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ComuniSaúde na Vila Mimosa durante ação do TJRJ leva saúde e direitos às ruas

Nesta quarta-feira, dia 28 de maio, a Vila Mimosa, na região da Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro, será palco de uma importante ação social e cidadã. Trata-se de mais uma edição da Justiça Itinerante, iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que, por meio da Corregedoria Geral da Justiça, leva serviços judiciais e atendimentos gratuitos diretamente à população que mais precisa. A ação contará com a participação da ComCausa – Defesa da Vida, por meio do seu programa ComuniSaúde, que atua em parceria com a Fiocruz, dentro do Plano Integrado de Saúde nas Favelas Cariocas (146 Favelas). A iniciativa reforça o compromisso com a mediação comunitária, a promoção da saúde e o fortalecimento da cidadania nos territórios populares. Durante o evento, além dos atendimentos jurídicos, o ComuniSaúde da ComCausa realizará mobilização comunitária, mediação de conflitos e distribuirá materiais educativos sobre prevenção da tuberculose, ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e outros temas de saúde pública. Também haverá distribuição de preservativos e afixação de cartazes informativos. O Plano 146 Favelas é uma articulação que reúne instituições como Fiocruz, UFRJ, UERJ, PUC-Rio, UENF, Instituto Fernandes Figueira (IFF), SBPC, Abrasco, entre outras. Uma rede que atua para garantir saúde, ciência, cidadania e defesa de direitos nas periferias do Rio de Janeiro. Serviços disponíveis gratuitamente A população poderá acessar gratuitamente serviços como:• Emissão de registro tardio de nascimento (para pessoas nunca registradas);• Inclusão de nome de pai ou mãe na certidão de nascimento;• Correção de erros em registros civis (nascimento, casamento e óbito);• Registro de filhos fora do prazo legal;• Pedidos de pensão alimentícia;• Solicitação de guarda de crianças e adolescentes;• Processos de divórcio (consensual ou litigioso);• Ações de interdição civil;• Retificação de nome e gênero em documentos civis. Além dos serviços jurídicos, também estarão disponíveis: • Atendimento básico de saúde e vacinação;• Emissão da segunda via da carteira de identidade. Informações do evento • Data: Quarta-feira, 28 de maio de 2025• Horário: Das 10h às 16h• Local: Rua Sotero dos Reis, nº 100 – Vila Mimosa, Praça da Bandeira – Rio de Janeiro ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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ComCausa: Debate sobre violência contra crianças hoje no canal do Jornal de Macaé

Com uma trajetória de mais de 20 anos em mobilizações sociais e políticas públicas de proteção à infância, Adriano Dias levará ao debate sua experiência como articulador da ComCausa e do projeto Crianças com Direitos, que atua na promoção da proteção integral, com ênfase no combate aos crimes praticados no ambiente virtual., e nesta quinta-feira, 22 de maio, às 21h, o jornalista Adriano Dias, fundador da ComCausa, será um dos convidados de uma transmissão ao vivo promovida pelo Jornal de Macaé, com o tema “Violência contra Crianças e Adolescentes”. A atividade integra a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizada em todo o país entre os dias 18 e 25 de maio. A proposta do encontro é promover uma reflexão crítica e mobilizadora sobre as diversas formas de violência que atingem a infância e adolescência no Brasil, como a violência sexual, doméstica, institucional e digital. “A violência contra crianças e adolescentes precisa ser tratada como prioridade absoluta. Não estamos lidando com casos isolados, mas com um fenômeno que se alastra silenciosamente. Nosso compromisso é transformar indignação em ação permanente. Por isso criamos o projeto Crianças com Direitos, alinhado ao ECA e ao respeito incondicional à dignidade infantojuvenil”, destaca Adriano Dias. A transmissão será realizada ao vivo pelas redes sociais do Jornal de Macaé, e posteriormente o conteúdo estará disponível nos perfis da ComCausa e do Crianças com Direitos, ampliando o alcance e a visibilidade da discussão. A participação de Adriano Dias também marca a campanha permanente da ComCausa voltada à prevenção e enfrentamento dos crimes sexuais cometidos na internet contra crianças e adolescentes, um tema urgente diante do aumento do uso de tecnologias e redes sociais por esse público. Assista pelo Canal do Jornalo de Macaé > @jornaldemacae Serviço:Tema: Violência contra Crianças e AdolescentesData: Quinta-feira, 22 de maio de 2025Horário: 21hTransmissão: Redes sociais do Jornal de MacaéExibição posterior: Canais da ComCausa e Crianças com Direitos Imagem ilustrativa. Mais notícias | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Mães de Filhos e Filhas Desaparecidos

