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ComuniSaúde: nossa ação para valorizar profissionais da saúde e fortalecer comunidades na Baixada Fluminense

No dia 14 de abril, data em que se celebra o Dia do Técnico em Serviço de Saúde, nós da ComCausa aproveitamos para reafirmar nosso compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a valorização de todos os profissionais que atuam na linha de frente do cuidado com a população. É neste contexto que estamos desenvolvendo o ComuniSaúde, uma iniciativa que busca melhorar o acesso à saúde básica, promover a saúde mental e criar redes comunitárias de cuidado nos territórios populares da Baixada Fluminense. Nosso projeto será implementado nas principais favelas dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em parceria com as secretarias municipais de saúde e instituições locais. Sabemos que o envolvimento direto da população é fundamental para compreender as reais necessidades dos territórios. Por isso, o ComuniSaúde será construído junto com os moradores, por meio de escutas, rodas de conversa, oficinas e ações educativas que dialoguem com a realidade de cada comunidade. Acreditamos que não existe saúde pública de qualidade sem o reconhecimento da importância dos técnicos e auxiliares em serviços de saúde. Esses profissionais são essenciais nos atendimentos cotidianos em hospitais, unidades de saúde, laboratórios e clínicas. Atuando com dedicação e competência, eles realizam desde exames simples até procedimentos mais complexos, sempre com o cuidado necessário para acolher e orientar os usuários do SUS. No projeto ComuniSaúde, vamos destacar e valorizar o trabalho desses técnicos: enfermeiros, técnicos de laboratório, técnicos em radiologia, técnicos em nutrição e dietética, auxiliares de farmácia hospitalar, visitadores sanitários, auxiliares de fisioterapia, odontologia, patologia e muitos outros que fazem a engrenagem do cuidado girar nos bastidores. Também iremos dialogar com agentes comunitários e lideranças locais para promover o intercâmbio de saberes e fortalecer as redes de atenção integral à saúde. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso real e humanizado ao cuidado em saúde, com acolhimento, informação de qualidade e canais permanentes de escuta. Através do ComuniSaúde, queremos estimular que cada comunidade reconheça seus direitos, valorize seus profissionais e se torne protagonista na construção de uma rede de proteção à vida. Para nós da ComCausa, cuidar é um ato coletivo. E neste 14 de abril, estendemos nosso respeito e gratidão a todas e todos que fazem a saúde pública acontecer todos os dias — especialmente nos lugares onde ela é mais necessária. Seguimos juntos, fortalecendo vidas e construindo um futuro onde o direito à saúde seja uma realidade para todos e todas. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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II Colóquio Siso Itan Ati Akoko reúne espiritualidade ciência e resistência na UFRRJ

II Colóquio Siso Itan Ati Akoko reúne espiritualidade ciência e resistência na UFRRJ

