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Circuito Memória e Verdade da ComCausa estreia em São João de Meriti na semana do aniversário do golpe

O Circuito Memória, Verdade e Justiça, promovido pela ComCausa em parceria com outras instituições, terá sua estreia em São João de Meriti na semana em que se completam 61 anos do golpe civil-militar de 1964. Com atividades gratuitas e abertas ao público, o evento trará exibições de filmes e debates para refletir sobre os impactos do golpe e suas reverberações na sociedade brasileira contemporânea. A programação começa nos dias 2 e 4 de abril de 2025, das 17h às 21h, no auditório João Cândido da Universidade Estácio de Sá, em São João de Meriti. A abertura será marcada pela exibição do documentário clandestino Você também pode dar um presunto legal (1971/2006), que expõe a brutalidade do Esquadrão da Morte durante a ditadura. Em seguida, rodas de conversa abordarão a relação histórica entre o regime militar e a Baixada Fluminense. Na ocasião, também será realizada a exposição 20 Anos da Chacina da Baixada, que resgata a memória desse episódio de violência e suas conexões com o passado repressivo. Memória como resistência A ComCausa, organização fundada em 2010, tem um histórico dedicado à preservação da memória histórica. Em 2012, integrou a Comissão Nacional da Verdade e promoveu o Circuito Memória e História. No ano seguinte, contribuiu para a criação do Comitê Baixada de Memória, Justiça e Verdade. Mesmo enfrentando o desmonte de políticas públicas de memória a partir de 2014 e o avanço de grupos negacionistas, a entidade seguiu firme em sua missão. Em 2014, a ComCausa lançou a exposição Ditadura e Baixada Fluminense, que evidenciou a repressão do regime militar na região e celebrou a resistência de figuras como Dom Adriano Hipólito. Outro marco de sua atuação é a luta pelo reconhecimento da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da ditadura que a organização busca transformar em um espaço de memória e conscientização sobre violações de direitos humanos. O golpe de 1964 e a inspiração de Ainda Estou Aqui O golpe militar de 31 de março de 1964 marcou o início de um período de 21 anos de ditadura no Brasil, caracterizado por censura, tortura e repressão a opositores. Seus efeitos ainda ecoam, seja na persistência de desigualdades sociais, seja nas tentativas de revisionismo histórico. O recente filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que retrata a luta de Eunice Paiva pela busca do marido desaparecido durante o regime, tem inspirado iniciativas como o Circuito. A obra reacendeu o debate sobre a importância de manter viva a memória das vítimas e da resistência, servindo como um catalisador para as atividades em Meriti. Próxima parada: Queimados O Circuito seguirá para Queimados, onde o Projeto Prof. Castelano receberá uma edição adaptada do evento. A programação incluirá uma exposição itinerante sobre a repressão e atividades voltadas para estudantes da rede pública. “Queremos democratizar o acesso à memória histórica e fortalecer a luta por direitos humanos na Baixada”, destaca Adriano Dias, fundador da ComCausa. ServiçoCidade: São João de MeritiData: 02 a 04 de abril de 2025Local: Auditório João Cândido – Estácio São João de Meriti (Av. Automóvel Clube, 1.178)Horário: 17h às 21hEntrada gratuita (sujeita à lotação)Certificado para participantes Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Flavia Louzada com o filho Dante (Reprodução Redes Sociais)

Mãe denuncia suspensão de tratamento de criança com paralisia cerebral e convoca manifestação

