Baixada Fluminense

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Cemitérios clandestinos: Baixada tem avanço de 26% em um ano e de 450% desde 2021

A Baixada Fluminense contabilizou 116 cemitérios clandestinos em 2024, o que representa um aumento de 26% em relação a 2023 (92) e de impressionantes 450% desde 2021 (21). Nova Iguaçu aparece no topo da lista, reunindo o maior número de pontos de desova. Quando somada a Duque de Caxias e Belford Roxo, a cidade integra o eixo que concentra 55% dos locais identificados. O mapeamento aponta que as áreas mais críticas estão sob domínio de grupos de extermínio, milícias, facções do tráfico e esquadrões de matadores, que transformam esses espaços em zonas de ocultação de corpos após execuções. Além de terrenos baldios e lixões, a violência se espalha por rios e trechos da malha ferroviária, com 13 pontos de desova nos rios Sarapuí, Guandu e Botas e outros 16 na linha férrea. A prática de destruição e ocultação de cadáveres não apenas dificulta a contabilização de ossadas, como também impõe às famílias o apagamento do direito ao luto. A expansão do domínio miliciano na região está diretamente ligada a essa realidade, associando-se ao aumento dos desaparecimentos forçados. O que mostram as pesquisas de referência Trabalho de campo conduzido por pesquisadores e movimentos da região documenta visitas a cemitérios clandestinos, escuta de mães e familiares e atividades de acolhimento psicossocial. Em Nova Iguaçu (Km 32), entrevistas, mapeamentos comunitários e expedições a áreas ribeirinhas foram decisivos para demonstrar as dinâmicas de desaparecimento e desova. A bacia hidrográfica do Guandu (com os rios Guandu, Guandu-Mirim, Capenga e do Campinho) é destacada como espaço histórico de descarte de corpos, provendo condições para alguns dos maiores cemitérios clandestinos do estado. Depoimentos locais relatam uma frequência contínua de corpos boiando nesses cursos d’água, evidenciando a dimensão do problema. Como o crime se mascara nas estatísticas Análise do Disque-Denúncia (2016–2020) categorizou relatos em seis grupos diretamente relacionados ao fenômeno: Cemitério Clandestino, Destruição/Subtração de Cadáver, Encontro de Cadáver, Furto/Comércio de ossos e órgãos, Pessoas Desaparecidas e Tráfico de Mulheres. A depuração dos dados resultou em 768 denúncias com evidências de desaparecimento forçado. No recorte “Cemitério Clandestino”, foram 96 denúncias na Baixada e 105 na capital. Somando todos os tipos com indícios de desaparecimento forçado, a Baixada concentrou 351 denúncias (com destaque para Belford Roxo e Duque de Caxias) — comparativo que exige cautela, dada a diferença demográfica e socioespacial entre os territórios. Incidência pública e método A agenda de incidência na Alerj e a parceria entre Fórum Grita Baixada (FGB) e UFRRJ/Observatório Fluminense estruturaram, desde 2019, uma pesquisa exploratória sobre desaparecimentos forçados com foco inicial em Nova Iguaçu e Queimados, articulando dados oficiais (ISP), denúncias, mídia local e trabalho territorial. O nó jurídico: tipificação e padrões internacionais No plano internacional, a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado afirma o princípio: “Nenhuma pessoa será submetida a desaparecimento forçado”, determina a criminalização do delito pelos Estados e o reconhece como crime contra a humanidade, com direitos das vítimas à verdade e reparação. A CIDH, no caso Gomes Lund/Guerrilha do Araguaia, responsabilizou o Brasil e impulsionou o debate interno sobre tipificação do crime — ainda pendente no Congresso, onde PL 6.240/2013 e proposições correlatas seguem tramitando. Recomendações para virar o jogo As recomendações consolidadas pela pesquisa e atores da sociedade civil incluem: aprovar a tipificação penal (ex.: PL 5.215/2020, apensado ao PL 6.240/2013); tirar do papel a Política Nacional de Busca e fortalecer o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (Lei 13.812/2019) com interoperabilidade entre estados; e criar plano nacional com participação social, centralidade racial e de gênero, e assistência às famílias. Por