Baixada Fluminense

Leticia Alves - Desaparecida

Moradora de Tinguá em Nova Iguaçu desaparece e família pede ajuda

A família de Letícia Alves, de 28 anos, moradora de Tinguá, em Nova Iguaçu, vive momentos de profunda angústia desde o desaparecimento da jovem no domingo, 21 de dezembro de 2025. Letícia saiu de casa às 9h58 e, às 10h31, enviou a última mensagem informando que havia chegado ao destino. Desde então, não houve mais nenhum contato. Segundo familiares, existe um vídeo que mostra Letícia pegando uma moto na região de Marambaia, em Tinguá. No entanto, não há informações sobre a identidade do motociclista nem sobre o local para onde ela seguiu. Esse é, até o momento, o último registro conhecido do deslocamento da jovem. A família já registrou Boletim de Ocorrência e segue realizando buscas em hospitais e no Instituto Médico Legal (IML). Em estado de desespero, parentes e amigos pedem apoio da população para compartilhar as informações e ampliar o alcance das buscas. Qualquer informação que possa contribuir para localizar Letícia Alves deve ser comunicada imediatamente à família. Contato para informações:Agatha irmã – (21) 98851-0607 O que fazer em caso de desaparecimento Em situações de desaparecimento, algumas medidas são fundamentais: A mobilização coletiva, a circulação responsável de informações e a solidariedade são essenciais para que Letícia seja encontrada em segurança. A Defesa da vida começa com o cuidado coletivo. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Nos deixou Maria José Raimundo da Silva: a rezadeira que fez do castelinho de Meritium templo de fé e acolhimento

Nos deixou Maria José Raimundo da Silva: a rezadeira que fez do castelinho de Meriti em um templo de fé e acolhimento

Em 22 de setembro de 2025, a comunidade de Taipu, em São João de Meriti, se despediu de Maria José Raimundo da Silva, a Dona Maria José, cuja trajetória se confunde com a própria história da Capela de Santa Rita de Lisieux, o pequeno castelinho, espaço que se tornou referência espiritual por décadas. Nascida em 3 de agosto de 1935, Maria José foi convidada aos 30 anos de idade por João da Santa, fundador da capela, para assumir o trabalho de rezas e atendimentos que já atraíam multidões de devotos. O chamado que aceitou não foi apenas um convite, mas um destino que a transformou em guardiã de saberes ancestrais. A vida dedicada ao castelinho Todos os domingos, religiosamente, das 7h30 às 12h, as portas do castelinho se abriam, e lá estava Dona Maria José para acolher. Na tigela com água lia os impasses da vida de cada consulente; com ervas simples, iniciava cuidados básicos de saúde; e, com sua palavra firme e cheia de ternura, oferecia conselhos que iam além do alívio imediato, tornando-se fonte de equilíbrio espiritual para muitos. O conhecimento que carregava não nasceu apenas de sua experiência pessoal, mas de uma herança de sangue e de fé: sua mãe e sua avó também eram rezadeiras. Essa linhagem feminina fez de Maria José a continuidade de uma tradição popular que atravessa gerações, guardando a memória de saberes que unem religiosidade, medicina natural e acolhimento humano. Encastelada em sua missão Relatos colhidos pela pesquisadora e estudante Andrea da Luz destacam que Maria José entendia sua presença no castelinho como missão. Para aceitar esse chamado, deixou para trás um filho em sua cidade natal — filho que nunca mais reencontrou. Ainda assim, nunca se permitiu abandonar o posto que acreditava ter sido escolhido para ocupar. No conto “O castelinho e a velha princesa”, escrito por Andréa Gonçalves da Luz, essa fusão entre a rezadeira e o espaço sagrado ganha um tom poético: a autora descreve que já não era possível distinguir onde terminava Maria José e onde começava o castelinho, tamanha era a simbiose entre a velha senhora e as paredes de oração e milagres. O texto narra também a forma como ela mesma dizia ter chegado: “O senhor João me convidou pra eu vim aqui, mas pra quando ele voltasse, eu ía com ele, ele voltou mas me deixou foi aqui” Assim viveu por seis décadas: encastelada, renunciando a sonhos simples como conhecer a praia — convite que chegou a recusar para não se afastar de sua missão. Fragilidade e continuidade Mesmo com o avançar da idade, manteve o compromisso até os 90 anos, quando uma queda a deixou acamada. Foi então que entregou simbolicamente a chave do castelinho à filha Luciana, pedindo-lhe que mantivesse as portas sempre abertas. Esse gesto representou mais que uma passagem de responsabilidade: foi o reconhecimento de que o legado da reza e do acolhimento deveria permanecer vivo, como parte inseparável da comunidade. A despedida de uma princesa No dia 22 de setembro de 2025, Maria José partiu, mas deixou gravada na memória coletiva a imagem de uma mulher que transformou sua vida em ofício espiritual. Sua história é um testemunho da força das rezadeiras no Brasil, mulheres que, longe dos espaços institucionais, são guardiãs de uma espiritualidade popular que cura, acolhe e aconselha. Mais que uma rezadeira, Maria José foi uma velha princesa encastelada, como descreve o conto que eternizou sua memória, cuja vida se entrelaçou às paredes do castelinho até que ambas se tornassem uma só narrativa. Seu legado permanece vivo não apenas nos ritos que deixou à filha, mas também nas lembranças, nas histórias e nos símbolos que seguem inspirando gerações. E como lembram os relatos de Andréa Gonçalves da Luz, Maria José não foi apenas uma mulher que rezava: “foi uma presença que encarnou uma tradição, uma guardiã de saberes que fez da sua vida um céu aberto, um canto sagrado em que tantos encontraram fé, cuidado e acolhida”. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Minerva Ink e ComCausa alinham ações no Rock Festival de Nova Iguaçu Vem Meu Igual Cuida dos manos Cuida das minas

