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Portadores de Vitiligo

ComuniSaúde leva saúde mental e acolhimento às comunidades da Baixada no Dia Nacional do Vitiligo

Celebrado no Brasil em 30 de junho, o Dia Nacional do Vitiligo foi instituído pela Lei nº 12.627/2012 com o propósito de ampliar a conscientização sobre essa condição de pele, combater o preconceito e valorizar a saúde emocional dos pacientes. A data é um convite ao debate sobre como o cuidado com o corpo precisa estar conectado ao cuidado com a mente — especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Na Baixada Fluminense, o projeto ComuniSaúde, realizado pela ComCausa – Defesa da Vida, tem ampliado essa reflexão ao trabalhar diretamente com comunidades populares na promoção da saúde mental, do acesso aos serviços básicos e na construção de redes de apoio e acolhimento, inclusive para pessoas com doenças como o vitiligo. Vitiligo é também uma questão emocional e social O vitiligo é uma condição autoimune marcada pela perda de pigmentação da pele, gerando manchas brancas em diversas partes do corpo. Embora não traga riscos físicos significativos, os impactos emocionais são profundos. A doença pode afetar severamente a autoestima, principalmente em uma sociedade que ainda associa aparência à aceitação. Além das manchas, alguns pacientes relatam sensibilidade ou dor nas áreas afetadas. Fatores emocionais, como traumas e estresse, estão entre os elementos que podem agravar o quadro. Por isso, o tratamento costuma incluir apoio psicológico como parte essencial. ComuniSaúde, atento a esse cenário, atua para que o cuidado com a saúde seja integral — levando em conta tanto as condições clínicas quanto os sentimentos, medos e exclusões que muitas vezes acompanham doenças visíveis como o vitiligo. Cuidado onde o Estado falha Nas favelas da Baixada, onde os serviços públicos de saúde são frequentemente precários ou ausentes, o projeto ComuniSaúde surge como uma resposta concreta à necessidade de um olhar humano e acessível. O trabalho é realizado em escolas, praças, centros culturais e unidades de saúde, com rodas de conversa, oficinas e escutas comunitárias que abordam desde depressão e ansiedade até doenças crônicas invisibilizadas, como o vitiligo. Um dos eixos mais importantes da atuação é justamente o enfrentamento ao preconceito e à desinformação. Muitas pessoas não sabem que o vitiligo não é contagioso e que há formas eficazes de tratamento, desde medicamentos até intervenções com laser e transplante de melanócitos. Porém, mais do que isso, é necessário que o paciente se sinta aceito e acolhido em sua própria comunidade. Construindo redes de apoio O ComuniSaúde aposta no fortalecimento das redes locais para garantir um cuidado contínuo e coletivo. Agentes de saúde, lideranças comunitárias, educadores populares e familiares participam das ações com o objetivo de criar uma rede de proteção e orientação. Nas atividades do projeto, é comum ouvir relatos de pessoas que esconderam por anos as manchas do vitiligo por vergonha, medo de rejeição ou falta de acesso ao diagnóstico. Essas histórias são acolhidas com empatia, e os participantes recebem orientações práticas sobre seus direitos, formas de tratamento e serviços disponíveis no SUS. Informação como ferramenta de dignidade Outro foco do projeto é a informação. O desconhecimento ainda é uma barreira que impede que muitos busquem ajuda. Por isso, o ComuniSaúde também atua na divulgação de conteúdos sobre o funcionamento da rede pública de saúde, explicando, por exemplo, como agendar uma consulta, que unidades oferecem atendimento dermatológico e onde encontrar suporte psicológico gratuito. Ao falar de vitiligo, o projeto amplia a ideia de saúde como um direito que vai além da ausência de doença: saúde é dignidade, é ser visto e respeitado em sua totalidade. Viver com vitiligo é viver com dignidade Iniciativas como o Dia Nacional do Vitiligo são importantes para romper estigmas e lembrar que as marcas na pele não definem o valor de uma pessoa. Em territórios onde tantas vidas são marcadas pela exclusão, o trabalho da ComCausa com o ComuniSaúde reforça que cada morador tem direito ao cuidado, à informação e ao acolhimento. Enquanto o preconceito ainda é uma ferida aberta, projetos como o ComuniSaúde são um bálsamo de escuta, empatia e transformação coletiva. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. 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Sophia Franco de Miranda Delaqua - Foto Reprodução Rede Sociais

Morte de Sophia Miranda intriga polícia e mobiliza família em busca de respostas em Campinas

A Polícia Civil de Campinas (SP) investiga as circunstâncias da morte de Sophia Franco Miranda, uma adolescente de 16 anos que caiu do sexto andar do prédio onde morava com o pai e a madrasta. O caso, ocorrido no início de abril, levantou suspeitas após a rede de proteção da janela ser encontrada cortada. Familiares alegam que Sophia teria cortado a rede por conta própria, mas as autoridades tratam o caso com cautela e mantêm todas as hipóteses em aberto, incluindo suicídio, acidente ou possível envolvimento de terceiros. O delegado Luiz Fernando Marucci, do Segundo Distrito Policial de Campinas, conduz a investigação e aguarda laudos periciais fundamentais para esclarecer o que de fato ocorreu com Sophia Franco Miranda. Segundo ele, a perícia técnica será decisiva para compreender a dinâmica da queda, identificar possíveis vestígios de ação externa e avaliar se há indícios de crime ou ato voluntário da adolescente. “Neste momento inicial, estamos recebendo diversas informações. Todas as hipóteses estão sendo analisadas, porque a polícia precisa entender, e a sociedade quer saber: quais foram os motivos, quais as circunstâncias desse desfecho tão trágico?”, afirmou o delegado. A expectativa recai sobre o laudo do microscópio, que deve indicar se a morte foi provocada exclusivamente por politrauma compatível com a queda ou se há lesões incompatíveis com essa versão. Também estão em andamento exames de psicologia forense, que poderão apontar sinais adicionais relevantes para o inquérito. Sophia morava com o pai e a madrasta, e o pai estava em casa no momento da queda. Em depoimento à polícia, ele informou que havia retirado o celular da filha, mas que naquela manhã ela conseguiu outro aparelho. Ele a teria questionado sobre o novo celular e sobre amizades virtuais com pessoas de outros países. Minutos depois, ele contou ter ouvido barulhos vindos do quarto. Quando entrou, encontrou Sophia muito próxima da janela. A adolescente caiu do sexto andar pouco depois. Em um áudio enviado a um grupo de pais da escola, o pai desabafou: “Infelizmente, o que aconteceu foi com a minha filha… eu não tenho nem palavras pra dizer o que houve. Muito difícil. Cuidem das suas crianças.” Mãe questiona versão e pede investigação completa A mãe da jovem, Desirée Franco, contesta a hipótese de suicídio e acredita que a história ainda não está esclarecida. Diante das dúvidas e da comoção pública, ela contratou o advogado Alex Lúcio Alves de Faria para acompanhar de perto todas as etapas da investigação. Desirée lembra que a filha vinha expressando, com frequência, o desejo de voltar a morar com ela: “Aos prantos, ela brigava, pedia, manifestava muita vontade de morar comigo. Ela queria fazer faculdade, queria viajar, conhecer o mundo… Mas nada, nada vai trazer minha filha de volta.” Visivelmente abalada, a mãe faz um apelo por respostas: “Eu quero acompanhar tudo. Todo esse desenrolar da história. Quero saber o que vinha acontecendo com ela, o que ela confidenciou a outras pessoas. Eu só quero saber realmente o que estava acontecendo.” O advogado da família reforçou a complexidade do caso: “É um caso extremamente sensível e complexo. Seria irresponsável fazer qualquer afirmação sem acesso ao inquérito completo. A investigação está apenas começando”, declarou Alex Lúcio Alves de Faria. Jovem querida e sem sinais de sofrimento aparente Amigos e vizinhos relataram que Sophia era carinhosa, estudiosa e querida por todos. Não havia histórico conhecido de depressão ou conflitos familiares graves. O prédio onde ela vivia com o pai e a madrasta está localizado em uma região residencial tranquila de Campinas, e o caso chocou a comunidade local. Enquanto a Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando provas, familiares e sociedade aguardam com ansiedade por respostas que expliquem o que levou à morte precoce de uma jovem cheia de sonhos — e que, segundo os que a conheceram, tinha toda a vida pela frente. Apesar do impacto emocional da tragédia, a polícia trabalha com rigor técnico e discrição. O caso é tratado com sensibilidade, especialmente por envolver uma adolescente, e as conclusões só serão divulgadas após a análise completa da perícia criminal, do exame do corpo e da reconstituição dos fatos. O caso de Sophia reacende debates sobre saúde mental na adolescência, proteção de jovens em ambientes domésticos e a necessidade de ações preventivas envolvendo escolas, famílias e redes de apoio social. A cidade de Campinas acompanha com atenção o desdobramento da investigação, na esperança de que a verdade venha à tona com justiça, respeito e responsabilidade diante da dor dos envolvidos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Adriano Dias no Podcast Underground - Arquivo ComCausa

