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Violência - Criança - Mulher

Projeto ComuniSaúde conscientiza sobre saúde e combate à desnutrição na Baixada Fluminense

A ComCausa lançou o Projeto ComuniSaúde para ampliar o acesso ao atendimento básico, fortalecer a saúde mental e incentivar redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. A iniciativa ganha ainda mais relevância neste Dia de Combate à Desnutrição, que alerta para um problema de saúde global que atinge milhões de pessoas, sobretudo em comunidades de baixa renda. A desnutrição ocorre quando o corpo não recebe nutrientes essenciais em quantidade suficiente para manter suas funções normais. O problema pode se apresentar de diferentes formas. A desnutrição aguda é marcada pela rápida perda de peso, oferecendo grande risco para crianças pequenas. Já a desnutrição crônica compromete o crescimento e o desenvolvimento ao longo do tempo. Outro desafio é a deficiência de micronutrientes, chamada de “fome oculta”, quando há falta de vitaminas e minerais, comprometendo a saúde a longo prazo. O Dia de Combate à Desnutrição reforça a importância de garantir acesso a alimentos nutritivos, além de educação sobre dietas balanceadas e serviços de saúde. Diversas organizações em todo o mundo promovem campanhas, palestras e ações sociais para conscientizar a população e estimular políticas públicas voltadas à redução dos índices de desnutrição. No Brasil, a desigualdade social e a insegurança alimentar tornam o tema ainda mais urgente. A fome e a má alimentação estão diretamente ligadas à falta de recursos, ao acesso limitado a alimentos saudáveis e ao déficit de políticas de saúde adequadas. Nesse cenário, o Projeto ComuniSaúde atua na base, levando informação, acolhimento e práticas comunitárias de prevenção. O programa também busca valorizar a saúde mental, muitas vezes fragilizada em territórios vulneráveis, e criar redes de solidariedade entre os moradores. Ao promover palestras, rodas de conversa e oficinas, a ComCausa reforça a ideia de que combater a desnutrição vai além de garantir comida: envolve educação, dignidade e fortalecimento da vida comunitária. Com essa proposta, o ComuniSaúde reafirma o compromisso da ComCausa com a defesa da vida, oferecendo às comunidades da Baixada Fluminense ferramentas para enfrentar problemas estruturais que afetam gerações e fortalecendo a consciência coletiva sobre a importância da nutrição e do cuidado integral. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Saúde Mental

Dia do Psicólogo destaca papel social da Psicologia e projeto ComuniSaúde na Baixada Fluminense

Celebrado em 27 de agosto, o Dia do Psicólogo no Brasil é mais do que uma simples homenagem. A data relembra a regulamentação oficial da profissão pela Lei nº 4.119, em 1962, e reforça o compromisso da Psicologia com o bem-estar individual e coletivo. Reconhecida como ciência e prática transformadora, a Psicologia se faz cada vez mais presente nos territórios vulnerabilizados, onde o cuidado com a saúde mental muitas vezes é negligenciado. Na Baixada Fluminense, essa atuação ganha força com iniciativas como o ComuniSaúde, projeto da ComCausa – Defesa da Vida, que promove ações de conscientização sobre o acesso à saúde básica, acolhimento psicológico e fortalecimento das redes comunitárias nas favelas e periferias da região. Em uma área marcada por desigualdades históricas, a proposta busca ampliar o diálogo entre profissionais da saúde mental e moradores, rompendo barreiras de acesso, preconceitos e silenciamentos. A presença de psicólogos e psicólogas em contextos de alta vulnerabilidade é estratégica não apenas para oferecer atendimento clínico, mas para desenvolver estratégias coletivas de cuidado, promover escuta ativa e trabalhar junto à comunidade no enfrentamento de traumas relacionados à violência, pobreza, abandono institucional e exclusão social. O projeto ComuniSaúde atua em articulação com escolas, postos de saúde, lideranças comunitárias e movimentos sociais, realizando rodas de conversa, oficinas, encaminhamentos, plantões de escuta e ações de formação popular em saúde mental. A proposta é construir uma rede que vá além do atendimento pontual e incentive o protagonismo comunitário no cuidado com a vida. Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Psicologia brasileira vive hoje o desafio de se reinventar frente às transformações sociais, políticas e tecnológicas. O crescimento das demandas por saúde mental, intensificado pela pandemia e pelas crises econômicas, expôs as limitações dos serviços públicos e a necessidade de ações territorializadas, sensíveis às realidades locais. O Dia do Psicólogo é, portanto, um chamado à valorização não apenas da profissão, mas da Psicologia como ferramenta de transformação social. Profissionais que atuam com ética, escuta e compromisso social são peças-chave na construção de políticas públicas que garantam dignidade, cuidado e cidadania. No Brasil, a data ganhou ainda mais força com a sanção da Lei nº 13.407/2016, que a inseriu no calendário oficial. Em outros países, o reconhecimento também existe, embora em datas diferentes: 14 de julho nos Estados Unidos, 20 de maio no México e 13 de outubro na Argentina. Em todos os casos, a celebração reforça uma mesma ideia — a Psicologia é essencial na promoção da saúde integral, na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento das desigualdades. A atuação de projetos como o ComuniSaúde mostra, na prática, o impacto positivo da Psicologia quando ela é colocada a serviço das populações mais invisibilizadas. Em vez de esperar que a população vá até os consultórios, a proposta é levar o cuidado até onde ele é mais urgente: nos becos, vielas, escolas públicas, abrigos e centros comunitários. Neste 27 de agosto, a valorização da Psicologia passa também pelo reconhecimento de quem luta diariamente para que o cuidado em saúde mental chegue a todos, sem exceção. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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audiência pública sobre desaparecimentos forçados - Arquivo ComCausa

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi palco, nesta segunda-feira (25), de uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, presidida pela deputada Dani Monteiro (PSOL). A sessão colocou em pauta a criação de uma política estadual voltada para a atenção integral às famílias de pessoas desaparecidas e reuniu uma pluralidade de vozes: familiares de desaparecidos, vítimas da violência, parlamentares federais, representantes da sociedade civil — como a ComCausa – Defesa da Vida —, movimentos sociais e pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A Baixada como epicentro da crise A audiência também chamou atenção para o caráter territorial da violência. A Baixada Fluminense foi identificada como epicentro do problema. Nova Iguaçu concentra os maiores números absolutos e, proporcionalmente, por 100 mil habitantes, está entre os piores índices do Brasil. Queimados também aparece com alta taxa proporcional de desaparecimentos. Esses dados revelam um padrão: o desaparecimento forçado atinge com mais intensidade as populações pobres e periféricas, onde a ausência de políticas públicas se soma à violência urbana, à atuação de facções criminosas e milícias, além do histórico de exclusão social. Para especialistas, esses territórios se transformaram em áreas de controle paralelo, nas quais a vida humana é sistematicamente desvalorizada. Vozes das mães e da sociedade civil O encontro foi marcado por relatos emocionantes de mães que perderam seus filhos. Integrantes da Rede Mães da Baixada narraram experiências de dor e luta por justiça, expondo como a omissão do Estado as obrigou a se tornarem investigadoras de seus próprios casos. Algumas relataram que chegaram a localizar corpos em cemitérios clandestinos sem qualquer apoio institucional. Essas falas reforçaram a necessidade de políticas públicas que não apenas investiguem e previnam os casos, mas que também ofereçam apoio psicossocial às famílias, especialmente às mães, que carregam o peso da busca por respostas. O vazio estatístico e a subnotificação Um dos principais pontos levantados foi o vazio estatístico que cerca o tema. O Brasil não possui dados oficiais consolidados nem legislação específica sobre desaparecimentos forçados. A ausência de informações organizadas compromete a criação de políticas eficazes e dificulta a responsabilização do Estado. Levantamentos