Adriano Dias

15a edicao Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

Liberdade Religiosa: Caminhar juntos é a mais profunda forma de defender a vida

Em um país atravessado por desigualdades históricas, preconceitos estruturais e violências que, muitas vezes, se repetem como marcas em nossas trajetórias, a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa surge, desde 2008, como um gesto carregado de significados. Não se trata apenas de reunir pessoas em uma avenida famosa do Rio de Janeiro. Trata-se de uma resposta coletiva e simbólica diante de um contexto que insiste em negar o direito elementar de viver plenamente a própria fé. A Caminhada é, antes de tudo, um grito de vida. É o ato público que recorda ao Brasil que cada templo queimado, cada guia arrancada do pescoço de uma criança, cada ameaça dirigida a uma mãe ou pai de santo, não é apenas uma agressão isolada: é uma tentativa de retirar do outro o direito de existir. Por isso, defender a liberdade religiosa é inseparável da defesa da vida. A vida que insiste em resistir Desde a chegada dos primeiros povos africanos escravizados, que mantiveram suas tradições espirituais mesmo sob o chicote, até os povos indígenas que foram perseguidos por suas cosmologias próprias, a liberdade religiosa no Brasil é marcada pela resistência. Não há como falar de pluralidade espiritual sem reconhecer que ela se construiu no enfrentamento de séculos de violência e tentativa de apagamento. E essa história não é passado. Ela se reatualiza no presente, quando o Disque 100 registra mais de 2,4 mil denúncias de intolerância religiosa apenas em 2024, um crescimento de quase 70% em relação ao ano anterior. No estado do Rio de Janeiro, epicentro dessa realidade, quase 40% dos casos do país se concentram — com a Baixada Fluminense e as periferias da capital figurando como os territórios mais atingidos. Ali, os números se transformam em rostos: terreiros queimados em Belford Roxo, sacerdotes ameaçados em Caxias, crianças humilhadas em escolas de Queimados e Nova Iguaçu. Diante desse cenário, afirmar a liberdade de fé não é uma questão apenas espiritual ou cultural. É uma questão vital. Significa garantir que pessoas possam existir sem medo. Significa sustentar o direito de viver sem que sua crença seja motivo de exclusão, violência ou morte. Caminhar juntos como resposta O gesto de caminhar juntos, na Avenida Atlântica, torna-se um antídoto contra a tentativa de dividir e silenciar. Quando mais de 100 mil pessoas se reúnem em Copacabana, não estão apenas marchando: estão dizendo ao país que a vida floresce na coletividade, e que só é possível resistir ao ódio fortalecendo laços de solidariedade. Ali, lado a lado, estão tradições distintas: candomblecistas, umbandistas, evangélicos, católicos, judeus, muçulmanos, budistas, espíritas, povos indígenas, wiccanos, ciganos e tantas outras expressões de fé. Cada um com seus símbolos, cânticos e rituais. Mas todos, sem exceção, unidos por uma mensagem maior: ninguém deve caminhar sozinho quando se trata de defender a vida. A intolerância religiosa busca isolar, fragmentar, expulsar. A Caminhada responde com aproximação, encontro e convivência. Ela transforma o espaço público em um quilombo espiritual contemporâneo, onde a diversidade não é apenas tolerada, mas celebrada. Defesa da vida como princípio ético e político A ComCausa Defesa da Vida entende que não há democracia sólida sem liberdade religiosa, e não há liberdade religiosa sem defesa da vida. Esse princípio deve orientar não apenas discursos, mas práticas concretas de Estado e sociedade: políticas de proteção aos terreiros, protocolos escolares contra o bullying religioso, formação de profissionais de segurança e de saúde, campanhas públicas de valorização da diversidade espiritual. Mas a Caminhada vai além da cobrança política. Ela é também um ato pedagógico. Ensina, de maneira simples e potente, que a vida se defende coletivamente. Cada passo é uma lição: pais que levam filhos para conhecer tradições diversas; jovens que marcham de mãos dadas com idosos; artistas que cantam sobre os orixás, sobre Jesus, sobre Alá, sobre Jeová, sobre Buda, sobre as forças da natureza. Ali, em cada gesto de convivência, está a prova viva de que defender a vida é aprender a conviver com o outro. O futuro é coletivo O Brasil precisa urgentemente compreender que a defesa da vida não pode ser delegada a poucos, nem restrita a uma única crença. Ela só será plena quando cada cidadão se sentir parte de uma comunidade maior, em que diferenças não se transformam em muros, mas em pontes. A Caminhada em Copacabana é a materialização desse futuro desejado. Ela prova, a cada ano, que é possível ocupar o mesmo espaço sem que a diversidade seja motivo de conflito. Ao contrário: quando caminhamos juntos, mostramos que a democracia é forte, que a vida é inviolável e que a espiritualidade é plural. ServiçoEvento: 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaData: Domingo, 21 de setembro de 2025Horário: 10h às 17hConcentração: Posto 5 (Avenida Atlântica, em frente aos números 3.628 e 3.604, esquina com a Rua Sá Ferreira)Saída: 13hEncerramento: Praça do Lido, Posto 2Estrutura: Trios elétricos, tenda, banheiros químicos, aguadeiros, ambulâncias, carrinhos elétricos e posto de verificação de pressão arterial Imagem de capa ilustrativa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Respeito religião

