João Oscar

Dida Bar - Arquivo ComCausa

Dida Bar é reconhecido como Patrimônio Cultural Gastronômico e Imaterial e recebe bênção inter-religiosa com participação da ComCausa

Na manhã desta quinta-feira (10), o Dida Bar e Restaurante, um dos mais importantes espaços de valorização da cultura afro-brasileira do Rio de Janeiro, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Gastronômico e Imaterial do Estado. A cerimônia contou com uma bênção inter-religiosa conduzida por Frei Tatá, representante da tradição cristã franciscana, e por Pai Jorge Guerreiro, sacerdote das religiões de matriz africana. A ComCausa esteve presente no ato, representada por seu fundador, Adriano Dias. O evento, realizado no próprio restaurante localizado na Rua Barão de Iguatemi, no Polo Gastronômico da Praça da Bandeira, celebrou os 10 anos de fundação do Dida Bar, inaugurado em 2015 pela chef Dida Nascimento. Ao lado dos filhos Thiago, Matheus e Stefani, Dida transformou o local em um símbolo de resistência cultural, ancestralidade e excelência gastronômica. A cerimônia de benção inter-religiosa foi um dos momentos mais emocionantes da celebração, reunindo fé, espiritualidade e cultura em um mesmo espaço. Para Adriano Dias, a atividade reforçou o valor simbólico e comunitário do Dida Bar. “Esse é um território sagrado, construído com afeto, identidade e luta. A ComCausa não poderia deixar de estar presente nesse momento histórico”, afirmou. Inspirado na trajetória de Tia Maria, mãe de Dida, que nos anos 1970 comandava um bar na Zona Norte promovendo rodas de jongo e encontros culturais, o restaurante resgata essa tradição em um ambiente acolhedor e repleto de elementos da cultura africana e afro-brasileira. O cardápio reúne sabores de diversos países do continente africano e da diáspora, como o Kruger (costela com geleia apimentada), o Calulu angolano, o feijão nigeriano, e o arroz com limão e camarão do Quênia, além de drinks autorais com ingredientes típicos. Além da culinária, o Dida Bar se consolidou como espaço de promoção da arte e da cultura negra, com rodas de samba, jantares africanos e encontros com artistas e intelectuais como a escritora Conceição Evaristo. A proposta é oferecer não apenas uma experiência gastronômica, mas também um ambiente de reconhecimento, troca e valorização das raízes africanas. Com o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, o Dida Bar reforça seu papel como ponto de referência para visitantes do Brasil e do mundo, incluindo cidades como Nova York, Dallas, Londres e regiões do Canadá. A expectativa agora é ampliar as ações culturais e fortalecer parcerias, como as que já vêm sendo desenvolvidas com o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) e com o Theatro Municipal. A comemoração seguiu ao longo do dia com presença de amigos, familiares, frequentadores e personalidades da cultura e da gastronomia carioca, e teve como destaque a apresentação do Samba da Dida. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Fórum de direitos humanos ComCausa

ComCausa participa da Jornada de Direitos Humanos 2025

No próximo dia 15 de abril, às 9h (horário de Brasília), ocorrerá a Jornada de Direitos Humanos 2025, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) da Câmara dos Deputados. O evento, que será realizado de forma presencial e virtual, contará com a participação de movimentos sociais, representações da sociedade civil, agentes públicos e instituições dedicadas à promoção e proteção dos direitos humanos. A ComCausa, organização comprometida com a defesa da vida e dos direitos das minorias, estará presente, contribuindo ativamente para a elaboração de uma agenda comum no campo dos direitos humanos. O evento terá como principal objetivo a construção de uma agenda compartilhada entre diferentes instituições, com foco na garantia dos direitos das minorias, na preservação e proteção das culturas populares e étnicas, e na promoção da igualdade racial. A participação de diversas organizações é fundamental para garantir a efetivação dos direitos das populações tradicionais, como os quilombolas, além de fortalecer as políticas públicas em defesa da igualdade e dos direitos civis e sociais. Durante a jornada, haverá uma mesa redonda aberta, onde cada entidade terá a oportunidade de expor suas contribuições, com tempo limitado de 3 minutos por entidade. A participação será permitida tanto de forma presencial, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados, quanto de forma virtual, via teleconferência, com acesso mediante inscrição no link fornecido pela organização do evento. Aqueles que optarem pela participação virtual poderão se inscrever durante a reunião por meio do “bate-papo” da sala virtual. A ComCausa, como organização dedicada à promoção dos direitos humanos e à defesa das populações marginalizadas, reafirma sua importância neste espaço de diálogo e construção de políticas públicas. A participação da entidade visa fortalecer a luta por direitos mais justos, inclusivos e equitativos para todos. O evento será transmitido pelos canais da Câmara dos Deputados, e a ComCausa está comprometida em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para as minorias e comunidades tradicionais. Foto de capa ilustrativa do fórum de direitos humanos Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Baixada Fluminense ComCausa

