Debora Barroso

Black Pantera Rock ComCausa Npssa Gente Negra

Black Pantera no Circo Voador: rock negro, memória e resistência na véspera do Dia da Consciência Negra

Na véspera de uma das datas mais emblemáticas do calendário brasileiro, o Dia da Consciência Negra, a banda Black Pantera se prepara para viver um momento que tem tudo para se tornar histórico, tanto para sua trajetória quanto para a música pesada nacional. No dia 19 de novembro de 2025, uma quarta-feira, o trio mineiro sobe ao palco do Circo Voador, na Lapa, para um show que será registrado em áudio e vídeo, com expectativa de casa cheia e clima de celebração – e de luta. A escolha da data e do local não é casual. Às vésperas do 20 de novembro, que resgata a memória de Zumbi dos Palmares e convoca o país à reflexão sobre racismo, memória e justiça racial, um grupo negro, oriundo das periferias, ocupando um dos palcos mais simbólicos da cultura carioca, transforma um show em verdadeiro ato político-cultural. “Ter o Black Pantera gravando um show histórico no Circo Voador justamente na véspera do Dia da Consciência Negra não é coincidência, é um gesto de afirmação”, destaca Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida. “É a prova de que o rock negro, a periferia e a luta antirracista também pertencem ao centro da cena cultural brasileira.” Mais do que mais um capítulo de sua carreira, a apresentação da Black Pantera no Circo Voador se anuncia como uma síntese de 11 anos de estrada, resistência e atitude, marcados por uma mistura inconfundível de hardcore, metal e posicionamento explícito contra o racismo e todas as formas de opressão. Um show pensado como marco, não como rotina A banda já adiantou que a noite do dia 19 de novembro será registrada em múltiplos formatos e encarada como um ponto de virada em sua trajetória. Não se trata apenas de “mais uma” data na agenda, mas de um verdadeiro ritual de passagem, condensando a história do grupo e reafirmando o lugar do rock negro no centro do debate público. Nas redes sociais, a Black Pantera adotou um tom poético e convocatório ao anunciar o show: “Há quem saiba, há quem ainda não sabe e sobretudo há também quem deveria saber”, escreveu o grupo, em mensagem enigmática que soa como recado e convite. “Se você faz parte disso de alguma forma e vai conseguir estar conosco nesse dia, será muito bem-vindo”, completaram. A frase, aparentemente simples, carrega camadas de sentido. Fala com quem já acompanha o trio desde o underground, com quem passou a conhecê-lo a partir de grandes festivais e também com quem ainda não se deu conta da potência simbólica de três homens negros, oriundos de contextos periféricos, ocupando espaços de centralidade na cultura brasileira contemporânea. “O que o Black Pantera faz é reposicionar a narrativa: eles mostram que a fúria, o peso e a distorção também podem ser linguagem de afeto, de denúncia e de afirmação da identidade negra”, analisa o jornalista Adriano Dias. “Quando um jovem periférico se vê refletido em cima de um palco como o do Circo Voador, ele entende que a história dele também merece estar sob os holofotes.” O Circo Voador, por sua vez, contribui com seu próprio peso histórico: palco de shows antológicos, debates, festivais e encontros da cultura alternativa e da resistência política desde os anos 1980, o espaço se torna, mais uma vez, cenário de um capítulo em que arte e contestação caminham lado a lado. Black Pantera: da cena underground aos grandes palcos do mundo Desde sua formação, a Black Pantera construiu sua identidade a partir de uma combinação explosiva: hardcore, thrash metal, rock, cultura afro e letras carregadas de crítica social, com um discurso direto contra o racismo, a violência estrutural, a marginalização das periferias e as múltiplas desigualdades que atravessam a vida da população negra. O trio alcançou projeção em festivais de grande porte – como Rock in Rio, Afropunk e Download Festival – e levou sua sonoridade e suas mensagens para públicos diversos no Brasil e no exterior. Não se trata apenas de “representatividade estética”: a presença da Black Pantera nesses espaços tensiona estruturas, abre caminho para outras bandas e desloca a percepção de quem pode ocupar palcos globais no universo do rock e do metal. Ao mesmo tempo, o grupo mantém forte vínculo com a base, com a cena independente e com temas que atravessam o cotidiano das periferias brasileiras, trazendo para o centro de sua obra questões como o racismo estrutural e institucional, a violência e a brutalidade policial, o afeto, o pertencimento e a identidade negra, além da resistência coletiva e da organização política como caminhos de enfrentamento às desigualdades. Essa combinação fez com que a obra da banda passasse a ser objeto de interesse também em outros campos. Letras e discos da Black Pantera já foram tema de pesquisas acadêmicas, trabalhos de conclusão de curso, debates em universidades e até questões do ENEM, consolidando o grupo como referência não só artística, mas também como agente cultural e político. “A gente costuma dizer que não é só um show de rock; é uma aula aberta de história, sociologia e direitos humanos em forma de guitarra, baixo e bateria”, afirma Adriano Dias. “Quando o ENEM e a universidade chegam até as letras do Black Pantera, é porque alguma coisa muito profunda se moveu na cultura brasileira.” A gravação ao vivo no Circo Voador, portanto, tem um duplo caráter: documentar a força de um show que promete ser intenso, e registrar para a memória coletiva um momento em que o rock negro brasileiro se afirma como linguagem de crítica, enfrentamento e anúncio de outros futuros. Nossa Gente Negra 2025: Black Pantera como eixo de memória e ação Em 2025, essa trajetória dialoga diretamente com uma iniciativa construída na interseção entre comunicação, direitos humanos e memória: o projeto Nossa Gente Negra, promovido pela ComCausa Defesa da Vida desde 2020. Criado como estratégia de resgate de legados individuais e coletivos, o Nossa Gente Negra busca fortalecer a representatividade negra e promover consciência histórica, indo além da simples lembrança de nomes e datas. O foco é

