João Oscar

Saúde, médico

SUS faz 35 anos e inspira o projeto ComuniSaúde da ComCausa

No dia 19 de setembro de 1990, o Brasil dava um passo histórico com o nascimento oficial do Sistema Único de Saúde (SUS), regulamentado pela Lei nº 8.080. Desde então, a política pública se consolidou como um dos maiores sistemas de saúde do mundo, referência pela universalidade e pelo atendimento gratuito a toda a população. Trinta e cinco anos depois, o SUS segue sendo não apenas um direito conquistado, mas também inspiração para iniciativas locais que buscam ampliar o acesso à saúde em territórios marcados por vulnerabilidades sociais. Na Baixada Fluminense, a ComCausa desenvolve o projeto ComuniSaúde, uma ação que nasce da experiência comunitária e tem como objetivo conscientizar sobre o direito ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer redes comunitárias em favelas e periferias. A iniciativa se conecta diretamente aos princípios do SUS, como universalidade, integralidade e equidade, adaptando-os às realidades locais onde as carências de infraestrutura e de acesso ainda são desafios diários. O ComuniSaúde atua em três frentes principais. A primeira é a informação, orientando moradores sobre o funcionamento do sistema público e seus direitos de acesso a consultas, exames e programas de prevenção. A segunda é a valorização da saúde mental, com rodas de conversa, oficinas e atividades culturais que ajudam a reduzir estigmas e ampliar o cuidado com o bem-estar emocional. A terceira é o fortalecimento de redes comunitárias, criando pontes entre associações de moradores, lideranças locais e serviços de saúde para garantir que as demandas cheguem de forma organizada às instâncias públicas. A proposta dialoga com a essência do SUS, que surgiu da mobilização popular na Constituinte de 1988, quando a sociedade reivindicou saúde como direito universal. Criado no contexto de redemocratização, o sistema veio para superar as desigualdades históricas do país, oferecendo desde vacinação até tratamento de doenças complexas. Seus princípios fundamentais – universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social – permanecem como guia para políticas públicas e para projetos locais como o ComuniSaúde. Apesar dos avanços, o SUS ainda enfrenta grandes desafios, como o subfinanciamento, a desigualdade regional no atendimento, a carência de infraestrutura em algumas áreas e problemas de gestão. Na Baixada Fluminense, esses obstáculos são sentidos de forma intensa, já que muitas comunidades vivem em áreas periféricas, distantes de equipamentos de saúde e com alta demanda por serviços. É nesse cenário que o ComuniSaúde ganha relevância ao atuar como elo entre a população e o sistema público. O projeto também reforça conquistas importantes alcançadas pelo SUS, como a redução da mortalidade infantil, o acesso universal ao tratamento de HIV/AIDS e os programas de vacinação em massa, reconhecidos internacionalmente. Na prática, iniciativas como o ComuniSaúde ampliam a capacidade de mobilização da sociedade civil para que esses direitos não fiquem apenas no papel, mas se tornem realidade cotidiana. Ao completar 35 anos, o SUS reafirma sua importância como um dos maiores legados da democracia brasileira. O fortalecimento do financiamento, da gestão e da infraestrutura é essencial para o futuro do sistema. Ao mesmo tempo, ações como o ComuniSaúde demonstram que a transformação também começa no território, onde moradores, coletivos e organizações se unem para defender o que está na essência do SUS: saúde como direito de todos e dever do Estado. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Caminhada-contra-intolerancia-religiosa-em-Sao-Joao-de-Meriti-Arquivo-ComCausa

ComCausa fará Semana pela Liberdade Religiosa a fim de reforçar a mobilização para a Caminhada em Copacabana

