João Oscar

Saúde Mental

Dia do Psicólogo destaca papel social da Psicologia e projeto ComuniSaúde na Baixada Fluminense

Celebrado em 27 de agosto, o Dia do Psicólogo no Brasil é mais do que uma simples homenagem. A data relembra a regulamentação oficial da profissão pela Lei nº 4.119, em 1962, e reforça o compromisso da Psicologia com o bem-estar individual e coletivo. Reconhecida como ciência e prática transformadora, a Psicologia se faz cada vez mais presente nos territórios vulnerabilizados, onde o cuidado com a saúde mental muitas vezes é negligenciado. Na Baixada Fluminense, essa atuação ganha força com iniciativas como o ComuniSaúde, projeto da ComCausa – Defesa da Vida, que promove ações de conscientização sobre o acesso à saúde básica, acolhimento psicológico e fortalecimento das redes comunitárias nas favelas e periferias da região. Em uma área marcada por desigualdades históricas, a proposta busca ampliar o diálogo entre profissionais da saúde mental e moradores, rompendo barreiras de acesso, preconceitos e silenciamentos. A presença de psicólogos e psicólogas em contextos de alta vulnerabilidade é estratégica não apenas para oferecer atendimento clínico, mas para desenvolver estratégias coletivas de cuidado, promover escuta ativa e trabalhar junto à comunidade no enfrentamento de traumas relacionados à violência, pobreza, abandono institucional e exclusão social. O projeto ComuniSaúde atua em articulação com escolas, postos de saúde, lideranças comunitárias e movimentos sociais, realizando rodas de conversa, oficinas, encaminhamentos, plantões de escuta e ações de formação popular em saúde mental. A proposta é construir uma rede que vá além do atendimento pontual e incentive o protagonismo comunitário no cuidado com a vida. Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Psicologia brasileira vive hoje o desafio de se reinventar frente às transformações sociais, políticas e tecnológicas. O crescimento das demandas por saúde mental, intensificado pela pandemia e pelas crises econômicas, expôs as limitações dos serviços públicos e a necessidade de ações territorializadas, sensíveis às realidades locais. O Dia do Psicólogo é, portanto, um chamado à valorização não apenas da profissão, mas da Psicologia como ferramenta de transformação social. Profissionais que atuam com ética, escuta e compromisso social são peças-chave na construção de políticas públicas que garantam dignidade, cuidado e cidadania. No Brasil, a data ganhou ainda mais força com a sanção da Lei nº 13.407/2016, que a inseriu no calendário oficial. Em outros países, o reconhecimento também existe, embora em datas diferentes: 14 de julho nos Estados Unidos, 20 de maio no México e 13 de outubro na Argentina. Em todos os casos, a celebração reforça uma mesma ideia — a Psicologia é essencial na promoção da saúde integral, na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento das desigualdades. A atuação de projetos como o ComuniSaúde mostra, na prática, o impacto positivo da Psicologia quando ela é colocada a serviço das populações mais invisibilizadas. Em vez de esperar que a população vá até os consultórios, a proposta é levar o cuidado até onde ele é mais urgente: nos becos, vielas, escolas públicas, abrigos e centros comunitários. Neste 27 de agosto, a valorização da Psicologia passa também pelo reconhecimento de quem luta diariamente para que o cuidado em saúde mental chegue a todos, sem exceção. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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audiência pública sobre desaparecimentos forçados - Arquivo ComCausa

