Adriano Dias

ComCausa inicia campanha “Menino! Respeita Meu Bloco” para um Carnaval

A partir deste 1º de março e durante todo o período do Carnaval, a ComCausa, em parceria com iniciativas nacionais, lança a campanha “Menino! Respeita Meu Bloco”. A ação tem como objetivo conscientizar jovens sobre respeito, igualdade de gênero e combate à violência contra as mulheres, alinhando-se aos programas “Brasil Sem Misoginia” e “Feminicídio Zero”, do Ministério das Mulheres. A campanha reforça a importância de um Carnaval seguro, inclusivo e livre de violência. A campanha busca engajar foliões, especialmente os jovens, na reflexão sobre comportamentos machistas e práticas que perpetuam a violência de gênero. Com o slogan “Menino! Respeita Meu Bloco”, a iniciativa visa incentivar o respeito mútuo nos blocos de rua, trios elétricos e demais espaços de celebração carnavalesca. O Carnaval é uma das maiores festas populares do Brasil, marcada pela alegria e celebração. No entanto, também pode ser um período de maior vulnerabilidade para as mulheres. Dados do Ministério das Mulheres indicam que os casos de assédio e violência de gênero aumentam durante as festividades. Diante desse cenário, “Menino! Respeita Meu Bloco” surge como um alerta e um convite à mudança de comportamento. “Queremos que o Carnaval seja um espaço de liberdade e respeito para todos. A campanha é um chamado para que os homens reflitam sobre suas atitudes e contribuam para uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma Débora Barroso, da ComCausa. A campanha incentiva todos a participarem, seja compartilhando mensagens nas redes sociais, seja promovendo o respeito durante a folia. A ideia é que cada pessoa seja um agente de transformação, contribuindo para um Carnaval mais seguro e consciente. Lançamento na Casa Uivo em ParacambiA apresentação da campanha ocorreu no domingo, 23 de fevereiro, a partir das 13h, na Casa Uivo, em Paracambi. O local foi palco do Rock Folia, um bloquinho de pré-Carnaval que misturou música, diversão e conscientização. Com um repertório de clássicos do rock adaptados ao clima carnavalesco, o evento gratuito contou com a participação de Rapha Harley e da banda ORETACHI. Produzido pelo organizador do Paracambi Rock Festival e coproduzido pela Casa Uivo, o Rock Folia aconteceu ao ar livre, em um ambiente arborizado e protegido por tendas, garantindo conforto para todos. Além da programação musical, o evento contou com uma área infantil com pula-pula gratuito, tornando a experiência acessível para toda a família. Durante o festival, a ComCausa oficializou a campanha “Menino! Respeita Meu Bloco”, reforçando o compromisso com o combate à violência de gênero e a promoção de um Carnaval mais seguro. Canais de denúncia e apoio às mulheres no Rio de Janeiro Para garantir a segurança das mulheres durante o Carnaval e em qualquer período do ano, é fundamental conhecer os principais canais de denúncia e apoio: Neste Carnaval, além de curtir os ritmos contagiantes e a energia única da festa, vamos juntos na luta por um mundo mais respeitoso e igualitário. Menino! Respeita Meu Bloco – porque Carnaval é alegria, mas também é consciência e respeito. Foto de capa ilustrativa. Leia tembém | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Morte de Moïse Kabagambe

