O dia 10 de julho marca o Dia da Saúde Ocular, data dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de doenças que podem comprometer a visão. Estima-se que cerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo tenham algum grau de deficiência visual. Destas, ao menos 1 bilhão de casos poderiam ter sido evitados ou ainda não receberam o devido tratamento, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Diante desse cenário, o projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela organização ComCausa, atua com foco na promoção da saúde integral em comunidades da Baixada Fluminense, especialmente nas periferias onde o acesso a serviços básicos ainda é precário. Por meio de ações educativas, rodas de conversa, oficinas e articulação com equipamentos públicos, o projeto incentiva a busca por atendimento médico, o cuidado com a saúde mental e a prevenção de doenças silenciosas, como as oculares.
As ações do ComuniSaúde acontecem diretamente nas favelas, em parceria com lideranças locais, unidades de saúde da família e escolas públicas. Uma das frentes é justamente a mobilização para que moradores realizem exames oftalmológicos e conheçam os sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica.
No Brasil, as principais doenças oculares acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são os erros de refração (miopia, astigmatismo e hipermetropia), catarata, glaucoma e doenças da retina como a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, somente a catarata e o erro refrativo não corrigido são responsáveis por 74,8% de todos os casos de deficiência visual no país.
A médica oftalmologista Adriana Sobral Lourenço reforça que consultas regulares com especialistas são fundamentais. “Nós temos que fazer consultas oftalmológicas, não só para avaliar a acuidade visual e prescrever auxílios óticos, mas também para prevenção de doenças como, por exemplo, o glaucoma, que não dá sintomas e, se não tratado adequadamente, pode levar à cegueira de forma irreversível”, alerta.
Entre os sinais que merecem atenção estão lacrimejamento frequente, olhos vermelhos ou com secreção, crostas nos cílios, dor de cabeça constante, visão dupla, embaçada ou com sensibilidade excessiva à luz, além de desvio ocular ou alterações pupilares. Muitas dessas condições podem ser tratadas com medicamentos ou procedimentos simples, se identificadas precocemente.
O SUS oferece assistência oftalmológica completa, que inclui consultas, exames, tratamentos clínicos e cirúrgicos, e até mesmo transplantes quando necessários. No entanto, muitas pessoas deixam de buscar atendimento por falta de informação ou por barreiras geográficas, econômicas e sociais.
É nesse contexto que o ComuniSaúde fortalece seu papel. Além de abordar a saúde ocular, o projeto trabalha o autocuidado, o apoio psicológico e o fortalecimento das redes comunitárias de apoio. O objetivo é construir uma cultura de saúde que vá além do atendimento emergencial, com foco na prevenção, no cuidado coletivo e no acesso pleno aos direitos fundamentais.
A visão é responsável por cerca de 85% das informações que o cérebro processa, e garantir sua preservação é também garantir qualidade de vida. Com iniciativas como o ComuniSaúde, a ComCausa reafirma seu compromisso com a defesa da vida e com a promoção de territórios mais saudáveis e conscientes.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.
ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.
Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.
Leia também
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________________
Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

______________________

Compartilhe: