Adriano Dias

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Liberdade Religiosa: Origem da Caminhada de Copacabana e raízes históricas

A ComCausa – Defesa da Vida abre a Semana pela Liberdade Religiosa reafirmando que essa conquista não é apenas letra na Constituição, mas resultado da resistência histórica de populações negras, indígenas e movimentos sociais, que enfrentaram o preconceito e forjaram a pluralidade espiritual que hoje caracteriza o Brasil. A liberdade religiosa no Brasil é fruto de um processo histórico marcado por resistência e lutas sociais. Durante o período colonial, as práticas espirituais de povos indígenas e africanos foram violentamente reprimidas, enquanto o catolicismo era imposto como religião oficial. Mesmo diante da perseguição, comunidades resistiram, reinventando rituais e transmitindo saberes que sobreviveram até hoje. Com a Constituição de 1824, a discussão sobre liberdade de culto surgiu de forma tímida e restrita. Em 1891, a separação entre Igreja e Estado garantiu o direito formal ao livre exercício da fé, ainda que as práticas cotidianas de intolerância persistissem. Foi somente em 1988, com a Constituição Cidadã, que a liberdade religiosa se consolidou como cláusula pétrea — um direito fundamental inalienável, equiparado aos pilares da democracia e da dignidade humana. A história da Caminhada de Copacabana A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa nasceu em 2008, quando ataques contra adeptos de religiões de matriz africana no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, expuseram com brutalidade a persistência da intolerância no país. Em resposta, lideranças de diversas tradições  decidiram ocupar o espaço público para afirmar que a fé é um direito humano inegociável. Desde sua primeira edição, realizada na Praia de Copacabana, a Caminhada se transformou em um dos maiores atos inter-religiosos do mundo, reunindo representantes de candomblé, umbanda, católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas, hare krishnas, wiccanos, ciganos, mórmons e inúmeros outros grupos espirituais, além de militantes dos direitos humanos e da diversidade cultural. Estrutura da edição de 2025 No domingo, 21 de setembro, a Praia de Copacabana será palco da 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). Reconhecido como o maior evento inter-religioso do Brasil, o ato ocorre sempre no terceiro domingo de setembro e se consolidou como símbolo de resistência, união e democracia. No próximo domingo, 21 de setembro, a concentração começará às 10h no Posto 5, com apresentações culturais e falas de representantes de diferentes tradições. A caminhada terá início às 13h, percorrendo a Avenida Atlântica até a Praça do Lido, encerrando-se às 17h com o encontro cultural “Cantando a Gente se Entende”, que une vozes e ritmos para afirmar a diversidade como melodia da liberdade. A estrutura contará com trios elétricos, tenda de apoio, banheiros químicos, ambulâncias, aguadeiros e carrinhos elétricos, garantindo segurança e conforto para os milhares de participantes. Segundo o Prof. Dr. Ivanir dos Santos, fundador da CCIR, a caminhada é um chamado coletivo para a construção de uma sociedade mais plural e humana. “A intolerância religiosa e o racismo ainda são os maiores desafios sociais e políticos da contemporaneidade. O evento projeta luz e reflexões para o fortalecimento das bases democráticas”, afirma. Mais do que um ato público, a Caminhada é memória, resistência e futuro. É a materialização de um Brasil onde todas as tradições têm espaço, onde nenhuma fé deve ser perseguida e onde a democracia só se fortalece quando a espiritualidade do outro é respeitada. Assim, a ComCausa inicia sua Semana pela Liberdade Religiosa, lembrando que cada passo em Copacabana é um tributo às lutas passadas e um compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana. ServiçoEvento: 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaData: Domingo, 21 de setembro de 2025Horário: 10h às 17hConcentração: Posto 5 (Avenida Atlântica, em frente aos números 3.628 e 3.604, esquina com a Rua Sá Ferreira)Saída: 13hEncerramento: Praça do Lido, Posto 2Estrutura: Trios elétricos, tenda, banheiros químicos, aguadeiros, ambulâncias, carrinhos elétricos e posto de verificação de pressão arterial Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. Imagem de capa ilustrativa da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia-Internacional-das-Vitimas-de-Desaparecimentos-Forcados