ComCausa acompanhará julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe

A ComCausa estará presente no julgamento dos acusados pelo assassinato do jovem congolês Moïse Kabagambe, marcado para o dia 13 de março no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O júri popular, que terá início às 11h no Tribunal do Júri, é aguardado com grande expectativa por familiares, entidades de direitos humanos e a sociedade em geral. Os réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, estão presos desde fevereiro de 2022 e responderão por homicídio qualificado, conforme os artigos 121, parágrafo 2º, do Código Penal. Um terceiro acusado, Brendon Alexander Luiz da Silva, também responde pelo crime, mas ainda não teve a data do julgamento definida. O crime que chocou o Brasil e o mundo O assassinato de Moïse Kabagambe ocorreu em 24 de janeiro de 2022, por volta das 21h30, no quiosque Tropicália, localizado na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Moïse, de 24 anos, foi brutalmente espancado até a morte após cobrar um pagamento atrasado de aproximadamente R$ 200 por um trabalho que realizava no local. A família do jovem congolês afirma que ele foi atacado enquanto reivindicava o valor que lhe era devido. Segundo o MPRJ, os acusados trataram Moïse como se fosse “um animal peçonhento”, desferindo golpes com um taco de beisebol, socos, chutes e tapas. A denúncia destaca que o crime foi cometido com extrema crueldade, por motivo fútil (decorrente de uma discussão) e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Moïse foi derrubado, imobilizado e espancado, e, após o ataque, teve os pés e as mãos amarrados. Câmeras de segurança registraram toda a violência do espancamento, gerando enorme comoção e indignação no país e no exterior. Fábio Pirineus da Silva, conhecido como Belo, confessou ter golpeado Moïse com um pedaço de pau. Já Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, chamado de Dezenove, admitiu envolvimento no crime, mas alegou que “ninguém queria tirar a vida dele”. Repercussão e luta por justiça A morte de Moïse Kabagambe expôs a vulnerabilidade enfrentada por imigrantes e refugiados no Brasil, mobilizando organizações como Cáritas Rio, ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e OIM (Organização Internacional para as Migrações), que cobraram justiça e medidas de proteção para essa população. A tragédia também levantou debates sobre o racismo estrutural e a violência contra imigrantes no Brasil. Em resposta ao crime, a Prefeitura do Rio de Janeiro cedeu o espaço do quiosque Tropicália à família de Moïse, que o transformou em um centro cultural para imigrantes africanos. O local se tornou um símbolo de resistência e memória, acolhendo atividades culturais e sociais em homenagem ao jovem congolês. O julgamento e sua importância O julgamento de Fábio e Aleson representa um marco na busca por justiça para Moïse Kabagambe e para todos os imigrantes que sofrem discriminação e violência no Brasil. O caso será um teste para o sistema de justiça brasileiro em relação a crimes de extrema brutalidade motivados por intolerância e negligência dos direitos humanos. A ComCausa seguirá atenta aos desdobramentos deste caso emblemático, reforçando a necessidade de combater a intolerância e garantir direitos básicos a todos, independentemente de sua origem. A entidade reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e acompanhará de perto os próximos passos do julgamento, buscando assegurar que a justiça seja feita para Moïse e sua família. Expectativas para o julgamento O julgamento, que ocorrerá em um tribunal do júri, será acompanhado por representantes de diversas organizações de direitos humanos, além de membros da comunidade congolesa no Brasil. A expectativa é que o caso sirva como um precedente importante para a proteção de imigrantes e refugiados, além de reforçar a necessidade de combater a violência e a discriminação racial no país. A ComCausa reitera seu apoio à família de Moïse Kabagambe e sua luta por justiça, destacando a importância de que o julgamento seja conduzido com transparência e rigor, garantindo que os responsáveis pelo crime sejam devidamente punidos. A organização também reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão e a proteção de imigrantes e refugiados no Brasil. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Edson Davi