ComCausa participa do Podcast Café Underground

No último sábado, 26 de julho de 2025, a ComCausa Defesa da Vida esteve presente no estúdio do Podcast Café Underground, situado no coração do bairro Alvorada, em Nova Iguaçu, para participar de uma edição especial que se tornou muito mais do que uma simples entrevista. Foi um momento simbólico de escuta qualificada, partilha de vivências e fortalecimento de laços entre iniciativas que, a partir das margens, atuam para transformar profundamente as estruturas de exclusão e silenciamento que ainda persistem nos territórios periféricos. A presença de Adriano Dias, fundador da ComCausa, no episódio, representou o encontro entre duas frentes que compartilham princípios comuns: o compromisso com os direitos humanos, a valorização da vida e a comunicação como instrumento de emancipação. A conversa foi mediada por três integrantes fundamentais da equipe do podcast – Carmem Bento, responsável pela comunicação e articulação em redes sociais; Ezequiel Mendes, que atua na direção audiovisual com olhar técnico e político; e André Ferreira, articulador institucional e elo com diversas iniciativas sociais. O coletivo foi formado a partir da inquietação de jovens da Baixada, que decidiram transformar a ausência de espaços de escuta em um canal de expressão legítima e engajada. O Podcast Café Underground nasceu em julho de 2024, fruto do idealismo e ousadia de Jeremias Santos, que vislumbrou a criação de uma mídia contra-hegemônica, capaz de dar voz ao que tradicionalmente é calado. A iniciativa surgiu de forma precária, nos fundos de uma loja no Alvorada, mas logo ganhou força ao propor uma comunicação subversiva não pelo viés do embate gratuito, mas pela disposição em acolher o contraditório, provocar o pensamento crítico e promover o diálogo. Desde então, o podcast se tornou referência local ao tratar com seriedade e sensibilidade temas como identidade racial, juventudes, religiosidade, política, cultura periférica e direitos sociais. Durante a gravação do episódio, Adriano apresentou a trajetória histórica da ComCausa, organização que emergiu dos movimentos populares da Baixada Fluminense nos anos 1980 e que se consolidou como uma das principais referências na promoção dos direitos humanos na região, especialmente após sua atuação firme diante da Chacina da Baixada, em 2005. Ao relatar o percurso institucional da ComCausa, ele destacou o conceito de “cultura de direitos” como eixo estruturante da atuação da entidade, que trabalha cotidianamente na articulação de campanhas, acolhimento de vítimas e familiares, formação cidadã, produção de conteúdos informativos e incidência em políticas públicas. A conversa mergulhou em temas contemporâneos de alta complexidade, com destaque para o crescimento dos casos de violência envolvendo adolescentes e a instrumentalização das redes sociais como ambientes de estímulo à intolerância, à automutilação e à cultura da violência. Adriano chamou a atenção para o papel da comunicação comunitária na construção de narrativas que enfrentem esses processos, propondo estratégias educativas e afetivas para a promoção da saúde mental, da cidadania e do pertencimento coletivo. Em um momento particularmente sensível da entrevista, foi abordado o fenômeno do bullying, a importância da Lei da Palmada e os desafios relacionados à educação infantil. Adriano argumentou que medidas violentas, travestidas de disciplina, apenas perpetuam traumas e contribuem para a reprodução de padrões de agressão na vida adulta. Destacou a importância de mecanismos de escuta e cuidado nas relações familiares e escolares, apontando para a necessidade de políticas públicas voltadas à infância e à juventude. Outro momento marcante foi a recomendação da série Adolescência, da Netflix, que segundo Adriano traduz com profundidade psicológica e sensibilidade social as disfunções institucionais que afetam os jovens, especialmente no ambiente escolar. A série, segundo ele, oferece um convite à reflexão sobre os sistemas de opressão naturalizados e as possibilidades de ruptura a partir do afeto, da empatia e da crítica construtiva. A defesa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também teve destaque. Em um contexto de discursos punitivistas e tentativas de retrocesso legislativo, Adriano reafirmou que o ECA representa um marco civilizatório para o Brasil, sendo fundamental para assegurar a proteção integral e os direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Ressaltou que as críticas ao ECA, em grande parte, derivam de desconhecimento ou má-fé, e que é dever das organizações e da sociedade civil promover seu conhecimento e aplicação efetiva. A pauta dos desaparecimentos, tragicamente frequente na Baixada Fluminense e em outras regiões periféricas, foi outro ponto de convergência entre a ComCausa e o Podcast Underground. Adriano relatou as ações desenvolvidas pela organização junto às famílias de pessoas desaparecidas, incluindo o uso de inteligência artificial para atualização de retratos, a produção de campanhas de mobilização e o suporte psicossocial. Criticou, com firmeza, a espetacularização da dor nas redes sociais e defendeu o uso ético da comunicação, orientada pela solidariedade, pelo acolhimento e pela escuta sensível. A receptividade da equipe do Café Underground diante das propostas da ComCausa foi calorosa e inspiradora. O grupo expressou a intenção de firmar uma parceria estável com a organização, apoiando campanhas e contribuindo para a amplificação das pautas relacionadas a desaparecimentos, cultura de paz e direitos humanos. Essa aliança, que se desenha de forma orgânica, simboliza o potencial transformador das conexões forjadas nos territórios, entre agentes comprometidos com a vida e a justiça. Nos minutos finais do episódio, Adriano abordou a questão da segurança pública a partir de uma perspectiva crítica e propositiva. Defendeu a municipalização das políticas de prevenção à violência, o fortalecimento das redes comunitárias e a superação do modelo repressivo, ainda hegemônico. Alertou para o avanço do poder paralelo e a corrosão institucional provocada pela corrupção e pela ausência do Estado em áreas vulnerabilizadas. Reiterou que a verdadeira segurança se constrói com inclusão, educação, cultura e participação cidadã – não com violência de Estado. Participar do Podcast Café Underground foi, para a ComCausa, mais do que uma entrevista: foi a confirmação de que a comunicação periférica, quando praticada com ética, coragem e escuta, é uma das mais potentes ferramentas de transformação social. O episódio será veiculado nas plataformas digitais do podcast e também replicado nas redes da ComCausa, ampliando o alcance desta conversa potente e reafirmando o compromisso mútuo com a defesa da

