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Ato pede justiça por Gabriel Monteiro - Foto Arquivo ComCausa

Ato por Gabriel reúne familiares e entidades em Tinguá para exigir justiça

No último sábado, 16 de agosto, a comunidade de Tinguá, em Nova Iguaçu, se reuniu em um ato emocionante e contundente em memória de Gabriel, jovem morto em circunstâncias ainda não esclarecidas. O encontro, realizado às 15h30 no exato local onde o rapaz perdeu a vida, mobilizou familiares, amigos, lideranças comunitárias, organizações de direitos humanos e moradores da região. O ato foi marcado por falas de denúncia, protestos contra a impunidade e apelos por respostas das autoridades públicas. Com cartazes, cruzes, velas e palavras de ordem, os presentes lembraram que Gabriel não pode ser apenas mais um número nas estatísticas de violência. “Cada passo aqui é um grito por justiça. Gabriel tinha sonhos, família, amigos. E a dor da perda se multiplica com o silêncio do Estado”, afirmou uma das lideranças presentes. Luta coletiva por justiça e memória Mais do que uma homenagem, a mobilização teve como objetivo central pressionar por avanços nas investigações, cobrar a responsabilização dos culpados e exigir ações efetivas do poder público frente à crescente letalidade de jovens na Baixada Fluminense. O ato se somou a uma série de atividades que vêm sendo organizadas pela comunidade e por entidades comprometidas com os direitos humanos e a justiça social, e que veem em casos como o de Gabriel uma expressão da negligência estrutural com vidas periféricas. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher, tem acompanhado o caso desde o início, prestando orientação jurídica à família, articulando o apoio institucional e reunindo documentos e informações para garantir visibilidade e consistência ao processo de cobrança por justiça. Reuniões com órgãos públicos e estratégicas com movimentos sociais estão em andamento para definir as próximas etapas da mobilização, que deve incluir audiências públicas, atos conjuntos e denúncias em instâncias superiores. “Nosso compromisso é com a memória de Gabriel e com a luta para que nenhuma família mais enfrente o abandono do Estado diante da perda de um filho para a violência”, destacou um Adriano Dias fundador da ComCausa. Justiça e verdade para Gabriel A mobilização em Tinguá foi mais um capítulo da resistência das famílias vítimas da violência que se recusam a aceitar o esquecimento. Com cada vela acesa e cada nome gritado, a comunidade reforçou que Gabriel vive na luta por justiça, e que sua história não será apagada. A mentira para justificar o injustificável: caso Gabriel desmonta versão oficial e expõe distorções em ação policial Após o assassinato de Gabriel, jovem morto durante uma abordagem policial em Tinguá, Nova Iguaçu, uma narrativa distorcida passou a circular para tentar justificar o ocorrido. A versão — amplamente disseminada em redes sociais e canais informais — alegava que o jovem teria “empinado a moto” e “jogado o veículo contra o policial”, o que supostamente explicaria o disparo. No entanto, testemunhas oculares afirmaram de forma categórica que Gabriel trafegava normalmente, sem realizar manobras perigosas, e não reagiu à abordagem. O vídeo divulgado pela ComCausa Defesa da Vida, extraído de câmeras de segurança próximas ao local, confirma visualmente que não houve qualquer ameaça ou conduta agressiva por parte da vítima. Para familiares e defensores de direitos humanos, trata-se de uma tentativa clássica de criminalizar a vítima e legitimar o uso da força letal, uma prática frequente em casos de violência policial que envolvem jovens negros das periferias. “Tentaram matar a reputação do Gabriel depois de matarem sua vida”, disse um parente durante reunião com a ComCausa. “A cada dia sem resposta, não é só a dor que aumenta. É a sensação de que o sistema já decidiu quem vale e quem não vale ser defendido.” Mesmo com provas, processo está parado Apesar das evidências audiovisuais, dos depoimentos de testemunhas e da repercussão do caso, o processo judicial segue sem avanços concretos. Nenhum agente foi afastado ou responsabilizado formalmente. Para a família, a demora não representa apenas um atraso processual, mas sim um ataque direto à ideia de justiça. Um caso que revela uma estrutura maior A morte de Gabriel não é um caso isolado — ela revela um padrão recorrente de violência estatal que atinge, com mais intensidade, as regiões mais vulneráveis do estado. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) confirmam que a Baixada Fluminense concentra alguns dos maiores índices de mortes por intervenção policial no estado do Rio de Janeiro. Essas mortes, segundo estudos de organizações de direitos humanos, atingem majoritariamente jovens negros, moradores de áreas periféricas, e muitas vezes ocorrem em situações onde o uso da força letal poderia e deveria ter sido evitado. Para a ComCausa Defesa da Vida, que acompanha o caso por meio do projeto Acolher, é urgente rever protocolos policiais, garantir investigações transparentes e promover ações institucionais que coloquem fim à naturalização da violência contra determinadas populações. Impunidade que perpetua o ciclo Quando o Estado permite que versões falsas prevaleçam, que provas sejam ignoradas e que agentes não sejam responsabilizados, ele reafirma um modelo seletivo de justiça, onde determinadas vidas seguem sendo descartáveis. A luta por Gabriel é, portanto, a luta contra a lógica da letalidade naturalizada, da impunidade garantida, e da violência institucional mascarada de ação legítima. Foto: A Nova Democracia Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Lembrar é resistir: a mobilização social contra o esquecimento

Movimentos de familiares e coletivos mantêm viva a memória das vítimas e pressionam por justiça O  Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 reconhece que a memória coletiva não é um mero ato de recordação, mas uma estratégia fundamental no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. O documento afirma que, diante de investigações lentas, fragmentadas ou que jamais chegam a desfechos concretos, manter casos ativos no debate público eleva significativamente as chances de avanço processual, reduz o risco de arquivamento e impede que vítimas sejam absorvidas pelo anonimato estatístico. Segundo o relatório, a atuação organizada de familiares e coletivos é um instrumento político e prático para pressionar instituições a cumprirem seu papel. Sem mobilização social, boa parte dos desaparecimentos se perde em “arquivos mortos”, inviabilizando a busca por verdade e justiça. Essa compreensão está no cerne da máxima defendida pelo Acolher: Desaparecidos, da ComCausa – Defesa da Vida: “Lembrar é resistir”. Para esses movimentos, lembrar é manter viva a voz de quem não pode mais falar, garantindo que cada nome continue ecoando até que respostas sejam dadas e mudanças estruturais impeçam novas ausências. Uma luta que atravessa décadas No Brasil, o desaparecimento raramente se encerra com o registro de ocorrência. Ele inaugura, quase sempre, uma luta que se arrasta por meses, anos ou décadas, conduzida principalmente por mulheres — mães, avós e irmãs — que se tornam ativistas por necessidade. O país testemunhou, nos últimos 30 anos, o surgimento de movimentos que se tornaram referências nacionais e internacionais na defesa da memória e na pressão por justiça. As Mães da Sé, criadas em São Paulo nos anos 1990, mobilizaram a opinião pública em torno do desaparecimento de crianças e adolescentes, contribuindo para a criação de políticas e cadastros pioneiros. As Mães de Maio, surgidas em 2006 após os Crimes de Maio em São Paulo, transformaram a dor de perder filhos assassinados ou desaparecidos em denúncia organizada contra a violência de Estado. A trajetória dessas mães inspirou outras iniciativas pelo país: Mães de Acari, no Rio de Janeiro, que desde 1990 lutam pela verdade sobre o desaparecimento de 11 jovens na Chacina de Acari; Mães da Maré e Mães de Manguinhos, que enfrentam a violência armada e as operações policiais letais; e redes como Mães em Luta e Rede Nacional de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado, que conectam histórias, articulam campanhas e fortalecem a pauta de direitos humanos. A geografia da resistência Essa mobilização se manifesta de forma capilarizada e territorialmente diversa. Na Baixada Fluminense, onde a violência armada e a atuação de grupos paramilitares têm relação histórica com desaparecimentos forçados, caminhadas ocupam praças e ruas com faixas, cruzes e fotos. No Rio de Janeiro, atos na Praia de Copacabana transformam o calçadão em memorial a céu aberto. Em São Paulo, as Mães da Sé se reúnem periodicamente na praça que leva o mesmo nome, enquanto no Ceará, no Pará e no Amazonas, atos articulam a luta contra desaparecimentos a pautas indígenas, quilombolas