Liberdade Religiosa: Brasil plural e a diversidade de suas crenças

O Brasil carrega em sua formação social um dos mosaicos religiosos mais complexos e vibrantes do mundo. Essa diversidade é fruto de séculos de encontros, tensões e resistências, desde a chegada dos colonizadores portugueses, a diáspora africana, a presença milenar dos povos indígenas e as ondas de imigração europeia, árabe e asiática que marcaram os séculos XIX e XX. O Censo 2022 do IBGE evidencia esse cenário: o catolicismo, que já foi quase absoluto na sociedade brasileira, reúne hoje 56,7% da população; as igrejas evangélicas cresceram de maneira acelerada e já representam 26,9% dos fiéis; enquanto o grupo dos “sem religião” chega a 9,3% — sendo que, dentro desse segmento, muitos se identificam como ateus, agnósticos ou espiritualistas não vinculados. Além desses blocos majoritários, milhões de pessoas seguem tradições afro-brasileiras, espíritas, orientais, islâmicas, judaicas, indígenas e novos movimentos sincréticos, compondo uma verdadeira cartografia da fé. Cristianismo: hegemonia em mudança A história do cristianismo no Brasil é inseparável da colonização. O catolicismo foi a religião oficial até a Constituição de 1891, quando ocorreu a separação entre Igreja e Estado. Hoje, embora ainda majoritário, o catolicismo perdeu espaço. Em 1872, no primeiro recenseamento do Império, mais de 99% da população se declarava católica. Já em 2010, o índice havia caído para 64,6% e, em 2022, chegou a 56,7%. O crescimento evangélico é o dado mais marcante da virada religiosa contemporânea. Em 1980, apenas 6,6% dos brasileiros se declaravam evangélicos; em 2000, esse número chegou a 15,4%; em 2010, saltou para 22,2%; e, em 2022, já alcança 26,9%. As projeções do próprio IBGE indicam que, em menos de 15 anos, evangélicos e católicos devem se equilibrar numericamente. Esse crescimento é puxado principalmente pelas igrejas pentecostais e neopentecostais, como a Assembleia de Deus, a Universal do Reino de Deus, a Mundial do Poder de Deus e a Igreja Internacional da Graça. Esse avanço é visível sobretudo em periferias urbanas do Sudeste, Nordeste e Norte, onde os templos evangélicos proliferam como espaços de acolhimento espiritual e comunitário. Nas regiões Sul e Centro-Oeste, o protestantismo histórico (batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas) ainda conserva presença relevante, ligada em parte às colônias de imigração alemã e ao enraizamento comunitário dessas igrejas. Religiões de matriz africana: fé, resistência e perseguição O Brasil é o país com maior população negra fora da África, e a presença das tradições afro-brasileiras molda sua identidade espiritual. O candomblé e a umbanda são expressões religiosas reconhecidas como patrimônios culturais imateriais, mas também alvo de uma das formas mais persistentes de intolerância no país: o racismo religioso. Estados como Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, São Paulo e Rio Grande do Sul concentram o maior número de terreiros, mas a diversidade vai além: o Tambor de Mina (MA/PA), o Xangô (PE/AL), o Batuque (RS), a Jurema Sagrada (Nordeste) e práticas híbridas como o Omolokô e o Candomblé de Caboclo revelam o pluralismo dessas tradições. Apesar do reconhecimento oficial, os dados revelam um quadro alarmante. O Disque 100, canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos, registrou