ComCausa participará de mutirão da Defensoria Pública voltado a familiares de pessoas desaparecidas

O mutirão tem como foco principal orientar e atender famílias sobre questões jurídicas relacionadas à Declaração de Ausência, um instrumento previsto no Código Civil Brasileiro, que busca garantir direitos civis, patrimoniais e previdenciários das pessoas desaparecidas e de seus familiares. Esse procedimento é fundamental para oferecer segurança jurídica em situações prolongadas de desaparecimento. Além da equipe técnica da Defensoria Pública, a atividade contará com o apoio de instituições parceiras e movimentos sociais que atuam diretamente na defesa dos direitos das famílias de pessoas desaparecidas — entre elas, a própria ComCausa, que há anos acompanha casos, oferece suporte às famílias e promove ações de mobilização social e incidência política sobre o tema, especialmente na Baixada Fluminense e em todo o estado do Rio de Janeiro. O Centro de Integração de Cidadania e Direitos (CICV) da Defensoria Pública também estará presente, disponibilizando um auxílio financeiro para transporte das famílias que participarão do mutirão, garantindo assim que dificuldades econômicas não sejam barreira para o acesso aos serviços. A atividade ocorrerá no próximo dia 26 de junho, às 14 horas, na sede da Defensoria Pública, localizada na Avenida Marechal Câmara, nº 314 – Centro, Rio de Janeiro, mesmo local onde foi realizado o Diagnóstico Participativo sobre Desaparecimentos, no início deste ano. Declaração de Ausência: uma medida de proteção jurídica O desaparecimento de uma pessoa gera não apenas dor e sofrimento emocional, mas também uma série de consequências jurídicas, como a dificuldade de acessar benefícios, administrar bens, encerrar contratos ou regularizar a guarda de dependentes. A Declaração de Ausência, regulamentada pelos artigos 22 a 39 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002), permite que as famílias, após determinado tempo de desaparecimento, obtenham uma decisão judicial que reconhece oficialmente a ausência, protegendo os direitos e interesses da família. ComCausa reafirma seu compromisso Para o jornalista e fundador da ComCausa, Adriano Dias, esse mutirão é uma ação de extrema importância na luta por justiça e dignidade para as famílias que enfrentam o drama dos desaparecimentos: “O desaparecimento de uma pessoa é uma das maiores violações de direitos humanos que existem. É como se a vida ficasse suspensa, paralisada. As famílias não vivem, elas sobrevivem em meio à dor, à incerteza e à burocracia. Por isso, garantir o acesso à justiça, por meio de instrumentos como a Declaração de Ausência, é um passo fundamental para proteger direitos, buscar reparação mínima e, acima de tudo, fortalecer a luta por políticas públicas que enfrentem esse grave problema social”, afirma Adriano. Serviço Data: 26 de junho de 2025, às 14h Local: Sede da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro Endereço: Avenida Marechal Câmara, nº 314 – Centro, Rio de Janeiro (mesmo local onde foi realizado o Diagnóstico Participativo) A ComCausa seguirá presente e ativa, fortalecendo sua atuação junto às famílias na defesa da vida, dos direitos humanos e da dignidade de quem vive esse drama. Mais notícias | Editoria Virtuo Comunicação | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Caso Lara Maria