PL aprovado propõe: imagens de pessoas desaparecidas serão exibidas em trens e barcas no Rio

O Estado do Rio de Janeiro deu um passo importante no enfrentamento à grave crise dos desaparecimentos. A Assembleia Legislativa aprovou proposta que garante a exibição permanente de imagens e informações de pessoas desaparecidas nos principais meios de transporte público da região metropolitana — trens, metrôs e barcas. A medida atende a uma antiga demanda de familiares, organizações de direitos humanos e especialistas em segurança pública, que defendem a ampliação da divulgação de fotos como forma de aumentar as chances de localização das vítimas. A dimensão do problema Segundo dados oficiais, o Brasil registra anualmente mais de 80 mil desaparecimentos, sendo o Estado do Rio de Janeiro responsável por um dos maiores índices. Estima-se que, em média, cerca de 20 pessoas desapareçam por dia apenas no território fluminense. A situação é ainda mais grave na Baixada Fluminense, região que concentra grande parte desses registros e onde a vulnerabilidade social, a violência urbana e a precariedade das políticas públicas de prevenção e busca aumentam o sofrimento das famílias. Entre as principais causas estão conflitos familiares, violência urbana, tráfico de pessoas, exploração sexual e contextos de vulnerabilidade social. Apesar da gravidade, muitas famílias enfrentam dificuldades para dar visibilidade aos seus casos. Campanhas em redes sociais e pequenos cartazes espalhados por comunidades e pontos de grande circulação ainda são, muitas vezes, os únicos recursos disponíveis. Como funcionará a divulgação A nova política prevê que cada vagão de trem e metrô, assim como as embarcações das barcas, tenham um painel fixo de tamanho mínimo de 1m x 0,90m destinado exclusivamente à fixação de imagens de pessoas desaparecidas. As informações serão alimentadas a partir de dados do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) e da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Além da fotografia, constarão o nome completo, a data aproximada do desaparecimento e o telefone oficial para denúncias e informações. Importância da iniciativa Organizações da sociedade civil que atuam na temática consideram a medida uma vitória histórica. A estratégia busca transformar a mobilidade urbana em uma aliada, ampliando o alcance das buscas para milhões de pessoas que circulam diariamente pelo sistema de transporte público do estado. Além de dar visibilidade imediata a centenas de casos, a proposta dialoga com experiências internacionais, em que a ampla divulgação de fotos em espaços públicos já mostrou resultados efetivos na localização de desaparecidos. Próximos passos Após a aprovação legislativa, o projeto aguarda sanção do governo estadual para entrar em vigor. Os custos de implementação dos painéis deverão ser arcados por dotações orçamentárias próprias, garantindo que as concessionárias dos transportes públicos recebam os materiais já padronizados. Caso sancionada, a política representará um marco no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas no Rio de Janeiro, fortalecendo o direito à memória, à verdade e à vida, além de oferecer um caminho de esperança para milhares de famílias que ainda aguardam notícias de seus entes queridos. Conexão com a Baixada e o trabalho da ComCausa Na Baixada Fluminense, onde diariamente familiares buscam notícias de seus entes desaparecidos, essa medida poderá representar um avanço crucial. Projetos como o Acolher: Desaparecidos, desenvolvido pela ComCausa, já atuam na região com campanhas de visibilidade, orientação jurídica e apoio psicossocial. A integração dessas iniciativas comunitárias com políticas públicas mais amplas fortalece a rede de defesa da vida e aumenta as chances de reencontros. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Coleta de DNA: ComCausa reforça que prioridade da Baixada Fluminense deve ser na DHBF

