Criado em 2012, na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, o Fala Roça surgiu da iniciativa de jovens moradores que participaram de atividades criativas da Agência de Redes Para Juventude. O projeto nasceu com um propósito claro: ampliar vozes, contar histórias do território e fortalecer a comunicação feita por quem vive a favela.
A primeira versão impressa do jornal foi lançada em maio de 2013, um mês antes das Jornadas de Junho, período marcado por grandes manifestações populares em todo o país. Naquele momento, o acesso à internet sem fio, smartphones e computadores ainda era limitado em grande parte da Rocinha. O jornal impresso se tornou, então, uma estratégia essencial para alcançar a população offline e, ao mesmo tempo, uma homenagem à forte presença nordestina na comunidade.
O nome Fala Roça carrega identidade e memória. “Fala” representa o ato de dar voz, de comunicar e de reivindicar espaço. “Roça” faz referência ao passado do território, quando a área era uma grande fazenda antes de ser ocupada por famílias em busca de moradia, após o embargo do loteamento pela administração federal.
Com o avanço da tecnologia e a ampliação do acesso à internet, o Fala Roça passou por um processo de transformação. O projeto deixou de atuar apenas no impresso e passou a investir em reportagens digitais, produção de vídeos e novas linguagens de comunicação comunitária. Essa mudança acompanhou a evolução do consumo de informação na favela e fortaleceu a presença do coletivo nas redes.
Hoje, o Fala Roça se consolida como uma associação de comunicação que pensa e constrói novas narrativas sobre a favela, sempre a partir do olhar de quem vive a Rocinha. Mais do que um veículo de notícias, o projeto se afirma como um espaço de protagonismo juvenil, memória local e defesa do direito à comunicação.
Comunicação e presença digital
E-mail: falecom@falaroca.com
Telefone: 21 99357-5117
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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| Projeto Comunicando ComCausa
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