sem secretaria autônoma de DH, Igualdade Racial ou Mulher; conselhos sem quórum bloqueiam repasses federais. 1 Violência letal & abusos policiais 3 795 mortes violentas em 2024; AISPs 15/20/21 concentram 38 %. Letalidade policial na Baixada ↑ 71,9 % (jan-abr/25). 2 Desaparecimentos forçados Baixada responde por ~30 % dos desaparecimentos do RJ; Delegacia de Paradeiros prometida desde 2019 nunca inaugurada. 3 Domínio armado de facções & milícias Operação Bisturi apreende 28 fuzis (mar/25); “tour da propina” prende 22 PMs (nov/24); milícias cobram taxa de gás/internet. 4 Violência de gênero & feminicídio 107 feminicídios em 2024; Baixada = 30 % dos casos. Apenas 3 DEAMs 24 h e 1 abrigo ativo para 3,9 mi de habitantes. 5 Genocídio da juventude negra 84 % das vítimas de homicídio (2022-24) = homens negros 15-29 a; em Meriti, 31 % dos óbitos juvenis vêm da polícia. 6 Violência na primeira infância 7 crianças baleadas (jan-abr/25); Conselhos Tutelares sem estrutura; visitas domiciliares cobrem < 6 % das crianças 0-6 a. 7 Violência e tensão nas escolas 368 escolas suspenderam aulas por tiros (2024); 317 dias letivos perdidos; só 6 mediadores escolares para 840 unidades. 8 População em situação de rua ~14 000 pessoas sem teto; apenas 3 Centros POP; nenhum município aderiu ao plano federal Ruas Visíveis. 9 Direito à água & saneamento Coleta de esgoto: Caxias 13,4 %, Belford 5,6 %; surtos de leptospirose no Pilar; alagamentos crônicos no Centenário. 10 Injustiça ambiental Passivos tóxicos: Gramacho (3 Mi L/d chorume), Cidade dos Meninos (DDT), lixão Marambaia, CENTRES, CTR Rio, lixões clandestinos; racismo ambiental cristalizado. Esses eixos concentram os principais pontos críticos identificados pela a partir de atendimentos, relação com imprensa, diligências comunitárias e cruzamento de bases públicas entre jan 2024 e mai 2025. 0 | Déficit institucional de direitos humanos A fotografia mais ampla dos direitos humanos na Baixada Fluminense revela um território onde a pauta foi relegada a um lugar residual tanto pelas administrações municipais quanto, em grande medida, pela própria engrenagem federativa que exige contrapartidas locais para liberar verbas. Nenhuma das treze prefeituras – de Nova Iguaçu a Guapimirim – estruturou uma secretaria autônoma de Direitos Humanos, Igualdade Racial ou Mulher; as poucas “coordenadorias” existentes funcionam penduradas em Assistência Social, com menos de três servidores efetivos e dotação simbólica, como mostrou o levantamento do Observatório das Metrópoles. Sem essa engrenagem básica, os municípios ignoram – ou não conseguem cumprir – os requisitos para acessar os principais instrumentos federais. Entre 2023 e 2025, nenhum deles firmou convênio com o programa Mulher Viver sem Violência, tampouco ingressou no SINAPIR, sistema nacional que libera recursos para igualdade racial; quanto ao Juventude Negra Viva, a própria Secretaria Nacional de Juventude reconhece “falta de engajamento dos entes subnacionais” – a Baixada confirma a regra, com zero termos de adesão registrados no SIGCON-ME até maio de 2025 . A engrenagem trava ainda mais porque os Conselhos Municipais de