Justiça por Lara Maria: julgamento é marcado para maio após três anos

Após três anos de espera, sofrimento e mobilizações constantes, está marcado para o dia 12 de maio de 2025 o julgamento de Wellington Galindo de Queiroz, acusado do assassinato brutal da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos, ocorrido em março de 2022, em Campo Limpo Paulista (SP). O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campo Limpo Paulista, e será conduzido pelo juiz Dr. Lucas Dadalto Sahão. O caso teve início no dia 16 de março de 2022, quando Lara saiu de casa para comprar pão e desapareceu. Três dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área de mata nas proximidades de sua residência, apresentando sinais evidentes de violência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina foi vítima de traumatismo craniano, causado por pelo menos quatro golpes desferidos com um objeto contundente, como um martelo ou picareta. Havia também a presença de cal sobre o corpo — o que, segundo os peritos, indicava uma tentativa deliberada de acelerar a decomposição. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, resultaram na identificação de Wellington Galindo como principal suspeito. Imagens de câmeras de segurança o flagraram dirigindo um carro prata na região onde Lara foi vista pela última vez. O suspeito, com passagens criminais por tráfico de drogas, receptação e associação criminosa, foi intimado para depor, mas fugiu, tornando-se foragido da Justiça. Durante dois anos, Wellington foi procurado pelas autoridades de diversos estados e chegou a entrar na lista de foragidos da Interpol. Informações não confirmadas apontavam sua possível presença em estados do Nordeste. Entretanto, foi somente em abril de 2024 que ele foi capturado pela Polícia Federal, em Foz do Iguaçu (PR), região da Tríplice Fronteira. No momento da abordagem, registrada em vídeo pelas autoridades, Wellington tentou se passar por outra pessoa, identificando-se como “Diego Rodrigues Alves”. Alegou trabalhar como eletricista e morar na cidade há um ano e três meses. Sem documentos, foi encaminhado à delegacia e, após confronto com os dados disponíveis, confessou sua identidade real. Contra ele havia mandado de prisão preventiva pelos crimes de homicídio qualificado, além de uma ordem judicial por porte ilegal de arma de fogo, expedida pela Vara de Execuções Penais de Pernambuco. Julgamento marcado encerra longa espera da família de Lara Maria: dor, resistência e a busca por justiça A prisão de Wellington Galindo de Queiroz, ocorrida em abril de 2024 após dois anos foragido, permitiu o avanço decisivo do processo judicial que investiga o assassinato da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos. Com o réu agora sob custódia, a Comarca de Campo Limpo Paulista anunciou a data do julgamento: será no dia 12 de maio de 2025, em sessão de júri popular, presidida pelo juiz Dr. Lucas Dadalto Sahão. A Promotoria de Justiça de São Paulo, responsável pela condução do caso desde o início, será reforçada pela atuação das advogadas criminalistas Dra. Marli Carvalho e Dra. Janira Rocha, que compõem a assistência de acusação e representam os interesses da família de Lara. Ambas acompanham o caso desde os primeiros momentos, contribuindo para que a voz da família seja efetivamente ouvida nos autos do processo. Desde o crime, os pais de Lara enfrentam uma realidade marcada por sofrimento emocional e dificuldades materiais. A mãe, Luana Nascimento, que trabalhava com confeitaria, abandonou a atividade profissional após a perda da filha, incapaz de retomar a rotina em um ambiente repleto de lembranças. O pai, igualmente abalado, precisou afastar-se do trabalho por recomendação médica. Com outras duas filhas pequenas, o casal contou com o apoio da rede de solidariedade de amigos, vizinhos e da comunidade local para enfrentar o luto e a longa espera por justiça. Acompanhamento da ComCausa A trajetória da família recebeu suporte também de organizações da sociedade civil, como a ComCausa, que acompanha o caso por meio do programa ACOLHER por indicação de outro familiar de vitima. A iniciativa oferece apoio emocional, orientação institucional e articulação com a imprensa, os movimentos sociais e as autoridades, ajudando a manter viva a memória da vítima e a pressionar por justiça. Para a ComCausa, o julgamento representa muito mais do que a resolução de um processo: “Não é apenas por Lara. É por todas as crianças vítimas de violência que precisam ser lembradas e protegidas. Este julgamento é um símbolo contra a impunidade e a banalização da dor que tantas famílias enfrentam no país”, divulgado em nota pela instituição. A sessão será aberta ao público, e a presença da comunidade é esperada como um gesto coletivo de solidariedade e vigilância democrática. A mobilização nas redes sociais segue forte, principalmente por meio da campanha com a hashtag #JustiçaPorLaraMaria, que impulsionou atos simbólicos, caminhadas e homenagens ao longo dos últimos anos. Kuta da família de Lara Desde o dia do desaparecimento, em 16 de março de 2022, até a localização do corpo da menina três dias depois — com graves lesões e indícios de tentativa de ocultação —, a família de Lara viveu uma jornada marcada pela dor, mas também por coragem. A luta por justiça transformou-se em uma missão de vida para os pais, que esperam, com o julgamento, poder honrar a memória da filha e encerrar um ciclo de sofrimento. “A luta é para que a verdade apareça e que a justiça finalmente aconteça. Queremos lembrar a Lara como ela era: uma menina cheia de sonhos, carinhosa e doce. O que nos resta agora é garantir que sua memória não seja esquecida e que seu nome represente resistência”, declarou Luana, emocionada. A sociedade de Campo Limpo Paulista, duramente impactada pela tragédia, também aguarda o desfecho do caso como um marco de reparação coletiva. Para muitos moradores, o julgamento simboliza o compromisso com a verdade e a reafirmação de que a justiça pode até tardar, mas não pode falhar. Julgamento de Wellington Galindo de QueirozData: 12 de maio de 2025 (segunda-feira)Horário: 9h30Local: Fórum de Campo Limpo Paulista – 1ª VaraEndereço: Rua Marechal Deodoro da Fonseca 550 –

