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Baixada Fluminense ComCausa

ComCausa participa de pesquisa de mestrado sobre movimentos sociais da Baixada Fluminense

Na tarde desta terça-feira, a sede da ComCausa, localizada no centro do Rio de Janeiro, recebeu a arquiteta e pesquisadora Isis Marciana, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para a realização de uma entrevista que compõe sua pesquisa de mestrado sobre os movimentos sociais da Baixada Fluminense. O encontro faz parte da etapa de coleta de dados da pesquisa intitulada Movimentos Baixada, que tem como objetivo compreender como os movimentos sociais atuam na ocupação dos espaços públicos e na produção de espaços de diálogo sobre os problemas urbanos das cidades da região. A pesquisadora tem como hipótese central, ainda em construção, que esses movimentos discutem há mais tempo – e de forma horizontalizada – o planejamento e o projeto urbano, muitas vezes diante da omissão ou do desinteresse dos agentes públicos que deveriam propor essas ações. Durante a entrevista, foram abordadas questões relacionadas à trajetória da ComCausa, suas frentes de atuação no território, especialmente em temas como direitos humanos, juventude, cultura e cidadania, e de que forma a organização contribui para a criação de redes e espaços de escuta e construção coletiva. A ComCausa, com mais de duas décadas de atuação, foi escolhida como um dos estudos de caso da pesquisa por sua relevância histórica e contemporânea no cenário social da Baixada Fluminense. A pesquisadora Isis Marciana destacou que seu projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da UFRJ, com parecer favorável emitido pela Plataforma Brasil, assegurando que as entrevistas sejam conduzidas com o devido rigor ético e metodológico. Segundo ela, a escolha por ouvir diretamente os coletivos e organizações tem como objetivo central valorizar a escuta dos sujeitos que protagonizam as transformações nos territórios. Adriano Dias, fundador da ComCausa, comentou sobre a importância da participação nesse tipo de estudo: “A universidade precisa se abrir para os saberes dos territórios, e pesquisas como essa mostram que há um novo movimento dentro da academia, que reconhece a legitimidade da luta social e das experiências populares. Para nós, da ComCausa, é uma honra contribuir com essa construção de conhecimento que pode impactar diretamente na forma como as cidades da Baixada são pensadas e transformadas”. A pesquisa Movimentos Baixada segue em andamento, com previsão de novas entrevistas e análise dos dados coletados ao longo dos próximos meses. Ao final, o trabalho deverá contribuir significativamente para o entendimento das dinâmicas sociais, urbanas e políticas da Baixada Fluminense, além de oferecer subsídios teóricos e práticos para o fortalecimento das ações territoriais e a valorização dos movimentos sociais como agentes de planejamento urbano. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Caso Evaldo Santos

Memória: Exercito mata o músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador de recicláveis Luciano Macedo

