O Instituto Cultura Urbana nasceu da força coletiva de artistas, educadores e moradores das comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, que apostam na cultura, na educação e no esporte como caminhos reais de transformação social. A história começa em 2009, quando o ator e produtor cultural Fabrício Silvestre passou a ministrar, de forma voluntária, uma oficina de teatro em uma igreja no bairro da Taquara, em Jacarepaguá.
O envolvimento e o entusiasmo dos participantes deram origem ao Grupo Teatral Taquara (GTT), que rapidamente se consolidou como referência cultural na região. O grupo passou a ocupar importantes equipamentos culturais de Jacarepaguá, como a Lona Cultural Jacob do Bandolim, o Teatro Firjan Sesi e o Centro Cultural Professora Dyla Sylvia de Sá, ampliando o acesso da população periférica à produção artística.
Com o crescimento das atividades, o GTT expandiu sua atuação para as comunidades do Jordão e Curupaiti, a convite de lideranças comunitárias. Oficinas de teatro, audiovisual, artesanato e circo passaram a ser oferecidas com o apoio de artistas e voluntários comprometidos com o fortalecimento da cultura local. O impacto positivo das ações evidenciou a necessidade de uma estrutura mais sólida, levando à fundação do Instituto Cultura Urbana, em 2011.
Desde então, o Instituto construiu uma trajetória marcada pela atuação em rede e pelo fortalecimento da juventude periférica. Ao longo dos anos, ampliou suas frentes de trabalho com projetos como o Cultura que Transforma, que oferece oficinas de teatro, dança afro, percussão, capoeira, artesanato e canto; o Jovens Campeões, voltado para atividades esportivas; o Jovens Visando o Futuro, com ações socioeducativas; e o PraEllas, que promove o empoderamento feminino por meio do esporte.
Durante a pandemia de Covid-19, o Instituto Cultura Urbana reafirmou seu compromisso com a defesa da vida ao lançar a campanha Todos pelas Comunidades. A iniciativa mobilizou toneladas de alimentos e garantiu a entrega de cestas básicas para centenas de famílias atendidas pelos projetos e moradores da região, enfrentando de forma direta a insegurança alimentar.
A ação abriu caminho para novas parcerias estratégicas. Entre elas, a Rede 146 x Favela – Plano Integrado de Saúde Integral nas favelas cariocas; a Rede Gerando Falcões, com os projetos Jovem Falcão e Academia do Emprego; o Programa Missão em Foco, do Itaú Social, que oferece investimento institucional, formações e ferramentas de monitoramento; além da Rede Esporte pela Mudança Social, com o projeto Esporte na Rua. Mais recentemente, o Instituto passou a integrar a Rede Colaborativa EMpower Brasil, fundação global que atua em 15 países na capacitação de jovens.
Atualmente, o Instituto Cultura Urbana está presente em três comunidades de Jacarepaguá e atua nas áreas de cultura, esporte, educação, comunicação, empregabilidade e geração de renda. Seu crescimento reflete o engajamento de voluntários, apoiadores e parceiros que compartilham o compromisso de transformar realidades e ampliar oportunidades nas periferias do Rio de Janeiro.
Comunicação e presença digital
E-mail: contato@culturaurbana.org.br
Telefone: (21) 2135-5517
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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