João Oscar

Dia mundial do combate a Doenca de Chagas

ComuniSaúde: nossa ação contra a Doença de Chagas e pela saúde nas favelas da Baixada Fluminense

No dia 14 de abril, quando o mundo volta os olhos para a luta contra a Doença de Chagas, nós da ComCausa reforçamos nosso compromisso com a promoção da saúde pública e da vida digna nos territórios populares. Esta é uma das datas que marcam o início do nosso projeto ComuniSaúde, uma iniciativa que criamos para melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. Vamos implementar o ComuniSaúde nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, sempre em colaboração com as secretarias municipais de saúde, instituições locais e, sobretudo, com os próprios moradores. Acreditamos que nenhuma política de saúde pode ser eficaz sem ouvir quem vive nos territórios. Por isso, o envolvimento direto da população será essencial para mapear necessidades, compartilhar saberes e garantir que a campanha alcance todas as pessoas de forma inclusiva. Nesta etapa inicial do projeto, escolhemos destacar a Doença de Chagas, uma enfermidade historicamente negligenciada que afeta entre 6 e 7 milhões de pessoas no mundo, principalmente na América Latina. Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida, principalmente, pelo inseto barbeiro, a doença pode ser silenciosa na fase aguda, mas se não tratada, evolui para complicações cardíacas e digestivas graves. E o mais alarmante: apenas 10% das pessoas infectadas recebem diagnóstico, e apenas 1% recebe tratamento adequado. Isso é inaceitável — e queremos mudar essa realidade. Por meio do ComuniSaúde, vamos promover ações informativas e preventivas nas comunidades, com foco na vigilância sanitária, no controle de vetores, no cuidado com a produção e manipulação de alimentos e na importância do diagnóstico precoce. Também vamos dialogar sobre como a doença pode ser transmitida por outras vias, como transfusões de sangue, transplantes e durante a gestação. Acreditamos que o conhecimento salva vidas — e, por isso, construiremos rodas de conversa, oficinas e materiais educativos acessíveis a todos e todas. Para nós da ComCausa, a luta pela saúde é parte da defesa da vida. O ComuniSaúde nasce do nosso compromisso com os direitos humanos e com a justiça social. Vamos transformar cada favela em um território de cuidado, onde a informação circula, o acolhimento é realidade e a saúde é um direito garantido. É assim, juntos, que enfrentamos não apenas a Doença de Chagas, mas todas as formas de invisibilidade que ainda persistem nas periferias. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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ComuniSaúde: nossa ação para valorizar profissionais da saúde e fortalecer comunidades na Baixada Fluminense

No dia 14 de abril, data em que se celebra o Dia do Técnico em Serviço de Saúde, nós da ComCausa aproveitamos para reafirmar nosso compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a valorização de todos os profissionais que atuam na linha de frente do cuidado com a população. É neste contexto que estamos desenvolvendo o ComuniSaúde, uma iniciativa que busca melhorar o acesso à saúde básica, promover a saúde mental e criar redes comunitárias de cuidado nos territórios populares da Baixada Fluminense. Nosso projeto será implementado nas principais favelas dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em parceria com as secretarias municipais de saúde e instituições locais. Sabemos que o envolvimento direto da população é fundamental para compreender as reais necessidades dos territórios. Por isso, o ComuniSaúde será construído junto com os moradores, por meio de escutas, rodas de conversa, oficinas e ações educativas que dialoguem com a realidade de cada comunidade. Acreditamos que não existe saúde pública de qualidade sem o reconhecimento da importância dos técnicos e auxiliares em serviços de saúde. Esses profissionais são essenciais nos atendimentos cotidianos em hospitais, unidades de saúde, laboratórios e clínicas. Atuando com dedicação e competência, eles realizam desde exames simples até procedimentos mais complexos, sempre com o cuidado necessário para acolher e orientar os usuários do SUS. No projeto ComuniSaúde, vamos destacar e valorizar o trabalho desses técnicos: enfermeiros, técnicos de laboratório, técnicos em radiologia, técnicos em nutrição e dietética, auxiliares de farmácia hospitalar, visitadores sanitários, auxiliares de fisioterapia, odontologia, patologia e muitos outros que fazem a engrenagem do cuidado girar nos bastidores. Também iremos dialogar com agentes comunitários e lideranças locais para promover o intercâmbio de saberes e fortalecer as redes de atenção integral à saúde. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso real e humanizado ao cuidado em saúde, com acolhimento, informação de qualidade e canais permanentes de escuta. Através do ComuniSaúde, queremos estimular que cada comunidade reconheça seus direitos, valorize seus profissionais e se torne protagonista na construção de uma rede de proteção à vida. Para nós da ComCausa, cuidar é um ato coletivo. E neste 14 de abril, estendemos nosso respeito e gratidão a todas e todos que fazem a saúde pública acontecer todos os dias — especialmente nos lugares onde ela é mais necessária. Seguimos juntos, fortalecendo vidas e construindo um futuro onde o direito à saúde seja uma realidade para todos e todas. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Maicon de Souza da Silva, assassinado aos dois anos Acari

