Debora Barroso

Podcast Alemão Ilimitado maicon Hofman recebe Adriano Dias da ComCausa

Podcast Alemão Ilimitado recebe Adriano Dias da ComCausa

No mais recente episódio do podcast Alemão Ilimitado, apresentado por Maicon Hofman, o jornalista e ativista Adriano Dias — fundador da OS ComCausa Defesa da Vida — foi o convidado para uma conversa profunda, sincera e cheia de histórias inspiradoras. O episódio ao vivo, já disponível no YouTube, apresenta um panorama revelador da trajetória de Adriano, suas motivações e os bastidores de sua atuação nos campos do jornalismo comunitário, da promoção e defesa dos direitos humanos e da mobilização social na Baixada Fluminense e além. Durante a conversa, Adriano Dias relembra como iniciou sua trajetória ainda jovem, impulsionado pela inquietação diante das desigualdades sociais e pela necessidade urgente de ter e dar voz às pessoas historicamente silenciadas. Sua caminhada é marcada por uma atuação multifacetada que integra memória, cultura, comunicação e engajamento cívico em favor da dignidade humana. O episódio também mergulha nos marcos e nos desafios da ComCausa— iniciativa idealizada por Adriano que se consolidou na promoção de direitos e no acolhimento de famílias vítimas de violações. Da articulação de campanhas sobre pessoas desaparecidas à mobilização em defesa da vida, sua atuação demonstra, na prática, como as organizações pode se tornar uma ferramenta de transformação pessoal e social. Em determinado momento do podcast, ao ser questionado por Maicon Hofman sobre o que são os direitos humanos, Adriano ofereceu três respostas que sintetizam sua visão ampla e sensível sobre o tema. Primeiro, apresentou uma definição formal: “Direitos Humanos são os direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais que servem de base para uma sociedade civilizada.” Em seguida, recorreu ao ensinamento cristão, dizendo que “Direitos Humanos é amar ao próximo como a si mesmo.” Por fim, em sua resposta mais pessoal, afirmou: “Para mim, Direitos Humanos é empatia — é sentir a dor do outro e tentar agir para que ninguém precise sentir aquela dor.” A entrevista é uma verdadeira aula sobre ética, resistência e criatividade diante das desigualdades que marcam o país. Assista ao episódio completo: YouTube – Alemão Ilimitado com Adriano Dias Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Revista Menó publica entrevista com Adriano Dias Punk Rock, direitos humanos e comunicação de guerrilha

Revista Menó publica entrevista com Adriano Dias: Punk Rock, direitos humanos e comunicação de guerrilha

