João Oscar

Adriano Dias ComCausa entrevista Tv Brasil

Entrevista relembrou os 35 anos do ECA e abordou a Chacina da Candelária

Na manhã da última quarta-feira, 24 de julho de 2025, às 10h20, a Rádio Comunitária de Paracambi (RCP FM 98,7) recebeu em seus estúdios o fundador da ComCausa – Defesa da Vida, Adriano Dias, para uma entrevista especial que integrou as ações da Semana de Reflexão pelos 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A programação foi transmitida ao vivo pelo canal da rádio no YouTube e pelo aplicativo para celulares Android. A participação de Adriano fez parte da mobilização promovida pela ComCausa, que ao longo da semana desenvolveu conteúdos, diálogos e encontros voltados à importância histórica e aos desafios contemporâneos do ECA, promulgado em 13 de julho de 1990. Durante a entrevista, foram destacados os avanços proporcionados pelo Estatuto, que consagrou o princípio da proteção integral e reconheceu crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, rompendo com a lógica repressiva do antigo Código de Menores. Adriano refletiu sobre os limites e lacunas da legislação diante das novas realidades sociais e reforçou a necessidade de aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção. “Foi um momento de reafirmação de conquistas, mas também de responsabilização frente aos problemas que ainda persistem, como a violência, a evasão escolar e a precariedade da rede de atendimento”, destacou. Lei Melissa Campos esteve em pauta Outro tema central foi a proposta da Lei Melissa Campos, em tramitação no Congresso Nacional, que propõe o aumento do tempo máximo de internação de adolescentes autores de crimes hediondos. Adriano defendeu um debate equilibrado sobre a atualização do ECA. “Não se trata de retroceder, mas de fortalecer a legislação com base em evidências e na realidade vivida pelas famílias e escolas. A proteção precisa caminhar junto com a responsabilização adequada”, afirmou. Chacina da Candelária também foi lembrada Durante a entrevista, também foi abordada a Chacina da Candelária, episódio ocorrido em 1993, quando oito jovens foram assassinados por policiais militares nas imediações da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. O caso foi citado como um marco trágico da violência institucional contra adolescentes em situação de vulnerabilidade e como exemplo da urgência de políticas públicas de proteção efetiva à juventude. Adriano lembrou que episódios como esse não podem ser esquecidos, pois evidenciam a importância de garantir os direitos estabelecidos no ECA e de lutar contra a impunidade. Rádio Comunitária como instrumento de cidadania A escolha da Rádio Comunitária de Paracambi como espaço para esse diálogo foi ressaltada como estratégica. Com mais de 16 anos de atuação, a emissora é referência na comunicação popular da Baixada Fluminense, fortalecendo a participação social e a valorização de temas que impactam diretamente a vida nas periferias. “É uma rádio que escuta, que dialoga, que se importa com o povo”, afirmou Adriano. Semana de Reflexão integrou o Circuito ECA 2025 da ComCausa A entrevista fez parte das ações da Semana de Reflexão pelos 35 anos do ECA, organizada pela ComCausa como parte do Circuito ECA 2025, uma iniciativa que vem promovendo uma série de atividades em diferentes territórios do Estado do Rio de Janeiro para marcar os 35 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. A programação incluiu publicações informativas, rodas de conversa, articulações com lideranças e organizações da sociedade civil, além de propostas para fortalecer os mecanismos de proteção à infância. Com essa mobilização ampliada, a ComCausa reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, a promoção dos direitos humanos e a valorização da juventude, atuando em articulação com escolas, famílias, conselhos tutelares, agentes públicos e coletivos comunitários. A entrevista pôde ser acompanhada ao vivo pela frequência 98,7 FM, pelo site da rádio e por seu canal oficial no YouTube. A população de Paracambi e da região participou ativamente desse momento de escuta e diálogo sobre os rumos da infância e adolescência no Brasil. Foto ilustrativa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Entrevista relembrou os 35 anos do ECA e abordou a Chacina da Candelária Read More »

Nicolly-Fernanda-Pogere-ComCausa-Fotos-Redes-Sociais

Família de Nicolly Pogere promoverá missa e ato público por justiça neste fim de semana

