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ComCausa intensifica campanha de coleta de DNA para localizar pessoas desaparecidas no Rio de Janeiro

A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, iniciou no Rio de Janeiro uma mobilização especial de cinco dias com o objetivo de reforçar a importância da coleta de DNA como ferramenta estratégica para a localização de pessoas desaparecidas. Essa iniciativa integra a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que segue até 15 de agosto em todo o país. O esforço nacional busca ampliar o banco de perfis genéticos, permitindo cruzar dados e facilitar a identificação de pessoas desaparecidas, internadas sem documentos ou encontradas sem vida, mas ainda sem reconhecimento oficial. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Números que exigem resposta urgente Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, apenas em 2024 o Brasil registrou mais de 70 mil casos de desaparecimento. Na última década, o total ultrapassa 700 mil registros, revelando uma crise nacional que deixa milhares de famílias sem respostas. Na Baixada Fluminense, região com alta incidência de desaparecimentos, há postos de coleta em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e São João de Meriti, o que facilita o acesso de famílias que não podem se deslocar até a capital. Articulação com familiares e lideranças Nesta segunda-feira (11), a ComCausa participou de uma reunião virtual convocada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil. Durante a reunião, foram debatidas estratégias conjuntas para ampliar o alcance da campanha de coleta de DNA e fortalecer as redes de apoio às famílias, com a consciência de que cada perfil genético coletado representa um passo concreto para aumentar as chances de localização e identificação das pessoas desaparecidas. Mobilizações no Rio de Janeiro marcam o Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas O Rio de Janeiro terá, ao longo do mês de agosto, uma intensa agenda de atividades voltadas à memória, à mobilização social e ao fortalecimento das políticas públicas para enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. As ações se somam à data reconhecida internacionalmente em 30 de agosto pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca garantir o direito à verdade, à busca e à justiça, especialmente nos casos de desaparecimento forçado. As iniciativas reúnem familiares, organizações da sociedade civil, autoridades públicas e representantes de diferentes tradições religiosas, reforçando a importância de manter viva a pauta e combater a invisibilidade que cerca o tema no Brasil. Agenda de agosto Atos principais Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de JaneiroPeríodo: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicosO que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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O retrato dos desaparecimentos no Brasil: dados, tendências e desafios

