Adriano Dias

ComCausa propõe à Câmara do Rio medidas para proteção da infância e prevenção da violência

Na ComCausa, acreditamos que a proteção da infância e a prevenção da violência são pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e segura. Por isso, protocolamos nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025, um ofício na Câmara Municipal do Rio de Janeiro propondo a realização de audiências públicas e a criação de frentes parlamentares voltadas a essas pautas. Nosso objetivo é fortalecer políticas públicas que garantam segurança e bem-estar para crianças e adolescentes, mobilizando a sociedade civil, especialistas e representantes do poder público para a formulação de ações concretas. Nossa proposta inclui a realização de três audiências públicas no primeiro semestre de 2025. Em abril, poderíamos discutir a prevenção da violência nas escolas, com a possibilidade de implementação de núcleos de mediação de conflitos e acolhimento. Essa iniciativa poderia integrar professores, alunos, gestores e profissionais das áreas de assistência social, cultura e segurança, promovendo um ambiente escolar mais seguro e acolhedor. Em maio, poderíamos tratar da Rede de Proteção à Primeira Infância, debatendo a criação de uma frente parlamentar dedicada a essa pauta. Essa audiência poderia também marcar o Dia Internacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil, ressaltando a importância de medidas preventivas para a proteção de crianças em situação de risco. Além disso, poderíamos destacar casos emblemáticos, como o da bebê Maria Sofia, para reforçar a necessidade de políticas públicas eficazes. Já em junho, poderíamos abordar o Luto Parental, discutindo a qualificação dos profissionais da saúde para um atendimento mais humanizado a pais e mães enlutados, além do incentivo a projetos que ofereçam suporte às famílias que enfrentam essa dor. Além dessas audiências, também poderíamos sugerir medidas complementares para fortalecer a proteção infantil, tais como: A ComCausa reafirma seu compromisso com a valorização da vida e a promoção da dignidade humana. Poderíamos contribuir ativamente na articulação e promoção dessas iniciativas, buscando sempre construir pontes entre a sociedade e o poder público. Seguiremos acompanhando a possibilidade de avanço dessas propostas na Câmara Municipal e mobilizando a sociedade para garantir que essas políticas sejam debatidas e implementadas de forma eficaz. Acreditamos que, através do diálogo e da ação conjunta, poderemos fortalecer a rede de proteção à infância e construir um futuro mais seguro para todas as crianças e adolescentes Mais notícias 01 – ComCausa anuncia “Defesa da Vida” como tema central de 2025 02 – ComCausa lança oficialmente o projeto ComuniSaúde na Cruz Vermelha 03 – ComCausa busca parceria com a Diocese de Nova Iguaçu para ampliar acesso à saúde na Baixada 04 – ComCausa participa da inauguração do Museu Marinheiro João Cândido em Meriti  05 – ComCausa debate inclusão social e políticas públicas para a população em situação de rua  06 – ComCausa inicia a campanha “21 Dias Pelo Fim da Violência contra as Mulheres” 07 – ComCausa homenageia Dom Zumbi com lançamento da página memorial 08 – Conheça o projeto ‘Nossa Gente Negra’ da ComCausa 09 – ComCausa participará do ato pós-sentença do caso Marielle e Anderson 10 – ComCausa participa de encontro para mobilização da Cúpula Social do G20 no Rio | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Operação da PM no Complexo do Alemão.

