Destaque

Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional

No Dia Nacional da Educação de Surdos reafirmamos nosso compromisso com a inclusão e a saúde comunitária na Baixada Fluminense

Hoje, 23 de abril, celebramos o Dia Nacional da Educação de Surdos, também conhecido como o Dia Nacional do Deficiente Auditivo. Esta é uma data fundamental para dar visibilidade à luta das pessoas surdas por dignidade, acessibilidade e igualdade de oportunidades, especialmente nas áreas da educação, trabalho e saúde. É também uma oportunidade de valorizar a Libras — Língua Brasileira de Sinais — como um direito linguístico e cultural de uma comunidade historicamente invisibilizada. Nós, da ComCausa, reconhecemos a urgência de transformar essa realidade, especialmente nas favelas da Baixada Fluminense, onde as desigualdades se sobrepõem e dificultam ainda mais o acesso a direitos básicos. Por isso, neste Dia Nacional da Educação de Surdos, reafirmamos o nosso compromisso com a inclusão, a comunicação acessível e a promoção da saúde integral, por meio do projeto ComuniSaúde — uma iniciativa que estamos implementando com muito empenho nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. O ComuniSaúde nasce da escuta e da articulação com moradores, lideranças locais e profissionais da saúde. Nosso objetivo é fortalecer as redes comunitárias, promover o cuidado com a saúde mental e garantir que a população tenha acesso à atenção básica de forma humanizada e respeitosa — o que inclui a garantia da acessibilidade para pessoas surdas. Acreditamos que comunicar-se é um direito, e por isso defendemos que as informações e os serviços de saúde também estejam disponíveis em Libras, rompendo com as barreiras que ainda excluem milhares de pessoas do cuidado que merecem. A data de hoje nos inspira a seguir mobilizando ações, fóruns, encontros e campanhas que valorizem a cultura surda, estimulem o uso da língua de sinais e promovam a troca entre gerações. Acreditamos que a transformação começa no território — e é ao lado da comunidade que continuaremos lutando por uma saúde pública que acolha todas as pessoas, sem distinções. A inclusão não é um favor, é um direito. E é por isso que seguimos firmes na defesa da vida em todas as suas formas. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Morte Papa Francisco

