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Masculinidades Positivas - Pai e Filho

ComCausa realiza primeira reunião de planejamento do Núcleo de Masculinidades Positivas nesta terça (23)

A ComCausa – Defesa da Vida realizará nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, em sua sede, no Centro do Rio de Janeiro, a primeira reunião de planejamento do ciclo de implantação do Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida. A iniciativa integra o processo de fortalecimento institucional apoiado pelo UNFPA e marca o início da organização interna necessária para estruturar uma frente permanente voltada à promoção de masculinidades não violentas e à comunicação para a mudança social. A reunião reunirá a coordenação e a equipe de comunicação para pactuar governança, rotinas de trabalho, linha editorial, calendário de publicações e metas iniciais de monitoramento e avaliação, além de encaminhar o cronograma das primeiras ações previstas para a primeira semana de janeiro. No mesmo ciclo, a ComCausa dará início, em 26 de dezembro de 2025, à sua campanha eletrônica permanente, voltada à mobilização social e à mudança de narrativas sobre masculinidades positivas, prevenção das violências e saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A campanha inaugura uma fase de comunicação contínua e articulada, com conteúdos regulares em múltiplos canais e formatos. A programação inicial inclui conteúdos curtos para redes sociais, materiais para circulação em WhatsApp, textos de orientação e pílulas audiovisuais, conectando temas como paternidades cuidadoras, respeito, consentimento, corresponsabilidade, prevenção da violência de gênero e enfrentamento do racismo. O objetivo é consolidar uma presença permanente de comunicação para a mudança social, com linguagem acessível e foco em adolescentes e jovens de territórios vulneráveis específicos da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo Adriano Dias, responsável pela elaboração e supervisão do projeto, será estruturado um corpo de coordenação colegiada e, já a partir do encontro desta terça-feira, serão iniciados encaminhamentos para instrumentos práticos do Núcleo, como protocolos internos, política de comunicação segura e indicadores simples para acompanhar alcance, engajamento e devolutivas qualitativas do público. A expectativa é que, nas próximas semanas, tenham início atividades culturais de promoção do Núcleo, ações de formação, articulação com redes comunitárias e o estabelecimento de parcerias institucionais. Serviço • O que: 1ª reunião de planejamento do Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida• Quando: terça-feira, 23 de dezembro de 2025• Início da campanha eletrônica permanente: 26 de dezembro de 2025• Realização: ComCausa – Defesa da Vida Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Violência contra mulher