ComCausa participa de pesquisa de mestrado sobre movimentos sociais da Baixada Fluminense

Na tarde desta terça-feira, a sede da ComCausa, localizada no centro do Rio de Janeiro, recebeu a arquiteta e pesquisadora Isis Marciana, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para a realização de uma entrevista que compõe sua pesquisa de mestrado sobre os movimentos sociais da Baixada Fluminense. O encontro faz parte da etapa de coleta de dados da pesquisa intitulada Movimentos Baixada, que tem como objetivo compreender como os movimentos sociais atuam na ocupação dos espaços públicos e na produção de espaços de diálogo sobre os problemas urbanos das cidades da região. A pesquisadora tem como hipótese central, ainda em construção, que esses movimentos discutem há mais tempo – e de forma horizontalizada – o planejamento e o projeto urbano, muitas vezes diante da omissão ou do desinteresse dos agentes públicos que deveriam propor essas ações. Durante a entrevista, foram abordadas questões relacionadas à trajetória da ComCausa, suas frentes de atuação no território, especialmente em temas como direitos humanos, juventude, cultura e cidadania, e de que forma a organização contribui para a criação de redes e espaços de escuta e construção coletiva. A ComCausa, com mais de duas décadas de atuação, foi escolhida como um dos estudos de caso da pesquisa por sua relevância histórica e contemporânea no cenário social da Baixada Fluminense. A pesquisadora Isis Marciana destacou que seu projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da UFRJ, com parecer favorável emitido pela Plataforma Brasil, assegurando que as entrevistas sejam conduzidas com o devido rigor ético e metodológico. Segundo ela, a escolha por ouvir diretamente os coletivos e organizações tem como objetivo central valorizar a escuta dos sujeitos que protagonizam as transformações nos territórios. Adriano Dias, fundador da ComCausa, comentou sobre a importância da participação nesse tipo de estudo: “A universidade precisa se abrir para os saberes dos territórios, e pesquisas como essa mostram que há um novo movimento dentro da academia, que reconhece a legitimidade da luta social e das experiências populares. Para nós, da ComCausa, é uma honra contribuir com essa construção de conhecimento que pode impactar diretamente na forma como as cidades da Baixada são pensadas e transformadas”. A pesquisa Movimentos Baixada segue em andamento, com previsão de novas entrevistas e análise dos dados coletados ao longo dos próximos meses. Ao final, o trabalho deverá contribuir significativamente para o entendimento das dinâmicas sociais, urbanas e políticas da Baixada Fluminense, além de oferecer subsídios teóricos e práticos para o fortalecimento das ações territoriais e a valorização dos movimentos sociais como agentes de planejamento urbano. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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ato simbólico na Praça Nossa Senhora da Conceição, em Queimados