que a Baixada está no epicentro O avanço do projeto miliciano na Baixada — com captura de território, especulação imobiliária e violência de Estado — cria um ambiente fértil para execuções sumárias e ocultação de cadáveres. A geografia (rios, áreas de mata, vazios urbanos), a presença de infraestruturas como a ferrovia e a fragilidade institucional se combinam para invisibilizar crimes e desestimular denúncias, mantendo altos índices de subnotificação. Linha do tempo recente dos “cemitérios clandestinos” na Baixada O que precisa acontecer agora O que precisa acontecer agora é, antes de tudo, dar nome ao crime, garantindo a tipificação do desaparecimento forçado no Código Penal. É preciso lembrar que essa prática não começou hoje: durante a ditadura militar, o Cemitério de Perus, em São Paulo, se tornou um dos símbolos mais cruéis da repressão, utilizado para ocultar corpos de opositores políticos com o envolvimento direto de agentes do Estado. Hoje, décadas depois, a mesma lógica se repete na Baixada Fluminense. Os cemitérios clandestinos da região, controlados por milícias, grupos de extermínio e facções, também operam com a conivência e, muitas vezes, com a participação de setores estatais — reproduzindo um padrão histórico de violência e apagamento da memória. Diante disso, é necessário investigar de verdade, com grupos especializados e a integração de bases de dados sobre pessoas desaparecidas, ossadas e locais de desova. Também é fundamental responsabilizar o Estado, rompendo a estrutura de conivência e omissão que sustenta a impunidade. Ao mesmo tempo, é urgente cuidar de quem ficou, oferecendo acolhimento, assistência e reparação às mães e familiares que vivem o trauma da ausência. Por fim, é indispensável atacar a base econômica desse ciclo de violência, enfrentando a especulação imobiliária e os negócios ilícitos que alimentam o poder das milícias. Serviço à população Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 2253-1177 (Disque-Denúncia RJ). Procure a Delegacia de Homicídios e registre imediatamente o boletim de ocorrência. Não existe prazo de 24 ou 48 horas para iniciar a busca por uma pessoa desaparecida. Imagem ilustrativa do Cemitério de Perus Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComCausa encaminha proposta de leis municipais de Apoio a Famílias de Pessoas Desaparecidas

A ComCausa encaminhou oficialmente nesta semana a minuta do Programa Municipal de Atendimento e Apoio às Famílias de Pessoas Desaparecidas (PMAFPD) a dois parlamentares da Baixada Fluminense: o vereador Professor Castellano, em Queimados, e o vereador Igo Menezes, em Belford Roxo. A iniciativa é apresentada como uma proposta contributiva, com o objetivo de colaborar para que os municípios instituam políticas públicas permanentes de acolhimento, orientação e apoio psicossocial às famílias que enfrentam o drama de ter um ente desaparecido. A minuta também sugere a integração de cadastros municipais às bases estaduais e federais, a realização de campanhas de prevenção e a criação de canais de atendimento humanizado — inclusive digitais — sempre no sentido de somar esforços ao que já existe. Segundo a ComCausa, o material encaminhado não é um texto fechado, mas uma proposta aberta à contribuição dos parlamentares e da sociedade civil, para fortalecer o debate e ampliar a capacidade de resposta local frente ao grave problema dos desaparecimentos. Uma proposta para enfrentar uma realidade alarmante De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, o Brasil registrou 80.317 desaparecimentos apenas em 2023, o que equivale a mais de 220 pessoas por dia. Na Baixada Fluminense, o cenário é ainda mais crítico, com índices elevados em cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e Queimados, atingindo sobretudo jovens, mulheres e crianças. A região não conta com delegacia especializada, o que obriga famílias a buscarem atendimento na capital e aumenta a sensação de abandono. A proposta da ComCausa busca contribuir para reduzir essas lacunas locais, fortalecendo a rede de proteção e aproximando o atendimento das famílias. Estrutura contributiva