independentes revelam números alarmantes: em 2020, foram cerca de 63 mil registros, saltando para 81 mil em 2024 — um aumento de aproximadamente 20% em apenas quatro anos. O problema é agravado pela subnotificação, já que muitas famílias não registram ocorrência por medo de retaliação, desconfiança nas autoridades ou descrédito quanto à efetividade das investigações. Isso significa que o número real de desaparecidos pode ser muito maior do que os dados disponíveis sugerem. Pesquisa e contribuição da universidade Pesquisadores da UFRRJ apresentaram dados de uma pesquisa de extensão iniciada em 2020, que analisou o período de 2016 a 2020. O trabalho resultou no relatório-livro Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense, disponível no site do Fórum Grita Baixada. A pesquisa, viabilizada por meio de indicações orçamentárias dos parlamentares Glauber Braga e Henrique Vieira, segue em atualização. Além disso, resultou na produção do podcast Luto Não É Para Todos, do pesquisador Augusto Perini, que leva ao público relatos e reflexões sobre as consequências desse fenômeno para as famílias e para a democracia. Condenações internacionais e lacuna legislativa O Brasil já foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) em diferentes casos envolvendo desaparecimentos forçados e graves violações de direitos humanos. Entre eles estão a Chacina de Acari, que marcou a violência contra jovens da periferia; o caso do trabalhador rural e defensor de direitos humanos Almir Muniz da Silva, desaparecido na Paraíba; e o emblemático episódio da Guerrilha do Araguaia, em que o tribunal reconheceu, em 2010, a responsabilidade do Estado brasileiro pelo desaparecimento de militantes durante a ditadura militar. Apesar das condenações, o país ainda não possui uma lei específica que tipifique o desaparecimento forçado. Atualmente, quatro projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados, mas nenhum avançou. Durante a audiência, os deputados federais Tarcísio Motta e Henrique Vieira defenderam que o tema seja levado ao Colégio de Líderes da Câmara Federal e que haja uma reunião imediata com o Ministério da Justiça para estabelecer diretrizes nacionais que orientem os estados. Encaminhamentos e propostas Entre os encaminhamentos apresentados, destacam-se: O objetivo é fortalecer a rede de acolhimento, muitas vezes sobrecarregada e sem padronização de fluxos. Participação da ComCausa A ComCausa – Defesa da Vida, representada por Adriano Dias, esteve no plenário e, ao final da audiência, conversou com familiares e parlamentares, reafirmando a disposição da instituição em colaborar no fortalecimento de políticas públicas. Em sua fala, destacou: “Conforme foi falado aqui: ‘É preciso transformar dor em luta e luta em política pública’ – afirmou – Não basta reconhecer o problema; é urgente construir mecanismos de prevenção, protocolos de atendimento e acolhimento efetivo para as famílias.” Próximas agendas da mobilização A audiência da Alerj abriu uma série de atividades pelo Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados (30 de agosto): Paralelamente, a ComCausa tem ampliado o debate público. No dia 23/08, participou de entrevista especial na Rádio Maranata FM, em Nova Iguaçu, convocando a sociedade para os atos. No dia 27/08, estará no podcast Café Underground, também em Nova Iguaçu, e em 03/09, em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, participará do podcast Alemão Ilimitado, ampliando a difusão do tema. Serviço Alguns casos de desaparecidos Kaylane Manhães desaparecida há três meses família sofre e pede ajuda nas buscas Nair Rotundário Braga desaparece em Queimados Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Adultização de crianças

Escola família e políticas públicas: caminhos para prevenir a adultização