em 2024 mais de 2,4 mil queixas de intolerância religiosa, um aumento de 66,8% em relação a 2023. Quase 40% dessas ocorrências tiveram origem no estado do Rio de Janeiro, e a maioria dos alvos foram comunidades de matriz africana. No Rio de Janeiro, o Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) contabilizou em 2023 quase 3 mil ocorrências criminais relacionadas a intolerância religiosa, com 34 casos tipificados como ultraje a culto religioso. Em 2024, os registros subiram para 39 ultrajes e 33 ocorrências formalmente identificadas como intolerância religiosa. A distribuição intraurbana é reveladora: 21 casos na Zona Norte e 15 na Zona Oeste, áreas marcadas por vulnerabilidade social e pela presença de grupos armados. Na Baixada Fluminense, a situação é ainda mais grave. Relatórios de organizações de direitos humanos apontam que Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Queimados e São João de Meriti estão entre os municípios com mais episódios de perseguição. Houve terreiros incendiados em Belford Roxo, casas de axé depredadas em Nova Iguaçu, ameaças diretas a sacerdotes em Caxias e crianças constrangidas em escolas públicas de Queimados por usarem guias religiosas. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI-RJ) já havia apontado, em 2019, que cerca de 200 casas de axé foram atacadas somente na capital e região metropolitana. Esse histórico comprova que não se trata de fenômeno isolado, mas estrutural, e que se reproduz há décadas. Povos indígenas e espiritualidade originária Mais de 300 povos indígenas brasileiros mantêm suas práticas espirituais vivas, baseadas na relação com a natureza, no culto aos ancestrais e na coletividade. Do xamanismo amazônico às práticas de rezas e benzimentos no Nordeste, essas tradições resistem apesar de séculos de perseguição e tentativas de catequização forçada. As práticas indígenas são especialmente fortes no Norte (Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Acre) e no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul), mas também estão presentes em territórios do Maranhão, Bahia e Nordeste. A pajelança e os rituais coletivos representam não apenas espiritualidade, mas também resistência cultural e afirmação identitária, fundamentais para a luta contemporânea dos povos originários pela terra e pela preservação ambiental. Novos movimentos religiosos brasileiros O Brasil também produziu religiões próprias, nascidas de processos de sincretismo e resistência. As religiões ayahuasqueiras — como o Santo Daime, a União do Vegetal e a Barquinha — nasceram na Amazônia e hoje têm templos em todo o país, especialmente em capitais do Sudeste e Sul. O espiritismo kardecista, de origem francesa, encontrou no Brasil terreno fértil: segundo o IBGE, somos o país com o maior número de espíritas do mundo, com destaque para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Os centros espíritas atuam tanto na dimensão espiritual quanto em atividades de caridade, reforçando seu papel social. Tradições orientais, judaicas e islâmicas A imigração japonesa do início do século XX trouxe o budismo, a Seicho-No-Ie, a Igreja Messiânica Mundial, a Perfect Liberty e o Tenrikyō, hoje concentrados principalmente em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. O hinduísmo e as filosofias indianas chegaram por