PM traz nova ferramenta para buscas de crianças desaparecidas durante o Carnaval

A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) apresentou uma nova funcionalidade no aplicativo 190RJ que promete acelerar a busca por crianças e adolescentes perdidos durante o Carnaval de 2025. O recurso, batizado de “pulseira digital”, permitirá que pais e responsáveis insiram dados e imagens dos menores no sistema, que será conectado a um mecanismo de reconhecimento facial por meio de mais de 150 câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade, como a orla e os locais de concentração de blocos carnavalescos. A medida tem como objetivo ampliar a segurança e a eficácia nas operações de busca durante um dos maiores eventos globais, que reúne milhões de pessoas todos os anos. A PMERJ orienta que os responsáveis que pretendem levar crianças e adolescentes para a folia realizem o cadastro antecipado no aplicativo. Dessa maneira, em caso de desaparecimento, a localização será facilitada pelo sistema de reconhecimento facial, que já terá a imagem armazenada. Como funciona a “pulseira digital” Para utilizar o novo recurso, é preciso baixar o aplicativo 190RJ e registrar a criança ou adolescente na seção “Familiares”, fornecendo informações pessoais e uma foto recente. Caso ocorra um desaparecimento, o responsável deve acessar o perfil cadastrado e selecionar a opção “Gerar alerta de desaparecimento”. Os dados são enviados instantaneamente à Polícia Militar, que ativa um alerta para o sistema de reconhecimento facial identificar a pessoa nas áreas monitoradas. Além disso, o policial mais próximo do local do desaparecimento é acionado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e inicia as buscas com o suporte das câmeras de vigilância. O agente também recebe os contatos do responsável cadastrado para comunicá-lo assim que a pessoa for encontrada. Operação de segurança ampliada para o Carnaval 2025 O esquema de segurança para o Carnaval do Rio de Janeiro em 2025 contará com 26 mil profissionais, entre policiais militares, civis, integrantes do programa Segurança Presente e bombeiros. A operação também incluirá o uso de drones, videomonitoramento com câmeras de reconhecimento facial e identificação de placas de veículos. Serão 12.550 policiais militares atuando durante o evento, 450 a mais do que na edição anterior. As câmeras de reconhecimento facial estarão posicionadas em locais estratégicos, como grandes blocos, orla e estações de transporte público. As imagens serão transmitidas em tempo real para o CICC e para os postos de comando móveis instalados nos principais eventos. As rodovias e os pontos de maior concentração de foliões também receberão patrulhamento com o apoio de aeronaves do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (GAM). Investimentos em segurança pública De acordo com o governo do estado, a nova ferramenta de localização integra um investimento superior a R$ 4 bilhões em segurança pública. Além de ser usada durante o Carnaval, a funcionalidade passará a ser aplicada regularmente pela PMERJ em outros eventos de grande porte, como praias lotadas, shows e estádios esportivos. A expectativa é que a “pulseira digital” traga mais tranquilidade para as famílias durante a folia e contribua para reduzir o tempo de resposta em casos de desaparecimento, reforçando a proteção em um dos períodos mais movimentados do ano no Rio de Janeiro. Com a combinação de tecnologia e efetivo policial, a PMERJ busca garantir um Carnaval mais seguro e organizado para todos os cariocas e turistas que celebram a maior festa popular do país. Imagem de capa ilustrativa: Caso Edson Davi Leia tambem: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Ato em memória de Edson Davi - Arquivo ComCausa

ComCausa participará de mobilização nacional de identificação de pessoas desaparecidas