O Brasil vive uma crise silenciosa. Em 2024, foram 81.873 registros de desaparecimentos em todo o território nacional, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Apesar da queda nas mortes violentas intencionais, o número de pessoas que somem sem deixar rastros cresce e levanta suspeitas de que parte dessas ocorrências encubra homicídios e desaparecimentos forçados. Entre 2018 e 2024, os registros oscilaram, mas com tendência de alta em alguns estados. O crescimento é particularmente preocupante no Norte e no Nordeste, onde a combinação de vulnerabilidade social, disputas territoriais e atuação de facções aumenta o risco de desaparecimentos ligados a crimes violentos. Especialistas alertam que a falta de padronização na coleta de dados e o atraso na investigação prejudicam a solução dos casos. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que a invisibilidade estatística é um dos maiores entraves: muitas famílias não registram o desaparecimento por medo de represália ou desconfiança nas autoridades. E quando registram, enfrentam um labirinto burocrático que pode atrasar as buscas cruciais nas primeiras horas. Tendências e desigualdades regionais Entre 2018 e 2024, o país apresentou oscilações no volume de registros, mas com tendência de alta em estados das regiões Norte e Nordeste. Essa elevação está relacionada a um contexto multifatorial: altos índices de vulnerabilidade social, ausência de políticas públicas de prevenção, atuação de facções criminosas, disputas por controle territorial e impactos da migração forçada. Em estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Bahia, o avanço de economias ilícitas e a presença de áreas de difícil acesso dificultam investigações e resgates. No Sudeste, apesar de a taxa bruta ser menor que a de outras regiões, a densidade populacional e a urbanização acentuada tornam a situação igualmente complexa. A Baixada Fluminense e áreas periféricas de capitais como São Paulo e Belo Horizonte são exemplos de territórios onde o desaparecimento se conecta a múltiplas formas de violência, incluindo conflitos com grupos armados, violência doméstica e exploração sexual. O peso da subnotificação e a fragilidade investigativa Um dos gargalos mais graves é a subnotificação. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta que muitas famílias não registram o desaparecimento por medo de retaliação, desconfiança nas instituições ou desconhecimento dos mecanismos de denúncia. Quando o registro é feito, a burocracia e a ausência de integração entre bancos de dados tornam as primeiras horas — consideradas decisivas para o sucesso das buscas — um tempo perdido. A falta de padronização na coleta e classificação de dados também compromete o diagnóstico nacional. Há estados que registram desaparecimentos de forma genérica, sem detalhar perfil da vítima, contexto do sumiço ou vínculo com outras ocorrências criminais, o que dificulta a identificação de padrões e a formulação de políticas públicas. Perfis das vítimas e vulnerabilidades O Anuário evidencia que a maior parte das vítimas está concentrada nas faixas etárias entre 12 e 29 anos, com predominância de jovens negros, moradores de áreas urbanas periféricas e regiões com baixa presença estatal. Mulheres e crianças representam parcelas significativas dos casos, muitas vezes relacionados a violência doméstica, exploração sexual, tráfico de pessoas e conflitos familiares. O desafio de transformar dados em ação Apesar de avanços como a criação de bancos nacionais de perfis genéticos e mutirões para coleta de DNA de familiares, a resposta institucional ainda é fragmentada. A integração entre polícias civis, órgãos de assistência social e sistema judiciário é insuficiente, e a maioria dos estados não possui equipes especializadas para investigação de desaparecimentos. Especialistas alertam que, sem investimento consistente em prevenção, investigação e apoio às famílias, o Brasil continuará a conviver com a naturalização da ausência — uma ferida aberta que atravessa gerações e deixa milhares de histórias sem desfecho. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 2. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 3. Posto Regional – Campo GrandeEstrada do Mendanha, 1672 (fundos) – CEP 23087-285 4. Posto Regional – NiteróiTravessa Comandante Garcia Dávila, 51 – Santana, Largo do Barradas – CEP 24110-004 Articulação com familiares e lideranças Nesta segunda-feira (11), a ComCausa participou de uma reunião virtual convocada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil. Durante a reunião, foram debatidas estratégias conjuntas para ampliar o alcance da campanha de coleta de DNA e fortalecer as redes de apoio às famílias, com a consciência de que cada perfil genético coletado representa um passo concreto para aumentar as chances de localização e identificação das pessoas desaparecidas. Mobilizações no Rio de Janeiro marcam o Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas O Rio de Janeiro terá, ao longo do mês de agosto, uma intensa agenda de atividades voltadas à memória, à mobilização social e ao fortalecimento das políticas públicas para enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. As ações se somam à data reconhecida internacionalmente em 30 de agosto

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Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colestero

ComuniSaúde conscientiza sobre colesterol alto e saúde mental nas favelas da Baixada Fluminense