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi palco, nesta segunda-feira (25), de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, presidida pela deputada Dani Monteiro (PSOL). A sessão colocou em pauta a criação de uma política estadual voltada para a atenção integral às famílias de pessoas desaparecidas e reuniu uma pluralidade de vozes: familiares de desaparecidos, vítimas da violência, parlamentares federais, representantes da sociedade civil — como a ComCausa – Defesa da Vida —, movimentos sociais e pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A Baixada como epicentro da crise A audiência também chamou atenção para o caráter territorial da violência. A Baixada Fluminense foi identificada como epicentro do problema. Nova Iguaçu concentra os maiores números absolutos e, proporcionalmente, por 100 mil habitantes, está entre os piores índices do Brasil. Queimados também aparece com alta taxa proporcional de desaparecimentos. Esses dados revelam um padrão: o desaparecimento forçado atinge com mais intensidade as populações pobres e periféricas, onde a ausência de políticas públicas se soma à violência urbana, à atuação de facções criminosas e milícias, além do histórico de exclusão social. Para especialistas, esses territórios se transformaram em áreas de controle paralelo, nas quais a vida humana é sistematicamente desvalorizada. Vozes das mães e da sociedade civil O encontro foi marcado por relatos emocionantes de mães que perderam seus filhos. Integrantes da Rede Mães da Baixada narraram experiências de dor e luta por justiça, expondo como a omissão do Estado as obrigou a se tornarem investigadoras de seus próprios casos. Algumas relataram que chegaram a localizar corpos em cemitérios clandestinos sem qualquer apoio institucional. Essas falas reforçaram a necessidade de políticas públicas que não apenas investiguem e previnam os casos, mas que também ofereçam apoio psicossocial às famílias, especialmente às mães, que carregam o peso da busca por respostas. O vazio estatístico e a subnotificação Um dos principais pontos levantados foi o vazio estatístico que cerca o tema. O Brasil não possui dados oficiais consolidados nem legislação específica sobre desaparecimentos forçados. A ausência de informações organizadas compromete a criação de políticas eficazes e dificulta a responsabilização do Estado. Levantamentos independentes revelam números alarmantes: em 2020, foram cerca de 63 mil registros, saltando para 81 mil em 2024 — um aumento de aproximadamente 20% em apenas quatro anos. O problema é agravado pela subnotificação, já que muitas famílias não registram ocorrência por medo de retaliação, desconfiança nas autoridades ou descrédito quanto à efetividade das investigações. Isso significa que o número real de desaparecidos pode ser muito maior do que os dados disponíveis sugerem. Pesquisa e contribuição da universidade Pesquisadores da UFRRJ apresentaram dados de uma pesquisa de extensão iniciada em 2020, que analisou o período de 2016 a 2020. O trabalho resultou no relatório-livro Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense, disponível no site do Fórum Grita Baixada. A pesquisa, viabilizada por meio de indicações orçamentárias dos parlamentares Glauber Braga e Henrique Vieira, segue em atualização. Além disso, resultou na produção do podcast Luto Não É Para Todos, do pesquisador Augusto Perini, que leva ao público relatos e reflexões sobre as consequências desse fenômeno para as famílias e para a democracia. Condenações internacionais e lacuna legislativa O Brasil já foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) em diferentes casos envolvendo desaparecimentos forçados e graves violações de direitos humanos. Entre eles estão a Chacina de Acari, que marcou a violência contra jovens da periferia; o caso do trabalhador rural e defensor de direitos humanos Almir Muniz da Silva, desaparecido na Paraíba; e o emblemático episódio da Guerrilha do Araguaia, em que o tribunal reconheceu, em 2010, a responsabilidade do Estado brasileiro pelo desaparecimento de militantes durante a ditadura militar. Apesar das condenações, o país ainda não possui uma lei específica que tipifique o desaparecimento forçado. Atualmente, quatro projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados, mas nenhum avançou. Durante a audiência, os deputados federais Tarcísio Motta e Henrique Vieira defenderam que o tema seja levado ao Colégio de Líderes da Câmara Federal e que haja uma reunião imediata com o Ministério da Justiça para estabelecer diretrizes nacionais que orientem os estados. Encaminhamentos e propostas Entre os encaminhamentos apresentados, destacam-se: O objetivo é fortalecer a rede de acolhimento, muitas vezes sobrecarregada e sem padronização de fluxos. Participação da ComCausa A ComCausa – Defesa da Vida, representada por Adriano Dias, esteve no plenário e, ao final da audiência, conversou com familiares e parlamentares, reafirmando a disposição da instituição em colaborar no fortalecimento de políticas públicas. Em sua fala, destacou: “Conforme foi falado aqui: ‘É preciso transformar dor em luta e luta em política pública’ – afirmou – Não basta reconhecer o problema; é urgente construir mecanismos de prevenção, protocolos de atendimento e acolhimento efetivo para as famílias.” Próximas agendas da mobilização A audiência da Alerj abriu uma série de atividades pelo Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados (30 de agosto): Paralelamente, a ComCausa tem ampliado o debate público. No dia 23/08, participou de entrevista especial na Rádio Maranata FM, em Nova Iguaçu, convocando a sociedade para os atos. No dia 27/08, estará no podcast Café Underground, também em Nova Iguaçu, e em 03/09, em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, participará do podcast Alemão Ilimitado, ampliando a difusão do tema. Serviço Alguns casos de desaparecidos Kaylane Manhães desaparecida há três meses família sofre e pede ajuda nas buscas Nair Rotundário Braga desaparece em Queimados Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

