João Oscar

Combate a Dengue; Foto Paulo Pinto Agência Brasil

ComuniSaúde alerta para aumento dos casos de dengue na Baixada Fluminense

O ComuniSaúde, projeto da ComCausa voltado à comunicação comunitária em saúde, alerta para o aumento dos casos de dengue na Baixada Fluminense nas primeiras semanas de 2025. Com a chegada do verão e a continuidade das chuvas intensas na região, a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, se torna um risco crescente para a população. A Baixada Fluminense, historicamente uma das regiões mais afetadas por epidemias de dengue, está em estado de alerta. Municípios como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo vêm registrando aumento significativo de casos, levando as prefeituras a reforçarem medidas emergenciais de combate ao mosquito. Estado já registra 810 ocorrências; primeiro caso de dengue tipo 3 é confirmado. O estado do Rio de Janeiro já contabilizou 810 casos de dengue nas primeiras semanas de 2025, segundo dados do sistema de monitoramento do governo estadual. Desses, 50 pacientes precisaram ser internados, mas não há mortes confirmadas até o momento. A principal forma de prevenção segue sendo a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, que se prolifera em locais com acúmulo de água parada. Autoridades de saúde alertam para o risco do aumento de casos nas próximas semanas, especialmente diante das chuvas intensas e das temperaturas elevadas registradas no estado. Comparação com anos anteriores O aumento de casos preocupa especialistas, sobretudo considerando os números alarmantes registrados em 2024. No ano passado, foram contabilizados 302.316 casos prováveis no estado, com mais de 9 mil internações e 232 mortes. No mesmo período de 2024, entre 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram 16.011 casos registrados, número muito superior ao deste ano até o momento. Já em 2023, o total de ocorrências no estado foi de 51.501 casos, com pouco mais de 3 mil internações e 33 mortes. Primeiro caso de dengue tipo 3 é confirmado no RJ A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, no último dia 9 de janeiro, o primeiro caso de dengue tipo 3 em 2025. A notificação veio da cidade do Rio de Janeiro e foi confirmada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ). A paciente é uma mulher de 60 anos. O sorotipo DENV-3 não circulava no estado desde 2007, mas, em 2024, foram registrados dois casos isolados: um em Paraty, na Costa Verde, e outro em Maricá, na Região Metropolitana. Nos anos de 2023 e 2024, os sorotipos predominantes no estado e no Brasil foram DENV-1 e DENV-2. Embora o novo sorotipo ainda não seja predominante no Rio de Janeiro, autoridades de saúde alertam que grande parte da população nunca teve contato com esse tipo do vírus, o que pode elevar o risco de uma nova epidemia caso haja uma circulação mais ampla da doença. Sintomas da dengue Os sintomas da dengue tipo 3 são os mesmos das demais variações do vírus. Os principais sinais incluem:  Febre alta (acima de 38°C) Dores no corpo e articulações Náuseas e vômitos Dor atrás dos olhos Mal-estar geral Falta de apetite Dor de cabeça Manchas vermelhas no corpo Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dengue hemorrágica, levando a complicações sérias, como sangramentos e choque hipovolêmico. Medidas de prevenção Diante do aumento dos casos, o Ministério da Saúde reforçou o alerta para prefeitos e governadores sobre a importância de ações emergenciais para conter a proliferação do Aedes aegypti. A recomendação inclui: Eliminar água parada em pneus, vasos de plantas, caixas d’água e outros recipientes. Manter terrenos e quintais limpos, evitando o acúmulo de lixo e entulho. Utilizar repelentes e roupas de manga longa em áreas de alto risco. Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas, evitando a automedicação. Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, especialistas alertam que o período pode ser crítico para a dengue no Rio de Janeiro. A população deve redobrar os cuidados para evitar novos surtos da doença no estado. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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Tuberculose

Dia Nacional do Enfermo: Projeto ComuniSaúde um compromisso com a saúde e a humanização na Baixada Fluminense

