Adriano Dias

Henry Borel

Quatro anos do caso Henry Borel

Segundo as investigações da Polícia Civil, o padrasto de Henry, Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de Janeiro, agredia o menino com chutes e pancadas na cabeça, e essa atitude contava com a aprovação de Monique Medeiros, mãe da criança. Em 8 de março de 2021, o menino de 5 anos foi levado morto a um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O laudo médico revelou que Henry sofreu hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. Além disso, o corpo da criança apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões, indicando traumas anteriores à morte. Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos e se tornaram réus por homicídio triplamente qualificado, com tortura, sem direito à defesa da vítima e por motivo torpe. Os advogados de defesa negam que os fatos tenham acontecido conforme denúncia feito pela polícia e pelo Ministério Público do Rio. As instituições, no entanto, não têm dúvidas do envolvimento de Jairinho na morte do menino e da negligência da mãe no episódio. A primeira audiência de instrução do caso Henry Borel ocorreu numa quarta-feira, dia 06 de outubro no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A juíza titular da 2ª Vara Criminal do Rio, Dra Elizabeth Machado Louro, vai começar a ouvir testemunhas de acusação. Entretanto, segundo divulgando na imprensa, cinco testemunhas de acusação que são consideradas peças-chave pelo Ministério Público do Rio de Janeiro não foram localizadas pela Justiça. São elas Maria Cristina Souza Azevedo e Viviane dos Santos Rosa, médicas do hospital onde o menino chegou já morto; o executivo do hospital Pablo dos Santos Meneses; a ex-babá de Henry Thayná Oliveira e a ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Neto, que reafirma o histórico de violência do ex-vereador. Segundo divulgado pela imprensa, apesar da testemunha não ter sido pessoalmente intimada, o oficial de Justiça deixou recados com familiares ou amigos, por isso o promotor do caso, Fábio Vieira, acredita que elas possam apresentar-se. Em caso de não comparecimento, todas serão intimadas novamente. Outras sete testemunhas de acusação foram encontradas e convocadas para a audiência da próxima quarta, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel, e investigadores do caso. O governador do Rio de Janeiro sancionou a ‘Lei Henry Borel’, que institui prioridade de investigação para casos de morte violenta de crianças e adolescentes no estado. A Lei 9.286/21 infere que os procedimentos investigatórios deverão ser identificados através de etiqueta com os termos “Prioridade – Vítima Criança ou Adolescente”. A norma também prevê que o Ministério Público dê prioridade na apuração de inquéritos policiais de crimes relacionados ao abuso, tortura, maus tratos, exploração sexual, tráfico e outras formas de violação de direitos de crianças e adolescentes. Na quarta-feira (05), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) havia aprovado, em discussão única, o então projeto de lei. Acusados da morte do menino Henry Borel, a mãe da criança, Monique Medeiros, e o padastro Dr. Jairinho, falaram pela primeira vez na audiências de instrução e julgamento no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro nesta quarta, dia 09 de fevereiro. O primeiro a depor foi Jairinho, mas antes do padrasto do menino ser ouvido o novo grupo de criminalistas contratados pelo ex-vereador – entre eles Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses por matar Eliza Samudio -, conseguiram com a juíza Elizabeth Machado Louro que não fosse permitido que os jornalistas fizessem fotos e nem gravassem áudio ou vídeo. Nem mesmo foi autorizado o uso de computador ou celular enquanto ex-vereador falava. Sob protestos, a magistrada permitiu que a imprensa acompanhasse apenas com bloco de papel e caneta. Em um depoimento de apenas 10 minutos, Jairinho disse no início do interrogatório que não responderia perguntas feitas a ele, reservando seu direito de permanecer em silêncio, afirmou não ter encostado em “um fio de cabelo de Henry” e negou as acusações feitas pelo Ministério Público. Segundo ele: “Preciso provar a minha inocência e a da Monique também. Se eu estou sofrendo no sistema prisional, imagino o que está sofrendo a Monique, que perdeu um filho. Existe a justiça dos homens e a justiça de Deus. Eu penso todos os dias como o perito (Leonardo Tauil, responsável pela necropsia do Henry) tem conseguido dormir, colocar a cabeça no travesseiro tranquilo”, relatou Jairinho no depoimento. Julgamento Monique e Jairinho A defesa de Jairinho colocou que ele somente falará sobre o caso após as análises das imagens das câmeras do atendimento no hospital e do IML no dia da morte de Henry. Além do confronto entre os peritos oficiais do caso e os peritos contratados por Jairo dos laudos das lesões feitas nas crianças. Monique se dedicou a qualificar Jairinho como violento e ela como mãe amorosa. Acusada de participação na morte do filho, Monique Medeiros descreveu seu relacionamento Jairinho e a relação do ex-vereador com a criança. A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros contou que o ex-namorado era agressivo, controlador, ciumento e possessivo: “Ele pulou o muro da minha casa, invadiu e se incomodou com a conversa no meu celular (com o pai da criança, Leniel), que ele tinha a senha. Acordei sendo enforcada na cama ao lado do meu filho”. Monique contou também que recorria ao sexo após suas constantes discussões, que as relações sexuais entre o casal envolviam agressões por parte de seu companheiro e que Jairinho a enforcava para demonstrar poder: “Todas as vezes que nós namorávamos, era como se fosse um ritual. Era ele em cima de mim, não existia outra posição que a gente pudesse fazer. Ele sempre me enforcando, sempre me mandando eu dizer que ele era o único homem da minha vida”, relata. “Eu tinha que namorar com ele para ele se acalmar. Senão, ele não se acalmava, continuava gritando, gritando e gritando, sem parar. Era sempre na cama, em cima de mim, me enforcando, não de modo que eu estava sendo torturada, mas como se fosse uma posse, um controle até na