Nesta semana, a Revista Menó, uma das publicações digitais mais relevantes do cenário editorial independente periférico, trouxe uma entrevista extensa, sensível e politicamente potente com Adriano Dias, fundador da ComCausa, ativista de direitos humanos, comunicador, músico, produtor cultural e referência da resistência periférica na Baixada Fluminense. A entrevista, intitulada “Adriano Dias: Punk Rock, Direitos Humanos e Comunicação de Guerrilha como resistência viva da Baixada Fluminense”, foi conduzida pelo jornalista Pedro Santos e mergulha nas mais de quatro décadas de atuação de Adriano, que tem articulado cultura, cidadania e comunicação como ferramentas de transformação cotidiana, sem abrir mão da coerência, da escuta e do afeto como princípios éticos. A Revista Menó e sua linha editorial crítica e contra-hegemônica A Revista Menó é uma publicação digital independente que se consolidou nos últimos anos por abordar, com linguagem acessível e engajada, temas contemporâneos como feminismo, sexualidade, política, arte, literatura, cinema e questões sociais, sempre sob um viés crítico e provocador. A revista se destaca por valorizar perspectivas não hegemônicas, vozes marginalizadas e narrativas que escapam ao mainstream. Seus conteúdos vão de ensaios e entrevistas a resenhas e colunas opinativas — todas atravessadas por uma linguagem que mistura análise profunda, ironia e afeto. Ao publicar a entrevista com Adriano Dias, a Menó reafirma seu compromisso editorial com histórias que emergem das bordas sociais, trazendo à tona a potência de sujeitos que constroem suas lutas fora dos centros de poder, das grandes redações e das plataformas convencionais. Militância que nasce do chão da Baixada A trajetória de Adriano não se explica por teorias nem se resume a cargos ou títulos. Forjado na Baixada Fluminense, começou sua caminhada militante ainda nos anos 1980, em um contexto de redemocratização nacional que não chegava às bordas urbanas com a mesma velocidade. Enquanto o país celebrava as eleições diretas, ele compreendia nas ruas que a violência institucional, o racismo estrutural e a exclusão social seguem vivos, mesmo sob governos democráticos. “As lutas não são compartimentos isolados. Quando a causa vira parte da sua identidade, você não apenas organiza tarefas: você vive aquilo”, diz Adriano à Menó. Ao longo da entrevista, ele compartilha como essa consciência moldou sua atuação em diversas frentes — da fundação da ComCausa, ao trabalho direto com cultura e juventude, passando pela promoção de campanhas de cidadania e o enfrentamento de violações institucionais contra crianças. Rock ComCausa: quando o som vira ferramenta de cidadania A entrevista dedica atenção especial ao projeto Rock ComCausa, iniciativa que integra arte, memória e direitos humanos por meio da linguagem do punk rock e do metal. Com raízes nos encontros musicais das décadas de 80 e 90, Adriano transformou sua vivência cultural em um projeto político e formativo. O Rock ComCausa atua na articulação de bandas independentes, produção de conteúdo, criação de campanhas e realização de eventos que usam o som pesado como instrumento de crítica e mobilização. “A ideia é transformar o barulho em voz, fazer da guitarra uma arma simbólica contra a exclusão”, afirma. Na entrevista, ele relembra como letras de músicas como Matapacos (da banda Skorno) ou Paiol em Chamas (do Armahda) funcionam como cápsulas de memória histórica e de formação crítica, possibilidade que o rock lher deu de acessar estas informações desde a décade de 1980 O punk rock da Desordem SA O retorno aos palcos com a banda Desordem SA também ocupa espaço na entrevista. Formada por amigos da velha cena punk carioca, a banda mistura memória, humor e rebeldia em canções autorais que atualizam as pautas da década de 1980 para o presente de retrocessos e resistências. Com passagens por coletâneas internacionais, ensaios no Estúdio Lux, em Nova Iguaçu, e shows celebrando os 40 anos da cena punk, a Desordem SA carrega a essência do “faça você mesmo” — com moicano, atitude e letras afiadas. “A gente se junta como quem joga bola no fim de semana — só que com distorção e crítica social”, brinca Adriano. Crianças com Direitos: transformar dor em compromisso Num dos momentos mais emocionantes da entrevista, Adriano relata como a dor pessoal de enfrentar uma tentativa de alienação parental contra seu próprio filho deu origem ao projeto Crianças com Direitos. Criado para acolher e denunciar situações de violência institucional contra crianças e adolescentes, o projeto se fortalece com cada novo caso que ganha visibilidade, enfrentando o silêncio e a omissão do Estado. “Foi da experiência mais devastadora da minha vida que nasceu um projeto com força para transformar. Não quero que nenhuma criança passe pelo que meu filho passou”, diz Adriano à revista. Na entrevista Adriano menciona outros casos emblemáticos violêntos com envolvimento de quem deveria pretegrer, as propias mes que levaram a moret de das maes — como os de  como exemplos de como o sistema falha em proteger quem mais precisa. O projeto busca atuar tanto na escuta e acolhimento, quanto na articulação política e jurídica. Na entrevista, ele também menciona casos emblemáticos que chocaram o país pela brutalidade e pela omissão institucional — como os de Henry Borel e Maria Sofia —, ambos marcados pela participação direta ou conivência de quem deveria zelar pela integridade das crianças: as próprias mães. Adriano aponta essas histórias como expressões de uma falha sistêmica do Estado e da Justiça, que se mostra incapaz de agir com a firmeza e a sensibilidade necessárias para proteger os mais vulneráveis. Portal C3: jornalismo posicionado e necessário A entrevista também destaca o trabalho de Adriano à frente do Portal C3, projeto de comunicação periférica que teve origem no antigo fanzine Consciência Nacional na década de 1980, qeu completa 40 anos agoara em agosto de 2025, e se transformou em uma das plataformas mais respeitadas da Baixada. “A gente não transforma dor em conteúdo. A gente transforma em mobilização. E isso exige escuta, coragem e afeto.” Além do Portal, Adriano também coordena o redeDH.org.br, voltado ao monitoramento e articulação de pautas de direitos humanos no território fluminense. Repercussão e importância da publicação A escolha da Revista Menó em entrevistar Adriano Dias não é apenas editorial: é um gesto