O Dia Nacional do Enfermo, celebrado em 14 de janeiro, é uma data de grande importância, estabelecida pelo Ministério da Saúde em 2002. O objetivo é ressaltar a relevância do atendimento humanizado nas instituições de saúde, promovendo cuidados especializados para os enfermos, seja em hospitais ou no ambiente doméstico. Essa data visa sensibilizar tanto os profissionais de saúde quanto a população em geral sobre a necessidade de cuidados especiais, que vão além do tratamento físico, destacando a importância do acompanhamento emocional e psicológico para uma recuperação completa. O cuidado com o bem-estar psíquico dos pacientes ganha um destaque essencial, reconhecendo que a saúde mental é uma parte fundamental na recuperação do doente. O Dia Nacional do Enfermo não é apenas uma celebração local, mas uma ação nacional que fortalece o compromisso com a humanização nos cuidados de saúde, em consonância com outras iniciativas voltadas à conscientização sobre o tema. É importante ressaltar que essa data se soma ao Dia Mundial do Enfermo, celebrado em 11 de fevereiro. Criado em 1992 pelo Papa João Paulo II, o Dia Mundial do Enfermo possui uma origem religiosa e amplia a conscientização global sobre a necessidade de compaixão e cuidados integrais aos pacientes. Nós, da ComCausa, temos orgulho de contribuir com ações como o Projeto ComuniSaúde, que visa promover a inclusão social e o direito à saúde, com foco na melhoria da comunicação entre a população das favelas da Baixada Fluminense e os serviços de saúde pública. Através do projeto, não só trabalhamos para garantir o acesso a cuidados médicos essenciais, mas também fortalecemos a rede de apoio psicológico, proporcionando um atendimento mais humanizado e integral às comunidades. Ao comemorarmos o Dia Nacional do Enfermo, lembramos que o cuidado com a saúde deve ser sempre integral, atendendo tanto as necessidades físicas quanto emocionais. Acreditamos que iniciativas como o Projeto ComuniSaúde são fundamentais para promover uma saúde mais justa, acessível e humanizada para todos. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Uerj

ONG reforça apelo por patrulhamento e incentiva registro de ocorrências no entorno da UERJ

A OSC ComCausa enviou uma solicitação às autoridades de segurança pública pedindo reforço imediato no patrulhamento do entorno do Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A iniciativa surgiu devido aos constantes relatos de estudantes sobre assaltos frequentes na região, especialmente na rampa de acesso à estação de metrô Maracanã. Os registros recebidos pela ComCausa indicam um cenário preocupante, com ocorrências de assaltos e arrastões. Apesar de relatos feitos à reitoria e boletins registrados em delegacias, foi identificado um problema crítico: a subnotificação. Muitos crimes não são formalmente comunicados às autoridades policiais, o que dificulta a mensuração exata da situação e, consequentemente, o planejamento de estratégias de segurança mais eficazes. “Sem o registro policial, é impossível quantificar com precisão a gravidade da situação e direcionar recursos de maneira assertiva. Cada boletim de ocorrência é uma ferramenta indispensável para que as autoridades atuem com eficiência,” destacou Adriano Dias de Mello, fundador da ComCausa. A importância do registro de ocorrências Com o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica, a ComCausa tem utilizado seus canais de comunicação para reforçar a necessidade do registro formal de crimes. A organização orienta estudantes e demais cidadãos a utilizarem a Delegacia Online do Estado do Rio de Janeiro para registrar ocorrências de forma prática e segura. A plataforma está disponível em delegaciaonline.pcivil.rj.gov.br. Segundo Adriano, “a formalização das ocorrências é um passo essencial para a garantia da segurança coletiva. Além disso, ajuda a criar um histórico de dados que embasa o reforço do patrulhamento e outras ações preventivas.” Pedido às autoridades No ofício encaminhado ao 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) e à 6ª Inspetoria da Guarda Municipal, a ComCausa destacou a necessidade do aumento do policiamento ostensivo nos horários de maior movimentação, principalmente no retorno das aulas. Apesar de reconhecer os esforços já realizados pelas autoridades e a complexidade da região, a entidade reforçou a urgência de intensificar as medidas preventivas, especialmente com a retomada das atividades presenciais na universidade. Além disso, a ComCausa se colocou à disposição para colaborar em iniciativas conjuntas entre autoridades, estudantes e a administração da UERJ. A proposta visa estabelecer um diálogo contínuo que permita a criação de estratégias preventivas e uma resposta rápida à violência na região. Segurança como responsabilidade coletiva A ComCausa ressalta que a segurança pública é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade civil. “Reforçar o patrulhamento é fundamental, mas o envolvimento da comunidade, por meio do registro de ocorrências e da participação em ações preventivas, é indispensável para transformar a realidade,” concluiu Adriano. O apelo da organização evidencia não apenas a urgência de medidas concretas no entorno da UERJ, mas também a importância do engajamento de todos na construção de um ambiente mais seguro e acolhedor para a comunidade acadêmica e a população local.