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NOTA PÚBLICA da ComCausa – Sobre a responsabilidade na divulgação de crimes violentos

“Não é necessário reproduzir o horror para sensibilizar. É possível denunciar a barbárie e lutar por mudanças com respeito e humanidade.” Solidariedade às famílias vítimas da violência A ComCausa – Defesa da Vida manifesta sua profunda solidariedade às famílias de Nicolly Fernanda Pogere, Nicole Fernandes Marques, Melissa Campos, aos parentes das vítimas do caso do adolescente de Itaperuna e de tantas outras pessoas que perderam suas vidas de forma brutal. São famílias que seguem clamando por justiça em meio à dor irreparável de suas perdas, buscando amparo e dignidade diante de tragédias que marcaram profundamente a sociedade brasileira. Esses casos escancaram a urgência de debater a violência sem revitimizar quem mais sofre com ela. Não vamos espetacularizar a violência e a dor Reforçamos o apelo para que meios de comunicação, influenciadores digitais e usuários de redes sociais ajam com responsabilidade e empatia ao abordar esses casos. A divulgação de imagens sensacionalistas ou descrições cruéis e explícitas dos crimes não apenas fere o direito ao luto das famílias, como também reabre feridas, alimenta o sofrimento e transforma a dor em espetáculo. Esse tipo de exposição não contribui para a justiça — pelo contrário, banaliza a violência, desumaniza o debate público e enfraquece as verdadeiras mobilizações por transformação. O perigo da divulgação de detalhes de violência Além de ferir a dignidade das vítimas e familiares, a repetição de detalhes gráficos e violentos pode servir de estímulo ou inspiração para novos autores de crimes. Isso é especialmente perigoso em situações de desequilíbrio emocional, vulnerabilidade psíquica ou desejo de notoriedade. A forma como comunicamos a violência tem impacto direto sobre o imaginário coletivo, podendo reforçar ciclos de brutalidade. A responsabilidade comunicativa é, portanto, um elemento essencial na prevenção de novos casos e na construção de uma cultura de paz. Compromisso com a memória e a dignidade Nosso compromisso é com a memória, a dignidade e os direitos humanos. A mobilização social em torno desses crimes deve ter como propósito a construção de caminhos por justiça e mudanças estruturais, e não ser movida pela lógica da vingança. A maneira como comunicamos essas tragédias precisa refletir esse compromisso: comunicar com ética, sensibilidade e respeito às vítimas e seus familiares. A indignação coletiva deve se transformar em consciência crítica, não em espetáculo de sofrimento. Comunicação é também uma forma de cuidado. Um apelo por sensibilidade coletiva Pedimos que todos — profissionais da imprensa, comunicadores, influenciadores e qualquer pessoa com poder de replicar informações sobre esses casos — atuem com responsabilidade e sensibilidade. Que o luto seja respeitado, e que a dor das famílias não seja transformada em espetáculo, mas reconhecida como motor legítimo para mudanças concretas. A ComCausa acredita que a violência sofrida por tantas famílias deve se transformar em mobilização cidadã, por um país mais justo, seguro e verdadeiramente humano. Que cada palavra publicada seja instrumento de acolhimento, e não de nova ferida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Coletivo promove encontro em memoria pelos 35 anos da Chacina de Acari - Arquivo ComCausa

Coletivo promove encontro em memoria pelos 35 anos da Chacina de Acari