Neste fim de semana, familiares, amigos e apoiadores de Nicolly Fernanda Pogere, de apenas 14 anos, brutalmente assassinada em julho de 2025, realizarão dois momentos de homenagem e mobilização por justiça nas cidades de Mococa e Hortolândia, interior de São Paulo. A jovem, cujo caso chocou o país, tornou-se símbolo da vulnerabilidade de crianças e adolescentes diante da violência extrema. No sábado, 26 de julho, às 19h, será celebrada a Missa de Sétimo Dia na Paróquia Santa Luzia, em Mococa, cidade natal da adolescente. A cerimônia reunirá familiares e membros da comunidade em oração e consolo, transformando a dor em resistência e memória viva. Já no domingo, 27 de julho, às 9h, está prevista uma grande manifestação no Jardim Amanda I, em Hortolândia, local onde Nicolly foi encontrada morta em um lago, após dias desaparecida. O ato foi convocado pelas redes sociais e pede a presença da população com velas, cartazes, balões e rosas brancas — símbolos de luto, solidariedade e indignação. O crime, cujas investigações apontam o envolvimento direto de dois colegas de escola da vítima, gerou comoção nacional e escancarou a fragilidade das políticas de proteção à infância. A família de Nicolly tem feito apelos constantes por justiça plena, cobrando a responsabilização não apenas dos executores, mas também de possíveis cúmplices e omissos. A organização ComCausa Defesa da Vida, que acompanha o caso de Nicolly e atua nacionalmente em defesa dos direitos humanos, reforçou a importância da mobilização cidadã. “Precisamos manter a indignação viva e transformar esse sentimento em ação coletiva. A justiça precisa alcançar todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nesse crime bárbaro”, afirmou Adriano Dias, fundador da OSC ComCausa. O caso de Nicolly é o terceiro assassinato brutal cometido por adolescentes em menos de três meses Em maio, a jovem Melissa Campos foi morta em São Paulo por dois meninos de 14 anos. Em junho, um adolescente de 14 anos, supostamente com a participação da namorada — também adolescente —, matou os pais e o irmão caçula em Itaperuna (RJ). Em julho, o país foi abalado pelo assassinato de Nicolly. Esses episódios reacenderam o debate sobre a responsabilização de menores em crimes hediondos e reforçaram o apoio popular à chamada Lei Melissa Campos — o Projeto de Lei nº 3.271/2025, proposto pela família de Melissa e protocolado na Câmara dos Deputados. A proposta prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo o aumento do tempo mínimo de internação para adolescentes que cometam atos infracionais com extrema violência. As homenagens deste fim de semana serão um grito coletivo por justiça, dignidade e transformação. A luta por Nicolly é, acima de tudo, a luta por todas as crianças e adolescentes que merecem proteção, afeto e um país mais seguro. Serviço:Missa de Sétimo DiaSábado, 26 de julho19h | Paróquia Santa Luzia – Mococa (SP) Ato Público por JustiçaDomingo, 27 de julho9h | Jardim Amanda I – Hortolândia (SP) Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Família de Nicolly Pogere promoverá missa e ato público por justiça neste fim de semana Read More »