Minerva Ink e ComCausa alinham ações no Rock Festival de Nova Iguaçu

Em encontro realizado no estúdio Minerva Ink, a ComCausa – Defesa da Vida consolidou uma articulação que resultou na confirmação de um espaço no estande do estúdio durante o Nova Iguaçu Rock Festival. O local também será base para a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, proposta pela ComCausa. A presença da Minerva Ink no festival representa a vitória de uma mobilização espontânea que ganhou força ao longo de 2025. Como resultado desse movimento, a hashtag #MinervaNoRockFestival, criada pelos próprios apoiadores, tornou-se uma das mais comentadas no perfil oficial do festival — um indicativo expressivo do engajamento popular e da força simbólica dessa articulação coletiva. Artistas, clientes e simpatizantes reivindicaram nas redes sociais a participação oficial do estúdio no evento, evidenciando a potência da cena underground da Baixada Fluminense e sua capacidade de organização em torno da valorização da arte periférica. Agora, com a confirmação do estande, a Minerva leva para dentro do festival o que sempre defendeu do lado de fora: identidade, criatividade e pertencimento. Para fortalecer ainda mais esse papel, buscou na ComCausa uma parceira com experiência em campanhas sociais e atuação comunitária. Festival seguro: ComCausa promove campanha no evento junto à Minerva Ink Durante o festival, a ComCausa realizará a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, que terá sua primeira ativação em um festival de rock. A iniciativa busca promover o cuidado mútuo, a prevenção de violências e o fortalecimento da convivência respeitosa em eventos culturais. Adriano Dias, fundador da ComCausa, destacou que a inspiração para a campanha nasceu da canção “Meu Igual”, da banda Cólera — um clássico do punk nacional que ecoa o espírito de união, resistência e solidariedade: “Sozinho não dá, vem meu igual; seja qualquer cor, de onde for, somos um só”. Com linguagem leve, direta e inclusiva — resumida na máxima “respeito é base” —, a campanha se dirige ao público, artistas, produção e equipes de apoio, incentivando a prática da solidariedade e da atenção coletiva como garantia de que todos possam curtir com segurança. A proposta prevê também uma campanha de comunicação de convocação para o festival, vinculada aos portais RedeDH e PortalC3, além das redes sociais da ComCausa – Defesa da Vida, Rock ComCausa e da própria Minerva Ink. No dia do festival, também serão distribuídos materiais de conscientização da campanha. Serviços do estande Minerva Ink no Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 O estande do Minerva Ink oferecerá ao público com Tatuagens (flash tattoos) com artes exclusivas e venda de produtos relacionados. Já a ComCausa utilizará esses serviços como base de sensibilização da campanha, integrando arte e cidadania. Cada experiência no estande — da tatuagem à aquisição de produtos — estará acompanhada de mensagens e materiais que reforçam os eixos centrais da campanha: respeito mútuo, cuidado coletivo e combate à violência em ambientes culturais. Enquanto o público participa das atividades, será convidado a refletir sobre a importância da convivência segura, com distribuição de materiais educativos, divulgação de canais de denúncia e rodas de conversa rápidas sobre direitos humanos e cultura da paz. Saiba mais sobre o Nova Iguaçu Rock Festival O Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 acontecerá no dia 5 de outubro de 2025, domingo, a partir das 14h, no Espaço de Eventos da Dutra, no Rio de Janeiro. Os ingressos já estão disponíveis no site e no aplicativo da Ingresse. Serão dois palcos no Rock Festival de Nova Iguaçu 2025. No Rock Legends, o destaque é a estreia da banda norte-americana The Calling, além de nomes consagrados como Os Paralamas do Sucesso, que celebram 40 anos de carreira, CPM 22, Raimundos, Detonautas e Fresno. No Rock Stars, quem comanda são as bandas que marcaram gerações: Strike, DiBobe, Darvin, Hevo 84 e Debrix, mesclando pop punk, reggae, rock alternativo e influências do hard rock. Assim, o Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 se firma como uma grande celebração da música alternativa, mas também como espaço de afirmação de identidades, valorização da periferia e fortalecimento da cultura da paz e da defesa da vida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia-Internacional-das-Vitimas-de-Desaparecimentos-Forcados