Ondas de feminicídio nos últimos dias escancaram emergência permanente no Brasil

Casos brutais que chocaram o país se somam a uma curva de violência que cresce há anos e atinge, principalmente, mulheres negras em territórios mais vulneráveis. Nos últimos dias, o Brasil acordou, de novo, com notícias difíceis de suportar: mulheres assassinadas ou quase mortas por parceiros e ex-parceiros em situações de extrema crueldade. Em discurso em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou episódios recentes — o homem que descarregou duas pistolas contra a companheira; o que matou a mulher grávida e incendiou a casa onde estavam os filhos; o caso da mulher atropelada e arrastada por aproximadamente um quilômetro, que sobreviveu, mas teve as duas pernas amputadas. “Essa semana…” virou expressão recorrente em telejornais, programas de variedades e redes sociais. No plenário do Senado, a senadora Professora Dorinha lamentou “vários casos de feminicídio nos últimos dias” e cobrou uma reação urgente do país. Na TV aberta, Ana Maria Braga chorou ao comentar uma tentativa de feminicídio e três assassinatos de mulheres em poucos dias: “Nos últimos dias parece que o negócio piorou… As notícias são cada vez mais frequentes e aterrorizantes”. A sensação de que há uma “onda” de feminicídios não é apenas percepção: os dados oficiais mostram que a violência letal contra mulheres é uma emergência contínua — e que o que estoura na mídia em determinados momentos apenas dá rosto e nome a um padrão que se repete há anos. Uma tragédia que se repete nos números O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em julho de 2025, mostra que 1.492 mulheres foram assassinadas por feminicídio em 2024 — o maior número desde que o crime passou a ser registrado oficialmente. Foram ainda 3.870 tentativas de feminicídio, um aumento de cerca de 19% em relação a 2023. O Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo governo federal, aponta que, em 2024, o país registrou, em média, quatro feminicídios por dia. Desde 2020, o número absoluto de casos cresce ano a ano: 1.355 vítimas em 2020, 1.359 em 2021, 1.451 em 2022, 1.449 em 2023 e 1.459 em 2024. Os dados mais recentes, referentes a 2025, reforçam a escalada. Levantamento do Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado, mostra que 718 feminicídios foram registrados apenas no primeiro semestre de 2025. Já informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgadas pela imprensa especializada em raça e gênero, indicam que, de janeiro a setembro de 2025, mais de 2,7 mil mulheres foram vítimas de feminicídio — das quais 1.075 foram mortas —, representando aumento de cerca de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando se amplia o recorte temporal, o quadro é ainda mais contundente. Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – RASEAM 2025, elaborado pelo Ministério das Mulheres, entre 2015 e 2024 foram registradas 11.650 ocorrências de feminicídio no Brasil, além de outras 29.659 mortes violentas de mulheres classificadas como homicídio doloso ou lesão corporal seguida de morte. Somadas, são 41.309 mulheres mortas em dez anos. Em outras palavras: a sucessão de casos que vem à tona “nesses últimos dias” não é um desvio da curva — é a própria curva. Cor, idade e território: quem são as vítimas Os levantamentos mostram que o feminicídio no Brasil tem cor, idade e CEP. O 19º Anuário detalha o perfil: Ou seja, o feminicídio está profundamente ligado à violência doméstica e às desigualdades de raça, gênero e território. Organizações que atuam em territórios historicamente deixados para trás — favelas, periferias urbanas, áreas rurais precarizadas — relatam que a violência letal é apenas a ponta de um iceberg de agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais. No cenário global, relatório conjunto da ONU Mulheres e do UNODC aponta que, em 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares — o equivalente a 137 vítimas por dia, uma mulher assassinada por alguém da própria família a cada dez minutos. A situação brasileira se insere, assim, em uma crise mundial de violência de gênero — com agravantes próprios de um país marcado por racismo estrutural, desigualdade extrema e períodos recentes de forte cultura armamentista. “Nos últimos dias…”: picos de visibilidade, não de violência A expressão “nos últimos dias” aparece repetidamente em discursos e notas de repúdio: Esse recorte temporal ajuda a nomear a dor do momento, mas não pode mascarar a realidade: o que muda, de um dia para o outro, não é o número de mulheres mortas — é o nível de atenção pública. Em muitos casos que ganham repercussão nacional, descobrem-se depois registros anteriores de ameaça, agressão, perseguição, pedidos de medida protetiva ou relatos de que a mulher já denunciava o agressor. Relatórios como o RASEAM e o Anuário mostram que a violência começa muito antes do feminicídio: com controle, humilhações, isolamento, violência psicológica e, muitas vezes, estupro conjugal — tornando-se letal quando a mulher tenta romper a relação ou alcançar autonomia econômica. Falhas estruturais na proteção às mulheres Análises de observatórios de gênero e entidades de direitos humanos apontam gargalos recorrentes: Entidades ligadas à educação vêm denunciando que a violência de gênero atravessa escolas e universidades. Casos como o assassinato de duas mulheres em uma instituição de ensino técnico no Rio, citado em mobilizações recentes, mostram que o machismo letal não está restrito ao espaço doméstico. Reação da sociedade civil e o compromisso com a Defesa da Vida Enquanto o poder público tenta estruturar respostas, redes de mulheres, coletivos feministas, movimentos negros e entidades de direitos humanos seguem na linha de frente — especialmente em territórios vulneráveis. Projetos locais de formação em gênero e masculinidades, rodas de conversa, campanhas comunitárias e redes emergenciais de apoio tentam oferecer o que o Estado muitas vezes não garante a tempo: escuta, acolhimento, orientação jurídica, apoio material e proteção imediata. Organizações como a ComCausa – Defesa da Vida reforçam que o feminicídio não pode ser tratado apenas como “caso de polícia”, mas como tema de política pública estrutural — envolvendo educação, saúde, assistência, cultura, comunicação e participação comunitária. Mais que estatística: o que está

