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Fiocruz recebe evento em celebração ao Dia Estadual da Saúde nas Favelas - Arquivo ComCausa

“Saúde mental NÃO é piada”: Fiocruz lança “Caixa de Estigmas” e amplia o debate sobre acolhimento e cuidado no SUS

A Fiocruz lançou uma campanha impactante sobre saúde mental que recoloca no centro do debate público um tema muitas vezes tratado com descaso: o estigma que desautoriza o sofrimento psíquico. Com a frase direta “Saúde Mental NÃO é piada”, a série “Caixa de Estigmas” reúne expressões comuns que, travestidas de “conselhos” ou “brincadeiras”, acabam alimentando o silêncio e afastando pessoas da rede de cuidado. Frases como “Isso é frescura”, “CAPS é coisa de maluco”, “Ansiosa de quê? Vai lavar uma louça que passa” e “Como você tem depressão se vive sorrindo?” são exemplos de um discurso que, embora naturalizado, produz barreiras reais ao acesso à saúde. O recado da campanha é claro: minimizar o sofrimento não é opinião, é exclusão. E pode custar vidas. CAPS não é meme: é cuidado em liberdade A campanha também faz um alerta sobre a banalização do tema nas redes sociais, onde o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), serviço do SUS voltado ao cuidado em saúde mental, por vezes vira objeto de piada. A Fiocruz lembra que o CAPS é uma porta de acolhimento e não um rótulo. É parte da lógica de cuidado em liberdade e em comunidade, que se opõe à internação compulsória e aos antigos manicômios. Quando se faz piada com esse serviço, o que se atinge não é apenas a imagem da instituição, mas o direito das pessoas a serem cuidadas com dignidade. Rede de Atenção Psicossocial: acesso antes, durante e depois da crise Outro ponto central da campanha é divulgar a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) do SUS. A estrutura não é feita só para situações extremas: é um conjunto de serviços que oferece acolhimento, prevenção, acompanhamento e cuidado contínuo, inclusive nos territórios mais vulnerabilizados. Combater o estigma significa também superar o mito de que só se busca ajuda quando “já passou dos limites”. Saúde mental se cuida todos os dias, e quanto mais cedo se reconhece o sofrimento, melhor. Mapa de serviços para as periferias do Rio A campanha também apresenta a cartilha “Cuidar de quem cuida – Mapa de Serviços de Saúde Mental nas Periferias do Rio de Janeiro”, ferramenta prática para quem vive em territórios com menos acesso à informação confiável. A ideia é transformar a frase genérica “procure ajuda” em um caminho concreto: onde ir, por onde começar, o que esperar. Em áreas marcadas por sobrecarga, desigualdade e violência, esse tipo de material pode fazer a diferença entre o isolamento e o cuidado. Comunicação popular como instrumento de saúde pública A campanha da Fiocruz dialoga diretamente com o Projeto ComuniSaúde, que atua com base territorial para enfrentar estigmas e desinformação. Com linguagem clara, presença comunitária e articulação com a rede pública, o projeto aposta na comunicação como estratégia de cuidado e mobilização social. O que a campanha pede é simples: respeito e responsabilidade Frases como “isso é moleza” ou “depressão é falta de Deus” podem parecer inofensivas, mas produzem vergonha, medo e afastamento do cuidado. A campanha da Fiocruz lembra que acolher salva, e que saúde mental deve ser tratada com a mesma seriedade que qualquer outro aspecto da saúde. Falar com responsabilidade sobre sofrimento psíquico é compromisso com a vida, com os direitos humanos e com o fortalecimento do SUS. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Imagem de capa ilustrativa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComCausa recebe kit do Prêmio Periferia Viva e grava vídeo a pedido do Ministério das Cidades

ComCausa recebe kit do Prêmio Periferia Viva e grava vídeo a pedido do Ministério das Cidades