Mulher, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos, exigidos pela legislação para recebimento de repasses, funcionam sem orçamento ou com cadeiras vagas; o Siconv/SIGCON marcou a maioria como “inoperante” já em fevereiro / 2025 . Sem conselho, não há plano; sem plano, não há projeto; sem projeto, não há convênio – e o ciclo se fecha. Diante desse vácuo institucional, quem sustenta alguma resposta são organizações comunitárias, igrejas, terreiros, coletivos culturais e ONGs, frequentemente financiados por pequenos editais ou vaquinhas on-line. O poder público, por sua vez, investe de forma desproporcional em políticas de segurança ostensiva: o orçamento agregado dos três maiores batalhões da PM – 15.º, 20.º e 21.º – supera em quase dez vezes tudo o que as treze prefeituras somaram para ações de “promoção de direitos” em 2024. Em síntese,

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ComCausa: Debate sobre violência contra crianças hoje no canal do Jornal de Macaé

Com uma trajetória de mais de 20 anos em mobilizações sociais e políticas públicas de proteção à infância, Adriano Dias levará ao debate sua experiência como articulador da ComCausa e do projeto Crianças com Direitos, que atua na promoção da proteção integral, com ênfase no combate aos crimes praticados no ambiente virtual., e nesta quinta-feira, 22 de maio, às 21h, o jornalista Adriano Dias, fundador da ComCausa, será um dos convidados de uma transmissão ao vivo promovida pelo Jornal de Macaé, com o tema “Violência contra Crianças e Adolescentes”. A atividade integra a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizada em todo o país entre os dias 18 e 25 de maio. A proposta do encontro é promover uma reflexão crítica e mobilizadora sobre as diversas formas de violência que atingem a infância e adolescência no Brasil, como a violência sexual, doméstica, institucional e digital. “A violência contra crianças e adolescentes precisa ser tratada como prioridade absoluta. Não estamos lidando com casos isolados, mas com um fenômeno que se alastra silenciosamente. Nosso compromisso é transformar indignação em ação permanente. Por isso criamos o projeto Crianças com Direitos, alinhado ao ECA e ao respeito incondicional à dignidade infantojuvenil”, destaca Adriano Dias. A transmissão será realizada ao vivo pelas redes sociais do Jornal de Macaé, e posteriormente o conteúdo estará disponível nos perfis da ComCausa e do Crianças com Direitos, ampliando o alcance e a visibilidade da discussão. A participação de Adriano Dias também marca a campanha permanente da ComCausa voltada à prevenção e enfrentamento dos crimes sexuais cometidos na internet contra crianças e adolescentes, um tema urgente diante do aumento do uso de tecnologias e redes sociais por esse público. Assista pelo Canal do Jornalo de Macaé > @jornaldemacae Serviço:Tema: Violência contra Crianças e AdolescentesData: Quinta-feira, 22 de maio de 2025Horário: 21hTransmissão: Redes sociais do Jornal de MacaéExibição posterior: Canais da ComCausa e Crianças com Direitos Imagem ilustrativa. Mais notícias | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Operação da PM no Complexo do Alemão.

