Um abaixo-assinado organizado por artistas, produtores culturais, comerciantes, frequentadores, organizações sociais – Ccomo a ComCausa -, e apoiadores da cultura fluminense em geral está ganhando força nas redes e nos circuitos culturais do Rio de Janeiro. O objetivo é claro: reconhecer a Rua Ceará, na Praça da Bandeira, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

A solicitação oficial foi feita pela organização ComCausa, que protocolou o ofício nº 065_07_2024 junto à Assembleia Legislativa do Estado (ALERJ), tendo reenviado o pedido à Comissão de Cultura em duas ocasiões este ano. O pleito visa a inclusão da Rua Ceará no rol de bens imateriais protegidos pelo Estado, destacando seu valor simbólico, histórico e social.

A proposta é chegar a 30 mil assinaturas até o dia 07 de agosto e a adesão a proposta pode ser feita no link baixo:

Um marco da cultura urbana e da cena independente

Com mais de 30 anos de história, a Rua Ceará tornou-se reduto do rock underground carioca, berço de bandas independentes e local de encontros que moldaram gerações. Mais do que um ponto geográfico, a rua representa um espaço de liberdade, resistência artística, convivência e expressão cultural. A cena que ali floresceu tem relevância para além da música: consolidou vínculos comunitários, incentivou a ocupação cidadã do espaço urbano e democratizou o acesso à produção cultural. Para muitos jovens, a Rua Ceará foi — e continua sendo — porta de entrada para o universo artístico e espaço de afirmação de identidades periféricas, alternativas e livres.

Por que tombar a Rua Ceará?

Entre os argumentos listados no abaixo-assinado, destacam-se:

  • Valor histórico e cultural: marco da música independente e referência da juventude urbana carioca
  • Impacto social positivo: promove inclusão, identidade coletiva e convivência plural
  • Revitalização urbana: o reconhecimento pode inspirar investimentos em requalificação e usos culturais
  • Prevenção da violência: cultura como ferramenta de ocupação cidadã e segurança comunitária
  • Potencial turístico e educativo: ponto de memória da cena alternativa, com apelo cultural crescente
  • Reparação simbólica: legitimar a Rua Ceará como um dos espaços de resistência e criação cultural do estado

A mobilização pede que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro:

  • Acolha e aprove a proposta de tombamento
  • Reconheça oficialmente a Rua Ceará como Patrimônio Cultural Imaterial
  • Inclua o local no registro estadual de bens de valor simbólico e cultural

A campanha segue aberta ao público, e a adesão pode ser feita digitalmente. O movimento reforça o apelo por uma cidade que valorize sua história plural e suas expressões artísticas populares.

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