Debora Barroso

ComCausa recebe prêmio por atuação no enfrentamento aos desaparecimentos Adriano Dias Disque Denúncia Seim

ComCausa recebe prêmio por atuação no enfrentamento aos desaparecimentos

Na sexta-feira, 29 de agosto de 2025, o auditório da OAB-RJ, no Centro do Rio de Janeiro, reuniu autoridades, especialistas, gestores públicos e representantes comunitários para debater um dos problemas mais graves e silenciosos da realidade brasileira: o desaparecimento de pessoas e o tráfico humano. O encontro integrou o seminário “Direitos Humanos e Gestão Pública: Políticas de Inclusão no Enfrentamento ao Desaparecimento e Tráfico de Pessoas”, promovido pela Secretaria Especial de Integração Metropolitana (SEIM), que além de abrir espaço para a troca de experiências e a apresentação de novas ferramentas de gestão, também foi marcado pelo reconhecimento público de iniciativas que vêm se destacando nessa pauta. Um dos momentos mais simbólicos foi a entrega do “Prêmio SEIM Integrando Ações: Direitos Humanos e Gestão Pública”, criado para valorizar experiências de referência na Região Metropolitana. As prefeituras de Itaboraí e Itaguaí foram homenageadas por medidas voltadas à proteção das famílias e pelo fortalecimento das redes de cooperação entre órgãos públicos. A terceiro prêmio foi para a ComCausa Defesa da Vida, única organização da sociedade civil contemplada. A instituição foi reconhecida pelo projeto “Acolher: Desaparecidos”, desenvolvido a partir de  Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que atua no acolhimento e orientação de familiares, na mobilização comunitária, na incidência política e na comunicação pública para dar visibilidade ao tema e enfrentar o silêncio que o cerca. Um problema de dimensão nacional Os números evidenciam a urgência da pauta. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), 66 mil pessoas desapareceram no Brasil em 2024 — o que significa 217 casos por dia, muitos deles envolvendo crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade. O país conta hoje com a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (Lei 13.812/2019) e com o recém-implementado Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), integrado ao Sinesp, que permite a alimentação automática de registros policiais e a consulta pública pela população. No Rio de Janeiro, o desafio se traduz em estatísticas consistentes: apenas em janeiro de 2025, foram 552 desaparecimentos registrados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), uma média de 17 casos por dia. Historicamente, o estado concentra cerca de 5 mil ocorrências anuais, segundo dados da própria secretaria. Em paralelo, o tráfico de pessoas — que ganhou nova configuração com o avanço das tecnologias digitais — tem sido objeto de monitoramento pelo Painel Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lançado em julho de 2025 pelo MJSP. O relatório mais recente indica crescimento dos aliciamentos online e a subnotificação persistente, principalmente em contextos de exploração laboral e sexual. Autoridades e especialistas em debate Abrindo os trabalhos, a secretária Cynthia Felix destacou o valor da coordenação intersetorial: “Os gestores devem trabalhar visando políticas públicas para fortalecer os dispositivos institucionais, investir na capacitação de profissionais da segurança pública e envolver a sociedade civil para obter êxito na luta contra esses crimes. Foi muito importante a participação das lideranças da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Trabalhando unidos e integrados conseguiremos diminuir, significativamente, estes casos.” O painel de discussão reuniu vozes diversas: Mobilização contínua e voz dos territórios A agenda da SEIM acabou se somendo um ciclo de mobilizações realizadas ao longo de agosto, em alusão ao Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados (30 de agosto), data instituída pela ONU para reafirmar o compromisso com memória, verdade e justiça. Caminhadas, atos inter-religiosos, audiências públicas e debates em diferentes espaços da sociedade marcaram o mês. Uma agenda que não pode ser adiada O seminário da SEIM demonstrou que o enfrentamento aos desaparecimentos e ao tráfico de pessoas não é tarefa exclusiva da segurança pública, mas um compromisso intersetorial que exige a atuação combinada de justiça, assistência social, saúde, educação e comunicação. Ao premiar boas práticas municipais e reconhecer iniciativas comunitárias, o evento reforça a mensagem de que a resposta precisa ser sistêmica, rápida e humanizada. Mais do que números e estatísticas, a pauta traz à tona vidas interrompidas, famílias em sofrimento e direitos fundamentais em risco. No Rio e em todo o Brasil, integrar informações, fortalecer redes e valorizar experiências locais é um caminho para transformar dor em política pública e mobilização social. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado anualmente em 29 de agosto, é uma data de extrema importância no calendário de lutas pelos direitos humanos no Brasil. Criada em 1996 durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), organizado pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ), esta data marca o início de uma mobilização intensa por visibilidade e reconhecimento das mulheres lésbicas na sociedade brasileira. A criação do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica nasceu da necessidade de dar voz a uma parcela da população que enfrenta múltiplas camadas de discriminação. As mulheres lésbicas não só enfrentam a homofobia e a lesbofobia, mas também a misoginia, uma discriminação histórica enraizada no machismo estrutural da sociedade. A data tem como principal objetivo destacar essas lutas e promover a visibilidade das lésbicas, garantindo que suas demandas e direitos sejam reconhecidos e respeitados. A luta pela visibilidadeO movimento lésbico no Brasil tem uma trajetória de resistência que ultrapassa as barreiras do preconceito. Em 2003, um novo marco foi estabelecido com a consagração do dia 19 de agosto como o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, em homenagem à ativista Rosely Roth, falecida naquele ano. Rosely foi uma das líderes da ocupação do Ferro’s Bar em São Paulo, em 1983, um ato de protesto contra a lesbofobia e em defesa do direito de expressar e debater a sexualidade lésbica. O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, não é apenas uma data comemorativa, mas um lembrete constante da luta por igualdade e respeito. A criação desta data reflete a importância de se combater a lesbofobia e o machismo em todas as suas formas, garantindo que as mulheres lésbicas tenham seu lugar de fala e seus direitos plenamente reconhecidos na sociedade. É um dia para lembrar, refletir e, acima de tudo, continuar a luta por um mundo mais justo e igualitário para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Mães de Filhos e Filhas Desaparecidos