e ambientais. Essas ações, além de ocupar as ruas, alcançam gabinetes de parlamentares, audiências públicas e comitês estaduais, resultando em avanços como a criação de cadastros estaduais, protocolos de busca imediata e núcleos de atendimento psicossocial. A cultura como arquivo vivo da memória A arte tem sido aliada indispensável na luta contra o esquecimento: Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ações culturais ligadas a direitos humanos têm alto potencial de ampliar a percepção social, especialmente entre jovens. Datas que renovam compromissos O Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado (30 de agosto) e o Dia Nacional da Luta contra o Desaparecimento de Crianças (25 de maio) são pontos altos do calendário, marcados por atos simultâneos em várias capitais. Nessas ocasiões, famílias realizam plantio de árvores, soltura de balões, projeções de fotos em prédios e instalação de cruzes, combinando homenagem e denúncia. Aniversários de casos emblemáticos — como a Chacina de Acari, os Crimes de Maio ou desaparecimentos emblemáticos recentes como o de Bruno Pereira e Dom Phillips na Amazônia — funcionam como marcos de renovação da luta e lembrança coletiva. Memória para prevenir e transformar O Anuário 2025 reafirma que manter casos vivos na esfera pública é uma forma concreta de prevenir a repetição de violências. Lembrar, nesse sentido, não é apenas honrar o passado: é construir um presente de vigilância e um futuro de mudanças estruturais. A máxima “Lembrar é resistir” resume o entendimento de que, sem memória ativa, a justiça se dilui, a verdade se apaga e as condições para que novos desaparecimentos ocorram permanecem intactas. Ao recusar o esquecimento, mães, familiares e coletivos não apenas preservam histórias, mas também pressionam por reformas, expõem falhas estatais e abrem caminhos para que nenhuma vida desapareça sem resposta. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 2. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 3. Posto Regional – Campo GrandeEstrada do Mendanha, 1672 (fundos) – CEP 23087-285 4. Posto Regional – NiteróiTravessa Comandante Garcia Dávila, 51 – Santana, Largo do Barradas – CEP 24110-004 Articulação com familiares e lideranças Nesta segunda-feira (11), a ComCausa participou de uma reunião virtual convocada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica,

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Onde o Estado falha: a resposta institucional aos desaparecimentos

Falta de padronização, demora nas investigações e subutilização de tecnologias marcam o cenário brasileiro No Brasil, desaparecer é quase uma sentença de invisibilidade. A tragédia de uma pessoa sumir é, na maioria dos casos, acompanhada por uma segunda violência: a negligência ou a lentidão institucional. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 escancara essa realidade, apontando falhas estruturais e persistentes que comprometem não apenas a agilidade das buscas, mas também a capacidade do Estado de prevenir novos casos. Em 2024, foram 73.370 registros de desaparecimentos no país — mais de 200 por dia. No Estado do Rio de Janeiro, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ), foram 12.005 casos, com mais de 40% concentrados na Baixada Fluminense. Apesar da dimensão e gravidade do fenômeno, a resposta institucional ainda é fragmentada, desigual e, muitas vezes, dependente da pressão exercida por familiares e organizações da sociedade civil. O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, criado para ser a espinha dorsal dessa política, permanece subutilizado e, em alguns estados, sequer é alimentado regularmente. A ausência de padronização na coleta e atualização de dados, somada à incompatibilidade entre sistemas estaduais e federais, impede que o banco cumpra sua função de integrar informações e apoiar buscas em tempo real. Demora que custa vidas Uma das falhas mais graves e recorrentes é a demora no início das buscas. Embora a legislação — reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei 13.812/2019 — determine que as investigações comecem imediatamente após o registro da ocorrência, delegacias em diferentes regiões do país ainda insistem em adotar prazos de espera de 24 a 48 horas antes de iniciar diligências. Essa prática contraria diretrizes internacionais e estudos técnicos que apontam as primeiras 24 horas como a janela de maior eficácia para localização da vítima. O