João Oscar

Calor Rio de Janeiro

ComuniSaúde alerta grupos de risco após Rio registrar nove das dez maiores temperaturas do país

O estado do Rio de Janeiro enfrentou uma das segundas-feiras mais quentes do ano e concentrou nove das dez maiores temperaturas registradas no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Diante do cenário de calor extremo, a ComuniSaúde emitiu alerta especial para os grupos de risco, reforçando cuidados urgentes para evitar agravamentos de saúde. A maior temperatura do país foi registrada em Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os termômetros chegaram a 41°C. O calor intenso também atingiu Niterói, que marcou 40,5°C, além de diversos pontos da capital e da Região Metropolitana, como Vila Militar, Marambaia, Galeão, Santa Cruz e Jacarepaguá. De acordo com a Climatempo, esta terça-feira (13) segue com sol forte e temperaturas elevadas em todo o estado, sem previsão de alívio significativo. Para a ComCausa, o cenário exige atenção redobrada do poder público e da população, especialmente em áreas com menor acesso à água potável, ventilação adequada e serviços de saúde. Alerta da ComuniSaúde aos grupos de risco A ComunaSaúde destaca que idosos, crianças, gestantes, pessoas com deficiência, trabalhadores expostos ao sol e pacientes com doenças crônicas — como problemas cardíacos, respiratórios, renais e diabetes — estão mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo. Entre as principais recomendações estão:– Hidratação frequente, mesmo sem sede, priorizando água potável;– Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;– Reduzir esforços físicos e atividades ao ar livre;– Manter ambientes ventilados ou sombreados sempre que possível;– Atenção aos sinais de alerta, como tontura, confusão mental, fraqueza, dor de cabeça intensa, náuseas e desmaios, que exigem atendimento médico imediato. A entidade reforça que o calor extremo não é apenas um desconforto, mas um risco real à saúde pública, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade social. O episódio evidencia a urgência de políticas de adaptação climática, ampliação do acesso à água, fortalecimento da atenção básica e ações de Defesa da vida. O aumento das temperaturas no Rio reacende o debate sobre mudanças climáticas e justiça social, mostrando que seus impactos recaem de forma mais dura sobre quem já enfrenta desigualdades históricas. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Instituto Dom

Com foco na redução das desigualdades sociais e econômicas, uma iniciativa brasileira vem gerando impacto social positivo ao atuar diretamente em comunidades periféricas e em situação de vulnerabilidade. Desde 2020, o projeto transforma ideias em ações concretas, promovendo educação, geração de renda e crescimento econômico sustentável. O trabalho começou com o apoio a microempreendedores de periferias, oferecendo capital semente e acompanhamento inicial. Ao longo dos anos, a atuação se expandiu e hoje inclui metodologias próprias, capacitação técnica, educação empreendedora e uma plataforma de ensino estruturada. A organização conta ainda com credenciamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parcerias estratégicas, mantendo governança e profissionalismo na execução de projetos. Entre os principais eixos de atuação está o Apoio Empreendedor, que reúne educação empreendedora, microcrédito, mentorias, networking, educação ambiental e suporte emocional e mental. A Assistência Social atende famílias em situação de insegurança alimentar e emergências recorrentes no Brasil, garantindo acesso a necessidades básicas. O Apoio Emocional também ocupa papel central, com atendimentos individuais e coletivos voltados à saúde mental de pessoas e famílias em contextos de alta vulnerabilidade social. Já a Capacitação Juvenil prepara jovens para o primeiro emprego, inserção no mercado de trabalho e geração de renda, ampliando perspectivas de futuro. A Educação Ambiental integra palestras e formações sobre sustentabilidade, uso consciente dos recursos naturais e os princípios dos 3Rs. Além disso, a organização desenvolve Projetos Customizados, com flexibilidade para atender empresas, fundações e instituições interessadas em investimentos sociais e ambientais alinhados às ODS e às práticas de ESG. Atualmente, a iniciativa soma mais de cinco anos de atuação, com dezenas de parcerias realizadas e projetos que impactam diretamente jovens e adultos, especialmente mulheres negras em situação de vulnerabilidade social e econômica. Entre os destaques estão projetos como Dom de Empreender, que combina capacitação, capital semente e mentorias; Mulheres Digitais, em parceria com a OIT e a Microsoft Philanthropies; e Empreenda seu Futuro, voltado a adolescentes de 15 a 17 anos. Com olhar voltado para o futuro, a organização pretende ampliar seu alcance e multiplicar o impacto social, reforçando seu compromisso com a Defesa da vida, a inclusão produtiva e a transformação de realidades. Empresas interessadas em responsabilidade social e ESG podem entrar em contato para desenvolver ações conjuntas. Comunicação e presença digital E-mail: contato@institutodom.org.br Telefone: 21 99206-5468 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Grupo de Estudos Integrais Demetrius (GEID)

