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Mãe de Nicolly Pogere propõe mudança na lei após feminicídio brutal da filha

No Brasil, a dor de mães que perderam seus filhos para a violência muitas vezes se transforma em luta. É esse o caminho doloroso, mas corajoso, que Luciane Pogere dNo Brasil, a dor de mães que perderam seus filhos para a violência muitas vezes se transforma em luta. É esse o caminho doloroso, mas corajoso, que Priscila Magrin decidiu trilhar após o brutal assassinato de sua filha, Nicolly Fernanda Pogere, de apenas 15 anos. A jovem foi morta em julho de 2025, em Hortolândia (SP), em um crime que chocou o país pelo grau de premeditação, crueldade e perversidade. O principal suspeito é um adolescente de 17 anos, namorado da vítima, que contou com a ajuda de uma outra jovem de apenas 14 anos, com quem também mantinha um relacionamento. Diante da barbárie e da sensação de impunidade que ainda paira sobre o caso — já que os autores foram encaminhados ao sistema socioeducativo, como prevê a legislação atual — Priscila decidiu agir. Com o apoio de juristas, organizações de direitos humanos e da sociedade civil, ela lançou um abaixo-assinado nacional propondo a criação da Lei Nicolly Pogere, uma iniciativa que visa reformar o sistema legal brasileiro em dois pilares: o tratamento penal e psiquiátrico para autores de crimes hediondos com transtornos graves de personalidade, e a regulação urgente dos ambientes digitais onde o ódio, a misoginia e o incentivo à violência proliferam com impunidade. O caso Nicolly: requintes de crueldade, misoginia e sinais de psicopatia Nicolly, adolescente carinhosa, estudiosa e apaixonada por desenho, havia ido a Hortolândia visitar seu avô. Aproveitou a viagem para se encontrar com o namorado. A partir do dia 14 de julho, não houve mais notícias. Seu corpo foi encontrado dias depois, parcialmente submerso em um lago, enrolado em lençóis e uma lona. Ela havia sido morta com requintes de crueldade. No corpo, havia ainda uma inscrição com as letras “PCC”, que segundo a polícia, foi uma tentativa deliberada dos autores de confundir as investigações e disfarçar a motivação real do crime — que seria a misoginia, o desprezo à vida feminina e da perversidade do controle e da violência. Segundo o delegado do 2º Distrito Policial de Hortolândia, o caso evidencia planejamento minucioso e ausência total de empatia ou arrependimento. Além disso, o autor do crime já apresentava histórico de comportamento agressivo, manipulação, frieza emocional e envolvimento em fóruns digitais de ódio à mulher. Mesmo com tais elementos, os adolescentes foram encaminhados ao sistema socioeducativo. O caso reacendeu o debate sobre a efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diante de crimes praticados por jovens com alta periculosidade associada a transtornos psicológicos severos e influências ideológicas misóginas digitais. Justificativa: quando a lei não protege, a dor exige mudança A proposta da “Lei Nicolly Pogere” nasce da constatação de que o atual ordenamento jurídico brasileiro não está preparado para lidar com a complexidade dos crimes do século XXI, especialmente aqueles motivados por ódio de gênero, radicalização digital e patologias psiquiátricas graves. Como destaca a justificativa da proposta: “Nenhuma família deve passar por uma dor tão violenta e desamparada como a que viveu Luciane. É inaceitável que indivíduos com evidências claras de psicopatia, misoginia ativa e ausência de empatia possam retornar à sociedade após alguns anos em medidas socioeducativas ou internações sem controle real de sua periculosidade.” A legislação atual já prevê, em teoria, medidas de segurança para inimputáveis (art. 96 a 99 do Código Penal), além de reconhecer o feminicídio como crime hediondo (Lei nº 8.072/1990). Entretanto, na prática, a aplicação dessas medidas esbarra na morosidade judicial, na carência de laudos técnicos especializados, e na ausência de protocolos nacionais que acompanhem casos de adolescentes com risco real de reincidência. Além disso, há um vácuo legal evidente no que se refere à responsabilização das plataformas digitais que hospedam fóruns e conteúdos que incentivam o ódio, a desumanização de mulheres e a banalização do feminicídio. Ambiente digital como incubadora da violência O caso Nicolly também escancara o papel do ambiente digital como catalisador de condutas criminosas. Como apontado por autoridades especializadas em crimes cibernéticos, como a juíza Vanessa Cavalieri, o quarto de um adolescente com acesso irrestrito à internet e sem supervisão se tornou hoje o espaço mais perigoso para o desenvolvimento de personalidades violentas e desconectadas da realidade. Fóruns misóginos, grupos supremacistas e comunidades digitais de incitação ao ódio atuam livremente, em grande parte por estarem hospedados em servidores estrangeiros e protegidos por brechas do Marco Civil da Internet. A proposta da Lei Nicolly Pogere é enfrenta diretamente esse problema ao exigir regulação mais rigorosa, punição exemplar para indivíduos e grupos que incitem à misoginia, e responsabilização de plataformas, mesmo que sediadas fora do Brasil. O que propõe a Lei Nicolly Pogere? Mobilização social e incidência política A proposta da Lei Nicolly Pogere soma-se a outras iniciativas fundamentais, como o Projeto de Lei Melissa Campos (PL 3271/2025), e tem impulsionado uma ampla mobilização de familiares de vítimas, juristas, organizações de direitos humanos e diversos setores da sociedade civil. Todos reconhecem a necessidade urgente de respostas mais eficazes diante da escalada da violência extrema contra meninas e mulheres no Brasil. A ComCausa Defesa da Vida, movimento social com mais de 20 anos de atuação em apoio a famílias vítimas da violência, tem se posicionado de forma a buscar contribuir neste processo. A organização atua pela construção de uma incidência nacional voltada à prevenção, proteção integral e dignidade humana, com foco especial na infância, adolescência e na garantia dos direitos das populações mais vulnerabilizadas. Além de apoiar integralmente a criação da Lei Nicolly Pogere, a ComCausa tem contribuído ativamente com o debate público sobre o PL Melissa Campos, que propõe a revisão das medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes autores de crimes hediondos com altíssimo grau de periculosidade, sobretudo nos casos de feminicídios cometidos com requintes de crueldade. Para a entidade, essas duas propostas representam respostas complementares e urgentes, orientadas pela justiça, pela reparação e pela necessidade de proteção coletiva. No âmbito dessa atuação, a ComCausa