próprio Anuário ressalta que, após as 72 horas iniciais, as chances de localização com vida caem drasticamente, sobretudo em casos relacionados a crimes violentos, exploração sexual e tráfico de pessoas. Tecnologia subutilizada e integração precária Ferramentas tecnológicas que poderiam ser decisivas na resolução de casos permanecem subaproveitadas. O Banco Nacional de Perfis Genéticos, por exemplo, conta com mais de 140 mil perfis cadastrados até 2024, mas o cruzamento de informações com famílias de desaparecidos ainda ocorre de forma irregular e, em alguns estados, apenas mediante solicitação judicial ou pressão externa. Aplicativos e plataformas de alerta rápido, inspirados em modelos como o Amber Alert norte-americano, estão restritos a poucas unidades da federação, sem integração com rodoviárias, aeroportos, concessionárias de transporte e empresas de telecomunicações — algo que poderia ampliar exponencialmente o alcance das buscas. Além disso, o cruzamento de dados com registros hospitalares, necrotérios, serviços de acolhimento e abordagens de rua ainda é, em muitos lugares, um procedimento manual e dependente da boa vontade de servidores. Essa precariedade reduz a velocidade e a eficácia das buscas, além de multiplicar erros e inconsistências. Desigualdade e fragilidade dos programas estaduais O Brasil não dispõe de uma política nacional com protocolos obrigatórios e orçamento garantido para lidar com desaparecimentos. O que existe são programas estaduais com estruturas e recursos extremamente desiguais. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, há delegacias ou núcleos especializados; em outros, o atendimento é diluído em departamentos gerais de polícia, sem pessoal exclusivo ou treinamento específico. O Anuário 2025 mostra que apenas 12 unidades da federação possuem algum tipo de programa formal de busca ativa, e, dessas, menos da metade realiza relatórios periódicos de acompanhamento dos casos. Em muitos lugares, ações são pontuais e dependem de iniciativas voluntárias de servidores, o que as torna vulneráveis a cortes, mudanças de gestão e instabilidade política. O papel substitutivo da sociedade civil A lacuna deixada pelo Estado é parcialmente preenchida por movimentos sociais e organizações comunitárias, que assumem tarefas que deveriam ser estatais: divulgação de informações, articulação com a imprensa, busca em territórios, apoio emocional às famílias e até investigações paralelas. Iniciativas como o Acolher: Desaparecidos, da ComCausa – Defesa da Vida, exemplificam como a sociedade civil tem sido protagonista no enfrentamento a esse problema. Esses grupos não apenas pressionam por respostas, mas também documentam casos, criam redes de solidariedade e sistematizam informações que poderiam — se devidamente aproveitadas — fortalecer políticas públicas. O custo humano da omissão A consequência prática dessa falha institucional é que cada hora perdida representa aumento do risco de violência, exploração ou morte para a pessoa desaparecida. Para as famílias, o impacto é devastador: elas vivem num estado de “luto suspenso”, sem o fechamento emocional necessário e sem o apoio material para manter buscas prolongadas. Muitas mães e familiares abandonam empregos para se dedicar integralmente a essa missão, acumulando dívidas e adoecimento psicológico. Especialistas defendem que o Brasil precisa de integração plena de dados, protocolos nacionais obrigatórios, uso intensivo de tecnologia e investimento continuado. Sem isso, continuará sendo um país onde, além de sumir fisicamente, a vítima desaparece também das prioridades do Estado — e onde o drama privado se transforma em símbolo público da falência institucional. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 2. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 3. Posto Regional –

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Por que eles somem? As múltiplas causas do desaparecimento

