João Oscar

ComuniSaúde leva conscientização sobre saúde ocular e acesso ao atendimento básico à Baixada Fluminense

O dia 10 de julho marca o Dia da Saúde Ocular, data dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de doenças que podem comprometer a visão. Estima-se que cerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo tenham algum grau de deficiência visual. Destas, ao menos 1 bilhão de casos poderiam ter sido evitados ou ainda não receberam o devido tratamento, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse cenário, o projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela organização ComCausa, atua com foco na promoção da saúde integral em comunidades da Baixada Fluminense, especialmente nas periferias onde o acesso a serviços básicos ainda é precário. Por meio de ações educativas, rodas de conversa, oficinas e articulação com equipamentos públicos, o projeto incentiva a busca por atendimento médico, o cuidado com a saúde mental e a prevenção de doenças silenciosas, como as oculares. As ações do ComuniSaúde acontecem diretamente nas favelas, em parceria com lideranças locais, unidades de saúde da família e escolas públicas. Uma das frentes é justamente a mobilização para que moradores realizem exames oftalmológicos e conheçam os sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica. No Brasil, as principais doenças oculares acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são os erros de refração (miopia, astigmatismo e hipermetropia), catarata, glaucoma e doenças da retina como a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, somente a catarata e o erro refrativo não corrigido são responsáveis por 74,8% de todos os casos de deficiência visual no país. A médica oftalmologista Adriana Sobral Lourenço reforça que consultas regulares com especialistas são fundamentais. “Nós temos que fazer consultas oftalmológicas, não só para avaliar a acuidade visual e prescrever auxílios óticos, mas também para prevenção de doenças como, por exemplo, o glaucoma, que não dá sintomas e, se não tratado adequadamente, pode levar à cegueira de forma irreversível”, alerta. Entre os sinais que merecem atenção estão lacrimejamento frequente, olhos vermelhos ou com secreção, crostas nos cílios, dor de cabeça constante, visão dupla, embaçada ou com sensibilidade excessiva à luz, além de desvio ocular ou alterações pupilares. Muitas dessas condições podem ser tratadas com medicamentos ou procedimentos simples, se identificadas precocemente. O SUS oferece assistência oftalmológica completa, que inclui consultas, exames, tratamentos clínicos e cirúrgicos, e até mesmo transplantes quando necessários. No entanto, muitas pessoas deixam de buscar atendimento por falta de informação ou por barreiras geográficas, econômicas e sociais. É nesse contexto que o ComuniSaúde fortalece seu papel. Além de abordar a saúde ocular, o projeto trabalha o autocuidado, o apoio psicológico e o fortalecimento das redes comunitárias de apoio. O objetivo é construir uma cultura de saúde que vá além do atendimento emergencial, com foco na prevenção, no cuidado coletivo e no acesso pleno aos direitos fundamentais. A visão é responsável por cerca de 85% das informações que o cérebro processa, e garantir sua preservação é também garantir qualidade de vida. Com iniciativas como o ComuniSaúde, a ComCausa reafirma seu compromisso com a defesa da vida e com a promoção de territórios mais saudáveis e conscientes. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Parkinson, saúde, idosa

Dia Mundial da Alergia: ComCausa por meio do projeto ComuniSaúde orienta o combate a doenças alérgicas respiratórias