prevista no Programa A minuta apresentada pela ComCausa propõe como linhas de ação: Todas essas medidas são apresentadas como sugestões colaborativas, que poderão ser adaptadas por cada município de acordo com suas realidades e prioridades. Contribuição da ComCausa e mobilizações Com o encaminhamento, a ComCausa reafirma seu papel de parceira técnica de vereadores, prefeituras e famílias, colocando à disposição a experiência acumulada no Projeto Acolher: Desaparecidos e demonstrando que os municípios podem desempenhar um papel ativo no enfrentamento do problema. A entrega das propostas acontece às vésperas de uma série de mobilizações que ocorrerão entre os dias 25 e 31 de agosto, no Rio de Janeiro e em Brasília, em memória das vítimas de desaparecimentos forçados e involuntários. As ações integram o calendário do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, lembrado em 30 de agosto pela ONU, e pretendem contribuir para dar visibilidade à dor das famílias e pressionar o poder público por medidas concretas. Serviço As mobilizações terão participação da ComCausa, que estará ao lado das famílias e organizações da sociedade civil, reforçando seu papel de contribuir com a formulação e divulgação de políticas públicas voltadas à defesa da vida e ao apoio às vítimas indiretas desse grave problema de direitos humanos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Ato pede justiça por Gabriel Monteiro - Foto Arquivo ComCausa

Ato por Gabriel reúne familiares e entidades em Tinguá para exigir justiça

No último sábado, 16 de agosto, a comunidade de Tinguá, em Nova Iguaçu, se reuniu em um ato emocionante e contundente em memória de Gabriel, jovem morto em circunstâncias ainda não esclarecidas. O encontro, realizado às 15h30 no exato local onde o rapaz perdeu a vida, mobilizou familiares, amigos, lideranças comunitárias, organizações de direitos humanos e moradores da região. O ato foi marcado por falas de denúncia, protestos contra a impunidade e apelos por respostas das autoridades públicas. Com cartazes, cruzes, velas e palavras de ordem, os presentes lembraram que Gabriel não pode ser apenas mais um número nas estatísticas de violência. “Cada passo aqui é um grito por justiça. Gabriel tinha sonhos, família, amigos. E a dor da perda se multiplica com o silêncio do Estado”, afirmou uma das lideranças presentes. Luta coletiva por justiça e memória Mais do que uma homenagem, a mobilização teve como objetivo central pressionar por avanços nas investigações, cobrar a responsabilização dos culpados e exigir ações efetivas do poder público frente à crescente letalidade de jovens na Baixada Fluminense. O ato se somou a uma série de atividades que vêm sendo organizadas pela comunidade e por entidades comprometidas com os direitos humanos e a justiça social, e que veem em casos como o de Gabriel uma expressão da negligência estrutural com vidas periféricas. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher, tem acompanhado o caso desde o início, prestando orientação jurídica à família, articulando o apoio institucional e reunindo documentos e informações para garantir visibilidade e consistência ao processo de cobrança por justiça. Reuniões com órgãos públicos e estratégicas com movimentos sociais estão em andamento para definir as próximas etapas da mobilização, que deve incluir audiências públicas, atos conjuntos e denúncias em instâncias superiores. “Nosso compromisso é com a memória de Gabriel e com a luta para que nenhuma família mais enfrente o abandono do Estado diante da perda de um filho para a violência”, destacou um Adriano Dias fundador da ComCausa. Justiça e verdade para Gabriel A mobilização em Tinguá foi mais um capítulo da resistência das famílias vítimas da violência que se recusam a aceitar o esquecimento. Com cada vela acesa e cada nome gritado, a comunidade reforçou que Gabriel vive na luta por justiça, e que sua história não será apagada. A mentira para justificar o injustificável: caso Gabriel desmonta versão oficial e expõe distorções em ação policial Após o assassinato de Gabriel, jovem morto durante uma abordagem