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Liberdade Religiosa

Liberdade Religiosa: juventude e educação como fronteiras da resistência

O Brasil vive um momento em que a defesa da liberdade religiosa se coloca não apenas como herança histórica, mas como tarefa urgente para a construção de um futuro mais justo. Segundo o Censo 2022 do IBGE, quase 23% da população brasileira tem até 29 anos — ou seja, estamos diante de mais de 47 milhões de jovens. É nessa parcela que repousa a responsabilidade de sustentar os valores da convivência plural, do respeito às diferenças e da resistência contra o avanço da intolerância. A juventude brasileira, em sua diversidade social e cultural, é herdeira de uma história marcada por perseguições, mas também por reinvenções. E, ao mesmo tempo, é protagonista da luta contemporânea que liga passado e futuro. Se a liberdade de crença foi conquistada como cláusula pétrea da Constituição de 1988, é nos corpos e nas vozes de crianças e adolescentes que se decide, hoje, se esse direito será preservado ou corroído pelo preconceito. O peso dos números: intolerância contra crianças e adolescentes Os dados recentes reforçam a gravidade do cenário. Em 2024, o Disque 100 recebeu 2,4 mil denúncias de intolerância religiosa, um salto de 66,8% em relação a 2023. Entre esses casos, quase 30% tiveram como vítimas crianças e adolescentes, a maioria em escolas e espaços educativos. Isso significa que uma em cada três denúncias de intolerância religiosa no Brasil tem como alvo pessoas em idade escolar. Trata-se de um alerta contundente: o preconceito está se reproduzindo em ambientes que deveriam ser espaços de proteção e de formação cidadã. O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ) registrou, apenas em 2023, quase 3 mil ocorrências criminais ligadas à intolerância religiosa, com 34 casos formalmente tipificados como ultraje a culto. Em 2024, os registros aumentaram para 39 ultrajes e 33 ocorrências de intolerância religiosa. As zonas Norte e Oeste da capital, além da Baixada Fluminense, concentram a maior parte dos casos, espelhando a sobreposição entre desigualdade socioespacial, ausência de políticas públicas e presença de grupos armados. A Baixada Fluminense como território de risco Na Baixada Fluminense, os números ganham rostos e histórias. Pesquisas da UFRRJ e da UFF apontam que o racismo religioso é uma das formas mais recorrentes de discriminação sofrida por jovens na região. Em cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Queimados e São João de Meriti, crianças relatam esconder suas identidades religiosas por medo de retaliação. Casos de terreiros incendiados, casas de axé depredadas, sacerdotes ameaçados e estudantes constrangidos em escolas públicas são cada vez mais comuns. Essa violência, muitas vezes, é potencializada por grupos criminosos que tentam impor uma “limpeza religiosa” em territórios vulnerabilizados. Em 2022, a própria DECRADI-RJ (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) já havia mapeado cerca de 200 casas de axé atacadas somente na capital e região metropolitana. Esse histórico mostra que não se trata de fenômeno episódico, mas de uma perseguição estrutural, que atravessa décadas e se reinventa no presente. Educação: campo de disputa e de esperança Apesar dos avanços legais — como a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, e a Lei 11.645/2008, que incluiu a cultura indígena —, a realidade nas escolas ainda está distante do ideal. Relatórios do MEC de 2022 mostram que apenas 37% das escolas públicas aplicam integralmente os conteúdos previstos nessas leis. Isso significa que milhões de estudantes crescem sem contato com narrativas que valorizem a contribuição afro-indígena para a formação do Brasil, alimentando a ignorância que sustenta o preconceito. A escola, que deveria ser lugar de acolhimento e diálogo, em muitos casos se converte em espaço de exclusão e reforço de estigmas. Mas é justamente nesse terreno que se ergue a resistência. Núcleos de educação antirracista em Nova Iguaçu e Duque de Caxias têm mostrado caminhos concretos: rodas de leitura sobre cultura africana, oficinas de percussão, aulas públicas de história afro-brasileira e formação de professores comprometidos com a diversidade. Essas iniciativas indicam que a educação pode ser fronteira da resistência, desde que acompanhada de políticas públicas estruturadas. Cultura e redes: a juventude fala por si Fora da sala de aula, os jovens encontram na cultura e nas redes sociais ferramentas de enfrentamento. O rap, o funk consciente, as batalhas de slam, os saraus periféricos e os coletivos audiovisuais transformaram-se em palcos de denúncia contra o racismo religioso. Movimentos como o “Juventude de Axé” articulam terreiros e coletivos culturais, promovendo a autoestima e a visibilidade positiva das tradições afro-brasileiras. Para essa juventude, cantar, rimar ou filmar não é apenas arte: é ato político, é resistência, é defesa da liberdade de fé como direito humano inegociável. O papel da ComCausa A ComCausa Defesa da Vida entende que juventude e educação são as linhas de frente na luta pela liberdade religiosa. Proteger jovens significa proteger o futuro da democracia brasileira. “A juventude é guardiã do futuro da democracia. Quando uma criança é impedida de expressar sua fé, não é apenas ela que sofre: é toda a sociedade que se empobrece”. A organização defende políticas públicas que vão além da repressão penal: protocolos escolares contra bullying religioso, formação de educadores para o respeito à diversidade, campanhas permanentes de conscientização e fortalecimento de núcleos comunitários de proteção. O objetivo é claro: que cada escola, da Baixada Fluminense ao interior do Brasil, seja território de convivência, respeito e cidadania. Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, realiza esta Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas

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Foto Sérgio Silva Ponte Jornalismo - Religião

Liberdade Religiosa: A intolerância religiosa no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense

A intolerância religiosa no Brasil é uma violação de direitos humanos que persiste com gravidade alarmante, especialmente contra praticantes de religiões de matriz africana. No estado do Rio de Janeiro — e de forma ainda mais intensa na Baixada Fluminense — o fenômeno assume contornos de perseguição sistemática. Os números mais recentes, aliados aos relatos das comunidades, revelam que a liberdade religiosa, garantida pela Constituição de 1988, continua sendo desrespeitada de forma estrutural e violenta, alimentada pelo racismo religioso, pela desinformação, pela ausência de políticas públicas efetivas e pela expansão de territórios dominados por grupos armados. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o canal Disque 100 contabilizou 2.400 denúncias de intolerância religiosa apenas em 2024 — um crescimento de 66,8% em relação a 2023. O estado do Rio de Janeiro responde por 40% das denúncias nacionais, sendo o epicentro da intolerância no Brasil. O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), por sua vez, registrou 2.976 ocorrências relacionadas à intolerância religiosa em 2023, entre elas 34 casos de ultraje a culto religioso. Em 2024, o cenário agravou-se, com 39 registros de ultraje a culto e 33 tipificações formais de intolerância religiosa, reforçando a tendência de escalada da violência. A Zona Norte do Rio, com 21 registros, e a Zona Oeste, com 15, concentram grande parte das denúncias — ambas regiões marcadas por alta densidade populacional, presença expressiva de terreiros e intensa atuação de milícias e facções.  Na Baixada Fluminense, o medo cala vítimas Na Baixada Fluminense, a situação da intolerância religiosa é ainda mais dramática e preocupante. Embora haja uma notória escassez de dados oficiais segmentados por município, organizações como a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e diversas lideranças comunitárias vêm denunciando, de forma consistente, uma verdadeira onda de violações sistemáticas contra praticantes de religiões de matriz africana. Casos emblemáticos se multiplicam em diferentes cidades da região: em Belford Roxo, terreiros foram incendiados e sacerdotes foram expulsos de suas comunidades; em Duque de Caxias, mães de santo relataram ter recebido ameaças de morte para que encerrassem suas atividades religiosas; em São João de Meriti, templos foram depredados por agentes ainda não identificados; em Nova Iguaçu, jovens adeptos foram agredidos fisicamente ao saírem de sessões espirituais; e em Queimados, crianças foram hostilizadas dentro de escolas apenas por utilizarem guias religiosas. Essas práticas de violência, cada vez mais recorrentes, são frequentemente atribuídas a grupos armados que controlam parte desses territórios e impõem o que se tem chamado de “limpeza religiosa” — ou seja, a proibição explícita da prática de cultos afro-brasileiros, a destruição de altares, a queima de objetos sagrados e a expulsão forçada de lideranças espirituais das comunidades. Trata-se de um quadro alarmante que associa intolerância, racismo religioso, repressão cultural e domínio armado, revelando um grave déficit