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Priscila Belfort

Caso Priscila Belfort: o mistério do desaparecimento que choca o Brasil há mais de 20 anos

Priscila Vieira Belfort, nascida no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1974, era uma ex-funcionária pública e ex-universitária. Aos 29 anos, em 9 de janeiro de 2004, Priscila desapareceu misteriosamente após sair para almoçar no Centro do Rio de Janeiro, onde trabalhava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido, transformando-se em um dos casos de desaparecimento mais intrigantes do Brasil. Priscila, filha de Jovita Belfort, foi diagnosticada com depressão aos 16 anos, mas continuava sendo descrita como uma pessoa sociável e querida por amigos e vizinhos. No dia de seu desaparecimento, Priscila estava indisposta, mas, a pedido da mãe, foi trabalhar. Ela saiu para almoçar e não foi mais vista. A partir desse momento, a vida da família Belfort mudou radicalmente. O Desaparecimento O desaparecimento de Priscila ocorreu em uma época em que os sequestros eram comuns na região central do Rio de Janeiro. A família iniciou uma busca desesperada dois dias após seu desaparecimento, usando a mídia e a notoriedade de seu irmão, o lutador Vitor Belfort, para divulgar o caso. Apesar dos esforços, incluindo campanhas e denúncias ao Disque Denúncia, nenhuma pista concreta foi encontrada. O mistério foi agravado pelo fato de que não houve nenhum pedido de resgate, o que levantou suspeitas sobre a hipótese de confusão mental ou um possível sequestro seguido de assassinato. Apesar de a polícia ter considerado a possibilidade de homicídio, a família Belfort nunca deixou de acreditar que Priscila ainda poderia estar viva. Campanha de Busca Desde o desaparecimento, Vitor Belfort e sua esposa, Joana, lideraram uma intensa campanha para encontrar Priscila. A campanha incluiu a impressão de camisetas com seu rosto, a colocação de fotos gigantes pela cidade e o uso da mídia para manter o caso vivo. Embora milhares de denúncias tenham sido recebidas pela polícia, nenhuma trouxe um desfecho ao caso. Revelações e Confissão de Assassinato Em 2007, o programa “Linha Direta” da Rede Globo dedicou um episódio ao desaparecimento de Priscila, levando ao surgimento de novas informações. No mesmo ano, Elaine Paiva, membro de uma quadrilha, confessou ao Ministério Público que Priscila teria sido sequestrada, estuprada e assassinada devido a uma suposta dívida. Elaine indicou um local onde o corpo teria sido enterrado, mas nada foi encontrado. Mesmo com essa confissão, as dúvidas sobre o caso persistem. O Mistério Continua Duas décadas após o desaparecimento, o caso de Priscila Belfort permanece sem solução definitiva. A confissão de Elaine Paiva trouxe uma possível explicação, mas a falta de evidências concretas mantém o mistério em torno de seu destino. Para a família, a esperança de que Priscila esteja viva ainda persiste, e a busca por respostas continua. Enquanto isso, o desaparecimento de Priscila Belfort segue como um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento no Brasil, mobilizando a opinião pública e destacando a dor de famílias que vivem com a incerteza do paradeiro de seus entes queridos. Documentário “Volta, Priscila” As de investigação, além de destacar o impacto emocional que o desaparecimento causou na família Belfort e nas investigações de desaparecimentos no Brasil. A produção se vale de um acervo inédito de gravações feitas pela própria família, que, segundo a mãe, Jovita Belfort, sempre teve o hábito de registrar momentos importantes. Essas imagens permitem que o público tenha uma visão íntima de quem era Priscila, além de humanizar ainda mais a trajetória de sua vida antes do desaparecimento.