De crimes violentos a crises familiares, desaparecimentos têm origens diversas — e muitas vezes evitáveis O desaparecimento de uma pessoa, para além da tragédia individual que representa, é um fenômeno social complexo e multifacetado, cujas causas dialogam diretamente com a realidade política, econômica e cultural do país. Embora nem todo desaparecimento decorra de um crime, no Brasil contemporâneo — marcado por profundas desigualdades estruturais, racismo institucional e violência generalizada —, um número expressivo desses casos está vinculado, de forma direta ou indireta, a ações criminosas e contextos de vulnerabilidade evitáveis. Segundo o  Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, mais de 73 mil registros de desaparecimento foram realizados em 2024, o equivalente a mais de 200 por dia, ou um caso a cada sete minutos. No Estado do Rio de Janeiro, o Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ) registrou 12.005 desaparecimentos no mesmo período, com mais de 40% concentrados na Baixada Fluminense — região que, ao lado da capital, também acumula quase metade das mortes violentas do estado. Essa sobreposição territorial entre desaparecimentos e violência letal não é casual: estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em áreas de forte presença de milícias ou facções, o desaparecimento é frequentemente usado como método para ocultar homicídios, dificultar investigações e manter o controle social pelo medo. Crime organizado e violência de Estado O Anuário 2025 aponta que uma parcela significativa dos desaparecimentos está relacionada a homicídios ocultados, desaparecimentos forçados e sequestros. Nessas situações, o corpo da vítima é deliberadamente ocultado, seja para dificultar a comprovação do crime, seja para inviabilizar a responsabilização penal dos autores. No Rio de Janeiro e em outros estados, há registros recorrentes que associam desaparecimentos à atuação de milícias, que utilizam o sumiço como instrumento de intimidação contra moradores, lideranças comunitárias e comerciantes. Já no contexto do tráfico de drogas, facções empregam o desaparecimento como forma de represália, especialmente contra indivíduos suspeitos de colaborar com grupos rivais ou forças policiais. Não menos preocupante é a ocorrência de desaparecimentos forçados atribuídos a agentes estatais, tema que remete a um histórico de violações de direitos humanos no Brasil. Embora a tipificação penal do desaparecimento forçado ainda seja limitada, organizações de direitos humanos documentam casos em que abordagens policiais resultaram em sumiços permanentes, com indícios de execuções extrajudiciais seguidas de ocultação de cadáver. Tráfico de pessoas e exploração sexual Outra dimensão crítica envolve o tráfico de pessoas, crime que, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, afeta especialmente mulheres, adolescentes e crianças negras. O desaparecimento, nesse contexto, é muitas vezes o primeiro passo para a inserção das vítimas em redes de exploração sexual, trabalho escravo ou servidão doméstica. O Anuário destaca que, entre meninas de 10 a 17 anos registradas como desaparecidas, há uma correlação significativa com investigações de abuso sexual e exploração comercial do corpo. Em áreas de fronteira e rotas migratórias, a ausência de fiscalização efetiva e de políticas de proteção amplia a vulnerabilidade e favorece o aliciamento por redes transnacionais. O drama doméstico: fugas e conflitos familiares Uma fatia importante dos desaparecimentos, especialmente entre crianças e adolescentes, ocorre por fuga voluntária motivada por violência doméstica, maus-tratos, negligência, abuso sexual ou restrições severas impostas pelos responsáveis. O que, em um primeiro momento, pode ser visto como ato de rebeldia ou insubordinação, é, para muitos especialistas, um mecanismo de autopreservação diante de situações insuportáveis no ambiente familiar. Conflitos conjugais e disputas judiciais pela guarda de filhos também geram desaparecimentos temporários ou prolongados, seja por afastamento não autorizado de um dos genitores, seja pela ocultação intencional da criança. Saúde mental, acidentes e desorientação A saúde mental é outro fator relevante e muitas vezes negligenciado nas políticas de prevenção. Pessoas em crise — com quadros depressivos graves, surtos psicóticos ou transtornos de ansiedade — podem se afastar de casa e romper contatos, colocando-se em risco de violência, exploração ou morte acidental. Entre idosos, a incidência de desaparecimentos associados a demências e outras doenças neurodegenerativas é alta. O Anuário estima que até 12% dos desaparecimentos de idosos no Brasil têm relação direta com distúrbios cognitivos. Nesses casos, a ausência de cuidados especializados e de sistemas de alerta rápido agrava a probabilidade de um desfecho fatal. Acidentes em áreas rurais, desastres ambientais e eventos climáticos extremos, como enchentes e deslizamentos, também