de proteção do Estado em áreas já marcadas por histórica vulnerabilidade social. Intolerância no ambiente escolar Crianças e adolescentes de religião de matriz africana também enfrentam um ambiente hostil nas escolas. Muitos estudantes são obrigados a esconder símbolos de fé, como guias ou patuás, e sofrem bullying de colegas e até de profissionais da educação. Apesar da Lei 10.639/2003, que obriga o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, há resistência por parte de professores, gestores escolares e redes de ensino em aplicar a legislação. A falta de formação específica e o preconceito institucionalizado tornam as escolas espaços de perpetuação da intolerância. Casos documentados por ONGs revelam que em Queimados, uma escola pública impediu que um aluno com guia de Oxalá participasse de uma apresentação cívica. Em Caxias, um professor de história foi advertido por abordar a cosmovisão iorubá em aula. Esses episódios são mais comuns do que se imagina — mas raramente são denunciados. Subnotificação: o silêncio imposto pelo medo Um dos fatores que agravam a situação é a subnotificação dos casos. Muitas vítimas não registram ocorrência por medo de represálias ou descrença nas instituições. Em regiões sob controle do tráfico ou da milícia, buscar apoio do poder público pode significar risco de vida. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI-RJ), embora seja referência nacional, sofre com limitações orçamentárias e de pessoal. O atendimento é centralizado na capital, dificultando o acesso para moradores da Baixada. Além disso, a ausência de centros de referência regionais para atendimento de vítimas de intolerância religiosa contribui para a invisibilização do problema.  Terreiros: resistência, acolhimento e identidade Diante desse cenário, os terreiros se firmam como quilombos contemporâneos — espaços de espiritualidade, cultura, solidariedade e resistência. Mais do que templos religiosos, são pontos de cultura, centros de acolhimento a jovens, cozinhas solidárias, espaços de cura coletiva e de preservação da memória ancestral. Cada xirê é um ato político. Cada cântigo entoado ao som dos atabaques é uma afirmação de identidade. Cada obrigação feita na mata ou nas águas é resistência viva contra um sistema que tenta silenciar as vozes negras da espiritualidade. Na Baixada, há centenas de casas de axé atuando em comunidades periféricas, enfrentando não só o preconceito, mas também a fome, a violência, o desemprego e o abandono do Estado. Defender esses espaços é defender a democracia e os direitos humanos. A leitura política da ComCausa Para a ComCausa Defesa da Vida, defender as religiões de matriz africana significa enfrentar diretamente o racismo estrutural que atravessa a sociedade. Não se trata apenas de garantir formalmente o direito ao culto, mas de assegurar que nenhum terreiro seja fechado pela violência, nenhuma criança seja humilhada por sua fé e nenhuma tradição seja silenciada pelo preconceito. É urgente que o poder público implemente políticas de proteção a templos e comunidades de axé, com protocolos de segurança intersetoriais, ações educativas em escolas e investigações céleres que responsabilizem os agressores. Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, realiza esta Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e