O enfrentamento da adultização precoce e da exploração de crianças não pode se restringir ao campo penal ou regulatório. A experiência brasileira e internacional mostra que o caminho mais eficaz passa por uma ação integrada que envolva escola, família, políticas públicas e a sociedade civil organizada. Nos últimos anos, o Brasil conquistou marcos importantes. A Lei 13.431/2017 instituiu o sistema de escuta protegida e o depoimento especial, estabelecendo protocolos para reduzir a revitimização de crianças e adolescentes em processos judiciais e administrativos. Já o Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016) trouxe diretrizes para políticas públicas intersetoriais que garantam o desenvolvimento integral da criança nos primeiros anos de vida, período considerado crucial por neurocientistas e educadores. A Constituição Federal (art. 227) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) reforçam o princípio da prioridade absoluta, determinando que Estado, família e sociedade compartilhem a responsabilidade de assegurar os direitos da infância. Esses dispositivos legais são claros: a proteção não pode ser fragmentada, precisa ser coletiva e permanente. Escola como espaço de resistência A escola ocupa papel central na prevenção da adultização. Mais do que espaço de transmissão de conteúdos, é local de socialização crítica e de formação de valores. Autores como Manuel Castells (2012), ao discutir a sociedade em rede, defendem que a educação do século XXI deve incluir a alfabetização digital, capacitando crianças e adolescentes a compreenderem a lógica das plataformas, dos algoritmos e da publicidade velada. Relatórios da Unesco (2023) confirmam essa urgência: crianças brasileiras passam, em média, 3 horas e 40 minutos por dia em redes sociais, tempo superior à média mundial. Sem acompanhamento e orientação crítica, esse contato abre espaço para a erotização precoce, para padrões de consumo inadequados e para a exploração simbólica. Família como núcleo de proteção As famílias, entretanto, encontram dificuldades para exercer esse papel protetivo. Pesquisa da Aliança pela Infância (2022) mostra que 65% dos pais relatam dificuldade em controlar a publicidade digital dirigida aos filhos, especialmente em plataformas como YouTube e TikTok. Muitos desconhecem ferramentas de controle parental ou não conseguem acompanhar a velocidade com que novas tendências digitais se popularizam. Além disso, a cultura do sharenting — a superexposição da vida das crianças nas redes pelos próprios responsáveis — reforça o paradoxo: pais e mães, muitas vezes sem perceber, contribuem para a transformação da infância em produto digital. Esse fenômeno amplia a adultização, pois crianças crescem habituadas a performar papéis adultos para manter a visibilidade e o engajamento on-line. Políticas públicas integradas A adultização infantil deve ser enfrentada como uma questão de política pública estruturante. Isso significa articular ações de saúde, educação, assistência social, cultura e segurança pública. Campanhas educativas precisam conscientizar sobre os riscos da erotização precoce e do consumo desenfreado. Ações intersetoriais devem garantir espaços de lazer, cultura e convivência comunitária que respeitem a infância como etapa de desenvolvimento. Organismos internacionais, como a UNICEF, alertam que a ausência de políticas integradas permite que a exploração da infância seja normalizada, transformando meninas e meninos em alvos fáceis de publicidade abusiva, exploração simbólica e violência digital. Adultização e exploração de crianças: um desafio coletivo O fenômeno da adultização não é apenas cultural ou midiático: ele está intrinsecamente ligado a práticas de exploração de crianças, seja como consumidores precoces, seja como produtos de marketing. Essa dinâmica compromete o desenvolvimento psíquico, emocional e social, ao impor expectativas e responsabilidades que pertencem ao universo adulto. Pesquisadores como David Buckingham (2011) e Sonia Livingstone (2018) são categóricos: a infância precisa ser protegida de pressões externas que a reduzem a objeto de consumo ou espetáculo. Sem essa proteção, a sociedade compromete o presente e o futuro de suas novas gerações. Infância Livre: Proteção contra a Adultização Digital A ComCausa, com a campanha “Infância Livre”, propõe uma abordagem integral e coletiva. A iniciativa articula escola, família, sociedade civil e poder público para construir um pacto em defesa da infância. O objetivo é garantir que meninas e meninos cresçam em ambientes seguros, críticos e acolhedores, livres da adultização e da exploração comercial e simbólica. Acompanhe os conteúdos da campanha no PortalC3.net, na RedeDH e nas redes sociais da ComCausa: @comcausa.defesadavida e @criancas.comdireitos. 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ComCausa encaminha proposta de leis municipais de Apoio a Famílias de Pessoas Desaparecidas