Pai realiza vigília em frente ao Ministério Público pelos 29 anos do assassinato do filho em Acari

Nesta terça-feira, 15 de abril de 2025, José Luiz Faria da Silva realiza mais uma vigília em frente à sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no centro da capital. A data marca os 29 anos da morte de seu filho, Maicon de Souza da Silva, assassinado aos dois anos e meio durante uma ação da Polícia Militar na comunidade de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro, em 1996. O ato ocorre justamente próximo ao caso prescrever, após quase três décadas de impunidade. Apesar disso, nenhum dos policiais envolvidos foi responsabilizado judicialmente. Em protesto e como forma de resistência, José Luiz reafirma sua luta por justiça e memória, uma batalha que se estende por quase três décadas, atravessando esferas jurídicas nacionais e, agora, internacionais. A vigília conta com o apoio da ComCausa, organização que há anos acompanha o caso e articula ações de apoio às vítimas da violência institucional na Baixada Fluminense e demais territórios populares. A ComCausa esteve presente em diversas etapas da luta do pai de Maicon, prestando suporte político e midiático, fortalecendo a memória do menino como símbolo de resistência frente ao abandono estatal. “Essa é mais do que uma causa pessoal, é uma denúncia pública sobre o que acontece com as famílias pobres e negras quando enfrentam a violência do Estado. A presença da ComCausa e de tantas organizações é fundamental para que essa história não seja enterrada pela impunidade”, afirma Adriano Dias, fundador da ComCausa, que estará ao lado de José Luiz durante a mobilização. Quase três décadas de luta por justiça Desde a tragédia, o pai de Maicon se mantém incansável na busca por justiça. Acampou várias vezes em frente ao Ministério Público, realizou manifestações solitárias, denunciou a lentidão das investigações e, encaminhou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), e a Anistia Internacional a. A alegação é de que o Estado brasileiro falhou de maneira grave no dever de investigar, punir e reparar a morte do menino, configurando violação aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. A morte de Maicon se soma a uma série de episódios que marcaram a trajetória da comunidade de Acari, já profundamente atingida por outros episódios brutais, como a Chacina de Acari, em 1990, em que 11 jovens foram desaparecidos por policiais e nunca encontrados. A dor da perda, o silenciamento das famílias e a impunidade continuam sendo marcas da atuação do Estado nestes territórios. “A cada ano que passa, a justiça se distancia, mas minha voz continua firme. Não vou desistir. Faço isso por Maicon, pelas outras mães e pais que perderam seus filhos. O que aconteceu com meu filho não pode ser apagado”, declarou José Luiz, emocionado. A vigília desta terça-feira, embora marcada por uma dor profunda, transforma-se em um poderoso gesto de denúncia coletiva, articulando memória, resistência e esperança de reparação. A ComCausa e os parceiros de direitos humanos reforçam o compromisso de manter viva essa luta, denunciando as violações e exigindo políticas de reparação e não-repetição. Para José Luiz, trata-se de um ato de fé, mas também de uma convocação: “Enquanto eu viver, Maicon viverá nessa luta. E quem estiver comigo estará lutando também por todas as crianças que o Estado insiste em esquecer.” Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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II Colóquio Siso Itan Ati Akoko reúne espiritualidade ciência e resistência na UFRRJ

II Colóquio Siso Itan Ati Akoko reúne espiritualidade ciência e resistência na UFRRJ