O Dia Mundial da Alergia, lembrado nesta sexta-feira, 8 de julho, ganha um reforço especial na Baixada Fluminense com o lançamento do projeto ComuniSaúde, uma iniciativa da organização ComCausa. Com foco na promoção da saúde integral, o projeto será implementado em comunidades de seis municípios da região e visa melhorar o acesso ao atendimento básico, ampliar a conscientização sobre saúde mental e fortalecer as redes comunitárias, com atenção especial às doenças alérgicas respiratórias, como rinite e asma, que afetam milhões de brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 35% da população mundial sofre com algum tipo de alergia respiratória. No Brasil, essas doenças representam uma das principais causas de atendimento ambulatorial, com impactos diretos na qualidade de vida e na produtividade das pessoas. Pensando nisso, o ComuniSaúde chega com a missão de articular saberes locais, instituições públicas e lideranças comunitárias para atuar de forma direta nas favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. A proposta conta com o apoio de secretarias municipais de saúde e instituições locais, e tem como diferencial o protagonismo da comunidade. Serão realizadas escutas, rodas de conversa, mutirões de saúde, oficinas e visitas domiciliares para mapear os principais desafios enfrentados pela população no cuidado com a saúde respiratória e mental. O envolvimento dos moradores será essencial para garantir que a campanha alcance todos os segmentos de forma inclusiva, respeitando as especificidades de cada território. As alergias respiratórias, como a rinite alérgica e a asma, estão entre as mais comuns no Brasil. Elas ocorrem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias como ácaros da poeira doméstica, pólens, alimentos e pelos de animais. A predisposição genética também é um fator importante: filhos de pais alérgicos têm maior chance de desenvolver os mesmos quadros. Para identificar e tratar as alergias, o diagnóstico clínico é o primeiro passo. O paciente deve relatar suas condições ambientais, sintomas recorrentes, histórico familiar e fatores que desencadeiam crises. Os testes cutâneos, exames laboratoriais de IgE ou RAST e os testes de provocação são os métodos mais comuns para confirmar a presença da doença. O tratamento, por sua vez, envolve a combinação de medidas de controle ambiental, uso de medicamentos para aliviar os sintomas e, em alguns casos, a imunoterapia com vacinas específicas. Evitar o contato com os alérgenos identificados é, segundo especialistas, a maneira mais eficaz de prevenir reações. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento pode começar pelas Unidades Básicas de Saúde, com encaminhamento para a atenção especializada, quando necessário. A iniciativa do ComuniSaúde vai justamente reforçar esse percurso, ampliando a orientação sobre os serviços disponíveis, promovendo campanhas educativas e capacitando agentes comunitários para identificar sinais de alerta como crises de asma, dermatites severas, urticárias, conjuntivites e até casos mais graves de anafilaxia. Além da questão respiratória, o projeto também buscará integrar ações de saúde mental e de valorização da vida, reconhecendo que o bem-estar físico e emocional estão diretamente conectados. Em territórios marcados por desigualdades históricas, ausência do Estado e vulnerabilidade social, falar de saúde é também promover direitos e dignidade. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é um projeto que tem como missão ampliar a conscientização sobre o direito à saúde, promovendo a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e de todos os profissionais que atuam nessa rede pública essencial. A iniciativa fortalece redes comunitárias, especialmente em territórios periféricos e favelas, ao facilitar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e realizar campanhas educativas e de esclarecimento para toda a população. Por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais, o ComuniSaúde busca tornar o conhecimento sobre saúde mais acessível, construindo pontes entre moradores e os serviços públicos de saúde. Como parte de seu compromisso com a defesa dos direitos da população, o projeto disponibiliza um canal de atendimento via telefone para orientação, mediação de conflitos relacionados à saúde pública e busca de exigibilidade junto aos órgãos competentes, sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Padre-Geraldo-Lima