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ComuniSaúde: Dia Mundial do Doador de Sangue celebra solidariedade e salva milhares de vidas

Celebrado em 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue é uma data dedicada a reconhecer os milhões de doadores voluntários que ajudam a salvar vidas todos os anos, além de conscientizar a população sobre a importância de doar sangue com regularidade e segurança. Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2014, o dia foi escolhido em homenagem ao nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868–1943), responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos e do fator Rh, marcos fundamentais para a medicina moderna e para a segurança nas transfusões. A cada doação, uma única pessoa pode salvar até quatro vidas, contribuindo com procedimentos de emergência, tratamentos de doenças crônicas e cirurgias complexas. No entanto, estoques nos hemocentros muitas vezes operam em níveis críticos, especialmente em períodos de férias, inverno e pandemias. A ComCausa, por meio do projeto ComuniSaúde, reforça a importância da doação de sangue como um ato de responsabilidade coletiva e defesa da vida. A iniciativa atua com campanhas de conscientização, rodas de conversa, atividades educativas e comunicação cidadã para engajar a população na doação voluntária, especialmente em territórios populares, onde o acesso à informação e aos serviços de saúde pode ser mais limitado. “Nosso trabalho é informar, sensibilizar e facilitar o acesso. A doação de sangue é um gesto que salva vidas todos os dias — e precisa ser parte da cultura de solidariedade da sociedade”, destaca a ComCausa. Quem pode doar sangue? A doação é simples, segura e rápida — mas há critérios básicos para garantir a segurança do doador e do receptor: Um gesto que transforma A campanha deste ano reforça que doar sangue é um ato de solidariedade, amor e cidadania. Não há substituto para o sangue humano — e ele só pode vir de outros seres humanos. Se você pode doar, procure um hemocentro da sua cidade. Se não pode, divulgue, incentive, compartilhe. A Defesa da vida começa com pequenos gestos que fazem toda a diferença. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe: Compartilhe este post:

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Missa Inculturada Nordestina é realizada em São João de Meriti

Missa Inculturada Nordestina é realizada em São João de Meriti

Na terça-feira, 29 de abril de 2025, a Comunidade São José Operário, vinculada à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no município de São João de Meriti, promoveu uma Missa Inculturada Nordestina, reunindo fiéis, agentes pastorais e representantes de movimentos culturais e sociais em uma celebração que integrou elementos da liturgia católica com expressões da cultura popular brasileira. A celebração aconteceu na Avenida Getúlio Vargas, s/n, Vila São José, nas proximidades do Museu João Cândido e da antiga residência de Mestre Pedro, tradicional liderança da Folia de Reis “Estrela do Oriente, Deus é Nosso Guia”, falecido em março deste ano. Liturgia e participação Presidida por Frei Athaylton Jorge (Frei Tatá), integrante da Pastoral afro e da Subsecataria de Igualdade Racial da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São João de Meriti, a missa contou com cânticos e ritmos típicos do nordeste brasileiro, com o uso de instrumentos regionais. Destacou-se a participação de integrantes da Pastoral Afro da Paróquia Cristo Rei, do bairro de Vaz Lobo, que contribuíram com a musicalidade e a ambientação cultural da celebração. O evento também contou com a presença da ComCausa, representada por seu fundador, o jornalista Adriano Dias. Referência cultural Durante a celebração, foi feita uma menção à importância histórica e cultural de Mestre Pedro, referência na preservação da Folia de Reis na Baixada Fluminense. Ao longo de décadas, ele liderou o grupo Estrela do Oriente, sendo reconhecido por sua contribuição à cultura e religiosidade popular. Em 2021, foi homenageado pela Secretaria de Cultura e Igualdade Racial de São João de Meriti. Sua última participação pública ocorreu no tradicional evento “Giro da Folia”, em janeiro de 2025, que reuniu diversos grupos da região. Integração entre fé e cultura A realização da Missa Inculturada faz parte de um esforço mais amplo da Igreja Católica em territórios periféricos para integrar a espiritualidade cristã com manifestações culturais locais, reconhecendo o valor das expressões afro-brasileiras e nordestinas como caminhos legítimos de vivência da fé. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Plano Integrado de Saúde nas Favelas celebra cinco anos com presença da ex-ministra Nísia Trindade

