João Oscar

Adriano Dias ComCausa entrevista Tv Brasil

Adriano Dias participa do podcast Alemão Ilimitado nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 18 de julho, ao vivo a partir das 16h30, o fundador da ComCausa e jornalista Adriano Dias será o convidado do episódio do podcast Alemão Ilimitado — um podcast idealizado, gestado e agora apresentado por Maicon Hofman – um projeto de comunicação comunitária idealizado pelo comunicador Maicon Hofman, diretamente da Baixada Fluminense. Com o lema “sem pauta, sem freio — pensamento livre”, o programa se consolidou como um espaço de escuta ativa, trocas reais e valorização das vozes populares do território. O episódio contará com uma conversa franca sobre segurança pública, direitos humanos e as recentes discussões em torno das mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), propostas pelo Projeto de Lei Melissa. Também serão abordados aspectos culturais e históricos da Baixada Fluminense. A participação reforça o compromisso do podcast com a diversidade de vozes e com o aprofundamento de temas fundamentais à vida nas periferias. Criado em 2024, o Alemão Ilimitado não é apenas um podcast — é uma plataforma de resistência simbólica e política. A proposta de Maicon Hofman é dar voz a quem quase nunca tem espaço nos meios tradicionais: moradores, lideranças comunitárias, artistas locais, mães solo, educadores e jovens periféricos. Tudo isso com liberdade, respeito e profundidade. A entrevista vai ao ar nesta sexta-feira (19/07) e estará disponível nas principais plataformas de streaming e nas redes sociais do projeto. A parceria entre o Alemão Ilimitado, a ComCausa e o PortalC3.net promete se consolidar como mais um elo na construção de uma comunicação cidadã e transformadora. Serviço Podcast: Alemão IlimitadoConvidado: Adriano Dias (jornalista e fundador da ComCausa)Data: Sexta-feira, 19 de julho de 2025Horário: Ao vivo a partir das 16h30Transmissão: Plataformas de streaming e redes sociais do projeto Alemão Ilimitado Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Kaylane Manhães da Silva foto reprodução Redes Sociais

Jovem de 22 anos está desaparecida desde maio na favela Cesar Maia no RJ

A jovem Kaylane Manhães da Silva, de 22 anos, está desaparecida desde o dia 5 de maio de 2025. De acordo com familiares, ela foi vista pela última vez no dia 4 de maio e, no dia seguinte, realizou uma publicação nas redes sociais indicando que estava em uma residência localizada na comunidade Cesar Maia, na zona oeste do Rio de Janeiro. Desde então, não houve mais qualquer contato ou informação sobre seu paradeiro. Kaylane morava com o atual companheiro no Parque Boa Esperança em Belford Roxo, mas costumava visitar com frequência a favela do Cesar Maia, onde vivia seu ex-companheiro, já falecido. Nas redes sociais, ela compartilhava detalhes da sua rotina e foi vista recentemente na comunidade. A família está desesperada em busca de informações. “Só queremos saber o que realmente aconteceu com a Kaylane. Qualquer informação pode ajudar”, afirma Lídia, mãe da jovem. A família já registrou ocorrência na delegacia da área e busca apoio de movimentos sociais, imprensa e redes comunitárias para ampliar a divulgação do caso. Qualquer informação, por menor que pareça, pode ser fundamental para ajudar nas investigações e trazer alguma resposta. Quem tiver qualquer notícia sobre o paradeiro de Kaylane pode entrar em contato pelos telefones: O que fazer em casos de desaparecimento? Tempo é vida. Não espere 24 horas!Quando alguém desaparece, cada minuto conta. Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A legislação brasileira garante que o boletim de ocorrência (B.O.) seja feito imediatamente, em qualquer delegacia de polícia. 1. Vá à delegacia mais próximaLeve uma foto atualizada da pessoa desaparecida e as seguintes informações: Peça que o caso seja registrado como “Desaparecimento de Pessoa”.Dica: Solicite, se possível, o encaminhamento à DDPA – Delegacia de Descoberta de Paradeiros (no caso do RJ) ou ao órgão especializado da sua região. 2. Divulgue amplamenteCompartilhe o cartaz com foto da pessoa desaparecida nas redes sociais, grupos de mensagens, rádios comunitárias, igrejas, escolas e comércios. Cadastre o desaparecimento em: 3. Busque em locais estratégicosProcure em hospitais, abrigos, IMLs, unidades de acolhimento e delegacias próximas.Leve cópias do B.O. e do documento da pessoa desaparecida. 4. Mantenha contato com a políciaPeça o número do protocolo da ocorrência e mantenha contato com o responsável pelo caso.Informe novas informações sempre que surgirem. 5. Nunca interrompa a buscaMesmo após semanas ou meses, continue a mobilização.Reforce o registro se houver mudança de cidade ou estado.Organize vigílias, caminhadas ou campanhas online para manter o caso visível. Se a pessoa for encontrada: Se você é familiar de uma pessoa desaparecida, lembre-se: Você tem direito a: Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia Mundial do Hospital: ComuniSaúde destaca desafios e ações comunitárias na Baixada Fluminense