Idealizado em 1956, a partir de comunicações mediúnicas recebidas em reuniões familiares na Tijuca, o Grupo Espírita Irmão Demétrius (GEID) construiu uma trajetória marcada pela fé, pela caridade e pelo compromisso social. O movimento nasceu na residência da família Ramasine, no Rio de Janeiro, e ganhou forma ao longo das décadas com base nos ensinamentos espirituais que orientaram seus fundadores. Em 1989, graças ao empenho de Lais Vasseur Ramasine, de seu filho Horácio Ramasine e de um grupo de amigos, o GEID se constituiu oficialmente. A sede passou a funcionar no terraço da casa da família, na Ilha do Governador, consolidando o trabalho que já se desenvolvia de forma contínua e voluntária. Definido como um grupo espírita cristão universalista, o GEID difunde os ensinamentos de Jesus, Allan Kardec e Ramatís. Essa proposta se expressa também em seu símbolo, que une o círculo, o triângulo e a cruz, representando a integração entre Oriente e Ocidente e o fortalecimento do universalismo espiritual na chamada Nova Era. Como instituição espírita-cristã, o GEID mantém atividades voltadas à assistência social e espiritual, além de estudos sistemáticos do Evangelho e da doutrina espírita. O trabalho acontece diariamente e conta com o envolvimento direto de voluntários e beneficiários que acreditam na transformação moral e social por meio da prática da caridade. Ao assumir um papel integrador em prol da cidadania, o Grupo Espírita Irmão Demétrius se posiciona como espaço de acolhimento, aprendizado e desenvolvimento do amor ao próximo. Seu propósito é claro: ser um foco de luz para aqueles que, muitas vezes desinformados, sofrem diante das ilusões da vida material. Comunicação e presença digital E-mail: atendimento@geid.org.br Telefone: 21 3396-0374 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Prêmio Periferia Viva 2025

ComCausa é uma das 25 assessorias técnicas do Brasil selecionadas no Prêmio Periferia Viva

