O Ilê Axé Iyá Nassô Oká, mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, é considerado o primeiro terreiro de Candomblé do Brasil. Localizado em Salvador, Bahia, sua fundação remonta à primeira metade do século XIX, aproximadamente entre 1820 e 1830. O terreiro foi estabelecido por três mulheres africanas da nação nagô: Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Kalá.
Originalmente, as atividades religiosas ocorriam nas proximidades da Igreja da Barroquinha, em Salvador, em um local conhecido como Candomblé da Barroquinha. Devido a pressões sociais e políticas da época, a comunidade transferiu-se para a região do Engenho Velho, onde o terreiro está situado até hoje.
A Casa Branca do Engenho Velho desempenhou um papel fundamental na preservação e disseminação do Candomblé no Brasil, sendo matriz de diversos outros terreiros, como o Ilê Axé Opô Afonjá e o Terreiro do Gantois. Em reconhecimento à sua importância cultural e histórica, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1984, tornando-se o primeiro monumento de origem africana a receber tal distinção no país.
Atualmente, o terreiro continua ativo, mantendo vivas as tradições religiosas e culturais afro-brasileiras, e é considerado um patrimônio vivo da cultura nacional.
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