Coleta de DNA: ComCausa reforça que prioridade da Baixada Fluminense deve ser na DHBF

A ComCausa Defesa da Vida, por meio do programa Acolher: Desaparecidos, uniu esforços à Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025, organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O movimento, que acontece simultaneamente em todas as unidades da federação até 15 de agosto, busca enfrentar uma das mais graves crises humanitárias silenciosas do Brasil: o desaparecimento de pessoas. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, apenas no ano de 2024 foram registrados mais de 70 mil desaparecimentos no país. O acúmulo da última década supera 700 mil registros, revelando não apenas um drama individual de famílias devastadas pela ausência, mas também uma questão de política pública e de direitos humanos que exige respostas consistentes do Estado brasileiro. A realidade da Baixada Fluminense O estado do Rio de Janeiro é um dos que apresentam índices mais elevados de desaparecimentos. Só em 2024, foram contabilizados mais de 12 mil registros, sendo a Baixada Fluminense responsável por uma fatia desproporcional. Municípios como Belford Roxo, Queimados, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti aparecem de forma recorrente entre os territórios com maior número de notificações, revelando um padrão de violência estrutural, vulnerabilidade social e fragilidade institucional que aprofunda o drama local. A Baixada, composta por 13 municípios e cerca de 4 milhões de habitantes, tornou-se um epicentro da crise dos desaparecimentos. Esse quadro reforça a necessidade de que ações como a coleta de DNA sejam organizadas de forma prioritária nesse território, aproximando o procedimento das famílias mais afetadas. Mobilização da ComCausa e visita à DHBF Embora todos os pontos de coleta de DNA estejam sendo amplamente divulgados, a ComCausa, após visita institucional à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em Belford Roxo, especialmente no diálogo com colegas dos setores de Perícia Criminal e de Paradeiros – responsáveis diretos pelas investigações de desaparecimentos –, passará a recomendar oficialmente que as famílias da Baixada Fluminense priorizem a coleta de DNA diretamente na DHBF, em razão da maior celeridade e eficácia do processo. Para isso, os familiares devem se dirigir à: Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) –  Av. Retiro da Imprensa, s/n – Bairro Heliópolis, Belford Roxo – RJ (Próximo ao Hospital de Belford Roxo). Essa recomendação não significa desconsiderar os postos regionais já existentes. Pelo contrário: reconhece que a DHBF concentra, em um mesmo espaço, perícia técnica, núcleo de Paradeiros e fluxos investigativos especializados, garantindo maior integração entre a coleta de material genético e o andamento das investigações. Para as famílias, isso representa menos burocracia, maior rapidez na análise e maior chance de que o DNA coletado seja imediatamente vinculado a um inquérito em curso. Onde estão os pontos de coleta no Rio de Janeiro Quem pode participar e como funciona A coleta de DNA é gratuita, simples, rápida e indolor. Pode ser realizada por pais, mães, filhos ou irmãos biológicos da pessoa desaparecida. Para participar, é necessário apresentar documento de identidade com foto e o boletim de ocorrência do desaparecimento. O procedimento consiste na coleta de células da mucosa bucal com um cotonete ou de uma pequena gota de sangue retirada do dedo. O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos estaduais e nacionais, que são constantemente cruzados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde e assistência social ou restos mortais não identificados. Um passo para a memória e a justiça A ampliação do banco de perfis genéticos é um avanço fundamental na política de enfrentamento aos desaparecimentos. Para a ComCausa, ao recomendar que a prioridade na Baixada Fluminense seja a coleta na DHBF/Setor de Paradeiros, o objetivo é fortalecer a resposta estatal, reduzir distâncias para as famílias e transformar a ciência em um recurso concreto de verdade, memória e justiça. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias da ComCausa - Arquivo ComCausa

