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Violência - Criança - Mulher

ComCausa entrega panorama das violações de direitos humanos

A organização ComCausa Defesa da Vida sistematizou nesta semana um panorama sobre as principais violações de direitos humanos na Baixada Fluminense, e apresentará o documento oficialmente nesta sexta-feira (7), durante o encontro da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados no município de Japeri. A entrega será feita diretamente ao deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da comissão. Elaborado com base nas experiências empíricas da ComCausa nos 13 municípios da Baixada, o documento intitulado “Panorama das Violações de Direitos Humanos na Baixada Fluminense (2024-2025)” é resultado de anos de escuta territorial, acolhimento de denúncias, articulação com coletivos locais, relação com veículos de imprensa e monitoramento das dinâmicas institucionais da região. O conteúdo já foi disponibilizado ao público no site oficial da organização e será utilizado como subsídio para ações legislativas, estudos acadêmicos e mobilizações sociais. Um ponto de partida para novos diagnósticos O relatório elaborado pela ComCausa tem como finalidade estimular o debate, fortalecer articulações e apoiar práticas transformadoras, reconhecendo os saberes construídos nas periferias da Baixada Fluminense. A proposta é transformar vivências concretas em referência para políticas públicas e ações efetivas. “Ao transformar a experiência acumulada em subsídio reflexivo e político, a ComCausa reafirma sua aposta na força das comunidades para construir outro futuro possível — um futuro no qual a dignidade não seja exceção, mas princípio”, destaca o documento. A organização deixa claro que não se trata de um estudo técnico conclusivo, mas de uma leitura inicial baseada em experiências reais e monitoramento territorial, voltada a subsidiar pesquisas, políticas e iniciativas públicas comprometidas com os direitos humanos. “É um mapa narrativo e interpretativo construído a partir das vivências da ComCausa, que pode orientar estudos, ações parlamentares e políticas comprometidas com a transformação social”, afirma Adriano Dias, da ComCausa Defesa da Vida. Os 11 eixos temáticos do relatório O relatório identifica 11 eixos prioritários de violações que afetam a Baixada Fluminense: A sistematização foi coordenada por Adriano Dias, com apoio de Débora Barroso e João Oscar, e representa mais uma iniciativa da ComCausa para fortalecer a incidência política dos territórios vulnerabilizados e exigir respostas concretas do poder público. Imagem de capa ilustrativa Leia também Panorama das principais violações de direitos humanos na Baixada Fluminense (2024-2025) | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Carta-compromisso pela liberdade religiosa em São João de Meriti