Nesta quarta-feira (26), a ComCausa participará do lançamento da segunda fase da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa conta com a colaboração do Ministério da Saúde e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e tem como objetivo aprimorar a identificação de indivíduos acolhidos em hospitais e entidades de longa permanência, muitos dos quais não conseguem se comunicar ou têm suas identidades desconhecidas. A campanha busca fortalecer a articulação interinstitucional e garantir que essas pessoas sejam devidamente identificadas, possibilitando o reencontro com suas famílias. Para isso, profissionais de saúde e assistência social receberão orientações específicas sobre os procedimentos a serem adotados, incluindo a publicação de uma cartilha informativa com diretrizes claras e os órgãos responsáveis pela identificação. O Desafio dos desaparecidos no Brasil Hospitais e instituições de acolhimento frequentemente recebem pessoas que não conseguem fornecer informações sobre suas identidades, seja por condições de saúde, vulnerabilidade social ou outros fatores. Enquanto isso, muitas famílias permanecem em busca de respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos. A falta de identificação adequada dificulta a resolução desses casos, prolongando o sofrimento de familiares e a invisibilidade dessas pessoas. A segurança pública já dispõe de protocolos específicos para a identificação humana, mas a disseminação dessas diretrizes entre as equipes de saúde e assistência social é fundamental para agilizar o processo. A segunda fase da mobilização visa justamente capacitar esses profissionais, garantindo que eles saibam como agir ao se depararem com casos de pessoas sem identidade conhecida. Como funciona o processo de identificação Ao acolher uma pessoa sem identidade conhecida, o gestor da instituição deve entrar em contato com o ponto focal da sua localidade, um profissional vinculado à segurança pública que fornecerá as orientações necessárias e encaminhará o caso aos órgãos competentes. A lista de contatos dos pontos focais de cada estado e do Distrito Federal está disponível no site da mobilização. O processo de identificação segue um protocolo rigoroso. Inicialmente, são coletadas impressões digitais e fotografias da pessoa acolhida. Essas informações são comparadas com bancos de dados civis estaduais, distrital e nacional. Caso a identidade não seja confirmada por meio das digitais, o próximo passo é a coleta de material genético (DNA). Uma equipe especializada é acionada para coletar amostras biológicas, que serão analisadas e confrontadas com os bancos de dados genéticos existentes. A coleta de DNA só é realizada após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido por um representante da instituição. Essa medida visa garantir a ética e a transparência do processo, respeitando os direitos das pessoas acolhidas. Etapas da mobilização nacional A Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas está estruturada em três etapas. A primeira fase, iniciada em agosto de 2024, focou na coleta de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, realizada em quase 300 pontos de coleta em todo o país. Embora essa etapa tenha sido concluída, a coleta de amostras continua ao longo do ano. A segunda fase, que começa agora, concentra-se na identificação de pessoas vivas com identidade desconhecida que estejam acolhidas em instituições de saúde e assistência social. Já a terceira e última etapa, prevista para 2025, terá como foco a análise de impressões digitais de pessoas falecidas não identificadas, comparando-as com os registros existentes nos bancos de dados biométricos. Um chamado à sociedade A iniciativa do MJSP é um chamado não apenas aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), mas a toda a sociedade. A identificação de pessoas desaparecidas é um desafio complexo que requer a colaboração de diversos setores. Com a união de esforços, é possível reduzir o número de desaparecidos no país e devolver a esperança a milhares de famílias que aguardam por notícias de seus entes queridos. A mobilização reforça o compromisso do governo federal com a garantia de direitos e a proteção da dignidade humana, mostrando que nenhuma pessoa deve permanecer sem identidade ou sem a possibilidade de reencontrar sua família. Imagem de capa do Edson Davi, desaparecido desde janeiro de 2024. Mais notícias 01 – ComCausa anuncia “Defesa da Vida” como tema central de 2025 02 – ComCausa lança oficialmente o projeto ComuniSaúde na Cruz Vermelha 03 – ComCausa busca parceria com a Diocese de Nova Iguaçu para ampliar acesso à saúde na Baixada 04 – ComCausa participa da inauguração do Museu Marinheiro João Cândido em Meriti  05 – ComCausa debate inclusão social e políticas públicas para a população em situação de rua  06 – ComCausa inicia a campanha “21 Dias Pelo Fim da Violência contra as Mulheres” 07 – ComCausa homenageia Dom Zumbi com lançamento da página memorial 08 – Conheça o projeto ‘Nossa Gente Negra’ da ComCausa 09 – ComCausa participará do ato pós-sentença do caso Marielle e Anderson 10 – ComCausa participa de encontro para mobilização da Cúpula Social do G20 no Rio 11 – ComCausa propõe ampliação da Semana Municipal de Valorização da Vida em Queimados | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Favela Criança Água Verão

ComuniSaúde: Favelas podem registrar temperaturas até 10ºC mais altas do que em bairros