No último final de semana, a comunidade de Acari foi palco de um dos encontros mais significativos de memória e resistência dos últimos anos. A atividade marcou os 35 anos da Chacina de Acari, episódio emblemático da violência de Estado no Brasil, que permanece impune desde 1990. Organizado pelo Coletivo Akari, o encontro reuniu familiares das vítimas, militantes históricos dos direitos humanos, representantes de instituições, movimentos sociais e lideranças comunitárias que, há décadas, transformam o luto em luta. Diversos militantes e movimento sociais, como a ComCausa  Defesa da Vida, esteve presente e se soma ao reconhecimento da importância histórica e simbólica desta mobilização. O evento não foi apenas um momento de homenagem, mas também uma poderosa plataforma de articulação coletiva em torno de uma pauta ainda extremamente urgente: o desaparecimento forçado de pessoas no Brasil, que continua a devastar comunidades inteiras. O caso Acari: 35 anos sem respostas Em julho de 1990, 11 jovens foram sequestrados por homens que se identificaram como policiais civis, em ações que ocorreram na comunidade de Acari e em bairros vizinhos. Nunca mais foram vistos. Até hoje, nenhum corpo foi localizado, nenhuma condenação definitiva foi aplicada, e as famílias seguem sem qualquer reparação. A dor e o silêncio do Estado persistem como feridas abertas na história do país. A atuação das “Mães de Acari” tornou-se símbolo de resistência e mobilização internacional. Em uma época sem internet e com pouquíssimo apoio institucional, essas mulheres romperam o isolamento, denunciaram o caso em redes internacionais e fizeram ecoar uma luta que inspiraria diversas outras. Desaparecimentos: um drama que se repete Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a taxa de desaparecimentos no Brasil voltou a crescer. Em 2024, foram 81.873 registros, o maior número desde 2018 — uma alta de 4,9% em relação ao ano anterior. O levantamento revela que, em média, quatro pessoas desaparecem por hora no país. O crescimento foi mais acentuado nas regiões Nordeste (41,4%) e Norte (31%), embora o estado do Rio de Janeiro, localizado na região Sudeste, ainda figure entre os com maiores registros absolutos. A Baixada Fluminense, em especial, concentra parte expressiva desses casos — muitos deles com indícios de violência institucional ou envolvimento de agentes públicos. A persistência do problema revela falhas estruturais graves no sistema de busca, notificação e acolhimento às famílias, mesmo com a vigência da Lei nº 13.812/2019, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Coletivo Akari: uma iniciativa que merece destaque Dentre os vários elementos marcantes do encontro, destaca-se o protagonismo do Coletivo Akari, uma articulação jovem, comunitária e profundamente conectada às urgências do território. A iniciativa vai além da denúncia: propõe ações concretas de memória, escuta, fortalecimento emocional e articulação política — especialmente com os familiares das vítimas e os atores da segurança pública. A ComCausa estabeleceu interlocução e buscara se colocar à disposição para contribuir com as ações do Coletivo. E registra com entusiasmo e admiração o trabalho do coletivo, que representa uma renovação necessária da luta por direitos humanos na periferia carioca. Em um ambiente historicamente marcado pela dor, é inspirador ver surgir uma geração que, com coragem e afeto, honra as lutas do passado e constrói caminhos para o futuro. Seguimos juntos por memória, verdade e justiça A Chacina de Acari não é uma página virada. Ela segue nos olhos marejados das mães, nas faixas erguidas pela juventude, e nos dados estarrecedores que continuam a mostrar que, no Brasil, desaparecer ainda é um destino possível — e, muitas vezes, silenciado. A ComCausa agradece profundamente pela oportunidade de participar deste momento de escuta, articulação e fortalecimento da luta. Seguiremos caminhando com o Coletivo Akari e com todas as vozes que se recusam a deixar a memória ser apagada. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia-Mundial-de-Luta-Contra-as-Hepatites-Virais