Documentário abre o Circuito Memória Verdade e Justiça em São João de Meriti

Nesta terça-feira, 09 de abril, a cidade de São João de Meriti sedia a abertura oficial do Circuito Memória, Verdade e Justiça, uma iniciativa da organização ComCausa, em parceria com diversas instituições de direitos humanos e universidades. A atividade ocorre a partir das 17h no Auditório João Cândido, da Universidade Estácio de Sá, com entrada gratuita e certificação para os participantes. Com uma programação que une cinema, debate e memória, o evento marca os 61 anos do golpe civil-militar de 1964 e homenageia os 20 anos da Chacina da Baixada, episódio que vitimou 29 pessoas em 2005, em uma das maiores chacinas da história recente do Brasil. Entre os destaques do primeiro dia, está a exibição do documentário “Você também pode dar um presunto legal”, produzido de forma clandestina durante os anos de chumbo. A obra denuncia a atuação do Esquadrão da Morte e do delegado Sérgio Fleury, símbolos da repressão promovida pelo regime militar. Em seguida, será realizada uma roda de conversa sobre os impactos da ditadura na Baixada Fluminense, além terá da exposição “Memorial da Chacina da Baixada”, desenvolvida pela ComCausa para manter viva a memória das vítimas do massacre ocorrido há duas décadas. Um circuito por justiça e resistência O Circuito Memória, Verdade e Justiça tem como objetivo democratizar o acesso à memória histórica e estimular reflexões sobre os impactos da violência de Estado no Brasil. O evento segue nesta quarta-feira (10) para a cidade de Queimados, com uma edição especial no Projeto Prof. Fábio Castelano, a partir das 19h. O Circuito Memória, Verdade e Justiça encerra sua primeira semana de atividades em São João de Meriti na sexta-feira (11/04), retornando ao Auditório João Cândido da Universidade Estácio de Sá (Meriti), novamente às 17h, com entrada gratuita. A programação contará com exibição de filmes, debates e atividades educativas com estudantes da rede pública, além da exposição itinerante do Memorial da Chacina da Baixada, reforçando a importância de lembrar esse episódio de violência policial que ainda ecoa na memória das famílias e comunidades da região. Memória como resistência A ComCausa, organização fundada em 2010, tem um histórico dedicado à preservação da memória histórica. Em 2012, integrou a Comissão Nacional da Verdade e promoveu o Circuito Memória e História. No ano seguinte, contribuiu para a criação do Comitê Baixada de Memória, Justiça e Verdade. Mesmo enfrentando o desmonte de políticas públicas de memória a partir de 2014 e o avanço de grupos negacionistas, a entidade seguiu firme em sua missão. Em 2014, a ComCausa lançou a exposição Ditadura e Baixada Fluminense, que evidenciou a repressão do regime militar na região e celebrou a resistência de figuras como Dom Adriano Hipólito. Outro marco de sua atuação é a luta pelo reconhecimento da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da ditadura que a organização busca transformar em um espaço de memória e conscientização sobre violações de direitos humanos. Memorial da Chacina da Baixada resgata a memória de um massacre que aconteceu no mesmo dia do golpe de 1964 No dia 31 de março, enquanto o Brasil relembra os 61 anos do golpe civil-militar de 1964, outro marco trágico da história recente ecoa na Baixada Fluminense: a Chacina da Baixada, ocorrida exatamente nesta mesma data, em 2005. Em memória das 29 vítimas assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados, foi inaugurado o Memorial da Chacina da Baixada, idealizado pela organização ComCausa, como forma de resistência e preservação da história. A coincidência das datas não é apenas simbólica, mas reveladora. O massacre, realizado por grupos de extermínio ligados às forças de segurança do Estado, evidencia que o ciclo da violência institucional iniciado com o golpe de 1964 ainda deixa marcas profundas nas periferias brasileiras. Enquanto o regime ditatorial instaurava um período de repressão, censura e tortura, décadas depois, a Baixada Fluminense enfrentava outra forma brutal de violência – desta vez com a conivência e participação direta de agentes públicos. O filme “Ainda Estou Aqui” e o resgate da memória O Circuito também se inspira na recente repercussão do filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, que retrata a trajetória de Eunice Paiva, em busca do paradeiro de seu marido desaparecido pelo regime. A produção tem fortalecido ações educativas e culturais voltadas para a valorização da memória histórica como instrumento de justiça — exatamente o que o Circuito busca reforçar. Serviço Circuito Memória, Verdade e Justiça – Etapa São João de MeritiLocal: Auditório João Cândido – Estácio São João de Meriti (Av. Automóvel Clube, 1.178)Data: 09 e 11 de abril de 2025Horário: A partir das 17hEntrada gratuita | Certificação para participantes Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Encontro entre o diretor-geral da unidade, professor Rodney Albuquerque, e Adriano Dias, fundador da ComCausa