policial em Tinguá, Nova Iguaçu, uma narrativa distorcida passou a circular para tentar justificar o ocorrido. A versão — amplamente disseminada em redes sociais e canais informais — alegava que o jovem teria “empinado a moto” e “jogado o veículo contra o policial”, o que supostamente explicaria o disparo. No entanto, testemunhas oculares afirmaram de forma categórica que Gabriel trafegava normalmente, sem realizar manobras perigosas, e não reagiu à abordagem. O vídeo divulgado pela ComCausa Defesa da Vida, extraído de câmeras de segurança próximas ao local, confirma visualmente que não houve qualquer ameaça ou conduta agressiva por parte da vítima. Para familiares e defensores de direitos humanos, trata-se de uma tentativa clássica de criminalizar a vítima e legitimar o uso da força letal, uma prática frequente em casos de violência policial que envolvem jovens negros das periferias. “Tentaram matar a reputação do Gabriel depois de matarem sua vida”, disse um parente durante reunião com a ComCausa. “A cada dia sem resposta, não é só a dor que aumenta. É a sensação de que o sistema já decidiu quem vale e quem não vale ser defendido.” Mesmo com provas, processo está parado Apesar das evidências audiovisuais, dos depoimentos de testemunhas e da repercussão do caso, o processo judicial segue sem avanços concretos. Nenhum agente foi afastado ou responsabilizado formalmente. Para a família, a demora não representa apenas um atraso processual, mas sim um ataque direto à ideia de justiça. Um caso que revela uma estrutura maior A morte de Gabriel não é um caso isolado — ela revela um padrão recorrente de violência estatal que atinge, com mais intensidade, as regiões mais vulneráveis do estado. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) confirmam que a Baixada Fluminense concentra alguns dos maiores índices de mortes por intervenção policial no estado do Rio de Janeiro. Essas mortes, segundo estudos de organizações de direitos humanos, atingem majoritariamente jovens negros, moradores de áreas periféricas, e muitas vezes ocorrem em situações onde o uso da força letal poderia e deveria ter sido evitado. Para a ComCausa Defesa da Vida, que acompanha o caso por meio do projeto Acolher, é urgente rever protocolos policiais, garantir investigações transparentes e promover ações institucionais que coloquem fim à naturalização da violência contra determinadas populações. Impunidade que perpetua o ciclo Quando o Estado permite que versões falsas prevaleçam, que provas sejam ignoradas e que agentes não sejam responsabilizados, ele reafirma um modelo seletivo de justiça, onde determinadas vidas seguem sendo descartáveis. A luta por Gabriel é, portanto, a luta contra a lógica da letalidade naturalizada, da impunidade garantida, e da violência institucional mascarada de ação legítima. Foto: A Nova Democracia Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rebio - Tinguá

ComCausa inicia articulação com a direção da Reserva Biológica do Tinguá

Nesta quinta-feira, representantes da ComCausa participaram de uma reunião institucional com a diretora da Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá), uma das mais importantes unidades de conservação do país. O encontro teve como objetivo estabelecer uma cooperação voltada à valorização, ao reconhecimento e à preservação da reserva, com ênfase no fortalecimento do vínculo entre a unidade de conservação e a população de seu entorno. Localizada na Baixada Fluminense, entre os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Miguel Pereira e Petrópolis, a Rebio Tinguá é considerada um verdadeiro tesouro ambiental do estado do Rio de Janeiro e um patrimônio natural de valor global. Sobre a Rebio Tinguá Criada pelo Decreto nº 97.780, de 23 de maio de 1989, a Reserva Biológica do Tinguá possui uma área de 26.260 hectares, sendo uma das principais áreas protegidas de Mata Atlântica do Brasil. A unidade é de proteção integral, o que significa que seu uso é voltado exclusivamente à conservação da natureza e à realização de pesquisas científicas, sendo vedadas atividades de exploração econômica, turismo de