A maior preocupação da população: Segurança

A pesquisa recente da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta semana, que aponta a segurança pública como a principal preocupação dos brasileiros, não surpreende. O dado reflete uma realidade cotidiana de medo e incerteza, especialmente nas grandes cidades e periferias, onde a criminalidade, o tráfico de drogas e o controle territorial por narcotraficantes e narcomilicianos impactam diretamente a vida da população. No entanto, isso não é novidade. A crise da segurança pública no Brasil vai muito além de um problema policial. Ela reflete desigualdades estruturais e a falta de políticas públicas eficazes, resultando em um cotidiano marcado pela violência, como é de conhecimento geral. A raiz do problema Já virou um clichê afirmar que a ausência do Estado em áreas essenciais como educação, cultura, esporte, assistência social e geração de empregos cria um ambiente favorável ao avanço da violência. A criminalidade não surge do nada. Sem perspectivas, muitos – especialmente os jovens – enxergam no crime organizado um caminho mais acessível do que o mercado de trabalho formal, que frequentemente lhes é inacessível. Além disso, o controle territorial, tornando-se um negócio que gera dinheiro e influência política, fortalece a realidade que enfrentamos diariamente. O ciclo vicioso da violência Também não é novidade que a resposta do poder público à criminalidade tem sido, historicamente, baseada na repressão. No meio desse embate, a população tem sua rotina impactada: escolas são fechadas, bairros tornam-se inseguros, inocentes são vítimas do fogo cruzado. O comércio local sofre, as oportunidades de emprego diminuem, afastando investidores e limitando o desenvolvimento de regiões vulneráveis. O medo da violência molda a rotina das pessoas em todos os lugares, não apenas nas áreas conflagradas, fazendo com que evitem sair e mudem trajetos para escapar de áreas de risco. A insegurança não apenas impede o direito básico de ir e vir, mas também afeta a autoestima de toda uma população. Enquanto isso, gestores, legisladores e agentes públicos simplificam o debate, reduzindo-o a slogans populistas e promessas vazias de “tolerância zero” contra o crime. Entretanto, muitos deles se beneficiam da corrupção e infiltram-se no próprio sistema, lucrando financeiramente e politicamente com suas relações com o crime organizado, alimentando ainda mais esse ciclo vicioso. Paralelamente, o endurecimento das leis e a política de encarceramento em massa não resolvem o problema em sua raiz. Pelo contrário, servem para a fabricação de mão de obra para o crime, superlotam penitenciárias que acabam funcionando como verdadeiras escolas do crime. Em vez de serem ressocializados, os detentos são recrutados e treinados pelo próprio sistema criminoso. E assim, o ciclo se repete. A segurança como política pública municipal A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela que mais de 50% da população avalia negativamente as políticas de segurança do governo federal, evidenciando não apenas um descontentamento com medidas específicas, mas também um clamor por soluções mais eficazes. Apesar disso, grande parte da responsabilidade pela segurança pública recai sobre os estados, enquanto o governo federal se limita, muitas vezes, ao financiamento das ações, e os municípios assumem um papel passivo diante das tragédias diárias. Pouco se discute sobre a importância da municipalização da segurança pública, especialmente em sua dimensão preventiva. Os municípios, por estarem mais próximos da realidade local, poderiam implementar ações mais rápidas e eficazes, aliviando a sobrecarga dos estados e promovendo políticas mais integradas de educação, saúde, cultura, esportes, assistência social e segurança preventiva. Nesse contexto, as guardas municipais desempenham um papel fundamental como agentes mediadores e autoridades de prevenção, que deveria ser o papel de nossas polícias ostensivas. E existe um arcabouço jurídico para isso: a Lei nº 13.675/18 incluiu essas instituições no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), e a Lei Federal nº 13.022/14 regulamentou suas atribuições, consolidando seu papel dentro da segurança pública. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu as guardas municipais como órgãos de segurança, conferindo-lhes poder de polícia no âmbito local. Assim, dentro da estrutura de políticas integradas, poderiam atuar com eficiência. Fortalecimento dos municípios Em nosso entendimento, o desmonte do ciclo da violência passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos municípios, principalmente na relação com crianças e adolescentes, na ocupação dos bairros e na construção de políticas públicas que impeçam o avanço da criminalidade não apenas no território, mas também nos corações e mentes dos mais jovens. E é neste contexto que as guardas podem contribuir efetivamente. Foto de capa ilustrativas. Leia mais: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Olga Benário - site ComCausa Defesa da Vida