Celebrado em 14 de julho, o Dia Mundial do Hospital foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para incentivar o debate público sobre os desafios e avanços da saúde em todo o mundo. A data é também um convite para refletir sobre o papel dessas instituições na garantia do direito à vida e o acesso digno ao cuidado, especialmente nas regiões mais vulneráveis, como as favelas e periferias da Baixada Fluminense. A palavra “hospital” vem do latim hospitalis, que significa “ser hospitaleiro”, ou seja, acolher com cuidado. Esse princípio se mantém como norte da atuação do projeto ComuniSaúde, uma iniciativa da organização ComCausa voltada à promoção da saúde nas comunidades populares da Baixada. O programa atua na conscientização sobre o direito ao atendimento básico, no fortalecimento das redes de apoio locais e no cuidado com a saúde mental — aspecto muitas vezes negligenciado nas políticas públicas. Cuidar é também pertencer Criado para aproximar o serviço de saúde das realidades das favelas, o projeto ComuniSaúde reconhece que as comunidades enfrentam um cenário de vulnerabilidade agravado por falta de informação, filas nos serviços do SUS e estigmas que afastam moradores dos atendimentos. Com oficinas, rodas de conversa e ações itinerantes, a iniciativa ajuda moradores a compreender seus direitos, buscar atendimento e promover uma cultura de cuidado coletivo. Além disso, o projeto trabalha a prevenção de doenças e o acolhimento emocional, formando lideranças locais capazes de atuar como pontes entre as famílias e os serviços públicos de saúde. “A saúde não é apenas ausência de doença, é também dignidade, escuta e pertencimento”, afirma um dos articuladores da ComCausa. A história dos hospitais e o desafio contemporâneo Os primeiros hospitais remontam ao século V a.C., no antigo Ceilão, atual Sri Lanka, com espaços dedicados à recuperação de enfermos — ainda que fortemente marcados por práticas ocultistas. Na Índia, surgiram estruturas similares dois séculos depois, embora com eficácia limitada. Foi no Império Romano, por volta de 100 a.C., que os chamados valetudinarium passaram a atender soldados feridos em guerra. O modelo mais próximo dos hospitais modernos surgiu no século IV, com o crescimento do cristianismo. Mosteiros passaram a acolher pobres, viajantes e doentes, tratando-os com ervas medicinais e mantendo pequenas farmácias. Durante a Idade Média, as ordens religiosas lideraram a expansão dessas instituições pela Europa. Com o passar dos séculos, os hospitais deixaram de ser meros abrigos e se tornaram centros de ciência, tecnologia e formação profissional. No Brasil, o SUS é uma das maiores redes públicas do mundo, mas ainda enfrenta desigualdades marcantes, especialmente nas periferias urbanas. A ComCausa na Defesa da vida Em regiões como a Baixada Fluminense, o cuidado com a saúde muitas vezes começa na vizinhança. É nesse cenário que a ComCausa atua com o ComuniSaúde, levando informação, acolhimento e ações práticas que ampliam o acesso à saúde e promovem bem-estar. O projeto também integra campanhas nacionais e datas simbólicas, como o próprio Dia Mundial do Hospital, para estimular o debate público e cobrar melhorias estruturais no sistema. “A gente não substitui o Estado, mas ajuda a garantir que ele chegue onde precisa”, conclui um representante da organização. Enquanto hospitais seguem como pilares do sistema de saúde, projetos comunitários como o ComuniSaúde mostram que o cuidado começa com escuta, empatia e mobilização de quem está mais próximo da dor — e da vida. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Elizabeth Gomes, esposa de Amarildo Foto Fernando Frazão