A ComCausa Defesa da Vida, por meio do programa Acolher: Desaparecidos, uniu esforços à Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas 2025, organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O movimento, que acontece simultaneamente em todas as unidades da federação até 15 de agosto, busca enfrentar uma das mais graves crises humanitárias silenciosas do Brasil: o desaparecimento de pessoas. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, apenas no ano de 2024 foram registrados mais de 70 mil desaparecimentos no país. O acúmulo da última década supera 700 mil registros, revelando não apenas um drama individual de famílias devastadas pela ausência, mas também uma questão de política pública e de direitos humanos que exige respostas consistentes do Estado brasileiro. A realidade da Baixada Fluminense O estado do Rio de Janeiro é um dos que apresentam índices mais elevados de desaparecimentos. Só em 2024, foram contabilizados mais de 12 mil registros, sendo a Baixada Fluminense responsável por uma fatia desproporcional. Municípios como Belford Roxo, Queimados, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti aparecem de forma recorrente entre os territórios com maior número de notificações, revelando um padrão de violência estrutural, vulnerabilidade social e fragilidade institucional que aprofunda o drama local. A Baixada, composta por 13 municípios e cerca de 4 milhões de habitantes, tornou-se um epicentro da crise dos desaparecimentos. Esse quadro reforça a necessidade de que ações como a coleta de DNA sejam organizadas de forma prioritária nesse território, aproximando o procedimento das famílias mais afetadas. Mobilização da ComCausa e visita à DHBF Embora todos os pontos de coleta de DNA estejam sendo amplamente divulgados, a ComCausa, após visita institucional à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em Belford Roxo, especialmente no diálogo com colegas dos setores de Perícia Criminal e de Paradeiros – responsáveis diretos pelas investigações de desaparecimentos –, passará a recomendar oficialmente que as famílias da Baixada Fluminense priorizem a coleta de DNA diretamente na DHBF, em razão da maior celeridade e eficácia do processo. Para isso, os familiares devem se dirigir à: Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) –  Av. Retiro da Imprensa, s/n – Bairro Heliópolis, Belford Roxo – RJ (Próximo ao Hospital de Belford Roxo). Essa recomendação não significa desconsiderar os postos regionais já existentes. Pelo contrário: reconhece que a DHBF concentra, em um mesmo espaço, perícia técnica, núcleo de Paradeiros e fluxos investigativos especializados, garantindo maior integração entre a coleta de material genético e o andamento das investigações. Para as famílias, isso representa menos burocracia, maior rapidez na análise e maior chance de que o DNA coletado seja imediatamente vinculado a um inquérito em curso. Onde estão os pontos de coleta no Rio de Janeiro Quem pode participar e como funciona A coleta de DNA é gratuita, simples, rápida e indolor. Pode ser realizada por pais, mães, filhos ou irmãos biológicos da pessoa desaparecida. Para participar, é necessário apresentar documento de identidade com foto e o boletim de ocorrência do desaparecimento. O procedimento consiste na coleta de células da mucosa bucal com um cotonete ou de uma pequena gota de sangue retirada do dedo. O material é processado e armazenado nos bancos de perfis genéticos estaduais e nacionais, que são constantemente cruzados com registros de pessoas internadas sem identificação, acolhidas em instituições de saúde e assistência social ou restos mortais não identificados. Um passo para a memória e a justiça A ampliação do banco de perfis genéticos é um avanço fundamental na política de enfrentamento aos desaparecimentos. Para a ComCausa, ao recomendar que a prioridade na Baixada Fluminense seja a coleta na DHBF/Setor de Paradeiros, o objetivo é fortalecer a resposta estatal, reduzir distâncias para as famílias e transformar a ciência em um recurso concreto de verdade, memória e justiça. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Feira Medieval Carioca une cultura e cidadania com campanha da ComCausa sobre desaparecidos

Neste fim de semana, dias 6 e 7 de setembro de 2025, o Parque do Flamengo será cenário de uma verdadeira viagem no tempo. A tradicional Feira Medieval Carioca, que acontece na Arena Sócio Ambiental, volta ao calendário cultural da cidade com programação gratuita, recheada de atrações históricas, música, dança, recriações temáticas e gastronomia inspirada na Europa medieval. Em sua 15ª edição, o evento convida o público a mergulhar num universo de cavaleiros, arqueiras, criaturas mitológicas e rituais antigos — mas também propõe uma reflexão urgente e contemporânea: o desaparecimento de pessoas no Estado do Rio de Janeiro. A Feira Medieval Carioca se tornou referência entre os eventos alternativos do Rio