Nós, representantes de comunidades religiosas, lideranças sociais, representantes do poder público, entidades da sociedade civil, coletivos culturais e cidadãos e cidadãs de São João de Meriti, na Baixada Fluminense —, firmamos este compromisso coletivo, em defesa da Liberdade Religiosa como Direito Humano fundamental, garantido pela Constituição Federal de 1988 e reafirmado por pactos e tratados internacionais ratificados pelo Estado brasileiro. Sabemos que ao longo da história, a intolerância religiosa causou perseguições e conflitos graves, como a Inquisição e o Holocausto e que atualmente, ela pode se manifestar de diversas formas, desde ofensas verbais até ataques físicos e destruição de templos. No Brasil, por exemplo, houve um aumento de mais de 80% nos casos de intolerância religiosa entre 2023 e 2024, com religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, sendo as mais afetadas. O Estado do Rio de Janeiro, em destaque como o segundo em número de casos (486 violações registradas). Em 2025, até o momento, foram identificadas por registro oficial, 1.423 violações motivadas por intolerância religiosa (Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania). A Baixada Fluminense e, em especial, São João de Meriti, é um território marcado pela diversidade de expressões religiosas, culturais e espirituais, onde convivem diferentes tradições de fé: das matrizes africanas às cristãs, dos cultos evangélicos às religiões de origem indígena, das práticas orientais ao humanismo laico e às manifestações espirituais livres. Essa pluralidade deve ser celebrada, respeitada e protegida. Contudo, denunciamos e repudiamos os constantes episódios de intolerância religiosa, violências simbólicas e materiais, perseguições, criminalizações e desrespeitos sofridos especialmente por comunidades de matriz africana, cujos terreiros têm sido alvo de ameaças, invasões e destruições. Tais atos não ferem apenas os atingidos diretamente, mas atacam o próprio princípio da convivência democrática e da dignidade humana. São João de Meriti, com sua rica história de resistência, fé e solidariedade, pode e deve ser exemplo de convivência respeitosa entre as diversidades religiosas. Esta Carta-Compromisso é um chamado coletivo à ação, à escuta e ao respeito — em defesa de uma sociedade justa, democrática e plural. Sendo assim: Considerando: Solicitamos: Que o Sr. Prefeito, bem como sua Vice, na cidade de São João de Meriti, após esse movimento hoje realizado, comprometam-se publicamente a avaliarem e, se possível, assumirem durante sua gestão os seguintes compromissos: I. Promover e defender a liberdade de crença, culto e manifestação religiosa em todos os espaços da vida pública e comunitária de São João de Meriti;II. Combater todas as formas de intolerância religiosa, promovendo ações educativas, culturais e institucionais que fomentem o respeito mútuo e a valorização das diferenças;III. Apoiar a criação e o fortalecimento de políticas públicas específicas voltadas à garantia da liberdade religiosa, inclusive com canais de denúncia e proteção às vítimas de intolerância;IV. Fortalecer redes de solidariedade inter-religiosa, incentivando o diálogo entre diferentes tradições de fé e a articulação com movimentos sociais e instituições públicas;V. Preservar e valorizar os patrimônios culturais e espirituais da região, incluindo os terreiros, centros, igrejas e demais espaços sagrados como parte essencial da memória e identidade da Baixada Fluminense;VI. Acompanhar e fiscalizar as ações do poder público quanto ao cumprimento das legislações vigentes relacionadas à liberdade religiosa e à laicidade do Estado;VII. Afirmar a laicidade como princípio inegociável do Estado brasileiro, garantindo que nenhuma crença ou religião se sobreponha às demais nos espaços e decisões públicas;VIII. Criar mecanismos efetivos para o cumprimento do que preconiza a Constituição Federal 1988 sobre o Direito à Liberdade Religiosa (CF art. 5º Incisos VI, VII e VIII);IX. Garantir a efetividade da Lei Estadual nº 3459 de 14 de setembro de 2000, sobre Ensino Religioso, incluindo o ensino sobre as Religiões de Matriz Africana;X. Cumprir o que determina a Lei 2848 de 07 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro), no seu art. 208: “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” = Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa;XI. Respeitar a liberdade de crença em todos os estabelecimentos municipais, proibindo nestes, cultos, pregações ou qualquer outra forma de manifestação religiosa, com exceção das unidades de saúde que tenham internação médica, e esta somente será autorizada ao paciente que assim o solicitar, aos responsáveis pela unidade de saúde, levando em consideração que os sacerdotes de religiões de matriz africana e de outras religiões têm o mesmo direito ao acesso às unidades de saúde, desde que autorizado pela família ou paciente acamado/a;XII. Proibir em todas as unidades públicas municipais, o uso de símbolos religiosos em seus espaços públicos, para garantir a laicidade dessas unidades públicas. (CF/88 Art. 19 Inciso I). Através da Rede de Direitos Humanos e Promoção à Saúde de São João de Meriti e da Comissão de Direitos Humanos da OAB, convidamos todas as lideranças religiosas da região a subscreverem esta carta, transformando este compromisso em diretriz ética de atuação institucional e legislativa, bem como aproveitamos a oportunidade para requerermos uma reunião com o prefeito. Leia também | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Mães de Filhos e Filhas Desaparecidos

ComCausa solicita Audiência Pública na Câmara dos Deputados para enfrentar escalada dos desaparecimentos no Rio de Janeiro