Na manhã desta segunda-feira, 29 de abril de 2025, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi palco da celebração dos cinco anos do Plano Integrado de Saúde nas Favelas. O evento reuniu especialistas, representantes de movimentos sociais, pesquisadores e instituições públicas para discutir os desafios da saúde nos territórios populares do estado. O encontro celebrou os avanços do plano e também sinalizou a perspectiva de novos investimentos públicos para o fortalecimento da saúde nos territórios populares. O momento de maior destaque da programação foi a presença da cientista social e ex-ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade Lima, que foi lembrada por sua trajetória e contribuição fundamental durante os períodos em que esteve à frente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde. Reconhecida nacional e internacionalmente, Nísia Trindade foi uma das principais articuladoras das políticas públicas de enfrentamento à pandemia de Covid-19 voltadas para as favelas e periferias urbanas. A cerimônia teve início às 10h, com a homenagem à ex-ministra, seguida da abertura institucional e de três mesas temáticas. Às 11h, o painel “Plano Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas” reuniu nomes como Alan Brum (Instituto Raízes em Movimento), Pedro Cunha Bocayuva (UFRJ), Lígia Bahia (SBPC) e a deputada estadual Renata Souza (Alerj), abordando as respostas emergenciais durante a crise sanitária. Ao meio-dia, a mesa “Cinco anos de fortalecimento do campo da saúde integral nas favelas” contou com representantes de coletivos e instituições como Fiocruz, UFRJ, Grupo Alafonte CDD e Mulheres de Atitude de Manguinhos, debatendo a consolidação de políticas de base territorial e o papel das redes comunitárias. Durante o encontro, diversas instituições compartilharam suas realidades e experiências de atuação, revelando um panorama rico e, ao mesmo tempo, fragmentado das ações na ponta. Para Adriano Dias, esse mosaico de iniciativas, tem sido um dos principais promotores do acesso à saúde nas comunidades mais vulnerabilizadas — territórios historicamente marcados por violações e invisibilidade institucional. “Essa fragmentação, paradoxalmente, tem permitido que as brechas do sistema sejam preenchidas com criatividade e compromisso social. Quando olhamos para a atuação nas favelas, percebemos que a presença dessas iniciativas autônomas é, muitas vezes, o único elo entre o cidadão e seu direito à saúde”, afirmou Adriano. Há, no entanto, uma expectativa coletiva de que essa rede se fortaleça e se consolide em parceria com o poder público, ampliando seu impacto e transformando-se num instrumento estruturante de garantia e promoção de direitos. Segundo Adriano, também há sinalização de um possível novo aporte de recursos financeiros, o que poderia consolidar e expandir ainda mais projetos de acesso à saúde nas favelas. “É hora de transformar o que hoje é resistência em política pública efetiva. Essa rede tem potencial para ser muito mais do que resposta emergencial — ela pode se tornar a base de uma nova forma de cuidar”, concluiu. Encerrando a programação, a última mesa do dia — “Saúde Integral nas Favelas e Comunidades Urbanas: uma agenda para as políticas públicas” — teve a participação de Dinha Dias (Periferia Viva de Angra dos Reis), Marcelo Burgos (PUC-RJ), Patrícia Lyra (CCCP Baixada Fluminense) e Adlar Rocha (UERJ), consolidando reflexões sobre os caminhos possíveis para o fortalecimento de uma saúde pública universal, popular e com equidade. A ComCausa, organização que atua na defesa da cidadania e dos direitos humanos na Baixada Fluminense, esteve presente, reafirmando seu compromisso com a Defesa da Vida e o protagonismo das favelas na formulação de políticas públicas. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro O Plano Integrado de Saúde nas Favelas foi criado em 1º de maio de 2020, como resposta à emergência sanitária provocada pela pandemia de COVID-19. A iniciativa surgiu a partir de uma articulação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com outras instituições e movimentos sociais, que apresentaram a proposta ao então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano. Sensibilizado com a urgência da situação, Ceciliano encaminhou a proposta para o plenário da Alerj, que aprovou a destinação de R$ 20 milhões para viabilizar o início do plano e apoiar a população das favelas em um momento crítico. Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Veja mais