Memória: Nascimento de Olga Benário

No dia 12 de fevereiro de 1908, nascia em Munique, Alemanha, Olga Gutmann Benário Prestes, uma mulher cuja trajetória de luta e resistência marcou a história do século XX. Judia e comunista, enfrentou o fascismo, combateu injustiças e sacrificou sua própria vida pelos ideais em que acreditava. Sua prisão no Brasil, em 1936, e posterior deportação para a Alemanha nazista resultaram em um dos episódios mais brutais da história da repressão política no país. Em 23 de abril de 1942, foi assassinada em uma câmara de gás no campo de extermínio de Bernburg. Filha do advogado Leo Benário e da socialite Eugénie Gutmann Benário, Olga cresceu em uma família judia de classe média em Munique. Desde cedo, demonstrou um espírito combativo, ingressando, aos 15 anos, na organização juvenil do Partido Comunista Alemão (KPD). Em pouco tempo, tornou-se um dos principais nomes da militância comunista na Alemanha, destacando-se em lutas de rua contra grupos paramilitares de extrema-direita em Berlim. Aos 21 anos, foi presa sob a acusação de alta traição, junto com seu então companheiro Otto Braun. Libertada pouco tempo depois, participou da organização de um ousado plano para resgatar Braun da prisão de Moabit. Após o bem-sucedido resgate, fugiram para a União Soviética, onde Olga recebeu treinamento político-militar e se tornou um quadro de destaque da Internacional Comunista. Em 1931, separou-se de Braun e passou a trabalhar na formação de novos militantes revolucionários. A Chegada ao Brasil e a Intentona ComunistaEm 1934, Olga foi enviada ao Brasil para atuar ao lado de Luís Carlos Prestes, com quem rapidamente desenvolveu uma relação amorosa. A missão era organizar uma revolução comunista com apoio da União Soviética, fortalecendo o Partido Comunista Brasileiro (PCB). O movimento insurrecional começou em novembro de 1935, quando um levante armado irrompeu em Natal. A revolta logo se espalhou para outras regiões, como Recife e Rio de Janeiro, mas foi violentamente reprimida pelo governo de Getúlio Vargas. A chamada Intentona Comunista fracassou, resultando na prisão e tortura de centenas de militantes. Olga e Prestes conseguiram viver na clandestinidade por alguns meses, mas foram capturados em março de 1936. Grávida de sete semanas, Olga foi levada para a Casa de Detenção no Rio de Janeiro e, apesar de sua condição, foi deportada para a Alemanha nazista a pedido de Adolf Hitler. A Deportação e a Separação de sua FilhaA decisão de Vargas de entregar Olga à Gestapo foi um dos episódios mais infames da história brasileira. Apesar dos apelos internacionais, incluindo uma intensa campanha liderada por Leocádia Prestes, mãe de Luís Carlos Prestes, o governo brasileiro atendeu ao pedido dos nazistas, assinando sua sentença de morte. Transportada no navio alemão La Coruña, Olga chegou à Alemanha em 18 de outubro de 1936 e foi imediatamente presa. Em fevereiro de 1937, na prisão de Barnimstrasse, deu à luz sua filha, Anita Leocádia Prestes. Após meses de luta, Anita foi entregue à