A ComCausa – Defesa da Vida foi selecionada entre as 25 assessorias técnicas reconhecidas pelo Prêmio Periferia Viva, em uma chamada nacional do Ministério das Cidades, consolidando um marco de alcance político e institucional: o território volta a ser entendido não apenas como “destino” de política pública, mas como fonte de conhecimento aplicado, capaz de qualificar métodos, orientar decisões e construir respostas concretas para desafios que, historicamente, foram tratados com improviso, distância e baixa escuta. A própria existência do Prêmio — e, especialmente, a escolha de uma categoria voltada a assessorias técnicas — merece destaque. Ao abrir espaço para iniciativas capazes de organizar processos e fortalecer redes, o Ministério das Cidades e a Secretaria Nacional de Periferias contribuem para um reposicionamento essencial: reconhecer que as soluções produzidas nas periferias e favelas não são “casos isolados”, mas inteligência pública que pode inspirar, orientar e melhorar a efetividade das ações do Estado. Para compreender o significado dessa seleção, é preciso olhar para a estrutura de governo e para o modo como a política pública se organiza no Brasil. A política pública nasce de diretrizes e instrumentos que passam por ministérios e secretarias, se expressam em programas, editais e ações, e precisam “descer” até o cotidiano das cidades — onde, de fato, a vida acontece. O que o Prêmio Periferia Viva faz, ao reconhecer assessorias técnicas, é afirmar um princípio fundamental: as periferias e favelas não são apenas cenário da desigualdade; são também laboratório de soluções e inteligência pública, e devem ser tratadas como parte ativa do desenho e da implementação. A seleção confirma a maturidade de um trabalho que a ComCausa vem realizando há anos: comunicação cidadã, articulação de redes, mobilização territorial e incidência pública, com foco na proteção de pessoas e no fortalecimento de caminhos concretos de direitos. Para a organização, a relevância da conquista está menos no “título” e mais no que ele exige: transformar reconhecimento institucional em capacidade real de organizar ações, ampliar alcance, qualificar entregas e produzir resultados verificáveis, com transparência e compromisso com o território. “Não é um prêmio para a gente celebrar de longe. É um compromisso público. Quando a periferia é reconhecida como assessoria, o recado é direto: o território tem competência, tem método e tem direito de orientar o que funciona para proteger vidas”, afirma Adriano Dias, da ComCausa. A ComCausa destaca que a categoria de assessorias técnicas aponta para iniciativas capazes de apoiar processos essenciais à política pública: organizar informações, fortalecer redes, qualificar fluxos e garantir que ações periféricas tenham visibilidade, continuidade e resultados verificáveis. Isso é decisivo porque a política pública, muitas vezes, falha não por falta de “discurso”, mas por falta de método operacional: quem faz o quê, por onde começa, como registra, como conecta serviço, como reduz ruído, como garante que o território não seja tratado como etapa descartável. Nesse mesmo sentido, dentro da estrutura viabilizada pelo Prêmio, a organização informa que vai intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz) — articulada em rede com parceiros — fortalecendo cooperação e intercâmbio de experiências de forma orgânica e coerente com as entregas do ciclo. A ComCausa entende que ampliar diálogo e sinergia com redes de referência fortalece a capacidade territorial de produção de informação, articulação e incidência — três dimensões sem as quais a política pública tende a perder chão. A seleção reforça uma tese que a ComCausa repete em sua atuação cotidiana: direitos não podem depender do acaso. Precisam de rede, método e presença. E é justamente esse salto — do improviso para a organização — que a ComCausa assume como responsabilidade desta nova fase, dentro do espírito da Operação Periferia: a periferia como sujeito político e técnico na Defesa da Vida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Grupo Cultura Urbana

