Debora Barroso

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Missa em memória às vítimas do atentado da Escola Tasso da Silveira

Há 14 anos, em 2011, o Rio de Janeiro foi palco de um dos capítulos mais sombrios de sua história recente: o assassinato brutal de doze crianças em um ataque que abalou o Brasil. No próximo dia 07 de abril, uma Missa será realizada em homenagem às vítimas da tragédia da Escola Tasso da Silveira, em Realengo. A cerimônia será um momento de fé, união e reflexão, aberto a todos que desejam prestar tributo à memória dessas jovens vidas e reafirmar o compromisso com a paz e a segurança nas escolas. Na manhã de 7 de abril de 2011, a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, celebrava seus 40 anos com ex-alunos convidados a compartilhar suas histórias. Entre eles, um jovem de 23 anos chegou ao local com um pedido aparentemente inofensivo: resgatar seu histórico escolar. Mas suas intenções eram outras. Armado com dois revólveres, comprados por R$ 1.460, ele subiu ao segundo andar e invadiu uma sala da 8ª série. Em poucos minutos, disparou contra 24 crianças, matando 12 – dez meninas e dois meninos, entre 12 e 14 anos. O ataque só terminou graças à intervenção do sargento Márcio Alexandre Alves, da Polícia Militar, alertado por alunos que escaparam. Ferido pelo policial, o agressor se matou dentro da escola, deixando um rastro de dor e perplexidade. ComCausa promoverá ações em memória e reflexão sobre a tragédia, com foco na mobilização comunitária e promoção do debate público Além da cerimônia religiosa marcada como um momento solene de homenagem e solidariedade, a ComCausa desenvolverá uma série de iniciativas com o objetivo de manter viva a memória das vítimas e ampliar o debate público sobre os fatores que envolvem episódios de violência, especialmente aqueles que ocorrem no ambiente escolar. A proposta é transformar a dor em mobilização cidadã, promovendo conscientização e construção coletiva de respostas sociais e institucionais. Mobilização comunitária e reconhecimento institucional Uma convocação ampla será divulgada junto às comunidades, movimentos sociais, representantes do poder público, imprensa e sociedade civil, com o intuito de fortalecer a participação na missa como um ato coletivo de memória, resistência e comprometimento com a vida. A ComCausa também encaminhará solicitações formais aos parlamentos municipal, estadual e federal, demandando pronunciamentos oficiais e manifestações públicas de apoio. A intenção é que o poder público reafirme seu compromisso com a adoção e fortalecimento de políticas de prevenção à violência nas escolas, como parte da responsabilidade compartilhada na construção de espaços seguros e inclusivos para crianças, adolescentes e educadores. Reflexão por meio da cultura: juventude como protagonista No dia 10 de abril, a ComCausa realizará uma atividade especial na sede do Projeto Professor Fábio Castelano, em Queimados. Será exibido um trecho do episódio da série Adolescência, da plataforma Netflix. A exibição será seguida de uma roda de conversa com jovens, promovendo um espaço de escuta, troca e elaboração coletiva sobre as causas e impactos da violência. A proposta é utilizar a cultura como ferramenta pedagógica e política, estimulando a reflexão sobre temas urgentes como bullying, saúde mental, abandono escolar e o papel da sociedade na proteção da infância e da juventude. A roda de conversa será conduzida por educadores, ativistas e profissionais da área da saúde mental e assistência social, promovendo um diálogo sensível e profundo com os adolescentes participantes. Por justiça, memória e transformação social Todas essas ações integram uma estratégia mais ampla da ComCausa de promover justiça social e políticas públicas eficazes, garantindo que as vítimas não sejam esquecidas e que suas histórias se tornem marcos de transformação. Ao transformar o luto em luta e a memória em ação, a ComCausa reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa, segura e empática para todos e todas. Um convite à solidariedadeNeste ano, ao marcar 14 anos da tragégia, o pior ataque a uma escola no Brasil, a comunidade de Realengo se reúne novamente para honrar as crianças que se foram. A Missa está marcada para 07 de abril, às 19h, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus, no Jardim Novo (Estrada Manoel Nogueira de Sá). Com saudade no coração e amor como guia, familiares, amigos e moradores celebrarão os “Anjos de Realengo” – crianças arrancadas de forma tão violenta, mas eternas nas memórias de quem as amou. Todos são bem-vindos para participar, orar e renovar o compromisso com a paz nas escolas e o fim da violência. Será um momento de transformar a dor em esperança e fortalecer os laços de união na comunidade. Data: 07/04/2025 (segunda-feira) | Local: Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus (Estrada Manoel Nogueira de Sá, Jardim Novo – Realengo, RJ) | Horário: 19h. Saiba mais | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe

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Edson Luís estudante assassinado por militares na ditadura

Nome de estudante morto na ditadura pode ser incluído no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira votação, a inclusão de Edson Luís de Lima Souto no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado. O reconhecimento, previsto no Projeto de Lei 606/2023, foi proposto pela deputada Dani Monteiro (PSOL). Para entrar em vigor, a medida ainda precisa de uma segunda aprovação em plenário antes de seguir para sanção ou veto do governador do Rio. Edson Luís, estudante secundarista, foi morto pela polícia em 1968 durante a ditadura militar, tornando-se um ícone da resistência estudantil contra a repressão. “Tomou um tiro no peito por lutar”, afirmou Dani Monteiro. “Defendia a democracia, a educação e o direito à alimentação. Essa homenagem reconhece sua luta”, completou. A proposta foi debatida em plenário com a participação de deputados como Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD), que testemunharam o episódio. “Vi o assassinato de Edson Luís. Os estudantes levaram seu corpo para onde hoje é a Câmara Municipal. Foi um crime brutal”, relatou Luiz Paulo. “Precisamos resgatar heróis anônimos que lutaram pela democracia”, acrescentou. Carlos Minc relembrou a repercussão do caso. “O movimento estudantil cresceu. A frase ‘Mataram um estudante. E se fosse um filho seu?’ impactou a classe média”, disse. Ele também destacou que médicos impediram a remoção do corpo pelo regime, realizando a autópsia no local da manifestação. A Lei 8.439/19 já havia instituído o dia 28 de março como “Dia Estadual da Juventude em Defesa da Democracia”, em memória do estudante. Relembre o caso | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________

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Nem Azevedo segurando Jornal da ComCausa com foto da Caminhada em memória das Vitimas da Chacina da Baixada de 2014 - Arquivo ComCausa