Memória: Caso do pedreiro Amarildo

Amarildo Dias de Souza, o pedreiro da Rocinha que virou símbolo da violência policial no Brasil, a pergunta que ecoou nas ruas em 2013 ainda ressoa: “Cadê o Amarildo?”. O caso segue sem solução definitiva quanto ao paradeiro do corpo e representa uma ferida aberta na democracia brasileira. Amarildo foi visto pela última vez em 14 de julho de 2013, quando foi levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na zona sul do Rio. Ele nunca mais voltou para casa. À época, os agentes alegaram uma “averiguação de rotina”. No entanto, investigações apontaram que ele foi torturado até a morte dentro da sede da UPP. A repercussão do caso expôs os limites das UPPs, programa que prometia pacificar comunidades dominadas por facções, mas que acabou reproduzindo práticas violentas das velhas estruturas policiais. A mobilização social ganhou força com o grito “Cadê o Amarildo?”, que se espalhou pelas manifestações das Jornadas de Junho e virou símbolo nacional contra a brutalidade do Estado. Justiça lenta e incompleta Entre 2013 e 2024, a Justiça reconheceu a culpa de 12 policiais militares, incluindo o então comandante da UPP, major Edson Santos, condenado inicialmente a 13 anos de prisão, pena depois elevada para 16 anos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As sentenças, somadas, ultrapassam 120 anos, e todos os recursos foram esgotados. No entanto, parte dos réus ainda estaria em funções internas na Polícia Militar, segundo relatórios. Na esfera cível, o Estado do Rio de Janeiro foi condenado a pagar mais de R$ 3,5 milhões à família — R$ 500 mil para cada um dos seis filhos, além de pensão vitalícia à companheira. Apesar da decisão transitada em julgado, a execução segue lenta, com atrasos provocados por bloqueios orçamentários. Memória e resistência A morte presumida de Amarildo foi oficialmente declarada, mas seu corpo nunca foi localizado. A Defensoria Pública e a família continuam buscando pistas para garantir um enterro digno. Em julho de 2023, atos em memória do pedreiro reuniram moradores da Rocinha e movimentos sociais na praia de Copacabana, cobrando justiça plena. O caso também inspirou a série documental Cadê o Amarildo?, lançada em 2023 pelo Globoplay, com imagens inéditas e novas testemunhas. A produção reacendeu o debate sobre violência de Estado e racismo estrutural — cerca de 80% das vítimas da polícia no Rio são negros e pobres, segundo o Instituto de Segurança Pública. Legado para o Brasil O Caso Amarildo influenciou a criação de protocolos de prevenção à tortura e impulsionou a adoção de câmeras corporais em batalhões. Tornou-se também um marco jurídico: consolidou o uso da tortura como qualificadora de homicídio e estabeleceu parâmetros de indenização para vítimas da violência policial. A ComCausa, organização atuante na Defesa da vida, reforça a importância de manter a memória viva e continuar pressionando por mudanças profundas na segurança pública. “O caso Amarildo é mais que um símbolo. É um alerta permanente sobre o que o Estado ainda precisa transformar”, afirma a entidade. Mais do que uma pergunta, “Cadê o Amarildo?” é um apelo por verdade, justiça e dignidade para todas as vítimas do autoritarismo policial no Brasil. E um lembrete de que a justiça que tarda também violenta. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ECA