A ComCausa – Defesa da Vida informou que recebeu, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o kit institucional do Prêmio Periferia Viva, iniciativa vinculada ao Ministério das Cidades. A organização registrou o recebimento como parte de uma retomada de diálogo institucional e ressaltou que o envio foi recebido com alegria, respeito e senso de responsabilidade pública. De acordo com a ComCausa, o kit chegou com camisetas, uma bolsa e uma garrafa térmica, em uma caixa bem apresentada e cuidadosamente preparada. A organização elogiou a qualidade e o cuidado do material, agradecendo publicamente à equipe responsável pelo Prêmio e destacando que gestos assim também comunicam reconhecimento e valorização de quem atua diretamente nos territórios. Além do registro do recebimento, a ComCausa informou que gravou um vídeo a pedido do Ministério das Cidades, comunicando a entrega do kit e reafirmando seu compromisso com a política pública voltada às periferias. Para a organização, esse tipo de registro não é apenas formalidade: faz parte de um entendimento objetivo sobre comunicação pública como ferramenta de transparência e fortalecimento de redes. Colocação à disposição: o que a ComCausa ofereceu e como pretende contribuir No mesmo comunicado, a ComCausa afirmou que se colocou à disposição da secretaria do Ministério das Cidades responsável pelo Prêmio Periferia Viva para contribuir com a divulgação das ações realizadas pelas iniciativas selecionadas. A organização explicou que sua “colocação à disposição” significa ofertar apoio concreto de comunicação e rede, para que as experiências premiadas sejam conhecidas, acompanhadas e fortalecidas. Segundo a ComCausa, isso inclui colaborar com produção e circulação de conteúdos (notas, textos, registros, vídeos curtos, cards e materiais informativos), articulação com mídias comunitárias e parceiros, cobertura e registro de agendas, além de organização de fluxos de informação capazes de dar visibilidade às entregas reais no território. Para a entidade, comunicação não entra como “vitrine”, mas como infraestrutura de rede, voltada a registrar método, território, parcerias e resultados. A organização sustenta que, quando ações premiadas ficam invisíveis, o prêmio corre o risco de virar apenas “lista”. Quando as ações circulam com clareza, elas viram referência, geram rede, inspiram replicação responsável e fortalecem a cobrança social por continuidade e efetividade. Nessa lógica, a ComCausa defende que a política pública precisa combinar reconhecimento com condições de acompanhamento público, transparência e circulação de informação de interesse coletivo. Do planejamento à divulgação: comunicação como parte do método A posição da ComCausa se conecta a movimentações institucionais já anunciadas pela organização. Como registrado em comunicados anteriores da Operação Periferia, a ComCausa realizou, em 20 de janeiro, na sede no Rio de Janeiro, um encontro com parceiros para organizar o planejamento de um novo ciclo de atuação territorial, com execução prevista a partir de março. A entidade afirma que desse encontro sairá um desenho operacional com responsabilidades, calendário e fluxos de comunicação. É nesse ponto que a contribuição para divulgação das iniciativas selecionadas pelo Prêmio Periferia Viva se encaixa: para a ComCausa, comunicar é sustentar método, registrar entregas e ampliar transparência — elementos que ajudam a consolidar resultados e a proteger a continuidade das ações. Interlocução institucional e fortalecimento de redes A iniciativa também dialoga com outro movimento já anunciado pela ComCausa: a busca por melhor interlocução com o Ministério das Cidades, especialmente com a Secretaria Nacional de Periferias, para contribuir com diálogo técnico, circulação de informações e rotas de cooperação que fortaleçam iniciativas nos territórios. No mesmo eixo, a organização informou que pretende intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz), buscando sinergia para ampliar a circulação de práticas, agendas e aprendizados entre territórios, organizações e parceiros, reforçando a comunicação pública com coerência e maior poder de incidência das periferias e favelas. Ao final, a ComCausa reiterou o agradecimento pelo envio do kit do Prêmio Periferia Viva e reforçou que seguirá atuando com foco em dignidade, segurança e cuidado, defendendo que a periferia não pode ser apenas citada: precisa ser estruturada como prioridade, com redes capazes de comunicar, registrar e sustentar o que funciona. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Café trans em Mesquita foto - AGANIM