Na tarde desta quinta-feira, 10 de abril, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica, foi palco de uma das atividades mais significativas do Abril Verde de 2025: o II Colóquio Siso Itan Ati Akoko – Contando a História do Tempo. Realizado no Salão Azul da instituição, o encontro reuniu lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais, pesquisadores e estudantes em uma celebração que uniu espiritualidade, tradição, ciência e resistência no enfrentamento ao racismo religioso. Organizado pelo Grupo EtnoPET, em parceria e com o apoio de casas de axé, coletivos acadêmicos e organizações como a ComCausa, o colóquio contou com uma programação diversa, com destaque para a mesa-redonda sobre o combate à intolerância religiosa, um cortejo simbólico pelos espaços da universidade e o plantio de uma muda de Akoko, árvore sagrada nas religiões de matriz africana. A atividade foi realizada no Jardim Botânico da UFRRJ, local onde, há três anos, já havia sido plantado um Iroko, também sagrado. O reencontro com essa árvore, agora crescida, emocionou os representantes do Ilê Axé Opó Afonjá, que voltaram à universidade para dar continuidade à tradição de semear o sagrado. “O que presenciamos hoje foi um reencontro com a história, com a natureza e com a fé da ancestralidade. Em tempos de intolerância, cada árvore sagrada plantada é um ato de resistência”, declarou Adriano Dias, da ComCausa, que participou da cerimônia ao lado do Frei Tatá, da Pastoral Afro, e de representantes da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial. Cortejo até o Jardim Botânico Após a mesa de debates no Salão Azul, os participantes seguiram em um cortejo que partiu do prédio P1 até o Jardim Botânico, simbolizando a presença viva da espiritualidade afro-brasileira nos espaços acadêmicos. O momento do plantio foi marcado por cânticos, orações e um pacto coletivo: o de retornar todos os anos para ampliar esse jardim ancestral com novas árvores sagradas. Números alarmantes do Disque 100 O colóquio ocorreu em um contexto alarmante de crescimento da violência contra as religiões de matriz africana. Em matéria publicada por Adriano Dias no Portal C3, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos apontam que os registros de violações à liberdade religiosa aumentaram 66,8% entre 2023 e 2024. Foram 2.472 denúncias recebidas pelo Disque 100 no último ano, frente a 1.481 no ano anterior — um crescimento preocupante que exige atenção urgente do poder público e da sociedade civil. Entre as religiões mais atingidas, destacam-se a umbanda, com 151 denúncias, e o candomblé, com 117. Outras expressões do campo religioso afro-brasileiro somaram 21 casos. A repetição desses números, ano após ano, revela não apenas a persistência da violência, mas também o silêncio institucional que ainda prevalece diante desses crimes de ódio. Na Baixada Fluminense, onde a ComCausa atua há duas décadas, o cenário é particularmente crítico. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), houve um aumento de mais de 50% nos registros de ataques a terreiros e agressões a adeptos das religiões afro-brasileiras entre 2022 e 2024. Os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo concentram a maioria desses casos. Segundo Adriano Dias, “muitos desses episódios sequer são reconhecidos oficialmente como manifestações de intolerância religiosa. Quando chegam às delegacias, são tratados como ‘conflitos de vizinhança’ ou ‘perturbação do sossego’, desconsiderando o viés discriminatório e religioso das agressões”. Essa postura, segundo ele, contribui para a perpetuação da impunidade e invisibiliza a dor das vítimas. Legislação que criminaliza a intolerância religiosa O Brasil possui legislação que criminaliza a intolerância religiosa. A Lei nº 9.459/1997 prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou o entendimento de que ataques a terreiros configuram crime de racismo — portanto, inafiançáveis e imprescritíveis. Na prática, contudo, essas garantias legais têm sido negligenciadas, especialmente nas periferias e territórios de maior vulnerabilidade social. Em resposta a esse cenário, as comunidades de terreiro vêm se fortalecendo por meio de redes de proteção mútua, formação política, campanhas públicas e ações em articulação com entidades da sociedade civil, como a própria ComCausa, além de iniciativas junto a universidades e órgãos de fiscalização. “Se quisermos, de fato, enfrentar a intolerância religiosa, precisamos agir em três frentes: educação, justiça e políticas públicas estruturadas. Não basta apenas denunciar. É necessário formar agentes públicos, reconhecer as religiões de matriz africana como patrimônio cultural imaterial e garantir proteção às casas tradicionais”, reforça Adriano Dias. E foi nesse contexto que se deu o colóquio: com uma confraternização marcada por um firme compromisso coletivo com a continuidade das ações e com o cuidado das árvores plantadas, que agora crescem como símbolos vivos de memória, fé e resistência dentro da universidade pública. Para denunciar casos de intolerância religiosa, ligue para o Disque 100 ou procure a DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, localizada na Rua do Lavradio, 155, Lapa – Rio de Janeiro. Telefone: (21) 2333-3509. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Dida Bar - Arquivo ComCausa

Dida Bar é reconhecido como Patrimônio Cultural Gastronômico e Imaterial e recebe bênção inter-religiosa com participação da ComCausa