Rio tem recorde de vítimas de balas perdidas em janeiro de 2025

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Fogo Cruzado mostra que janeiro de 2025 foi marcado por um recorde de vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro. No total, 26 pessoas foram atingidas nessa situação, das quais 7 morreram e 19 ficaram feridas. Além disso, o estudo apontou que foram registrados 277 tiroteios ou disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do Rio, número 30% superior ao do mesmo mês em 2024. De acordo com o Fogo Cruzado, a alta se insere em uma tendência de crescimento gradativo dos confrontos armados na capital e em cidades vizinhas nos últimos anos. Em janeiro de 2024, por exemplo, o mesmo relatório contabilizou 213 ocorrências de tiroteios ou disparos. Já em janeiro de 2023, foram 192. O salto expressivo para 277 neste ano reforça a preocupação de especialistas em segurança pública sobre a escalada da violência. Principais dados do relatório Aumento da sensação de insegurança Moradores de diferentes bairros e municípios da Região Metropolitana relatam que as trocas de tiros têm ocorrido a qualquer hora do dia, impactando a rotina de quem precisa se locomover para trabalho, estudo ou lazer. As estatísticas do Fogo Cruzado mostram que áreas onde historicamente já havia incidência de confrontos armados – como algumas comunidades na Zona Norte, na Baixada Fluminense e em São Gonçalo – continuam entre as mais atingidas. No entanto, há indícios de que a violência esteja se espalhando também para regiões antes consideradas mais seguras. Fatores que contribuem para o aumento Uma série de fatores que podem explicar esse crescimento dos confrontos e, consequentemente, o aumento das vítimas de balas perdidas: Respostas do poder público A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que intensificou operações em áreas consideradas críticas, com base em dados de inteligência, para tentar reduzir os índices de criminalidade. Entretanto, moradores de diversas localidades onde houve confrontos questionam a eficácia dessas ações, alegando que não há um plano sistemático de acompanhamento social após as incursões. Já a Secretaria de Polícia Civil ressaltou que investe em investigações para identificar e responsabilizar grupos criminosos responsáveis pelo aumento dos tiroteios, e aponta a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas. Em nota, o governo do estado reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre diferentes esferas de poder e órgãos de segurança para conter a violência armada. “Estamos alinhando estratégias com o governo federal e os municípios da Região Metropolitana para estabelecer ações integradas que reduzam o número de confrontos e protejam a vida dos cidadãos”, diz o comunicado. Impacto social e econômico O aumento de tiroteios e de vítimas de balas perdidas vem trazendo consequências diretas para a economia local. Pequenos comerciantes afirmam que precisam fechar as lojas mais cedo e lidam com uma queda no fluxo de clientes em áreas constantemente afetadas por confrontos armados. No setor de turismo, especialmente em regiões próximas a pontos turísticos populares, empresários demonstram preocupação com a possibilidade de redução na procura por hospedagem, dada a repercussão negativa do problema na mídia internacional. Os reflexos não se limitam à economia. Profissionais de saúde mental apontam para o crescimento dos casos de ansiedade, estresse pós-traumático e depressão em moradores que vivem sob o receio constante de serem atingidos por balas perdidas ou de ficarem no meio de um fogo cruzado. Para especialistas, o enfrentamento da criminalidade não pode se basear apenas em operações pontuais das forças de segurança: é preciso implementar políticas de longo prazo que ofereçam oportunidades de educação, cultura, lazer e emprego nas áreas mais afetadas. Enquanto isso, organizações da sociedade civil cobram maior transparência nos dados sobre violência e um acompanhamento contínuo das ações policiais, de forma a evitar operações mal planejadas e garantir a segurança dos moradores. “A vida do cidadão comum não pode continuar sendo tratada como um dano colateral”, adverte uma das lideranças comunitárias. Imagem de capa ilustrativa. Veja também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Brasília 8 de Janeiro Concreto Rachou

O Concreto Já Rachou: o manifesto punk que ressoa há quatro décadas

A atmosfera do Brasil nos anos 1980 era marcada pela inquietação decorrente da transição do regime militar para a democracia, um período em que esperança e desilusão se misturavam nas ruas e no coração de uma juventude que buscava seu lugar no mundo. Em Brasília, a capital concebida para simbolizar a modernidade, mas que também carregava o peso do concreto e da burocracia, emergiu uma cena musical que canalizava o tédio e a insatisfação daqueles jovens. Foi nesse cenário que surgiu a Plebe Rude, banda formada por Philippe Seabra (vocais e guitarra), Jander Bilaphra (vocais e guitarra), André X (baixo) e Gutje (bateria), trazendo para o centro do país uma sonoridade que, embora inspirada no punk britânico de The Clash e Sex Pistols, falava diretamente das dores e contradições brasileiras. Na onda do BRock dos anos 80, após o primeiro Rock in Rio, a Plebe Rude lançou, em 1985, seu álbum de estreia: “O Concreto Já Rachou”. Tornou-se um grito de revolta e uma das pedras fundamentais do punk rock nacional. Produzido por Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, o disco equilibra a crueza punk com arranjos ligeiramente mais elaborados, mas sem jamais perder sua veia combativa. O título simboliza a rachadura no sistema repressivo que ainda se adaptava à redemocratização, evidenciando o quão frágil podia ser a promessa de modernidade e mudança. As faixas do álbum são verdadeiras crônicas do contexto político e social da época, marcadas por letras ácidas e diretas. “Até Quando Esperar” talvez seja a música mais representativa desse inconformismo, com versos que denunciam a passividade diante das injustiças e a má distribuição de renda no país: “Sei, não é nossa culpa / Nascemos já com uma bênção / Mas isso não é desculpa / Pela má distribuição”. Quase 40 anos depois do lançamento, essa canção permanece tão atual que é frequentemente lembrada em manifestações populares. Outras composições, como “Proteção”, abordam a contradição de uma segurança pública que muitas vezes oprime quem deveria defender. Em “Johnny Vai à Guerra”, a Plebe Rude expõe a alienação e manipulação do recrutamento militar, enquanto “Brasília” desconstrói o mito de perfeição da capital federal, mostrando a distância entre o poder e o povo. Cada uma dessas músicas se tornou um ponto de reflexão para quem vivia aqueles tempos conturbados, mas também para as gerações seguintes, que herdaram um país ainda marcado pela desigualdade e pela corrupção. O impacto comercial e cultural de “O Concreto Já Rachou” não pode ser subestimado. O álbum vendeu cerca de 250 mil cópias – um número expressivo para uma banda de punk rock no Brasil – e colocou a Plebe Rude ao lado de outras formações brasilienses que, juntas, transformaram a cena musical dos anos 1980. Enquanto a Legião Urbana trazia reflexões existenciais e o Capital Inicial flertava com o pop rock, a Plebe Rude foi a voz mais incisiva da contestação política, traduzindo em música a insatisfação de jovens que não se sentiam representados no cenário nacional. Quase quatro décadas depois, os temas levantados pelo disco continuam pertinentes. O álbum segue atual e relevante, pois as questões políticas e sociais que ele denunciava ainda ecoam na realidade brasileira. O “concreto” que simboliza a estrutura social e política do país não se curou completamente das rachaduras — na verdade, elas parecem ter se aprofundado. A desigualdade, a corrupção e a repressão policial, tópicos centrais no álbum, seguem como problemas graves e recorrentes na sociedade contemporânea. Por isso, “O Concreto Já Rachou” não é apenas um registro histórico de uma época, mas um espelho que reflete nossas mazelas atuais. A longevidade e a atualidade do álbum tornam-se ainda mais impressionantes à medida que ele se aproxima de completar quatro décadas desde seu lançamento. “O Concreto Já Rachou” mantém firme o seu posto de manifesto atemporal, que inspira músicos, ativistas e qualquer pessoa inconformada com a realidade ao redor. A Plebe Rude, ao trazer esse retrato musical do Brasil dos anos 1980, acabou criando uma obra universal sobre luta, resistência e esperança. Se o concreto rachou, foi porque havia vozes dispostas a gritar contra a opressão, a indiferença e as injustiças – e esse grito ainda ressoa. Enquanto houver jovens, bandas ou qualquer grupo de pessoas dispostas a questionar o status quo, o legado de “O Concreto Já Rachou” se manterá vivo. Em meio ao concreto das cidades, onde às vezes a esperança parece sufocada, o álbum lembra que sempre há espaço para florescer contestação e mudança. Quatro décadas depois, o rock flerta com o neofascismo enquanto uma juventude desconhece a censura, a repressão, a tortura, a morte, a saudade, a dor que assombraram gerações até meados dos anos 80 e pede a “intervenção militar”. Nesse contexto, a importância de algo sólido como o ‘O Concreto…’ se mantém relevante – ainda que, com o tempo, até o rock tenha rachado. Imagem de capa ilustrativa. Leia também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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