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ComCausa integrará os 21 Dias de Ativismo Negro em São João de Meriti

São João de Meriti, na Baixada Fluminense, será palco dos 21 Dias de Ativismo Negro, uma ação promovida pela Subsecretaria de Igualdade Racial em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura. O evento, que combina atividades presenciais e uma campanha digital, visa celebrar a cultura afro-brasileira e reforçar a luta antirracista, promovendo reflexão e resistência contra o racismo estrutural. “Os 21 Dias de Ativismo Negro são um convite à conscientização e à união da comunidade na busca por justiça, valorização da nossa história e da cultura afro-brasileira”, explica Athaylton Jorge Monteiro Belo, Frei Tatá, subsecretário. Durante a programação, dois momentos presenciais se destacam. A Roda de Conversa na Barraca da Baiana Dilma do Acarajé, marcada para 8 de março, às 16h30, abordará questões raciais e políticas públicas voltadas à promoção da igualdade, com ênfase no debate sobre a renovação do Conselho Municipal de Igualdade Racial, essencial para fortalecer as ações contra o racismo e garantir os direitos da população negra. Já o Painel Negro e Homenagens aos “Mais Velhos” (Griots), no dia 21 de março, às 14h, no Centro Cultural Meritiense, será dedicado à preservação da memória e das tradições negras, homenageando griots e outras lideranças históricas. A programação é gratuita e aberta ao público, convidando a população de São João de Meriti e regiões vizinhas a participar dessa jornada de aprendizado e reflexão. O projeto conta com o apoio de diversas entidades engajadas na causa antirracista, como o Conselho Municipal de Igualdade Racial, a sociedade civil e organizações como a Associação dos Amigos do Museu e o Grupo de Oração e Convivência Nossa Senhora do Rosário e São Benedito – LABORAFRO. A ComCausa, que se destaca pela sua atuação na defesa da vida e no combate ao racismo, contribuirá para articular a participação comunitária e promover o diálogo sobre o enfrentamento do racismo estrutural. O slogan da campanha, “Cultura, Igualdade e Justiça Racial”, reflete o propósito de não apenas discutir o racismo estrutural, mas também de destacar as ricas tradições afro-brasileiras, promovendo um movimento de celebração e resistência por meio de debates, reflexões e homenagens. Programação dos eventos presenciais Foto capa ilustrativa Flidam. Mais notícias 01 – ComCausa anuncia “Defesa da Vida” como tema central de 2025 02 – ComCausa lança oficialmente o projeto ComuniSaúde na Cruz Vermelha 03 – ComCausa busca parceria com a Diocese de Nova Iguaçu para ampliar acesso à saúde na Baixada 04 – ComCausa participa da inauguração do Museu Marinheiro João Cândido em Meriti  05 – ComCausa debate inclusão social e políticas públicas para a população em situação de rua  06 – ComCausa inicia a campanha “21 Dias Pelo Fim da Violência contra as Mulheres” 07 – ComCausa homenageia Dom Zumbi com lançamento da página memorial 08 – Conheça o projeto ‘Nossa Gente Negra’ da ComCausa 09 – ComCausa participará do ato pós-sentença do caso Marielle e Anderson 10 – ComCausa participa de encontro para mobilização da Cúpula Social do G20 no Rio 11 – ComCausa propõe ampliação da Semana Municipal de Valorização da Vida em Queimados 12 – ComCausa participará de mobilização nacional de identificação de pessoas desaparecidas 13 – ComCausa inicia campanha “Menino! Respeita Meu Bloco” para um Carnaval | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Corpo da adolescente Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, foi encontrado nesta quarta-feira (5) em uma área de mata em Cajamar — Foto Reprodução