ComCausa encerra campanha de coleta de DNA e mobiliza para atos pelos desaparecidos no Rio

A ComCausa Defesa da Vida finalizou, na última semana, uma campanha de incentivo à coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação, alinhada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, integra o esforço nacional para ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos, ferramenta essencial na identificação e localização de pessoas desaparecidas. Durante a campanha, foram publicadas cinco reportagens exclusivas nos portais Rede DH e Portal C3, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais, abordando a gravidade do problema no país e, especialmente, no Estado do Rio de Janeiro, onde áreas de alta letalidade coincidem com elevados índices de desaparecimento. Confira: As matérias também informaram sobre postos de coleta ativos, critérios para participação e a importância do cruzamento genético para investigações criminais e reconstrução de vínculos familiares. A coleta, gratuita e rápida, pode ser realizada por pais, mães, filhos ou irmãos biológicos, mediante apresentação de documento de identidade e boletim de ocorrência. “A coleta de DNA é mais do que um procedimento técnico: é um gesto de esperança e resistência. Cada família que participa reafirma a luta pelo direito à verdade, à memória e à justiça. Esse banco genético pode ser a ponte entre a dor do desaparecimento e a possibilidade de reencontro ou de resposta”, afirmou Adriano Dias, autor da campampanha. A coleta continua Embora a campanha tenha se encerrado, a ComCausa segue com ações contínuas e reforça a importância da doação de DNA como gesto concreto de busca por verdade e justiça. Veja os locais para coleta de DNA no RJ: Mobilizações em agosto pelo Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas A ComCausa agora concentra esforços em uma intensa agenda de mobilizações pelo Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas, celebrado em 30 de agosto. A data, reconhecida pela ONU, busca garantir o direito à busca, à verdade e à justiça, sobretudo nos casos de desaparecimento forçado. Com apoio de organizações da sociedade civil, autoridades públicas e lideranças religiosas, os eventos visam dar visibilidade ao tema e pressionar por políticas públicas mais eficazes. Agenda de agosto: Atos principais: Imagem de capa ilustrativa | Menino de Belfod Roxo Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Reunião no Rio articula mobilizações e campanhas pelo Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas

Na tarde desta segunda-feira (11), a ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, participou de uma reunião virtual promovida pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias, representantes de organizações da sociedade civil e órgãos públicos, com o objetivo de alinhar estratégias conjuntas de mobilização e fortalecer políticas públicas de enfrentamento a um dos problemas mais invisibilizados do país. Experiência do Ceará com Pessoas Desaparecidas Entre os temas debatidos, destacou-se a apresentação da experiência recente do Ceará no tratamento dessa grave questão, resultado de uma missão oficial realizada nos dias 7 e 8 de agosto. Na ocasião, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ estiveram em Fortaleza para cumprir uma extensa agenda de reuniões e visitas técnicas com instituições de referência no combate ao desaparecimento, incluindo a Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, Delegacia de Pessoas Desaparecidas, Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE), Ministério Público, Defensoria Pública, Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e representantes do Estado de São Paulo. Durante a missão, a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (SUPESP) apresentou dados preocupantes: o Ceará registra, em média, 2 mil desaparecimentos por ano — aproximadamente seis por dia —, com aumento de 11,67% entre 2023 e 2024. O perfil predominante das vítimas é marcado por desigualdades estruturais: homens (70%), negros (83,3%), jovens e adultos com baixa escolaridade; 22,1% já tiveram passagem pela polícia. No período de 2019 a 2024, 57,08% das pessoas foram localizadas, sendo 89,14% com vida. O Comitê de Pessoas Desaparecidas do Ceará foi apontado como um modelo de atuação integrada, com funções normativas, consultivas e deliberativas, reunindo forças de segurança, órgãos de atendimento às vítimas e entidades da sociedade civil. Entre as práticas inovadoras estão a criação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) que conecta busca, localização e apoio psicossocial; a coleta imediata de DNA no registro de ocorrência; a manutenção de um banco de pessoas vivas vinculado à polícia; e o uso de reconhecimento facial em audiências de custódia. Além disso, são realizadas buscas ativas semanais, reuniões mensais de acolhimento com familiares, investimentos em tecnologia e transparência — como o painel público de desaparecidos — e parcerias interestaduais para padronizar boletins de ocorrência. Essa experiência, que já inspira outros estados, deverá contribuir para discussões nacionais, especialmente com a previsão de lançamento do Cadastro Único Nacional de Pessoas Desaparecidas nos dias 27 e 28 de agosto, em Brasília. Calendário de mobilizações no Rio alusivas ao Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas A reunião desta segunda-feira também apresentou o calendário de mobilizações no Rio de Janeiro alusivas ao Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado mundialmente em 30 de agosto: 21 de agosto, às 10h – Encontro no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, reunindo promotores, familiares e especialistas para debater avanços e desafios nas investigações. 27 de agosto – Audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília, com participação de representantes do Rio de Janeiro (horário a confirmar). 29 de agosto, às 10h – Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com foco nas políticas estaduais e na atuação das forças de segurança. 30 de agosto, às 9h – Ato inter-religioso na Quinta da Boa Vista, reunindo lideranças religiosas, familiares e apoiadores em um momento de reflexão e acolhimento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas. 31 de agosto, das 9h às 15h – 2ª Caminhada dos Familiares pelo Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas, com concentração no Posto 4 de Copacabana, simbolizando a continuidade da luta, a homenagem às vítimas e a resistência das famílias diante do silêncio e da impunidade. Campanha da ComCausa pela Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025 Representando a ComCausa, Adriano Dias reforçou o compromisso da instituição com a causa, anunciando que a organização realizará uma campanha especial de cinco dias, integrando a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025. Essa mobilização, que será amplamente divulgada pelo Portal C3, Rede DH e redes sociais da ComCausa e do projeto Acolher: Desaparecidos, busca incentivar a participação de famílias, especialmente da Baixada Fluminense, na coleta de material genético — uma ferramenta estratégica para localizar pessoas desaparecidas e abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Para a ComCausa, a construção desta agenda coletiva é decisiva para romper a invisibilidade que cerca os desaparecimentos no Brasil, fortalecer as redes de apoio e pressionar pela implementação de políticas públicas efetivas de prevenção, busca e identificação. Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF) – Cidade NovaAv. Dom Hélder Câmara, 2066 – Benfica, Rio de Janeiro – RJ – CEP 21050-455Tel.: (21) 2334-9718 / (21) 2332-8070DDPA: (21) 2202-0338 / (21) 2582-7134 2. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 3. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 4. Posto Regional – Campo GrandeEstrada do Mendanha, 1672 (fundos) – CEP 23087-285 5. Posto Regional – NiteróiTravessa Comandante Garcia Dávila, 51 – Santana, Largo do Barradas – CEP 24110-004 Imagem de capa ilustrativa. 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ComCausa intensifica campanha de coleta de DNA para localizar pessoas desaparecidas no Rio de Janeiro

