Destaque

Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Favela Verde

Criada em 2011, na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, a Favela Verde se consolidou como uma organização de referência na promoção da sustentabilidade urbana e da participação social em territórios populares. A iniciativa nasce da necessidade de enfrentar desafios ambientais e sociais a partir do protagonismo comunitário e da construção coletiva de soluções. Em 2015, a organização iniciou uma nova fase, batizada de Favela Verde 2.0, marcada pela renovação de estratégias e pelo fortalecimento de processos participativos voltados ao desenvolvimento sustentável urbano nas favelas do Rio. A proposta passou a integrar educação ambiental, intervenções urbanas e geração de renda, sempre com base no diálogo com moradores e lideranças locais. Os projetos da Favela Verde são desenvolvidos junto à comunidade e organizados em três grandes eixos de atuação. No campo da educação, a organização realiza campanhas de sensibilização ambiental, ações educativas no ensino formal e não formal e atividades culturais voltadas à consciência ecológica. No eixo da intervenção, atua na gestão de resíduos, na implantação de hortas comunitárias, sistemas agroflorestais, bacias de evapotranspiração, reflorestamento e revitalização de espaços públicos. Já no eixo do empreendedorismo, investe em ecoturismo de base comunitária e em iniciativas de empreendedorismo social. O objetivo central da Favela Verde é promover a sustentabilidade e a resiliência urbana por meio da participação social, fortalecendo o vínculo da comunidade com o território e incentivando práticas que respeitam o meio ambiente e a vida coletiva. A organização também se destacou em editais públicos. Por meio da Associação Soluções Urbanas: Urbanismo, Cultura e Cidadania, a Favela Verde participou de duas chamadas do edital da Fiocruz. Na primeira, com o projeto “Alimentar é Vital: Soberania alimentar e agroecologia na favela do Vital Brasil”, foram atendidas 456 famílias. A iniciativa garantiu a distribuição de 4,8 toneladas de alimentos agroecológicos, além da realização de mutirões para implantação de hortas comunitárias e ações de reciclagem. Na segunda chamada, com o projeto “Semear é Vital: Resgatando os saberes da Terra”, o foco esteve na reconexão das comunidades com práticas agroecológicas e saberes tradicionais. A ação buscou fortalecer o vínculo com a terra, promover educação ambiental e estimular a soberania alimentar de forma sustentável. Ao longo de sua trajetória, a Favela Verde reafirma seu compromisso com a Defesa da vida, a justiça socioambiental e a construção de cidades mais inclusivas. A experiência mostra que soluções urbanas eficazes nas favelas passam, necessariamente, pela escuta ativa, pela participação comunitária e pelo reconhecimento dos saberes locais. Comunicação e presença digital E-mail: favelaverde@gmail.com Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Favela Cineclube

Nascido da ausência histórica de acesso à arte, cultura e lazer no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, o Favela Cineclube se consolidou como uma iniciativa de resistência cultural e política dentro da favela. Criado por moradores, amigos da comunidade e apoiadores anônimos, o projeto transformou a carência em ação coletiva, defendendo o cinema como um direito e não como privilégio. O cineclube surgiu sem estrutura básica. Não havia projetor, caixas de som ou cadeiras. Mesmo assim, a primeira sessão foi marcada. A estreia aconteceu no improviso, mas com propósito claro: ocupar espaços ociosos com arte e provocar reflexão. Ao final da exibição inaugural, cerca de 30 pessoas participaram de um debate intenso sobre a atuação do Estado nas favelas, marcando o tom político que se tornaria a identidade do projeto. O Favela Cineclube prioriza filmes experimentais e produções independentes que abordam temas polêmicos, sociais e políticos. As sessões funcionam como ponto de partida para rodas de conversa que estimulam o pensamento crítico e o diálogo coletivo. Para ampliar as trocas, o projeto também convida diretores, atores e profissionais do audiovisual, aproximando quem produz cinema de quem historicamente foi excluído desse acesso. A proposta vai além da exibição de filmes. Ao ocupar praças, becos e espaços abandonados, o cineclube incentiva a convivência comunitária e fortalece a percepção de pertencimento. Para os organizadores, a arte desperta consciência social e impulsiona a comunidade a cobrar políticas públicas efetivas, especialmente diante da violência do Estado, da política de enfrentamento às drogas e da morte recorrente de jovens negros e pobres nas favelas. O Favela Cineclube defende a cultura como ferramenta de transformação humana e social. Para o coletivo, o acesso ao cinema é um direito inalienável e uma estratégia concreta de enfrentamento à violência, à intolerância e ao descaso do poder público. Ao democratizar a informação e estimular o debate político, o projeto reafirma a Defesa da vida e o direito da favela de produzir, exibir e pensar sua própria narrativa. Comunicação e presença digital E-mail: favelacineclube@gmail.com Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Gravida - Parteira