O suplício de Vitória Regina Souza e a brutalidade contra as mulheres no Brasil

Acompanhar desde os primeiros relatos a história de Vitória Regina Souza é um exercício tortuoso. Cada nova informação sobre o caso revela um cenário de horror e expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade das mulheres diante da violência extrema. Com apenas 17 anos, Vitória foi assassinada de forma brutal, e os detalhes que emergem sobre sua morte apenas reforçam o grau de crueldade empregado. Seu corpo apresentava marcas evidentes de agressões, sinais que indicam que ela pode ter sido submetida a momentos de sofrimento antes de ser morta. A violência, nesses casos, raramente se limita ao ato final — ela se manifesta antes, no medo, na dor prolongada, no desespero de uma vítima que se vê encurralada sem chance de defesa. O que aconteceu com Vitória não é um episódio isolado. A recorrência de casos semelhantes no Brasil demonstra como ser mulher, especialmente jovem, ainda significa estar exposta a riscos alarmantes. O feminicídio e a violência de gênero continuam sendo problemas estruturais no país, e a brutalidade vista nesse crime reforça a necessidade urgente de enfrentamento. Diante disso, restam algumas perguntas inevitáveis. e uma frase pronta: O caso de Vitória Regina Souza exige investigação minuciosa e justiça, e o que é triste, é que a frase anterior é quase um clichê de tão repetida… Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Parque Nova Iguaçu Natureza Água

Campanha da Fraternidade 2025 é lançada pela CNBB e aborda “Fraternidade e Ecologia Integral”