Café Trans em Mesquita reforça rede de acolhimento no Mês da Visibilidade Trans

A Baixada Fluminense ganhou, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, um novo espaço de escuta, convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas trans, travestis e não binárias. O Instituto AGANIM – Direitos Humanos realizou, às 14h30, em sua sede no bairro Juscelino, em Mesquita, o 1º “Café Trans – novas perspectivas”, iniciativa voltada à criação de uma ambiência segura para troca de experiências e articulação comunitária no território. A atividade integrou a agenda do Mês da Visibilidade Trans e dialoga com o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. A data se consolidou a partir do ato político de 2004, no Congresso Nacional, que marcou o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, em articulação com o Ministério da Saúde e o movimento social. Vivências, dinâmica e escrevivência como ferramenta de afirmação De acordo com a organização, o encontro contou com a presença de Paulinha e Kely e foi idealizado e conduzido por Larissa Larrubia, estagiária de Serviço Social, travesti de 38 anos, com trajetória em dinâmicas de grupo e vivência junto à população trans, travesti e não binária em serviços do SUS no Rio de Janeiro. Antes do café, um bate-papo abriu espaço para relatos sobre vivências e trajetórias, com destaque para desafios cotidianos, estratégias de proteção, saúde mental e caminhos de fortalecimento coletivo. O grupo também realizou uma dinâmica voltada ao descanso de telas e à reflexão sobre visibilidade, a partir do olhar e da experiência de cada pessoa presente. Outro momento marcante foi a realização de uma escrevivência, prática inspirada no conceito desenvolvido por Conceição Evaristo e compreendida como escrita atravessada pela experiência vivida, pela memória e pela dimensão coletiva da narrativa. 29 de janeiro: visibilidade como direito e proteção no território Durante a conversa, Larissa trouxe reflexões sobre o sentido político do 29 de janeiro e sua importância como marco de afirmação e luta por direitos. Em territórios atravessados por desigualdades e por barreiras de acesso a políticas públicas, encontros comunitários como o Café Trans podem funcionar como porta de entrada para demandas reais, ampliando a circulação de informação, fortalecendo redes de cuidado e reduzindo o isolamento imposto pela transfobia. Participação da ComCausa e conexão com agenda apoiada pelo UNFPA A ação teve participação da ComCausa – Defesa da Vida, que reforçou a importância de manter agendas comunitárias permanentes de enfrentamento à transfobia e de promoção de convivência segura. O diálogo se conecta à agenda de Masculinidades Positivas articulada pela ComCausa com apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU), voltada à prevenção de violências e à transformação de padrões de masculinidade associados à coerção, agressividade e exclusão. “Iniciativas como o Café Trans transformam visibilidade em prática concreta: escuta, rede, acolhimento e articulação no território. Na Baixada, visibilidade é também proteção”, destacou Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Foto Reprodução transfobia

Masculinidades tóxicas alimentam transfobia: ComCausa estrutura Núcleo com apoio do UNFPA-ONU

A transfobia não nasce do nada. Ela é sustentada por uma cultura que tenta impor “normalidade” pela intimidação. E, nessa engrenagem, um elemento aparece com frequência: masculinidades tóxicas — o conjunto de padrões que associa “ser homem” a controlar, dominar, humilhar, ameaçar e provar força pela agressividade. Esse padrão funciona como linguagem social: ele dá autorização para o ataque, transforma a humilhação em espetáculo e “premia” a violência como demonstração de poder. Quando a pessoa trans rompe normas rígidas de gênero, vira alvo preferencial dessa lógica. O resultado é uma escalada que começa em “piadas” e desumanização e pode terminar em agressões físicas e ataques extremos. Conjuntura: quando a queda numérica não é melhora real O próprio dossiê da ANTRA reforça que a redução numérica observada precisa ser lida com cuidado, citando contexto adverso, com tentativas de assassinato e ausência de políticas efetivas — o que exige prevenção e ação continuada, não apenas reação pontual. Nesse cenário, a ComCausa vem estruturando uma resposta preventiva: a organização foi selecionada pelo UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU) para criar o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, com implementação entre dezembro de 2025 e junho de 2027 e acompanhamento técnico do UNFPA. O plano prevê apresentação pública e diálogo com parceiros e comunidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ampliando a capacidade de mobilização, comunicação e articulação em rede. A lógica é direta: se a transfobia é alimentada por uma cultura de coerção e humilhação, prevenção exige disputar essa cultura. Isso significa promover referências públicas de masculinidade baseadas em cuidado, autocontrole, corresponsabilidade e convivência segura — e tratar essa mudança como política permanente, não como campanha de data. Rede pública existe — e precisa conversar com o território No estado, o Programa Rio Sem LGBTIfobia informa contar com 18 equipamentos e Centros de Cidadania LGBTI+ oferecendo atendimento social, psicológico e acompanhamento jurídico. O desafio, sobretudo na Baixada, é transformar a existência de rede em acesso real, com encaminhamento, acolhimento sem discriminação e integração com educação, assistência e segurança. “Masculinidade tóxica é quando humilhar vira ‘normal’, ameaçar vira ‘postura’ e controlar vira ‘direito’. Esse modelo alimenta a transfobia.” ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura

Aracruz será sede do reencontro nacional dos Pontos de Cultura na TEIA 2026

A realização da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), carrega um significado que vai além da escolha de um local para sediar um grande encontro. Ao receber a TEIA 2026, o município passa a ocupar um lugar de destaque no mapa cultural do país e se projeta nacionalmente como território que acolhe, fomenta e dá visibilidade às redes de base comunitária que compõem a política Cultura Viva. Trata-se de um marco simbólico e político: a TEIA, historicamente, é o espaço em que os Pontos de Cultura se reconhecem como rede, trocam experiências, fortalecem agendas comuns e reafirmam a cultura como direito e como instrumento de participação social. Nesse sentido, Aracruz se torna uma espécie de “ponto de convergência” do Brasil cultural comunitário. Sediar uma TEIA reforça a ideia de interiorização das agendas públicas de cultura e amplia o protagonismo dos territórios na construção de políticas que não nascem de cima para baixo, mas são alimentadas pelas experiências concretas das comunidades. A cidade assume, assim, o papel de palco de um reencontro nacional que se sustenta na diversidade: de linguagens, tradições, identidades, modos de vida e formas de organização social. Com data prevista para 24 a 29 de março de 2026, o encontro deve transformar Aracruz, ao longo de seis dias, em um território de intensa circulação cultural e política. A expectativa é de uma programação vibrante, com atividades culturais, rodas de conversa, apresentações artísticas, espaços de formação, vivências territoriais e momentos de articulação, consolidando um ambiente de encontro capaz de aproximar iniciativas de diferentes regiões do país e fortalecer a rede por meio do diálogo direto entre quem faz cultura no cotidiano. É nesse espaço que se compartilham metodologias, se reconhecem práticas que resistem há décadas nos territórios e se atualizam pautas que atravessam a vida comunitária. Além disso, a edição de 2026, ao adotar Justiça Climática como tema central, amplia o sentido do reencontro e coloca em evidência uma agenda urgente: como as desigualdades socioambientais atingem de maneira mais dura os territórios vulnerabilizados e como a cultura comunitária responde a esses impactos, seja pela mobilização social, pela proteção de memórias e identidades, pela solidariedade cotidiana ou pela construção de formas coletivas de cuidado e resistência. ComCausa participa e colabora na construção da TEIA 2026 Nesse contexto, a ComCausa – Cultura de Direitos e Defesa da Vida confirma sua participação na TEIA 2026 e reafirma sua presença na rede Cultura Viva de forma ativa e colaborativa. A organização integra o processo contribuindo na articulação e na promoção do encontro como Ponto de Cultura e também como Ponto de Mídia Livre, fortalecendo a comunicação popular como estratégia de mobilização, formação e circulação pública das agendas culturais e de direitos. A presença da ComCausa na TEIA 2026 expressa o compromisso institucional de somar forças ao reencontro nacional, conectando coletivos, iniciativas culturais comunitárias e redes territoriais, ampliando a visibilidade das experiências de base e fortalecendo a construção coletiva do Cultura Viva. Em um momento em que a política cultural volta a ganhar escala e organicidade, a ComCausa se coloca como parte desse movimento, colaborando para que a TEIA seja, ao mesmo tempo, celebração, articulação e afirmação pública da cultura como direito e como defesa da vida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Foto Reprodução transfobia

A transfobia que não vira número: subregistro “esconde” a violência e compromete políticas públicas no Rio e na Baixada