Memória: Chacina da Baixada

No dia 30 de março de 2005, noite de quarta-feira, policiais militares mataram duas pessoas e atiraram a cabeça de uma delas para dentro do 15º Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias. As cenas foram registradas pelo sistema de segurança de uma escola ao lado da unidade. A ação seria uma resposta ao comando da polícia pela “operação Navalha na Carne”, que colocou sob detenção mais de uma centena de policiais e levou vários outros a prisão por desvio de conduta. Na noite de 31 de março, policiais iniciaram uma sequência de mortes na cidade de Nova Iguaçu e terminaram em Queimados, foram 30 pessoas baleadas e 29 mortos. É até hoje a maior chacina do estado do Rio de Janeiro, chocou o Brasil e ganhou o noticiário internacional. Noite de terror na Baixada Na tarde de 31 de março de 2005, segundo investigações, por volta das 04 horas os policiais militares Marcos Siqueira Costa, José Augusto Moreira Felipe, Carlos Jorge Carvalho, Júlio César Amaral de Paula – e junto com eles posteriormente Fabiano Gonçalves Lopes -, se encontraram no bar Aza Branca, na Rua Dom Walmor no centro de Nova Iguaçu. Na frente do bar um gol prata estava parado com as portas abertas. O grupo passou a tarde bebendo e conversando sobre como fazer uma retaliação as ações da Justiça que estava prendendo PMs que participariam de grupos que operaram ações criminosas na Baixada Fluminense. O roubo de carga, venda de segurança ilegal, assassinatos por encomenda, sequestros de bandidos para extorsão, assaltos acobertados por outros policiais, agiotagem, participação em esquemas de caça níquel, associação com jogo do bicho, a pratica do “arrego” (captação de propina) com o tráfico e comerciantes em situação irregular, entre outras ações ilícitas em que os envolvidos utilizavam sua condição de agentes de segurança do Estado para obter altos ganhos financeiros. Pouco antes das 20 horas Fabiano Gonçalves Lopes se separou do grupo e, minutos depois, os policiais entraram no carro que saiu do centro de Nova Iguaçu, foi até o bairro Esplanada e acessou a Via Dutra no sentido São Paulo. Poucos metros após o gol prata com quatro pessoas, três delas encapuçadas, entrarem na Via Dutra avistaram dois jovens andando de bicicleta no acostamento. Era o estudante Rafael da Silva Couto (17 anos), e o ajudante de pedreiro William Pereira dos Santos (20 anos), que voltavam do centro de Nova Iguaçu para casa. Aproximadamente as 20h30, os PMs pararam o carro ao lado e atiraram contra os que morreram em frente a Estrada D, um dos principais acessos para o bairro da Posse, na altura do Km 178 da Dutra. Após balear os dois jovens, o carro dos policiais teria seguido pela Dutra e no próximo acesso, na Estrada C do bairro da Posse, mataram o cozinheiro José Carlos de Oliveira (39) que passava pelo local no momento por volta de 20h40. O grupo retornou à via Dutra, cruzaram o viaduto da Posse e, pouco antes das 20h50, assassinaram a travesti Luiz Carlos da Silva (23 anos) na Rua São Paulo 30. Seguiram em frente e mataram o estudante Alessandro Vieira, de 15 anos, na Rua Oliveira Rodrigues Alves. Os dois estavam em um ponto de prostituição de travestis, que já tinha sido local de outros atentados como este. Os assassinos seguiram pela Rua Rodrigues Alves, entraram na Rua Minas Gerais e acessaram Rua Gama e seguiram sentido o centro do Barrio Cerâmica. Pouco antes da Escola de Samba Flor do Iguaçu, onde existe uma concentração de estabelecimentos comerciais, pararam em frente ao bar Caíque e, por volta das 21 horas, balearam dez pessoas, matando nove. No local foi alvejada a comerciante Elizabeth Soares Oliveira (43 anos); o deficiente auditivo Felipe Carlos Soares de Oliveira (13); os estudantes Bruno da Silva Souza (15), Leonardo Felipe da Silva (15) e Douglas Brasil de Paula (14), que trabalhava em uma padaria da localidade para ajudar a família; o sorveteiro Jonas de Lima Silva (19); o funcionário público Robson Albino (25); o camelô Manoel Domingos Lima Pereira (53); o vendedor Jaílton Vieira (27 anos), que era vizinho ao bar e tinha ido pagar uma dívida de R$ 2,00; e Kênia Modesto Dias (27) esposa de Caíque, que junto com Douglas chegaram a ser socorridos, mas morreram no hospital. Poucos metros após o bar Caíque, Cledivaldo Humberto da Silva, de 47 anos, estava tomando uma cerveja com a esposa e, ao escutar os tiros, foi até a porta do comercio que estava. Ao avistar Cledivaldo na porta, um dos ocupantes do gol deu ordem do carro parar, sai do veículo e atira sobre o teto. A bala atinge o osso da perna de Cledivaldo que cai no chão. Ele foi o único do episódio da chacina da Baixada a levar somente um tiro, também o único a sobreviver. Após balearem uma dezena de pessoas no bar, os PMs seguiram pela Rua Geni Saraiva em direção a saída para a Via Dutra. Perto das 21h15, os assassinos passaram pelo centro comercial do bairro Cerâmica e em um local conhecido como ‘curva da morte’, na altura do número 1851, mataram mais duas pessoas: o militar Leonardo da Silva Moreira (de 18 anos), que havia ido encontrar-se com a namorada no portão de casa, e o padeiro César de Souza Penha, de 30 anos. Seguiram até o final da Rua Geni Saraiva, voltaram para a Via Dutra e seguiram até o município de Queimados. Eram quase 21h30, e os policiais baleara quatro homens em frente à Mania Lava Jato – na Rua Ministro Odilon Braga, no Centro – foram mortos o dono do estabelecimento Luís Jorge Barbosa Rodrigues, comerciante de 27 anos; Wagner Oliveira da Silva (25); Márcio Joaquim Martins (26) e o estudante e ladrilheiro Fábio Vasconcelos (29). A cerca de um quilômetro dali do lava jato, no Campo da Banha, cinco homens conversavam sobre futebol sentados na calçada de um bar na Rua Carlos Sampaio, quando foram assassinados, quase todos com tiros na cabeça: os estudantes Marcelo Júlio Gomes do Nascimento (16), Marcus Vinícius Cipriano Andrade (15); o cozinheiro Francisco José da Silva Neto (34); o padeiro Marco Aurélio Alves (37), e João da Costa Magalhães (25),

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Vitímas da Chacina da Baixada - Arquivo ComCausa

Chacina da Baixada: Nova Iguaçu e Queimados terão atividades de memória luta por justiça e transformação