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ComuniSaúde: Dia Mundial da Pediatria

Neste 19 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Pediatria, uma data dedicada a reconhecer o papel fundamental dos profissionais que se dedicam à saúde das crianças e adolescentes. Mais do que uma especialidade médica, a pediatria representa um compromisso com o futuro, garantindo que cada criança tenha um desenvolvimento saudável, com acompanhamento físico, emocional e social adequado. A data foi criada para valorizar o trabalho dos pediatras, profissionais que acompanham o crescimento desde o nascimento até o final da adolescência, orientando famílias e prevenindo doenças por meio de ações de promoção da saúde e vacinação. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o pediatra tem uma função essencial na primeira infância, fase em que se formam as bases da saúde física e mental que acompanharão o indivíduo por toda a vida. Além de tratar doenças, esses profissionais também são agentes de orientação, acolhimento e educação, ajudando pais e responsáveis a compreenderem melhor as etapas do desenvolvimento infantil. Em um cenário em que o país ainda enfrenta desafios relacionados à mortalidade infantil, desnutrição, obesidade, transtornos mentais e desigualdade no acesso à saúde, o Dia Mundial da Pediatria também é um chamado à reflexão. Valorizar o trabalho desses profissionais significa fortalecer o sistema de saúde e reafirmar o compromisso social com as novas gerações. “Cuidar de uma criança é cuidar da humanidade em seu estágio mais puro. Cada consulta é uma oportunidade de promover saúde, prevenir doenças e construir um futuro mais justo e saudável”, destaca um trecho de mensagem divulgada por entidades médicas nesta data. O Dia Mundial da Pediatria é, portanto, uma ocasião para agradecer e reconhecer todos os profissionais que dedicam sua vida a esse cuidado integral, muitas vezes atuando em condições desafiadoras, mas sempre com afeto, responsabilidade e esperança.  Feliz Dia Mundial da Pediatria! Que o cuidado com as crianças continue sendo prioridade em todas as políticas públicas e práticas de saúde. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Imagem de capa ilustrativa Leia também

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ComCausa lança campanha 'Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas'

ComCausa leva campanha “Cuida dos manos / Cuida das minas” ao Rock Festival de Nova Iguaçu