Na última semana, a ComCausa – Defesa da Vida encaminhou à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal Reimont, um ofício solicitando a realização de uma Audiência Pública para enfrentar a grave escalada dos desaparecimentos no Estado do Rio de Janeiro. O objetivo central da solicitação é promover o debate público sobre a crise que atinge milhares de famílias fluminenses, além de propor ações integradas entre instituições do sistema de justiça, segurança pública e proteção social. Segundo levantamento realizado pela ComCausa, apenas em janeiro deste ano foram registrados 552 casos de desaparecimentos no estado — uma média de 17 por dia, representando um aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2024. A Baixada Fluminense concentra cerca de 30% desses casos, sendo a região mais afetada e, paradoxalmente, ainda desprovida de uma Delegacia Especializada de Descoberta de Paradeiros. A proposta da audiência visa justamente chamar atenção para essa lacuna estrutural e exigir providências concretas. O documento enviado à Comissão destaca também a insuficiência dos recursos destinados ao setor: o Fundo Estadual de Segurança prevê apenas R$ 1,7 milhão para genética forense em 2025 — valor considerado irrisório diante do acúmulo de mais de 5.900 inquéritos não solucionados. A entidade denuncia ainda a fragmentação dos sistemas de dados — como a DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros), o PLID-MPRJ e o SINALID —, que não operam de forma integrada em tempo real, comprometendo a celeridade e a eficácia das buscas. A audiência pública, conforme solicitado pela ComCausa, deverá ser realizada em agosto, com transmissão pela plataforma e-Democracia, e contará com a participação de representantes do Ministério da Justiça, Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Desenvolvimento Social, Fiocruz, lideranças comunitárias e coletivos de familiares de desaparecidos. A organização também propõe a criação de uma Subcomissão Temporária para acompanhar a implantação da Delegacia de Paradeiros na Baixada Fluminense e a integração efetiva entre os bancos de dados estaduais e nacionais. O requerimento também solicita que a Comissão elabore um Relatório Conclusivo com recomendações legislativas, orçamentárias e administrativas — como a tipificação do desaparecimento forçado, a vinculação de fundos específicos para o setor e a adoção de um protocolo unificado de busca nas primeiras 24 horas. De acordo com Adriano Dias, fundador da ComCausa, “essa audiência não é apenas necessária, é urgente. O Estado precisa parar de naturalizar a dor dessas famílias. São mães, pais e irmãos que vivem uma angústia diária, vasculhando hospitais e IMLs, muitas vezes sem qualquer suporte institucional. Nosso papel é pressionar por respostas concretas, integradas e humanizadas”. A ComCausa anexou ao pedido uma compilação de dados atualizados provenientes de diversas fontes, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ministério Público, Fiocruz e veículos da imprensa. A organização reafirma seu compromisso em contribuir técnica e logisticamente com o processo, além de mobilizar suas redes territoriais para garantir uma audiência plural, eficaz e representativa. Organização apresenta dados alarmantes e propõe medidas urgentes para enfrentar o fenômeno, especialmente na Baixada Fluminense. Radiografia do