O estado do Rio de Janeiro enfrentou uma das segundas-feiras mais quentes do ano e concentrou nove das dez maiores temperaturas registradas no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Diante do cenário de calor extremo, a ComuniSaúde emitiu alerta especial para os grupos de risco, reforçando cuidados urgentes para evitar agravamentos de saúde.
A maior temperatura do país foi registrada em Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os termômetros chegaram a 41°C. O calor intenso também atingiu Niterói, que marcou 40,5°C, além de diversos pontos da capital e da Região Metropolitana, como Vila Militar, Marambaia, Galeão, Santa Cruz e Jacarepaguá.
De acordo com a Climatempo, esta terça-feira (13) segue com sol forte e temperaturas elevadas em todo o estado, sem previsão de alívio significativo. Para a ComCausa, o cenário exige atenção redobrada do poder público e da população, especialmente em áreas com menor acesso à água potável, ventilação adequada e serviços de saúde.
Alerta da ComuniSaúde aos grupos de risco
A ComunaSaúde destaca que idosos, crianças, gestantes, pessoas com deficiência, trabalhadores expostos ao sol e pacientes com doenças crônicas — como problemas cardíacos, respiratórios, renais e diabetes — estão mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo.
Entre as principais recomendações estão:
– Hidratação frequente, mesmo sem sede, priorizando água potável;
– Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
– Reduzir esforços físicos e atividades ao ar livre;
– Manter ambientes ventilados ou sombreados sempre que possível;
– Atenção aos sinais de alerta, como tontura, confusão mental, fraqueza, dor de cabeça intensa, náuseas e desmaios, que exigem atendimento médico imediato.
A entidade reforça que o calor extremo não é apenas um desconforto, mas um risco real à saúde pública, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade social. O episódio evidencia a urgência de políticas de adaptação climática, ampliação do acesso à água, fortalecimento da atenção básica e ações de Defesa da vida.
O aumento das temperaturas no Rio reacende o debate sobre mudanças climáticas e justiça social, mostrando que seus impactos recaem de forma mais dura sobre quem já enfrenta desigualdades históricas.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.
ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.
Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.
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