ComuniSaúde: Brasil elimina transmissão do HIV de mãe para filho

O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho como problema de saúde pública. O anúncio foi antecipado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira (15), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov. A certificação oficial será entregue nesta semana, após visita de representantes da OMS e do Unaids ao país. Nas favelas do Rio de Janeiro, o acesso ao pré-natal gratuito e contínuo permitiu que gestantes realizassem o teste rápido de HIV ainda no início da gravidez. O exame, oferecido de forma sigilosa e sem custo, possibilita o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento. Quando a gestante vivendo com HIV segue corretamente o acompanhamento médico e utiliza a medicação fornecida pelo SUS, a chance de transmissão para o bebê é praticamente zero. O impacto dessas políticas é concreto no cotidiano das comunidades. Mulheres que antes enfrentavam longas distâncias, estigmas e falta de informação passaram a encontrar atendimento perto de casa, com agentes comunitários, enfermeiros e médicos que acompanham toda a gestação. O cuidado se estende ao momento do parto e ao acompanhamento do bebê, garantindo prevenção, exames e orientações adequadas após o nascimento. Segundo Padilha, o reconhecimento internacional é resultado direto do fortalecimento das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações decisivas estão a ampliação do acesso ao pré-natal, a oferta de testes rápidos de HIV nas unidades básicas de saúde e o fornecimento gratuito de medicamentos para gestantes que vivem com o vírus. O ministro destacou que o país conseguiu superar um cenário histórico marcado por altas taxas de transmissão vertical. “Havia uma época em que existiam abrigos específicos para crianças que nasciam com HIV. Essa realidade ficou no passado”, afirmou. Hoje, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, o risco de transmissão de mãe para filho foi reduzido a níveis considerados residuais pela OMS. O reconhecimento reforça o papel do SUS na Defesa da vida e na garantia do direito à saúde, especialmente para mulheres e crianças em situação de maior vulnerabilidade. Para especialistas, a certificação também coloca o Brasil como referência internacional no enfrentamento ao HIV, demonstrando que políticas públicas universais e gratuitas são capazes de produzir resultados concretos e sustentáveis. Durante a entrevista, Alexandre Padilha também apresentou outras iniciativas recentes do Ministério da Saúde. Uma delas é o Observatório Saúde de Apostas Eletrônicas, criado para monitorar e enfrentar os impactos das apostas online na saúde mental da população. Entre as medidas anunciadas estão uma ferramenta no aplicativo Meu SUS Digital que permite o bloqueio de contas em sites de apostas e a implantação de teleatendimento psicossocial. De acordo com o ministério, o atendimento remoto tem mostrado maior adesão dos usuários, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental. As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para responder a novos desafios sanitários e sociais, mantendo o foco na prevenção, no cuidado integral e na promoção da saúde. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional

Fundada em 1961, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) se consolidou como uma das organizações não governamentais mais atuantes na Defesa da vida, dos direitos humanos e da justiça socioambiental no Brasil. Com sede nacional no Rio de Janeiro, a entidade atua atualmente em seis estados, mantendo uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento local, comunitário e associativo. Desde suas origens, a FASE apostou na organização popular como caminho para enfrentar desigualdades. Nos anos 1960, iniciou trabalhos voltados ao associativismo e ao cooperativismo. Com o golpe militar de 1964, a organização redefiniu suas estratégias e passou a atuar na resistência à ditadura, apoiando oposições sindicais e movimentos comunitários de base. Durante a década de 1970, a FASE teve papel relevante no enfrentamento à carestia, ao trabalho infantil e às desigualdades sociais. A entidade esteve presente junto ao campesinato no Norte do país, aos trabalhadores rurais do Nordeste, a operários da construção civil e da indústria metalúrgica no Sudeste, além de movimentos de associações de moradores em diversas regiões. Esse trabalho resultou na formação de centenas de lideranças populares e no fortalecimento de lutas sociais em todo o Brasil. Nos anos 1980, a FASE participou ativamente do processo de redemocratização, contribuindo para a anistia política, a Constituinte e a retomada das eleições diretas. Já nas décadas seguintes, a organização aprofundou sua atuação na construção de metodologias educativas voltadas ao controle social e à participação cidadã, tanto em contextos urbanos quanto rurais. A missão da FASE é contribuir para a construção de uma sociedade democrática, com alternativas ao modelo de desenvolvimento vigente, baseada na justiça ambiental e na universalização dos direitos sociais, econômicos, culturais, ambientais, civis e políticos. A organização também se destaca pela defesa dos direitos de mulheres, populações negras, povos indígenas e comunidades tradicionais. No século XXI, a FASE ampliou sua presença em redes nacionais e internacionais, atuando contra políticas de caráter neoliberal e fortalecendo a produção de conhecimento crítico. A entidade mantém parcerias com universidades, realiza convênios com órgãos públicos, monitora projetos e publica pesquisas e análises, com destaque para a revista Proposta, editada há mais de 35 anos. A atuação da FASE se organiza em torno de quatro grandes causas: Direito à Cidade com Justiça Socioambiental; Promoção da Soberania, da Segurança Alimentar e Nutricional e da Agroecologia; Justiça Ambiental, defesa dos bens comuns e dos direitos territoriais; e organização das mulheres como sujeitos de direitos. Com uma estrutura que integra gestão nacional, programas regionais e instâncias deliberativas, a FASE segue fortalecendo lutas sociais e construindo caminhos para um Brasil mais justo, democrático e comprometido com a Defesa da vida. Comunicação e presença digital E-mail:comunicacao@fase.org.br Telefone: (21) 997514027 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Favela Criança Água Verão