A ComCausa encaminhou oficialmente nesta semana a minuta do Programa Municipal de Atendimento e Apoio às Famílias de Pessoas Desaparecidas (PMAFPD) a dois parlamentares da Baixada Fluminense: o vereador Professor Castellano, em Queimados, e o vereador Igo Menezes, em Belford Roxo. A iniciativa é apresentada como uma proposta contributiva, com o objetivo de colaborar para que os municípios instituam políticas públicas permanentes de acolhimento, orientação e apoio psicossocial às famílias que enfrentam o drama de ter um ente desaparecido. A minuta também sugere a integração de cadastros municipais às bases estaduais e federais, a realização de campanhas de prevenção e a criação de canais de atendimento humanizado — inclusive digitais — sempre no sentido de somar esforços ao que já existe. Segundo a ComCausa, o material encaminhado não é um texto fechado, mas uma proposta aberta à contribuição dos parlamentares e da sociedade civil, para fortalecer o debate e ampliar a capacidade de resposta local frente ao grave problema dos desaparecimentos. Uma proposta para enfrentar uma realidade alarmante De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, o Brasil registrou 80.317 desaparecimentos apenas em 2023, o que equivale a mais de 220 pessoas por dia. Na Baixada Fluminense, o cenário é ainda mais crítico, com índices elevados em cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e Queimados, atingindo sobretudo jovens, mulheres e crianças. A região não conta com delegacia especializada, o que obriga famílias a buscarem atendimento na capital e aumenta a sensação de abandono. A proposta da ComCausa busca contribuir para reduzir essas lacunas locais, fortalecendo a rede de proteção e aproximando o atendimento das famílias. Estrutura contributiva prevista no Programa A minuta apresentada pela ComCausa propõe como linhas de ação: Todas essas medidas são apresentadas como sugestões colaborativas, que poderão ser adaptadas por cada município de acordo com suas realidades e prioridades. Contribuição da ComCausa e mobilizações Com o encaminhamento, a ComCausa reafirma seu papel de parceira técnica de vereadores, prefeituras e famílias, colocando à disposição a experiência acumulada no Projeto Acolher: Desaparecidos e demonstrando que os municípios podem desempenhar um papel ativo no enfrentamento do problema. A entrega das propostas acontece às vésperas de uma série de mobilizações que ocorrerão entre os dias 25 e 31 de agosto, no Rio de Janeiro e em Brasília, em memória das vítimas de desaparecimentos forçados e involuntários. As ações integram o calendário do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, lembrado em 30 de agosto pela ONU, e pretendem contribuir para dar visibilidade à dor das famílias e pressionar o poder público por medidas concretas. Serviço As mobilizações terão participação da ComCausa, que estará ao lado das famílias e organizações da sociedade civil, reforçando seu papel de contribuir com a formulação e divulgação de políticas públicas voltadas à defesa da vida e ao apoio às vítimas indiretas desse grave problema de direitos humanos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Crimes digitais contra menores (Crianças)

Crimes digitais contra menores: desafios após a Lei 14.811/2024

O Brasil avançou em 2024 ao aprovar a Lei 14.811, que tornou mais duras as penas contra crimes de assédio, aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes, incluindo-os no rol dos crimes hediondos. A medida respondeu a uma crescente pressão social, jurídica e internacional para que o país fortalecesse seu marco legal diante da escalada de crimes digitais que têm como alvo a infância. Antes da nova lei, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já criminalizava a produção, armazenamento e distribuição de material pornográfico envolvendo menores, em especial nos arts. 241-A e 241-B. As penas, porém, eram vistas como brandas diante da gravidade dos crimes. Com a Lei 14.811/2024, o legislador buscou