Com a chegada do verão, em 21 de dezembro, especialistas acendem um sinal de alerta para a saúde das crianças. O aumento das temperaturas e das chuvas favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, ao mesmo tempo em que cresce a circulação de vírus respiratórios e persiste a queda na cobertura vacinal infantil no Brasil.

Segundo o infectologista pediátrico Márcio Nehab, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), pais e responsáveis precisam manter atenção redobrada em três frentes fundamentais: prevenção das arboviroses, vigilância das infecções respiratórias e atualização do calendário vacinal.

O especialista explica que um dos erros mais comuns é confundir a febre alta inicial da Dengue com uma gripe simples. “Na Dengue, a febre costuma surgir de forma abrupta, acompanhada de mal-estar intenso e dor no corpo, mesmo sem sintomas respiratórios”, alerta. Esse equívoco pode atrasar o diagnóstico e agravar o quadro clínico.

Entre os sinais que exigem ida imediata ao hospital estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, inchaço, prostração extrema ou comportamento fora do habitual. Em um cenário de circulação simultânea de Dengue, Influenza e Covid-19, o risco de coinfecção aumenta e pode dificultar ainda mais a identificação precoce da doença.

Apesar da preocupação com vírus respiratórios, dados recentes do sistema InfoGripe indicam que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) não apresenta aumento significativo neste período. Ainda assim, Nehab reforça que a prevenção é essencial, com destaque para a vacinação de gestantes e a proteção de bebês prematuros, além de evitar contato de recém-nascidos com pessoas gripadas.

Outro ponto crítico é a vacinação. A vacina contra a Dengue, disponível no SUS, reduz de forma significativa internações e casos graves, mas sua eficácia depende do esquema completo. A baixa adesão às vacinas infantis também reacende o risco de retorno de doenças como o sarampo, a poliomielite e a coqueluche, antes controladas no país.

Dentro de casa, o combate ao mosquito exige atenção constante. Caixas-d’água mal vedadas, bandejas de geladeira e ar-condicionado, ralos, pratinhos de plantas e até brinquedos esquecidos no quintal figuram entre os principais criadouros ignorados pelas famílias. O uso inadequado de medicamentos também preocupa: anti-inflamatórios como ibuprofeno podem agravar quadros de Dengue e devem ser evitados sem orientação médica.

Durante as férias escolares, os riscos aumentam. Afogamentos lideram as causas externas de morte infantil no verão, seguidos por quedas, queimaduras e intoxicações. Viagens longas elevam o risco de desidratação e insolação, enquanto a alimentação fora de casa pode favorecer surtos de diarreia.

Para o especialista, a combinação de informação, prevenção e vigilância ativa é a principal aliada das famílias. “Hidratação frequente, uso correto de repelentes e protetor solar, supervisão constante e vacinação em dia salvam vidas”, resume.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.

ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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