Flavia Louzada, mãe de Dante, um menino de 6 anos diagnosticado com paralisia cerebral, denunciou a suspensão abrupta do tratamento multidisciplinar do filho, que inclui diversas terapias essenciais para seu desenvolvimento. Segundo Flavia, a clínica Follow Kids, responsável pelo atendimento, informou que todas as guias de atendimento do menino foram descartadas, interrompendo completamente o acompanhamento médico. A mãe expressou sua indignação, destacando que a decisão da clínica não apenas cancelou sessões de terapia, mas também representou um golpe contra os direitos fundamentais de Dante. “Não foram apenas guias que foram rasgadas, mas sim o direito do meu filho à vida”, desabafou. Flavia reforça que, sem o tratamento contínuo, Dante pode enfrentar deformidades permanentes, dores crônicas e dificuldades ainda maiores para andar, falar e desenvolver todo o seu potencial. Diante da gravidade da situação, familiares, amigos e apoiadores decidiram se unir para uma grande manifestação exigindo providências. O ato será realizado no dia 24 de março, às 10h, em frente à loja da UNIMED FERJ da Barra da Tijuca, localizada na Avenida Ayrton Senna, nº 2.500. O objetivo é cobrar respostas e garantir que crianças como Dante não sejam privadas dos seus direitos. A mobilização busca pressionar as autoridades e o plano de saúde a restabelecer o tratamento de Dante e de outras crianças que dependem dessas terapias para ter qualidade de vida. A família convida todos que apoiam a causa a se juntarem à manifestação para dar visibilidade ao caso e lutar pelo direito à saúde e inclusão. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Vitímas da Chacina da Baixada - Arquivo ComCausa

Câmara de Queimados realizará atividade em memória das vítimas da Chacina da Baixada

A Câmara Municipal de Queimados realizará, no dia 31 de março de 2025, um evento público em memória das vítimas da Chacina da Baixada, marcando os 20 anos de uma das maiores tragédias da história do Rio de Janeiro. A iniciativa, proposta pela organização social ComCausa com o apoio do vereador Professor Catellano e da presidência da Câmara, tem como objetivo homenagear as vítimas, reforçar a luta por justiça e promover reflexões sobre segurança pública e direitos humanos na Baixada Fluminense. Na noite de 31 de março de 2005, um grupo de policiais militares desencadeou uma série de homicídios nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense. Ao todo, 30 pessoas foram baleadas, resultando em 29 mortes, entre elas jovens e crianças. Considerada a maior chacina da história do estado do Rio de Janeiro, o episódio chocou o Brasil e ganhou repercussão internacional, tornando-se um símbolo da violência policial e da impunidade. Alguns dos responsáveis foram condenados, com penas que ultrapassam 500 anos de prisão, mas o caso ainda reflete os desafios da violência institucional no país. A Chacina da Baixada impulsionou mobilizações sociais e se consolidou como um marco na luta contra a violência de Estado. Duas décadas depois, a data segue viva na memória da população como um lembrete da necessidade de políticas públicas eficazes e da garantia dos direitos humanos. O evento na Câmara de Queimados O evento do dia 31 de março reunirá familiares das vítimas, ativistas de direitos humanos, autoridades públicas, representantes do Poder Judiciário, forças policiais e membros da sociedade civil. A programação incluirá homenagens, depoimentos e debates sobre os impactos da chacina e os caminhos para um futuro mais seguro na região. Segundo o vereador Professor Catellano, um dos principais articuladores da atividade, “é fundamental manter viva a memória das vítimas e discutir ações concretas para prevenir a violência e garantir segurança à nossa população”. A ComCausa, parceira na organização, destaca o caráter reflexivo e propositivo da iniciativa, que buscará elaborar propostas para a segurança pública municipal. A expectativa é que o debate contribua para a construção de uma sociedade mais justa, combatendo o apagamento histórico e promovendo a reparação às vítimas. Missa na véspera em Nova Iguaçu As homenagens terão início um dia antes, no dia 30 de março, às 18h, com uma missa na Paróquia Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. Organizada pela comunidade da Diocese de Nova Iguaçu, a celebração será um momento de reflexão e tributo às vítimas, reforçando o compromisso com a defesa da vida. A presença da ComCausa em ambos os eventos simboliza a continuidade dos esforços para transformar a memória em ações concretas. Segurança pública: uma preocupação nacional A relevância do tema é reforçada por dados recentes. Segundo pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, 57,8% dos brasileiros consideram a criminalidade o maior problema do país, superando questões como corrupção e economia. Na Baixada Fluminense, a violência segue como um desafio persistente, o que torna eventos como esse essenciais para discutir soluções e cobrar mudanças estruturais nas instituições responsáveis pela segurança. Memória e transformação Manter viva a lembrança da Chacina da Baixada vai além de um ato de recordação: é uma forma de prevenir novas tragédias, promover a reconciliação social e transformar as estruturas de poder que perpetuam a violência. Para quem deseja revisitar o contexto do episódio, a ComCausa disponibiliza em seu canal no YouTube uma cobertura da caminhada realizada em 2015, nos dez anos da chacina, com depoimentos e imagens que ajudam a compreender sua magnitude. Mais detalhes sobre o evento na Câmara de Queimados, como horário e programação completa, serão divulgados em breve. A iniciativa reafirma o compromisso da região com a memória, a justiça e a construção de um futuro mais seguro e solidário. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Nem Azevedo segurando Jornal da ComCausa com foto da Caminhada em memória das Vitimas da Chacina da Baixada de 2014 - Arquivo ComCausa