fenômeno A seguir, os principais indicadores compilados pela ComCausa com base em fontes oficiais e jornalísticas: Eixo de Análise Situação Fonte Escala estadual (2025) 552 registros em janeiro – 17/dia, alta de 13% sobre jan/24 O Dia Tendência 2024 2.533 registros (jan–mai), média de 16/dia CNN Brasil Concentração territorial 30% dos casos em 2024 ocorreram na Baixada Fluminense (292 registros jan–fev) AlmaPreta Perfil etário 35% das vítimas no Brasil têm entre 0 e 17 anos CNN Brasil Crianças localizadas 94 localizações no RJ no 1º semestre/24; taxa de recuperação subiu 15% Band / SIB Gênero 55% homens / 45% mulheres; notificações de meninas ocorrem 2 dias antes FBSP Cor/Raça 18,3% dos registros fluminenses referem-se a pessoas pretas Serviços e Informações do Brasil Dinâmica violenta 17% dos cadáveres encontrados estão em “áreas de desova” na Baixada Radar Saúde Favela Taxa de resolução Apenas ~50% dos cartazes gerados pelo Programa Desaparecidos resultaram em localização Notícias R7 Custo social 43% dos familiares abandonaram trabalho ou estudos; média de R$ 4.600 em despesas privadas por caso Agência Brasil / CESec Panorama nacional 73.300 desaparecimentos em 2024 – 219/dia; RJ é o 5º estado em números absolutos Blog do BG / Facebook “Passamos noites inteiras em hospitais e IMLs buscando algo que o Estado deveria oferecer imediatamente”, relata uma mãe entrevistada no documentário Desova, filmado em Nova Iguaçu e premiado internacionalmente em março de 2025. Programas existentes × Gargalos persistentes O documento da ComCausa evidencia ainda as limitações dos programas em funcionamento: Iniciativa Abrangência Principais gargalos (2025) Fonte DDPA (Delegacia de Paradeiros) Única especializada estadual Apenas 48 policiais para 5.900 inquéritos ativos; defasagem genética Instagram oficial da DDPA PLID-MPRJ Maior banco de dados forenses do país Coleta de DNA cobre só 62% dos BOs; integração incompleta ao SINALID MPRJ SOS Crianças Desaparecidas (FIA-RJ) Capital e RM Recursos contingenciados desde 2023; sem atendimento psicológico 24h Governo do RJ SINALID (Sistema Nacional) Pacto federativo RJ aderiu em 2020; apenas 41% dos registros migraram até dez/24 CNN Brasil Delegacia da Baixada Anunciada em 2019 Nunca instalada; 4 milhões de pessoas sem atendimento especializado AlmaPreta Observatório Nacional de Desaparecimentos (MDHC/UnB) Plataforma lançada em mar/25 Falta de pactuação com estados; RJ ainda não alimenta série histórica SIB Base normativa e compromissos internacionais O Rio de Janeiro é réu na PET 0001236-92.2023 no STF, que questiona a omissão do Estado na criação de delegacias especializadas fora da capital. Por que uma Audiência Pública agora? Propostas para a mesa de trabalho Segmento Representante sugerido Pauta específica Ministério da Justiça (SENASP) Coordenação do SINALID Integração de dados e financiamento do banco genético Polícia Civil/RJ Chefia da DDPA Protocolos de busca nas primeiras 24 horas Ministério Público/RJ Coordenação do PLID Coleta sistemática de DNA e interface com IMLs Defensoria Pública/RJ Núcleo de Direitos Humanos Assistência jurídica e reparação às famílias Secretaria de Desenvolvimento Social/RJ Coordenação do SOS Crianças Acolhimento e Alerta Amber estadual ComCausa – Defesa da Vida Programa Acolher Mobilização comunitária e redes de apoio Coletivo de Familiares Mães e Pais