Na tarde desta quinta-feira, 10 de abril, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica, foi palco de uma das atividades mais significativas do Abril Verde de 2025: o II Colóquio Siso Itan Ati Akoko – Contando a História do Tempo. Realizado no Salão Azul da instituição, o encontro reuniu lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais, pesquisadores e estudantes em uma celebração que uniu espiritualidade, tradição, ciência e resistência no enfrentamento ao racismo religioso. Organizado pelo Grupo EtnoPET, em parceria e com o apoio de casas de axé, coletivos acadêmicos e organizações como a ComCausa, o colóquio contou com uma programação diversa, com destaque para a mesa-redonda sobre o combate à intolerância religiosa, um cortejo simbólico pelos espaços da universidade e o plantio de uma muda de Akoko, árvore sagrada nas religiões de matriz africana. A atividade foi realizada no Jardim Botânico da UFRRJ, local onde, há três anos, já havia sido plantado um Iroko, também sagrado. O reencontro com essa árvore, agora crescida, emocionou os representantes do Ilê Axé Opó Afonjá, que voltaram à universidade para dar continuidade à tradição de semear o sagrado. “O que presenciamos hoje foi um reencontro com a história, com a natureza e com a fé da ancestralidade. Em tempos de intolerância, cada árvore sagrada plantada é um ato de resistência”, declarou Adriano Dias, da ComCausa, que participou da cerimônia ao lado do Frei Tatá, da Pastoral Afro, e de representantes da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial. Cortejo até o Jardim Botânico Após a mesa de debates no Salão Azul, os participantes seguiram em um cortejo que partiu do prédio P1 até o Jardim Botânico, simbolizando a presença viva da espiritualidade afro-brasileira nos espaços acadêmicos. O momento do plantio foi marcado por cânticos, orações e um pacto coletivo: o de retornar todos os anos para ampliar esse jardim ancestral com novas árvores sagradas. Números alarmantes do Disque 100 O colóquio ocorreu em um contexto alarmante de crescimento da violência contra as religiões de matriz africana. Em matéria publicada por Adriano Dias no Portal C3, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos apontam que os registros de violações à liberdade religiosa aumentaram 66,8% entre 2023 e 2024. Foram 2.472 denúncias recebidas pelo Disque 100 no último ano, frente a 1.481 no ano anterior — um crescimento preocupante que exige atenção urgente do poder público e da sociedade civil. Entre as religiões mais atingidas, destacam-se a umbanda, com 151 denúncias, e o candomblé, com 117. Outras expressões do campo religioso afro-brasileiro somaram 21 casos. A repetição desses números, ano após ano, revela não apenas a persistência da violência, mas também o silêncio institucional que ainda prevalece diante desses crimes de ódio. Na Baixada Fluminense, onde a ComCausa atua há duas décadas, o cenário é particularmente crítico. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), houve um aumento de mais de 50% nos registros de ataques a terreiros e agressões a adeptos das religiões afro-brasileiras entre 2022 e 2024. Os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo concentram a maioria desses casos. Segundo Adriano Dias, “muitos desses episódios sequer são reconhecidos oficialmente como manifestações de intolerância religiosa. Quando chegam às delegacias, são tratados como ‘conflitos de vizinhança’ ou ‘perturbação do sossego’, desconsiderando o viés discriminatório e religioso das agressões”. Essa postura, segundo ele, contribui para a perpetuação da impunidade e invisibiliza a dor das vítimas. Legislação que criminaliza a intolerância religiosa O Brasil possui legislação que criminaliza a intolerância religiosa. A Lei nº 9.459/1997 prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou o entendimento de que ataques a terreiros configuram crime de racismo — portanto, inafiançáveis e imprescritíveis. Na prática, contudo, essas garantias legais têm sido negligenciadas, especialmente nas periferias e territórios de maior vulnerabilidade social. Em resposta a esse cenário, as comunidades de terreiro vêm se fortalecendo por meio de redes de proteção mútua, formação política, campanhas públicas e ações em articulação com entidades da sociedade civil, como a própria ComCausa, além de iniciativas junto a universidades e órgãos de fiscalização. “Se quisermos, de fato, enfrentar a intolerância religiosa, precisamos agir em três frentes: educação, justiça e políticas públicas estruturadas. Não basta apenas denunciar. É necessário formar agentes públicos, reconhecer as religiões de matriz africana como patrimônio cultural imaterial e garantir proteção às casas tradicionais”, reforça Adriano Dias. E foi nesse contexto que se deu o colóquio: com uma confraternização marcada por um firme compromisso coletivo com a continuidade das ações e com o cuidado das árvores plantadas, que agora crescem como símbolos vivos de memória, fé e resistência dentro da universidade pública. Para denunciar casos de intolerância religiosa, ligue para o Disque 100 ou procure a DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, localizada na Rua do Lavradio, 155, Lapa – Rio de Janeiro. Telefone: (21) 2333-3509. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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No Dia do Infectologista ComuniSaúde promove conscientização