Padre-Ezequiel-Ramin

Memória: Padre Ezequiel Ramin mártir da caridade

Nascido em 9 de fevereiro de 1953, em Pádua (Itália), padre Ezequiel Ramin, foi brutalmente assassinado quando voltava de uma missão de paz, no dia 24 de julho de 1985. Juntamente com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cacoal (Rondônia), ele foi falar a colonos ameaçados de despejo para que não partissem para o conflito. Enquanto voltava para casa, o carro em que viajava foi alvejado por tiros. Até hoje os mandantes do crime não foram presos. Ezequiel Ramin, missionário católico comboniano, ingressou no postulantado dos missionários combonianos em Florença (Itália). Depois foi para um noviciado dos combonianos em Venegono. Depois foi enviado para a Inglaterra para estudar inglês e, a seguir, para Chicago (Estados Unidos), onde permaneceria até 1979. Em 1980, foi ordenado em Pádua, e permaneceria na Itália até ser enviado para o Brasil, antes de chegar, partilhou: “Ainda não sei aonde irei, porém estou contente com o fato de partir. É uma coisa mais forte do que eu.” em 1983. Depois de alguns meses em Brasília, onde estudou português e a realidade da sociedade e da Igreja brasileira, foi enviado para a comunidade de combonianos em Cacoal. Na região, encontrou uma acentuada situação de desigualdade social decorrente da ausência de reforma agrária e uso da violência pelos grandes latifundiários, que grilavam terras para ampliar suas propriedades. Desse modo, colocou-se ao lado dos indígenas e pequenos trabalhadores rurais na luta pelo direito à terra, ao trabalho e à vida digna. Em suas missas sempre falava contra as desigualdades e as ameaças de morte que sofria. Emoção e Devoção: A História por Trás do ‘Pai Nosso dos Mártires’, uma Ode à Coragem” Em uma comovente celebração realizada dias após a trágica morte do Padre Ezequiel Ramin, uma bela e tocante melodia ecoou pelos corações dos fiéis presentes. Essa canção especial é conhecida como o “Pai Nosso dos Mártires” e foi composta pelo Padre Cireneu Kuhn, em homenagem ao seu colega caído. Padre Ezequiel Ramin, que ganhou reconhecimento por sua luta em defesa dos mais desfavorecidos, foi brutalmente assassinado, deixando a comunidade católica em luto profundo. Foi durante esse período de dor e perda que Padre Cireneu Kuhn encontrou inspiração para criar uma música que capturasse a essência do espírito corajoso e abnegado do colega falecido. A história por trás do “Pai Nosso dos Mártires” foi compartilhada pelo próprio Padre Cireneu em um documentário dedicado à memória do Pe. Ezequiel Ramin, intitulado “Pe. Ezequiel Ramin, mártir da opção pelos pobres”. Esse emocionante documentário revela detalhes sobre a vida e o legado do corajoso padre que se colocou ao lado dos mais necessitados, enfrentando adversidades e perigos em sua missão humanitária. Na gravação, Pe. Cireneu conta como a composição ganhou vida. Inspirado pela dedicação incansável de Pe. Ezequiel e com o intuito de perpetuar sua memória, o músico padre colocou seus sentimentos em acordes e versos, criando o “Pai Nosso dos Mártires”. A melodia transmite a sensação de esperança e coragem diante das adversidades, e as letras reverberam a devoção à causa dos pobres e marginalizados. A comoção causada pelo canto foi palpável na celebração em que foi entoado pela primeira vez. Fiéis choraram e rezaram, honrando a memória de Pe. Ezequiel e encontrando consolo nas palavras e notas musicais que expressavam a importância de sua missão na busca por justiça social. Hoje, o “Pai Nosso dos Mártires” continua a ressoar nos corações daqueles que conhecem a história inspiradora de Pe. Ezequiel Ramin. Essa comovente ode à coragem e à solidariedade permanece como um testemunho vivo do impacto que um indivíduo dedicado pode ter na luta pelos direitos humanos e na defesa dos mais vulneráveis em nossa sociedade. Pai nosso, dos pobres marginalizadosPai nosso, dos mártires, dos torturados.Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medidaTeu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhãoMaldita toda a violência que devora a vida pela repressão. Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador,Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor. Pedimos-Te o pão da vida,O pão da segurança,O pão das multidões.O pão que traz humanidade,Que constrói o homem em vez de canhões Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte,Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é a lei mais forte.Protege-nos da crueldade,Do esquadrão da morte,Dos prevalecidosPai nosso revolucionário,Parceiro dos pobres,Deus dos oprimidosPai nosso, revolucionário,Parceiro dos pobres,Deus dos oprimidos Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Memória: Padre Ezequiel Ramin mártir da caridade Read More »

