Fundada em 1961, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) se consolidou como uma das organizações não governamentais mais atuantes na Defesa da vida, dos direitos humanos e da justiça socioambiental no Brasil. Com sede nacional no Rio de Janeiro, a entidade atua atualmente em seis estados, mantendo uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento local, comunitário e associativo.
Desde suas origens, a FASE apostou na organização popular como caminho para enfrentar desigualdades. Nos anos 1960, iniciou trabalhos voltados ao associativismo e ao cooperativismo. Com o golpe militar de 1964, a organização redefiniu suas estratégias e passou a atuar na resistência à ditadura, apoiando oposições sindicais e movimentos comunitários de base.
Durante a década de 1970, a FASE teve papel relevante no enfrentamento à carestia, ao trabalho infantil e às desigualdades sociais. A entidade esteve presente junto ao campesinato no Norte do país, aos trabalhadores rurais do Nordeste, a operários da construção civil e da indústria metalúrgica no Sudeste, além de movimentos de associações de moradores em diversas regiões. Esse trabalho resultou na formação de centenas de lideranças populares e no fortalecimento de lutas sociais em todo o Brasil.
Nos anos 1980, a FASE participou ativamente do processo de redemocratização, contribuindo para a anistia política, a Constituinte e a retomada das eleições diretas. Já nas décadas seguintes, a organização aprofundou sua atuação na construção de metodologias educativas voltadas ao controle social e à participação cidadã, tanto em contextos urbanos quanto rurais.
A missão da FASE é contribuir para a construção de uma sociedade democrática, com alternativas ao modelo de desenvolvimento vigente, baseada na justiça ambiental e na universalização dos direitos sociais, econômicos, culturais, ambientais, civis e políticos. A organização também se destaca pela defesa dos direitos de mulheres, populações negras, povos indígenas e comunidades tradicionais.
No século XXI, a FASE ampliou sua presença em redes nacionais e internacionais, atuando contra políticas de caráter neoliberal e fortalecendo a produção de conhecimento crítico. A entidade mantém parcerias com universidades, realiza convênios com órgãos públicos, monitora projetos e publica pesquisas e análises, com destaque para a revista Proposta, editada há mais de 35 anos.
A atuação da FASE se organiza em torno de quatro grandes causas: Direito à Cidade com Justiça Socioambiental; Promoção da Soberania, da Segurança Alimentar e Nutricional e da Agroecologia; Justiça Ambiental, defesa dos bens comuns e dos direitos territoriais; e organização das mulheres como sujeitos de direitos.
Com uma estrutura que integra gestão nacional, programas regionais e instâncias deliberativas, a FASE segue fortalecendo lutas sociais e construindo caminhos para um Brasil mais justo, democrático e comprometido com a Defesa da vida.
Comunicação e presença digital
E-mail:comunicacao@fase.org.br
Telefone: (21) 997514027
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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