A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um momento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. Caminhada como ato político e cultural A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada desde 2008, consolidou-se como referência nacional de resistência contra ataques a templos e comunidades, especialmente de matriz africana, que seguem sendo os principais alvos de violência religiosa no Brasil. Além de sua dimensão simbólica, o evento funciona como ato pedagógico e político, reivindicando políticas públicas, denunciando crimes de intolerância e valorizando expressões culturais ligadas à fé. A edição de 2025 deve contar com ampla participação de coletivos culturais, blocos afros, entidades religiosas, instituições públicas e movimentos sociais. “A Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa nasce do compromisso de reafirmar que a fé e a diversidade espiritual são pilares da democracia brasileira. Ao longo destes sete dias, queremos lembrar que a liberdade de crença não é apenas um direito individual, mas uma conquista coletiva, fruto da resistência histórica de povos indígenas, negros, movimentos sociais e comunidades que nunca se curvaram ao preconceito.” – afirma Adriano Dias da ComCausa, que elaborou a  Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa – “A 18ª Caminhada em Copacabana será a culminância desse esforço: um ato pedagógico, político e cultural que denuncia os crimes de intolerância, exige políticas públicas de proteção e valoriza o imenso patrimônio espiritual que faz do Brasil uma nação plural. Cada passo dado na orla é também um grito contra o racismo religioso e uma afirmação de que nenhum templo, nenhuma tradição, nenhum filho ou filha de santo será silenciado.” ServiçoSemana ComCausa pela Liberdade ReligiosaDe 15 a 21 de setembro de 2025PortalC3.net, redes sociais da ComCausa e parceiros 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaDomingo, 21 de setembro de 2025A partir das 10hPraia de Copacabana – Posto 5, Rio de JaneiroRealização: CCIR, CEAP, com apoio da ComCausa e de movimentos sociaisLema: “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”Imagem de capa d Foto da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Leia também Além de sua dimensão simbólica, o evento funciona como ato pedagógico e político, reivindicando políticas públicas, denunciando crimes de intolerância e valorizando expressões culturais ligadas à fé. A edição de 2025 deve contar com ampla participação de coletivos culturais, blocos afros, entidades religiosas, instituições públicas e movimentos sociais. ServiçoSemana ComCausa pela Liberdade ReligiosaDe 15 a 21 de setembro de 2025PortalC3.net, redes sociais da ComCausa e parceiros 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaDomingo, 21 de setembro de 2025A partir das 10hPraia de Copacabana – Posto 5, Rio de JaneiroRealização: CCIR, CEAP, com apoio da ComCausa e de movimentos sociaisLema: “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”Imagem de capa d Foto da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Foto de capa ilustrativa: Caminhada São João de Meriti Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Setembro Amarelo

Projeto ComuniSaúde atua na prevenção ao suicídio e fortalece redes comunitárias na Baixada Fluminense