Nova Iguaçu e Queimados, duas cidades da Baixada Fluminense, terão uma série de atividades para marcar os 20 anos da Chacina da Baixada, um dos episódios mais violentos e trágicos da história do Rio de Janeiro. As atividades têm como objetivo honrar as vítimas, refletir sobre os impactos da violência e propor ações concretas para a segurança pública na região. A programação, que ocorrerá entre os dias 30 e 31 de março, inclui missas, atos públicos, homenagens e debates, reunindo familiares das vítimas, autoridades, especialistas em direitos humanos e a comunidade local. A iniciativa é dos familiares das vítimas, com apoio da organizada pela ComCausa, da Câmara Municipal de Queimados, entre outras instituições. Programação em Nova Iguaçu e Queimados A programação terá início no dia 30 de março, às 18h, com uma missa na Paróquia Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. A cerimônia visa homenagear as vítimas e refletir sobre a necessidade de justiça e transformação nas políticas de segurança pública. No dia seguinte, 31 de março, as atividades se concentrarão em Queimados. A partir das 16h, na Praça Nossa Senhora da Conceição, será realizado um ato público com a instalação de um memorial temporário, exposição de cartazes, acendimento de 30 velas em homenagem às vítimas e leitura solene de seus nomes. Familiares e participantes também terão espaço para depoimentos sobre a luta por justiça e memória. Às 18h, a programação segue no Auditório da Câmara Municipal de Queimados, com o apoio do vereador Professor Catellano, com a solenidade “20 Anos da Chacina da Baixada: O que mudou?”. O evento contará com mesas de debate como abordará o histórico da chacina, os desafios nas investigações e a conjuntura da segurança pública nos últimos 20 anos. “Segurança Pública na Baixada Fluminense: Avanços e Desafios”: discutirá dados sobre violência na região, políticas públicas e propostas para a redução da criminalidade. Segundo o vereador Professor Catellano, um dos articuladores da iniciativa, “é fundamental manter viva a memória das vítimas e discutir ações concretas para prevenir a violência e garantir segurança à nossa população”. Participação e outras atividades Participarão do evento representantes dos familiares das vítimas, autoridades locais, instituições públicas e especialistas em direitos humanos. Além dessas atividades, haverá outras iniciativas em Nova Iguaçu, promovidas por familiares em conjunto com os núcleos de apoio às vítimas e direitos humanos da Prefeitura de Nova Iguaçu, que ainda não divulgaram as agendas. ComCausa solicita pronunciamentos no Legislativo A ComCausa também solicitou pronunciamentos nas Câmaras de Queimados e de Nova Iguaçu, na Assembleia Legislativa do Rio e na Câmara Federal, para ampliar o debate sobre o tema.Segundo Adriano Dias, que está ajudando na promoção das atividades, “o evento busca não apenas honrar a memória das vítimas, mas também promover um diálogo construtivo sobre segurança pública e direitos humanos. A expectativa é que as discussões resultem em propostas concretas para a prevenção da violência e a melhoria das políticas de segurança na Baixada Fluminense”. E completa: “Manter viva a memória da Chacina da Baixada vai além de um simples recordatório. É uma forma de prevenir novas ocorrências de violência, promover a reparação histórica e combater o apagamento de episódios traumáticos. Além disso, honra a luta dos familiares das vítimas e reforça a necessidade de transformação nas estruturas de poder e nas instituições responsáveis pela segurança pública”. Os 20 anos da Chacina da Baixada são um momento de reflexão, luta e esperança. As atividades programadas para março em Nova Iguaçu e Queimados representam um esforço coletivo para transformar a memória das vítimas em ações concretas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, segura e solidária na Baixada Fluminense. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________

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Combate a Dengue; Foto Paulo Pinto Agência Brasil

ComuniSaúde: risco de explosão de casos de dengue em 2025

O estado do Rio de Janeiro inicia o ano de 2025 em situação de alerta em relação à dengue. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que, nas primeiras semanas deste ano, já foram registrados 810 casos prováveis, com 50 internações. Até o momento, não há mortes confirmadas. As informações são inseridas no sistema Monitora RJ, ferramenta digital que compila e atualiza diariamente os números fornecidos pelos municípios. Cenário nacional preocupa O panorama nacional também é alarmante. No ano de 2024, o Brasil registrou 6,6 milhões de casos prováveis de dengue, resultando em 6 mil mortes. Já em 2025, até o dia 9 de janeiro, foram contabilizados 16,3 mil casos prováveis e 16 óbitos ainda estão em investigação, segundo dados preliminares. A região Sudeste concentra 75,4% dos casos notificados em todo o país, evidenciando a necessidade de ações coordenadas para prevenção e combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Medidas de prevenção Além disso, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dores no corpo, manchas na pele, náuseas e cansaço extremo. Caso apresente esses sinais, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. Com as altas temperaturas e o período de chuvas, o combate ao mosquito torna-se ainda mais essencial para evitar uma possível explosão de casos ao longo do ano. Autoridades e especialistas reforçam a importância da mobilização da população para colaborar com as medidas de prevenção. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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Bispo Dom Tarcísio de Caxias recebe representantes da ComCausa