A desigualdade social no Brasil se reflete também na desigualdade climática. Estudos recentes demonstram que favelas e regiões periféricas podem registrar temperaturas até 10ºC mais altas em comparação com bairros nobres, tornando essas áreas ainda mais vulneráveis às mudanças climáticas. Esse fenômeno, conhecido como ilha de calor urbana, é agravado pela ausência de arborização, adensamento urbano excessivo e materiais inadequados na construção das moradias. Um levantamento realizado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), revelou que favelas e periferias são mais afetadas pelo calor extremo. A pesquisa, que faz parte de um monitoramento climático iniciado em 2018, aponta que fatores como urbanização acelerada, escassez de vegetação e poluição atmosférica intensificam o problema.Outro estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado em 2020, destacou que as condições estruturais das moradias nas favelas também contribuem para a retenção de calor. Construções com espaços reduzidos, pouca ventilação e materiais como telhas de zinco e paredes finas de alvenaria sem isolamento térmico dificultam a dissipação do calor, tornando o ambiente insalubre. Impactos do calor extremo e racismo ambientalA falta de vegetação nas favelas intensifica o problema, já que as árvores ajudam na regulação térmica ao liberar umidade e reduzir a temperatura do entorno. Em contrapartida, bairros nobres possuem espaços abertos, maior arborização e construções planejadas, o que contribui para um clima mais ameno.A desigualdade térmica entre bairros nobres e periferias reflete um problema de racismo ambiental, pois as comunidades mais pobres estão mais expostas aos efeitos negativos da degradação climática. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que o efeito das ilhas de calor urbanas ocorre devido à substituição de solos naturais por asfalto e concreto, que absorvem calor durante o dia e o liberam lentamente durante a noite, mantendo as temperaturas elevadas. Rio de Janeiro em alertaA onda de calor que atinge o Rio de Janeiro tem provocado impactos significativos na saúde da população. Até o momento, mais de 3 mil pessoas precisaram de atendimento médico devido a complicações relacionadas às altas temperaturas. Entre os principais problemas estão a desidratação, insolação, problemas cardíacos e respiratórios. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Calor Rio de Janeiro

ComuniSaúde: ondas de calor e desigualdade um desafio urgente para a população mais vulnerável

As ondas de calor estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes, um reflexo direto das mudanças climáticas que afetam diversas regiões do mundo. No Brasil, o impacto desse fenômeno é ainda mais preocupante em áreas urbanas, onde a falta de planejamento e infraestrutura agrava as temperaturas. Como atuamos diretamente na Defesa da Vida, na ComCausa acompanhamos os desafios enfrentados pelas comunidades mais vulneráveis e reforçamos a necessidade de políticas públicas eficazes para combater essa crise. As regiões periféricas e favelas sofrem ainda mais com o calor extremo. Estudos mostram que essas áreas podem registrar até 10°C a mais do que bairros arborizados, devido à ausência de vegetação e ao excesso de concreto e telhados de zinco, que absorvem e retêm calor. Isso significa que moradores de comunidades como a Maré e a Rocinha, no Rio de Janeiro, enfrentam temperaturas muito superiores às registradas em bairros da Zona Sul. Acreditamos que a justiça climática deve estar no centro do debate, garantindo que as soluções para o aquecimento global priorizem aqueles que mais sofrem com seus efeitos. Os impactos do calor não se limitam ao desconforto. Crianças, idosos, trabalhadores expostos ao sol e pessoas em situação de rua são os mais afetados. O aumento de casos de insolação, desidratação e até de doenças cardíacas e renais é alarmante. Apenas em janeiro de 2025, mais de 3 mil pessoas precisaram de atendimento médico no Rio de Janeiro devido ao calor extremo. Por isso, na ComCausa defendemos a implementação de medidas emergenciais, como pontos de hidratação, aumento da fiscalização nas condições de trabalho e políticas de resfriamento urbano com mais áreas verdes e sombreamento. O enfrentamento às ondas de calor não pode ser negligenciado – é uma questão de direitos humanos e de preservação da vida. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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