de Janeiro por sua capacidade de unir entretenimento, memória histórica e ativação artística. Reunindo centenas de expositores e artistas, a programação inclui swordplay (combates com espadas) em duelos e batalhas encenadas; apresentações de falcoaria, com aves de rapina e exibições de adestramento; tiro com arco e flecha, aberto ao público de todas as idades; passeios a cavalo, tanto para crianças quanto adultos; concursos de trajes medievais, premiando criatividade e fidelidade histórica; espaço kids, com atividades lúdicas e educativas; além de música ao vivo e danças típicas como dança cigana, dança do ventre, e fusões contemporâneas com temática medieval. A programação é vasta, sensorial e cuidadosamente pensada para entreter, educar e aproximar diferentes gerações. Uma causa urgente no coração do evento Além de toda a ambientação temática, esta edição será marcada por uma ação social de grande relevância. A ComCausa Defesa da Vida, organização da sociedade civil com sede em Nova Iguaçu e mais de 20 anos de atuação em direitos humanos, participará com uma campanha de conscientização sobre o desaparecimento de pessoas. Durante todo o final de semana, a instituição distribuirá adesivos e cartazes informativos com QR Codes, que redirecionam para plataformas oficiais com orientações sobre o que fazer em casos de desaparecimento, onde buscar ajuda e como apoiar familiares de vítimas. A campanha faz parte do programa “Acolher: Desaparecidos”, que atua no acolhimento de familiares, produção de dados, visibilidade pública e incidência política para enfrentar o apagamento social dessas vítimas. A ação ganha ainda mais força diante dos números alarmantes. Apenas no Estado do Rio de Janeiro, mais de 12 mil pessoas desaparecem por ano, muitas das quais jamais são encontradas ou sequer têm seus casos investigados com a devida prioridade. A Baixada Fluminense, onde nasceu a ComCausa, figura entre as regiões mais atingidas, concentrando casos emblemáticos e invisibilizados. Reconhecimento e premiação pelo projeto “Acolher” A participação da ComCausa na feira é também uma forma de celebrar o reconhecimento público que a instituição acaba de receber. No último dia 29 de agosto, durante o seminário “Direitos Humanos e Gestão Pública”, promovido pela Secretaria Especial de Integração Metropolitana (SEIM) no auditório da OAB-RJ, a organização foi agraciada com o Prêmio SEIM Integrando Ações: Direitos Humanos e Gestão Pública. O prêmio reconheceu experiências de destaque na região metropolitana. A ComCausa foi a única organização da sociedade civil homenageada, ao lado das prefeituras de Itaguaí e Itaboraí. A honraria reforça a importância do trabalho realizado pelo projeto “Acolher: Desaparecidos” e legitima a presença da pauta no espaço da Feira Medieval, potencializando o alcance da campanha e promovendo reflexão em um ambiente de cultura e convivência. A junção entre recriação histórica e mobilização cidadã mostra a potência de eventos como a Feira Medieval Carioca: um espaço que não apenas celebra o passado, mas também convoca o presente à responsabilidade coletiva. A presença da ComCausa no festival é um lembrete de que, mesmo em cenários lúdicos e encantados, há espaço para dar voz à dor das famílias e transformar memória em ação. Como diz o lema da instituição, “ninguém deve desaparecer na indiferença”. E neste fim de semana, essa mensagem ecoará entre armaduras, gaitas de fole e danças encantadas. Feira Medieval Carioca – Arena Sócio Ambiental (Av. Infante Dom Henrique, 12 – Glória, Rio de Janeiro) Sábado – 06/09 10h00 – Início da Feira Medieval13h00 – Apresentação de Combate Medieval (Clã dos Escorpiões do Deserto)13h30 – Apresentação de Falcoaria e Animais Exóticos (Faunáticos)14h10 – Apresentações de Dança:• Raymundo Sultano – Dança do Ventre• Aisha Binat – Dança Cigana• Amira Cristina – Dança Fusion Rock Medieval• Gabriele Tannure – Dança Élfica• Las Perlas – Dança das Bruxas• Samira Vell – Pólem-Dança do Ventre• Irla Isadora Dantas – Dança Ritualística de Hécate15h30 – Casamento Celta16h30 – An Dóchas – Dança Circular Celta17h00 – Show da Banda Stargazers (Metal Sinfônico – tributo ao Nightwish e Épica) Domingo – 07/09 10h00 – Início da Feira Medieval e do Torneio Medieval Carioca14h00 – Premiação do Torneio Medieval Carioca14h10 – Apresentações de Dança:• Rihana Medeiros – Dança do Ventre inspirada em Game of Thrones • Viviane Bianchi – Dança Cigana• Krystal Shakti – Tribal