Na manhã desta quinta-feira (10), o Dida Bar e Restaurante, um dos mais importantes espaços de valorização da cultura afro-brasileira do Rio de Janeiro, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Gastronômico e Imaterial do Estado. A cerimônia contou com uma bênção inter-religiosa conduzida por Frei Tatá, representante da tradição cristã franciscana, e por Pai Jorge Guerreiro, sacerdote das religiões de matriz africana. A ComCausa esteve presente no ato, representada por seu fundador, Adriano Dias. O evento, realizado no próprio restaurante localizado na Rua Barão de Iguatemi, no Polo Gastronômico da Praça da Bandeira, celebrou os 10 anos de fundação do Dida Bar, inaugurado em 2015 pela chef Dida Nascimento. Ao lado dos filhos Thiago, Matheus e Stefani, Dida transformou o local em um símbolo de resistência cultural, ancestralidade e excelência gastronômica. A cerimônia de benção inter-religiosa foi um dos momentos mais emocionantes da celebração, reunindo fé, espiritualidade e cultura em um mesmo espaço. Para Adriano Dias, a atividade reforçou o valor simbólico e comunitário do Dida Bar. “Esse é um território sagrado, construído com afeto, identidade e luta. A ComCausa não poderia deixar de estar presente nesse momento histórico”, afirmou. Inspirado na trajetória de Tia Maria, mãe de Dida, que nos anos 1970 comandava um bar na Zona Norte promovendo rodas de jongo e encontros culturais, o restaurante resgata essa tradição em um ambiente acolhedor e repleto de elementos da cultura africana e afro-brasileira. O cardápio reúne sabores de diversos países do continente africano e da diáspora, como o Kruger (costela com geleia apimentada), o Calulu angolano, o feijão nigeriano, e o arroz com limão e camarão do Quênia, além de drinks autorais com ingredientes típicos. Além da culinária, o Dida Bar se consolidou como espaço de promoção da arte e da cultura negra, com rodas de samba, jantares africanos e encontros com artistas e intelectuais como a escritora Conceição Evaristo. A proposta é oferecer não apenas uma experiência gastronômica, mas também um ambiente de reconhecimento, troca e valorização das raízes africanas. Com o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, o Dida Bar reforça seu papel como ponto de referência para visitantes do Brasil e do mundo, incluindo cidades como Nova York, Dallas, Londres e regiões do Canadá. A expectativa agora é ampliar as ações culturais e fortalecer parcerias, como as que já vêm sendo desenvolvidas com o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) e com o Theatro Municipal. A comemoração seguiu ao longo do dia com presença de amigos, familiares, frequentadores e personalidades da cultura e da gastronomia carioca, e teve como destaque a apresentação do Samba da Dida. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Fórum de direitos humanos ComCausa

ComCausa participa da Jornada de Direitos Humanos 2025

No próximo dia 15 de abril, às 9h (horário de Brasília), ocorrerá a Jornada de Direitos Humanos 2025, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR) da Câmara dos Deputados. O evento, que será realizado de forma presencial e virtual, contará com a participação de movimentos sociais, representações da sociedade civil, agentes públicos e instituições dedicadas à promoção e proteção dos direitos humanos. A ComCausa, organização comprometida com a defesa da vida e dos direitos das minorias, estará presente, contribuindo ativamente para a elaboração de uma agenda comum no campo dos direitos humanos. O evento terá como principal objetivo a construção de uma agenda compartilhada entre diferentes instituições, com foco na garantia dos direitos das minorias, na preservação e proteção das culturas populares e étnicas, e na promoção da igualdade racial. A participação de diversas organizações é fundamental para garantir a efetivação dos direitos das populações tradicionais, como os quilombolas, além de fortalecer as políticas públicas em defesa da igualdade e dos direitos civis e sociais. Durante a jornada, haverá uma mesa redonda aberta, onde cada entidade terá a oportunidade de expor suas contribuições, com tempo limitado de 3 minutos por entidade. A participação será permitida tanto de forma presencial, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados, quanto de forma virtual, via teleconferência, com acesso mediante inscrição no link fornecido pela organização do evento. Aqueles que optarem pela participação virtual poderão se inscrever durante a reunião por meio do “bate-papo” da sala virtual. A ComCausa, como organização dedicada à promoção dos direitos humanos e à defesa das populações marginalizadas, reafirma sua importância neste espaço de diálogo e construção de políticas públicas. A participação da entidade visa fortalecer a luta por direitos mais justos, inclusivos e equitativos para todos. O evento será transmitido pelos canais da Câmara dos Deputados, e a ComCausa está comprometida em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para as minorias e comunidades tradicionais. Foto de capa ilustrativa do fórum de direitos humanos Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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ato simbólico na Praça Nossa Senhora da Conceição, em Queimados