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Saúde Mental

Projeto ComuniSaúde leva informação sobre o Dia Nacional do Combate à Cefaleiae

A dor de cabeça, ou cefaleia, afeta cerca de 140 milhões de brasileiros e é considerada a sétima doença mais incapacitante do mundo. Mesmo assim, permanece pouco compreendida por grande parte da população. Buscando enfrentar esse desafio, a ComCausa lançou o projeto ComuniSaúde, uma iniciativa que visa ampliar o acesso à informação e ao atendimento básico de saúde nas favelas da Baixada Fluminense, com destaque para a conscientização sobre a cefaleia e sua relação com o bem-estar físico e mental. O lançamento do projeto coincide com o Dia Nacional do Combate à Cefaleia, celebrado em 19 de maio, data criada para alertar sobre os diferentes tipos de dores de cabeça, como enxaqueca, cefaleia tensional e cefaleia em salvas, cada uma com causas e tratamentos distintos. O objetivo é ajudar a população a reconhecer os sintomas, buscar diagnóstico e evitar que a condição seja subestimada ou tratada de forma inadequada. A iniciativa será implantada nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, com apoio das secretarias municipais de saúde e instituições locais. A proposta do ComuniSaúde vai além da informação: pretende integrar os moradores no processo de mapeamento das necessidades da comunidade, promovendo ações educativas, rodas de conversa, mutirões de atendimento e acolhimento em saúde mental. A cefaleia, embora comum, pode ter impacto direto na qualidade de vida e produtividade das pessoas, principalmente nas regiões periféricas, onde o acesso à saúde ainda é precário. A presença constante de dor pode ser sintoma de outras condições e, em muitos casos, está relacionada ao estresse, à ansiedade, ao sono irregular e até à desnutrição. Por isso, o ComuniSaúde também atua no fortalecimento das redes de apoio comunitário e no estímulo a hábitos saudáveis. De acordo com especialistas, a chave para o controle das dores de cabeça está na informação e no tratamento adequado, que pode incluir o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida e terapias complementares. O projeto reforça a importância de procurar profissionais especializados, como neurologistas, diante de sintomas persistentes, e orienta sobre quando é necessário buscar atendimento. Além do foco na cefaleia, o ComuniSaúde articula ações voltadas para a promoção da saúde mental, com escuta ativa e encaminhamentos para serviços públicos de referência. A proposta é tratar a saúde como um direito e uma construção coletiva, especialmente nos territórios mais vulneráveis. A ComCausa, organização comprometida com a defesa da vida e da dignidade humana, acredita que a transformação social começa pela escuta das comunidades e pelo fortalecimento do cuidado com quem mais precisa. Ao unir educação, saúde e mobilização local, o ComuniSaúde se estabelece como um importante instrumento de combate às desigualdades e de valorização da vida nas favelas da Baixada Fluminense. No mês de combate à cefaleia, o projeto convida moradores, lideranças comunitárias e profissionais da saúde a se engajarem em uma campanha inclusiva, acessível e transformadora. Afinal, reconhecer a dor é o primeiro passo para superá-la. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rebio - Tinguá