O Instituto Cultura Urbana nasceu da força coletiva de artistas, educadores e moradores das comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, que apostam na cultura, na educação e no esporte como caminhos reais de transformação social. A história começa em 2009, quando o ator e produtor cultural Fabrício Silvestre passou a ministrar, de forma voluntária, uma oficina de teatro em uma igreja no bairro da Taquara, em Jacarepaguá. O envolvimento e o entusiasmo dos participantes deram origem ao Grupo Teatral Taquara (GTT), que rapidamente se consolidou como referência cultural na região. O grupo passou a ocupar importantes equipamentos culturais de Jacarepaguá, como a Lona Cultural Jacob do Bandolim, o Teatro Firjan Sesi e o Centro Cultural Professora Dyla Sylvia de Sá, ampliando o acesso da população periférica à produção artística. Com o crescimento das atividades, o GTT expandiu sua atuação para as comunidades do Jordão e Curupaiti, a convite de lideranças comunitárias. Oficinas de teatro, audiovisual, artesanato e circo passaram a ser oferecidas com o apoio de artistas e voluntários comprometidos com o fortalecimento da cultura local. O impacto positivo das ações evidenciou a necessidade de uma estrutura mais sólida, levando à fundação do Instituto Cultura Urbana, em 2011. Desde então, o Instituto construiu uma trajetória marcada pela atuação em rede e pelo fortalecimento da juventude periférica. Ao longo dos anos, ampliou suas frentes de trabalho com projetos como o Cultura que Transforma, que oferece oficinas de teatro, dança afro, percussão, capoeira, artesanato e canto; o Jovens Campeões, voltado para atividades esportivas; o Jovens Visando o Futuro, com ações socioeducativas; e o PraEllas, que promove o empoderamento feminino por meio do esporte. Durante a pandemia de Covid-19, o Instituto Cultura Urbana reafirmou seu compromisso com a defesa da vida ao lançar a campanha Todos pelas Comunidades. A iniciativa mobilizou toneladas de alimentos e garantiu a entrega de cestas básicas para centenas de famílias atendidas pelos projetos e moradores da região, enfrentando de forma direta a insegurança alimentar. A ação abriu caminho para novas parcerias estratégicas. Entre elas, a Rede 146 x Favela – Plano Integrado de Saúde Integral nas favelas cariocas; a Rede Gerando Falcões, com os projetos Jovem Falcão e Academia do Emprego; o Programa Missão em Foco, do Itaú Social, que oferece investimento institucional, formações e ferramentas de monitoramento; além da Rede Esporte pela Mudança Social, com o projeto Esporte na Rua. Mais recentemente, o Instituto passou a integrar a Rede Colaborativa EMpower Brasil, fundação global que atua em 15 países na capacitação de jovens. Atualmente, o Instituto Cultura Urbana está presente em três comunidades de Jacarepaguá e atua nas áreas de cultura, esporte, educação, comunicação, empregabilidade e geração de renda. Seu crescimento reflete o engajamento de voluntários, apoiadores e parceiros que compartilham o compromisso de transformar realidades e ampliar oportunidades nas periferias do Rio de Janeiro. Comunicação e presença digital E-mail: contato@culturaurbana.org.br Telefone: (21) 2135-5517 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. 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Cemitério dos Pretos Novos