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hipertensão e diabetes

ComCausa leva ComuniSaúde às favelas da Baixada em ação no Dia Nacional do Diabetes

No dia 26 de junho é celebrado o Dia Nacional do Diabetes, uma data voltada à conscientização sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença que atinge milhões de brasileiros. Este ano, a data ganha destaque especial nas favelas da Baixada Fluminense com o lançamento do projeto ComuniSaúde, uma iniciativa da ComCausa – Defesa da Vida em parceria com secretarias municipais de saúde e instituições comunitárias locais. O ComuniSaúde surge como uma resposta direta à precariedade no acesso à saúde nas periferias, e tem como foco três pilares: ampliar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer as redes comunitárias de cuidado. A primeira fase de implementação ocorre nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, onde o envolvimento da população será essencial para mapear demandas e garantir ações inclusivas e eficazes. O lançamento, realizado em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, reforça o compromisso com o combate às doenças crônicas e à promoção de direitos sociais básicos. Em um território onde o atendimento especializado é escasso e a circulação de informação é limitada, campanhas de base como o ComuniSaúde tornam-se fundamentais para salvar vidas. Entendendo o diabetes: uma doença silenciosa e perigosa O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de produzir ou utilizar adequadamente a insulina, o hormônio que regula a glicose no sangue. Quando mal controlada, pode levar a complicações graves, como cegueira, infarto, AVC, insuficiência renal e amputações. Os principais tipos são: Sinais de alerta e prevenção Sintomas comuns do tipo 1 incluem urina frequente, sede intensa, perda de peso e fadiga. Já no tipo 2, os sinais podem ser mais sutis, como infecções recorrentes, visão embaçada, formigamento nas extremidades e demora na cicatrização de feridas. A prevenção passa por uma alimentação equilibrada, prática de atividades físicas regulares, controle do estresse e acompanhamento médico. A detecção precoce pode evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida das pessoas com diabetes. ComuniSaúde: prevenção e cuidado coletivo O projeto ComuniSaúde aposta na mobilização comunitária, escuta ativa e articulação com agentes públicos e lideranças locais para garantir que a saúde seja tratada como direito e não privilégio. As ações do projeto incluem: Informação como ferramenta de mudança A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) também participa da mobilização nacional, oferecendo vídeos e conteúdos gratuitos sobre prevenção e tratamento do diabetes na plataforma Diabetes Play, ao longo do mês de novembro. Embora o teste de risco para diabetes tipo 2 esteja disponível on-line, ele não substitui o diagnóstico médico. Caso a pessoa esteja em grupo de risco, deve procurar um profissional de saúde para avaliação e acompanhamento. Informações úteis ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é um projeto que tem como missão ampliar a conscientização sobre o direito à saúde, promovendo a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e de todos os profissionais que atuam nessa rede pública essencial. A iniciativa fortalece redes comunitárias, especialmente em territórios periféricos e favelas, ao facilitar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e realizar campanhas educativas e de esclarecimento para toda a população. Por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais, o ComuniSaúde busca tornar o conhecimento sobre saúde mais acessível, construindo pontes entre moradores e os serviços públicos de saúde. Como parte de seu compromisso com a defesa dos direitos da população, o projeto disponibiliza um canal de atendimento via telefone para orientação, mediação de conflitos relacionados à saúde pública e busca de exigibilidade junto aos órgãos competentes, sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Doação Leite Materno