A ComCausa Defesa da Vida marcou presença no último fim de semana no Rock Festival de Nova Iguaçu 2025, realizado no Espaço de Eventos da Dutra, um dos maiores encontros de música do estado do Rio de Janeiro. A organização levou ao público a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, iniciativa criada para enfrentar o assédio, a importunação e a violência em ambientes culturais e de lazer. Ainda que tenha sido uma pequena contribuição, realizada dentro das possibilidades da instituição, a ação foi conduzida com pleno compromisso e dedicação, transformando a experiência cultural em um espaço também de conscientização social. Ao longo da semana, a campanha foi amplamente divulgada nas redes sociais da ComCausa e do Rock ComCausa, além de ganhar destaque em portais digitais da instituição. Já durante o Rock Festival de Nova Iguaçu, adesivos com mensagens de impacto foram espalhados pelo espaço do evento, chamando a atenção do público para a importância de construir ambientes seguros e livres de violência. Frases como “Cuida de cada corpo, cada cor, cada amor”, “Não é não! Sempre! Assédio não tem vez” e “Rock é sem misoginia, sem racismo, sem homofobia” destacaram-se entre as intervenções visuais que ocuparam o festival, levando reflexão e engajamento ao público presente. A iniciativa contou com o apoio da direção do festival, em especial Isaías Oliveira, e da equipe da Minerva Inc Tattoo, que colaboraram na instalação dos materiais. Esse gesto simples, mas de grande simbolismo, reforçou a mensagem de que a música, além de entretenimento, pode ser também espaço de transformação cultural e engajamento social. Uma campanha permanente O projeto “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas” não se resume a um slogan ou a uma ação pontual. Criada pela ComCausa, a iniciativa tem como propósito consolidar uma cultura de respeito, acolhimento e cuidado coletivo em grandes eventos culturais da Baixada Fluminense e do Rio de Janeiro. Para Adriano Dias, fundador da ComCausa e idealizador da campanha, a proposta é clara: “O ‘Vem Meu Iguall’ é uma chamada para uma cultura de convivência respeitosa. Queremos prevenir o assédio, a importunação e situações de risco em grandes eventos, e ao mesmo tempo estimular que o público cuide uns dos outros. É um convite à responsabilidade coletiva”, afirmou. Por que é urgente? A urgência de iniciativas como a campanha se sustenta não apenas na dimensão simbólica de promover o cuidado coletivo em espaços culturais, mas, sobretudo, nos dados concretos que revelam uma realidade alarmante. Diversas pesquisas nacionais indicam que uma em cada três mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de assédio em espaços públicos, o que por si só já escancara a gravidade do problema. Entre os jovens de 18 a 29 anos, faixa etária predominante em festivais e eventos culturais, cerca de 40% relatam episódios de importunação em festas, shows e encontros sociais. Ainda mais preocupante é o fato de que a maioria dessas situações não chega a ser denunciada, o que amplia a invisibilidade das violências sofridas e reforça a necessidade de estratégias preventivas, educativas e de sensibilização direta junto ao público. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 46% das mulheres entrevistadas declararam sentir medo de frequentar espaços culturais ou de lazer, justamente por receio de sofrer algum tipo de violência. Diante desse cenário, ações como a promovida pela ComCausa não apenas ganham sentido, como se mostram indispensáveis. A experiência positiva vivenciada durante o Rock Festival de Nova Iguaçu é apenas o início de um percurso mais amplo: a organização já planeja ampliar a campanha para outros festivais de música, praças culturais, feiras públicas e manifestações sociais em diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro. Mesmo se tratando de uma intervenção simples — uma pequena contribuição dentro das limitações estruturais da instituição —, a campanha reafirma de maneira contundente o compromisso da ComCausa com a construção de uma sociedade mais justa, diversa, acolhedora e segura para todas as pessoas, especialmente aquelas que historicamente enfrentam maiores situações de vulnerabilidade. Trata-se, portanto, de uma ação simbólica e concreta ao mesmo tempo, que reconhece o potencial transformador da cultura quando aliada ao respeito, à empatia e à responsabilidade coletiva. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComCausa lança campanha ‘Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas’