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Liberdade Religiosa: Resistência das religiões de matriz africana

Liberdade Religiosa: Resistência das religiões de matriz africana

A trajetória das religiões de matriz africana no Brasil é uma narrativa de resistência contínua diante de séculos de perseguição. Desde o período colonial, povos africanos escravizados e seus descendentes foram obrigados a ocultar seus rituais, demonizados pela Igreja oficial e criminalizados pelo Estado. Ainda no início do século XX, mães e pais de santo eram presos sob a acusação de “curandeirismo” ou “charlatanismo”, e terreiros eram invadidos e saqueados pela polícia. A marca desse processo permanece até os dias atuais: a intolerância religiosa contra tradições afro-brasileiras segue como uma das expressões mais violentas do racismo estrutural no país. Apesar de a Constituição Federal de 1988 reconhecer a liberdade religiosa como cláusula pétrea, o Brasil registra anualmente centenas de casos de intolerância religiosa. No Disque 100, somente em 2024, foram registradas 2,4 mil denúncias de ataques relacionados à fé, um crescimento de 66,8% em relação a 2023. Desse total, quase 40% tiveram origem no estado do Rio de Janeiro, onde os principais alvos foram comunidades de matriz africana. No Rio de Janeiro, o Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) contabilizou, em 2023, quase 3 mil ocorrências criminais que podem estar associadas à intolerância religiosa. Dentro desse conjunto, 34 foram enquadradas como ultraje a culto religioso. Em 2024, o número subiu: foram 39 registros de ultraje a culto e 33 tipificados como intolerância religiosa. Os dados mostram ainda que, no município do Rio, a Zona Norte concentrou 21 casos e a Zona Oeste outros 15, territórios marcados pela vulnerabilidade social e pela presença de grupos armados, que impõem limites à atuação dos terreiros. A situação é ainda mais grave na Baixada Fluminense. Relatórios de entidades civis e denúncias públicas indicam que cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Queimados e São João de Meriti estão entre as mais afetadas. Foram relatados episódios de terreiros incendiados em Belford Roxo, casas de axé depredadas em Nova Iguaçu, ameaças diretas a sacerdotes em Caxias e até crianças constrangidas em escolas públicas de Queimados por usarem guias ou colares de sua tradição religiosa. Já em 2019, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI-RJ) apontava que cerca de 200 casas de axé haviam sido atacadas na capital e na região metropolitana. Essa série histórica comprova que o fenômeno não é episódico, mas estrutural, e que se agrava em territórios de maior vulnerabilidade. Limpeza religiosa e silêncio forçado Em diversas comunidades da Baixada, líderes religiosos relatam pressões de traficantes e milicianos que impõem uma espécie de “limpeza religiosa”, proibindo práticas afro-brasileiras e exigindo o fechamento de terreiros. Esse quadro de violência territorializada impede muitas vítimas de registrarem ocorrência, por medo de represálias. Por isso, os números oficiais representam apenas uma fração da realidade — o chamado sub-registro. Função comunitária dos terreiros Diante da crescente perseguição e das tentativas de silenciamento, os terreiros reafirmam, com vigor e dignidade, sua condição histórica de espaços de resistência cultural, espiritual e social. Cada casa de axé se ergue como um verdadeiro quilombo espiritual, guardando em suas paredes, cantos e ritos a memória ancestral dos povos africanos escravizados e transmitindo, com zelo, os saberes e valores que atravessaram séculos de opressão. Mais do que simples templos religiosos, os terreiros cumprem um papel essencial na vida das comunidades em que estão inseridos: são centros comunitários vivos e atuantes, onde se partilham alimentos, se oferecem apoios em situações de vulnerabilidade, se acolhem crianças e jovens em atividades educativas e se preservam, com cuidado e devoção, cantos, danças, ritmos e tradições orais que integram o vasto patrimônio cultural brasileiro. O toque do atabaque, a dança dos orixás, o xirê coletivo, as oferendas nas matas, rios e encruzilhadas, o gesto de colocar uma guia no pescoço de uma criança — nada disso é apenas expressão ritualística, mas sim ato político de afirmação da identidade, da memória e da dignidade de um povo. Em um contexto de racismo religioso estrutural, cada manifestação da fé afro-brasileira é, por si só, um gesto de resistência concreta e necessária. A leitura política da ComCausa Para a ComCausa Defesa da Vida, defender as religiões de matriz africana significa enfrentar diretamente o racismo estrutural que atravessa a sociedade. Não se trata apenas de garantir formalmente o direito ao culto, mas de assegurar que nenhum terreiro seja fechado pela violência, nenhuma criança seja humilhada por sua fé e nenhuma tradição seja silenciada pelo preconceito. É urgente que o poder público implemente políticas de proteção a templos e comunidades de axé, com protocolos de segurança intersetoriais, ações educativas em escolas e investigações céleres que responsabilizem os agressores. Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, realiza esta Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. ServiçoEvento: 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaData: Domingo, 21 de setembro de 2025Horário: 10h às 17hConcentração: Posto 5 (Avenida Atlântica, em frente aos números 3.628 e 3.604, esquina com a Rua Sá Ferreira)Saída: 13hEncerramento: Praça do Lido, Posto 2Estrutura: Trios elétricos, tenda, banheiros químicos, aguadeiros, ambulâncias, carrinhos elétricos e posto de verificação de pressão arterial Imagem de capa ilustrativa