Bispo Dom Tarcísio de Caxias recebe representantes da ComCausa

Na manhã desta segunda-feira (21), Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo da Diocese de Duque de Caxias, recebeu em sua sede membros da ComCausa para discutir a possibilidade de uma parceria estratégica no âmbito do Projeto ComuniSaúde. O diálogo entre a ComCausa e a Diocese teve como objetivo principal estabelecer uma colaboração técnica para ampliar a abrangência e a eficiência do ComuniSaúde, uma iniciativa que integra o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro. O foco do projeto é promover o acesso à saúde em comunidades vulneráveis, com a participação de importantes instituições acadêmicas e de pesquisa, como a Fiocruz, o Instituto Fernandes Figueira (IFF), a UFRJ, a UERJ e a PUC-RJ. Entre as ações centrais do projeto estão o mapeamento da rede de saúde em seis municípios da Baixada Fluminense — Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita — e o desenvolvimento de uma plataforma digital acessível (ComuniSaude.org.br). Essa plataforma oferecerá informações detalhadas sobre unidades de saúde, serviços disponíveis e canais de orientação digital e telefônica, administrados pela equipe do ComuniSaúde da ComCausa, com o objetivo de facilitar o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Durante a reunião, Dom Tarcísio foi apresentado à importância de uma participação ativa da Diocese para ampliar o alcance do projeto. Com o apoio da Igreja, a ComCausa pretende articular ações em parceria com comunidades e lideranças religiosas, criando uma ponte de informação e suporte para populações em situação de maior vulnerabilidade. Dom Tarcísio demonstrou receptividade à iniciativa e informou que analisará a proposta formal de parceria entre a ComCausa e a Diocese de Duque de Caxias. O desafio da tuberculose na Baixada Fluminense Outro ponto abordado durante o encontro foi a alta incidência de tuberculose na Baixada Fluminense, uma das regiões mais afetadas do estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do Ministério da Saúde, municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo apresentam algumas das maiores taxas de incidência do país, com aproximadamente 60 casos por 100 mil habitantes. Dados de 2021 da Secretaria Estadual de Saúde (SES) registraram 16.099 casos e 867 óbitos por tuberculose no estado do Rio de Janeiro, sendo que 86% dos casos estavam concentrados em 16 municípios, dos quais 10 pertencem à Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Em 2023, o estado apresentou a terceira maior incidência de tuberculose no Brasil, com 70,7 casos por 100 mil habitantes, e a segunda maior taxa de mortalidade, com 4,7 óbitos por 100 mil habitantes. Nesse mesmo ano, a Região Metropolitana I, que inclui a Baixada Fluminense, concentrou 75,7% dos casos de tuberculose registrados no estado, abrangendo 60,6% da população fluminense. “A vulnerabilidade socioeconômica, aliada à dificuldade de acesso ao sistema de saúde e à precariedade da infraestrutura em muitas comunidades, agrava a situação”, destacou Adriano Dias, representante da ComCausa. Ele também mencionou que o medo e o preconceito levam muitas pessoas a evitarem o diagnóstico, tornando-se vetores da doença. Apoio da Cruz Vermelha O encontro também ressaltou a colaboração com a Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, que disponibilizará espaço para encontros mensais denominados “Café no Pronto ComuniSaúde Cruz Vermelha”. Esses encontros reunirão movimentos sociais e gestores para debater avanços e desafios do projeto. Além disso, a Cruz Vermelha fornecerá suporte logístico para ações como o ComuniSaúde na Rua, que levará serviços de saúde diretamente às comunidades. Ao final do encontro, ficou acordado que a Diocese analisará a proposta formal de parceria e alinhará os detalhes necessários para sua implementação. A expectativa é que essa colaboração represente um importante avanço na garantia do acesso à saúde para as comunidades mais vulneráveis da Baixada Fluminense. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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