avó, Leocádia, graças à pressão de militantes comunistas ao redor do mundo. Em uma carta emocionante, Olga expressou a dor da separação e a esperança de que sua filha fosse um símbolo do amor entre ela e Prestes: **“Certamente já sabe há muito tempo, pela nossa querida mãe, que a nossa pequenina não está mais comigo. Posso afirmar, com certeza, que de 5 de março de 1936 a 21 de fevereiro de 1938, atravessei o período mais negro de minha vida. Entende certamente, o quanto um homem pode compreender o que se passou em mim e o que se percebe e o que significa ser mãe. Diante de tais acontecimentos tem-se a seguinte alternativa: o bem se é cobrado o bem te endurece. Tu sabes que somente a segunda alternativa pode me colocar. Para isso sou ajudada firmemente pelo fato de que ainda sou capaz de distinguir entre pouco significado do que diz respeito a uma pequena pessoa em particular e os acontecimentos que interessam em geral a todo e ao inverso. Mas já imaginaste alguma vez, como são extraordinários os azares do destino. Nós dois estamos atrás dos muros de uma prisão em dois continentes diferentes. Da nossa vida em comum nasceu um pequeno ser e agora este ser encontra-se seguro nos braços da nossa querida mãe. Que Anita Leocádia seja a representante do nosso amor e da nossa solicitude junto a nossa mãe.”** A Morte na Câmara de GásApós a separação de sua filha, Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg e, em 1939, enviada para Ravensbrück, um dos mais brutais campos de mulheres do regime nazista. Lá, organizou atividades de resistência, ajudando suas companheiras de prisão a manterem a dignidade diante do horror. Com a Segunda Guerra Mundial em andamento, o destino de Olga foi selado. Considerada uma “comunista perigosa e obstinada” pelos nazistas, foi enviada para o campo de extermínio de Bernburg, onde foi assassinada em 23 de abril de 1942, em uma câmara de gás. Junto dela, outras 199 mulheres também foram executadas. A notícia de sua morte chegou à família apenas em 1945, com o fim da guerra. Décadas depois, documentos secretos da Gestapo foram revelados, demonstrando que Olga esteve sob constante vigilância e que sua resistência dentro dos campos era vista como uma ameaça ao regime nazista. Legado e homenagensA história de Olga Benário tornou-se um símbolo da luta antifascista e da resistência comunista. Em diversos países, seu nome batiza escolas, praças e ruas. Na antiga Alemanha Oriental, sua memória foi cultuada como a de uma heroína, e sua vida inspirou livros, filmes e documentários. No Brasil, a biografia escrita por Fernando Morais, Olga, publicada em 1985, popularizou sua história e serviu de base para o filme homônimo de Jayme Monjardim, lançado em 2004. Mesmo décadas após sua execução, Olga segue sendo lembrada como um exemplo de coragem e compromisso com a justiça social. Seu legado resiste como uma inspiração para aqueles que continuam a lutar contra regimes opressores e pela construção de um mundo mais justo. Leia também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial

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Dorothy Stang ComCausa Defesa da Vida

Memória: 20 anos do martírio da irmã Dorothy Stang

Em 12 de fevereiro de 2005, a missionária norte-americana Dorothy Stang foi brutalmente assassinada com seis tiros em uma estrada vicinal de Anapu, no Pará. Aos 73 anos, Dorothy dedicava sua vida à defesa da floresta amazônica e dos trabalhadores rurais, atuando contra grileiros, madeireiros e fazendeiros que exploravam ilegalmente terras públicas. Sua luta pela reforma agrária e pela implementação de projetos de desenvolvimento sustentável incomodava os grandes proprietários de terra da região, que encomendaram sua morte. O crime foi meticulosamente planejado e executado por pistoleiros contratados pelos fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, e Regivaldo Pereira Galvão. Rayfran das Neves Sales foi o responsável pelos disparos e, segundo depoimentos, antes de ser executada, Dorothy ainda teve tempo de abrir a Bíblia e ler um trecho para seus assassinos. Amair Feijoli da Cunha, intermediário do crime, contratou os pistoleiros Rayfran e Clodoaldo Carlos Batista. A execução da missionária gerou comoção internacional e trouxe à tona a violência que impera no campo brasileiro, especialmente na Amazônia. Cinco homens foram condenados pelo assassinato de Dorothy Stang, mas apenas um ainda está atrás das grades. Rayfran das Neves Sales, condenado a 27 anos, teve progressão de pena e hoje cumpre prisão domiciliar. Amair Feijoli da Cunha foi beneficiado com a delação premiada e teve sua sentença reduzida para 18 anos, dos quais já cumpriu a maior parte. Clodoaldo Carlos Batista, condenado a 17 anos, também não está mais em regime fechado. Os mandantes do crime, Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão, foram condenados a 30 anos de prisão, mas conseguiram progressão de pena. Vitalmiro foi absolvido em um julgamento e depois condenado novamente, mas hoje está em liberdade. Regivaldo só foi preso em 2019, após anos recorrendo da sentença, mas em 2022 passou para o regime semiaberto. A impunidade dos assassinos de Dorothy Stang expõe um problema estrutural no Brasil: a violência no campo segue sendo um dos maiores desafios para a justiça e para os direitos humanos. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Pará continua liderando o ranking de conflitos agrários no país. Em 2023, foram registrados 226 casos de violência no campo, envolvendo indígenas, trabalhadores rurais sem terra, posseiros e pequenos agricultores. A grilagem de terras, o desmatamento ilegal e o trabalho escravo continuam sendo práticas comuns na região, alimentadas pela falta de punição aos responsáveis. O município de Anapu, onde Dorothy viveu e morreu defendendo a floresta e os pequenos agricultores, permanece como um dos mais violentos do Pará. Em 2024, a cidade apareceu na 6ª posição entre as mais perigosas do estado, com altos índices de assassinatos ligados a conflitos fundiários. A falta de ações concretas para proteger lideranças comunitárias faz com que novos casos como o de Dorothy sigam ocorrendo impunemente. Em 2025, com a realização da COP 30 no Brasil, a luta de Dorothy Stang precisa ser lembrada e resgatada como símbolo da resistência contra a destruição da Amazônia e a violência contra aqueles que a defendem. Movimentos sociais e entidades de direitos humanos realizam, anualmente, atos em memória da missionária. Em Belém, o Comitê Dorothy organizou um ato inter-religioso na Praça do Can, no bairro de Nazaré, para relembrar suas causas e reivindicar justiça. A melhor forma de honrar seu legado é continuar exigindo proteção aos trabalhadores rurais e responsabilização dos mandantes desse e de tantos outros crimes no campo. Leia também: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Lucas-da-Silva-Resende-do-Monte-estudante-UNB-ComCausa

Caso Lucas Monte: Um ano de dúvidas e a polícia afirma que jovem se suicidou com 32 facadas