Dia da Criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Em 13 de julho de 1990, o Brasil dava um passo decisivo ao sancionar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reconhecendo pela primeira vez crianças e adolescentes como sujeitos plenos de direitos. A nova legislação rompeu com a lógica tutelar e repressiva vigente até então, e passou a exigir do Estado, da sociedade e das famílias a garantia da proteção integral e da prioridade absoluta para a infância e juventude. A data se tornou um marco nacional: o Dia do ECA. Mais do que uma celebração, o momento convida à reflexão sobre as conquistas sociais que o Estatuto viabilizou — e os muitos desafios que ainda persistem. Transformações que marcaram uma geração Com o ECA, políticas públicas foram reestruturadas, e direitos como saúde, educação, proteção e participação ganharam força legal. O impacto foi visível em diversas áreas: O outro lado da balança: desafios persistem Apesar dos avanços, o Brasil ainda convive com graves violações de direitos: Mobilização é essencial para efetivar o ECA O Estatuto é uma lei avançada, mas só ganha força quando é colocada em prática. Algumas medidas fundamentais: Linha do tempo do ECA: avanços históricos O ECA é mais do que um conjunto de normas. É uma bússola ética e política para a construção de um país onde nenhuma criança tenha seus direitos negados. Enquanto houver exclusão, violência e negligência, a luta continua. Celebrar os 35 anos do Estatuto é reconhecer o caminho percorrido — e reafirmar o compromisso de garantir dignidade, cuidado e justiça para todas as infâncias. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Vídeo caso Gabriel

Caso Gabriel: Vídeo desmente versão da PM sobre morte de jovem e reforça suspeita de ação desproporcional