Nilópolis se articula em prol da memória religiosa e dos direitos humanos

Na manhã desta segunda-feira (8), o vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá, da Pastoral Afro, que também é superintendente de Igualdade Racial da Prefeitura de São João de Meriti; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias, diretor da Associação ComCausa – Defesa da Vida. O encontro teve como objetivo alinhar agendas conjuntas em torno da valorização da memória, do patrimônio histórico e da promoção de políticas públicas de igualdade racial e cidadania na Baixada Fluminense. Tombamento da Capela São Mateus Entre os pontos discutidos esteve o tombamento da histórica Capela de São Mateus, marco religioso e cultural de Nilópolis. A preservação do espaço é vista como fundamental para fortalecer a identidade afrodescendente e a memória coletiva da região. O frei Tatá destacou que a capela é um símbolo de resistência que conecta passado e presente, sendo indispensável para a valorização da herança cultural. O vice-prefeito Alvinho informou que já iniciou articulação junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), visando formalizar o processo de tombamento da capela como patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro. Flidan e os Agudás Outro tema em destaque foi a articulação com a Flidan – Feira Literária Internacional de São João de Meriti, que nesta edição terá como foco os Agudás, denominação atribuída aos africanos escravizados que, após conquistarem a liberdade, conseguiram retornar ao continente de origem. A escolha do tema toca diretamente em questões históricas relacionadas à diáspora, à escravidão e à reparação simbólica, e se conecta ao debate sobre a própria Capela de São Mateus, que carrega essa memória em seu entorno. Desaparecimentos na Baixada Fluminense Durante a reunião, Adriano Dias, da ComCausa, trouxe à pauta a grave situação dos desaparecimentos na Baixada Fluminense. Ele relatou o quanto o tema atravessa as famílias da região e sugeriu a criação de um núcleo específico voltado ao enfrentamento desse fenômeno. A proposta seria estruturada em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, garantindo um canal institucional de apoio e monitoramento permanente. O encontro terminou com o compromisso de fortalecer a integração entre Nilópolis e São João de Meriti em ações conjuntas, conectando cultura, fé, história e direitos humanos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Parque municipal de Nova Iguaçu

Reunião na Secretaria de Meio Ambiente de Nova Iguaçu busca fortalece cooperação para educação ambiental