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Museu João Cândido ComCausa São João de Meriti Morro do Embaixador

Agenda: Giro da Folia de Reis no Morro do Embaixador em Meriti

O Giro da Folia vai além de uma simples celebração. Para nós da ComCausa, trata-se de um movimento de valorização social e cultural da região, impulsionado pela implantação do Museu Municipal Marinheiro João Cândido. Este espaço tem sido fundamental para resgatar e preservar a história da Baixada Fluminense e do Brasil. A presença do museu revitalizou o Morro do Embaixador, transformando-o em um ponto de referência para iniciativas culturais e sociais, além de fortalecer o senso de pertencimento da comunidade local. Reafirmamos a importância de espaços como o Museu Marinheiro João Cândido, que promovem não apenas o resgate histórico, mas também a inclusão social e o diálogo entre diferentes gerações. O Giro da Folia é um exemplo claro de como moradores e visitantes se conectam a esse legado, consolidando o Morro do Embaixador como um centro de convivência e celebração da cultura popular. Preservando a cultura popular O evento, organizado pela família do Mestre Pedro e por Frei Tatá, da Pastoral Afro, conta com o apoio de diversos parceiros, como a Profª Valquíria, o Sr. Ricardo (representante da Academia de Artes e Letras de São João de Meriti), Dona Holly, a Associação dos Amigos do Museu e o Grupo de Oração e Convivência Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Nós, da ComCausa, temos a honra de fazer parte dessa rede de apoio que mantém viva a Folia de Reis e seu simbolismo cultural. Os Conselhos de Cultura e de Igualdade Racial de São João de Meriti também foram convidados especialmente para reforçar o reconhecimento da Folia de Reis como patrimônio imaterial da região. Para nós, é um momento que transcende a celebração, marcando a valorização das tradições que fortalecem a identidade cultural da Baixada Fluminense. O papel da ComCausa na valorização cultural Estaremos presentes no Giro da Folia, reafirmando nosso compromisso com a preservação das tradições culturais. Apoiamos iniciativas como essa, conectando as comunidades à sua herança cultural e promovendo inclusão e diálogo entre diferentes gerações. Para nós, essa é uma das formas mais poderosas de construir um território mais justo e humanizado. Como destaca Adriano Dias, fundador da ComCausa: “A cultura é um elo que une as pessoas, um instrumento poderoso de resistência e de propagação de valores como respeito e paz. A Folia de Reis do Mestre Pedro é um símbolo de tudo isso, e é uma honra para a ComCausa contribuir para a continuidade dessa história. Além disso, a implantação do Museu Marinheiro João Cândido no Morro do Embaixador tem gerado um impacto positivo para toda a região, fortalecendo ações como esta.” Além de nosso suporte institucional, atuamos para ampliar a visibilidade do evento, promovendo a preservação das tradições populares como ferramenta essencial para fortalecer a identidade local. Um convite à comunidade O Giro da Folia é mais do que um evento, é um chamado à comunidade de São João de Meriti e cidades vizinhas para participar de uma manhã especial, cheia de música, fé e confraternização. Para nós, é fundamental reforçar a riqueza da cultura popular brasileira e garantir que ela permaneça viva para as futuras gerações. Marque na sua agenda: no dia 5 de janeiro de 2025, esperamos você no Morro do Embaixador. Vamos juntos celebrar o Mestre Pedro, a Folia de Reis e a força da cultura popular, consolidando esse local como símbolo de valorização social e cultural na Baixada Fluminense! Horários e programação: Imagem de capa ilustratriva – Acervo ComCausa. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Ato em memória de Edson Davi - Arquivo ComCausa

ComCausa marca presença no ato em memória de Edson Davi e reforça a luta por justiça nos casos de desaparecimento