Novas imagens obtidas por investigadores colocam em xeque a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte de Gabriel, jovem atingido por um disparo durante uma abordagem no trânsito. O vídeo captado por uma câmera de segurança instalada em um ônibus que trafegava ao lado da moto do rapaz mostra que não houve qualquer investida ou hostilidade por parte de Gabriel no momento do disparo. A versão inicial dos policiais envolvidos alegava que Gabriel teria empinado a moto e agido de forma hostil, supostamente tentando jogar o veículo contra um dos agentes. Essa narrativa sustentava a tese de legítima defesa, argumento que, segundo a defesa do policial, justificaria o uso da força letal. No entanto, os registros de vídeo e testemunhos colhidos desmontam essa justificativa, apontando que o jovem foi atingido de forma abrupta, sem sequer ter consciência da presença policial. Novas imagens obtidas por investigadores colocam em xeque a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte de Gabriel, jovem atingido por um disparo durante uma abordagem no trânsito. O vídeo captado por uma câmera de segurança instalada em um ônibus que trafegava ao lado da moto do rapaz mostra que não houve qualquer investida ou hostilidade por parte de Gabriel no momento do disparo. A versão inicial dos policiais envolvidos alegava que Gabriel teria empinado a moto e agido de forma hostil, supostamente tentando jogar o veículo contra um dos agentes. Essa narrativa sustentava a tese de legítima defesa, argumento que, segundo a defesa do policial, justificaria o uso da força letal. No entanto, os registros de vídeo e testemunhos colhidos desmontam essa justificativa, apontando que o jovem foi atingido de forma abrupta, sem sequer ter consciência da presença policial. Imagens e perícia reforçam contradições Além das imagens externas, registros captados pelas câmeras corporais utilizadas pelos próprios agentes também foram recolhidos pelas autoridades. Embora estejam sob sigilo judicial, fontes ligadas à investigação confirmam que o conteúdo dos vídeos corrobora a tese de que não houve ordem clara de parada, nem comportamento que configurasse ameaça. A análise técnica da cena do crime — incluindo a posição do corpo, trajetória do projétil e depoimentos de testemunhas oculares — revela um cenário de ação precipitada e incompatível com os protocolos policiais. Os elementos reunidos até o momento indicam que não houve confronto, o que invalida o argumento de legítima defesa usado inicialmente. Uso da força fora dos parâmetros legais Diante das evidências reunidas, a atuação do policial militar é questionada não apenas sob o ponto de vista técnico, mas também jurídico e ético. O episódio evidencia descumprimento dos princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade que regem o uso da força por agentes do Estado. Especialistas em segurança pública e direitos humanos alertam para os riscos de abordagens mal conduzidas, que frequentemente resultam em mortes evitáveis, principalmente entre jovens negros nas periferias urbanas. Casos como o de Gabriel reforçam a urgência de mecanismos efetivos de controle externo da atividade policial e transparência nas investigações. A investigação segue em curso, e a expectativa é de que a análise dos vídeos e laudos periciais seja determinante para o esclarecimento completo do caso e responsabilização dos envolvidos. Familiares lançam campanha por justiça durante a Festa do Aipim em Tinguá A tradicional Festa do Aipim, que acontece entre os dias 11 e 13 de julho, em Tinguá, será palco de uma importante mobilização por memória e justiça. Familiares e amigos de Gabriel Pereira dos Santos, jovem de 24 anos assassinado por um policial militar durante uma abordagem arbitrária em agosto de 2024, lançarão no evento uma campanha pública para denunciar a impunidade e manter viva a exigência de responsabilização do autor do crime. A ação integra o calendário de mobilizações que antecedem o primeiro ano da morte de Gabriel, que era nascido e criado na região de Tinguá. O objetivo é ampliar a visibilidade do caso, combater a naturalização da violência policial e fortalecer o clamor por justiça.https://www.instagram.com/reel/DL-MULVs_l8/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=720&rd=https%3A%2F%2Fportalc3.net&rp=%2Fcaso-gabriel-video-desmente-versao-da-pm-sobre-morte-de-jovem-e-reforca-suspeita-de-acao-desproporcional%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A758.7000000476837%7D Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe: Imagens e perícia reforçam contradições Além das imagens externas, registros captados pelas câmeras corporais utilizadas pelos próprios agentes também foram recolhidos pelas autoridades. Embora estejam sob sigilo judicial, fontes ligadas à investigação confirmam que o conteúdo dos vídeos corrobora a tese de que não houve ordem clara de parada, nem comportamento que configurasse ameaça. A análise técnica da cena do crime — incluindo a posição do corpo, trajetória do projétil e depoimentos de testemunhas oculares — revela um cenário de ação precipitada e incompatível com os protocolos policiais. Os elementos reunidos até o momento indicam que não houve confronto, o que invalida o argumento de legítima defesa usado inicialmente. Uso da força fora dos parâmetros legais Diante das evidências reunidas, a atuação do policial militar é questionada não apenas sob o ponto de vista técnico, mas também jurídico e ético. O episódio evidencia descumprimento dos princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade que regem o uso da força por agentes do Estado. Especialistas em segurança pública e direitos humanos alertam para os riscos de abordagens mal conduzidas, que frequentemente resultam em mortes evitáveis, principalmente entre jovens negros nas periferias urbanas. Casos como o de Gabriel reforçam a urgência de mecanismos efetivos de controle externo da atividade policial e transparência nas investigações. A investigação segue em curso, e a expectativa é de que a análise dos vídeos e laudos periciais seja determinante para o esclarecimento completo do caso e responsabilização dos envolvidos. Familiares lançam campanha por justiça durante a Festa do Aipim em Tinguá A tradicional Festa do Aipim, que acontece entre os dias 11 e 13 de julho, em Tinguá, será palco de uma importante mobilização por memória e justiça. Familiares e amigos de Gabriel Pereira dos Santos, jovem de 24 anos assassinado por um policial militar durante uma abordagem arbitrária em agosto de 2024, lançarão no evento uma campanha pública para denunciar a impunidade e manter viva a exigência de responsabilização do autor do crime. A ação integra o calendário

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