Neste fim de semana, familiares, amigos e apoiadores de Nicolly Fernanda Pogere, de apenas 14 anos, brutalmente assassinada em julho de 2025, realizarão dois momentos de homenagem e mobilização por justiça nas cidades de Mococa e Hortolândia, interior de São Paulo. A jovem, cujo caso chocou o país, tornou-se símbolo da vulnerabilidade de crianças e adolescentes diante da violência extrema.

No sábado, 26 de julho, às 19h, será celebrada a Missa de Sétimo Dia na Paróquia Santa Luzia, em Mococa, cidade natal da adolescente. A cerimônia reunirá familiares e membros da comunidade em oração e consolo, transformando a dor em resistência e memória viva. Já no domingo, 27 de julho, às 9h, está prevista uma grande manifestação no Jardim Amanda I, em Hortolândia, local onde Nicolly foi encontrada morta em um lago, após dias desaparecida. O ato foi convocado pelas redes sociais e pede a presença da população com velas, cartazes, balões e rosas brancas — símbolos de luto, solidariedade e indignação.

O crime, cujas investigações apontam o envolvimento direto de dois colegas de escola da vítima, gerou comoção nacional e escancarou a fragilidade das políticas de proteção à infância. A família de Nicolly tem feito apelos constantes por justiça plena, cobrando a responsabilização não apenas dos executores, mas também de possíveis cúmplices e omissos.

A organização ComCausa Defesa da Vida, que acompanha o caso de Nicolly e atua nacionalmente em defesa dos direitos humanos, reforçou a importância da mobilização cidadã. “Precisamos manter a indignação viva e transformar esse sentimento em ação coletiva. A justiça precisa alcançar todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nesse crime bárbaro”, afirmou Adriano Dias, fundador da OSC ComCausa.

O caso de Nicolly é o terceiro assassinato brutal cometido por adolescentes em menos de três meses

Em maio, a jovem Melissa Campos foi morta em São Paulo por dois meninos de 14 anos. Em junho, um adolescente de 14 anos, supostamente com a participação da namorada — também adolescente —, matou os pais e o irmão caçula em Itaperuna (RJ). Em julho, o país foi abalado pelo assassinato de Nicolly.

Esses episódios reacenderam o debate sobre a responsabilização de menores em crimes hediondos e reforçaram o apoio popular à chamada Lei Melissa Campos — o Projeto de Lei nº 3.271/2025, proposto pela família de Melissa e protocolado na Câmara dos Deputados. A proposta prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo o aumento do tempo mínimo de internação para adolescentes que cometam atos infracionais com extrema violência.

As homenagens deste fim de semana serão um grito coletivo por justiça, dignidade e transformação. A luta por Nicolly é, acima de tudo, a luta por todas as crianças e adolescentes que merecem proteção, afeto e um país mais seguro.

Serviço:
Missa de Sétimo Dia
Sábado, 26 de julho
19h | Paróquia Santa Luzia – Mococa (SP)

Ato Público por Justiça
Domingo, 27 de julho
9h | Jardim Amanda I – Hortolândia (SP)

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