Documentário abre o Circuito Memória Verdade e Justiça em São João de Meriti

Nesta terça-feira, 09 de abril, a cidade de São João de Meriti sedia a abertura oficial do Circuito Memória, Verdade e Justiça, uma iniciativa da organização ComCausa, em parceria com diversas instituições de direitos humanos e universidades. A atividade ocorre a partir das 17h no Auditório João Cândido, da Universidade Estácio de Sá, com entrada gratuita e certificação para os participantes. Com uma programação que une cinema, debate e memória, o evento marca os 61 anos do golpe civil-militar de 1964 e homenageia os 20 anos da Chacina da Baixada, episódio que vitimou 29 pessoas em 2005, em uma das maiores chacinas da história recente do Brasil. Entre os destaques do primeiro dia, está a exibição do documentário “Você também pode dar um presunto legal”, produzido de forma clandestina durante os anos de chumbo. A obra denuncia a atuação do Esquadrão da Morte e do delegado Sérgio Fleury, símbolos da repressão promovida pelo regime militar. Em seguida, será realizada uma roda de conversa sobre os impactos da ditadura na Baixada Fluminense, além terá da exposição “Memorial da Chacina da Baixada”, desenvolvida pela ComCausa para manter viva a memória das vítimas do massacre ocorrido há duas décadas. Um circuito por justiça e resistência O Circuito Memória, Verdade e Justiça tem como objetivo democratizar o acesso à memória histórica e estimular reflexões sobre os impactos da violência de Estado no Brasil. O evento segue nesta quarta-feira (10) para a cidade de Queimados, com uma edição especial no Projeto Prof. Fábio Castelano, a partir das 19h. O Circuito Memória, Verdade e Justiça encerra sua primeira semana de atividades em São João de Meriti na sexta-feira (11/04), retornando ao Auditório João Cândido da Universidade Estácio de Sá (Meriti), novamente às 17h, com entrada gratuita. A programação contará com exibição de filmes, debates e atividades educativas com estudantes da rede pública, além da exposição itinerante do Memorial da Chacina da Baixada, reforçando a importância de lembrar esse episódio de violência policial que ainda ecoa na memória das famílias e comunidades da região. Memória como resistência A ComCausa, organização fundada em 2010, tem um histórico dedicado à preservação da memória histórica. Em 2012, integrou a Comissão Nacional da Verdade e promoveu o Circuito Memória e História. No ano seguinte, contribuiu para a criação do Comitê Baixada de Memória, Justiça e Verdade. Mesmo enfrentando o desmonte de políticas públicas de memória a partir de 2014 e o avanço de grupos negacionistas, a entidade seguiu firme em sua missão. Em 2014, a ComCausa lançou a exposição Ditadura e Baixada Fluminense, que evidenciou a repressão do regime militar na região e celebrou a resistência de figuras como Dom Adriano Hipólito. Outro marco de sua atuação é a luta pelo reconhecimento da Casa da Morte, em Petrópolis, um centro de tortura da ditadura que a organização busca transformar em um espaço de memória e conscientização sobre violações de direitos humanos. Memorial da Chacina da Baixada resgata a memória de um massacre que aconteceu no mesmo dia do golpe de 1964 No dia 31 de março, enquanto o Brasil relembra os 61 anos do golpe civil-militar de 1964, outro marco trágico da história recente ecoa na Baixada Fluminense: a Chacina da Baixada, ocorrida exatamente nesta mesma data, em 2005. Em memória das 29 vítimas assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados, foi inaugurado o Memorial da Chacina da Baixada, idealizado pela organização ComCausa, como forma de resistência e preservação da história. A coincidência das datas não é apenas simbólica, mas reveladora. O massacre, realizado por grupos de extermínio ligados às forças de segurança do Estado, evidencia que o ciclo da violência institucional iniciado com o golpe de 1964 ainda deixa marcas profundas nas periferias brasileiras. Enquanto o regime ditatorial instaurava um período de repressão, censura e tortura, décadas depois, a Baixada Fluminense enfrentava outra forma brutal de violência – desta vez com a conivência e participação direta de agentes públicos. O filme “Ainda Estou Aqui” e o resgate da memória O Circuito também se inspira na recente repercussão do filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, que retrata a trajetória de Eunice Paiva, em busca do paradeiro de seu marido desaparecido pelo regime. A produção tem fortalecido ações educativas e culturais voltadas para a valorização da memória histórica como instrumento de justiça — exatamente o que o Circuito busca reforçar. Serviço Circuito Memória, Verdade e Justiça – Etapa São João de MeritiLocal: Auditório João Cândido – Estácio São João de Meriti (Av. Automóvel Clube, 1.178)Data: 09 e 11 de abril de 2025Horário: A partir das 17hEntrada gratuita | Certificação para participantes Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Encontro entre o diretor-geral da unidade, professor Rodney Albuquerque, e Adriano Dias, fundador da ComCausa