Hoje, 19 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, em memória ao “Massacre da Sé” de 2004, quando sete pessoas foram brutalmente assassinadas e outras oito ficaram gravemente feridas enquanto dormiam na Praça da Sé, em São Paulo. Esse evento marcou o início da mobilização de grupos da população em situação de rua, que culminou na criação do Movimento Nacional da População de Rua, em uma luta contínua pela garantia de direitos. A Política Nacional para a População em Situação de Rua, estabelecida pelo Decreto nº 7.053 de 23 de dezembro de 2009, define essa população como um grupo heterogêneo que enfrenta pobreza extrema, vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a ausência de moradia convencional. Esses indivíduos utilizam espaços públicos e áreas degradadas como locais de moradia e sustento, de forma temporária ou permanente, além de abrigos para pernoite ou moradia provisória. O decreto prevê o acesso amplo e seguro aos serviços e programas das políticas públicas de saúde, educação, previdência, assistência social, moradia, segurança, cultura, esporte, lazer, trabalho e renda. No entanto, esses direitos ainda não se concretizam plenamente no cotidiano dessa população. Segundo o Conselho de Direitos Humanos da ONU, a situação de rua é uma crise global de direitos humanos que exige uma resposta urgente. Desde 2020, a ComCausa intensificou sua atuação ao lado de movimentos de apoio à população em situação de rua. A observação direta nas ações de campo se somou a levantamentos públicos — como o Censo de População em Situação de Rua da Prefeitura do Rio (2022) e dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (2023) — indicando crescimento expressivo do fenômeno, com municípios registrando quase a duplicação do número de pessoas vivendo nas ruas entre 2018 e 2023 (Cadastro Único). No município do Rio de Janeiro, segundo estudos do governo federal, trata-se do segundo maior contingente do país. O perfil predominante é o de homens negros adultos, muitas vezes atravessados por desemprego, rompimentos familiares e dependência química. Entre recortes relevantes: Quanto à origem, 38% nasceram no próprio município, 57% em outros municípios e 5% em outros países. Nas frentes em que a ComCausa atuou recentemente, é recorrente a presença de pessoas vindas de cidades da Região Metropolitana do Rio que, mesmo mantendo algum vínculo familiar, permanecem temporariamente nas ruas do centro. Vulnerabilidades, violências e invisibilidade A vida nas ruas expõe a riscos permanentes. Mulheres, pessoas LGBTQIA+ — em especial mulheres trans —, crianças na primeira infância, idosos e pessoas com transtornos mentais e dependências químicas são alvos preferenciais de diferentes violências. A invisibilidade social funciona como violência estrutural: desumaniza, estigmatiza e dificulta o acesso a serviços. Iniciativas como “Ruas Visíveis”, no plano federal, apontam para a necessidade de segmentar e qualificar o atendimento, sem perder de vista a resiliência e o potencial de cada pessoa — dimensão essencial para apoiar processos reais de reinserção social. Por que as abordagens estáticas fracassam A experiência de campo mostra limites de modelos centrados apenas em demanda espontânea e atendimento fixo. Equipes e serviços precisam ser móveis, ir aonde as pessoas estão e acompanhar os deslocamentos — que ocorrem por medo de coerção, busca de trabalho/renda, conflitos, redes de apoio ou ausência de recursos para acessar serviços. Acolhimento ativo, orientação qualificada e acompanhamento até os equipamentos públicos (municipais e estaduais) ampliam significativamente a adesão e os resultados. Gargalos de gestão e coordenação Persistem preconceitos que deslegitimam políticas voltadas às pessoas em situação de rua e as rotulam como “caras” ou “impopulares”. A isso se soma a ausência de mapeamento, fluxo unificado e articulação estável entre agentes públicos e privados. Na Região Metropolitana e em diversos territórios do estado do Rio de Janeiro — Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Seropédica, São Gonçalo, São João de Meriti, Tanguá, Cachoeiras de Macacu e Rio Bonito — falta uma rede integrada que conecte assistência social, saúde (incluindo saúde mental), educação, trabalho e renda, habitação e segurança cidadã a organizações da sociedade civil e apoiadores privados. Quando a resposta é deslocar o problema Medidas como remoções para outras áreas, sem acolhimento e sem plano de acompanhamento, apenas maquiam a situação. Elas não enfrentam conflitos familiares, parentalidade, dependência química, sofrimento mental e barreiras econômicas que bloqueiam mobilidade social. O resultado é a manutenção do ciclo de rua e a reprodução de estigmas e violações. Panorama nacional e impactos recentes A população em situação de rua é heterogênea, mas majoritariamente masculina e negra. Em São Paulo, a prefeitura apontou 24.344 pessoas vivendo nas ruas (janeiro de 2020), números contestados por movimentos sociais que estimam patamar maior. No plano nacional, estimativas do IPEA de 2016 (101.854 pessoas) foram superadas pela crise socioeconômica e pelos impactos da pandemia de Covid-19, que ampliaram desemprego, fome e rupturas de vínculos, acelerando o crescimento do fenômeno. O que precisa mudar A posição e a prática da ComCausa A ComCausa tem reforçado, desde 2020, ações de acolhimento ativo, orientação e encaminhamento a serviços públicos, além de articulação com redes comunitárias e pastorais sociais. Nosso compromisso é com políticas que saiam do papel, valorizem a autonomia e reconheçam o protagonismo de quem viveu — ou ainda vive — a realidade das ruas. Lutar contra a invisibilidade é também reconhecer capacidades, histórias e direitos. Nesta data, renovamos o chamado: políticas públicas com orçamento, equipes na rua, fluxos intersetoriais pactuados e participação social efetiva. Pessoas em situação de rua são sujeitos de direitos — e o Estado tem o dever de garanti-los. Massacre da Sé: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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15a edicao Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