O suicídio é uma realidade alarmante e silenciosa no Brasil. Todos os anos, cerca de 12 mil pessoas tiram a própria vida no país, um número que acompanha um quadro mundial ainda mais grave: mais de 800 mil mortes por suicídio a cada ano, o que equivale a uma vida perdida a cada 40 segundos. Apesar de sua gravidade, o tema ainda é marcado por estigmas, medos e silêncios. Falar sobre suicídio é, muitas vezes, um tabu enraizado em séculos de construções religiosas, morais e culturais, dificultando sua prevenção e o acesso à ajuda. Em muitos casos, o preconceito e a desinformação impedem a identificação precoce dos sinais de risco e afastam as pessoas do cuidado. Com o objetivo de romper esse silêncio e ampliar o acesso à informação, acolhimento e cuidado em saúde mental, a ComCausa – Defesa da Vida lançou o projeto ComuniSaúde, voltado para comunidades da Baixada Fluminense. A iniciativa atua em favelas e territórios populares promovendo a conscientização sobre o acesso ao atendimento básico, incentivando a promoção da saúde mental e fortalecendo redes comunitárias de apoio. Uma abordagem comunitária para um problema coletivo O projeto parte do princípio de que a prevenção ao suicídio não deve ficar restrita ao sistema de saúde formal. É preciso envolver escolas, lideranças locais, igrejas, coletivos culturais, unidades básicas de saúde e, principalmente, os próprios moradores na construção de estratégias de cuidado e acolhimento. O ComuniSaúde atua de forma territorializada, com ações que incluem rodas de conversa, oficinas sobre saúde emocional, formações para agentes comunitários, escutas individuais, articulação de serviços públicos e apoio a iniciativas locais voltadas à proteção da vida. Um dos focos centrais do projeto é a juventude, faixa etária onde o suicídio aparece entre as três principais causas de morte no mundo — especialmente entre 15 e 29 anos. Segundo levantamentos internacionais, cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão ligados a transtornos mentais. Entre eles, destacam-se a depressão, o transtorno bipolar e o uso abusivo de substâncias. Mas o sofrimento psíquico é atravessado por múltiplas dimensões — pobreza, violência urbana, discriminação, racismo, desigualdade de gênero e falta de oportunidades também são fatores que ampliam a vulnerabilidade. A importância da escuta e da rede de apoio Nas comunidades onde o ComuniSaúde atua, a proposta é simples e poderosa: criar espaços onde as pessoas possam ser ouvidas sem julgamento, receber orientações adequadas e construir, juntas, caminhos de cuidado. Em um território onde o acesso à saúde mental ainda é precário, o fortalecimento das redes locais de apoio se torna essencial. A prevenção ao suicídio passa também pela escuta ativa, pela valorização da vida cotidiana, pela oferta de perspectivas e pela quebra do isolamento emocional. Em muitos casos, o que falta é um espaço seguro para que alguém possa dizer: “eu não estou bem”. Para isso, o projeto também trabalha com a capacitação de lideranças comunitárias, educadores e profissionais da ponta, incentivando que cada território desenvolva seus próprios mecanismos de acolhimento. O acesso à informação qualificada e à rede pública de saúde é facilitado, criando pontes entre a comunidade e os serviços já existentes. Uma responsabilidade de todos A ComCausa lembra que o suicídio é uma questão de saúde pública que precisa ser enfrentada com responsabilidade e humanidade. Não se trata apenas de um problema individual, mas de um fenômeno que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais, políticos e culturais. A vida nas favelas e periferias, marcada por carências e violências cotidianas, exige uma resposta integrada e comprometida com a dignidade humana. Falar sobre suicídio é um ato de coragem. Ouvir, acolher e se mobilizar também. O ComuniSaúde convida moradores, gestores públicos e organizações locais a se unirem nesse movimento de promoção da vida. Linha 188 do CVV oferece apoio emocional gratuito e confidencial O número 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV), é um importante canal de apoio emocional e prevenção ao suicídio, disponível 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial, em todo o território nacional. O serviço tem como principal objetivo acolher pessoas que enfrentam momentos de crise, oferecendo uma escuta empática e atenta por meio de voluntários capacitados. O CVV é uma organização não governamental com mais de 60 anos de atuação no Brasil, sendo uma referência na prevenção do suicídio e no apoio a quem lida com problemas emocionais, como depressão, ansiedade, solidão e desespero. A instituição atende por meio de diferentes canais: telefone (188), chat online, e-mail e, em algumas cidades, também realiza atendimentos presenciais. A importância da escuta ativa O serviço oferecido pelo CVV é fundamental em um cenário preocupante de aumento nos índices de suicídio e de problemas relacionados à saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, e os números vêm crescendo entre diferentes faixas etárias no Brasil. A linha 188 permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar do país, tenha acesso ao atendimento imediato, sem a necessidade de se identificar. Os voluntários do CVV são treinados para praticar a escuta ativa, ou seja, ouvir de forma atenciosa, respeitosa e sem julgamentos, possibilitando que a pessoa em sofrimento emocional possa desabafar e refletir sobre suas dores. Apoio emocional que salva vidas Para muitos que enfrentam crises emocionais, falar com um voluntário do CVV pode ser um ponto de virada. A simples conversa, o acolhimento e a atenção podem ser elementos transformadores, ajudando a aliviar o peso do sofrimento e evitando que a pessoa adote uma postura irreversível. Além do atendimento pelo 188, o CVV também oferece suporte emocional por meio de chat no site oficial (www.cvv.org.br) e por e-mail. Os postos de atendimento presenciais, espalhados por várias cidades do país, são outra forma de apoio oferecida pela instituição. Prevenção ao suicídio: o Setembro Amarelo Uma das iniciativas mais conhecidas da organização é a participação no Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio. Durante todo o mês de setembro, o CVV, em parceria com outras entidades, realiza ações de

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Andrei Goulart ComCausa Protal Ce3

Caso Andrei Goulart: Tio acusado de matar sobrinho após abuso será julgado em Porto Alegre