O ComuniSaúde é um projeto da ComCausa que tem como principal objetivo melhorar o acesso ao atendimento básico de saúde, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. Este projeto será implementado nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. A proposta busca envolver as secretarias municipais de saúde e instituições locais para garantir uma abordagem integrada e eficiente, capaz de impactar positivamente a vida das pessoas nessas regiões. A conscientização sobre a importância do atendimento médico adequado e o acesso aos serviços de saúde será um dos pilares do ComuniSaúde. Para isso, o envolvimento direto dos moradores é essencial, permitindo o mapeamento das necessidades e a criação de soluções que atendam de forma inclusiva as diferentes realidades de cada comunidade. O projeto também inclui ações voltadas para a promoção da saúde mental, reconhecendo a relevância desse aspecto no bem-estar geral das pessoas, especialmente em áreas vulneráveis. No dia 11 de abril, que é comemorado o Dia do Infectologista, o ComuniSaúde irá reforçar sua ação com um foco especial na prevenção de doenças infecciosas e parasitárias, destacando a importância da higiene das mãos como um hábito essencial para a prevenção de infecções. Esta data foi escolhida em homenagem ao nascimento do Dr. Emílio Ribas, renomado médico que foi um dos pioneiros na área de Infectologia no Brasil. A data representa a importância de ações preventivas e do trabalho de médicos especializados em doenças infecciosas, que são fundamentais para a saúde pública. O ComuniSaúde também ressalta a importância das ações individuais e coletivas promovidas pelos infectologistas, que trazem benefícios diretos para a comunidade. Com o apoio dos profissionais de saúde, o projeto visa não apenas a educação sobre cuidados básicos de saúde, mas também o fortalecimento da rede de apoio para lidar com questões de saúde pública nas favelas. A ação do ComuniSaúde é mais uma iniciativa para promover uma maior equidade no acesso à saúde, especialmente em áreas com carência de recursos. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Tia Ciata: a mãe do samba carioca e símbolo da resistência afro-brasileira

Tia Ciata, nome de destaque na cultura afro-brasileira, é considerada uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do samba carioca. Com uma trajetória marcada pela luta e pela preservação das tradições culturais africanas no Brasil, Tia Ciata é lembrada principalmente como uma das grandes responsáveis pela popularização do samba no início do século XX. Maria Hermínia dos Santos nasceu na Bahia, uma região rica em influências africanas e berço de muitas tradições culturais que mais tarde influenciariam o samba e outras manifestações artísticas. Ainda jovem, Tia Ciata se mudou para o Rio de Janeiro, uma das cidades mais importantes para a comunidade afro-brasileira. Em sua nova casa, ela se tornou uma figura de destaque no cenário cultural, não apenas por sua simpatia, mas por seu conhecimento e domínio sobre as práticas afro-brasileiras, particularmente o candomblé e as tradições da música afro. A Casa de Tia Ciata: O Berço do Samba Tia Ciata é mais conhecida por ser a matriarca de um dos mais importantes centros culturais da época, sua casa, localizada na rua da Saúde, no Rio de Janeiro. Lá, artistas e músicos, principalmente negros, se reuniam para tocar, cantar e praticar suas tradições. Sua casa foi um ponto de encontro para os primeiros sambistas, que começavam a formar o movimento que mais tarde daria origem ao samba carioca. Tia Ciata se envolveu profundamente no apoio aos músicos, oferecendo a eles um espaço onde podiam se expressar sem o temor da repressão social ou racial. Sua casa se tornou, portanto, um ponto de referência para o samba e para a preservação da cultura afro-brasileira. A casa de Tia Ciata também foi onde se originaram algumas das mais importantes canções do samba carioca, com nomes como Donga, Pixinguinha e outros mestres do gênero frequentando o local. O Papel de Tia Ciata no Samba Tia Ciata é frequentemente associada à composição do primeiro samba gravado da história: “Pelo Telefone”, composto por Donga e outros músicos que frequentavam sua casa. Esse samba, gravado em 1917, foi um marco para o gênero e o tornou popular, catapultando o samba para o cenário nacional. Ela foi uma das principais responsáveis pela disseminação do samba e pela valorização da cultura negra no Brasil. Tia Ciata não apenas contribuiu para o surgimento do samba, mas também foi uma das líderes da luta para que o samba fosse reconhecido como uma expressão cultural legítima do Brasil. Religião e Cultura Afro-Brasileira Além de sua influência na música, Tia Ciata também foi uma líder religiosa de candomblé. Ela praticava e difundia a religiosidade afro-brasileira em sua casa, onde realizou diversos rituais de candomblé. Sua dedicação à preservação das tradições africanas, especialmente o candomblé, fez dela uma figura fundamental para a resistência cultural da população negra no Brasil. Legado Tia Ciata deixou um legado inegável no desenvolvimento do samba e da cultura afro-brasileira. Sua casa foi o espaço onde artistas negros se uniram para criar algo novo, mas também preservaram suas raízes culturais. Tia Ciata representa a resistência das mulheres negras que, apesar das dificuldades e discriminação racial e de gênero, foram pioneiras na construção de um movimento cultural que hoje é um dos maiores símbolos de identidade do Brasil. Sua figura continua sendo celebrada, e a cada 15 de março, data de seu nascimento, diversos eventos culturais no Rio de Janeiro e em outras cidades do Brasil a homenageiam, destacando sua importância no cenário musical e cultural brasileiro. Tia Ciata é mais do que uma figura histórica; ela é um ícone de resistência, de cultura e de valorização das tradições africanas que marcaram profundamente a música popular brasileira e a construção da identidade nacional. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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