REBIO Tinguá celebra 36 anos com protagonismo científico e comunitário no IX Encontro de Pesquisadores e Sociedade

Nos dias 30 e 31 de maio, a Reserva Biológica do Tinguá (REBIO) comemorou seus 36 anos de existência com a realização do IX Encontro de Pesquisadores e Sociedade, consolidando-se como espaço privilegiado de diálogo entre ciência, educação ambiental e participação popular. Promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o evento reuniu pesquisadores, ambientalistas, estudantes, gestores públicos e lideranças comunitárias em torno de reflexões sobre a proteção da Mata Atlântica e o fortalecimento das ações socioambientais na região. Primeiro dia: ciência e cidadania na UFRRJ A programação teve início na sexta-feira, dia 30, no Instituto Multidisciplinar da UFRRJ, em Nova Iguaçu, com o credenciamento dos participantes e um café de boas-vindas que antecipava o espírito colaborativo do encontro. A mesa de abertura contou com representantes do ICMBio, da REBIO do Tinguá, do INEA, da CEDAE, de prefeituras da Baixada Fluminense e de instituições parceiras, que homenagearam os servidores e voluntários que, desde 1989, dedicam-se à proteção dos mais de 26 mil hectares da reserva. As atividades da manhã foram marcadas por apresentações de pesquisas científicas recentes, incluindo estudos sobre fauna e flora da região, e pelo compartilhamento de experiências comunitárias, como mutirões de reflorestamento, ações de educação ambiental em escolas e formação de brigadistas locais. Durante a tarde, dois painéis trouxeram reflexões fundamentais para o futuro das unidades de conservação. Pedro Menezes, do Ministério do Meio Ambiente, abordou a necessidade de repensar o uso público nas UCs, defendendo o turismo de base sustentável como aliado da preservação. Em seguida, Flávia Guimarães Chaves, do Instituto Nacional da Mata Atlântica, explicou como se dá a elaboração de listas de espécies ameaçadas, conectando a pesquisa científica à formulação de políticas públicas. O “Café com Ciência” possibilitou o intercâmbio entre gerações de pesquisadores, com a exposição de painéis por estudantes e sorteio de brindes ecológicos – mudas nativas e publicações especializadas – como símbolo do compromisso com a restauração e a valorização do bioma. Segundo dia: experiência prática no território da REBIO No sábado, 31 de maio, os participantes se dirigiram à Estação de Educação Socioambiental da REBIO do Tinguá. A vivência na floresta, conduzida por analistas ambientais, incluiu trilhas interpretativas por nascentes, encostas e áreas de mata densa, com observação direta de espécies. A proposta pedagógica “conhecer para preservar” se revelou poderosa ferramenta de sensibilização, conectando afetivamente os visitantes ao território protegido. Organização e articulações estratégicas A qualidade e o alcance do IX Encontro de Pesquisadores e Sociedade da REBIO do Tinguá só foram possíveis graças ao esforço conjunto das equipes técnicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sob a liderança de Gisele Medeiros, chefe da Reserva Biológica do Tinguá. A mobilização envolveu também servidores do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), técnicos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE), secretarias municipais de Meio Ambiente da região e diversas instituições parceiras. A logística eficiente, o engajamento de voluntários e a articulação de apoios institucionais permitiram a realização de um encontro plural, bem-sucedido em todos os aspectos, marcando um importante momento de convergência entre ciência, sociedade civil e poder público.  Durante o evento, a gestora Gisele Medeiros recebeu Adriano Dias, fundador da ComCausa, que propôs uma parceria permanente entre a organização e a Reserva Biológica do Tinguá. O processos contínuos de articulação comunitária, valorização histórica e patrimonial, e promoção da educação ambiental nos territórios do entorno da unidade de conservação. Segundo Adriano Dias, “a ComCausa quer fortalecer a memória das mobilizações populares que deram origem à REBIO do Tinguá, e colaborar na construção de uma cidadania ecológica ativa, incluindo atividades permanentes de formação e envolvimento comunitário. A defesa da vida passa pela preservação da natureza.” Memória das mobilizações populares Adriano lembrou que participou das primeiras mobilizações pela criação da unidade de conservação, ainda no final da década de 1980, quando ocorreu um inédito plebiscito comunitário em Nova Iguaçu. Na ocasião, centenas de moradores votaram entre transformar a área em Parque Nacional ou Reserva Biológica — e venceram os que defendiam a proteção integral da floresta. Entre os anos de 1987 e 1989, associações de moradores, escoteiros, igrejas, professores da universidades e ambientalistas organizaram passeatas ecológicas, abaixo-assinados e reuniões públicas, pressionando o governo federal. A mobilização surtiu efeito: em 23 de maio de 1989, o então presidente José Sarney assinou o Decreto nº 97.780, criando oficialmente a Reserva Biológica do Tinguá, com uma área de 26.260 hectares. Poucos anos depois, em 1992, a REBIO passou a integrar a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO, o que conferiu status internacional à iniciativa e atraiu pesquisadores de todo o país. Legado e perspectivas Mais do que uma comemoração institucional, o IX Encontro de Pesquisadores e Sociedade demonstrou, na prática, que a articulação entre ciência, educação ambiental e participação popular é um dos caminhos mais sólidos para preservar o que ainda resta da Mata Atlântica. A atividade reafirmou o papel da REBIO do Tinguá como referência em conservação ambiental no estado do Rio de Janeiro, e lançou as bases para futuras iniciativas. Entre elas, está o planejamento de um mutirão regional de reflorestamento, previsto para este ano, além da ampliação dos programas de ciência cidadã — com envolvimento direto das comunidades do entorno em processos de monitoramento ambiental, formação e recuperação da biodiversidade. A Reserva Biológica do Tinguá permanece, 36 anos após sua criação, como guardiã da biodiversidade fluminense, laboratório vivo para pesquisas ecológicas e um símbolo da resistência ambiental no Brasil. Um espaço onde se constrói, dia após dia, uma cidadania ambiental ativa, transformadora e comprometida com a defesa da vida. Leia também | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Nuno Alexandre, Carlos Daniel e Carlos Gabriel presos ComCausa Portal C3 2025