Memorial: Cemitério dos Pretos Novos

O Cemitério dos Pretos Novos escancara uma das páginas mais violentas da história brasileira. Localizado na região do Valongo, no Rio de Janeiro, o espaço foi destinado ao sepultamento de africanos escravizados que morriam logo após a chegada dos navios negreiros à Baía de Guanabara ou imediatamente depois do desembarque, antes mesmo de serem vendidos. O local funcionou entre 1772 e 1830. Antes de ser transferido para o Valongo, o cemitério operava no Largo de Santa Rita, em plena área urbana, próximo ao mercado de escravos recém-chegados. Diante do impacto sanitário e social da prática, o vice-rei marquês do Lavradio determinou a remoção tanto do mercado quanto do cemitério para uma área então considerada fora dos limites da cidade. A mudança, no entanto, não significou dignidade. O Valongo entrou para a história como território de horrores. Ali, os africanos que sobreviviam à travessia atlântica recebiam o “passaporte” para a escravidão nas senzalas. Já os que morriam tinham seus corpos descartados em enterros degradantes, sem rituais, nomes ou respeito. O historiador José Murilo de Carvalho descreve o local como “cenário tétrico do comércio de carne humana”, expressão que sintetiza a lógica desumana do tráfico escravista. O Valongo não era apenas um ponto de chegada: era um espaço de aniquilação física e simbólica de milhares de vidas negras. Hoje, o Cemitério dos Pretos Novos é reconhecido como sítio arqueológico e espaço de memória. Sua existência confronta o mito da escravidão branda e reforça a necessidade de políticas de memória, verdade e reparação. Preservar e divulgar essa história é um ato político, fundamental para a defesa da vida, o enfrentamento do racismo estrutural e a construção de justiça histórica. Redescoberta do Cemitério dos Pretos Novos expõe provas materiais da violência da escravidão A redescoberta do Cemitério dos Pretos Novos, na região do Valongo, Zona Portuária do Rio de Janeiro, revelou duas evidências incontornáveis da escravidão no Brasil: a forma degradante como africanos recém-chegados eram enterrados e a comprovação material, por meio da arqueologia, da violência extrema do tráfico negreiro. O estudo é analisado pelo historiador Júlio César Medeiros da Silva Pereira, doutor pela Fiocruz e diretor do Instituto de Memória e Pesquisa Pretos Novos (IPN). Criado no século XVIII, o cemitério funcionou como destino final de africanos que morriam logo após o desembarque ou ainda nos barracões do maior mercado de escravos do país. Sem qualquer ritual religioso, os corpos eram lançados em covas rasas, muitas vezes deixados à flor da terra, misturados a lixo urbano, ossos de animais e entulhos. A pesquisa histórica e arqueológica confirma relatos de viajantes da época que descreviam o local como um terreno revolvido, coberto por ossos mal queimados e mau cheiro constante. A primeira evidência está na própria existência do cemitério: um espaço exclusivo para escravizados recém-chegados, tratados como indigentes, sem nome, sepultura digna ou reconhecimento humano. Registros da freguesia de Santa Rita indicam que, apenas entre 1824 e 1830, cerca de 6 mil corpos foram ali descartados em uma área reduzida, revelando a lógica mercantil da escravidão, em que a morte era parte do cálculo econômico. A segunda evidência emerge dos ossos. Escavações arqueológicas encontraram restos humanos queimados, quebrados e misturados, confirmando a prática de reutilização das valas comuns. Estudos recentes, incluindo análises isotópicas de estrôncio realizadas por pesquisadores da Fiocruz e da UFRJ, comprovaram que os indivíduos enterrados vinham de diferentes regiões do continente africano, reforçando o caráter transatlântico do crime escravista. Para além da brutalidade física, o cemitério simboliza a ruptura espiritual imposta aos africanos, especialmente aos de origem banto, cuja cosmologia valorizava o culto aos ancestrais. Morrer sem ritual significava, para esses povos, o rompimento definitivo da linhagem e a impossibilidade de retorno espiritual à África. A negação do sepultamento digno foi, portanto, mais uma forma de violência. Fechado em 1830, no contexto do acordo entre Brasil e Inglaterra para proibir o tráfico negreiro, o cemitério foi apagado da paisagem urbana e da memória oficial. Sua redescoberta, primeiro em 1996 e depois reforçada pelas pesquisas a partir de 2010, rompeu esse silêncio histórico. Hoje, o Cemitério dos Pretos Novos se afirma como um dos mais importantes sítios de memória da escravidão nas Américas. Mais do que vestígio arqueológico, é prova material do racismo estrutural que fundou o país. Os ossos que ressurgem da terra não são apenas restos do passado: são evidências de um crime histórico que ainda exige memória, reparação e justiça. Sítio Cemitério dos Pretos Novos: análise biocultural. Interpretando os ossos e os dentes humanos. A descoberta do Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos, no Rio de Janeiro, revelou não apenas ossos enterrados sob o solo urbano, mas provas científicas incontestáveis da violência do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Encontrado em 1996, durante uma reforma residencial, o local funcionou entre aproximadamente 1770 e 1830 como espaço de descarte dos corpos de africanos que morriam logo após o desembarque no porto do Valongo. A análise arqueológica e bioantropológica do sítio confirmou que os sepultamentos ocorreram de forma precária, sem ritos funerários, muitas vezes com cremação parcial e destruição deliberada dos restos mortais. Dos 5.563 fragmentos ósseos estudados, mais de 60% apresentavam sinais de queima, evidenciando práticas funerárias degradantes, incompatíveis com qualquer noção de dignidade humana. A importância do achado ultrapassa o campo científico. O cemitério se tornou um marco da memória e identidade da população afrodescendente, ao materializar a história da diáspora africana e do racismo estrutural que marcou a formação do Brasil. A análise biocultural permitiu compreender não apenas como essas pessoas morreram, mas também como viveram. Os estudos identificaram um número mínimo de 31 indivíduos, majoritariamente adultos jovens, com predominância de homens, refletindo o perfil do tráfico negreiro, voltado sobretudo à exploração de força de trabalho masculina. As condições de saúde observadas nos ossos e dentes indicam que muitos não chegaram a desenvolver doenças crônicas, sugerindo mortes rápidas, relacionadas às violências da travessia atlântica, à fome, aos maus-tratos e às infecções. A análise dentária trouxe dados reveladores. A baixa incidência de cáries e hipoplasias aponta para uma dieta

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