equiparar tais práticas ao patamar mais alto de reprovação penal, classificando-as como hediondas, o que dificulta benefícios como anistia, graça e indulto, além de impor regime inicial fechado em determinadas condenações. Esse endurecimento dialoga com o art. 227 da Constituição Federal, que consagra a prioridade absoluta da infância. Também se relaciona com compromissos internacionais do Brasil, como a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU (1989) e o Protocolo Facultativo sobre a Venda de Crianças, a Prostituição Infantil e a Pornografia Infantil (2000). Dados que revelam a gravidade As estatísticas confirmam a urgência do tema. A SaferNet Brasil (2024) registrou mais de 100 mil denúncias de crimes de exploração sexual infantil na internet em um único ano, um aumento de 38% em relação a 2022. Após a denúncia pública feita pelo influenciador Felca, que expôs a facilidade com que conteúdos sexualizados de crianças circulavam em plataformas digitais, o número de denúncias saltou 114% em apenas seis dias. Esse episódio mostrou como parte significativa desse problema permanece invisível até ser revelado pela pressão social. O Disque 100, serviço nacional de proteção dos direitos humanos, reforça esse diagnóstico: seis em cada dez casos de violência sexual contra menores têm vínculo com o ambiente digital. A dinâmica dos crimes digitais Pesquisadores como Janis Wolak (2008), referência na criminologia digital, demonstram que a vulnerabilidade das crianças nesses ambientes decorre não apenas da ausência de mediação adulta, mas também da velocidade de circulação de conteúdos e da sensação de anonimato que protege os agressores. Diferente de outras formas de violência, a exploração online tende a se perpetuar indefinidamente: uma vez compartilhada, a imagem da vítima pode circular em redes subterrâneas por tempo indeterminado. Estudo da Unesco (2023) alerta ainda para o fenômeno do grooming digital, em que agressores constroem relações de confiança com crianças e adolescentes em jogos e redes sociais, preparando o terreno para o abuso. Pesquisas indicam que um em cada cinco adolescentes já foi alvo de abordagens suspeitas online. Adultização e exploração de crianças Esses crimes digitais não se resumem ao abuso sexual direto: eles se articulam a um processo mais amplo de adultização da infância. Plataformas permitem que meninas e meninos sejam expostos a estéticas, comportamentos e padrões de consumo que antecipam sua experiência adulta. Essa erotização precoce não só fragiliza a percepção das crianças sobre seus próprios limites, como também cria um ambiente de exploração simbólica que facilita a ação de predadores digitais. Autores como David Buckingham (2011) e Sonia Livingstone (2018) argumentam que, quando a infância é moldada como mercado e audiência, ela deixa de ser protegida como etapa de desenvolvimento e passa a ser explorada como ativo econômico. O desafio das políticas públicas Apesar do endurecimento penal, especialistas concordam que a repressão isolada não é suficiente. O combate à exploração digital de crianças precisa de políticas públicas que articulem educação digital nas escolas, fortalecimento de redes de acolhimento às vítimas e investimento em tecnologia de monitoramento capaz de bloquear e remover rapidamente conteúdos abusivos. A experiência internacional mostra que países que combinaram legislação severa com políticas de prevenção e campanhas educativas tiveram maior sucesso na redução da circulação de conteúdos abusivos. Infância Livre: Proteção contra a Adultização Digital A ComCausa, por meio da campanha “Infância Livre”, destaca que o enfrentamento à exploração digital da infância não pode se limitar ao endurecimento das penas. É preciso combinar repressão penal, prevenção, educação digital e fortalecimento das redes de acolhimento. A entidade defende que a proteção contra os crimes digitais deve andar lado a lado com o combate à adultização precoce, pois ambas são faces de uma mesma exploração. Acompanhe os conteúdos da campanha no PortalC3.net, na RedeDH e nas redes sociais da ComCausa: @comcausa.defesadavida e @criancas.comdireitos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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