Na tarde de 7 de abril de 2019, o músico Evaldo Rosa dos Santos e sua família foram vítimas de um tiroteio efetuado por militares do Exército Brasileiro, enquanto trafegavam em um carro próximo à favela do Muquiço, no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro. O veículo foi atingido por 62 tiros disparados pelos militares, que alegaram ter confundido o carro com o de criminosos. O músico Evaldo morreu instantaneamente, enquanto o sogro dele, Sérgio, foi baleado, mas sobreviveu. A esposa de Evaldo, o filho de 7 anos e uma amiga estavam no carro, mas não se feriram. Posteriormente, o catador de recicláveis Luciano Macedo, que tentou ajudar Evaldo, também foi fuzilado e morreu 11 dias depois, no dia 18 de abril de 2019. O caso gerou uma série de questionamentos sobre o uso excessivo de força por parte das autoridades militares, com nove militares sendo acusados de homicídio, tentativa de homicídio e omissão de socorro. O Comando Militar do Leste (CML) inicialmente justificou a ação como resposta a uma “injusta agressão” de criminosos, mas, após investigação, foi revelado que havia “inconsistências” nos relatos dos militares. O julgamento dos envolvidos aconteceu em outubro de 2021, resultando na condenação de oito militares a penas que variam de 28 a 31 anos de prisão, enquanto quatro outros foram absolvidos. No entanto, a situação continua sendo alvo de polêmicas, pois três ações civis estão em andamento, solicitando indenizações para as famílias das vítimas. Além das condenações no âmbito da Justiça Militar, o caso gerou a busca por compensações financeiras. Em fevereiro de 2020, a Justiça determinou que o filho de Evaldo recebesse pensão, baseada no emprego formal de florista de Evaldo. No entanto, a maior parte de sua renda vinha de atividades informais como músico e segurança, o que dificultou o reconhecimento desses empregos pela Justiça. A família de Luciano Macedo também entrou com um pedido de indenização, mas enfrenta dificuldades semelhantes, já que ele também trabalhava de forma informal. Até o momento, os processos de indenização estão suspensos, e não há previsão de uma decisão final. Em dezembro de 2024, o Superior Tribunal Militar (STM) revisou as penas dos oito militares envolvidos, reduzindo as sentenças para penas que variam de 3 a 3,5 anos, a serem cumpridas em regime aberto. Essa decisão gerou grande insatisfação na família de Evaldo, que, por meio de sua viúva, Luciana Nogueira, expressou indignação pela redução das penas e a sensação de impunidade. O caso continua a ser um símbolo da discussão sobre a violência policial, a necessidade de reformas no sistema de justiça militar e o racismo estrutural que afeta a sociedade brasileira. O caso Evaldo e Luciano permanece um marco na luta por justiça e pelos direitos das vítimas de violência policial no Brasil, sendo um reflexo das questões mais amplas de violência, impunidade e os desafios enfrentados por aqueles que buscam justiça para seus entes queridos em um sistema de justiça frequentemente visto como falho. Para mais detalhes, confira a reportagem da CNN Brasil sobre o julgamento: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Nem Azevedo segurando Jornal da ComCausa com foto da Caminhada em memória das Vitimas da Chacina da Baixada de 2014 - Arquivo ComCausa

Memória: Chacina da Baixada

No dia 30 de março de 2005, noite de quarta-feira, policiais militares mataram duas pessoas e atiraram a cabeça de uma delas para dentro do 15º Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias. As cenas foram registradas pelo sistema de segurança de uma escola ao lado da unidade. A ação seria uma resposta ao comando da polícia pela “operação Navalha na Carne”, que colocou sob detenção mais de uma centena de policiais e levou vários outros a prisão por desvio de conduta. Na noite de 31 de março, policiais iniciaram uma sequência de mortes na cidade de Nova Iguaçu e terminaram em Queimados, foram 30 pessoas baleadas e 29 mortos. É até hoje a maior chacina do estado do Rio de Janeiro, chocou o Brasil e ganhou o noticiário internacional. Noite de terror na Baixada Na tarde de 31 de março de 2005, segundo investigações, por volta das 04 horas os policiais militares Marcos Siqueira Costa, José Augusto Moreira Felipe, Carlos Jorge Carvalho, Júlio César Amaral de Paula – e junto com eles posteriormente Fabiano Gonçalves Lopes -, se encontraram no bar Aza Branca, na Rua Dom Walmor no centro de Nova Iguaçu. Na frente do bar um gol prata estava parado com as portas abertas. O grupo passou a tarde bebendo e conversando sobre como fazer uma retaliação as ações da Justiça que estava prendendo PMs que participariam de grupos que operaram ações criminosas na Baixada Fluminense. O roubo de carga, venda de segurança ilegal, assassinatos por encomenda, sequestros de bandidos para extorsão, assaltos acobertados por outros policiais, agiotagem, participação em esquemas de caça níquel, associação com jogo do bicho, a pratica do “arrego” (captação de propina) com o tráfico e comerciantes em situação irregular, entre outras ações ilícitas em que os envolvidos utilizavam sua condição de agentes de segurança do Estado para obter altos ganhos financeiros. Pouco antes das 20 horas Fabiano Gonçalves Lopes se separou do grupo e, minutos depois, os policiais entraram no carro que saiu do centro de Nova Iguaçu, foi até o bairro Esplanada e acessou a Via Dutra no sentido São Paulo. Poucos metros após o gol prata com quatro pessoas, três delas encapuçadas, entrarem na Via Dutra avistaram dois jovens andando de bicicleta no acostamento. Era o estudante Rafael da Silva Couto (17 anos), e o ajudante de pedreiro William Pereira dos Santos (20 anos), que voltavam do centro de Nova Iguaçu para casa. Aproximadamente as 20h30, os PMs pararam o carro ao lado e atiraram contra os que morreram em frente a Estrada D, um dos principais acessos para o bairro da Posse, na altura do Km 178 da Dutra. Após balear os dois jovens, o carro dos policiais teria seguido pela Dutra e no próximo acesso, na Estrada C do bairro da Posse, mataram o cozinheiro José Carlos de Oliveira (39) que passava pelo local no momento por volta de 20h40. O grupo retornou à via Dutra, cruzaram o viaduto da Posse e, pouco antes das 20h50, assassinaram a travesti Luiz Carlos da Silva (23 anos) na Rua São Paulo 30. Seguiram em frente e mataram o estudante Alessandro Vieira, de 15 anos, na Rua Oliveira Rodrigues Alves. Os dois estavam em um ponto de prostituição de travestis, que já tinha sido local de outros atentados como este. Os assassinos seguiram pela Rua Rodrigues Alves, entraram na Rua Minas Gerais e acessaram Rua Gama e seguiram sentido o centro do Barrio Cerâmica. Pouco antes da Escola de Samba Flor do Iguaçu, onde existe uma concentração de estabelecimentos comerciais, pararam em frente ao bar Caíque e, por volta das 21 horas, balearam dez pessoas, matando nove. No local foi alvejada a comerciante Elizabeth Soares Oliveira (43 anos); o deficiente auditivo Felipe Carlos Soares de Oliveira (13); os estudantes Bruno da Silva Souza (15), Leonardo Felipe da Silva (15) e Douglas Brasil de Paula (14), que trabalhava em uma padaria da localidade para ajudar a família; o sorveteiro Jonas de Lima Silva (19); o funcionário público Robson Albino (25); o camelô Manoel Domingos Lima Pereira (53); o vendedor Jaílton Vieira (27 anos), que era vizinho ao bar e tinha ido pagar uma dívida de R$ 2,00; e Kênia Modesto Dias (27) esposa de Caíque, que junto com Douglas chegaram a ser socorridos, mas morreram no hospital. Poucos metros após o bar Caíque, Cledivaldo Humberto da Silva, de 47 anos, estava tomando uma cerveja com a esposa e, ao escutar os tiros, foi até a porta do comercio que estava. Ao avistar Cledivaldo na porta, um dos ocupantes do gol deu ordem do carro parar, sai do veículo e atira sobre o teto. A bala atinge o osso da perna de Cledivaldo que cai no chão. Ele foi o único do episódio da chacina da Baixada a levar somente um tiro, também o único a sobreviver. Após balearem uma dezena de pessoas no bar, os PMs seguiram pela Rua Geni Saraiva em direção a saída para a Via Dutra. Perto das 21h15, os assassinos passaram pelo centro comercial do bairro Cerâmica e em um local conhecido como ‘curva da morte’, na altura do número 1851, mataram mais duas pessoas: o militar Leonardo da Silva Moreira (de 18 anos), que havia ido encontrar-se com a namorada no portão de casa, e o padeiro César de Souza Penha, de 30 anos. Seguiram até o final da Rua Geni Saraiva, voltaram para a Via Dutra e seguiram até o município de Queimados. Eram quase 21h30, e os policiais baleara quatro homens em frente à Mania Lava Jato – na Rua Ministro Odilon Braga, no Centro – foram mortos o dono do estabelecimento Luís Jorge Barbosa Rodrigues, comerciante de 27 anos; Wagner Oliveira da Silva (25); Márcio Joaquim Martins (26) e o estudante e ladrilheiro Fábio Vasconcelos (29). A cerca de um quilômetro dali do lava jato, no Campo da Banha, cinco homens conversavam sobre futebol sentados na calçada de um bar na Rua Carlos Sampaio, quando foram assassinados, quase todos com tiros na cabeça: os estudantes Marcelo Júlio Gomes do Nascimento (16), Marcus Vinícius Cipriano Andrade (15); o cozinheiro Francisco José da Silva Neto (34); o padeiro Marco Aurélio Alves (37), e João da Costa Magalhães (25),

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Semana de Luta de Familiares Vítimas: ComCausa promoverá campanha pelos 20 anos da Chacina