podem resultar em desaparecimentos, embora representem um percentual menor do total nacional. Prevenção: da reação à antecipação Especialistas defendem que o Brasil precisa urgentemente migrar de uma lógica predominantemente reativa — centrada na busca após o sumiço — para uma estratégia preventiva, articulando campanhas massivas de informação pública, fortalecimento da rede de proteção social e intervenção precoce em contextos de risco. Países que obtiveram reduções significativas nos índices de desaparecimento investiram em protocolos de alerta imediato, integração de bancos de dados entre polícias e órgãos civis, treinamento especializado para forças de segurança e políticas de proteção comunitária. No Brasil, embora haja iniciativas pontuais — como a criação de cadastros estaduais, a instalação de comitês e a coleta de DNA de familiares —, a ausência de uma política nacional unificada compromete a eficácia e a continuidade dessas ações. Um fenômeno evitável, mas persistente Ao analisar as múltiplas causas do desaparecimento, torna-se evidente que muitos casos poderiam ser evitados se houvesse resposta estatal rápida, políticas públicas robustas e atuação integrada entre áreas como segurança, assistência social, saúde e educação. O desaparecimento, portanto, não deve ser visto apenas como um drama privado, mas como um indicador da falência parcial do Estado na garantia de direitos básicos. Cada registro nas estatísticas representa não só uma pessoa ausente, mas também o fracasso de mecanismos de prevenção, proteção e cuidado que poderiam ter impedido que esse sumiço ocorresse. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples,

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Quem desaparece no Brasil? O perfil invisibilizado das vítimas

Crianças, adolescentes e jovens negros são as principais vítimas; vulnerabilidade social e desigualdade estrutural ampliam riscos O desaparecimento de pessoas no Brasil apresenta um perfil estatístico que, longe de ser fruto do acaso, reflete de forma quase matemática as desigualdades históricas e estruturais do país. De acordo com os dados consolidados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a vítima típica é um jovem negro, do sexo masculino, com menos de 29 anos, residente em territórios marcados por vulnerabilidade social, com baixa presença de serviços públicos e forte presença de dinâmicas criminais e violência armada. O levantamento mostra que, somente em 2024, foram registrados oficialmente 73.370 desaparecimentos em todo o território nacional — o equivalente a mais de 200 pessoas sumindo por dia, ou um desaparecimento a cada sete minutos. No estado do Rio de Janeiro, os números chegam a 12.005, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ). A distribuição geográfica dos casos no estado é reveladora: mais de 40% ocorreram na Baixada Fluminense, região que, somada à capital, responde por quase metade das mortes violentas intencionais registradas no período. Esses dados, por si só alarmantes, são ainda agravados pelo fator da subnotificação. Pesquisadores apontam que o número real de desaparecimentos é significativamente maior, pois uma parcela expressiva dos casos não chega a ser formalizada nas delegacias. Entre os motivos estão a desconfiança das famílias em relação à resposta das autoridades, a demora na aceitação do registro — ainda existente em algumas unidades policiais — e o estigma associado a determinadas populações, que leva a um tratamento discriminatório por parte de instituições estatais. Perfis predominantes e recortes específicos Embora mulheres também estejam entre as vítimas — especialmente em contextos de violência doméstica, feminicídio e exploração sexual —, os homens concentram a maior parte dos registros. Entre as crianças e adolescentes, os desaparecimentos frequentemente estão relacionados a conflitos familiares, negligência, fuga motivada por abuso, abandono, exploração sexual e, em alguns casos, aliciamento por facções criminosas. O recorte racial evidencia o caráter estrutural do fenômeno: negros estão sobrerrepresentados nas estatísticas de desaparecimento, reproduzindo um padrão já observado nos índices de homicídios, abordagens policiais letais e encarceramento. O Atlas da Violência e o Anuário convergem na constatação de que jovens negros, pobres e moradores de periferias têm probabilidade muito superior de serem vitimados por violência ou desaparecimento. Além