A ComCausa Defesa da Vida, por meio do projeto Acolher: Desaparecidos, iniciou no Rio de Janeiro uma mobilização especial de cinco dias com o objetivo de reforçar a importância da coleta de DNA como ferramenta estratégica para a localização de pessoas desaparecidas. Essa iniciativa integra a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que segue até 15 de agosto em todo o país. O esforço nacional busca ampliar o banco de perfis genéticos, permitindo cruzar dados e facilitar a identificação de pessoas desaparecidas, internadas sem documentos ou encontradas sem vida, mas ainda sem reconhecimento oficial. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Números que exigem resposta urgente Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, apenas em 2024 o Brasil registrou mais de 70 mil casos de desaparecimento. Na última década, o total ultrapassa 700 mil registros, revelando uma crise nacional que deixa milhares de famílias sem respostas. Na Baixada Fluminense, região com alta incidência de desaparecimentos, há postos de coleta em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e São João de Meriti, o que facilita o acesso de famílias que não podem se deslocar até a capital. Articulação com familiares e lideranças Nesta segunda-feira (11), a ComCausa participou de uma reunião virtual convocada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil. Durante a reunião, foram debatidas estratégias conjuntas para ampliar o alcance da campanha de coleta de DNA e fortalecer as redes de apoio às famílias, com a consciência de que cada perfil genético coletado representa um passo concreto para aumentar as chances de localização e identificação das pessoas desaparecidas. Mobilizações no Rio de Janeiro marcam o Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas O Rio de Janeiro terá, ao longo do mês de agosto, uma intensa agenda de atividades voltadas à memória, à mobilização social e ao fortalecimento das políticas públicas para enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. As ações se somam à data reconhecida internacionalmente em 30 de agosto pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca garantir o direito à verdade, à busca e à justiça, especialmente nos casos de desaparecimento forçado. As iniciativas reúnem familiares, organizações da sociedade civil, autoridades públicas e representantes de diferentes tradições religiosas, reforçando a importância de manter viva a pauta e combater a invisibilidade que cerca o tema no Brasil. Agenda de agosto Atos principais Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de JaneiroPeríodo: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicosO que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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O retrato dos desaparecimentos no Brasil: dados, tendências e desafios