ComCausa fará Semana pela Liberdade Religiosa a fim de reforçar a mobilização para a Caminhada em Copacabana

A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. Caminhada como ato político e cultural A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada desde 2008, consolidou-se como referência nacional de resistência contra ataques a templos e comunidades, especialmente de matriz africana, que seguem sendo os principais alvos de violência religiosa no Brasil. Além de sua dimensão simbólica, o evento funciona como ato pedagógico e político, reivindicando políticas públicas, denunciando crimes de intolerância e valorizando expressões culturais ligadas à fé. A edição de 2025 deve contar com ampla participação de coletivos culturais, blocos afros, entidades religiosas, instituições públicas e movimentos sociais. “A Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa nasce do compromisso de reafirmar que a fé e a diversidade espiritual são pilares da democracia brasileira. Ao longo destes sete dias, queremos lembrar que a liberdade de crença não é apenas um direito individual, mas uma conquista coletiva, fruto da resistência histórica de povos indígenas, negros, movimentos sociais e comunidades que nunca se curvaram ao preconceito.” – afirma Adriano Dias da ComCausa, que elaborou a  Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa – “A 18ª Caminhada em Copacabana será a culminância desse esforço: um ato pedagógico, político e cultural que denuncia os crimes de intolerância, exige políticas públicas de proteção e valoriza o imenso patrimônio espiritual que faz do Brasil uma nação plural. Cada passo dado na orla é também um grito contra o racismo religioso e uma afirmação de que nenhum templo, nenhuma tradição, nenhum filho ou filha de santo será silenciado.” ServiçoSemana ComCausa pela Liberdade ReligiosaDe 15 a 21 de setembro de 2025PortalC3.net, redes sociais da ComCausa e parceiros 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaDomingo, 21 de setembro de 2025A partir das 10hPraia de Copacabana – Posto 5, Rio de JaneiroRealização: CCIR, CEAP, com apoio da ComCausa e de movimentos sociaisLema: “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou! Imagem de capa ilustrativa Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Ato pede justiça por Gabriel Monteiro - Foto Arquivo ComCausa