As doenças cardiovasculares, em grande parte provocadas pelo colesterol alto, são hoje a principal causa de mortes no mundo, vitimando cerca de 100 mil brasileiros todos os anos. Pensando nesse cenário, o projeto ComuniSaúde, da ComCausa, atua nas favelas da Baixada Fluminense para ampliar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer redes comunitárias. A iniciativa combina orientação sobre hábitos saudáveis, acompanhamento médico e rodas de conversa sobre bem-estar emocional, conectando famílias a serviços de saúde pública e criando laços solidários entre moradores. “Não se trata apenas de evitar infartos e derrames, mas de fortalecer a comunidade para que todos tenham mais qualidade de vida”, afirma a coordenação do projeto. O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, presente na estrutura celular, na produção de hormônios e na síntese da vitamina D. O problema surge quando há excesso do chamado colesterol LDL, transportado por lipoproteínas de baixa densidade, que pode se acumular nas artérias, provocando aterosclerose e aumentando o risco de doenças graves. Já o colesterol HDL, transportado por lipoproteínas de alta densidade, tem função protetora, removendo o excesso e prevenindo o entupimento das artérias. O diagnóstico do colesterol alto só é possível por meio de exames de sangue. Entre os principais fatores de risco estão a herança genética (hipercolesterolemia familiar), sedentarismo e dieta desequilibrada, rica em gorduras saturadas e pobre em fibras. Mesmo com alimentação balanceada, 85% do colesterol é produzido pelo próprio fígado, o que torna indispensável, em alguns casos, o uso de medicamentos. A prevenção é mais eficaz quando começa cedo, com atividade física regular, alimentação equilibrada e controle de peso. Após os 40 anos, a atenção deve ser redobrada, pois aumenta a incidência de colesterol elevado, hipertensão, diabetes e obesidade. No ComuniSaúde, ações educativas ensinam como reduzir o colesterol ruim com exercícios, alimentação saudável e acompanhamento médico, além de dicas para elevar o colesterol bom, incluindo o consumo de abacate, nozes, soja, aveia, frutas e legumes. A equipe também trabalha a saúde mental, estimulando redes de apoio que ajudam no controle do estresse, fator que pode agravar problemas cardiovasculares. Com a força da mobilização comunitária e o apoio de profissionais de saúde, o ComuniSaúde quer transformar a Baixada Fluminense em um território onde a informação e o cuidado caminham juntos, salvando vidas e fortalecendo a defesa da vida em cada esquina., ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Nair Rotundário Braga desaparece em Queimados

Desaparecimento de Nair Braga expõe falhas na investigação e ausência de resposta

O desaparecimento da idosa Nair Rotundário Braga, de 76 anos, registrado no dia 17 de julho de 2025, em Queimados, Baixada Fluminense, chega ao 18º dia sem avanços concretos na investigação. Familiares afirmam enfrentar dificuldades e apontam falhas na atuação das autoridades responsáveis pelo caso. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do Acolher: Desaparecidos, está acompanhando o caso, oferecendo suporte à família e buscando articulação institucional por respostas. No dia do desaparecimento, câmeras de segurança registraram Nair em frente à sua residência. Na manhã seguinte, a filha, Grace Rotundário Braga de Assis, encontrou a casa trancada por fora, com luzes acesas, uma torneira aberta no banheiro e um tablet ainda carregando — sinais de que a saída foi abrupta ou forçada. Diante da ausência de notícias, os filhos iniciaram buscas por conta própria, visitando igrejas e outros locais frequentados pela idosa. Um pastor confirmou que ela não compareceu aos cultos na semana do desaparecimento. O boletim de ocorrência