ha da Fraternidade 2025, em uma cerimônia realizada na sede da entidade, em Brasília. Com o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gênesis 1:31), a iniciativa deste ano busca promover uma reflexão profunda sobre a relação entre fé, cuidado com a criação e responsabilidade socioambiental durante o período da Quaresma. A Campanha da Fraternidade, que teve origem em 1961 na cidade de Natal (RN), foi idealizada por três padres ligados à Cáritas Brasileira com o objetivo inicial de arrecadar fundos para os mais pobres. Desde sua oficialização em 1964, a ação se consolidou como uma das principais atividades da Igreja Católica no Brasil, realizada anualmente durante a Quaresma – os 40 dias que antecedem a Páscoa. Ao longo de mais de seis décadas, a campanha tem abordado temas de grande relevância social, espiritual e ambiental, incentivando práticas de oração, jejum e caridade. Neste ano, a escolha do tema “Fraternidade e Ecologia Integral” reflete a urgência de uma conversão ecológica, inspirada pela Encíclica Laudato Si’, publicada pelo Papa Francisco em 2015 e que completa 10 anos em 2025. No documento, o Pontífice faz um apelo global por uma visão integrada entre fé cristã e cuidado com a “casa comum”, destacando a interconexão entre os desafios ambientais e as desigualdades sociais. Mensagem do Papa Francisco Durante o evento de lançamento, foi lida uma mensagem enviada pelo Papa Francisco à CNBB. No texto, o Santo Padre parabenizou a Conferência pela realização da Campanha da Fraternidade, que classificou como “um testemunho vivo do compromisso da Igreja no Brasil com os mais pobres e com a criação”. Ele também destacou a importância de unir a ecologia à conversão pessoal a Cristo, afirmando que “o cuidado com a casa comum é uma expressão concreta do amor ao próximo e a Deus”. A mensagem foi recebida com entusiasmo pelos presentes, que veem no apoio do Papa um incentivo para engajar comunidades em todo o país. Inspirações e contexto do tema O tema escolhido para 2025 dialoga com acontecimentos significativos no cenário nacional e internacional. Este ano marca os 800 anos do Cântico das Criaturas, escrito por São Francisco de Assis, texto que representa um marco na espiritualidade ecológica e que inspirou o próprio Papa Francisco a adotar o nome do santo e a escrever a Laudato Si’. Além disso, a campanha está alinhada com a realização da COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Belém (PA), na Amazônia, trazendo os holofotes globais para a região. Outro ponto de conexão é o fortalecimento de iniciativas eclesiais voltadas à preservação ambiental, como as Comissões Especiais da CNBB para a Amazônia e Ecologia Integral e os 10 anos da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM). Esses esforços refletem o compromisso contínuo da Igreja com a proteção da Amazônia e com a promoção de uma ecologia integral, que considera as dimensões humanas, espirituais e naturais. Solidariedade em ação Como em todos os anos, a Campanha da Fraternidade 2025 culminará na Coleta da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos – em 2025, nos dias 12 e 13 de abril. Os recursos arrecadados serão destinados a projetos sociais em todo o Brasil, beneficiando comunidades vulneráveis e promovendo ações concretas de transformação social. A coleta é um dos pilares da campanha, reforçando a dimensão prática da caridade cristã. Um chamado à conversão ecológica Com a proposta de sensibilizar os fiéis sobre a importância do cuidado com a natureza, a Campanha da Fraternidade 2025 convida a uma reflexão profunda sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente e sobre a necessidade de adotar práticas mais sustentáveis. “A fé cristã nos ensina que somos guardiões da criação, não seus donos. Este é um momento de conversão pessoal e coletiva”, afirmou Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, durante o lançamento. A campanha também oferece materiais educativos, como textos-base e subsídios pastorais, que serão utilizados por paróquias, comunidades e escolas católicas em todo o país para promover debates e atividades práticas voltadas à ecologia integral. Entre as ações sugeridas estão a redução do desperdício, o incentivo ao consumo consciente e a participação em projetos de preservação ambiental. Um futuro mais justo e sustentável Ao abordar a “Fraternidade e Ecologia Integral”, a edição de 2025 da Campanha da Fraternidade reforça a mensagem de que a preservação ambiental e a justiça social caminham juntas. Em um mundo marcado por desafios como as mudanças climáticas e a desigualdade, a iniciativa propõe que cada pessoa, movida pela fé e pela solidariedade, pode fazer a diferença na construção de um futuro mais equilibrado e fraterno. Com o lançamento oficial, a Igreja Católica no Brasil dá o primeiro passo para mobilizar milhões de fiéis em torno de uma causa que une espiritualidade e compromisso com o planeta. A expectativa é que, ao longo da Quaresma, as reflexões propostas pela campanha inspirem gestos concretos de cuidado com a criação e fortaleçam a esperança em um mundo onde, como diz o lema, “tudo seja muito bom”. Imagem de capa Rebio Tinguá | Acervo ComCausa. Leia também Veja mais: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rota da Mulher SEMUNI buscará fortalecer o empoderamento feminino na Baixada