Projeto ComuniSaúde da ComCasua conscientiza sobre a importância da doação de leite materno 

Com o objetivo de fortalecer a saúde pública e o cuidado comunitário, a ComCausa iniciou a implementação do projeto ComuniSaúde nas principais favelas da Baixada Fluminense. A ação visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e articular redes de apoio nas comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. Alinhado com secretarias municipais de saúde e instituições locais, o ComuniSaúde parte do princípio de que o cuidado integral da população deve considerar tanto os aspectos físicos quanto os emocionais. Nesse contexto, a campanha também integra a mobilização nacional em torno do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado anualmente em 19 de maio. Instituída no Brasil pela Lei nº 13.227/2015, a data tem como foco principal sensibilizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno e da doação de leite humano, prática essencial para salvar a vida de milhares de recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em UTIs neonatais. O leite materno é reconhecido como o alimento mais completo para os bebês. Rico em nutrientes, proteínas, anticorpos e fatores imunológicos, ele reduz em até 13% a mortalidade infantil em menores de cinco anos. Além disso, protege contra infecções respiratórias, diarreias e alergias, contribuindo para o desenvolvimento saudável da criança. Um dos pilares do ComuniSaúde é estimular que as mulheres em fase de amamentação se tornem doadoras. Toda mulher saudável, que não esteja utilizando medicamentos contraindicados para lactantes, pode doar. Para isso, basta seguir os procedimentos de higiene e armazenamento recomendados pelos Bancos de Leite Humano. A doação pode parecer simbólica, mas cada mililitro conta. Apenas 1 ml de leite pode alimentar um recém-nascido por refeição. Um frasco de 300 ml pode ajudar até 10 bebês por dia. A coleta deve ser feita com cuidado, em local limpo e tranquilo, e o leite pode ser armazenado em freezer por até 10 dias antes de ser entregue ao banco responsável, onde será pasteurizado e distribuído. Além de estimular a doação de leite, o ComuniSaúde organiza rodas de conversa sobre saúde materna, alimentação infantil e bem-estar emocional, criando espaços de escuta e orientação para mães, cuidadores e profissionais das comunidades. A participação ativa dos moradores será fundamental para mapear as reais necessidades de cada território e garantir que as ações sejam inclusivas e eficazes. A proposta é transformar o conhecimento em instrumento de cidadania, promovendo autonomia, prevenção e cuidado coletivo. Em territórios historicamente marcados pela exclusão e pela escassez de serviços públicos, a iniciativa representa uma resposta concreta e colaborativa aos desafios da saúde e da dignidade humana. Ao unir saúde mental, alimentação segura, aleitamento materno e mobilização comunitária, o projeto reafirma o compromisso da ComCausa com a defesa da vida e a construção de políticas públicas que respeitem e incluam todas as famílias da Baixada Fluminense. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Doenças de pele

No Dia Mundial do Lúpus: reforçamos nosso compromisso com a saúde nas favelas da Baixada através do projeto ComuniSaúde

