As ondas de calor estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes, um reflexo direto das mudanças climáticas que afetam diversas regiões do mundo. No Brasil, o impacto desse fenômeno é ainda mais preocupante em áreas urbanas, onde a falta de planejamento e infraestrutura agrava as temperaturas. Como atuamos diretamente na Defesa da Vida, na ComCausa acompanhamos os desafios enfrentados pelas comunidades mais vulneráveis e reforçamos a necessidade de políticas públicas eficazes para combater essa crise.
As regiões periféricas e favelas sofrem ainda mais com o calor extremo. Estudos mostram que essas áreas podem registrar até 10°C a mais do que bairros arborizados, devido à ausência de vegetação e ao excesso de concreto e telhados de zinco, que absorvem e retêm calor. Isso significa que moradores de comunidades como a Maré e a Rocinha, no Rio de Janeiro, enfrentam temperaturas muito superiores às registradas em bairros da Zona Sul. Acreditamos que a justiça climática deve estar no centro do debate, garantindo que as soluções para o aquecimento global priorizem aqueles que mais sofrem com seus efeitos.
Os impactos do calor não se limitam ao desconforto. Crianças, idosos, trabalhadores expostos ao sol e pessoas em situação de rua são os mais afetados. O aumento de casos de insolação, desidratação e até de doenças cardíacas e renais é alarmante. Apenas em janeiro de 2025, mais de 3 mil pessoas precisaram de atendimento médico no Rio de Janeiro devido ao calor extremo. Por isso, na ComCausa defendemos a implementação de medidas emergenciais, como pontos de hidratação, aumento da fiscalização nas condições de trabalho e políticas de resfriamento urbano com mais áreas verdes e sombreamento. O enfrentamento às ondas de calor não pode ser negligenciado – é uma questão de direitos humanos e de preservação da vida.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.
O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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