Fusion Bellydance• Nita Gaia & Elemental Cia. de Dança – Dança do Ventre e Fusão• Marcinha Nutti – Medieval Belly Dance• Zienne Cristina – Dança do Ventre e Fusão• Grupo Aryan Zayn – Dança do Ventre• Chamando Por Ali – Dança Cigana16h00 – Concurso de Trajes Medievais16h30 – Apresentações de Dança:• Aguinaldo Cabral – Dança Fusão Árabe Medieval• Grupo Andanças – Dança Cigana16h40 – Apresentação Circense com o Circo do Porto17h00 – Show da Banda Brazilian Pipers (Banda Marcial de Gaitas de Foles) Para mais informações, acompanhe as redes sociais oficiais da Feira Medieval Carioca ou entre em contato pelo telefone (21) 98012-7006. Imagem de capa ilustrativa: Escorpiões do Deserto – Swordplay. Para mais informações, acompanhe as redes sociais oficiais da Feira Medieval Carioca ou entre em contato pelo telefone (21) 98012-7006. Imagem de capa ilustrativa: Escorpiões do Deserto – Swordplay. Imagem de capa ilustrativa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Jovita Belfort participa de podcast sobre desaparecimentos Alemão Ilimitado Adriano Dias ComCausa Maicon

Jovita Belfort participa de podcast sobre desaparecimentos e reforça luta por políticas públicas

Na tarde de quarta-feira, 4 de setembro, foi ao ar um episódio especial do podcast Alemão Ilimitado, com transmissão ao vivo pelo YouTube, dedicado ao tema dos desaparecimentos no Brasil. A convidada principal foi Jovita Belfort – mãe de Priscila Belfort — desaparecida há 21 anos — e atual superintendente de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básicas vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH). A condução ficou por conta de Maicon Hofman, morador de Nova Iguaçu e criador do Alemão Ilimitado, que transforma seu estúdio em Nova Iguaçu num espaço de escuta ativa e valorização das vozes da Baixada Fluminense. Com o lema “Sem pauta, sem freio”, o programa promove conversas autênticas e fora dos roteiros tradicionais, como a que foi ao ar ontem. Voz das famílias e construção de políticas públicas Durante a conversa, Jovita emocionou ao compartilhar a sua longa e persistente trajetória de busca por justiça, visibilidade e políticas públicas para as pessoas desaparecidas. Ela relembrou os erros da investigação do caso de sua filha, Priscila, e destacou o impacto do documentário “Volta Priscila”, produzido para homenagear mães como ela e pressionar pela reabertura do caso. Em outro momento, revelou que a criação da delegacia especializada em desaparecimentos no Rio de Janeiro nasceu de um abaixo-assinado que ela iniciou junto ao movimento Rio de Paz e ao pastor Antônio, após o desaparecimento de Amarildo. A proposta foi acolhida pela delegada Marta Rocha e se consolidou como referência nacional no tema. Jovita também alertou para outro tipo de desaparecimento: o da falta de documentação básica, que impede o acesso a direitos e à cidadania. “Muitas vezes, a ausência de documentos é o primeiro passo para a invisibilidade”, afirmou. Reconhecimento e atuação Durante a conversa, foi mencionado o reconhecimento recente a organizações da sociedade civil que atuam no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. Entre elas, a  ComCausa Defesa da Vida foi destacada por seu projeto “Acolher: Desaparecidos”, que recebeu prêmio durante o seminário “Direitos Humanos e Gestão Pública”, realizado no auditório da OAB-RJ. O evento reuniu gestores públicos e especialistas e homenageou municípios como Itaboraí, Itaguaí e Nova Iguaçu por boas práticas nessa área. Apelo e fé Na parte final do programa, Jovita fez um forte apelo para que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de sua filha entre em contato com o Disque Denúncia (2253-1177), lembrando que as denúncias são anônimas. “Que nenhuma mãe precise viver essa dor. Se você sabe de algo, denuncie”, pediu, emocionada. Ela também agradeceu ao apresentador e reforçou sua fé como fonte de força para seguir lutando. O vídeo completo está disponível no canal oficial do Alemão Ilimitado no YouTube. 🎧 Assista ao episódio completo📌 Canal Alemão Ilimitado no YouTube📅 Transmitido em: 4 de setembro, às 15h Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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foto de Alan Kurdi memória, números e a denúncia que não pode se calar

Dez anos da foto de Alan Kurdi: memória, números e a denúncia que não pode se calar