Neste 10 de maio, Dia Mundial do Lúpus, nós da ComCausa reafirmamos nosso compromisso com a Defesa da Vida e com o fortalecimento das redes de saúde nas periferias da Baixada Fluminense. A data, celebrada internacionalmente sob iniciativa da Federação Mundial de Lúpus, chama a atenção para os desafios enfrentados por mais de cinco milhões de pessoas que convivem com essa doença inflamatória crônica e autoimune. E é nesse contexto que destacamos a importância do nosso projeto ComuniSaúde, que será implementado nas principais favelas da região. O ComuniSaúde nasce como resposta concreta à exclusão vivida por milhares de pessoas que têm dificuldade de acesso ao atendimento básico, ao acompanhamento médico e às informações essenciais sobre sua própria saúde. Atuaremos diretamente em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em parceria com as secretarias municipais de saúde e com instituições comunitárias locais. Nosso objetivo é promover saúde com dignidade, cuidando do corpo, da mente e dos vínculos sociais. Mais do que ações pontuais, queremos construir redes comunitárias fortes e acolhedoras. Sabemos que o envolvimento dos moradores é essencial: eles nos ajudarão a mapear as necessidades específicas de cada território, garantindo que nossas campanhas sejam inclusivas e respeitem as realidades diversas das comunidades. Essa escuta ativa é um dos pilares do ComuniSaúde. O lúpus é uma das doenças que precisa estar no centro desse debate. Ele pode afetar qualquer parte do corpo, desde a pele até órgãos vitais como rins, cérebro e pulmões. Entre os sintomas mais comuns estão lesões avermelhadas na pele, dores articulares, inflamações nos órgãos e alterações no sangue. Mas o lúpus também pode se manifestar de forma silenciosa, o que torna o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico ainda mais urgentes. Nosso papel como ComCausa é ajudar a romper o silêncio e o desconhecimento. Queremos que a população das favelas saiba identificar sinais, tenha acesso a profissionais qualificados — como reumatologistas — e entenda que o cuidado com a saúde deve ser um direito, e não um privilégio. Por isso, o ComuniSaúde também atuará com ações de educação em saúde, rodas de conversa, apoio psicossocial e articulação direta com a rede pública. Neste Dia Mundial do Lúpus, escolhemos não apenas informar, mas agir. Porque defender a vida significa estar presente onde o Estado muitas vezes não chega, com escuta, acolhimento e transformação social. Seguiremos em frente, com o compromisso de fazer da saúde um caminho de dignidade, autonomia e resistência nos territórios da Baixada. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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No Dia do Infectologista ComuniSaúde promove conscientização

O ComuniSaúde é um projeto da ComCausa que tem como principal objetivo melhorar o acesso ao atendimento básico de saúde, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. Este projeto será implementado nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. A proposta busca envolver as secretarias municipais de saúde e instituições locais para garantir uma abordagem integrada e eficiente, capaz de impactar positivamente a vida das pessoas nessas regiões. A conscientização sobre a importância do atendimento médico adequado e o acesso aos serviços de saúde será um dos pilares do ComuniSaúde. Para isso, o envolvimento direto dos moradores é essencial, permitindo o mapeamento das necessidades e a criação de soluções que atendam de forma inclusiva as diferentes realidades de cada comunidade. O projeto também inclui ações voltadas para a promoção da saúde mental, reconhecendo a relevância desse aspecto no bem-estar geral das pessoas, especialmente em áreas vulneráveis. No dia 11 de abril, que é comemorado o Dia do Infectologista, o ComuniSaúde irá reforçar sua ação com um foco especial na prevenção de doenças infecciosas e parasitárias, destacando a importância da higiene das mãos como um hábito essencial para a prevenção de infecções. Esta data foi escolhida em homenagem ao nascimento do Dr. Emílio Ribas, renomado médico que foi um dos pioneiros na área de Infectologia no Brasil. A data representa a importância de ações preventivas e do trabalho de médicos especializados em doenças infecciosas, que são fundamentais para a saúde pública. O ComuniSaúde também ressalta a importância das ações individuais e coletivas promovidas pelos infectologistas, que trazem benefícios diretos para a comunidade. Com o apoio dos profissionais de saúde, o projeto visa não apenas a educação sobre cuidados básicos de saúde, mas também o fortalecimento da rede de apoio para lidar com questões de saúde pública nas favelas. A ação do ComuniSaúde é mais uma iniciativa para promover uma maior equidade no acesso à saúde, especialmente em áreas com carência de recursos. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

Disque 100: Intolerância religiosa cresce e denúncias aumentam quase 67% em um ano