Na manhã desta sexta-feira (05/09), foi realizada uma importante reunião entre a ComCausa – Defesa da Vida e a equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SEMAM) de Nova Iguaçu. O encontro teve como principal objetivo aprofundar o diálogo institucional e alinhar estratégias conjuntas voltadas à educação ambiental, ao manejo de resíduos sólidos e à prevenção de desastres naturais em áreas urbanas da cidade. A articulação, que representa um passo decisivo para a formalização de um termo de cooperação técnica, busca estabelecer um vínculo permanente entre o poder público municipal e a sociedade civil organizada, abrindo caminhos para o desenvolvimento de projetos integrados que promovam a conscientização socioambiental e a defesa do território. Participaram do encontro a fundador da ComCausa, Adriano Dias, os subsecretários da SEMAM, Edgar Martins e Gustavo Santana, além de Adriana Willian Carmo dos Santos, responsável pelas ações de educação ambiental da pasta. O clima da reunião foi de abertura, comprometimento e alinhamento de propósitos, refletindo a convergência entre políticas públicas e iniciativas comunitárias com foco na sustentabilidade e na justiça socioambiental. Educação ambiental como eixo estruturante da cidadania Durante a reunião, foi destacada a necessidade de avançar na implementação de ações de educação ambiental como política transversal, conectando escolas públicas, associações de bairro, coletivos culturais, instituições religiosas e movimentos sociais em torno da construção de uma nova cultura urbana baseada na responsabilidade ecológica, no cuidado com o lixo doméstico e no uso consciente dos recursos naturais. A proposta envolve a criação de módulos educativos, vivências comunitárias, produção de materiais didáticos e campanhas públicas, com ênfase nas juventudes e nos territórios mais vulnerabilizados. A educação ambiental, nesses moldes, deixa de ser um conceito abstrato para se tornar uma ferramenta prática e cotidiana de transformação da realidade. Também foi abordada a urgência de se atuar sobre os impactos causados pelo descarte inadequado de resíduos sólidos – tema especialmente sensível em Nova Iguaçu, onde o crescimento urbano desordenado e a ausência de infraestrutura em algumas regiões acentuam os riscos de alagamentos e doenças. Reconhecimento do patrimônio ambiental e fortalecimento da identidade territorial Um dos pontos altos do encontro foi o reconhecimento mútuo da importância de valorizar o patrimônio ambiental como expressão da identidade e da memória da cidade. Nova Iguaçu abriga ecossistemas de relevância nacional e internacional, como a Reserva Biológica do Tinguá, considerada uma das áreas de maior biodiversidade da Mata Atlântica, além de abrigar uma complexa rede de nascentes, córregos e rios que desempenham papel vital no equilíbrio hídrico da Baixada Fluminense. Foram destacadas ainda as áreas de amortecimento e corredores ecológicos urbanos, como os fragmentos de floresta nos bairros periféricos, os parques naturais, trilhas ecológicas, terrenos de uso comum e espaços públicos verdes que compõem o chamado “mosaico ambiental de Nova Iguaçu”. A proposta da ComCausa visa integrar ações de comunicação popular, educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e estímulo ao sentimento de pertencimento da população com seus territórios, unindo ecologia, cultura e memória. Caminho para resultados concretos e políticas duradouras A Secretaria manifestou grande receptividade à proposta, demonstrando disposição para avançar rapidamente na construção do termo de cooperação, com previsão de início de ações-piloto ainda neste segundo semestre. O entendimento comum é de que, diante da emergência climática, da vulnerabilidade social e dos desafios urbanos enfrentados pela cidade, é fundamental somar esforços, ampliar parcerias e garantir que a sustentabilidade ambiental não seja apenas um discurso, mas uma política pública eficaz e contínua. A ComCausa, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a cidade de Nova Iguaçu e com a população da Baixada Fluminense, colocando à disposição sua experiência em comunicação popular, mobilização comunitária e articulação intersetorial. A expectativa é que a parceria contribua não apenas para a proteção do meio ambiente, mas também para o fortalecimento da democracia territorial, da participação cidadã e da promoção de uma cultura de paz e cuidado com a vida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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