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Maicon de Souza da Silva, assassinado aos dois anos Acari

Pai realiza vigília em frente ao Ministério Público pelos 29 anos do assassinato do filho em Acari

Nesta terça-feira, 15 de abril de 2025, José Luiz Faria da Silva realiza mais uma vigília em frente à sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no centro da capital. A data marca os 29 anos da morte de seu filho, Maicon de Souza da Silva, assassinado aos dois anos e meio durante uma ação da Polícia Militar na comunidade de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro, em 1996. O ato ocorre justamente próximo ao caso prescrever, após quase três décadas de impunidade. Apesar disso, nenhum dos policiais envolvidos foi responsabilizado judicialmente. Em protesto e como forma de resistência, José Luiz reafirma sua luta por justiça e memória, uma batalha que se estende por quase três décadas, atravessando esferas jurídicas nacionais e, agora, internacionais. A vigília conta com o apoio da ComCausa, organização que há anos acompanha o caso e articula ações de apoio às vítimas da violência institucional na Baixada Fluminense e demais territórios populares. A ComCausa esteve presente em diversas etapas da luta do pai de Maicon, prestando suporte político e midiático, fortalecendo a memória do menino como símbolo de resistência frente ao abandono estatal. “Essa é mais do que uma causa pessoal, é uma denúncia pública sobre o que acontece com as famílias pobres e negras quando enfrentam a violência do Estado. A presença da ComCausa e de tantas organizações é fundamental para que essa história não seja enterrada pela impunidade”, afirma Adriano Dias, fundador da ComCausa, que estará ao lado de José Luiz durante a mobilização. Quase três décadas de luta por justiça Desde a tragédia, o pai de Maicon se mantém incansável na busca por justiça. Acampou várias vezes em frente ao Ministério Público, realizou manifestações solitárias, denunciou a lentidão das investigações e, encaminhou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), e a Anistia Internacional a. A alegação é de que o Estado brasileiro falhou de maneira grave no dever de investigar, punir e reparar a morte do menino, configurando violação aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. A morte de Maicon se soma a uma série de episódios que marcaram a trajetória da comunidade de Acari, já profundamente atingida por outros episódios brutais, como a Chacina de Acari, em 1990, em que 11 jovens foram desaparecidos por policiais e nunca encontrados. A dor da perda, o silenciamento das famílias e a impunidade continuam sendo marcas da atuação do Estado nestes territórios. “A cada ano que passa, a justiça se distancia, mas minha voz continua firme. Não vou desistir. Faço isso por Maicon, pelas outras mães e pais que perderam seus filhos. O que aconteceu com meu filho não pode ser apagado”, declarou José Luiz, emocionado. A vigília desta terça-feira, embora marcada por uma dor profunda, transforma-se em um poderoso gesto de denúncia coletiva, articulando memória, resistência e esperança de reparação. A ComCausa e os parceiros de direitos humanos reforçam o compromisso de manter viva essa luta, denunciando as violações e exigindo políticas de reparação e não-repetição. Para José Luiz, trata-se de um ato de fé, mas também de uma convocação: “Enquanto eu viver, Maicon viverá nessa luta. E quem estiver comigo estará lutando também por todas as crianças que o Estado insiste em esquecer.” Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Missa em memória às vítimas do atentado da Escola Tasso da Silveira