Ato por Gabriel reúne familiares e entidades em Tinguá para exigir justiça

No último sábado, 16 de agosto, a comunidade de Tinguá, em Nova Iguaçu, se reuniu em um ato emocionante e contundente em memória de Gabriel, jovem morto em circunstâncias ainda não esclarecidas. O encontro, realizado às 15h30 no exato local onde o rapaz perdeu a vida, mobilizou familiares, amigos, lideranças comunitárias, organizações de direitos humanos e moradores da região. O ato foi marcado por falas de denúncia, protestos contra a impunidade e apelos por respostas das autoridades públicas. Com cartazes, cruzes, velas e palavras de ordem, os presentes lembraram que Gabriel não pode ser apenas mais um número nas estatísticas de violência. “Cada passo aqui é um grito por justiça. Gabriel tinha sonhos, família, amigos. E a dor da perda se multiplica com o silêncio do Estado”, afirmou uma das lideranças presentes. Luta coletiva por justiça e memória Mais do que uma homenagem, a mobilização teve como objetivo central pressionar por avanços nas investigações, cobrar a responsabilização dos culpados e exigir ações efetivas do poder público frente à crescente letalidade de jovens na Baixada Fluminense. O ato se somou a uma série de atividades que vêm sendo organizadas pela comunidade e por entidades comprometidas com os direitos humanos e a justiça social, e que veem em casos como o de Gabriel uma expressão da negligência estrutural com vidas periféricas. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher, tem acompanhado o caso desde o início, prestando orientação jurídica à família, articulando o apoio institucional e reunindo documentos e informações para garantir visibilidade e consistência ao processo de cobrança por justiça. Reuniões com órgãos públicos e estratégicas com movimentos sociais estão em andamento para definir as próximas etapas da mobilização, que deve incluir audiências públicas, atos conjuntos e denúncias em instâncias superiores. “Nosso compromisso é com a memória de Gabriel e com a luta para que nenhuma família mais enfrente o abandono do Estado diante da perda de um filho para a violência”, destacou um Adriano Dias fundador da ComCausa. Justiça e verdade para Gabriel A mobilização em Tinguá foi mais um capítulo da resistência das famílias vítimas da violência que se recusam a aceitar o esquecimento. Com cada vela acesa e cada nome gritado, a comunidade reforçou que Gabriel vive na luta por justiça, e que sua história não será apagada. A mentira para justificar o injustificável: caso Gabriel desmonta versão oficial e expõe distorções em ação policial Após o assassinato de Gabriel, jovem morto durante uma abordagem policial em Tinguá, Nova Iguaçu, uma narrativa distorcida passou a circular para tentar justificar o ocorrido. A versão — amplamente disseminada em redes sociais e canais informais — alegava que o jovem teria “empinado a moto” e “jogado o veículo contra o policial”, o que supostamente explicaria o disparo. No entanto, testemunhas oculares afirmaram de forma categórica que Gabriel trafegava normalmente, sem realizar manobras perigosas, e não reagiu à abordagem. O vídeo divulgado pela ComCausa Defesa da Vida, extraído de câmeras de segurança próximas ao local, confirma visualmente que não houve qualquer ameaça ou conduta agressiva por parte da vítima. Para familiares e defensores de direitos humanos, trata-se de uma tentativa clássica de criminalizar a vítima e legitimar o uso da força letal, uma prática frequente em casos de violência policial que envolvem jovens negros das periferias. “Tentaram matar a reputação do Gabriel depois de matarem sua vida”, disse um parente durante reunião com a ComCausa. “A cada dia sem resposta, não é só a dor que aumenta. É a sensação de que o sistema já decidiu quem vale e quem não vale ser defendido.” Mesmo com provas, processo está parado Apesar das evidências audiovisuais, dos depoimentos de testemunhas e da repercussão do caso, o processo judicial segue sem avanços concretos. Nenhum agente foi afastado ou responsabilizado formalmente. Para a família, a demora não representa apenas um atraso processual, mas sim um ataque direto à ideia de justiça. Um caso que revela uma estrutura maior A morte de Gabriel não é um caso isolado — ela revela um padrão recorrente de violência estatal que atinge, com mais intensidade, as regiões mais vulneráveis do estado. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) confirmam que a Baixada Fluminense concentra alguns dos maiores índices de mortes por intervenção policial no estado do Rio de Janeiro. Essas mortes, segundo estudos de organizações de direitos humanos, atingem majoritariamente jovens negros, moradores de áreas periféricas, e muitas vezes ocorrem em situações onde o uso da força letal poderia e deveria ter sido evitado. Para a ComCausa Defesa da Vida, que acompanha o caso por meio do projeto Acolher, é urgente rever protocolos policiais, garantir investigações transparentes e promover ações institucionais que coloquem fim à naturalização da violência contra determinadas populações. Impunidade que perpetua o ciclo Quando o Estado permite que versões falsas prevaleçam, que provas sejam ignoradas e que agentes não sejam responsabilizados, ele reafirma um modelo seletivo de justiça, onde determinadas vidas seguem sendo descartáveis. A luta por Gabriel é, portanto, a luta contra a lógica da letalidade naturalizada, da impunidade garantida, e da violência institucional mascarada de ação legítima. Foto: A Nova Democracia Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Cruz Vermelha de Nova Iguaçu celebra 41 anos com ação social na Praça Rui Barbosa - ComCausa