Ariano Suassuna

Memória: Morte Ariano Suassuna

Ariano Suassuna faleceu no Recife, no dia 23 de julho de 2014, decorrente das complicações de um AVC hemorrágico. Ariano Vilar Suassuna nasceu no Palácio da Redenção, na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Escritor brasileiro foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Em 1989, foi eleito para a cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito para a cadeira n.º 18 da Academia Pernambucana de Letra e em 2000, ocupou a cadeira n.º 35 da Academia Paraibana de Letras. Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, na época, governador da Paraíba, e de Rita de Cássia Dantas Villar, foi o oitavo dos nove filhos do casal. Passou os primeiros anos de sua infância na fazenda Acahuan, no município de Sousa, no sertão do Estado. Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-governador da Paraíba e então deputado federal, foi assassinado por motivos políticos, no Rio de Janeiro. Em 1933, a família muda-se para Taperoá, no sertão da Paraíba, onde Ariano iniciou seus estudos primários. Teve os primeiros contatos com a cultura regional assistindo às apresentações de mamulengos e os desafios de viola. Em 1938, a família muda-se para a cidade do Recife, Pernambuco, onde Ariano entra para o Colégio Americano Batista, em regime de internato. Em 1943 ingressa no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife. Sua estreia na literatura se deu nas páginas do Jornal do Commercio, em 1945, com o poema “Noturno”. Em 1946 ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco, junto com Hermilo Borba Filho, entre outros. Em 1947 escreve sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. No ano seguinte escreve Cantam as Harpas de Sião. Em 1950 conclui o curso de Direito. Dedicou-se à advocacia e ao teatro. Em 1955, Ariano escreve a peça O Auto da Compadecida, que se enquadra na tradição medieval dos Milagres de Nossa Senhora e, em que, numa história mais ou menos profana, o herói em dificuldades apela para Nossa Senhora. Em estilo simples, o humor e a sátira unem-se num tom caricatural, porém com sentido moralizante. Ariano traz uma visão cristã sem se aprofundar em discussões teológicas, denunciando o preconceito, a corrução e a hipocrisia. No dia 11 de setembro de 1956 estreia a peça no Teatro Santa Isabel. No ano seguinte a peça é levada para o Rio de Janeiro e apresentada no 1.º Festival de amadores nacionais. A partir de 1956, Ariano Suassuna passa a dar aulas de Estética na Universidade Federal de Pernambuco e abandona a advocacia. Em 1957 casa-se com Zélia de Andrade Lima, com quem teve cinco filhos. Permanece como professor até 1994, quando se aposenta, porém em 2008 volta a dar aulas na UFPE, no curso de Letras, ministrando a cadeira de Estética. Em 1970, Ariano Suassuna cria e dirige o Movimento Armorial, com o objetivo de realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares. Mais do que um movimento, o armorial buscava ser um preceito estético que partia das ideias de que é preciso criar a partir de elementos realmente originais da cultura popular do país, como os folhetos de cordel, os cantadores, as festas populares, entre outros aspectos. Em 1971, Ariano Suassuna publica “Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta”, com mais de 700 páginas, que demorou dez anos para ser concluído. No relato do personagem “Quaderna”, utiliza elementos de cordel, da epopeia, do romance de cavalaria, das tradições populares e do mito de Dom Sebastião, para construir uma farsa que transita entre o popular e o erudito ao mesmo tempo. No ano seguinte recebe o Prêmio de Ficção Nacional, conferido pelo Ministério de Educação e Cultura. O local que serviu de inspiração para a obra está localizado na divisa de Pernambuco e Paraíba no município de São José do Belmonte a 474 quilômetros do Recife. Desde 1993, sempre no último final de semana do mês de maio, acontece a tradicional “Cavalgada à Pedra do Reino” quando centenas de pessoas saem da cidade e vão em direção às pedras. Quando era secretário de cultura de Pernambuco, o escritor idealizou o espaço “Ilumiara Pedra do Reino” que conta com vários totens em torno das duas pedras gigantes. Existem também 16 esculturas de personagens do episódio “Sabastianista” do romance. Ariano Suassuna escreveu 15 livros entre romances e poesias e 18 peças de teatro. Suas obras A Mulher Vestida de Sol, Romance d’A Pedra do Reino e O Auto da Compadecida foram transformadas em séries e filmes. Em 1989, Ariano foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1990 assumiu a cadeira nº. 32. Em 1995, Ariano assume a Secretaria Estadual de Cultura, no governo de Miguel Arraes. As aulas-espetáculos se tornam um projeto de governo para difundir no Estado e no Brasil a cultura Pernambucana. Ariano recebia inúmeros convites para realizar “aulas-espetáculos” em várias partes do país, quando, com seu estilo próprio e seus “causos” imaginativos, deixava o público encantado. Em 2007, Ariano Suassuna assumiu a Secretaria Especial de Cultura do Estado de Pernambuco, convidado por Eduardo Campos. No segundo mandato do governador, Ariano passou a integrar a Assessoria Especial do governo do Estado. Além de dar aulas-espetáculo, Ariano vinha trabalhando na obra “O Jumento Sedutor”, que começou a escrever em 1981. Também fazia as ilustrações do livro e dizia que estava tentando, pela primeira vez, fundir seu romance com teatro e poesia. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Memória: Morte Ariano Suassuna Read More »