Após quase nove anos de espera por justiça, a morte do menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de 12 anos, em Porto Alegre, chegará a julgamento. O tio da criança, Jeverson Lopes Goulart — ex-tenente da Brigada Militar, hoje aposentado —, foi pronunciado e irá a júri popular pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. O julgamento foi marcado para o dia 27 de outubro de 2025, às 9h30, na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre. Andrei foi encontrado morto no dia 30 de novembro de 2016, dentro do apartamento da família no bairro Cristal, zona sul da capital gaúcha. Ele tinha um ferimento de bala na cabeça, e o caso foi inicialmente tratado como suicídio, sem a instauração de inquérito por homicídio. No entanto, essa narrativa começou a mudar anos depois, graças à luta incansável da mãe da vítima, Cátia Goulart, que não aceitou a versão oficial. Com o apoio de movimentos sociais, advogados e da própria mobilização nas redes sociais, ela conseguiu manter o caso em evidência. Em 2020, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) reabriu o caso e passou a trabalhar em uma nova linha de investigação. Acusação: abuso sexual e assassinato para ocultar o crime De acordo com a denúncia do MPRS, Jeverson teria cometido estupro de vulnerável contra o sobrinho entre os dias 29 e 30 de novembro de 2016. Na madrugada do dia 30, para encobrir o crime sexual, o acusado teria matado Andrei com um disparo de arma de fogo na cabeça. O revólver utilizado seria de propriedade do próprio réu, que à época ainda era tenente da Brigada Militar. A acusação aponta que o local do crime foi manipulado para simular um suicídio, com o objetivo de dificultar a responsabilização do autor. O homicídio foi classificado como qualificado, com agravantes como: A reviravolta na investigação só foi possível devido à pressão social e ao ativismo da família. Em 2021, Cátia Goulart organizou uma vigília pública em frente ao Tribunal de Justiça do RS, cobrando respostas e visibilidade para o caso. O avanço no caso veio com a coleta de novos depoimentos, incluindo o de uma testemunha que afirmou ter sido molestada anteriormente pelo mesmo acusado. Essas declarações ajudaram a fortalecer o indiciamento e serviram de base para a Justiça aceitar a denúncia. Em maio de 2023, o juiz responsável pelo caso, no 1º Juizado da 1ª Vara do Júri, decidiu levar o réu a júri popular, reconhecendo que há indícios consistentes de autoria e materialidade dos crimes. A decisão foi tomada nos termos da Constituição Federal, que garante que crimes dolosos contra a vida sejam julgados por um Conselho de Sentença. Presunção de inocência e expectativa pelo júri A defesa de Jeverson Goulart nega as acusações, e, até que haja uma condenação definitiva, o ex-policial permanece amparado pela presunção de inocência, conforme prevê a legislação brasileira. O julgamento no Tribunal do Júri é aguardado com expectativa por familiares, ativistas e a sociedade civil. Para a mãe de Andrei, o processo representa uma etapa fundamental na busca por justiça e reconhecimento da dor vivida pela família desde 2016. A sessão, marcada para 27 de outubro de 2025, será aberta ao público, e o caso segue como símbolo da luta contra a impunidade em crimes sexuais e de violência contra crianças, além de levantar debates importantes sobre responsabilização de agentes do Estado. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias da ComCausa - Arquivo ComCausa

Nilópolis se articula em prol da memória religiosa e dos direitos humanos

Na manhã desta segunda-feira (8), o vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá, da Pastoral Afro, que também é superintendente de Igualdade Racial da Prefeitura de São João de Meriti; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias, diretor da Associação ComCausa – Defesa da Vida. O encontro teve como objetivo alinhar agendas conjuntas em torno da valorização da memória, do patrimônio histórico e da promoção de políticas públicas de igualdade racial e cidadania na Baixada Fluminense. Tombamento da Capela São Mateus Entre os pontos discutidos esteve o tombamento da histórica Capela de São Mateus, marco religioso e cultural de Nilópolis. A preservação do espaço é vista como fundamental para fortalecer a identidade afrodescendente e a memória coletiva da região. O frei Tatá destacou que a capela é um símbolo de resistência que conecta passado e presente, sendo indispensável para a valorização da herança cultural. O vice-prefeito Alvinho informou que já iniciou articulação junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), visando formalizar o processo de tombamento da capela como patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro. Flidan e os Agudás Outro tema em destaque foi a articulação com a Flidan – Feira Literária Internacional de São João de Meriti, que nesta edição terá como foco os Agudás, denominação atribuída aos africanos escravizados que, após conquistarem a liberdade, conseguiram retornar ao continente de origem. A escolha do tema toca diretamente em questões históricas relacionadas à diáspora, à escravidão e à reparação simbólica, e se conecta ao debate sobre a própria Capela de São Mateus, que carrega essa memória em seu entorno. Desaparecimentos na Baixada Fluminense Durante a reunião, Adriano Dias, da ComCausa, trouxe à pauta a grave situação dos desaparecimentos na Baixada Fluminense. Ele relatou o quanto o tema atravessa as famílias da região e sugeriu a criação de um núcleo específico voltado ao enfrentamento desse fenômeno. A proposta seria estruturada em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, garantindo um canal institucional de apoio e monitoramento permanente. O encontro terminou com o compromisso de fortalecer a integração entre Nilópolis e São João de Meriti em ações conjuntas, conectando cultura, fé, história e direitos humanos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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medicamento generico