ComCausa promoverá uma campanha de conscientização e mobilização pelos 20 anos da Chacina da Baixada durante a Semana de Luta de Mães e Familiares Vítimas da Violência de Nova Iguaçu. A iniciativa busca manter viva a memória das vítimas e reforçar a luta por justiça e direitos humanos. A organização social ComCausa utilizará suas redes sociais e o portal RedeDH.org.br para divulgar materiais informativos e vídeos sobre o episódio. O objetivo é sensibilizar a sociedade e garantir que a tragédia não seja esquecida, fortalecendo a reflexão sobre a violência e suas consequências. A campanha foi inspirada na Lei Municipal nº 4.869/19, que incluiu a “Semana de Luta de Mães e Familiares Vítimas da Violência” no calendário oficial da cidade de Nova Iguaçu. A legislação reconhece a importância de dar visibilidade às dores e reivindicações de familiares que perderam entes queridos para a violência. No final da jornada, a ComCausa relançará o memorial eletrônico comcausa.org.br/chacinadabaixada, que será apresentado na solenidade dos 20 anos da chacina na Câmara Municipal de Queimados. Maior Chacina do Rio de Janeiro A Chacina da Baixada, ocorrida em 31 de março de 2005, foi um dos episódios mais violentos e trágicos da história do Rio de Janeiro. Na ocasião, 30 pessoas foram baleadas e 29 foram mortas em Nova Iguaçu e Queimados, em uma ação que chocou o país e expôs as falhas do sistema de segurança pública. O atentado deixou marcas profundas na região e nas famílias das vítimas, que seguem em busca de justiça e reparação. Atividades e engajamento A ComCausa está participando, junto com familiares e outras instituições, de uma série de eventos para marcar os 20 anos da Chacina da Baixada. A programação terá início no dia 30 de março, às 18h, com uma missa na Paróquia Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. A cerimônia visa homenagear as vítimas e refletir sobre a necessidade de justiça e transformação nas políticas de segurança pública. No dia seguinte, 31 de março, as atividades se concentrarão em Queimados. A partir das 16h, na Praça Nossa Senhora da Conceição, será realizado um ato público com a instalação de um memorial temporário, exposição de cartazes, acendimento de 30 velas em homenagem às vítimas e a leitura solene de seus nomes. Familiares e participantes também terão espaço para depoimentos sobre a luta por justiça e memória. A partir das 18h, a programação segue no Auditório da Câmara Municipal de Queimados, com o apoio do vereador Professor Catellano. O evento contará com a mesa de debate “Segurança Pública na Baixada Fluminense: Avanços e Desafios”, que discutirá dados sobre violência na região, políticas públicas e propostas para a redução da criminalidade. “A Chacina da Baixada não foi apenas um episódio de violência extrema, mas um marco que revelou as fragilidades do sistema de segurança pública do Rio de Janeiro”, afirma Adriano Dias, da ComCausa. “Para os familiares das vítimas, a dor da perda permanece viva, assim como a busca por respostas e justiça. A campanha promovida pela ComCausa e as atividades realizadas durante a Semana de Luta são formas de manter viva a memória das vítimas e pressionar por mudanças que possam evitar tragédias semelhantes no futuro.” Pedido de pronunciamentos A ComCausa está mobilizando esforços em memória dos 20 anos da Chacina da Baixada e para ampliar o debate sobre segurança pública e direitos humanos no âmbito legislativo. A entidade solicitou pronunciamentos nas Câmaras Municipais de Queimados e Nova Iguaçu, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Atividades em Nova Iguaçu Participarão do evento representantes dos familiares das vítimas, autoridades locais, instituições públicas e especialistas em direitos humanos. Além dessas atividades, haverá outras iniciativas em Nova Iguaçu, promovidas por familiares em conjunto com os núcleos de apoio às vítimas e direitos humanos da Prefeitura de Nova Iguaçu, que ainda não divulgaram suas agendas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Lucas-Terra-Bahia