massa ou ocupação urbana. Em 1993, a Rebio Tinguá foi incluída pela UNESCO como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o equilíbrio ecológico, climático e hídrico da região sudeste do Brasil. Biodiversidade e importância hídrica A reserva abriga uma das maiores áreas contínuas de floresta atlântica preservada na região metropolitana do Rio de Janeiro, servindo como habitat para dezenas de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como o mico-leão-dourado, a onça-parda, o gavião-pomba e o sapo-flecha. No que diz respeito à flora, são centenas de espécies nativas, incluindo árvores de grande porte e valor ecológico como o jequitibá-rosa, o ipê-roxo e a figueira-brava. Outro aspecto fundamental da Rebio Tinguá é seu papel como berço de nascentes e mananciais que abastecem parte significativa da população do estado do Rio de Janeiro. A reserva protege áreas de captação de água dos sistemas de abastecimento da Cedae, contribuindo para a segurança hídrica de milhões de pessoas. Cooperação com a sociedade civil Durante a reunião, foram debatidas formas de cooperação entre a Rebio Tinguá e a ComCausa, com foco na educação ambiental, comunicação comunitária, valorização cultural e promoção da cidadania ambiental. A proposta é ampliar o diálogo entre a unidade de conservação e as comunidades do entorno, especialmente no eixo Nova Iguaçu–Tinguá, promovendo a conscientização ambiental, o sentimento de pertencimento e o fortalecimento de redes locais de proteção ambiental. A ComCausa, que atua há mais de 20 anos na defesa dos direitos humanos, da memória e do meio ambiente na Baixada Fluminense, reafirma seu compromisso em integrar a agenda ambiental à sua atuação territorial, fortalecendo a cultura de paz e a sustentabilidade. “Preservar a Rebio Tinguá é preservar a história, a biodiversidade e a vida da nossa região. Queremos que a população se reconheça como parte fundamental deste patrimônio e, assim, se engaje em sua proteção.” — destacou Adriano Dias, fundador da ComCausa. A articulação iniciada será formalizada por meio de um plano de trabalho conjunto, incluindo atividades educativas, campanhas de sensibilização e ações voltadas à valorização da cultura local em harmonia com o meio ambiente. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rede de Mães de Familiares Vítima de violência da Baixada Fluminense

Documentário emociona estudantes em roda de conversa no Colégio Estadual Rubens Farrulla em Meriti

Nesta semana, o Colégio Estadual Rubens Farrulla, localizado em Coelho da Rocha, São João de Meriti, vivenciou uma tarde marcada por emoção, escuta e conscientização com a exibição do documentário “Desova”. A atividade, realizada no dia 11 de junho, reuniu estudantes, professores, convidados e ativistas em uma roda de conversa sobre as marcas da violência de Estado e os desaparecimentos forçados que continuam a assombrar a Baixada Fluminense. A ação foi realizada pelo Observatório Fluminense de Pesquisa da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em conjunto com o Fórum Grita Baixada, com apoio institucional da direção do colégio, representada pela diretora Chris Pereira, e da equipe pedagógica, especialmente da orientadora educacional Maria Cristina e do professor Alexandre Pires. Juntos, garantiram um ambiente acolhedor, seguro e propício para o diálogo com a comunidade escolar. Um dos momentos mais marcantes do encontro foi a participação de Ilsimar de Jesus, da Rede de Mães Vítimas da Violência da Baixada e também integrante da Pesquisa como articuladora local do território de São João de Meriti, que emocionou a todos ao compartilhar sua trajetória de dor e resistência após o assassinato de seu filho, Vitor Hugo, que foi aluno do próprio Colégio Rubens Farrulla. Sua presença ressignificou o espaço escolar, transformando-o em território de memória e luta. A roda de conversa também contou com a presença da socióloga e pesquisadora Jaqueline de Sousa Gomes, da UFRRJ, que desde 2021 integra a pesquisa “Mapeamento Exploratório sobre Desaparecimentos e Desaparecimentos Forçados em municípios da Baixada Fluminense – RJ”, a pesquisadora também atuou como organizadora do livro “Desaparecimentos Forçados: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense” publicado em 2023 pela editora Autografia, o livro apresenta os resultados da pesquisa e todo o processo de investigação sobre o tema dos desaparecimentos forçados na Baixada Fluminense. Na roda de conversa, sua fala trouxe uma leitura crítica sobre as práticas de ocultação de corpos por parte do Estado, destacando o papel das mães como guardiãs da memória, da verdade e da dignidade, além de apresentar o projeto de pesquisa que o grupo de pesquisadores da UFRRJ desenvolve. Durante o debate, Adriano Dias, fundador da ComCausa, realizou uma exposição sobre o panorama dos desaparecimentos na Baixada Fluminense, com base nas experiências cotidianas acompanhadas pela organização. Abordou a falta de políticas públicas específicas, a ausência de protocolos efetivos e a urgência na criação de equipamentos públicos voltados à busca de pessoas desaparecidas e à responsabilização do Estado. “A Baixada Fluminense concentra um número expressivo de desaparecimentos no estado do Rio de Janeiro. Muitos casos seguem sem investigação adequada, aprofundando o sentimento de abandono e impunidade entre os familiares”, destacou Adriano. O documentário “Desova”, dirigido por Laís Dantas e realizado pela Quiprocó Filmes, com apresentação do Fórum Grita Baixada e do Observatório Fluminense da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que retrata o vazio deixado pelas vítimas da violência de Estado e o esforço contínuo de suas mães para manter viva a memória dos filhos. Mais do que um registro audiovisual, o filme é um grito por justiça — sobre o que fica, sobre o que o rio leva e sobre a dor que não se cala. “Desova” teve sua estreia internacional no 12º Festival Internacional de Cine Político – FICIP, em Buenos Aires, em maio de 2023, levando o Prêmio de Melhor Filme na Competição Oficial Internacional de Curtas-metragens e também foi selecionado para o 19° Brésil en Mouvements, 3ª Semana do Cinema Negro de BH e para a VI Mostra SESC de Cinema. Filmado na região do KM 32, em Nova Iguaçu, além de localidades próximas, “Desova” apresenta dados alarmantes sobre o problema, traz depoimentos de mães que se organizaram em coletivos e em grupos de arteterapia para lidar com a dor da ausência, além de depoimentos de pesquisadores e estudiosos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que desenvolvem pesquisas focadas no assunto. A atividade deixou marcas profundas nos estudantes. Muitos expressaram indignação, empatia e desejo de mudança, reforçando que a escola pode — e deve — ser um espaço de formação cidadã, enfrentamento das injustiças e fortalecimento da juventude como agente de transformação social. Foi mais do que um evento educativo. Foi um momento de memória, denúncia e esperança por um futuro diferente na Baixada Fluminense. Livro sobre desaparecimento forçado na Baixada Foi lançado pela Livraria Folha Seca, no centro do Rio, o livro Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense, fruto da pesquisa desenvolvida pelo Fórum Grita Baixada e pelo Observatório Fluminense, vinculado à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A publicação traz à tona um dos temas mais dolorosos e invisibilizados da segurança pública brasileira: a prática sistemática de desaparecimentos forçados. O livro mapeia diferentes dinâmicas de desaparecimento na região da Baixada Fluminense, identificando como autores grupos armados diversos — que incluem agentes de segurança do Estado, milicianos e traficantes. A pesquisa analisa dados do Disque-Denúncia e do Instituto de Segurança Pública (ISP), expondo a brutalidade com que corpos e vidas são apagados, tanto fisicamente quanto das estatísticas oficiais. O livro Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense já está disponível para aquisição na Livraria e Edições Folha Seca. Mais do que uma leitura, trata-se de um documento de denúncia e de resistência, que desafia o esquecimento e cobra ações concretas para enfrentar esse tipo de violência. Leia também | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Parceria entre ComCausa e Estúdio Lux democratiza o acesso à produção musical para bandas independentes