Morre aos 88 anos Papa Francisco o primeiro papa latino-americano

O Papa Francisco, líder supremo da Igreja Católica, faleceu aos 88 anos na madrugada desta segunda-feira (21 de abril), em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano, em Roma. A informação foi confirmada pelo cardeal Kevin Farrell, que destacou a serenidade do pontífice em seus últimos momentos. Francisco lutava contra complicações respiratórias decorrentes de uma pneumonia dupla, que o manteve internado por cerca de 40 dias antes de seu falecimento. Nos dias que antecederam sua morte, o Papa Francisco ainda demonstrava resiliência. No sábado (19 de abril), apareceu publicamente na Basílica de São Pedro, e no Domingo de Páscoa (20 de abril), abençoou milhares de fiéis na Praça de São Pedro. Em seu último discurso, fez um apelo emocionado: “Peço aos responsáveis políticos que não cedam à lógica do medo, mas usem os recursos para ajudar os necessitados, combater a fome e promover o desenvolvimento”. Suas palavras ecoaram como um testamento de seu compromisso com os mais vulneráveis. O histórico de saúde do pontífice sempre foi delicado. Desde a juventude, enfrentou problemas respiratórios — chegou a ter parte de um pulmão removido —, e nos últimos anos, crises de bronquite e dores crônicas no joelho limitaram suas atividades. Em fevereiro de 2025, foi internado novamente devido a um grave quadro de bronquite, exigindo transfusões de sangue. Apesar dos esforços médicos, as complicações infecciosas foram irreversíveis. Trajetória: do subúrbio de Buenos Aires ao VaticanoNascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Francisco era filho de imigrantes italianos. Formado em química, abandonou a carreira científica aos 20 anos para ingressar no seminário da Companhia de Jesus. Ordenado sacerdote em 1969, destacou-se por seu trabalho nas periferias argentinas durante a crise econômica de 2001, onde ganhou o apelido de “bispo dos pobres”. Sua ascensão na hierarquia católica foi marcante: tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 1998, cardeal em 2001 e, em 2013, foi eleito o primeiro papa latino-americano da história, sucedendo Bento XVI após sua renúncia. Adotou o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, símbolo da humildade e da conexão com a natureza. Legado de reformas e desafiosFrancisco será lembrado como um líder progressista que desafiou tradições seculares. Promoveu diálogo com grupos marginalizados, incluindo a comunidade LGBTQ+, e em 2025, o Vaticano aprovou diretrizes permitindo a entrada de homens gays em seminários, desde que vivessem em castidade. Também enfrentou escândalos de abuso sexual na Igreja com firmeza, reunindo-se pessoalmente com vítimas em Portugal em 2023 e criticando a omissão de líderes religiosos. Sua encíclica Laudato Si’ (2015) tornou-se um marco na defesa do meio ambiente, enquanto Fratelli Tutti (2020) reforçou seu chamado à fraternidade global. Apesar das críticas de setores conservadores, sua abordagem pastoral — marcada por gestos como lavar os pés de presidiários e abraçar refugiados — conquistou o coração de milhões. Reações globais e sucessãoLíderes mundiais lamentaram a perda. O presidente argentino Javier Milei decretou três dias de luto nacional, lembrando o trabalho de Bergoglio nas favelas de Buenos Aires. Joe Biden, presidente dos EUA, classificou-o como “uma luz em tempos sombrios”, e António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou sua “incansável busca pela paz”. O Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, líder ortodoxo, chamou-o de “irmão que ensinou a ver Deus nos pequenos”. Enquanto isso, o Vaticano prepara o velório na Basílica de São Pedro, com um funeral que promete reunir multidões. O conclave para eleger seu sucessor ocorrerá em até 20 dias, em meio a expectativas sobre o futuro de uma Igreja dividida entre reformas e tradição. Um pontificado para a históriaFrancisco deixa um legado de compaixão e coragem. Sua vida, dedicada aos excluídos, e sua morte, cercada pelo mesmo silêncio humilde que marcou seu papado, consolidam-no como um dos papas mais influentes da era moderna. Como ele mesmo disse: “A verdadeira força não está no poder, mas no serviço”. Seu chamado para “construir pontes” seguirá como desafio para um mundo em busca de esperança. Líderes mundiais lamentam a morte do Papa Francisco, nesta segunda-feira (21). O pontífice morreu na madrugada desta segunda-feira (21), às 2h35 – 7h35, no horário do Vaticano. Argentina O presidente da Argentina, Javier Milei, encontra-se com o Papa Francisco no Vaticano em 11 de fevereiro de 2024. O presidente Argentino, Javier Milei, publicou uma nota de pesar em uma rede social dizendo ter recebido a notícia da morte de Francisco com profunda tristeza. “Foi com profunda tristeza que soube nesta triste manhã que o Papa Francisco, Jorge Bergoglio, faleceu hoje e agora descansa em paz. Apesar das diferenças que hoje parecem pequenas, ter podido conhecê-lo em sua bondade e sabedoria foi uma verdadeira honra para mim. Como Presidente, como argentino e, fundamentalmente, como homem de fé, despeço-me do Santo Padre e estou ao lado de todos nós que hoje lidamos com esta triste notícia”, escreveu o mandatário. Presidente da Argentina, Javier Milei, lamenta a morte do primeiro papa Argentino. Brasil Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que “a humanidade perde uma voz de respeito e acolhimento ao próximo” e citou a atuação do papa à frente da Igreja Católica. Lula decretou luto oficial de sete dias no Brasil pela morte do papa. “Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças. Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito.” Nota de pesar do presidente Lula pela morte do papa Francisco França Papa Francisco em encontro com o presidente francês Emmanuel Macron na sexta-feira (26) — Foto: Vatican Media/Handout via REUTERS O presidente da França, Emmanuel Macron, relembrou a trajetória do pontífice. “De Buenos Aires a Roma, o Papa Francisco quis que a Igreja levasse alegria e esperança, especialmente aos mais pobres. Que ela trabalhasse pela união entre os Homens, e entre a