foi registrado na 55ª DP de Queimados sob o número 055-04120/2025, tendo como responsável pela apuração a policial Nata Oliveira da Silva. O caso também foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que possui um setor especializado em desaparecimentos. No entanto, segundo a família, pouco progresso foi alcançado até o momento. Segundo a filha, Grace Assis, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) informou que, até o momento, a Prefeitura de Queimados não disponibilizou as imagens das câmeras de segurança da rua onde Nair foi vista pela última vez. A família considera essa demora uma grave omissão, ressaltando que registros visuais são fundamentais nas primeiras horas e dias de uma investigação. Diante da situação, a ComCausa enviará um ofício à Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SEMUSOP), solicitando a brevidade da liberação das imagens. O documento é direcionado ao secretário Felipe Soares Laureano. Violação de direitos humanos e omissão institucional O desaparecimento de uma pessoa, especialmente em situação de vulnerabilidade, deve ser tratado como uma violação de direitos humanos. A não liberação de imagens públicas — como as das câmeras da prefeitura — agrava ainda mais essa violação. A morosidade no fornecimento de informações que podem ser vitais para a localização de Nair reforça um padrão de negligência que atinge principalmente mulheres, crianças, idosos e moradores de periferias. A família segue contando com o apoio de amigos, vizinhos, instituições religiosas e organizações de direitos humanos. Mas a resposta que deveria partir do poder público — especialmente das esferas municipais e estaduais — permanece aquém do necessário. O caso de Nair Braga é mais um exemplo doloroso de como o Estado brasileiro ainda falha em proteger seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis. A luta coletiva contra o silêncio Foi justamente em meio a cenários como este que nasceu o projeto Acolher: Desaparecidos, uma iniciativa construída a partir da dor compartilhada entre familiares de pessoas desaparecidas e que conta com o apoio direto da ComCausa Defesa da Vida. O projeto surgiu como resposta ao descaso histórico com o desaparecimento de pessoas no Brasil, especialmente entre crianças, adolescentes, mulheres e idosos. A proposta é romper o ciclo de silêncio e invisibilidade que marca historicamente esses casos, transformando a dor em mobilização por justiça, memória e verdade. Em vez de silenciar, o projeto busca dar voz às famílias e garantir que ninguém enfrente esse tipo de sofrimento sozinho. No caso de Nair, o Acolher tem atuado na divulgação do desaparecimento, na conexão com redes territoriais da Baixada Fluminense, no acompanhamento direto com a DHBF e na articulação de apoio público e institucional à família. A presença da ComCausa no caso reforça que o desaparecimento de uma pessoa é, acima de tudo, uma violação de direitos humanos, que exige resposta imediata e estruturada do Estado e da sociedade. Resumo da Ocorrência – Registro Nº 055-04120/2025• Delegacia: 55ª DP – Queimados• Data de registro: 19/07/2025, às 11h33• Investigadora responsável: Nata Oliveira da Silva• Descrição da cena: Casa trancada por fora, torneira do banheiro aberta, luzes acesas, tablet carregando, sem sinais de arrombamento• Data provável do desaparecimento: 17/07/2025• Perfil da vítima: Mulher, 76 anos, branca, magra, baixa estatura, cabelos loiros, uso contínuo de medicação controlada Contatos para informações• Filha – Grace Braga: (21) 97753-8245• Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF):WhatsApp: (21) 98596-7220 / 98596-7146• Instagram Oficial da DHBF: @dhbf_delegacia_homicidios Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Adam Ahmed Tarek Aranha Mohamed Fayz Abdelkalek