A Secretaria da Mulher da Prefeitura de Nova Iguaçu (SEMUNI) lançará, entre os dias 10 e 16 de março, a “Rota da Mulher SEMUNI”, uma iniciativa pioneira que busca fortalecer o empoderamento feminino e ampliar os direitos das mulheres na cidade. A OS ComCausa contribuirá na divulgação das atividades. A ação percorrerá os bairros de Cabuçu, Km 32, Jardim Tropical, Vila de Cava, Comendador Soares e Austin, culminando em um grande evento no Centro de Nova Iguaçu. O encerramento, no dia 16, será marcado por um ato simbólico no Paço das Laranjeiras, onde mudas de laranjeiras e resedás serão plantadas em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. Intitulado “Mulheres Iguaçuanas Plantando o Futuro”, o gesto simboliza a esperança por um futuro mais justo e igualitário. A Baixada Fluminense enfrenta desafios históricos relacionados à violência de gênero Os casos de feminicídio cresceram 8% no Rio de Janeiro de 2023 para 2024, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). A cada hora, quatro medidas protetivas de urgência são concedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado para mulheres. Dados do apontam que a região registrou 25 casos de feminicídio em 2023, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Além disso, foram contabilizados 28.752 registros de violência doméstica, com alta de 10%, e 1.250 casos de estupro, 8% a mais que em 2023. O boletim “Feminicídios e Segurança Pública na Baixada Fluminense” (2023) destaca que 24% dos feminicídios do estado do Rio de Janeiro ocorrem na Baixada, sendo Nova Iguaçu responsável por 17% desses casos. A maioria das vítimas são mulheres negras, entre 30 e 59 anos, com baixa escolaridade, evidenciando a urgência de ações como a “Rota da Mulher SEMUNI” para combater essa realidade. ComCausa contribuirá com a divulgação de dados e das atividades A organização da sociedade civil ComCausa estará contribuindo para a divulgação da “Rota da Mulher SEMUNI” em suas redes sociais e canais de comunicação. E enfatiza a importância da mobilização coletiva e afirma que a iniciativa mostra que, quando há união, é possível transformar realidades. Programação da iniciativa é diversificada A programação da iniciativa é diversificada e oferece, durante os sete dias de atividades, serviços como mamógrafo móvel para exames de prevenção e diagnóstico precoce de doenças como o câncer de mama, ônibus rosa da saúde com atendimentos médicos e orientações, balcão de empregos com oportunidades de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, orientação jurídica para questões legais como denúncias de violência e direitos trabalhistas, espaço kids para que as mães participem com tranquilidade, e rodas de conversa sobre temas como autodesenvolvimento, empreendedorismo, racismo estrutural, prevenção à gravidez na adolescência e enfrentamento à violência de gênero. Essas ações promovem não apenas serviços essenciais, mas também a troca de experiências e a conscientização sobre os direitos das mulheres, fortalecendo a rede de apoio local. A secretária da Mulher de Nova Iguaçu, Doutora Roberta, destaca que a “Rota da Mulher SEMUNI” é apenas o início de um trabalho contínuo. Ela afirma que o objetivo é garantir que os direitos das mulheres sejam respeitados e que elas tenham as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios do dia a dia, reforçando o compromisso da cidade com a igualdade de gênero, indo além de eventos sazonais e buscando impactos duradouros. Cronograma completo da “Rota da Mulher SEMUNI” A programação percorrerá diferentes bairros de Nova Iguaçu, com atividades diárias das 9h às 17h. Confira o itinerário: Serviço Um chamado à participação A Secretaria da Mulher convida todas as mulheres de Nova Iguaçu a participarem da programação e aproveitarem os serviços oferecidos. A “Rota da Mulher SEMUNI” é mais do que um evento: é um movimento que reafirma o compromisso da cidade com a igualdade de gênero e o fortalecimento dos direitos femininos. Juntas, as mulheres iguaçuanas podem, de fato, plantar as sementes de um futuro mais justo e igualitário. Foto e vídeo de capa: Acervo ComCausa. Vídeo e Foto de capa ilustrativa: acervo ComCausa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rubens Paiva e Eunice Paiva ComCausa Memória Justiça e Verdade