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Caso Lara Maria

Justiça por Lara Maria: julgamento é marcado para maio após três anos

Após três anos de espera, sofrimento e mobilizações constantes, está marcado para o dia 12 de maio de 2025 o julgamento de Wellington Galindo de Queiroz, acusado do assassinato brutal da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos, ocorrido em março de 2022, em Campo Limpo Paulista (SP). O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campo Limpo Paulista, e será conduzido pelo juiz Dr. Lucas Dadalto Sahão. O caso teve início no dia 16 de março de 2022, quando Lara saiu de casa para comprar pão e desapareceu. Três dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área de mata nas proximidades de sua residência, apresentando sinais evidentes de violência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina foi vítima de traumatismo craniano, causado por pelo menos quatro golpes desferidos com um objeto contundente, como um martelo ou picareta. Havia também a presença de cal sobre o corpo — o que, segundo os peritos, indicava uma tentativa deliberada de acelerar a decomposição. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, resultaram na identificação de Wellington Galindo como principal suspeito. Imagens de câmeras de segurança o flagraram dirigindo um carro prata na região onde Lara foi vista pela última vez. O suspeito, com passagens criminais por tráfico de drogas, receptação e associação criminosa, foi intimado para depor, mas fugiu, tornando-se foragido da Justiça. Durante dois anos, Wellington foi procurado pelas autoridades de diversos estados e chegou a entrar na lista de foragidos da Interpol. Informações não confirmadas apontavam sua possível presença em estados do Nordeste. Entretanto, foi somente em abril de 2024 que ele foi capturado pela Polícia Federal, em Foz do Iguaçu (PR), região da Tríplice Fronteira. No momento da abordagem, registrada em vídeo pelas autoridades, Wellington tentou se passar por outra pessoa, identificando-se como “Diego Rodrigues Alves”. Alegou trabalhar como eletricista e morar na cidade há um ano e três meses. Sem documentos, foi encaminhado à delegacia e, após confronto com os dados disponíveis, confessou sua identidade real. Contra ele havia mandado de prisão preventiva pelos crimes de homicídio qualificado, além de uma ordem judicial por porte ilegal de arma de fogo, expedida pela Vara de Execuções Penais de Pernambuco. Julgamento marcado encerra longa espera da família de Lara Maria: dor, resistência e a busca por justiça A prisão de Wellington Galindo de Queiroz, ocorrida em abril de 2024 após dois anos foragido, permitiu o avanço decisivo do processo judicial que investiga o assassinato da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos. Com o réu agora sob custódia, a Comarca de Campo Limpo Paulista anunciou a data do julgamento: será no dia 12 de maio de 2025, em sessão de júri popular, presidida pelo juiz Dr. Lucas Dadalto Sahão. A Promotoria de Justiça de São Paulo, responsável pela condução do caso desde o início, será reforçada pela atuação das advogadas criminalistas Dra. Marli Carvalho e Dra. Janira Rocha, que compõem a assistência de acusação e representam os interesses da família de Lara. Ambas acompanham o caso desde os primeiros momentos, contribuindo para que a voz da família seja efetivamente ouvida nos autos do processo. Desde o crime, os pais de Lara enfrentam uma realidade marcada por sofrimento emocional e dificuldades materiais. A mãe, Luana Nascimento, que trabalhava com confeitaria, abandonou a atividade profissional após a perda da filha, incapaz de retomar a rotina em um ambiente repleto de lembranças. O pai, igualmente abalado, precisou afastar-se do trabalho por recomendação médica. Com outras duas filhas pequenas, o casal contou com o apoio da rede de solidariedade de amigos, vizinhos e da comunidade local para enfrentar o luto e a longa espera por justiça. Acompanhamento da ComCausa A trajetória da família recebeu suporte também de organizações da sociedade civil, como a ComCausa, que acompanha o caso por meio do programa ACOLHER por indicação de outro familiar de vitima. A iniciativa oferece apoio emocional, orientação institucional e articulação com a imprensa, os movimentos sociais e as autoridades, ajudando a manter viva a memória da vítima e a pressionar por justiça. Para a ComCausa, o julgamento representa muito mais do que a resolução de um processo: “Não é apenas por Lara. É por todas as crianças vítimas de violência que precisam ser lembradas e protegidas. Este julgamento é um símbolo contra a impunidade e a banalização da dor que tantas famílias enfrentam no país”, divulgado em nota pela instituição. A sessão será aberta ao público, e a presença da comunidade é esperada como um gesto coletivo de solidariedade e vigilância democrática. A mobilização nas redes sociais segue forte, principalmente por meio da campanha com a hashtag #JustiçaPorLaraMaria, que impulsionou atos simbólicos, caminhadas e homenagens ao longo dos últimos anos. Kuta da família de Lara Desde o dia do desaparecimento, em 16 de março de 2022, até a localização do corpo da menina três dias depois — com graves lesões e indícios de tentativa de ocultação —, a família de Lara viveu uma jornada marcada pela dor, mas também por coragem. A luta por justiça transformou-se em uma missão de vida para os pais, que esperam, com o julgamento, poder honrar a memória da filha e encerrar um ciclo de sofrimento. “A luta é para que a verdade apareça e que a justiça finalmente aconteça. Queremos lembrar a Lara como ela era: uma menina cheia de sonhos, carinhosa e doce. O que nos resta agora é garantir que sua memória não seja esquecida e que seu nome represente resistência”, declarou Luana, emocionada. A sociedade de Campo Limpo Paulista, duramente impactada pela tragédia, também aguarda o desfecho do caso como um marco de reparação coletiva. Para muitos moradores, o julgamento simboliza o compromisso com a verdade e a reafirmação de que a justiça pode até tardar, mas não pode falhar. Julgamento de Wellington Galindo de QueirozData: 12 de maio de 2025 (segunda-feira)Horário: 9h30Local: Fórum de Campo Limpo Paulista – 1ª VaraEndereço: Rua Marechal Deodoro da Fonseca 550 –