Há um ano, a morte de Lucas Monte, estudante de 20 anos da Universidade de Brasília (UnB), chocou familiares e amigos. O jovem foi encontrado morto com 32 facadas no quintal da casa de um amigo, e desde então, o caso tem sido marcado por dúvidas e questionamentos. A conclusão da polícia foi suicídio, mas as circunstâncias da morte levantaram suspeitas que ainda não foram completamente esclarecidas. Na noite de 10 de fevereiro de 2024, Lucas saiu para uma festa com amigos e não foi mais visto. Sua família iniciou uma busca desesperada, acionando as autoridades e divulgando seu desaparecimento nas redes sociais. Três dias depois, em 13 de fevereiro, uma denúncia anônima levou a polícia até um imóvel em Sobradinho, onde o corpo de Lucas foi encontrado no quintal. O estudante estava sem camisa, com a calça abaixada até os joelhos, e próximo ao corpo foi encontrada uma faca, que, segundo a perícia, não apresentava vestígios de sangue ou impressões digitais. Março de 2024: O Laudo e as primeiras contestações A mãe do jovem, Bernadete da Silva, questiona a linha de investigação que aponta para um possível suicídio. O laudo técnico revela 32 lesões perfuro-cortantes no corpo de Lucas, indicando, segundo a polícia, um possível suicídio induzido pelo uso de drogas. A família contestou essa versão, argumentando que é improvável alguém infligir tantas facadas em si mesmo, principalmente em regiões vitais do corpo. “Meu filho não tirou a própria vida desse jeito. Existem muitas perguntas sem respostas, e a dor da incerteza é insuportável”, afirmou Bernadete da Silva. Abril a Junho de 2024: Novas linhas de investigação Diante da repercussão do caso e da mobilização de familiares, amigos e entidades de defesa dos direitos humanos, como a ComCausa, a polícia intensificou as investigações. Novos depoimentos foram colhidos, incluindo os moradores da casa onde o corpo foi encontrado. As autoridades passaram a considerar outras possibilidades, incluindo homicídio, omissão de socorro e ocultação de informações. Surgiram dúvidas sobre o envolvimento das pessoas que estavam na residência na noite do desaparecimento de Lucas. Julho a Outubro de 2024: Luta da família por respostas Ao longo dos meses, a família de Lucas continuou pressionando as autoridades para que novas provas fossem analisadas. Eventos e manifestações foram organizados para manter o caso em evidência. A mãe do jovem denunciou falhas na investigação e cobrou mais transparência no andamento do inquérito. Conclusão da Polícia por suicido por 32 facadas No final de 2024, a polícia concluiu oficialmente o caso, afirmando que Lucas Monte cometeu suicídio por 32 facadas. No entanto, a família continua aguardando respostas concretas, e a hipótese inicial de suicídio segue sendo contestada. Neste primeiro ano sem Lucas, o pedido de justiça segue forte. “Não queremos vingança, queremos a verdade”, afirma Bernadete, a mãe do jovem. A ComCausa reafirma seu compromisso de seguir ao lado da família e manter a memória de Lucas viva até que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Veja mais: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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ComCausa abre inscrições para interessados em atuar em projetos na Baixada Fluminense e Zona Oeste do Rio

A ComCausa abriu inscrições para profissionais que desejam atuar em nossos projetos sociais na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é fortalecer a atuação nessas regiões, promovendo ações de inclusão e desenvolvimento social por meio de cursos e capacitações voltadas às comunidades vulneráveis. Os interessados devem preencher um formulário online disponível em nossos canais oficiais. Após essa etapa, os candidatos selecionados passarão por entrevistas virtuais ainda neste mês. A previsão é que, a partir da segunda quinzena de fevereiro, os profissionais aprovados sejam contratados para atuar diretamente nas nossas iniciativas. Estamos em busca de profissionais das áreas de pedagogia, direito, psicologia, serviço social, enfermagem, fisioterapia, educação física e professores de diferentes disciplinas. Também temos oportunidades para especialistas em gestão de redes sociais, jornalismo comunitário, informática para a terceira idade e mercado de trabalho, web design, comunicação e jornalismo, propaganda e marketing, trancista, barbeiro e cabeleireiro, produção musical e empreendedorismo. Os profissionais selecionados poderão atuar diretamente em nossos espaços, como o Centro de Direitos Humanos da ComCausa e a Casa da Cidadania da Baixada, além de ministrar cursos e capacitações organizados em duas frentes principais: a Formação Profissional e Tecnológica (FPF), que oferece cursos de Impressão 3D FDM e Resina, Corte a Laser para Materialização e Robótica; e a Inclusão Social e Profissional (ISP), com capacitações voltadas para inclusão digital, mercado de trabalho e empreendedorismo. Reforçamos que as contratações serão prioritariamente para a Baixada Fluminense e a Zona Oeste do Rio de Janeiro, mas temos planos de expansão para outras regiões. Nosso processo seletivo inclui uma pesquisa de percepção para alinhar as habilidades dos profissionais às demandas das comunidades que atendemos. Convidamos todos os interessados a se cadastrarem e a acompanharem nossas atualizações nos canais oficiais para garantir a participação no processo seletivo. Para mais informações, acesse nosso site e fique por dentro das novidades. Você pode se inscrever acessando o link:  | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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