ComuniSaúde: IFF Fiocruz alerta sobre riscos do verão à saúde infantil

Com a chegada do verão, em 21 de dezembro, especialistas acendem um sinal de alerta para a saúde das crianças. O aumento das temperaturas e das chuvas favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, ao mesmo tempo em que cresce a circulação de vírus respiratórios e persiste a queda na cobertura vacinal infantil no Brasil. Segundo o infectologista pediátrico Márcio Nehab, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), pais e responsáveis precisam manter atenção redobrada em três frentes fundamentais: prevenção das arboviroses, vigilância das infecções respiratórias e atualização do calendário vacinal. O especialista explica que um dos erros mais comuns é confundir a febre alta inicial da Dengue com uma gripe simples. “Na Dengue, a febre costuma surgir de forma abrupta, acompanhada de mal-estar intenso e dor no corpo, mesmo sem sintomas respiratórios”, alerta. Esse equívoco pode atrasar o diagnóstico e agravar o quadro clínico. Entre os sinais que exigem ida imediata ao hospital estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, inchaço, prostração extrema ou comportamento fora do habitual. Em um cenário de circulação simultânea de Dengue, Influenza e Covid-19, o risco de coinfecção aumenta e pode dificultar ainda mais a identificação precoce da doença. Apesar da preocupação com vírus respiratórios, dados recentes do sistema InfoGripe indicam que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) não apresenta aumento significativo neste período. Ainda assim, Nehab reforça que a prevenção é essencial, com destaque para a vacinação de gestantes e a proteção de bebês prematuros, além de evitar contato de recém-nascidos com pessoas gripadas. Outro ponto crítico é a vacinação. A vacina contra a Dengue, disponível no SUS, reduz de forma significativa internações e casos graves, mas sua eficácia depende do esquema completo. A baixa adesão às vacinas infantis também reacende o risco de retorno de doenças como o sarampo, a poliomielite e a coqueluche, antes controladas no país. Dentro de casa, o combate ao mosquito exige atenção constante. Caixas-d’água mal vedadas, bandejas de geladeira e ar-condicionado, ralos, pratinhos de plantas e até brinquedos esquecidos no quintal figuram entre os principais criadouros ignorados pelas famílias. O uso inadequado de medicamentos também preocupa: anti-inflamatórios como ibuprofeno podem agravar quadros de Dengue e devem ser evitados sem orientação médica. Durante as férias escolares, os riscos aumentam. Afogamentos lideram as causas externas de morte infantil no verão, seguidos por quedas, queimaduras e intoxicações. Viagens longas elevam o risco de desidratação e insolação, enquanto a alimentação fora de casa pode favorecer surtos de diarreia. Para o especialista, a combinação de informação, prevenção e vigilância ativa é a principal aliada das famílias. “Hidratação frequente, uso correto de repelentes e protetor solar, supervisão constante e vacinação em dia salvam vidas”, resume. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Fala Roça

Criado em 2012, na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, o Fala Roça surgiu da iniciativa de jovens moradores que participaram de atividades criativas da Agência de Redes Para Juventude. O projeto nasceu com um propósito claro: ampliar vozes, contar histórias do território e fortalecer a comunicação feita por quem vive a favela. A primeira versão impressa do jornal foi lançada em maio de 2013, um mês antes das Jornadas de Junho, período marcado por grandes manifestações populares em todo o país. Naquele momento, o acesso à internet sem fio, smartphones e computadores ainda era limitado em grande parte da Rocinha. O jornal impresso se tornou, então, uma estratégia essencial para alcançar a população offline e, ao mesmo tempo, uma homenagem à forte presença nordestina na comunidade. O nome Fala Roça carrega identidade e memória. “Fala” representa o ato de dar voz, de comunicar e de reivindicar espaço. “Roça” faz referência ao passado do território, quando a área era uma grande fazenda antes de ser ocupada por famílias em busca de moradia, após o embargo do loteamento pela administração federal. Com o avanço da tecnologia e a ampliação do acesso à internet, o Fala Roça passou por um processo de transformação. O projeto deixou de atuar apenas no impresso e passou a investir em reportagens digitais, produção de vídeos e novas linguagens de comunicação comunitária. Essa mudança acompanhou a evolução do consumo de informação na favela e fortaleceu a presença do coletivo nas redes. Hoje, o Fala Roça se consolida como uma associação de comunicação que pensa e constrói novas narrativas sobre a favela, sempre a partir do olhar de quem vive a Rocinha. Mais do que um veículo de notícias, o projeto se afirma como um espaço de protagonismo juvenil, memória local e defesa do direito à comunicação. Comunicação e presença digital E-mail: falecom@falaroca.com Telefone: 21 99357-5117 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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