No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais ComuniSaúde conscientiza sobre prevenção a doença

O ComuniSaúde, projeto desenvolvido pela ComCausa, tem transformado o acesso à informação e ao atendimento básico de saúde nas comunidades periféricas da Baixada Fluminense. A iniciativa une mobilização social, educação em saúde, promoção da saúde mental e fortalecimento das redes comunitárias, com foco especial nos territórios mais vulneráveis. No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, o projeto reforça a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado dessas infecções silenciosas, que afetam milhões de pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 325 milhões de pessoas vivem com hepatites B e C, que juntas provocam cerca de 1,4 milhão de mortes por ano. No Brasil, essas doenças são tratadas como problema de saúde pública, e muitas vezes avançam sem sintomas até causarem danos graves ao fígado. O ComuniSaúde atua com ações educativas, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos nas comunidades, com ênfase na importância da vacinação, do uso de preservativos, do cuidado com objetos pessoais perfurocortantes e do acesso aos exames de rotina. Além disso, o projeto trabalha o impacto emocional e psicológico que a desinformação e a exclusão causam, especialmente em populações que enfrentam estigmas e barreiras para acessar o Sistema Único de Saúde. Faça o teste. Cuide-se. Compartilhe informação. O diagnóstico precoce salva vidas. Os testes para hepatite são gratuitos e estão disponíveis nas unidades de saúde do SUS. Vacinas, preservativos e informações corretas também são ferramentas poderosas de prevenção. O ComuniSaúde segue atuando como ponte entre o serviço público e as comunidades, tornando o direito à saúde uma realidade possível e próxima de quem mais precisa. Tipos de Hepatites: HEPATITE A A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Transmissão: Fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Sintomas: Geralmente, não apresenta. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Diagnóstico: É realizado por exame de sangue. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente as recomendações médicas. Como se prevenir: Melhorar as condições de higiene e de saneamento básico, lavar sempre as mãos, consumir apenas água tratada, evitar contato com valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto. HEPATITE B A hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga, causada pelo vírus B (HBV). Transmissão: Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Sintomas: A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Diagnóstico: É feito por meio de exame de sangue específico. Como se prevenir: Usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. HEPATITE C A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Transmissão: Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings; de mãe infectada para o filho durante a gravidez; sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. Sintomas: O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Diagnóstico: Depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular. Como se prevenir: Não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis. HEPATITE D A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. Transmissão: Assim como a do vírus B, ocorre por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; de mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings; Sintomas: Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença. Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Diagnóstico: A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses). Na infecção simultânea dos vírus D

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