IFRJ de São João de Meriti e ComCausa realizam campanha de prevenção ao bullying durante o mês de abril

No mês em que se completam 12 anos do trágico ataque ao colégio Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio de Janeiro, a ComCausa e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) – campus São João de Meriti – firmaram uma parceria para o desenvolvimento de uma campanha de prevenção ao bullying e ao cyberbullying com ações voltadas à conscientização de estudantes, professores e comunidade escolar. O encontro entre o diretor-geral da unidade, professor Rodney Albuquerque, e Adriano Dias, fundador da ComCausa, ocorreu nas dependências do IFRJ e marcou o início da articulação da campanha, que será desenvolvida ao longo do mês de abril nos corredores e espaços comuns da instituição. Além de discutir as consequências do bullying no ambiente escolar, a proposta também abordará os impactos do cyberbullying e de outras formas de violência simbólica que afetam o bem-estar e o desenvolvimento saudável de adolescentes. Um dos pontos centrais será a realização de uma roda de conversa na próxima semana, que utilizará como ponto de partida um episódio da série “Adolescentes”, disponível na Netflix, conectando a produção audiovisual com reflexões práticas sobre a realidade dos estudantes da unidade. De acordo com Adriano Dias, é essencial que instituições de ensino abram espaço para esse tipo de debate. “A lembrança do ataque de Realengo precisa ser um alerta permanente. O bullying é um dos sintomas de uma cultura de exclusão, e a escola precisa ser um território de escuta, acolhimento e transformação. Quando utilizamos conteúdos como séries e filmes para provocar reflexão, conseguimos dialogar de maneira mais próxima com os jovens”, afirmou. Já o diretor Rodney Albuquerque reforçou o compromisso do IFRJ com a construção de uma escola democrática e segura para todos. “Essa parceria com a ComCausa representa nossa intenção de ir além do conteúdo pedagógico. Acreditamos em uma educação que forma cidadãos críticos e conscientes, e a prevenção ao bullying é parte essencial desse processo”, destacou. As ações da campanha incluirão ainda a distribuição de materiais educativos, painéis reflexivos pelos corredores da escola e a participação de estudantes em oficinas e rodas de conversa. A atividade da próxima semana será aberta para professores, alunos e convidados externos, fortalecendo o diálogo coletivo sobre o tema. A campanha tem como objetivo não apenas marcar a memória do massacre da Escola Tasso da Silveira, ocorrido em 7 de abril de 2011, mas também gerar mudanças concretas no cotidiano escolar, promovendo a cultura da paz e o respeito às diferenças. Mais informações e cobertura das atividades poderão ser acompanhadas no portal www.comcausa.org.br e nas redes sociais da ComCausa e do IFRJ São João de Meriti. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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