Oscar 2025 tem importância histórica para o Brasil e para o mundo

Na noite deste domingo, o mundo do cinema se volta para o Oscar 2025, e um filme brasiliero tem chances reais de conquistar mais de uma estatueta, inclusive as mais cobiçadas: Melhor Filme e Melhor Atriz. O responsável por esse feito é Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que retrata a história de Eunice Paiva e sua luta após o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, vítima da ditadura militar brasileira. A presença do filme na premiação transcende o cinema, ganhando um peso ainda maior diante do cenário político e social atual, tanto no Brasil quanto no mundo. A produção evidencia como nenhuma sociedade está imune aos riscos de um regime ditatorial, e como a repressão atinge desde os mais pobres até membros daqueles que seriam elite. Um filme brasileiro para o mundo Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui narra o sequestro, assassinato e desaparecimento do engenheiro e ex-deputado federal Rubens Paiva, um dos muitos opositores da ditadura militar no Brasil que foram mortos pelo regime. O filme acompanha sua esposa, Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que enfrenta perseguições e ameaças enquanto busca respostas sobre o paradeiro de seu marido. O autoritarismo não poupa ninguém Além de retratar um episódio marcante da história brasileira, o filme traz uma mensagem universal: o autoritarismo não poupa ninguém. Ele mostra que, em uma ditadura, tanto as populações marginalizadas quanto integrantes da elite podem se tornar alvos do regime. Essa perspectiva ressoa em um momento de crescente polarização global, onde discursos de ódio ganham força e tentam naturalizar o retorno de regimes totalitários, com segregação, racismo, homofobia e xenofobia se tornando pautas de governos extremistas. Brasil em um momento decisivo O lançamento e o reconhecimento internacional de Ainda Estou Aqui acontecem em um período delicado para o Brasil. O país vive um cenário de tensão política, com setores da sociedade clamando pelo retorno de uma ditadura militar. O filme serve como um alerta poderoso sobre os perigos desse caminho, mostrando as consequências brutais de um regime autoritário, tanto para aqueles que resistem quanto para aqueles que acreditam estar protegidos por sua posição social. A repercussão de Ainda Estou Aqui no Oscar reforça a importância do cinema como ferramenta de memória e resistência. Ao levar essa história para milhões de espectadores ao redor do mundo, o filme contribui para manter viva a lembrança dos crimes cometidos durante a ditadura, impedindo que sejam apagados ou relativizados. Onde assistir ao Oscar 2025 Para os brasileiros que desejam acompanhar a cerimônia, a TV Globo transmitirá o evento a partir das 21h55, logo após o Fantástico, com apresentação de Maria Beltrão e comentários de Dira Paes e Waldemar Dalenogare. No Rio de Janeiro, devido aos desfiles das escolas de samba, o Oscar será transmitido apenas pelos portais Gshow e g1. Além disso, a premiação estará disponível nos canais pagos TNT e HBO Max. Brasil pode fazer história Se vencer na categoria Melhor Filme, Ainda Estou Aqui se tornará o primeiro filme brasileiro a levar o principal prêmio da noite. A vitória de Fernanda Torres como Melhor Atriz também seria inédita, colocando o Brasil em um seleto grupo de países que conquistaram as principais estatuetas do Oscar. Independentemente do resultado, a presença do filme já representa uma vitória para o cinema brasileiro e para aqueles que lutam pela democracia e pelos direitos humanos. Em tempos de discursos extremistas, Ainda Estou Aqui resgata um passado sombrio para lembrar que a liberdade nunca pode ser tomada como garantida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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