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ComuniSaúde: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Instituído pela Portaria de Consolidação MS nº 1/2017, artigo 527, o Dia Nacional de Conscientização da Surdez tem como objetivo educar, prevenir e sensibilizar a população sobre os problemas relacionados à perda auditiva, que afeta em algum grau cerca de 5,8 milhões de brasileiros. A surdez é caracterizada pela dificuldade ou impossibilidade de ouvir e pode se manifestar de forma congênita (desde o nascimento) ou adquirida ao longo da vida. A audição é um processo complexo que envolve a condução do som até o ouvido interno, onde as ondas sonoras são transformadas em estímulos elétricos e interpretadas pelo cérebro. A perda auditiva pode variar de leve a profunda e causar grandes impactos na comunicação, na vida social, no desempenho escolar e profissional. Causas e tipos de surdez A surdez de condução é causada por obstruções ou problemas no ouvido externo e médio, como acúmulo de cera, infecções (otite) ou imobilização dos ossículos auditivos, sendo tratável com medicamentos ou cirurgias. Já a surdez neurossensorial, relacionada à cóclea ou ao nervo auditivo, pode ser provocada por viroses, meningite, uso de medicamentos ototóxicos, predisposição genética, exposição a ruídos intensos, envelhecimento, traumas ou doenças metabólicas. Outros fatores de risco incluem histórico familiar, baixo peso ao nascer, uso de antibióticos tóxicos ao ouvido, infecções congênitas como sífilis, toxoplasmose e rubéola. Importância da Libras O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) pela Lei nº 10.436/2002 representou um marco histórico na inclusão das pessoas surdas no país. A legislação garante o direito à comunicação, expressão e acesso à educação e aos serviços públicos por meio da Libras. A linguagem de sinais utiliza movimentos das mãos, expressões faciais e corporais, além da datilologia, que representa letras do alfabeto manualmente. Assim como o português, a Libras possui estrutura própria e variações regionais. Prevenção da surdez A prevenção começa ainda na gestação: gestantes devem realizar o pré-natal e se vacinar contra a rubéola antes da gravidez. Após o nascimento, o teste da orelhinha permite identificar precocemente problemas auditivos. Outras medidas incluem:– evitar o uso de objetos pontiagudos nos ouvidos;– procurar atendimento médico diante de infecções ou perda auditiva súbita;– usar equipamentos de proteção em ambientes ruidosos;– controlar o volume e o tempo de exposição a sons altos, especialmente com fones de ouvido;– promover a vigilância da saúde auditiva de trabalhadores expostos ao ruído. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível reduzir os impactos da surdez e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: coletivo AMaréVê

O coletivo AMaréVê nasceu no final de 2014, no Complexo da Maré, Rio de Janeiro, como um movimento de comunicação e audiovisual comprometido em contar histórias, produzir memória e fortalecer as narrativas das favelas. Criado por Jessica Pires, Karina Donaria, Mayara Donaria e Suzane Santos, o grupo surgiu durante um dos ciclos da Agência de Redes para Juventude, unindo o olhar jovem e periférico em torno de um propósito: ressignificar o olhar sobre o território e valorizar suas potências por meio da arte, cultura e informação. A AMaréVê atua na produção cultural, audiovisual e comunicação popular, com foco em temas como empreendedorismo, negritude, gênero e cotidiano das favelas. Além de desenvolver produções autorais, o coletivo também presta serviços de fotografia, audiovisual e comunicação digital para organizações sociais, artistas e empreendedores locais. Entre suas principais ações está a Exposição AMaréVê, apresentada na intervenção cultural “Nós da Maré”, promovida pelo Galpão Bela Maré e o Observatório de Favelas. A mostra trouxe retratos e histórias de moradores do Parque União, destacando a potência e o afeto que marcam o cotidiano da favela. Durante a pandemia de COVID-19, o coletivo teve papel ativo na distribuição de alimentos e itens essenciais em parceria com iniciativas como Redes da Maré, Voz das Comunidades e Frente Maré. Nesse período, também criou o programa “Batendo a Laje”, série virtual com cinco episódios que tratou de forma leve e informativa o enfrentamento ao coronavírus nas favelas, alcançando mais de 1 milhão de pessoas nas redes sociais. O projeto integrou o Plano de Enfrentamento à COVID-19 nas Favelas (54x Favelas – Fiocruz), tornando-se um exemplo de como a comunicação comunitária pode atuar como ferramenta de cuidado, conscientização e transformação social. Com uma atuação contínua na defesa da memória, da representatividade e das redes culturais, a AMaréVê reafirma o poder da favela como espaço de criação, resistência e voz própria. Comunicação e presença digital Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia-Internacional-das-Vitimas-de-Desaparecimentos-Forcados

Caminhada pelo Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas será neste domingo em Copacabana