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Itaperuna se une em ato emocionante pela memória de João Pedro Donadio

Itaperuna se une em ato emocionante pela memória de João Pedro Donadio

Neste fim de semana, Itaperuna se vestiu de luto e esperança para homenagear João Pedro Donadio. Dezenas de pessoas se reuniram no centro da cidade em um ato público que ultrapassou as fronteiras do município, alcançando ampla repercussão em diversos canais de comunicação por todo o estado do Rio de Janeiro. A mobilização emocionou a todos que acompanharam, transformando a dor em luta, a perda em memória viva e a revolta em resistência. Organizado para marcar os cinco anos da tragédia que vitimou João Pedro — um menino de apenas 11 anos, morto por uma descarga elétrica em fevereiro de 2020 enquanto visitava uma loja de roupas no centro da cidade — o ato também foi um gesto de solidariedade à sua mãe, Eliane Amancio de Melo, que recentemente sofreu mais um duro golpe: foi condenada a pagar R$ 386 mil por danos morais aos donos do estabelecimento onde ocorreu a tragédia. A decisão judicial, considerada absurda e cruel por entidades de direitos humanos, reacendeu o debate sobre a revitimização de famílias já destroçadas pela dor. Desde o fatídico episódio, a família de João Pedro trava uma árdua batalha por justiça, buscando não apenas reparação, mas dignidade frente às agressões institucionais que têm sofrido. Corrente humana de apoio à mãe de João Pedro Durante o ato, Eliane Amancio de Melo foi envolvida em uma verdadeira corrente humana de afeto. Centenas de abraços, palavras de apoio e lágrimas compartilhadas marcaram a manifestação. Cada abraço foi mais do que um gesto de solidariedade: representou um compromisso coletivo de não deixar que a memória de João Pedro seja esquecida e de fortalecer a luta por justiça. Familiares, amigos, lideranças comunitárias, representantes de organizações sociais e cidadãos comuns se somaram ao protesto. Cartazes por justiça, camisetas com o rosto de João Pedro e palavras de ordem tomaram as ruas, em uma demonstração de que a sociedade civil se recusa a aceitar a injustiça como destino. Repercussão na mídia A repercussão do ato foi imediata. Diversos veículos de imprensa e canais nas redes socias ecoaram as imagens e relatos da manifestação, ampliando a comoção e a solidariedade para além das fronteiras de Itaperuna. A história de João Pedro voltou a sensibilizar, escancarando as falhas do sistema de justiça e a necessidade urgente de revisão de práticas que perpetuam a revitimização. ComCausa denuncia revitimização e anuncia novos atos A organização social ComCausa foi uma das que apoiou a manifestação e criticou duramente a decisão judicial. Em declaração pública, Adriano Dias afirmou: “Não há dor maior do que perder um filho. E não há injustiça maior do que punir quem já sofreu essa perda. O que vimos hoje em Itaperuna é a força de um povo que não aceita a perversidade institucional. A memória de João Pedro é uma luz que nenhuma decisão judicial conseguirá apagar.” Próximo passo: atividade reflexiva em junho Sensibilizada pela força do movimento, a ComCausa, em conjunto com os familiares e apoiadores, já articula uma nova atividade para o início de junho, próxima à data de nascimento de João Pedro. O objetivo é realizar um grande ato reflexivo, com debates, homenagens e mobilizações públicas, para manter o caso vivo na memória coletiva e para pressionar o Poder Judiciário a refletir sobre seu papel frente a casos de injustiça. Por memória, justiça e dignidade A luta pela memória de João Pedro Donadio continua. Nenhuma decisão poderá silenciar a dor de uma mãe nem apagar a verdade. A mobilização em Itaperuna é mais uma demonstração de que a sociedade civil seguirá firme, unida e vigilante: por memória, por justiça e por dignidade. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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