IFRJ de São João de Meriti e ComCausa realizam campanha de prevenção ao bullying durante o mês de abril

No mês em que se completam 12 anos do trágico ataque ao colégio Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio de Janeiro, a ComCausa e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) – campus São João de Meriti – firmaram uma parceria para o desenvolvimento de uma campanha de prevenção ao bullying e ao cyberbullying com ações voltadas à conscientização de estudantes, professores e comunidade escolar. O encontro entre o diretor-geral da unidade, professor Rodney Albuquerque, e Adriano Dias, fundador da ComCausa, ocorreu nas dependências do IFRJ e marcou o início da articulação da campanha, que será desenvolvida ao longo do mês de abril nos corredores e espaços comuns da instituição. Além de discutir as consequências do bullying no ambiente escolar, a proposta também abordará os impactos do cyberbullying e de outras formas de violência simbólica que afetam o bem-estar e o desenvolvimento saudável de adolescentes. Um dos pontos centrais será a realização de uma roda de conversa na próxima semana, que utilizará como ponto de partida um episódio da série “Adolescentes”, disponível na Netflix, conectando a produção audiovisual com reflexões práticas sobre a realidade dos estudantes da unidade. De acordo com Adriano Dias, é essencial que instituições de ensino abram espaço para esse tipo de debate. “A lembrança do ataque de Realengo precisa ser um alerta permanente. O bullying é um dos sintomas de uma cultura de exclusão, e a escola precisa ser um território de escuta, acolhimento e transformação. Quando utilizamos conteúdos como séries e filmes para provocar reflexão, conseguimos dialogar de maneira mais próxima com os jovens”, afirmou. Já o diretor Rodney Albuquerque reforçou o compromisso do IFRJ com a construção de uma escola democrática e segura para todos. “Essa parceria com a ComCausa representa nossa intenção de ir além do conteúdo pedagógico. Acreditamos em uma educação que forma cidadãos críticos e conscientes, e a prevenção ao bullying é parte essencial desse processo”, destacou. As ações da campanha incluirão ainda a distribuição de materiais educativos, painéis reflexivos pelos corredores da escola e a participação de estudantes em oficinas e rodas de conversa. A atividade da próxima semana será aberta para professores, alunos e convidados externos, fortalecendo o diálogo coletivo sobre o tema. A campanha tem como objetivo não apenas marcar a memória do massacre da Escola Tasso da Silveira, ocorrido em 7 de abril de 2011, mas também gerar mudanças concretas no cotidiano escolar, promovendo a cultura da paz e o respeito às diferenças. Mais informações e cobertura das atividades poderão ser acompanhadas no portal www.comcausa.org.br e nas redes sociais da ComCausa e do IFRJ São João de Meriti. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Adriano Dias fundador da ComCausa e Igo Menezes vereador