No próximo domingo, 31 de agosto, das 9h às 15h, a orla da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, receberá a 2ª Caminhada pelo Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas promovida pelos familiares. Mais do que uma atividade simbólica, o ato se consolida como um espaço de denúncia, escuta, acolhimento e mobilização popular diante de uma das mais silenciosas e devastadoras crises de direitos humanos no Brasil: o desaparecimento de pessoas. A mobilização reunirá familiares de desaparecidos e desaparecidas, representantes de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, artistas e apoiadores. A programação inclui manifestações culturais, performances, rodas de conversa, produção de cartazes, coleta de assinaturas para propostas legislativas e espaços de acolhimento psicológico e jurídico, buscando dar visibilidade às histórias apagadas, exigir políticas públicas efetivas e fortalecer redes de apoio. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, terá participação na caminhada. A organização irá promover um espaço de escuta e acolhimento especialmente voltado para familiares, distribuição de materiais informativos e apoio no registro de casos na galeria digital Acolheer. Também serão realizados encaminhamentos para redes de proteção e defensorias públicas, fortalecendo a articulação com instituições voltadas à defesa de direitos humanos. Frases que ecoam A caminhada será permeada por palavras que traduzem a dor da ausência, mas também a força da resistência e a esperança do reencontro. Frases como “Desaparecidos e desaparecidas têm nome, têm história, têm família”, “Andamos por eles, até que voltem para casa” e “Permancecer desaparecido não é destino, é omissão”, estarão estampadas em faixas, cartazes e materiais distribuídos ao longo do percurso, reafirmando o compromisso coletivo com a memória das vítimas e a busca por justiça. Para a ComCausa, “Nossos passos ecoam por justiça e memória”, e este ato público representa mais um marco na trajetória de visibilidade, verdade e reparação. Como lembram os familiares: “Enquanto faltar um, marchamos todos” e “Lembrar é resistir, procurar é viver.” A ComCausa também será responsável pela cobertura comunicacional do evento, por meio do PortalC3 e da RedeDH, com a produção de matérias, registros fotográficos e audiovisuais, boletins informativos e conteúdos colaborativos, que irão alimentar campanhas permanentes de comunicação, mobilização social e preservação da memória. A organização ainda articula parcerias para viabilizar a produção de materiais impressos — como cartazes, panfletos e faixas — que serão utilizados durante a caminhada. Um grito silencioso: o desaparecimento no Brasil De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 80 mil pessoas desaparecem todos os anos no Brasil. Destas, cerca de 40 mil seguem sem localização. Apenas no estado do Rio de Janeiro, são notificados anualmente mais de 13 mil casos. A maioria dessas ocorrências atinge jovens negros de territórios periféricos, onde a ausência do Estado se soma à presença de facções criminosas, milícias e à violência institucional, revelando um padrão de exclusão estrutural. A Caminhada integra o calendário de ações em torno do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, lembrado em 30 de agosto, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa é parte de um esforço contínuo de familiares e movimentos, como a própria ComCausa, que atuam na construção da memória, na mobilização por políticas públicas e no acolhimento direto às famílias que enfrentam o desaparecimento de entes queridos. Convocação aberta A participação na caminhada é aberta a toda a sociedade, e todos aqueles que desejam somar forças à causa são convidados. Recomenda-se que os participantes vistam camisetas brancas e levem fotos de desaparecidos, cartazes, faixas ou instrumentos musicais, reforçando o caráter coletivo, simbólico e cultural da mobilização. Serviço Local: Praia de Copacabana (altura do Posto 5)Data: Domingo, 31 de agosto de 2025Horário: das 9h às 15h Próximas agendas da mobilização Paralelamente, a ComCausa tem ampliado o debate público. No dia 23/08, participou de entrevista especial na Rádio Maranata FM, em Nova Iguaçu, convocando a sociedade para os atos. No dia 27/08, estará no podcast Café Underground, também em Nova Iguaçu, e em 03/09, em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, participará do podcast Alemão Ilimitado, ampliando a difusão do tema. Alguns casos de desaparecidos Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Cruz Vermelha de Nova Iguaçu celebra 41 anos com ação social na Praça Rui Barbosa - ComCausa

Cruz Vermelha de Nova Iguaçu celebra 41 anos com ação social na Praça Rui Barbosa

A Cruz Vermelha Brasileira de Nova Iguaçu comemorou, neste sábado (16), seus 41 anos de atuação com uma ação realizada na Praça Rui Barbosa, no centro da cidade. A iniciativa reuniu voluntários, autoridades religiosas, representantes de movimentos sociais e familiares de pessoas desaparecidas, reforçando a importância da solidariedade e do cuidado coletivo. Ao longo do dia, a população recebeu atendimentos gratuitos, orientações em saúde e informações sobre os projetos desenvolvidos pela instituição, que há mais de quatro décadas atua na Baixada Fluminense. O presidente da Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, Renato Muniz, destacou que a instituição segue ampliando sua atuação humanitária em diversas frentes: “Nestes 41 anos, fomos acolhidos por Nova Iguaçu e seguimos firmes no trabalho de ajuda humanitária para salvar vidas. Atuamos em parceria com movimentos como o dos familiares de pessoas desaparecidas, com a ComCausa, com dependentes químicos, pessoas com autismo, Narcóticos Anônimos, Alcoólicos Anônimos e com toda a sociedade. Nosso papel é ser auxiliar do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil em causas humanitárias. Mas precisamos de apoio: precisamos que as pessoas conheçam mais de perto a Cruz Vermelha para que possamos ampliar nossa atuação.” Entre as parcerias de destaque com a ComCausa, está o projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela Cruz Vermelha de Nova Iguaçu em articulação com a ComCausa. A iniciativa busca difundir o direito à saúde e valorizar o Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes em casos de negativa ou omissão de atendimento. A ComCausa também esteve presente no ato, representada por seu fundador, Adriano Dias, que destacou a relevância do trabalho voluntário da Cruz Vermelha e o impacto de projetos como o Acolher: Desaparecidos e o ComuniSaúde na vida da população da Baixada. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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