Cruz Vermelha de Nova Iguaçu celebra 41 anos com ação social na Praça Rui Barbosa

A Cruz Vermelha Brasileira de Nova Iguaçu comemorou, neste sábado (16), seus 41 anos de atuação com uma ação realizada na Praça Rui Barbosa, no centro da cidade. A iniciativa reuniu voluntários, autoridades religiosas, representantes de movimentos sociais e familiares de pessoas desaparecidas, reforçando a importância da solidariedade e do cuidado coletivo. Ao longo do dia, a população recebeu atendimentos gratuitos, orientações em saúde e informações sobre os projetos desenvolvidos pela instituição, que há mais de quatro décadas atua na Baixada Fluminense. O presidente da Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, Renato Muniz, destacou que a instituição segue ampliando sua atuação humanitária em diversas frentes: “Nestes 41 anos, fomos acolhidos por Nova Iguaçu e seguimos firmes no trabalho de ajuda humanitária para salvar vidas. Atuamos em parceria com movimentos como o dos familiares de pessoas desaparecidas, com a ComCausa, com dependentes químicos, pessoas com autismo, Narcóticos Anônimos, Alcoólicos Anônimos e com toda a sociedade. Nosso papel é ser auxiliar do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil em causas humanitárias. Mas precisamos de apoio: precisamos que as pessoas conheçam mais de perto a Cruz Vermelha para que possamos ampliar nossa atuação.” Entre as parcerias de destaque com a ComCausa, está o projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela Cruz Vermelha de Nova Iguaçu em articulação com a ComCausa. A iniciativa busca difundir o direito à saúde e valorizar o Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes em casos de negativa ou omissão de atendimento. A ComCausa também esteve presente no ato, representada por seu fundador, Adriano Dias, que destacou a relevância do trabalho voluntário da Cruz Vermelha e o impacto de projetos como o Acolher: Desaparecidos e o ComuniSaúde na vida da população da Baixada. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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