desses grupos, existem perfis ainda mais invisibilizados. Pessoas com deficiência intelectual ou mental, idosos com doenças neurodegenerativas, indivíduos em situação de rua e migrantes indocumentados enfrentam riscos elevados, mas suas ocorrências são frequentemente subnotificadas ou registradas de forma precária. Nesses casos, a ausência de redes familiares estruturadas e o preconceito institucional agravam a invisibilidade e dificultam a busca. Padrões temporais e tendências emergentes A análise histórica dos dados indica um padrão que oscila menos por sazonalidade e mais por conjunturas locais — operações policiais de grande porte, deslocamento de conflitos armados entre facções, crises econômicas e até mesmo alterações em políticas públicas impactam diretamente a curva dos desaparecimentos. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, houve uma redução pontual dos registros em alguns estados, possivelmente associada à redução da circulação de pessoas, seguida de uma retomada acelerada a partir de 2021. Outro ponto de atenção é o crescimento das denúncias ligadas a crimes cibernéticos, aliciamento digital e exploração sexual online, sobretudo envolvendo crianças e adolescentes. Esses casos frequentemente desdobram-se em desaparecimentos temporários ou permanentes e ainda carecem de protocolos nacionais claros de resposta rápida. As consequências da ausência e o papel do Estado O desaparecimento de uma pessoa provoca não apenas um trauma familiar profundo, mas também uma ruptura no tecido social. As famílias, majoritariamente compostas por mulheres — mães, avós e irmãs —, tornam-se responsáveis por conduzir buscas, articular redes de apoio e enfrentar a burocracia institucional. Em muitos casos, acabam assumindo funções que seriam de competência do Estado, como a divulgação de informações, a pressão sobre autoridades e até a investigação paralela. O Brasil ainda carece de uma política nacional plenamente estruturada de prevenção e resposta ao desaparecimento, apesar de avanços pontuais, como a criação de cadastros estaduais, a implementação de campanhas de coleta de DNA e a instalação de comitês intersetoriais. Essas iniciativas, entretanto, enfrentam problemas de integração, financiamento e continuidade administrativa, o que limita seu impacto efetivo. Um problema estrutural e não episódico Para pesquisadores e organizações de direitos humanos, o desaparecimento de pessoas no Brasil precisa ser compreendido como um fenômeno multifatorial, com raízes profundas na desigualdade social, no racismo estrutural e na precariedade das políticas públicas. É uma violação de direitos humanos que, por sua dimensão e recorrência, exige tratamento prioritário e abordagem intersetorial. Enquanto o perfil predominante das vítimas continuar sendo o de jovens negros, pobres e moradores de periferia — e enquanto não houver políticas efetivas que atuem sobre as causas estruturais dessa vulnerabilidade —, as estatísticas seguirão crescendo. Mais do que números, cada registro representa uma história interrompida, uma vida arrancada de seu convívio, um vazio que nenhuma estatística é capaz de traduzir integralmente. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Reunião no Rio articula mobilizações e campanhas pelo Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas

Na tarde desta segunda-feira (11), a ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, participou de uma reunião virtual promovida pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias, representantes de organizações da sociedade civil e órgãos públicos, com o objetivo de alinhar estratégias conjuntas de mobilização e fortalecer políticas públicas de enfrentamento a um dos problemas mais invisibilizados do país. Experiência do Ceará com Pessoas Desaparecidas Entre os temas debatidos, destacou-se a apresentação da experiência recente do Ceará no tratamento dessa grave questão, resultado de uma missão oficial realizada nos dias 7 e 8 de agosto. Na ocasião, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ estiveram em Fortaleza para cumprir uma extensa agenda de reuniões e visitas técnicas com instituições de referência no combate ao desaparecimento, incluindo a Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, Delegacia de Pessoas Desaparecidas, Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE), Ministério Público, Defensoria Pública, Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e