Memória: Geraldo Lima Padre das causas do povo

Padre Geraldo Lima, faleceu no dia 07 de julho de 2018 aos 80 anos. Ele trabalhou por muitos anos na Diocese de Nova Iguaçu, mas foi ordenado no dia 20 de junho de 1964 em Petrópolis. Na Diocese de Petrópolis, antes de ir para Nova Iguaçu, Padre Geraldo Lima realizou trabalhou como diácono e sacerdote na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Bemposta, Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Petrópolis, Catedral São Pedro de Alcântara e na Paróquia São Nicolau em Suruí. Sua trajetória está ligada a luta da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento dos Sem Terra (MST), onde atuou a vida inteira lutando por “Terra, Teto e Trabalho” para quem não tinha, participou de Movimentos interreligiosos e ecumênicos, foi um dos fundadores da Associação de Presbíteros Diocesana e Nacional e da Fraternidade dos Padres Charles de Foucauld, durante anos ajudou na Economia Solidária, Bio energética, Rádios Comunitárias, e outros na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil. Padre Geraldo deu seu depoimento em audiência pública para a Comissão Nacional da Verdade (CNV) e a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV/RJ) sobre o “Papel das Igrejas durante a Ditadura”, no auditório da CAARJ, no centro do Rio. A audiência pública teve como objetivo para traçar um quadro da perseguição política a religiosos que tiveram militância política contra a ditadura militar. Durante o depoimento ele recordou a resistência da Diocese de Nova Iguaçu durante a ditadura, lembrando Dom Adriano Hypólito que por defender os direitos humanos foi sequestrado, torturado e largado nu pintado de vermelho na praça, destacou também padre Agostinho Pretto que foi preso e torturado em favor dos trabalhadores e trabalhadoras, veio para o Rio de Janeiro e não foi acolhido por Dom Eugenio Salles por causa da ditadura militar, mas foi acolhido por Dom Adriano, e amigo do Pe. Geraldo. O corpo do padre Geraldo foi velado na Catedral de Santo Antônio com a presença de fies e do clero não só da Diocese de Nova Iguaçu, mas de todo estado do Rio de Janeiro, nas exéquias presidida por Dom Luciano Bergamin ele lembrou que ele gostava de rezar e “tinha espirito de oração, não só com ´palavras” e recordou a música preferida do Padre Geraldo, um mantra que ele entoava “Deus é amor, arrisquemos viver por amor, Deus é amor, ele afasta o medo. ” Nota de pesar da Comissão Pastoral da Terra (CPT):  A luta pela terra é um direito sagrado, proclamava o Padre Geraldo Lima “Pessoa feliz! Com escolha e a caminhada realizada. Vocês revelaram para mim como a celebração da morte e ressurreição de Jesus é fonte de Alegria, Paz e Libertação. Por tudo isso, obrigado Senhor”, agradeceu, em 2014, Padre Geraldo Lima, quando acabara de completar 50 anos de vida sacerdotal. No último sábado, 07 de julho, com 80 anos de vida, o nosso companheiro de lutas e missão fez sua Páscoa. Há quatro anos, quando Geraldo escreveu essa mensagem em uma rede social, certamente estava grato por ter atuado e vivido junto aos povos da América Latina, da Amazônia brasileira, e da região Sudeste do Brasil, especificamente no Rio de Janeiro. Neste estado, ele apoiou e esteve junto às primeiras famílias que buscavam um pedaço de chão, e assim permaneceu firme na luta até os dias de hoje. Com estudantes e movimentos populares, lutou lado a lado em ocupações, assim como com os irmãos e as irmãs camponeses, indígenas e quilombolas. Na Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Rio de Janeiro, sua presença sempre foi de um companheiro fiel e fraterno, de intensa espiritualidade, que sempre alertava para o compromisso com os mais sofridos e que, mesmo diante dos desafios, a CPT precisa continuar sendo um sinal de vida e esperança. Padre Geraldo se fez profeta da Baixada no ventre dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ele se constituiu enquanto CPT por entender que a luta pela terra é um direito sagrado. Para a CPT em Nova Iguaçu (RJ), Padre Geraldo foi um provocador da Igreja para que ela seja de fato uma referência de um Deus que se revela como amigo, irmão, pai e mãe, um Deus das bem-aventuranças. “Sentiremos sua falta Padre Geraldo. Sentiremos falta do amanhecer em nossas ocupações, quando você, querido companheiro, nos fortalecia com sua mística matinal”, destacou, em Nota de Pesar, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Fortes palavras que traduzem uma vida dedicada ao povo. Não diferente de outras localidades pelas quais o religioso passou, o Rio de Janeiro é marcado por conflitos violentos, seja no campo ou na cidade. E em realidades como essas, de situações extremas de violências e violações de direitos, a fé, o profetismo e o ombro sempre amigo de Geraldo sanaram e evitaram muitas dores. A cerca de duas semanas, no dia 29 de junho, Padre Geraldo completou 54 anos de vida sacerdotal. Entrou para o Seminário Diocesano de Petrópolis no dia 22 de março de 1949, e foi ordenado por Dom Cintra em 29 de junho de 1964. Em 2014, na véspera de seus 50 anos de vida religiosa, Geraldo manifestou, em carta, que iniciaria um ano sabático. Nesse período, visitaria e celebraria nas paróquias e comunidades que trabalhou ao longo dessas cinco décadas, como a Prelazia de Altamira (PA), a Diocese de São Gabriel da Cachoeira (RO) e San Carlos, na Nicarágua. “Quero passar um mês por estes lugares, celebrando e vivendo com a igreja o ministério da evangelização, morte e ressurreição do Senhor”, disse ele à época. Amigo Geraldo, obrigado por ter combatido o bom combate, por ter guardado a fé e ter sido uma testemunha viva da presença de Jesus nesse mundo. Padre Geraldo Lima Vive! Goiânia, 09 de julho de 2018. Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra Nota de pesar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: É com profundo pesar que nós, MST do estado do Rio de Janeiro, recebemos hoje a triste notícia do falecimento do Padre Geraldo Lima. Padre