A ComCausa Defesa da Vida lançou hoje, em suas redes sociais e portais digitais, a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, uma iniciativa que surge da necessidade urgente de enfrentar o assédio e a violência em ambientes culturais da Baixada Fluminense. O projeto se apresenta como uma ação permanente, voltada a promover respeito, cuidado coletivo e convivência segura em grandes eventos. A primeira ativação da campanha aconteceu na Parada LGBT de Nova Iguaçu 2025, realizada no dia 21 de setembro, com materiais visuais que espalharam a mensagem de inclusão e respeito. Agora, além da presença digital, a iniciativa se amplia e ganha projeção no Rock Festival de Nova Iguaçu, programado para 5 de outubro de 2025, no Espaço de Eventos da Dutra. Considerado um dos maiores festivais de música alternativa do estado, o evento deve reunir dezenas de milhares de pessoas. O que é a campanha A proposta do “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas” vai além de um slogan: “é uma chamada para uma cultura de convivência respeitosa. Seu objetivo central é prevenir assédio, importunação e situações de risco em grandes eventos culturais, especialmente em festivais de música e manifestações públicas”, afirma Adriano Dias da ComCausa, que idealizou a campanha. Seus eixos principais são: Dados que reforçam a urgência Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, somente no ano de 2024 foram registrados 37.972 casos de importunação sexual e 8.353 de assédio sexual no Brasil. Grande parte desses episódios ocorre em contextos de aglomeração, onde a vulnerabilidade aumenta. Pesquisas reforçam esse cenário: 42% das mulheres já relataram ter sofrido assédio em shows ou eventos culturais, e sete em cada dez afirmam sentir medo de passar por essa violência. O “Mapa do Assédio no Brasil” confirma essa realidade ao apontar que shows e eventos figuram entre os locais mais citados como espaços de ocorrência de assédio. Sobre o Nova Iguaçu Rock Festival O Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 acontecerá no dia 5 de outubro de 2025, domingo, a partir das 14h, no Espaço de Eventos da Dutra, no Rio de Janeiro. Os ingressos já estão disponíveis no site e no aplicativo da Ingresse. O festival anuncia um salto de qualidade: dois palcos e 11 atrações. O palco Rock Legends recebe The Calling, Os Paralamas do Sucesso (celebrando 40 anos de carreira), CPM 22, Raimundos, Detonautas e Fresno. Já o palco Rock Stars reúne bandas que marcaram a geração dos anos 2000: Strike, Hevo 84, Darvin, Dibob e Debrix. Serviço — Nova Iguaçu Rock Festival Data: domingo, 5 de outubro de 2025, a partir das 14h Local: Espaço de Eventos da Dutra — Nova Iguaçu (RJ) Ingressos: disponíveis pelo site e app da Ingresse Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Minerva Ink e ComCausa alinham ações no Rock Festival de Nova Iguaçu Vem Meu Igual Cuida dos manos Cuida das minas