Eca 35 anos: Rádio Paracambi debate tema durante a Semana de Reflexão da ComCausa

Na próxima quarta-feira, 24 de julho de 2025, às 10h20, a Rádio Comunitária de Paracambi (RCP FM 98,7) receberá em seus estúdios o fundador da ComCausa – Defesa da Vida, Adriano Dias, para uma entrevista especial que marcará as ações da Semana de Reflexão pelos 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A programação será transmitida ao vivo também pelo canal do YouTube da rádio e pelo aplicativo para celulares Android. A participação de Adriano integrará a mobilização proposta pela ComCausa, que durante toda a semana promoverá conteúdos, diálogos e encontros sobre a importância histórica e os desafios contemporâneos do ECA, promulgado em 13 de julho de 1990. O Estatuto consolidou um marco civilizatório ao estabelecer o princípio da proteção integral e reconhecer crianças e adolescentes como sujeitos plenos de direitos, superando a lógica assistencialista e punitiva do antigo Código de Menores. Durante o programa, Adriano deverá destacar o papel transformador do ECA nas políticas públicas brasileiras voltadas à infância e juventude, mas também propor uma reflexão crítica sobre os limites e lacunas da legislação atual frente a novas realidades sociais. “Será um momento importante para reafirmar conquistas e, ao mesmo tempo, encarar com responsabilidade os desafios que ainda persistem, como a violência contra crianças e adolescentes, a evasão escolar e a falta de estrutura na rede de proteção”, antecipa. Lei Melissa Campos estará em pauta Um dos temas que será abordado é a proposta da Lei Melissa Campos, projeto que tramita no Congresso Nacional e prevê o aumento do tempo máximo de medidas socioeducativas aplicáveis a adolescentes envolvidos em crimes hediondos. A iniciativa surgiu após o assassinato brutal da jovem Melissa, de 14 anos, dentro de uma escola pública, e reacendeu o debate sobre responsabilização de menores, proteção escolar e revisão do ECA. Adriano Dias deverá posicionar-se pela necessidade de um debate equilibrado e transparente: “Não se trata de revogar o ECA, mas de atualizá-lo com base na realidade. Precisamos garantir que a legislação responda com firmeza à gravidade de certos atos, sem abrir mão da dignidade e dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes.” Rádio Comunitária de Paracambi como espaço de escuta e participação A escolha da Rádio Comunitária de Paracambi para este diálogo é estratégica. Com mais de 16 anos de atuação, a emissora é referência na comunicação popular da Baixada Fluminense, valorizando pautas locais, serviços públicos, cultura e mobilização comunitária. Em um território onde muitas vezes as vozes periféricas são silenciadas pelas grandes mídias, a RCP FM se mantém como espaço de resistência e cidadania ativa. “A rádio comunitária representa a escuta verdadeira, o diálogo direto com quem sente no dia a dia os efeitos – ou a ausência – das políticas públicas. É o canal ideal para tratar de um tema tão fundamental como o ECA”, afirma Adriano. Semana de Reflexão da ComCausa A entrevista faz parte das ações da Semana de Reflexão pelos 35 anos do ECA, promovida pela ComCausa. A programação inclui publicações informativas, rodas de conversa, articulações com lideranças e organizações da sociedade civil, além de propostas para fortalecer os mecanismos de proteção à infância. O objetivo é ampliar o debate público e estimular a participação cidadã na construção de soluções duradouras. A ComCausa reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a promoção dos direitos humanos e a valorização da juventude, atuando em articulação com escolas, famílias, conselhos tutelares, agentes públicos e coletivos comunitários. A entrevista poderá ser acompanhada ao vivo pela frequência 98,7 FM, pelo site da rádio e por seu canal oficial no YouTube. A população de Paracambi e da região está convidada a participar desse momento de escuta e diálogo sobre os rumos da infância no Brasil. Imagem de capa ilustrativa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Eca 35 anos: Rádio Paracambi debate tema durante a Semana de Reflexão da ComCausa Read More »