Paróquia Sagrada Família na Posse celebrará missa em memória dos 20 anos das vítimas da Chacina da Baixada

No próximo dia 30 de março as 18h, a Paróquia Sagrada Família, localizada no bairro da Posse em Nova Iguaçu, na Diocese de Nova Iguaçu, celebrará uma missa em memória das vítimas da Chacina da Baixada, que completa 20 anos. O trágico episódio ocorreu na noite de 31 de março de 2005, quando uma série de homicídios foi iniciada por policiais na cidade de Nova Iguaçu e se estendeu até Queimados. Ao todo, 30 pessoas foram baleadas, resultando em 29 mortes, configurando a maior chacina do estado do Rio de Janeiro, que chocou o Brasil e teve repercussão internacional. A chacina foi marcada por uma sequência de ações violentas, em que a brutalidade policial se espalhou por diversas localidades da Baixada Fluminense, gerando um sentimento de insegurança e indignação entre a população. Durante o período, diversos moradores, principalmente jovens, foram mortos em circunstâncias suspeitas, sem que houvesse uma explicação satisfatória ou responsabilização pelos crimes cometidos. O impacto do evento permanece até hoje, sendo lembrado como um marco de violência policial e impunidade. A missa, tem como objetivo prestar homenagem às vítimas e fazer memória do que aconteceu, lembrando da dor e do sofrimento de suas famílias. Este tipo de ação é crucial, não apenas para honrar as vidas perdidas, mas também para refletir sobre a necessidade de justiça e de uma mudança nas práticas de segurança pública no Brasil. Fazer memória dessas tragédias é fundamental para evitar que elas se repitam no futuro e para fortalecer a luta por direitos humanos e justiça social. A importância de manter viva a memória da Chacina da Baixada vai além de um simples recordatório. É uma forma de prevenção contra novas ocorrências de violência, promoção da reparação histórica, combate ao apagamento dos fatos, e proposição de políticas públicas mais eficazes. Além disso, buscar a reconciliação social e promover a transformação das estruturas de poder e das instituições responsáveis pela perpetuação da violência é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e menos marcada pela brutalidade. A ComCausa, representada por Adriano Dias, estará presente na missa para reforçar a luta por justiça e dignidade. Como diz Adriano Dias: “Fazer memória é um ato de resistência, é um passo a mais na busca pela verdade e pela justiça, para que os erros do passado não se repitam.” Para aqueles que desejam relembrar e refletir sobre a importância desse evento na história da Baixada Fluminense, a ComCausa disponibiliza em seu canal no YouTube uma cobertura realizada durante a caminhada que marcou os dez anos da chacina. O vídeo oferece depoimentos, imagens e contextos que auxiliam na compreensão da magnitude e das repercussões desse episódio. Participar de eventos como a missa em memória das vítimas da Chacina da Baixada é fundamental para promover a reparação histórica, combater o apagamento de episódios traumáticos e reforçar o compromisso coletivo com a defesa da vida e dos direitos humanos. A presença da ComCausa na cerimônia simboliza a continuidade de esforços para transformar a memória em ações concretas que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Foto de capa: Nem Azevedo segurando Jornal da ComCausa com foto da Caminhada em memória das Vitimas da Chacina da Baixada de 2014 – Arquivo ComCausa Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