Minerva Ink e ComCausa alinham ações no Rock Festival de Nova Iguaçu

Em encontro realizado no estúdio Minerva Ink, a ComCausa – Defesa da Vida consolidou uma articulação que resultou na confirmação de um espaço no estande do estúdio durante o Nova Iguaçu Rock Festival. O local também será base para a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, proposta pela ComCausa. A presença da Minerva Ink no festival representa a vitória de uma mobilização espontânea que ganhou força ao longo de 2025. Como resultado desse movimento, a hashtag #MinervaNoRockFestival, criada pelos próprios apoiadores, tornou-se uma das mais comentadas no perfil oficial do festival — um indicativo expressivo do engajamento popular e da força simbólica dessa articulação coletiva. Artistas, clientes e simpatizantes reivindicaram nas redes sociais a participação oficial do estúdio no evento, evidenciando a potência da cena underground da Baixada Fluminense e sua capacidade de organização em torno da valorização da arte periférica. Agora, com a confirmação do estande, a Minerva leva para dentro do festival o que sempre defendeu do lado de fora: identidade, criatividade e pertencimento. Para fortalecer ainda mais esse papel, buscou na ComCausa uma parceira com experiência em campanhas sociais e atuação comunitária. Festival seguro: ComCausa promove campanha no evento junto à Minerva Ink Durante o festival, a ComCausa realizará a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, que terá sua primeira ativação em um festival de rock. A iniciativa busca promover o cuidado mútuo, a prevenção de violências e o fortalecimento da convivência respeitosa em eventos culturais. Adriano Dias, fundador da ComCausa, destacou que a inspiração para a campanha nasceu da canção “Meu Igual”, da banda Cólera — um clássico do punk nacional que ecoa o espírito de união, resistência e solidariedade: “Sozinho não dá, vem meu igual; seja qualquer cor, de onde for, somos um só”. Com linguagem leve, direta e inclusiva — resumida na máxima “respeito é base” —, a campanha se dirige ao público, artistas, produção e equipes de apoio, incentivando a prática da solidariedade e da atenção coletiva como garantia de que todos possam curtir com segurança. A proposta prevê também uma campanha de comunicação de convocação para o festival, vinculada aos portais RedeDH e PortalC3, além das redes sociais da ComCausa – Defesa da Vida, Rock ComCausa e da própria Minerva Ink. No dia do festival, também serão distribuídos materiais de conscientização da campanha. Serviços do estande Minerva Ink no Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 O estande do Minerva Ink oferecerá ao público com Tatuagens (flash tattoos) com artes exclusivas e venda de produtos relacionados. Já a ComCausa utilizará esses serviços como base de sensibilização da campanha, integrando arte e cidadania. Cada experiência no estande — da tatuagem à aquisição de produtos — estará acompanhada de mensagens e materiais que reforçam os eixos centrais da campanha: respeito mútuo, cuidado coletivo e combate à violência em ambientes culturais. Enquanto o público participa das atividades, será convidado a refletir sobre a importância da convivência segura, com distribuição de materiais educativos, divulgação de canais de denúncia e rodas de conversa rápidas sobre direitos humanos e cultura da paz. Saiba mais sobre o Nova Iguaçu Rock Festival O Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 acontecerá no dia 5 de outubro de 2025, domingo, a partir das 14h, no Espaço de Eventos da Dutra, no Rio de Janeiro. Os ingressos já estão disponíveis no site e no aplicativo da Ingresse. Serão dois palcos no Rock Festival de Nova Iguaçu 2025. No Rock Legends, o destaque é a estreia da banda norte-americana The Calling, além de nomes consagrados como Os Paralamas do Sucesso, que celebram 40 anos de carreira, CPM 22, Raimundos, Detonautas e Fresno. No Rock Stars, quem comanda são as bandas que marcaram gerações: Strike, DiBobe, Darvin, Hevo 84 e Debrix, mesclando pop punk, reggae, rock alternativo e influências do hard rock. Assim, o Rock Festival de Nova Iguaçu 2025 se firma como uma grande celebração da música alternativa, mas também como espaço de afirmação de identidades, valorização da periferia e fortalecimento da cultura da paz e da defesa da vida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComCausa lança campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas” contra assédio e violência em eventos culturais