Neste sábado, a família de Edson Davi organizou um ato em memória do menino, desaparecido há um ano, destacando as graves falhas no enfrentamento do problema de desaparecimentos no estado do Rio de Janeiro. O estado segue com índices alarmantes, especialmente nas periferias e na Baixada Fluminense, e o caso de Edson, junto a outros como o da Flaviane Carvalho, desaparecida desde 23 de dezembro em Nova Iguaçu, ilustra a falta de respostas das autoridades e a negligência em muitas investigações. Marize, mãe de Edson Davi, fez um apelo emocionado em busca de respostas sobre o caso de seu filho. Ela relatou que não mantém contato com a delegacia desde o segundo mês após o desaparecimento, pois nunca acreditou na versão de que ele teria se afogado. “Eles me disseram que meu filho deve ter ficado preso nas pedras, mas meu filho nunca entraria no mar. Contratei uma perícia séria, que provou, por meio de relatório, que meu filho nunca entrou no mar. Isso é um fato, temos como provar“, afirmou. Marize também pediu que a Polícia Federal assuma a investigação com seriedade e dignidade. “Nosso apelo é que a Polícia Federal passe a investigar o caso do meu filho, com seriedade e dignidade, e faça justiça por Davi. Tudo leva a crer que meu filho foi vítima de tráfico humano”, disse. Por fim, ela afirmou: “Eu só quero saber o que aconteceu com meu filho para poder descansar.” A Baixada Fluminense concentra uma parte significativa dos desaparecimentos no estado, mas muitos desses casos rapidamente caem no esquecimento, tanto pela imprensa, que logo substitui um drama por outro, quanto pelas autoridades, que frequentemente encerram os processos sem respostas definitivas devido à falta de recursos e estrutura adequada. Isso gera uma sensação de desamparo e perpetua a angústia das famílias, que continuam em busca de informações e esperança. Adriano Dias, fundador da ComCausa, destacou a gravidade do cenário: “A insensibilidade do estado em criar redes de apoio para resolver os casos e oferecer suporte psicológico às famílias é uma das maiores falhas estruturais no enfrentamento desse problema. A dor de quem busca desaparecidos é uma dor que nunca passa, como vemos em casos ainda não resolvidos da ditadura militar.” O caso de Edson Davi exemplifica a falta de respostas concretas e a escassez de medidas eficazes, refletindo as dificuldades enfrentadas por muitas outras famílias na Baixada Fluminense e em todo o estado. O ato teve como objetivo homenagear a memória do menino e, ao mesmo tempo, pressionar por políticas públicas mais efetivas no combate aos desaparecimentos, além de mais empenho nas investigações. Organizações da sociedade civil, como a ComCausa, desempenham um papel fundamental oferecendo apoio às famílias e cobrando maior ação das autoridades. Adriano Dias complementa: “É essencial que a sociedade civil continue pressionando para que esses casos não sejam esquecidos. A luta não pode parar enquanto houver famílias em sofrimento.” A falta de apoio técnico, psicológico e estrutural por parte do estado continua sendo uma das maiores falhas da segurança pública no Rio de Janeiro. É urgente uma revisão nas políticas públicas para que as milhares de famílias afetadas possam contar com uma rede de apoio eficiente e respostas concretas. O vereador Leniel esteve presente no ato em memória do desaparecimento de Edson Davi, demonstrando seu apoio à causa e à luta das famílias que clamam por justiça. Índices de desaparecimentos no Rio de Janeiro Os índices de desaparecimentos no Rio de Janeiro têm apresentado números alarmantes nos últimos anos. Em 2024, o estado registrou uma média de 16 desaparecimentos por dia, totalizando 2.533 casos entre janeiro e maio. Em 2023, o número de desaparecimentos foi ainda mais elevado, com 5.815 registros ao longo do ano, representando um aumento de 11% em relação a 2022. A Baixada Fluminense destaca-se como uma das regiões com maior incidência de desaparecimentos. Em 2023, Mesquita registrou 483 casos, seguida por Duque de Caxias com 390 e Niterói com 267. Esses números refletem uma realidade preocupante, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para enfrentar o problema dos desaparecimentos no estado. Caso Flaviane Carvalho: Flaviane Carvalho, moradora do bairro Corumbá, em Nova Iguaçu, está desaparecida e a família desesperada busca informações sobre seu paradeiro. Ela desapareceu na manhã de 23 de dezembro de 2024, após sair de casa, e desde então, não houve mais contato ou notícias sobre ela. Relembre o caso Edson Lucas O desaparecimento de Edson ocorreu enquanto ele brincava com outras duas crianças perto da barraca de seu pai no posto 4 da Barra da Tijuca. Por volta das 15h30, após fazer um lanche, ele saiu do comércio para se juntar aos meninos. O pai, também chamado Edson Davi, percebeu que o filho havia sumido por volta das 16h30, enquanto fechava uma conta na barraca.

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