Audiência final do caso Adam é novamente adiada pela Justiça egípcia

Estava marcada para o dia 31 de julho de 2025, na Justiça da República Árabe do Egito, a audiência que poderia representar um ponto de inflexão no dramático e complexo caso envolvendo o menino Adam Ahmed Tarek Aranha Mohamed Fayz Abdelkalek, de apenas seis anos, retirado ilegalmente do Brasil em setembro de 2022 por seu genitor, o egípcio Ahmed Tarek Mohamed Fayz Abdelkalek, em flagrante desrespeito a determinações judiciais brasileiras e em completa afronta aos princípios internacionais de proteção integral da infância. Contudo, para angústia da mãe, a cidadã brasileira Karin Rachel Aranha Mohamed Fayz, o julgamento foi novamente adiado — sem qualquer fundamentação jurídica divulgada, tampouco previsão de nova data — intensificando um cenário de incerteza, sofrimento emocional e vulnerabilidade jurídica. A postergação da audiência soma-se a uma longa trajetória de violências institucionais, omissões diplomáticas e entraves legais enfrentados por Karin, que há quase três anos dedica-se, de forma praticamente solitária, a um esforço sobre-humano para reaver o convívio com seu filho. O caso tornou-se emblemático por evidenciar a ineficácia dos atuais instrumentos de cooperação jurídica internacional em situações de subtração internacional de menores, conforme tipificado pela Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças (1980), da qual o Egito não é signatário — o que compromete gravemente as possibilidades de solução judicial efetiva e célere. Uma trajetória marcada pela dor e pelo abandono institucional A mãe da criança, Karin Rachel, regressou ao Brasil em setembro de 2022 após um período de trabalho em Londres. Ao chegar em sua residência, em Campinas (SP), deparou-se com o imóvel abandonado, revirado e com indícios de fuga. Descobriu, então, que o pai de Adam havia saído do país com a criança, levando consigo também documentos, pertences e recursos financeiros enviados por ela para o sustento da família. Inicialmente, o caso foi equivocadamente registrado como “maus-tratos”, retardando o enquadramento legal apropriado como sequestro internacional de menor. No dia 22 de setembro de 2022, o Poder Judiciário brasileiro, por meio da Vara da Família do Foro de Campinas, determinou a imediata restituição da criança ao território nacional, bem como proibiu qualquer deslocamento internacional do menor sem autorização judicial. No entanto, no dia seguinte, Karin recebeu uma videochamada do pai, já em solo egípcio, confirmando que Adam havia sido retirado do Brasil em aberta violação da ordem judicial. Conforme consta nos autos, Ahmed utilizou um passaporte vencido e se aproveitou da dupla nacionalidade da criança — brasileira e norte-americana — para driblar os mecanismos de controle migratório, evidenciando falhas sistêmicas de fiscalização e articulação entre órgãos de segurança. Alienação parental e ameaças em contexto transnacional Desde então, Karin tem enfrentado, além do afastamento físico, um processo sistemático de alienação parental transnacional, prática que, segundo a Lei nº 12.318/2010, configura interferência na formação psicológica da criança para prejudicar ou destruir o vínculo com o outro genitor. Embora a legislação brasileira contemple a alienação parental com possibilidade de sanções civis, no Egito o instituto jurídico não possui equivalente legal, o que favorece a permanência da criança em situação de afastamento forçado, comprometendo seu direito ao convívio materno. A situação agravou-se em 2024, quando a mãe passou a receber mensagens de cunho ameaçador enviadas por Ahmed. Frases como “Você nunca mais verá seu filho”, “Aqui somos reis” e “Posso sumir com Adam e ninguém vai saber” foram apresentadas à Justiça brasileira, que deferiu medidas protetivas de urgência com base no artigo 147 do Código Penal (crime de ameaça). Todavia, essas decisões não possuem eficácia extraterritorial, restando inócuas no Egito. Trata-se, portanto, de uma forma de violência institucionalizada — sustentada pela omissão do Estado egípcio, pela ausência de tratados bilaterais e pela inoperância dos mecanismos multilaterais. A alienação parental, nesse cenário, não é apenas uma prática emocionalmente destrutiva, mas um instrumento de dominação e punição contra a mulher que ousa reivindicar seus direitos em outro país. A dimensão internacional do impasse Diante da ausência de cooperação por parte do Egito, o caso foi levado à esfera internacional. Em outubro de 2023, a 1ª Vara Federal de Campinas decretou a prisão preventiva do pai, com posterior inserção de seu nome na difusão vermelha da INTERPOL, mecanismo utilizado para localizar e prender indivíduos procurados por crimes graves em outros países. O nome de Adam também foi incluído na difusão amarela, que visa à localização de crianças desaparecidas ou sequestradas. Mesmo assim, nenhuma medida foi cumprida no Egito. A Embaixada do Brasil no Egito foi reiteradamente acionada para apresentar provas de vida e informações sobre o paradeiro da criança, sem resposta concreta até o momento. A falta de cooperação consular, associada à ausência de instrumentos jurídicos eficazes, expõe a fragilidade do sistema internacional diante de casos de sequestro parental internacional, em especial quando há disparidade de gênero e desigualdade de poder entre os envolvidos. Adiamento da audiência: um novo ciclo de angústia e invisibilidade A audiência adiada no último dia 31 de julho era aguardada com grande expectativa, não apenas pela mãe, mas por juristas, especialistas em direito internacional da infância e organizações de defesa dos direitos humanos que acompanham o caso. O julgamento poderia redefinir a guarda da criança à luz dos tratados internacionais dos quais o Egito é signatário — em especial, a Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas (1989), que, em seu artigo 11, impõe aos Estados o dever de combater ativamente o deslocamento ilícito de menores. O adiamento, entretanto, representa mais um obstáculo à busca por justiça e reforça a percepção de que o caso poderá permanecer indefinidamente suspenso, sem solução definitiva, submetendo a criança a um prolongado estado de instabilidade emocional e desproteção jurídica. A ausência de transparência quanto aos motivos da suspensão da audiência evidencia também a assimetria de tratamento jurídico conferido à mãe estrangeira no Egito, situação que vulnerabiliza ainda mais Karin, isolada e emocionalmente devastada. Um clamor por justiça e dignidade A luta de Karin extrapola a esfera privada e alcança dimensões públicas e institucionais. Ela representa, neste momento, uma denúncia viva contra os limites da