Em uma ação estratégica voltada para o fortalecimento da cena musical independente do Rio de Janeiro e da Região Metropolitana, o programa Rock ComCausa, da organização social ComCausa Defesa da Vida, firmou uma parceria com o Estúdio Lux, localizado em Austin, Nova Iguaçu. O objetivo central é democratizar o acesso de bandas e artistas às estruturas profissionais de gravação, mixagem e ensaio, oferecendo condições especiais, com preços acessíveis e viabilidade financeira para a produção de músicas autorais. A iniciativa nasce da compreensão de que a música é, além de expressão artística, uma poderosa ferramenta de transformação social, resistência cultural e afirmação de identidades. Neste contexto, a parceria assegura aos artistas locais acesso direto a serviços técnicos de excelência, contribuindo para a elevação da qualidade de suas produções e, consequentemente, para sua inserção no mercado fonográfico de maneira mais competitiva.O Estúdio Lux, reconhecido pela qualidade de sua infraestrutura e atendimento especializado, disponibiliza, por meio desta parceria, uma tabela de valores reduzidos e promocionais, válida por tempo limitado, com pacotes acessíveis para gravações, mixagens e ensaios. Todos os serviços podem ser parcelados no cartão de crédito, tornando ainda mais viável o acesso de artistas que desejam profissionalizar seus projetos musicais. Além de estimular a cadeia produtiva da música, essa parceria se consolida como um instrumento efetivo de fortalecimento da cultura periférica, da produção autoral e da economia criativa, proporcionando não apenas acesso técnico de excelência, mas também apoio na promoção e visibilidade dos artistas. Divulgação garantida através do Portal C3 Outro diferencial desta iniciativa é que, além do acesso à produção musical, os artistas também contarão com o suporte do PortalC3.net, veículo de comunicação da ComCausa, e da agência Virtuo, parceira na comunicação digital. Todas as bandas e artistas que participarem da ação terão suas produções divulgadas em matérias especiais, entrevistas, publicações nas redes sociais e outras estratégias de comunicação, ampliando significativamente seu alcance e sua projeção pública. “Através dessa parceria, reafirmamos nosso compromisso com os territórios, com os artistas e com a cultura como ferramenta de transformação social. Sabemos que o acesso à gravação profissional sempre foi um desafio para quem está fora dos grandes centros de produção. Essa ação rompe essas barreiras e oferece estrutura, viabilidade e, sobretudo, visibilidade para que mais bandas possam registrar suas obras e fortalecer a cena musical do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense”, afirma Adriano Dias, fundador da ComCausa e idealizador do programa Rock ComCausa. O Estúdio Lux, por sua vez, consolida-se como um relevante polo de produção musical na região, oferecendo uma combinação de infraestrutura de alto padrão, atendimento humanizado e um modelo de negócio que prioriza a acessibilidade, especialmente para artistas da música independente, do rock, da música eletrônica, do rap e das mais diversas expressões musicais da cena alternativa. Agende sua gravação e amplifique sua voz Bandas, músicos, produtores e agentes culturais interessados podem realizar seus agendamentos diretamente com o Estúdio Lux, pelos telefones (21) 97727-3747 e (21) 96872-7235, ou presencialmente na Rua Marlos, nº 32, bairro de Austin, Nova Iguaçu – RJ. Esta parceria entre o Rock ComCausa, o Estúdio Lux e o Portal C3 é, portanto, uma ação concreta de fortalecimento da cultura, da economia criativa e da democratização do acesso à produção musical profissional de qualidade. Uma oportunidade real para que as vozes da periferia, do underground e da cena autoral ocupem seu espaço na história da música do Rio de Janeiro e do Brasil. Mais notícias | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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