representantes do Estado de São Paulo. Durante a missão, a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (SUPESP) apresentou dados preocupantes: o Ceará registra, em média, 2 mil desaparecimentos por ano — aproximadamente seis por dia —, com aumento de 11,67% entre 2023 e 2024. O perfil predominante das vítimas é marcado por desigualdades estruturais: homens (70%), negros (83,3%), jovens e adultos com baixa escolaridade; 22,1% já tiveram passagem pela polícia. No período de 2019 a 2024, 57,08% das pessoas foram localizadas, sendo 89,14% com vida. O Comitê de Pessoas Desaparecidas do Ceará foi apontado como um modelo de atuação integrada, com funções normativas, consultivas e deliberativas, reunindo forças de segurança, órgãos de atendimento às vítimas e entidades da sociedade civil. Entre as práticas inovadoras estão a criação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) que conecta busca, localização e apoio psicossocial; a coleta imediata de DNA no registro de ocorrência; a manutenção de um banco de pessoas vivas vinculado à polícia; e o uso de reconhecimento facial em audiências de custódia. Além disso, são realizadas buscas ativas semanais, reuniões mensais de acolhimento com familiares, investimentos em tecnologia e transparência — como o painel público de desaparecidos — e parcerias interestaduais para padronizar boletins de ocorrência. Essa experiência, que já inspira outros estados, deverá contribuir para discussões nacionais, especialmente com a previsão de lançamento do Cadastro Único Nacional de Pessoas Desaparecidas nos dias 27 e 28 de agosto, em Brasília. Calendário de mobilizações no Rio alusivas ao Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas A reunião desta segunda-feira também apresentou o calendário de mobilizações no Rio de Janeiro alusivas ao Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado mundialmente em 30 de agosto: 21 de agosto, às 10h – Encontro no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, reunindo promotores, familiares e especialistas para debater avanços e desafios nas investigações. 27 de agosto – Audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília, com participação de representantes do Rio de Janeiro (horário a confirmar). 29 de agosto, às 10h – Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com foco nas políticas estaduais e na atuação das forças de segurança. 30 de agosto, às 9h – Ato inter-religioso na Quinta da Boa Vista, reunindo lideranças religiosas, familiares e apoiadores em um momento de reflexão e acolhimento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas. 31 de agosto, das 9h às 15h – 2ª Caminhada dos Familiares pelo Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas, com concentração no Posto 4 de Copacabana, simbolizando a continuidade da luta, a homenagem às vítimas e a resistência das famílias diante do silêncio e da impunidade. Campanha da ComCausa pela Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025 Representando a ComCausa, Adriano Dias reforçou o compromisso da instituição com a causa, anunciando que a organização realizará uma campanha especial de cinco dias, integrando a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025. Essa mobilização, que será amplamente divulgada pelo Portal C3, Rede DH e redes sociais da ComCausa e do projeto Acolher: Desaparecidos, busca incentivar a participação de famílias, especialmente da Baixada Fluminense, na coleta de material genético — uma ferramenta estratégica para localizar pessoas desaparecidas e abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Para a ComCausa, a construção desta agenda coletiva é decisiva para romper a invisibilidade que cerca os desaparecimentos no Brasil, fortalecer as redes de apoio e pressionar pela implementação de políticas públicas efetivas de prevenção, busca e identificação. Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF) – Cidade NovaAv. Dom Hélder Câmara, 2066 – Benfica, Rio de Janeiro – RJ – CEP 21050-455Tel.: (21) 2334-9718 / (21) 2332-8070DDPA: (21) 2202-0338 / (21) 2582-7134 2. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 3. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 4. Posto Regional – Campo GrandeEstrada do Mendanha, 1672 (fundos) – CEP 23087-285 5. Posto Regional – NiteróiTravessa Comandante Garcia Dávila, 51 – Santana, Largo do Barradas – CEP 24110-004 Imagem de capa ilustrativa. 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