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Memória: caso do menino João Roberto

Na noite de 6 de julho de 2008, uma tragédia abalou a rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Alessandra Amorim Soares dirigia seu carro com os filhos João Roberto, de apenas 3 anos, e o bebê Vinícius, quando uma viatura policial começou a disparar contra o veículo da família. O motivo? Uma trágica confusão. Alessandra, ao ouvir a sirene, pensou tratar-se de uma perseguição e deu passagem à viatura. Desesperadamente, ela tentou alertar os policiais sobre a presença das crianças no carro, mas os disparos continuaram. “Vocês mataram meu filho”, gritou, segurando o pequeno João Roberto, atingido fatalmente por um dos 17 tiros disparados. O menino veio a falecer no dia seguinte, no Hospital Copa D’Or, vítima de um tiro na cabeça. Inicialmente, o ex-cabo da Polícia Militar William de Paula foi absolvido pelo crime de homicídio, sendo condenado apenas por lesão corporal. Contudo, em um desdobramento posterior, o Ministério Público conseguiu a realização de um novo júri, resultando na condenação de William de Paula a 18 anos de prisão em regime inicial fechado, pelo homicídio de João Roberto. O caso, que causou comoção nacional e gerou debates sobre o uso da força policial e a segurança pública, teve desdobramentos judiciais complexos. Em fevereiro de 2019, o ex-policial militar envolvido no incidente, Elias Gonçalves da Costa, foi absolvido pelo Tribunal do Júri em sua segunda tentativa de julgamento. Para o pai de João Roberto, Paulo Roberto Soares, a dor da perda do filho é infindável. Em entrevista após a absolvição de um dos PMs, ele expressou seu sofrimento e indignação, afirmando que a justiça ainda não foi completamente feita. A família continua a lutar por justiça, enquanto o caso continua a ser um lembrete doloroso das consequências trágicas de erros policiais. Este episódio trágico não só marcou a história da família Soares, mas também levantou questões cruciais sobre responsabilidade policial e segurança pública no Brasil. A tragédia de João Roberto Amorim Soares continua a ecoar como um lembrete doloroso das consequências de erros trágicos e irreversíveis no exercício da segurança pública. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rebio - Tinguá

ComCausa inicia articulação com a direção da Reserva Biológica do Tinguá

Nesta quinta-feira, representantes da ComCausa participaram de uma reunião institucional com a diretora da Reserva Biológica do Tinguá (Rebio Tinguá), uma das mais importantes unidades de conservação do país. O encontro teve como objetivo estabelecer uma cooperação voltada à valorização, ao reconhecimento e à preservação da reserva, com ênfase no fortalecimento do vínculo entre a unidade de conservação e a população de seu entorno. Localizada na Baixada Fluminense, entre os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Miguel Pereira e Petrópolis, a Rebio Tinguá é considerada um verdadeiro tesouro ambiental do estado do Rio de Janeiro e um patrimônio natural de valor global. Sobre a Rebio Tinguá Criada pelo Decreto nº 97.780, de 23 de maio de 1989, a Reserva Biológica do Tinguá possui uma área de 26.260 hectares, sendo uma das principais áreas protegidas de Mata Atlântica do Brasil. A unidade é de proteção integral, o que significa que seu uso é voltado exclusivamente à conservação da natureza e à realização de pesquisas científicas, sendo vedadas atividades de exploração econômica, turismo de massa ou ocupação urbana. Em 1993, a Rebio Tinguá foi incluída pela UNESCO como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecimento que reforça sua importância estratégica para o equilíbrio ecológico, climático e hídrico da região sudeste do Brasil. Biodiversidade e importância hídrica A reserva abriga uma das maiores áreas contínuas de floresta atlântica preservada na região metropolitana do Rio de Janeiro, servindo como habitat para dezenas de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como o mico-leão-dourado, a onça-parda, o gavião-pomba e o sapo-flecha. No que diz respeito à flora, são centenas de espécies nativas, incluindo árvores de grande porte e valor ecológico como o jequitibá-rosa, o ipê-roxo e a figueira-brava. Outro aspecto fundamental da Rebio Tinguá é seu papel como berço de nascentes e mananciais que abastecem parte significativa da população do estado do Rio de Janeiro. A reserva protege áreas de captação de água dos sistemas de abastecimento da Cedae, contribuindo para a segurança hídrica de milhões de pessoas. Cooperação com a sociedade civil Durante a reunião, foram debatidas formas de cooperação entre a Rebio Tinguá e a ComCausa, com foco na educação ambiental, comunicação comunitária, valorização cultural e promoção da cidadania ambiental. A proposta é ampliar o diálogo entre a unidade de conservação e as comunidades do entorno, especialmente no eixo Nova Iguaçu–Tinguá, promovendo a conscientização ambiental, o sentimento de pertencimento e o fortalecimento de redes locais de proteção ambiental. A ComCausa, que atua há mais de 20 anos na defesa dos direitos humanos, da memória e do meio ambiente na Baixada Fluminense, reafirma seu compromisso em integrar a agenda ambiental à sua atuação territorial, fortalecendo a cultura de paz e a sustentabilidade. “Preservar a Rebio Tinguá é preservar a história, a biodiversidade e a vida da nossa região. Queremos que a população se reconheça como parte fundamental deste patrimônio e, assim, se engaje em sua proteção.” — destacou Adriano Dias, fundador da ComCausa. A articulação iniciada será formalizada por meio de um plano de trabalho conjunto, incluindo atividades educativas, campanhas de sensibilização e ações voltadas à valorização da cultura local em harmonia com o meio ambiente. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Vacina BCG