No Dia da Visibilidade Trans, dossiê da ANTRA alerta que a queda numérica não significa segurança; tentativas de assassinato, falhas de registro e medo de denunciar mantêm parte da violência fora do sistema. ComCausa destaca projeto com apoio do UNFPA-ONU para prevenção contínua e fortalecimento de redes no território. Há um ponto que precisa ser dito com todas as letras no Dia da Visibilidade Trans: nem toda violência aparece nas estatísticas — e isso distorce a leitura do problema. Quando um dado chega ao público como “número oficial”, ele parece completo, fechado, incontestável. Mas a realidade é mais dura: existe uma camada inteira de violência transfóbica que não vira ocorrência, não vira investigação e, portanto, não vira política pública. O dossiê mais recente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) aponta exatamente esse paradoxo: mesmo quando há redução numérica, o cenário segue adverso, com aumento de tentativas de assassinato e ausência de políticas públicas efetivas. O alerta é decisivo porque a violência transfóbica não se resume ao caso extremo que vira manchete. Ela é, antes, um processo social, uma escalada silenciosa e cotidiana. A escalada que quase nunca entra no boletim A transfobia se acumula como rotina: ameaça, perseguição, humilhação pública, agressão, expulsão familiar, evasão escolar, precarização do trabalho, abordagem hostil em serviços, constrangimento em unidades públicas, medo de circular. Só que grande parte dessa escalada não entra no boletim. E, quando entra, muitas vezes aparece “mal classificada”. Há casos em que a identidade de gênero não é respeitada ou sequer registrada. Há ocorrências em que a motivação de ódio não é apontada. Há situações em que a pessoa evita denunciar por medo de revitimização, por receio de exposição ou por descrença na resposta institucional. O resultado é um retrato incompleto: o que aparece é só uma fração do que acontece. Por que o subregistro é uma forma de violência Subregistro não é só falha técnica. Ele produz efeitos sociais concretos e cumulativos: 1. Reduz a pressão institucionalSe não vira dado, não vira prioridade. Se não vira prioridade, não vira orçamento, protocolo, treinamento e meta. Sem meta, não há cobrança. Sem cobrança, o problema “some”. 2. Aumenta a impunidadeA violência “sem nome” tende a ser tratada como caso genérico. E casos genéricos morrem no fluxo: não geram investigação qualificada, não produzem responsabilização e não interrompem a repetição. 3. Produz silêncio coletivoQuando denunciar não dá retorno, a comunidade aprende a “não ir”, “não insistir”, “não se expor”. Esse aprendizado é social: ele se espalha pelo boca a boca, pela experiência compartilhada, pela sensação de que buscar ajuda pode piorar a situação. Por isso, quando a ANTRA recomenda combater a impunidade e a subnotificação e instituir normativas para coleta de dados sobre violências, tentativas de homicídio, assassinatos e violações contra travestis e pessoas trans, não se trata de burocracia. Trata-se de vida, proteção e possibilidade real de resposta do Estado. Rio e Baixada: o território piora o custo de denunciar No Rio de Janeiro e, especialmente, em cidades da Baixada Fluminense, o custo de denunciar pode ser maior por fatores territoriais: precarização urbana, trajetos longos, baixa presença de serviços especializados, circulação com risco, histórico de violência comunitária e medo de exposição. Isso cria uma equação perversa: a pessoa trans sofre violência, avalia que denunciar pode gerar revitimização (ou risco) e, no fim, a ocorrência não entra no sistema. É aí que o subregistro deixa de ser “número pequeno” e se torna mecanismo de produção de vulnerabilidade. Não é apenas “falta de dado”. É falta de proteção. Quando a gente olha para os números, precisa lembrar que existe uma camada inteira de violência que não aparece. Muito caso fica no subregistro: por medo de denunciar, por atendimento que revitimiza, por registro mal feito. E o que não vira dado não vira política. Na Baixada, isso é uma condenação cotidiana ao silêncio. ONU, ComCausa e desdobramentos: prevenção contínua para romper a engrenagem do silêncio Diante dessa realidade, a ComCausa reforça que enfrentar a transfobia não pode ser só reação ao crime consumado. É necessário atuar no que antecede: a cultura da humilhação, a intimidação cotidiana e os padrões que naturalizam a violência. É nesse ponto que entra o projeto Masculinidades Positivas pela Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa com apoio institucional do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU). O núcleo nasce para enfrentar, de forma preventiva e educativa, a naturalização da violência e os padrões de masculinidade que alimentam coerção, controle e agressividade — fatores que também operam como combustível para a transfobia no cotidiano. A proposta combina comunicação pública permanente, mobilização territorial, rodas de conversa, articulação em rede e aproximação com serviços e parceiros locais. Em termos práticos, isso significa disputar o ambiente onde o subregistro se produz: quando a violência é normalizada, a denúncia diminui. Quando a denúncia diminui, a política pública não se movimenta. E, quando a política pública não se movimenta, a violência escala. Visibilidade é também política de proteção No Dia da Visibilidade Trans, falar de subregistro é falar do que está escondido. É reconhecer que as estatísticas, sozinhas, não dão conta. É afirmar que o Estado precisa registrar melhor, acolher melhor e agir melhor. E é reconhecer que, enquanto isso não acontece com a força necessária, iniciativas comunitárias e projetos permanentes de prevenção — como os que a ComCausa fortalece com apoio do UNFPA-ONU — seguem sendo parte essencial da proteção e da dignidade no território. ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de

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