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Pai mantém protesto solitário

Pai mantém protesto solitário diante do Ministério Público 29 anos após morte do filho em ação policial

Na manhã desta terça-feira, 15 de abril de 2025, o cenário diante da sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense, foi marcado por um silêncio contundente e carregado de significado. Sozinho, como tem feito há quase três décadas, o senhor José Luiz Faria da Silva voltou a ocupar aquele espaço público, segurando sua dor como estandarte de luta. Pai de Maicon de Souza da Silva — assassinado aos dois anos e meio por um disparo de fuzil da Polícia Militar durante uma ação no conjunto de favelas de Acari, em 1996 —, ele mantém vivo o clamor por justiça, memória e reparação. Era o fim da tarde de 15 de abril de 1996 quando Maicon foi atingido por um tiro, a poucos metros de sua residência e sob o olhar do próprio pai. Desde então, ano após ano, no mesmo dia, José Luiz retorna ao local onde acredita que as respostas deveriam ter vindo. O processo que buscava responsabilizar os autores do disparo foi tragado pelo tempo e, com ele, a esperança de punição se esvaiu: o caso prescreveu. A prescrição, no âmbito jurídico, representa a perda do direito do Estado de punir, por não ter agido dentro do prazo legal estabelecido. No próximo ano, o caso deve ser arquivado definitivamente com a extinção da punibilidade — termo mais amplo, que abarca a prescrição e outros motivos pelos quais o Estado perde sua capacidade de responsabilizar juridicamente alguém, como a decadência ou o perdão judicial. Para quem cruza apressadamente a calçada do prédio do Ministério Público, José Luiz pode parecer apenas mais um idoso sentado com seus cartazes. Mas para quem conhece sua trajetória, ele é símbolo de resistência. Com o tempo, tornou-se figura conhecida pelos funcionários e seguranças da instituição, que, com frequência, lhe oferecem palavras de conforto, café e solidariedade. Sua presença constante é mais que lembrança: é um grito silencioso contra o esquecimento imposto pelo sistema. A ComCausa esteve presente na vigília deste 15 de abril, renovando seu compromisso com a luta por memória e justiça. Ao longo de sua trajetória, José Luiz sempre esteve ao lado de outras mães e pais que também enfrentam a dor da perda e o abandono institucional. Desta vez, estava só — e testemunhar sua solidão foi profundamente doloroso. Por isso, estar com ele é mais do que um gesto de apoio: é um compromisso ético, político e histórico. Que sua vigília solitária continue ecoando como uma denúncia. Que o silêncio das autoridades não apague o nome de Maicon. Porque resistir à impunidade é também manter viva a memória — e isso é, em si, um ato de justiça. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Saúde Mental

ComuniSaúde: nossa ação pela saúde nas favelas e homenagem ao legado da neurocirurgia brasileira