Há 14 anos, em 2011, o Rio de Janeiro foi palco de um dos capítulos mais sombrios de sua história recente: o assassinato brutal de doze crianças em um ataque que abalou o Brasil. No próximo dia 07 de abril, uma Missa será realizada em homenagem às vítimas da tragédia da Escola Tasso da Silveira, em Realengo. A cerimônia será um momento de fé, união e reflexão, aberto a todos que desejam prestar tributo à memória dessas jovens vidas e reafirmar o compromisso com a paz e a segurança nas escolas. Na manhã de 7 de abril de 2011, a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, celebrava seus 40 anos com ex-alunos convidados a compartilhar suas histórias. Entre eles, um jovem de 23 anos chegou ao local com um pedido aparentemente inofensivo: resgatar seu histórico escolar. Mas suas intenções eram outras. Armado com dois revólveres, comprados por R$ 1.460, ele subiu ao segundo andar e invadiu uma sala da 8ª série. Em poucos minutos, disparou contra 24 crianças, matando 12 – dez meninas e dois meninos, entre 12 e 14 anos. O ataque só terminou graças à intervenção do sargento Márcio Alexandre Alves, da Polícia Militar, alertado por alunos que escaparam. Ferido pelo policial, o agressor se matou dentro da escola, deixando um rastro de dor e perplexidade. ComCausa promoverá ações em memória e reflexão sobre a tragédia, com foco na mobilização comunitária e promoção do debate público Além da cerimônia religiosa marcada como um momento solene de homenagem e solidariedade, a ComCausa desenvolverá uma série de iniciativas com o objetivo de manter viva a memória das vítimas e ampliar o debate público sobre os fatores que envolvem episódios de violência, especialmente aqueles que ocorrem no ambiente escolar. A proposta é transformar a dor em mobilização cidadã, promovendo conscientização e construção coletiva de respostas sociais e institucionais. Mobilização comunitária e reconhecimento institucional Uma convocação ampla será divulgada junto às comunidades, movimentos sociais, representantes do poder público, imprensa e sociedade civil, com o intuito de fortalecer a participação na missa como um ato coletivo de memória, resistência e comprometimento com a vida. A ComCausa também encaminhará solicitações formais aos parlamentos municipal, estadual e federal, demandando pronunciamentos oficiais e manifestações públicas de apoio. A intenção é que o poder público reafirme seu compromisso com a adoção e fortalecimento de políticas de prevenção à violência nas escolas, como parte da responsabilidade compartilhada na construção de espaços seguros e inclusivos para crianças, adolescentes e educadores. Reflexão por meio da cultura: juventude como protagonista No dia 10 de abril, a ComCausa realizará uma atividade especial na sede do Projeto Professor Fábio Castelano, em Queimados. Será exibido um trecho do episódio da série Adolescência, da plataforma Netflix. A exibição será seguida de uma roda de conversa com jovens, promovendo um espaço de escuta, troca e elaboração coletiva sobre as causas e impactos da violência. A proposta é utilizar a cultura como ferramenta pedagógica e política, estimulando a reflexão sobre temas urgentes como bullying, saúde mental, abandono escolar e o papel da sociedade na proteção da infância e da juventude. A roda de conversa será conduzida por educadores, ativistas e profissionais da área da saúde mental e assistência social, promovendo um diálogo sensível e profundo com os adolescentes participantes. Por justiça, memória e transformação social Todas essas ações integram uma estratégia mais ampla da ComCausa de promover justiça social e políticas públicas eficazes, garantindo que as vítimas não sejam esquecidas e que suas histórias se tornem marcos de transformação. Ao transformar o luto em luta e a memória em ação, a ComCausa reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa, segura e empática para todos e todas. Um convite à solidariedadeNeste ano, ao marcar 14 anos da tragégia, o pior ataque a uma escola no Brasil, a comunidade de Realengo se reúne novamente para honrar as crianças que se foram. A Missa está marcada para 07 de abril, às 19h, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus, no Jardim Novo (Estrada Manoel Nogueira de Sá). Com saudade no coração e amor como guia, familiares, amigos e moradores celebrarão os “Anjos de Realengo” – crianças arrancadas de forma tão violenta, mas eternas nas memórias de quem as amou. Todos são bem-vindos para participar, orar e renovar o compromisso com a paz nas escolas e o fim da violência. Será um momento de transformar a dor em esperança e fortalecer os laços de união na comunidade. Data: 07/04/2025 (segunda-feira) | Local: Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus (Estrada Manoel Nogueira de Sá, Jardim Novo – Realengo, RJ) | Horário: 19h. Saiba mais | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe

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