Há exatos dez anos, o mundo parou diante da imagem do corpo do menino sírio Alan Kurdi, de apenas três anos, encontrado sem vida em uma praia da Turquia. Aquela foto, registrada no dia 2 de setembro de 2015, expôs em toda a sua brutalidade a face mais cruel da crise migratória que continua ceifando vidas até hoje. Como ComCausa – Defesa da Vida, não podemos deixar que essa memória se perca. Alan não foi um caso isolado: ele foi uma das 3.771 pessoas que morreram naquele ano tentando atravessar o Mediterrâneo. Desde então, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), já são quase 29 mil migrantes mortos ou desaparecidos entre 2015 e 2025. Cada número desses é uma história interrompida, uma família destruída, um sonho que não chegou ao destino. A foto de Alan comoveu governos e populações, levou a União Europeia a rever suas políticas, mas também abriu caminho para retrocessos. Em vez de fortalecer o acolhimento, muitos países apostaram na securitização e na externalização das fronteiras, transferindo responsabilidades para países como Turquia e Líbia, enquanto traficantes de pessoas continuaram lucrando com o desespero de milhares. O Mediterrâneo transformou-se, definitivamente, no maior cemitério de migrantes do planeta. Uma década de tragédias: os números da morte no Mediterrâneo O impacto da foto de Alan Kurdi gerou comoção mundial, mas não conseguiu reverter o cenário. Ao contrário: a travessia continuou sendo feita, e os números de mortos seguiram alarmantes. Dados do projeto Missing Migrants, vinculado à OIM, indicam que entre 2015 e 2025 mais de 28,9 mil migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo. Evolução anual de mortos e desaparecidos:  Total estimado 2015-2025: 28.900 mortes e desaparecimentos Esses números revelam que, apesar do choque inicial provocado pela imagem de Alan Kurdi, as políticas adotadas ao longo da última década não foram capazes de reduzir de forma estrutural a mortalidade nas rotas migratórias. Políticas migratórias: da comoção à securitização A morte de Alan ocorreu no auge da chegada de refugiados às costas gregas, italianas e espanholas. Naquele momento, a chanceler alemã Angela Merkel anunciou que o país acolheria centenas de milhares de refugiados — gesto que marcou sua carreira política e gerou reações em toda a União Europeia. No entanto, a solidariedade inicial deu lugar a um endurecimento progressivo. A UE passou a firmar acordos bilaterais com países como a Turquia (2016) e a Líbia, transferindo a responsabilidade pela contenção de migrantes em troca de bilhões de euros. O resultado prático foi o fortalecimento de patrulhas marítimas, a criação de centros de detenção em solo africano e a externalização das fronteiras europeias. As medidas reduziram o fluxo em determinados momentos, mas também empurraram migrantes para rotas mais longas e perigosas, aumentando a letalidade das travessias. Alan Kurdi: a história por trás da foto A família Kurdi vivia na cidade síria de Kobane, uma das mais devastadas pela guerra civil que já dura mais de uma década. Após anos em campos de refugiados na Turquia, os pais de Alan tentaram visto humanitário para o Canadá, mas o pedido foi negado. Restou-lhes o caminho das rotas marítimas clandestinas operadas por redes de traficantes de pessoas. Na madrugada de 2 de setembro de 2015, Alan, seu irmão Galip (5 anos) e seus pais embarcaram em um bote inflável superlotado rumo à ilha grega de Kos, a menos de 20 km da costa turca. A viagem, que deveria durar cerca de uma hora, terminou em tragédia quando uma onda virou a embarcação. Apenas o pai, Abdullah Kurdi, sobreviveu. Desde então, Abdullah tornou-se porta-voz involuntário do drama dos refugiados, afirmando em diversas entrevistas que sua vida foi marcada pela missão de dar sentido à memória da esposa e dos filhos. A permanência do símbolo A foto de Alan Kurdi continua sendo exibida em exposições, reportagens e estudos acadêmicos como um dos marcos visuais do século XXI. Ela é comparada, em impacto, a imagens históricas como a menina vietnamita queimada por napalm nos anos 1970 ou os corpos dos meninos da Chacina da Candelária, no Brasil. Mas, dez anos depois, a pergunta permanece: até quando o Mediterrâneo continuará sendo um cemitério de migrantes? Entre a comoção e a indiferença, o corpo de Alan segue lembrando que cada uma das quase 29 mil mortes registradas desde então tem nome, rosto, família e sonhos interrompidos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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