Caso Lucas Terra

O caso Lucas Terra ganhou repercussão nacional e internacional após a morte brutal do jovem de 14 anos, em Salvador, em 21 de março de 2001. O jovem foi vítima de agressões sexuais e queimado vivo por um grupo de homens, entre eles um pastor, um bispo, um obreiro, com o apoio de um segurança da sede da Igreja Universal em Salvador. Até o momento, apenas o pastor Silvio Roberto Galiza foi condenado pela justiça, mas o caso ainda está em aberto. O júri popular dos outros acusados, Fernando Aparecido da Silva e Joel Macedo, foi adiado em março de 2020, devido à pandemia de COVID-19, e em 2021 foi aberta uma petição pública pedindo que o Poder Judiciário do Estado da Bahia marcasse a data do Tribunal do Júri. Siga: Apoio Caso Lucas Terra Relembre o acontecido No final de 2000, a família Terra planejava se mudar para Parma, na Itália, onde trabalhariam em um restaurante. Marion, a mãe de Lucas, foi a primeira a partir, viajando de avião do Rio de Janeiro para a Europa nos últimos dias de dezembro. Enquanto isso, Carlos Terra, o marido, e seus filhos, incluindo Lucas, passaram o verão em Salvador, onde um dos irmãos de Lucas residia. Foi em janeiro de 2001 que Lucas Terra, um jovem religioso, começou a frequentar a Igreja Universal do bairro de Santa Cruz, em Salvador. Ele se identificou tanto com o evangelho que dedicava seu tempo integralmente para a obra de Deus, conforme relatado por Marion. Lucas e um grupo de jovens visitavam favelas, distribuíam roupas e tentavam evangelizar crianças. Em conversas por telefone, Lucas confessava a sua mãe que estava desiludido com a Europa e tinha o desejo de permanecer no Brasil. Ele aspirava ser obreiro da Universal, um papel de destaque que ficava um nível acima da posição de assistente de obreiro que ele ocupava. Na prática, um obreiro auxilia o pastor na organização das atividades do templo. Lucas também estava apaixonado por sua namorada, que frequentava a mesma igreja. Seu mentor era o pastor Silvio Roberto Galiza, que liderava a unidade. Testemunhas relataram que o pastor Galiza tinha um comportamento dominador em relação ao jovem. Na noite de 21 de março de 2001, o adolescente estava prestes a realizar seu sonho. Galiza convidou somente Lucas, que fazia parte de um grupo, para ir de ônibus até a sede da Universal na Pituba, a quatro quilômetros de distância da igreja em Santa Cruz, a fim de receber a gravata de obreiro. Em seu depoimento dado em 2008, o assassino Galiza alegou que Lucas Terra teria flagrado os pastores Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda Macedo em um ato sexual no templo da Igreja Universal. Que isso teria sido a razão por trás do assassinato do jovem, de acordo com o testemunho do criminoso. Lucas Terra foi levado à força pelos três religiosos para outro templo da Igreja Universal, localizado em Rio Vermelho, onde sofreu tortura e abuso sexual. Depois, ele foi colocado dentro de um caixote e queimado vivo em um terreno baldio na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. O corpo do adolescente de 14 anos só foi encontrado em 23 de março, enquanto seu pai, Carlos, procurava por ele sem comunicar a esposa. Marion só ficou sabendo do assassinato de seu filho mais novo duas semanas depois, e retornou ao Brasil no início de abril. Quando chegou ao país, Marion, mãe de Lucas Terra, aguardou 43 dias até poder enterrar o corpo do filho, já que o Instituto Médico Legal (IML) precisou realizar o exame de DNA. Além disso, a família Terra teve que lidar com a demora no andamento do inquérito, que só foi concluído em outubro de 2001. O pastor Silvio Galiza passou a ser acusado pela morte de Lucas, mas sua prisão não foi decretada, o que só aconteceu após o pai do menino, Carlos Terra, acampar na porta do Ministério Público de Salvador. O processo judicial andava vagarosamente, mas mesmo diante da dor da brutalidade da perda do filho, Carlos Terra e sua esposa Marion não se calaram diante da tragédia que ocorreu com seu filho Lucas Terra. Eles foram às ruas protestar e participaram de palestras para compartilhar o caso. Além disso, enviaram uma carta à Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a demora no processo e questionando como Galiza, que morava na periferia, tinha recursos para pagar um time de advogados. A pressão da família resultou no primeiro julgamento do pastor em junho de 2004. Ameaças da Igreja Nessa época, as ameaças começaram a surgir. Segundo Marion Terra, ela recebia ligações de indivíduos que a intimavam a parar de denunciar a igreja, dizendo que deveria se preocupar com a segurança de seus filhos e que eles estavam manchando a imagem da Universal. Ela afirma que tentaram intimidá-los de todas as formas possíveis. Durante esse período, a família de Marion Terra se mudava frequentemente para se proteger de possíveis tentativas de intimidação. De acordo com ela, a Igreja Universal do Reino de Deus tem trabalhado para impedir a condenação dos três pastores. Condenação de Silvio Galiza No dia 9 de junho de 2004, Silvio Galiza foi condenado a 23 anos e 5 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, abuso sexual, morte e queima do corpo da vítima Lucas Terra. No entanto, após recurso, a pena foi reduzida para 18 anos e depois para 15 anos. Cinco testemunhas foram fundamentais para a condenação. Embora a acusação tenha apontado Galiza como o único autor do crime, a promotora Cleusa Boyda expressou a sensação de que havia mais pessoas envolvidas, enquanto o promotor Davi Gallo afirmou que seria impossível para Galiza ter cometido o crime sozinho. Silvio Galiza acusa outros pastores da Universal Em 2006, durante uma entrevista no programa Linha Direta, Galiza apresentou uma nova versão do crime, como já havia feito em outras ocasiões. Ele estava acompanhado de sete advogados e sempre alegava sua inocência, mas desta vez acusou outros três membros da igreja: o