ComCausa visita neste sábado a família de Moïse Kabagambe em Madureira

No próximo sábado, 29 de junho de 2025, representantes da OSC ComCausa Defesa da Vida visitarão a família do jovem congolês Moïse Kabagambe Kabagambe, em Madureira, Zona Norte do Rio. O espaço, hoje gerenciado por parentes de Moïse, tornou-se um ponto de resistência cultural da comunidade africana no bairro, oferecendo culinária típica, coquetéis e, principalmente, acolhimento e memória. A visita antecede a inauguração oficial do Memorial Moïse Kabagambe, marcada para segunda-feira, 1º de julho, na Barra da Tijuca. O encontro com a família será mais que simbólico: representa a continuidade da luta por justiça, por reparação histórica e pelo reconhecimento das vidas negras e refugiadas que historicamente sofrem com exclusão, violência e silenciamento no Brasil. Solidariedade, memória e reparação A ComCausa, organização da sociedade civil que atua há mais de duas décadas com direitos humanos, acolhimento a vítimas de violência e mobilização social, tem acompanhado de perto os desdobramentos do caso Moïse. Para Adriano Dias, fundador da instituição, a presença da ComCausa neste sábado não é apenas uma visita de cortesia. “Estar com a família de Moïse é afirmar, com o corpo presente, que essa luta é de todos nós. A dor deles nos atravessa, mas também nos convoca a transformar o luto em luta e memória viva independente do tempo”, afirma Adriano. A iniciativa reforça a articulação entre organizações populares, movimentos antirracistas e comunidades migrantes que, desde 2022, exigem justiça e políticas públicas efetivas para imigrantes negros. A ComCausa integra essa rede, fortalecendo ações de visibilidade, escuta ativa e apoio comunitário — inclusive com o programa Acolher, que atua no acompanhamento de vítimas e famílias em situação de vulnerabilidade social. Do luto à ação concreta: o Memorial Moïse Fruto de uma articulação entre a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Cultura e movimentos da sociedade civil, o Memorial Moïse Kabagambe será inaugurado na próxima segunda-feira, 1º de julho de 2025, nas proximidades do Parque Natural da Prainha, na Zona Oeste da cidade. O espaço ocupará a área onde funcionava o quiosque do Posto 8, local em que Moïse foi brutalmente assassinado em janeiro de 2022, após cobrar por dias de trabalho não remunerados. O memorial contará com uma estrutura multifuncional voltada à valorização da cultura africana, à promoção dos direitos humanos e ao acolhimento de refugiados. Entre os principais ambientes previstos estão um centro cultural com oficinas e rodas de conversa, uma cozinha-escola voltada à culinária africana, uma galeria com exposições sobre migração, antirracismo e cultura afro-brasileira, uma loja colaborativa para comercialização de produtos feitos por refugiados e um espaço de apoio com ações voltadas à assistência social, capacitação e geração de renda. A cerimônia de inauguração terá homenagens à família de Moïse, ritos religiosos de diferentes matrizes e apresentações culturais que exaltam a diversidade e a resistência dos povos africanos. A expectativa é que o memorial se torne um polo permanente de reflexão, educação e articulação social, consolidando-se como símbolo internacional do combate à xenofobia, ao racismo estrutural e às múltiplas formas de violência enfrentadas por imigrantes e refugiados no Brasil. Justiça e desdobramentos do caso Em março de 2025, o 1º Tribunal do Júri da Capital condenou dois dos acusados pelo assassinato de Moïse Mugenyi Kabagambe. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca foi sentenciado a 23 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, enquanto Fábio Pirineus da Silva recebeu pena de 19 anos, 6 meses e 20 dias, também em regime fechado. O crime, amplamente registrado por câmeras de segurança, revelou a crueldade da violência sofrida por Moïse e provocou comoção nacional e internacional. A motivação do ataque teria sido a cobrança, por parte do jovem, de pagamentos atrasados por dias de trabalho não remunerados no local, situação que desencadeou uma agressão covarde e letal, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por imigrantes africanos no Brasil e a urgência de ações efetivas contra o racismo estrutural e a xenofobia. A ComCausa e diversas outras organizações seguem exigindo responsabilização completa de todos os envolvidos, além de uma política de Estado voltada à proteção e valorização da vida de refugiados e imigrantes no Brasil — especialmente os africanos, vítimas constantes de discriminação e precarização. >>>> Visita da ComCausa à família de Moïse KabagambeQuiosque Moïse Kabagambe 1A PortãoRua Soares Caldeira, 115 – Madureira, Rio de Janeiro – RJSábado, 29 de junho de 2025Horário 13 horas Inauguração do Memorial Moïse KabagambeBarra da Tijuca – Próximo à PrainhaSegunda-feira, 1º de julho de 2025A partir das 10h Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