No dia 14 de abril, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Neurocirurgião, nós da ComCausa aproveitamos a data para lançar mais uma frente de atuação pela defesa da vida e da saúde pública: o projeto ComuniSaúde. Nossa missão com essa iniciativa é clara — melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense, onde o direito à saúde muitas vezes ainda é negado ou negligenciado. Vamos implementar o ComuniSaúde nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em parceria com as secretarias municipais de saúde e com instituições locais que já atuam nesses territórios. Mas o verdadeiro coração desse projeto são os moradores. É com eles — e por eles — que vamos mapear as necessidades reais de cada território, organizar rodas de conversa, oficinas educativas e articular caminhos para que a saúde chegue de forma humana, acolhedora e eficiente. Escolhemos iniciar essa mobilização no dia 14 de abril como uma forma de também homenagear o médico Paulo Niemeyer Soares, nascido nesta data em 1914, e que se tornou um dos maiores nomes da neurocirurgia brasileira. A trajetória do Dr. Paulo Niemeyer é símbolo de inovação, dedicação e compromisso com o conhecimento e com a vida. Ele ajudou a fundar a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, foi pioneiro na especialidade e levou o nome da medicina nacional ao reconhecimento internacional. Seu legado nos inspira a seguir acreditando no poder transformador da ciência e da saúde. Ao levar o ComuniSaúde para as favelas da Baixada, queremos garantir que o cuidado com a mente e com o corpo não seja privilégio de alguns, mas um direito de todos. Acreditamos que saúde se constrói com informação, presença e articulação comunitária. Por isso, estamos unindo profissionais da saúde, agentes populares, lideranças locais e instituições parceiras para transformar os territórios em espaços de escuta, acolhimento e transformação. Nesse Dia do Neurocirurgião, afirmamos: seguimos firmes na construção de uma saúde pública verdadeiramente acessível, comunitária e orientada pela defesa da vida. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Dia mundial do combate a Doenca de Chagas

ComuniSaúde: nossa ação contra a Doença de Chagas e pela saúde nas favelas da Baixada Fluminense

No dia 14 de abril, quando o mundo volta os olhos para a luta contra a Doença de Chagas, nós da ComCausa reforçamos nosso compromisso com a promoção da saúde pública e da vida digna nos territórios populares. Esta é uma das datas que marcam o início do nosso projeto ComuniSaúde, uma iniciativa que criamos para melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. Vamos implementar o ComuniSaúde nas principais comunidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, sempre em colaboração com as secretarias municipais de saúde, instituições locais e, sobretudo, com os próprios moradores. Acreditamos que nenhuma política de saúde pode ser eficaz sem ouvir quem vive nos territórios. Por isso, o envolvimento direto da população será essencial para mapear necessidades, compartilhar saberes e garantir que a campanha alcance todas as pessoas de forma inclusiva. Nesta etapa inicial do projeto, escolhemos destacar a Doença de Chagas, uma enfermidade historicamente negligenciada que afeta entre 6 e 7 milhões de pessoas no mundo, principalmente na América Latina. Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida, principalmente, pelo inseto barbeiro, a doença pode ser silenciosa na fase aguda, mas se não tratada, evolui para complicações cardíacas e digestivas graves. E o mais alarmante: apenas 10% das pessoas infectadas recebem diagnóstico, e apenas 1% recebe tratamento adequado. Isso é inaceitável — e queremos mudar essa realidade. Por meio do ComuniSaúde, vamos promover ações informativas e preventivas nas comunidades, com foco na vigilância sanitária, no controle de vetores, no cuidado com a produção e manipulação de alimentos e na importância do diagnóstico precoce. Também vamos dialogar sobre como a doença pode ser transmitida por outras vias, como transfusões de sangue, transplantes e durante a gestação. Acreditamos que o conhecimento salva vidas — e, por isso, construiremos rodas de conversa, oficinas e materiais educativos acessíveis a todos e todas. Para nós da ComCausa, a luta pela saúde é parte da defesa da vida. O ComuniSaúde nasce do nosso compromisso com os direitos humanos e com a justiça social. Vamos transformar cada favela em um território de cuidado, onde a informação circula, o acolhimento é realidade e a saúde é um direito garantido. É assim, juntos, que enfrentamos não apenas a Doença de Chagas, mas todas as formas de invisibilidade que ainda persistem nas periferias. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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