O Brasil vive uma crise silenciosa. Em 2024, foram 81.873 registros de desaparecimentos em todo o território nacional, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Apesar da queda nas mortes violentas intencionais, o número de pessoas que somem sem deixar rastros cresce e levanta suspeitas de que parte dessas ocorrências encubra homicídios e desaparecimentos forçados. Entre 2018 e 2024, os registros oscilaram, mas com tendência de alta em alguns estados. O crescimento é particularmente preocupante no Norte e no Nordeste, onde a combinação de vulnerabilidade social, disputas territoriais e atuação de facções aumenta o risco de desaparecimentos ligados a crimes violentos. Especialistas alertam que a falta de padronização na coleta de dados e o atraso na investigação prejudicam a solução dos casos. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que a invisibilidade estatística é um dos maiores entraves: muitas famílias não registram o desaparecimento por medo de represália ou desconfiança nas autoridades. E quando registram, enfrentam um labirinto burocrático que pode atrasar as buscas cruciais nas primeiras horas. Tendências e desigualdades regionais Entre 2018 e 2024, o país apresentou oscilações no volume de registros, mas com tendência de alta em estados das regiões Norte e Nordeste. Essa elevação está relacionada a um contexto multifatorial: altos índices de vulnerabilidade social, ausência de políticas públicas de prevenção, atuação de facções criminosas, disputas por controle territorial e impactos da migração forçada. Em estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Bahia, o avanço de economias ilícitas e a presença de áreas de difícil acesso dificultam investigações e resgates. No Sudeste, apesar de a taxa bruta ser menor que a de outras regiões, a densidade populacional e a urbanização acentuada tornam a situação igualmente complexa. A Baixada Fluminense e áreas periféricas de capitais como São Paulo e Belo Horizonte são exemplos de territórios onde o desaparecimento se conecta a múltiplas formas de violência, incluindo conflitos com grupos armados, violência doméstica e exploração sexual. O peso da subnotificação e a fragilidade investigativa Um dos gargalos mais graves é a subnotificação. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta que muitas famílias não registram o desaparecimento por medo de retaliação, desconfiança nas instituições ou desconhecimento dos mecanismos de denúncia. Quando o registro é feito, a burocracia e a ausência de integração entre bancos de dados tornam as primeiras horas — consideradas decisivas para o sucesso das buscas — um tempo perdido. A falta de padronização na coleta e classificação de dados também compromete o diagnóstico nacional. Há estados que registram desaparecimentos de forma genérica, sem detalhar perfil da vítima, contexto do sumiço ou vínculo com outras ocorrências criminais, o que dificulta a identificação de padrões e a formulação de políticas públicas. Perfis das vítimas e vulnerabilidades O Anuário evidencia que a maior parte das vítimas está concentrada nas faixas etárias entre 12 e 29 anos, com predominância de jovens negros, moradores de áreas urbanas periféricas e regiões com baixa presença estatal. Mulheres e crianças representam parcelas significativas dos casos, muitas vezes relacionados a violência doméstica, exploração sexual, tráfico de pessoas e conflitos familiares. O desafio de transformar dados em ação Apesar de avanços como a criação de bancos nacionais de perfis genéticos e mutirões para coleta de DNA de familiares, a resposta institucional ainda é fragmentada. A integração entre polícias civis, órgãos de assistência social e sistema judiciário é insuficiente, e a maioria dos estados não possui equipes especializadas para investigação de desaparecimentos. Especialistas alertam que, sem investimento consistente em prevenção, investigação e apoio às famílias, o Brasil continuará a conviver com a naturalização da ausência — uma ferida aberta que atravessa gerações e deixa milhares de histórias sem desfecho. Campanha da ComCausa Ao longo desta semana, a ComCausa irá publicar cinco reportagens especiais no Portal C3 e na Rede DH, além das páginas oficiais ComCausa e acolher.desaparecidos nas redes sociais. O conteúdo combina dados atualizados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 com informações detalhadas sobre os postos de coleta de DNA no estado do Rio de Janeiro. O foco é atingir famílias que, por falta de informação ou por dificuldade de deslocamento, ainda não participaram dessa ação fundamental para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos, ferramenta essencial para cruzar informações e auxiliar nas investigações. Quem pode participar e como contribuir O procedimento é simples, rápido e indolor: O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos, que são constantemente comparados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde ou assistência social, e restos mortais não identificados. Serviço – Postos de coleta de DNA no Rio de Janeiro Período: até 15 de agosto de 2025Quem pode doar: pais, mães, filhos e irmãos biológicos.O que levar: documento de identidade e boletim de ocorrência. 1. Posto Regional – Nova IguaçuRua Edna, s/n – Posse – CEP 26030-430 2. Posto Regional – Duque de CaxiasRua Ailton da Costa, s/n – Vinte e Cinco de Agosto – CEP 25071-160 3. Posto Regional – Campo GrandeEstrada do Mendanha, 1672 (fundos) – CEP 23087-285 4. Posto Regional – NiteróiTravessa Comandante Garcia Dávila, 51 – Santana, Largo do Barradas – CEP 24110-004 Articulação com familiares e lideranças Nesta segunda-feira (11), a ComCausa participou de uma reunião virtual convocada pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O encontro reuniu familiares de pessoas desaparecidas, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil. Durante a reunião, foram debatidas estratégias conjuntas para ampliar o alcance da campanha de coleta de DNA e fortalecer as redes de apoio às famílias, com a consciência de que cada perfil genético coletado representa um passo concreto para aumentar as chances de localização e identificação das pessoas desaparecidas. Mobilizações no Rio de Janeiro marcam o Dia Internacional de Pessoas Desaparecidas O Rio de Janeiro terá, ao longo do mês de agosto, uma intensa agenda de atividades voltadas à memória, à mobilização social e ao fortalecimento das políticas públicas para enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. As ações se somam à data reconhecida internacionalmente em 30 de agosto

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