Falta de acesso a medicamentos e serviços básicos expõe desigualdades na saúde pública: ComCausa promove ações na Baixada Fluminense

No dia 8 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta por Medicamento, uma data simbólica que busca reforçar a importância do acesso universal, igualitário e contínuo aos medicamentos no Brasil. No entanto, para muitas comunidades da Baixada Fluminense, essa garantia constitucional ainda está distante da realidade cotidiana. Com dificuldades que vão desde a escassez de insumos básicos nas unidades públicas de saúde até a falta de orientação sobre os direitos do paciente, moradores de regiões periféricas enfrentam desafios que comprometem não apenas o tratamento de doenças crônicas, mas também a prevenção e o cuidado integral com a saúde. É nesse contexto que projetos como o ComuniSaúde, desenvolvido pela organização ComCausa – Defesa da Vida, assumem um papel essencial. ComuniSaúde: uma ponte entre o SUS e os territórios populares Atuando nas favelas e bairros marginalizados da Baixada Fluminense, o projeto ComuniSaúde trabalha para fortalecer o acesso ao atendimento básico de saúde, promover o cuidado com a saúde mental e estimular a construção de redes comunitárias que atuem como suporte e orientação dentro dos próprios territórios. Por meio de rodas de conversa, formações populares, campanhas educativas e ações de comunicação comunitária, o projeto visa combater a desinformação e aproximar a população das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa também mapeia demandas locais e casos de violação de direitos, contribuindo para a articulação entre moradores, agentes de saúde, lideranças sociais e profissionais da rede pública. “A luta por medicamento não é só por remédio. É pelo direito à vida com dignidade. É sobre garantir que uma pessoa com pressão alta tenha onde medir sua pressão, que uma mãe com depressão pós-parto tenha acompanhamento psicológico e que um jovem com HIV receba a medicação correta no tempo certo”, destaca Adriano Dias, fundador da ComCausa. Três níveis de acesso a medicamentos: uma realidade desigual Segundo o farmacêutico Thiago Soares, da Farmácia Central da Prefeitura de Juiz de Fora, os medicamentos não servem apenas para tratar doenças já instaladas. Eles têm papel fundamental na prevenção, diagnóstico e controle de agravos à saúde. Entretanto, o acesso a esses medicamentos varia de acordo com sua classificação: A política pública brasileira prevê o acesso a esses medicamentos por meio da Assistência Farmacêutica no SUS, alinhada aos princípios de universalidade, equidade e integralidade. Contudo, na prática, moradores da Baixada relatam dificuldades para obter remédios de uso contínuo, realizar exames de rotina e até mesmo conseguir atendimento em postos de saúde. Programas e políticas em vigor Diversos programas buscam ampliar o acesso da população a medicamentos e serviços farmacêuticos: Apesar desses marcos legais e estruturais, o abismo entre o que é garantido em lei e o que chega efetivamente às comunidades segue como uma das grandes falhas do sistema de saúde. Educação, saúde mental e mobilização comunitária Além de conscientizar sobre o direito ao acesso a medicamentos, o ComuniSaúde também atua de forma integrada com questões de saúde mental. Nas periferias da Baixada Fluminense, onde o sofrimento psíquico é frequentemente agravado pela pobreza, pela violência urbana e pela exclusão institucional, o projeto se propõe a escutar, acolher e construir soluções junto com os moradores. As ações incluem oficinas terapêuticas, rodas de escuta, campanhas de prevenção ao suicídio e ao uso abusivo de substâncias, além de mobilizações para exigir o funcionamento adequado da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no território. “Trabalhar com saúde mental nas favelas é um desafio político. O abandono institucional adoece. O preconceito adoece. A fome e o desemprego adoecem. Precisamos de políticas que enxerguem o território como um espaço vivo de cuidado e transformação, e é isso que o ComuniSaúde propõe”, explica Adriano Dias. Um chamado à ação Neste Dia Nacional de Luta por Medicamento, o trabalho da ComCausa na Baixada Fluminense reforça que o acesso à saúde deve ir além do discurso e se concretizar em ações eficazes, voltadas para os que mais precisam. É preciso ouvir as comunidades, garantir o funcionamento da rede pública e fortalecer os laços entre as instituições e a população. Sem medicamentos, sem atendimento de qualidade e sem apoio à saúde mental, não há dignidade. E sem dignidade, não há cidadania plena. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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