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ComuniSaúde combate desinformação e promove prevenção do câncer de pulmão

O Dia Mundial do Câncer de Pulmão, lembrado em 1º de agosto, marca uma importante mobilização global para ampliar a conscientização sobre essa doença grave e silenciosa. No Brasil, a data tem ganhado força como um alerta para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, sobretudo em territórios onde o acesso à informação e aos serviços de saúde ainda é precário. Na Baixada Fluminense, o projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela ComCausa – Defesa da Vida, tem levado conhecimento, acolhimento e cuidado a populações das favelas, atuando na promoção da saúde básica e mental. Entre suas frentes de atuação, o projeto tem abordado de forma direta o câncer de pulmão, orientando moradores sobre fatores de risco, sinais de alerta e a importância da busca por atendimento médico diante de sintomas suspeitos. Um câncer associado à desigualdade O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte por câncer no mundo. Ele se origina nos tecidos pulmonares e está fortemente relacionado ao tabagismo, responsável por cerca de 85% dos casos. Existem dois tipos principais: o carcinoma de células não pequenas (mais comum e com progressão mais lenta) e o carcinoma de células pequenas (mais agressivo). Fatores como a exposição ao fumo passivo, poluentes, produtos químicos tóxicos e até o histórico familiar aumentam o risco. Em comunidades com menos acesso à informação e onde o cigarro ainda é amplamente consumido, o risco tende a ser mais alto. Além disso, o diagnóstico costuma ocorrer em estágios avançados, quando as chances de cura são menores. O ComuniSaúde, atento a esse cenário, atua para romper o ciclo de desinformação e abandono que agrava o quadro de saúde pública nessas regiões. Ação comunitária com foco em prevenção Por meio de rodas de conversa, panfletagens, oficinas de educação popular e escutas nas ruas, o ComuniSaúde orienta moradores da Baixada sobre os principais sintomas do câncer de pulmão, como tosse persistente, dor no peito, falta de ar, perda de peso e rouquidão. O projeto também aborda a importância de exames como raio-X e tomografia, além de encorajar a realização de biópsias em casos de suspeita clínica. Com uma linguagem acessível e foco no diálogo, a equipe do projeto desmistifica o câncer e combate o medo que muitas vezes impede as pessoas de buscar atendimento. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de interromper o tabagismo e adotar hábitos de vida mais saudáveis, com alimentação equilibrada e atividade física. Saúde mental também é parte do cuidado A conexão entre saúde física e emocional é um dos pilares do ComuniSaúde. O projeto entende que viver com uma suspeita ou diagnóstico de câncer envolve medos, inseguranças e traumas que precisam ser acolhidos. Por isso, o cuidado com a saúde mental é integrado às ações educativas, oferecendo suporte emocional, escuta ativa e encaminhamento para serviços de psicologia e assistência social. A doença, além do impacto biológico, carrega estigmas sociais que afetam a autoestima e o senso de pertencimento de quem vive nas margens. Para a ComCausa, reconhecer essas dores e construir respostas coletivas é essencial. Fortalecer redes para salvar vidas O diferencial do ComuniSaúde está na valorização das redes comunitárias como ferramenta de saúde pública. Agentes populares de saúde, lideranças de bairros, educadores e grupos culturais são mobilizados para multiplicar as informações e acolher moradores em sofrimento. Esse trabalho em rede amplia o alcance das ações e cria uma estrutura de cuidado contínuo dentro das próprias comunidades. Em um território marcado por carências históricas, o projeto atua como ponte entre a população e os serviços do SUS, promovendo o protagonismo local e reforçando que saúde é um direito, não um privilégio. Diagnóstico precoce salva vidas A principal mensagem do Dia Mundial do Câncer de Pulmão é clara: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Nas favelas da Baixada, onde muitas vezes os sintomas são ignorados por falta de informação ou medo, o trabalho do ComuniSaúde tem sido decisivo para salvar vidas. Ao transformar a forma como a saúde é compreendida e vivida nas periferias, a ComCausa reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e da esperança de um futuro onde o cuidado chegue a todos, sem distinções. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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