ComCausa promove campanha sobre vacinação BCG e prevenção da tuberculose

Criada em 1921 pelos pesquisadores Léon Calmette e Alphonse Guérin, a vacina BCG é uma das principais aliadas no enfrentamento da tuberculose — doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Apesar de muitas vezes ser lembrada por sua atuação nos pulmões, a doença também pode afetar os ossos, rins e meninges, sendo altamente transmissível por gotículas de saliva. Os sintomas mais comuns da tuberculose ativa incluem tosse persistente, por vezes com sangue, dor no peito, falta de ar, febre ao fim do dia, suores noturnos, fraqueza e perda de peso. Mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir a doença, o que torna a prevenção por meio da vacinação ainda mais urgente. A vacina BCG é aplicada em dose única, de forma gratuita, em Unidades Básicas de Saúde, e deve ser administrada a partir do nascimento até os 4 anos de idade. Após a aplicação, é comum haver uma pequena reação local e cicatriz, o que não deve causar preocupação. ComuniSaúde: redes comunitárias para fortalecer o cuidado Lançado pela ComCausa, o ComuniSaúde tem como objetivo melhorar o acesso ao atendimento básico de saúde, promover a saúde mental e fortalecer redes comunitárias de cuidado em favelas da Baixada. A campanha sobre a BCG se soma às frentes já iniciadas pelo projeto, como mobilizações sobre hipertensão, saúde mental, saúde da mulher e prevenção de doenças negligenciadas. A participação dos moradores é essencial. Agentes comunitários, lideranças locais e profissionais da rede pública estão sendo articulados para mapear crianças não vacinadas, identificar famílias com histórico de tuberculose e garantir que as orientações cheguem a todos, inclusive em áreas com dificuldades de deslocamento ou acesso precário à internet. Impacto coletivo e prevenção Segundo a Organização Mundial da Saúde, a vacina BCG previne mais de 40 mil casos graves de meningite tuberculosa por ano em países onde sua aplicação é rotineira. No Brasil, a vacinação em massa foi responsável pela redução quase total das formas graves da doença, mesmo com o aumento recente da tuberculose pulmonar. Além de crianças, a vacina também é indicada para pessoas que convivem com portadores de hanseníase e estrangeiros ainda não vacinados que venham residir no país. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é um projeto que tem como missão ampliar a conscientização sobre o direito à saúde, promovendo a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e de todos os profissionais que atuam nessa rede pública essencial. A iniciativa fortalece redes comunitárias, especialmente em territórios periféricos e favelas, ao facilitar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e realizar campanhas educativas e de esclarecimento para toda a população. Por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais, o ComuniSaúde busca tornar o conhecimento sobre saúde mais acessível, construindo pontes entre moradores e os serviços públicos de saúde. Como parte de seu compromisso com a defesa dos direitos da população, o projeto disponibiliza um canal de atendimento via telefone para orientação, mediação de conflitos relacionados à saúde pública e busca de exigibilidade junto aos órgãos competentes, sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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