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Tuberculose

ComCausa através do ComuniSaúde reforça a importância do farmacêutico na promoção da saúde

Na ComCausa, através do ComuniSaúde, reconhecemos a importância do farmacêutico como peça fundamental na promoção da saúde e na garantia do uso seguro e eficaz dos medicamentos. Seu papel vai muito além da dispensação de remédios, abrangendo educação em saúde, pesquisa, controle de qualidade e regulamentação sanitária. Sabemos que muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para acessar informações confiáveis sobre medicamentos e tratamentos, e é por isso que, pelo ComuniSaúde, buscamos fortalecer a conscientização sobre o papel dos farmacêuticos e incentivar o uso racional de medicamentos, especialmente nas comunidades onde o acesso à saúde é mais precário. O farmacêutico e seu impacto na saúde pública Os farmacêuticos passam por uma formação acadêmica completa, estudando disciplinas como farmacologia, química farmacêutica, microbiologia e tecnologia de medicamentos. Esse conhecimento os torna fundamentais na prevenção e no controle de doenças, pois garantem que os medicamentos sejam utilizados com segurança e eficácia. Atuam em diversos espaços e funções, incluindo: ✔ Farmácias e drogarias, auxiliando os pacientes na escolha e no uso correto de medicamentos.✔ Gestão de estoque, evitando a falta de medicamentos essenciais e prevenindo desperdícios.✔ Farmacovigilância, monitorando possíveis efeitos adversos e garantindo a segurança dos pacientes.✔ Pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para a inovação em tratamentos e novas terapias.✔ Educação em saúde, orientando sobre prevenção de doenças e adesão a tratamentos médicos. Nosso compromisso com a conscientização e a educação sobre medicamentos Na ComCausa, por meio do ComuniSaúde, trabalhamos para garantir que informações corretas sobre saúde e medicamentos cheguem até a população. Defendemos o acesso a tratamentos seguros e a valorização dos farmacêuticos como profissionais essenciais na atenção primária à saúde. Sabemos que a automedicação e o uso inadequado de remédios são problemas graves, que podem levar a intoxicações, resistência a antibióticos e agravamento de doenças. Por isso, através do ComuniSaúde, realizamos ações educativas para informar a população sobre: 🟢 Uso racional de medicamentos, evitando a automedicação e respeitando as prescrições médicas.🟢 Acompanhamento correto dos tratamentos, para garantir maior eficácia no combate às doenças.🟢 Identificação de medicamentos de qualidade, prevenindo o uso de falsificações ou produtos sem eficácia comprovada. A evolução da profissão farmacêutica e a importância para as comunidades Sabemos que a profissão de farmacêutico está em constante transformação. Hoje, esses profissionais não se limitam às farmácias e drogarias, mas também atuam na farmácia clínica, na telemedicina e no acompanhamento terapêutico, ajudando pacientes a garantir mais qualidade de vida. Na ComCausa, por meio do ComuniSaúde, reforçamos a necessidade de valorizar esses profissionais e integrar sua atuação ao fortalecimento da atenção básica à saúde. Defendemos um sistema de saúde mais acessível e humanizado, onde o conhecimento dos farmacêuticos seja utilizado para educar, prevenir e melhorar o atendimento nas comunidades, principalmente nas áreas de maior vulnerabilidade. Seguimos comprometidos em ampliar esse debate e construir caminhos para que todas as pessoas tenham acesso à informação, medicamentos seguros e uma assistência farmacêutica de qualidade.

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