Nicolly-Fernanda-Pogere-ComCausa-Fotos-Redes-Sociais

Memória: Nicolly Fernanda Pogere

O brutal assassinato de Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, encontrado em uma lagoa no Jardim Amanda, em Hortolândia (SP), no último dia 18 de julho de 2025, gerou comoção nacional e desencadeou uma nova onda de debate sobre os limites do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O corpo da adolescente foi localizado com sinais extremos de violência: múltiplas perfurações por faca, traumatismo craniano, cortes profundos no abdômen, esquartejamento parcial e marcas que, segundo versões não confirmadas oficialmente, indicariam vinculação com facção criminosa. Dois adolescentes — um rapaz de 17 anos, ex-namorado da vítima, e sua atual companheira, de 14 — foram apreendidos em 20 de julho no Paraná, após tentarem fugir. A polícia afirma que ambos confessaram o crime, ocorrido, segundo investigações, entre os dias 12 e 14 de julho, e detalhou que o corpo foi transportado em um carrinho de mão até a lagoa, envolto em lençóis, lona e pedras. A dupla foi localizada em Cornélio Procópio, após abrigar-se na casa da avó do suspeito, que agora também é investigada por possível favorecimento pessoal. Linha do tempo do crime Investigação em andamento A Polícia Civil investiga a real motivação do crime, apontada inicialmente como passional, o grau de premeditação, o uso de redes sociais e aplicativos de mensagem na dinâmica do homicídio, além da possível participação de adultos na execução ou ocultação. Os celulares apreendidos estão sob perícia, assim como os laudos que devem confirmar (ou não) as alegadas marcas no corpo da vítima. Repercussão jurídica O caso reacendeu o debate sobre o regime de responsabilização de adolescentes em crimes de extrema gravidade. O ECA, vigente desde 1990, prevê internação de no máximo 3 anos, com caráter socioeducativo e revisões periódicas. Grupos no Congresso defendem projetos como o PL 2325/2024 e PL 3271/2025, que propõem elevar esse prazo para até 8 anos em casos de feminicídio e homicídio qualificado. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos de inconstitucionalidade e retrocesso nos direitos da infância. Segundo eles, endurecer penas sem investimento em prevenção, saúde mental, educação e estruturação do SINASE não resolverá a origem dos conflitos, que envolvem relações afetivas tóxicas, ausência de cuidado, desinformação digital e cultura da violência. Contradições e lacunas A idade da vítima varia entre 14 e 15 anos nas reportagens, sendo necessário aguardar confirmação documental. Também há divergência sobre a data exata do homicídio e a existência de marcas de facção criminosa — informação veiculada por alguns portais, mas ainda sem confirmação oficial nos laudos. Mobilização social A comoção gerada pelo crime levou à organização de um ato público por justiça, marcado para domingo, 27 de julho, às 9h, no Jardim Amanda I. Familiares, amigos e moradores exigem punições exemplares e a responsabilização de eventuais encobridores. Nas redes sociais, cresce a pressão por mudanças no ECA, enquanto movimentos de direitos humanos pedem políticas públicas eficazes de prevenção à violência juvenil, com foco especial em meninas e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O feminicídio da adolescente Nicolly expõe três frentes: a crueza de um crime entre jovens, o descompasso entre a brutalidade de certos casos e os limites legais da responsabilização juvenil, e a mobilização coletiva por justiça e transformação das políticas públicas. Enquanto a investigação segue, cresce o desafio de equilibrar respostas firmes e garantias constitucionais, diante de uma juventude cada vez mais exposta à violência — física, emocional e simbólica — em meio a relações afetivas destrutivas, redes sociais tóxicas e ausências institucionais. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

Memória: Nicolly Fernanda Pogere Read More »