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15a edicao Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

Liberdade Religiosa: Origem da Caminhada de Copacabana e raízes históricas

A ComCausa – Defesa da Vida abre a Semana pela Liberdade Religiosa reafirmando que essa conquista não é apenas letra na Constituição, mas resultado da resistência histórica de populações negras, indígenas e movimentos sociais, que enfrentaram o preconceito e forjaram a pluralidade espiritual que hoje caracteriza o Brasil. A liberdade religiosa no Brasil é fruto de um processo histórico marcado por resistência e lutas sociais. Durante o período colonial, as práticas espirituais de povos indígenas e africanos foram violentamente reprimidas, enquanto o catolicismo era imposto como religião oficial. Mesmo diante da perseguição, comunidades resistiram, reinventando rituais e transmitindo saberes que sobreviveram até hoje. Com a Constituição de 1824, a discussão sobre liberdade de culto surgiu de forma tímida e restrita. Em 1891, a separação entre Igreja e Estado garantiu o direito formal ao livre exercício da fé, ainda que as práticas cotidianas de intolerância persistissem. Foi somente em 1988, com a Constituição Cidadã, que a liberdade religiosa se consolidou como cláusula pétrea — um direito fundamental inalienável, equiparado aos pilares da democracia e da dignidade humana. A história da Caminhada de Copacabana A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa nasceu em 2008, quando ataques contra adeptos de religiões de matriz africana no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, expuseram com brutalidade a persistência da intolerância no país. Em resposta, lideranças de diversas tradições  decidiram ocupar o espaço público para afirmar que a fé é um direito humano inegociável. Desde sua primeira edição, realizada na Praia de Copacabana, a Caminhada se transformou em um dos maiores atos inter-religiosos do mundo, reunindo representantes de candomblé, umbanda, católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas, hare krishnas, wiccanos, ciganos, mórmons e inúmeros outros grupos espirituais, além de militantes dos direitos humanos e da diversidade cultural. Estrutura da edição de 2025 No domingo, 21 de setembro, a Praia de Copacabana será palco da 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). Reconhecido como o maior evento inter-religioso do Brasil, o ato ocorre sempre no terceiro domingo de setembro e se consolidou como símbolo de resistência, união e democracia. No próximo domingo, 21 de setembro, a concentração começará às 10h no Posto 5, com apresentações culturais e falas de representantes de diferentes tradições. A caminhada terá início às 13h, percorrendo a Avenida Atlântica até a Praça do Lido, encerrando-se às 17h com o encontro cultural “Cantando a Gente se Entende”, que une vozes e ritmos para afirmar a diversidade como melodia da liberdade. A estrutura contará com trios elétricos, tenda de apoio, banheiros químicos, ambulâncias, aguadeiros e carrinhos elétricos, garantindo segurança e conforto para os milhares de participantes. Segundo o Prof. Dr. Ivanir dos Santos, fundador da CCIR, a caminhada é um chamado coletivo para a construção de uma sociedade mais plural e humana. “A intolerância religiosa e o racismo ainda são os maiores desafios sociais e políticos da contemporaneidade. O evento projeta luz e reflexões para o fortalecimento das bases democráticas”, afirma. Mais do que um ato público, a Caminhada é memória, resistência e futuro. É a materialização de um Brasil onde todas as tradições têm espaço, onde nenhuma fé deve ser perseguida e onde a democracia só se fortalece quando a espiritualidade do outro é respeitada. Assim, a ComCausa inicia sua Semana pela Liberdade Religiosa, lembrando que cada passo em Copacabana é um tributo às lutas passadas e um compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana. Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. ServiçoEvento: 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaData: Domingo, 21 de setembro de 2025Horário: 10h às 17hConcentração: Posto 5 (Avenida Atlântica, em frente aos números 3.628 e 3.604, esquina com a Rua Sá Ferreira)Saída: 13hEncerramento: Praça do Lido, Posto 2Estrutura: Trios elétricos, tenda, banheiros químicos, aguadeiros, ambulâncias, carrinhos elétricos e posto de verificação de pressão arterial Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. 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