Três irmãos são presos após confusão com taxista e família denuncia prisão injusta e ilegalidade no processo

Na manhã do dia 28 de abril de 2025, um episódio ocorrido nas imediações da Rua Ana Neri, entre os bairros de Benfica, Tuiuti e Olaria, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, transformou-se em um caso emblemático que hoje mobiliza familiares, juristas, coletivos populares e organizações da sociedade civil, como a ComCausa. O caso envolve os jovens irmãos Nuno Alexandre, Carlos Daniel e Carlos Gabriel, que foram presos após uma confusão com um taxista e, desde então, se encontram em prisão preventiva, mesmo sem apresentação de provas materiais, sem escuta formal e sem garantia dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. A prisão ocorreu após denúncia de um suposto assalto feita pelo próprio motorista de táxi, que alegou ter sido vítima de violência e roubo por parte dos jovens. Contudo, a família afirma com veemência que se tratou de uma briga iniciada pelo taxista, que teria quase atropelado um dos irmãos, retornado pela contramão, agredido fisicamente os rapazes e fugido do local. Desde então, os jovens permanecem detidos no Presídio Ari Franco, no bairro da Água Santa, aguardando audiência de instrução marcada apenas para o mês de setembro — mais de quatro meses após a prisão. A situação, considerada abusiva por especialistas e movimentos sociais, expõe profundas falhas no sistema penal brasileiro, especialmente quando se trata de jovens negros, pobres e moradores de periferias. Versão do taxista e da Polícia De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso), agentes do 4º BPM (São Cristóvão) estavam em patrulhamento de rotina pela região quando foram abordados por um taxista aparentemente em estado de nervosismo. O homem relatou ter sido atacado por três indivíduos armados, que teriam tentado roubá-lo, agredindo-o fisicamente e tomando seus pertences, entre eles um relógio. Alegou ainda que os supostos assaltantes tentaram assumir o controle do veículo, mas que ele conseguiu escapar e, posteriormente, visualizou três jovens que, segundo ele, seriam os autores do crime. A partir de tal apontamento, os policiais abordaram Nuno Alexandre, que segundo os relatos da corporação apresentava nervosismo e usava uma camisa rasgada — circunstância que, por si só, foi interpretada como indício de envolvimento. Os outros dois irmãos foram localizados nas redondezas e, mesmo sem a posse de objetos da vítima, sem qualquer arma ou outro elemento probatório, foram conduzidos à delegacia, onde o taxista os reconheceu visualmente. Ainda assim, não foram apresentadas testemunhas independentes, nem imagens de câmeras de segurança, tampouco realizada perícia técnica que sustentasse a acusação. Mesmo diante dessas fragilidades, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça. A versão da família: “Foram vítimas de agressão, e não agressores” Em contraste com a versão policial, a família dos irmãos apresenta uma narrativa absolutamente distinta e profundamente preocupante. Em declaração feita à, o pai dos jovens relatou que eles haviam passado a noite na Feira de São Cristóvão, ponto tradicional de cultura e lazer na zona norte da cidade, e retornavam para casa a pé, após deixarem amigas em segurança. Ao atravessarem a Rua Ana Neri, Carlos Daniel quase foi atropelado por um táxi que trafegava em alta velocidade. Diante do susto, reagiu com uma reclamação verbal. O que se seguiu, no entanto, fugiu de qualquer lógica racional: o motorista do táxi retornou na contramão da via, invadiu a calçada de um posto de gasolina e desceu do carro já agredindo fisicamente os jovens, acertando um soco em Nuno Alexandre. Diante da agressão, os três irmãos teriam reagido em legítima defesa, iniciando uma briga que durou poucos minutos. Ainda segundo o pai, após o conflito, o motorista retornou ao veículo e tentou atropelar os jovens antes de deixar o local. Poucos minutos depois, a família soube que o mesmo motorista havia procurado uma viatura da Polícia Militar, denunciando o trio por roubo à mão armada — acusação que a família considera absolutamente infundada. “O taxista foi quem os atacou. Meus filhos apenas se defenderam. Não havia qualquer arma, não houve roubo, não existia ameaça. Foi uma confusão causada pelo próprio motorista, e agora meus filhos estão pagando por algo que não fizeram”, desabafou o pai. Segundo seu relato à ComCausa, ao tomar conhecimento da prisão, ele foi até o local onde os filhos estavam detidos por policiais militares. Lá, foi informado de que seriam conduzidos à delegacia. Na unidade policial, os três jovens foram colocados em uma pequena cela improvisada, popularmente conhecida como “porquinho”, e havia a expectativa de que fossem ouvidos pelo delegado de plantão. No entanto, ainda conforme o pai, não houve qualquer escuta formal ou chance de apresentar suas versões dos fatos. Em seguida, foram transferidos para a Casa de Custódia de Benfica, e na audiência de custódia — momento fundamental para avaliação da legalidade da prisão — tampouco foram garantidos seus direitos ao contraditório e à ampla defesa. “Foi tudo muito rápido, sem defesa, sem escuta. Eles simplesmente sumiram com meus filhos para o sistema carcerário”, afirma. Quem são os irmãos: jovens sem antecedentes, alvos da seletividade penal Segundo os relatos dos pais, os três irmãos são jovens trabalhadores e estudantes, sem histórico de envolvimento com atividades ilícitas, sem qualquer passagem anterior pela polícia. “Eles têm o perfil da juventude que o Estado prefere encarcerar: são negros, pobres e vivem em áreas periféricas. São vítimas do preconceito institucionalizado”, afirmou uma militante que acompanha o caso junto à ComCausa. Mobilização social: o grito por justiça toma as ruas O caso teve repercussão nas redes sociais, sendo compartilhado por movimentos populares, organizações de direitos humanos e internautas indignados com a injustiça. Vídeos de câmeras de segurança do posto de gasolina onde ocorreu a briga — e não o alegado roubo — foram divulgados e reforçam a versão da família, mostrando a confusão sem qualquer sinal de tentativa de assalto ou uso de arma de fogo. Diante da morosidade processual e da ausência de elementos concretos que justifiquem a prisão, foi convocada uma manifestação pública para esta quinta-feira, 5 de junho, a partir das 14h, em frente ao

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