A ComCausa – Defesa da Vida lançará a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, uma iniciativa que nasce da necessidade urgente de enfrentar o assédio e a violência em ambientes culturais, especialmente em shows e festivais de grande porte, onde milhares de pessoas se reúnem para celebrar a música e a arte, mas onde, infelizmente, ainda se registram situações recorrentes de agressões, constrangimentos e violações de direitos. A proposta da campanha é clara: reforçar a cultura do cuidado coletivo e da convivência respeitosa. A ComCausa reconhece que o ambiente dos grandes festivais, embora seja espaço de celebração, também expõe vulnerabilidades específicas. Mulheres, pessoas LGBTQIA+, adolescentes e pessoas em situação de embriaguez ou sob efeito de drogas estão entre os grupos mais afetados por assédio sexual, violências físicas e psicológicas, bem como pela negligência diante de situações de risco. A campanha busca, portanto, despertar a consciência coletiva de que a responsabilidade pela segurança não é apenas da organização do evento ou das forças policiais, mas de todas as pessoas presentes. O lema “respeito é base” traduz essa proposta de forma simples e direta: cada indivíduo deve estar atento, solidário e comprometido em agir diante de qualquer situação de violência. Contexto e números preocupantes Casos de assédio e violência em festivais e shows não são exceção, mas uma realidade documentada por pesquisas e levantamentos. Em 2023, a ONG Think Olga divulgou um estudo apontando que 97% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de assédio em espaços públicos, entre eles shows, festas e transportes coletivos. Esse dado, por si só, revela a dimensão estrutural do problema. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública trouxe números igualmente preocupantes: apenas em 2022 foram registrados mais de 62 mil casos de estupro no Brasil, a maioria contra mulheres e adolescentes, e muitos desses episódios ocorreram em contextos de lazer e entretenimento, quando a vítima está mais vulnerável. No cenário internacional, os dados confirmam a gravidade da questão. Um levantamento conduzido no Reino Unido revelou que 53% das mulheres jovens já sofreram assédio em festivais de música. A partir dessa constatação, alguns organizadores passaram a adotar medidas específicas, como áreas exclusivas de acolhimento feminino e protocolos de resposta rápida. Outras pesquisas globais também indicam que a cada três mulheres, uma relata ter sofrido alguma forma de assédio em eventos culturais de grande porte. Além disso, registros de violência homofóbica e transfóbica em shows e baladas reforçam que o problema é interseccional e atinge múltiplas identidades sociais. Esses números evidenciam a urgência de campanhas educativas como a proposta pela ComCausa, que se colocam não apenas como ações pontuais, mas como estratégias permanentes de transformação cultural. Ações práticas durante o Rock Festival A proposta prevê também uma campanha de comunicação de convocação para o Rock Festival de Nova Iguaçu 2025, vinculada aos portais RedeDH e PortalC3, além das redes sociais da ComCausa – Defesa da Vida, Rock ComCausa e da própria Minerva Ink. No dia do festival, também serão distribuídos materiais de conscientização da campanha. Durante os dias do festival, a campanha ganhará corpo no estande da Minerva Ink, estúdio parceiro que se somou à ComCausa para transformar arte em instrumento de cidadania. No local, o público encontrará flash tattoos, camisetas, souvenires e artes exclusivas, que estarão integrados a ações de conscientização. Cada interação será acompanhada de mensagens educativas, materiais impressos, informações sobre canais de denúncia e orientações sobre como agir diante de situações de assédio ou violência. Um chamado coletivo Segundo Adriano Dias, fundador da ComCausa, a campanha foi inspirada na canção “Meu Igual”, da banda Cólera, um clássico do punk nacional que traduz em poesia a ideia de união e resistência: “Sozinho não dá, vem meu igual; seja qualquer cor, de onde for, somos um só”. Para ele, a letra simboliza exatamente o que se espera em eventos culturais: que ninguém se sinta sozinho diante da violência, que todos possam contar com a força coletiva. “Queremos que cada pessoa que vá a um show ou festival sinta que não está sozinha. Que existe uma rede de cuidado e solidariedade pronta para enfrentar o assédio e as violências. Nosso objetivo é que o rock, a música e a cultura sejam espaços de liberdade e não de medo”, destacou Dias. Um marco no enfrentamento às violências Com a campanha “Vem Meu Igual – Cuida dos manos / Cuida das minas”, a ComCausa reforça sua missão histórica de unir direitos humanos, arte e cidadania em defesa da vida. A iniciativa não apenas alerta para a gravidade do problema, mas também oferece caminhos práticos de mobilização, colocando o público como protagonista da mudança. Mais do que uma campanha, trata-se de um convite coletivo: cuidar uns dos outros é a verdadeira base de qualquer celebração cultural. Imagem de capa ilustrativa | Rua Ceará Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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