ComCausa articula solenidade para celebrar o Dia da Baixada Fluminense

Na manhã desta terça-feira, representantes da ComCausa estiveram reunidos com o vereador Igo Menezes, da cidade de Belford Roxo, para discutir a realização de uma solenidade em homenagem ao Dia da Baixada Fluminense, celebrado em 30 de abril. A data, que valoriza a identidade e a história da região, foi criada por iniciativa do Fórum Cultural da Baixada e instituída oficialmente por meio da Lei Estadual Nº 3822, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A proposta da reunião foi justamente articular a realização de um ato solene na Câmara Municipal de Belford Roxo que resgate o significado da data e fortaleça a valorização cultural e histórica da Baixada Fluminense. Durante o encontro, Adriano Dias, fundador da ComCausa e defensor dos direitos humanos e do fortalecimento das identidades locais, destacou a importância de retomar pautas positivas sobre a região. “A Baixada Fluminense precisa ser reconhecida pelas suas potências culturais, sociais e históricas. Precisamos exaltar nossas figuras importantes e resgatar a autoestima do nosso povo”, afirmou. O vereador Igor Menezes, que possui histórico de atuação próxima a lideranças religiosas e comunitárias, como o padre Constantino Bruno, acolheu com entusiasmo a proposta da ComCausa. Comprometeu-se a colaborar com a realização da solenidade e se colocou à disposição para viabilizar a agenda dentro da Câmara. A ComCausa já está enviando um ofício oficial ao presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo solicitando formalmente a realização do evento. A solenidade deverá contar com homenagens a personalidades históricas da Baixada, além de representantes de movimentos sociais, culturais e comunitários. A celebração do Dia da Baixada Fluminense se torna, assim, uma oportunidade para reafirmar a identidade da região e destacar sua relevância no cenário fluminense, com ações concretas que envolvam a sociedade civil e o poder público. Baixada Fluminense: uma região de desafios e potencialidades A Baixada Fluminense, região situada na Grande Rio, no estado do Rio de Janeiro, é uma área de contrastes. Composta por 13 municípios – Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica, Itaguaí, Magé e Guapimirim – a Baixada é uma das mais populosas e, ao mesmo tempo, uma das mais desafiadoras do estado. Com cerca de 4 milhões de habitantes, a região enfrenta dificuldades relacionadas ao desenvolvimento urbano, segurança pública e infraestrutura, mas também se destaca por sua rica história e pelo potencial de crescimento econômico e cultural. Historicamente, a Baixada Fluminense desempenhou um papel importante no crescimento do Rio de Janeiro. Durante o ciclo do ouro no século XVIII, a região foi um corredor essencial para o escoamento do ouro extraído em Minas Gerais. No século XIX, a produção de café impulsionou a economia da região, que se beneficiou da construção de ferrovias como a Estrada de Ferro Mauá, que facilitou o transporte de mercadorias. Contudo, o crescimento populacional nas últimas décadas trouxe desafios, principalmente no que diz respeito à infraestrutura e à necessidade urgente de investimentos em áreas como saúde, educação e segurança. Um dos maiores problemas enfrentados pela Baixada Fluminense é a desigualdade social. As regiões periféricas dessas cidades frequentemente carecem de serviços básicos de qualidade, como saneamento, transporte público e acesso a hospitais e escolas. A falta de políticas públicas efetivas para a melhoria da infraestrutura e a gestão urbana acaba gerando uma disparidade crescente entre as áreas centrais e as periferias. Além disso, a Baixada enfrenta um grave problema de violência, com altas taxas de criminalidade, especialmente em áreas como Duque de Caxias e Belford Roxo, onde o tráfico de drogas e a presença de facções criminosas têm um forte impacto na vida cotidiana dos moradores. No entanto, apesar dos desafios, a Baixada Fluminense também possui um grande potencial. Sua localização estratégica, próxima à capital, torna a região um polo para o comércio e a indústria. Além disso, os municípios da Baixada têm investido em programas de incentivo ao empreendedorismo local e na promoção de projetos culturais que valorizam a diversidade e a história da região. Projetos como o Rock ComCausa, por exemplo, destacam a importância da música e da arte para a construção de uma identidade local, além de servirem como ferramentas de inclusão social e resistência à violência. Em um contexto de superação, a Baixada Fluminense segue sendo uma região vibrante e cheia de vida. Embora enfrente desafios históricos, a região também é um reflexo da força e da resiliência de seus habitantes, que, a cada dia, trabalham para transformar sua realidade e construir um futuro mais justo e promissor para as próximas gerações. A união entre os cidadãos, o poder público e as iniciativas sociais será fundamental para que a Baixada continue a se desenvolver, aproveitando suas oportunidades e minimizando as desigualdades que ainda marcam sua história. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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