Acontece hoje o julgamento do caso Moïse Kabagambe

O julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe, que ocorre hoje no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), representa um marco significativo na luta por justiça e direitos humanos no Brasil. Este caso, que chocou o país pela brutalidade e pelas circunstâncias em que ocorreu, vai além de um processo criminal: é um símbolo da vulnerabilidade enfrentada por imigrantes e refugiados, destacando a urgência de políticas públicas que garantam seus direitos e proteção. A morte de Moïse Kabagambe, um jovem congolês de 24 anos que veio ao Brasil em busca de oportunidades, não pode ser em vão. Sua história deve servir como catalisador para transformações profundas na forma como o país acolhe e integra imigrantes e refugiados. Hoje, o Brasil tem a oportunidade de demonstrar seu compromisso com a justiça, a igualdade e o respeito à dignidade humana, independentemente de origem, raça ou condição social. A sociedade civil também desempenha um papel crucial, pressionando por mudanças e promovendo a conscientização sobre a importância do respeito à diversidade e aos direitos humanos. Organizações como a ComCausa estão mobilizadas para acompanhar o julgamento e cobrar medidas que assegurem a proteção de imigrantes e refugiados no Brasil. O que esperar do julgamento? Os acusados do crime são Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, e enfrentam o júri hoje. Eles são réus por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil – o crime teria origem em uma discussão sobre o atraso no pagamento de diárias –, uso de meio cruel, já que a vítima foi brutalmente espancada até a morte com um pedaço de pau, e recurso que dificultou sua defesa, pois Moïse foi derrubado, imobilizado durante as agressões e, depois, teve mãos e pés amarrados. O assassinato aconteceu em janeiro de 2022, em um quiosque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Moïse Kabagambe, um imigrante congolês, sofreu uma agressão desmedida e cruel ao cobrar algo elementar: o pagamento por seu trabalho. O caso ganhou enorme repercussão, tanto no Brasil quanto no exterior, desencadeando protestos contra o racismo, a xenofobia e a precariedade nas condições de trabalho. Movimentos sociais acompanham o caso Este julgamento é um passo crucial, trazendo esperança de justiça para Moïse e para todos aqueles que, como ele, buscam uma vida melhor em terras brasileiras. A presença de organizações como a ComCausa nas sessões reforça a importância da mobilização da sociedade civil e do acompanhamento atento de casos emblemáticos como este, que têm o poder de transformar realidades e inspirar mudanças. A morte violenta de Moïse revelou as barreiras e os perigos enfrentados por muitos imigrantes no Brasil. O caso gerou comoção internacional, mobilizando entidades como a Cáritas Rio, o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e a OIM (Organização Internacional para as Migrações), que acompanham de perto o processo e cobram justiça. Além disso, a morte de Moïse levantou questões profundas sobre o racismo estrutural e a xenofobia presentes na sociedade brasileira. Imigrantes africanos, em particular, frequentemente enfrentam discriminação e marginalização, sendo vistos como “diferentes” ou “inferiores”. O caso de Moïse é um triste exemplo disso. Mais notícias 01 – Alerj e Congresso discutem caso de Moise 02 – Alerj aprova Medalha Tiradentes Post Mortem para Moïse Kabagambe 03 – Três acusados de espancar até a morte congolês na Barra da Tijuca serão julgados por júri popular 04 – Julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe será em março | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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