A intolerância religiosa tem se aprofundado como uma das expressões mais violentas do racismo estrutural brasileiro. De acordo com dados atualizados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, os registros de violações à liberdade religiosa aumentaram 66,8% entre 2023 e 2024. Foram 2.472 denúncias recebidas pelo Disque 100 no último ano, frente a 1.481 no ano anterior — um crescimento alarmante que exige atenção urgente do poder público e da sociedade civil. Entre as religiões mais atingidas, destacam-se novamente as de matriz africana. A umbanda lidera os registros com 151 denúncias, seguida pelo candomblé, com 117. Outras expressões do campo religioso afro-brasileiro somaram ainda 21 casos. A repetição desses números, ano após ano, revela não apenas a persistência da violência, mas também o silêncio institucional que ainda prevalece diante desses crimes de ódio. Na Baixada Fluminense, onde a ComCausa atua há quase duas décadas no enfrentamento à violência e promoção dos direitos humanos, o cenário é particularmente crítico. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), houve um aumento de mais de 50% nos registros de ataques a terreiros e agressões a adeptos das religiões afro-brasileiras entre 2022 e 2024. Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo concentram a maioria desses casos. Muitos desses episódios de violência contra terreiros, praticantes de religiões de matriz africana e outras minorias religiosas sequer são registrados como intolerância. Nas delegacias, frequentemente são reduzidos a meros ‘conflitos interpessoais de fim de semana’, ‘briga entre vizinhos’ ou ‘feijoadas’ – termos usados por alguns agentes para minimizar a gravidade dos fatos. Essa rotulação simplista ignora o ódio religioso que motiva tais agressões, como invasões a espaços sagrados, destruição de objetos rituais ou ameaças com teor discriminatório. Ao transformar crimes de ódio em desentendimentos cotidianos, o Estado não só falha em proteger as vítimas, mas naturaliza a violência, reforçando a impunidade e a perpetuação dessas práticas. A violência contra comunidades religiosas tradicionais é também simbólica: templos destruídos, objetos sagrados profanados, lideranças ameaçadas e crianças expostas ao medo. O que se ataca não é apenas uma religião, mas a própria existência de uma cultura, de uma identidade. Isso é racismo religioso. E precisa ser enfrentado como tal. É preciso lembrar que o Brasil possui legislação que criminaliza a intolerância religiosa. A Lei nº 9.459/1997 prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal reforçou o entendimento de que ataques a terreiros configuram crime de racismo — ou seja, são inafiançáveis e imprescritíveis. Mas, na prática, essas garantias legais têm sido ignoradas, especialmente nas periferias urbanas e em territórios de maior vulnerabilidade social. Em resposta a esse cenário, as comunidades de terreiro vêm se fortalecendo por meio de redes de proteção mútua, formação política, campanhas públicas e ações em articulação com entidades da sociedade civil, como a própria ComCausa, além de iniciativas junto a universidades e órgãos de fiscalização. Essas ações são mais do que simbólicas: são gestos concretos de resistência e memória. Cada árvore sagrada plantada é um compromisso com o futuro. Precisamos voltar às universidades, escolas e espaços públicos todos os anos, durante o Abril Verde, para lembrar que o sagrado também floresce da terra e da ancestralidade. Se quisermos, de fato, enfrentar a intolerância religiosa, precisamos agir em três frentes: educação, justiça e políticas públicas estruturadas. Não basta apenas denunciar. É necessário formar agentes públicos, reconhecer as religiões de matriz africana como patrimônio cultural imaterial e garantir proteção às casas tradicionais. Enquanto isso não acontece de forma plena, seguiremos resistindo. Como já dissemos em outros momentos: atacar uma religião é atacar a dignidade humana. E isso exige uma resposta firme, articulada e urgente. Para denunciar casos de intolerância religiosa, ligue para o Disque 100 ou procure a DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, localizada na Rua do Lavradio, 155, Lapa – Rio de Janeiro. Telefone: (21) 2333-3509. II Colóquio Siso Itan Ati Akoko Será com esse espírito que estaremos, no dia 10 de abril de 2025, o II Colóquio Siso Itan Ati Akoko – Contando a História do Tempo, no Jardim Botânico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica. O evento será organizado pelo Grupo EtnoPET, em parceria com casas de axé, coletivos acadêmicos e com o apoio da ComCausa, e reunirá espiritualidade, ciência e resistência em um momento de profunda conexão com a ancestralidade e os direitos humanos. Entre os destaques da programação, estará a mesa de debate sobre o combate ao racismo religioso e o emocionante cortejo pelo campus, que culminará no plantio de uma muda de Akoko — árvore sagrada nas tradições de matriz africana — ao lado do Iroko plantado há três anos. A cerimônia contará com a participação de importantes lideranças religiosas, como o Frei Tatá, da Pastoral Afro, além de representantes do poder público. 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