Celebrado em 27 de agosto, o Dia do Psicólogo no Brasil é mais do que uma simples homenagem. A data relembra a regulamentação oficial da profissão pela Lei nº 4.119, em 1962, e reforça o compromisso da Psicologia com o bem-estar individual e coletivo. Reconhecida como ciência e prática transformadora, a Psicologia se faz cada vez mais presente nos territórios vulnerabilizados, onde o cuidado com a saúde mental muitas vezes é negligenciado.

Na Baixada Fluminense, essa atuação ganha força com iniciativas como o ComuniSaúde, projeto da ComCausa – Defesa da Vida, que promove ações de conscientização sobre o acesso à saúde básica, acolhimento psicológico e fortalecimento das redes comunitárias nas favelas e periferias da região. Em uma área marcada por desigualdades históricas, a proposta busca ampliar o diálogo entre profissionais da saúde mental e moradores, rompendo barreiras de acesso, preconceitos e silenciamentos.

A presença de psicólogos e psicólogas em contextos de alta vulnerabilidade é estratégica não apenas para oferecer atendimento clínico, mas para desenvolver estratégias coletivas de cuidado, promover escuta ativa e trabalhar junto à comunidade no enfrentamento de traumas relacionados à violência, pobreza, abandono institucional e exclusão social.

O projeto ComuniSaúde atua em articulação com escolas, postos de saúde, lideranças comunitárias e movimentos sociais, realizando rodas de conversa, oficinas, encaminhamentos, plantões de escuta e ações de formação popular em saúde mental. A proposta é construir uma rede que vá além do atendimento pontual e incentive o protagonismo comunitário no cuidado com a vida.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Psicologia brasileira vive hoje o desafio de se reinventar frente às transformações sociais, políticas e tecnológicas. O crescimento das demandas por saúde mental, intensificado pela pandemia e pelas crises econômicas, expôs as limitações dos serviços públicos e a necessidade de ações territorializadas, sensíveis às realidades locais.

O Dia do Psicólogo é, portanto, um chamado à valorização não apenas da profissão, mas da Psicologia como ferramenta de transformação social. Profissionais que atuam com ética, escuta e compromisso social são peças-chave na construção de políticas públicas que garantam dignidade, cuidado e cidadania.

No Brasil, a data ganhou ainda mais força com a sanção da Lei nº 13.407/2016, que a inseriu no calendário oficial. Em outros países, o reconhecimento também existe, embora em datas diferentes: 14 de julho nos Estados Unidos, 20 de maio no México e 13 de outubro na Argentina. Em todos os casos, a celebração reforça uma mesma ideia — a Psicologia é essencial na promoção da saúde integral, na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento das desigualdades.

A atuação de projetos como o ComuniSaúde mostra, na prática, o impacto positivo da Psicologia quando ela é colocada a serviço das populações mais invisibilizadas. Em vez de esperar que a população vá até os consultórios, a proposta é levar o cuidado até onde ele é mais urgente: nos becos, vielas, escolas públicas, abrigos e centros comunitários.

Neste 27 de agosto, a valorização da Psicologia passa também pelo reconhecimento de quem luta diariamente para que o cuidado em saúde mental chegue a todos, sem exceção.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.

ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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